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Magistrados ratificam importância do Direito do Trabalho na Saúde Privada
O III Fórum de Relações Trabalhistas na Área Privada da Saúde do Estado da Bahia, que teve início nesta quinta e prossegue até esta sexta (11 e 12/9), no Condomínio Mundo Plaza, em Salvador, deverá ser marcado pela discussão da agudização da crise financeira no setor da Saúde privada e da sustentabilidade do negócio. Esta ideia foi exposta logo na abertura do evento pelo presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba), Raimundo Carlos Correia, e pela presidente do Sindicato das Santas Casas e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia (Sindifiba), Cláudia Alves, entidades promotoras da iniciativa. Ambos concordaram que o debate já é o primeiro passo para a solução e reconheceram a importância da participação de magistrados do Trabalho, inclusive o presidente e a vice-presidente do TRT5, desemabargadores Valtércio de Oliveira e Nélia Neves, de procuradores do Trabalho e de profissionais da Saúde e do Direito na busca por novos caminhos.
A mesa de abertura do Fórum foi formada, além dos dois já citados, pela vice-presidente do TRT5, representando o presidente do Tribunal, que chegava de viagem oficial a Brasília, e pela presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 5ª Região, juíza Andréa Presas. Também integraram a mesa o chefe do Ministério Público do Trabalho, Alberto Balazeiro, e o coordenador do III Fórum, Jorge Freitas. Tanto Freitas quanto Raimundo Correia agradeceram publicamente o apoio do TRT5 através das colaborações da Presidência da Casa e dos magistrados Débora Machado, Agenor Calazans Filho, Luciano Dórea Martinez Carreiro, Ana Paola Machado Diniz, Gilmar Carneiro, Débora Rego e Alderson Ribeiro, que atuarão como palestrantes, e também Vânia Chaves, Dalila Andrade, Marama Carneiro, José Augusto Rodrigues Pinto e Paulo Temporal.
Em seguida aos pronunciamentos da mesa, a desembargadora do TRT5 Débora Machado proferiu conferência sobre o tema 'Súmula 277 do TST - Convenção Coletiva de Trabalho ou Acordo Coletivo de Trabalho - Eficácia Ultratividade', discorrendo sobre convenção coletiva e acordo coletivo, a sentença normativa e as condições em que ocorrem os dissídios e seus julgamentos. A magistrada explicou que, segundo a nova redação da súmula, as cláusulas normativas integram os contratos individuais de trabalho e somente poderão ser suprimidas por meio de negociação coletiva de trabalho posterior. Esta jurisprudência, porém, não pode ser aplicada retroativamente. Ainda de acordo com ela, a flexibilidade, tanto é possível que tem previsão constitucional, desde que seja aplicada com a participação dos sindicatos. 'Não é a Justiça que permite a flexibilização, é a lei', afirmou.
No momento seguinte da programação, o juiz do trabalho Agenor Calazans Filho abordou a 'Quantificação da Indenização por Dano Moral'. Após ser apresentado pelo seu colega José Augusto Rodrigues Pinto, que também sublinhou a importância da questão e a prioridade do enfoque sobre a dor do trabalhador, Calazans ratificou o compromisso da Justiça do Trabalho contra a tarifação do dano moral. O magistrado disse que prevalece na doutrina e na jurisprudência a natureza dupla da indenização por esse tipo de dano, misto de pena e de satisfação compensatória. Também, que o dano deve ser reconhecido independentemente de ter causado dor à vítima. Ele também detalhou os critérios usados pela Justiça para fixar os valores da indenização.
TALK SHOW - Em uma momento bastante informal, o presidente Valtércio de Oliveira respondeu a perguntas encaminhadas por Raimundo Correia sobre outros temas polêmicos. A primeira tratou de um eventual protecionismo da Justiça ao trabalhador, que o magistrado atribuiu à legislação. Em seguida, o presidente ratificou a necessidade da salvaguarda de direitos face a questões como terceirização, jornada e metas de produtividade. Ele também falou sobre a pesquisa para implementação do pagamento de dívidas trabalhistas por cartão de crédito, que já está em utilização em alguns TRTs e deverá, em curto espaço de tempo, ser estendido a todos os outros. Lembrou ainda o compromisso da Justiça do Trabalho com a celeridade e a qualidade naa prestação jurisdicional, cumprindo os parâmetros nacionais fixados com este propósito.
PROGRAMAÇÃO - O Fórum surgiu em 2012 e tem discutido temas de grande relevância. Segundo o presidente do Sindhosba, o evento se integrou ao calendário do setor de Saúde privada e já há programação para o ano que vem. 'Queremos integrar a Justiça Civil a este debate, pois há conteúdos nesse campo que precisam ser analisados', disse. Para ver a programação completa, acesse www.sindhosba.org.br.
Secom TRT5 (Franklin Carvalho) - 11/9/2014
Source Base mémoire du Ministère de la Culture. Ferme d'Ortizet : "maison de maître. Epoque de construction 18e siècle ; 19e siècle
1857 ; 1876 . Historique Le corps de bâtiment le plus ancien, abritant sous un même toit un logis et une petite grange étable est aligné le long de la rue. Une maison de maître a été construite en 1876 (date inscrite sur le linteau de la porte). Elle a été suivie dans la deuxième moitié du 19e siècle ou au début du 20e siècle par la construction d'une grange-étable. L'abreuvoir est daté de 1857.
description Très grande ferme située à l'écart des autres maisons de l'agglomération et constituée de trois corps de bâtiments disposés sur deux côtés d'une cour ouverte. L'accès à la maison de maître et à la cour s'effectue par une rampe reposant sur deux voûtes maçonnées. La maison de maître présente un rez-de-chaussée surélevé, un étage carré et un comble à surcroît. Son toit à demi-croupe est couvert d'ardoise. L'élévation est à quatre travées régulières ; dans l'axe de celle-ci, une belle lucarne-pigeonnier couverte d'un toit en pavillon brisé à égouts retroussés.Le long de la rue un corps de bâtiment, abrite sous un même toit un logis et une petite grange étable ; son toit à croupe est couvert de matriau artificiel. Sur le grand côté de la cour se trouvent la grange-étable la plus importante et dans son prolongement un corps de bâtiment à un étage carré où se trouvait un logement ; son toit à demi croupe est couvert de schiste. Le four à pain voûté se trouve à l'extrémité de cet ensemble..
élévation élévation à travées
étages étage de soubassement ; rez-de-chaussée surélevé ; 1 étage carré ; comble à surcroît
escaliers rampe d'accès
gros-oeuvre granite ; moellon
couverture (type) toit à longs pans; demi-croupe ; toit brisé en pavillon
couverture (matériau) ardoise ; matériau synthétique en couverture ; tuile creuse ; schiste en couverture
couvrement voûte en berceau plein-cintre".
Paris. Photo en un clic. Puis le mirage s'éloigne et disparaît. Je n'ai pris qu'une image du mirage.
This is the infamous Envato Dev Huddle. This is where it gets real. Don't believe the rumours? Look closely at those faces...see the look in their eyes.
Photo taken by Jarel.
Le bâtiment implanté sur un angle de la place du Nord, rebaptisée esplanade François-Mitterrand à l'unisson de la médiathèque, prend la relève d'une station-service qui trônait à cet emplacement au siècle dernier. Tout un programme ! Elle se substitue aussi au centre culturel qui occupait le beffroi dressé à l'autre angle de la place, version moderno-tourangelle du clocher de village.
[...]
Lauréat du concours organisé en 2004, le cabinet d'architecture Berthelier-Fichet-Tribouillet a transcrit la volonté municipale en lettres d'or. De taille modeste (1.500 mètres carrés) et de coût raisonnable (2,2 millions d'euros de travaux pour un investissement de 4,1 millions d'euros TTC avec le mobilier), le bâtiment réalise son objectif par des effets décoratifs et des prestations sophistiquées qui font oublier la simplicité du volume et de l'organisation intérieure. « Ce petit équipement culturel doit dynamiser à lui seul un quartier plutôt monotone », explique Sophie Berthelier pour justifier la parure qui singularise l'objet de prime abord.
Entièrement bardé d'Inox poli miroir, le volume revêt une deuxième peau détachée de la façade dont la fonction décorative se double d'un rôle de filtre devant les baies verticales qui rythment la totalité de l'enveloppe sur les deux niveaux. Les trois architectes ont beaucoup misé sur cette peau qui procure un effet réversible de matière et de lumière tant au volume qu'aux espaces intérieurs. Apparentée à une quête artistique, leur recherche les a conduits vers une résine polyméthacrylate comportant des inclusions de copeaux de bronze récupérés de l'industrie. Ce plastique mis en oeuvre par la société Dacryl sous la forme de panneaux de 2,50 mètres de long et 3 centimètres d'épaisseur génère une opacité de presque de moitié sans que les copeaux disposés en bandes ne nuisent à la transparence ni ne gênent la vue. Les salles de lecture disposées derrière (enfants à rez-de-chaussée et adultes à l'étage) y gagnent en mystère sans perte de lumière, celle des grands bénéficiant de surcroît d'un jour zénithal. Ce matériau emballe ainsi la boîte sur 800 mètres carrés, arrimé à une ossature reprise par la structure métallique de la construction, et dessine sur la place un voile légèrement sinueux.
Extrait d'un article de François Lamarre (Les Echos, 8 janvier 2008).
Saint-Malo : 25 Octobre - 06 Novembre Départ : Dimanche 06 Novembre à 13H02 Guadeloupe : 11 Novembre - 04 Décembre
Plus que quelques jours avant le départ de l’édition 2022 ! 138 solitaires prendront le large le 06 Novembre à 13h02 pour une traversée de l’Atlantique entre Saint-Malo et Pointe-à-Pitre dont ils auront rêvé depuis des mois, des années pour certains. Course contre les éléments et course au temps, La Route du Rhum-Destination Guadeloupe sacrera le plus rapide de chaque catégorie.
Huit skippers s’élanceront sur La Route du Rhum – Destination Guadeloupe à bord de ces multicoques de plus de 30 mètres. Les dernières innovations et les avancées technologiques permettent aux plus récents non seulement de voler mais aussi de s’y maintenir le plus longtemps possible, ce qui pourrait affoler les compteurs. L’appétit de ces géants pour la victoire pourrait également faire voler en éclat le record détenu depuis quatre ans par Francis Joyon (7 jours, 14 heures, 21 minutes).
Une bataille au-dessus de l’eau, un sprint haletant et une confrontation entre les bateaux à voile les plus rapides et les plus performants de la course au large, ces mastodontes de 32 mètres de long et 23 mètres de large. Les Ultim 32/23 promettent un grand spectacle lors de la Route du Rhum - Destination Guadeloupe et celui-ci débutera dès leur arrivée à Saint-Malo. D’ailleurs, ces géants des mers seront pour la première fois amarrés dans les bassins aux côtés des autres participants. Ils prendront également part à la parade, prévu le mardi 25 octobre, aux côtés des Ocean Fifty.
Le jeu s’annonce particulièrement ouvert
Dès le top-départ, dimanche 6 novembre, les Ultim32/23 donneront le tempo pour se livrer un « match dans le match » qui s’annonce de haute volée. Quatre ans après le duel remporté de justesse par Francis Joyon (IDEC) devant François Gabart, le jeu s’annonce particulièrement ouvert entre les prétendants à la victoire finale. Si Charles Caudrelier (48 ans) disputera sa première transatlantique en solitaire à bord du Maxi Edmond de Rothschild, son maxi-trimaran a été soigneusement éprouvé, fiabilisé, tout en signant des résultats probants depuis sa mise à l’eau en juillet 2017. Malgré une tentative avortée autour du monde (novembre 2020), il s’est imposé en double sur la Transat Jacques Vabre (novembre 2021), en équipage sur les courses d’avant saison (juillet 2022) et en solitaire lors d’une confrontation début octobre.
Lors de la Finistère Atlantique, le Maxi Edmond de Rothschild avait longuement bataillé avec le Maxi Banque Populaire XI, 2e à 26 minutes après plus de 3 100 milles parcourus. Après deux ans de chantier et une mise à l’eau en avril 2021, Armel Le Cléac’h a déjà effectué à son bord l’équivalent d’un tour du monde dont une 3e place sur la Transat Jacques Vabre (2021). Quatre ans après avoir chaviré, le skipper se présente à nouveau comme un des favoris de l’épreuve.
À leurs côtés, François Gabart, déjà vainqueur de l’épreuve en IMOCA en 2014 et 2e de la dernière édition, alignera SVR-Lazartigue. Mis à l’eau juillet 2021, 2e de la Transat Jacques Vabre, le skipper s’est illustré en signant le record de la Méditerranée cet été. Il s’est évertué à peaufiner ses automatismes à bord, lui qui n’a plus disputé de course en solitaire depuis la dernière Route du Rhum – Destination Guadeloupe.
Des profils variés et des démarches différentes
Le tenant du titre, Francis Joyon, est lui aussi de retour. À bord d’un bateau, IDEC, invaincu lors des trois dernières éditions (en 2014 sous les couleurs de Banque Populaire et en 2010 avec Groupama), il tentera de relever l’incroyable défi de s’offrir une 2e victoire consécutive. Seul Laurent Bourgnon y était parvenu avant lui en multicoque (1992, 1998). « Je sais que j’ai une petite chance de l’emporter, même s’il s’agit de la 17e année de mon bateau » , sourit Francis Joyon.
Il s’alignera notamment face à Thomas Coville qui s’apprête à disputer la mythique transatlantique pour la 7e fois. Le skipper de Sodebo ne manque pas d’ambition : il l’a prouvé lors des 24H Ultim, en remportant les runs de vitesse puis en terminant 3e (à 1h 38 min de Charles Caudrelier). De son côté, Yves Le Blevec (Actual Ultim 3) se présente avec sérénité sur la ligne de départ. En plus d’une préparation classique, il a effectué dix jours de vélo (140 km quotidiens) afin de parfaire sa condition physique et son mental.
À bord de l’ex-Actual renommé Mieux, Arthur Le Vaillant s’est lancé en Ultim 32/23 après des courses en Class40 et en Ocean Fifty. Il aspire avant tout à boucler la course et à s’offrir les joies de l’arrivée. À 34 ans, Arthur souhaite en profiter pour passer les messages qui lui tiennent à cœur en matière de respect de l’environnement. Une démarche qui le rapproche de Romain Pilliard (Use it Again! By Extia) qui aspire à promouvoir l’économie circulaire. Ils seront donc huit sur la ligne de départ et la plupart n’ont qu’un rêve : s’offrir une prestigieuse victoire et le record de la Route du Rhum - Destination Guadeloupe, établi il y a 4 ans à 7 jours, 14 heures et 21 minutes.
Ils ont dit :
Armel Le Cléac’h (Maxi Banque Populaire XI) : « La Route du Rhum – Destination Guadeloupe est une course mythique qui me fait rêver depuis que je suis gamin. Le Team Banque Populaire s’est investi sans compter afin de concevoir le Maxi Banque Populaire XI, le préparer, l’éprouver et le fiabiliser. Depuis sa mise à l’eau, en avril 2021, nous avons ainsi parcouru l’équivalent d’un tour du monde. Les deux dernières éditions de la Route du Rhum ont été douloureuses pour moi (forfait en 2014, abandon en 2018) mais nous savons qu’il faut être persévérant, se battre et ne rien lâcher. Ces derniers mois, nous nous attachons, à chaque navigation, à soigner chaque détail et à engranger de la confiance à bord. Ce sera nécessaire avant d’aborder la Route du Rhum – Destination Guadeloupe en étant le mieux armé possible. »
François Gabart (SVR-Lazartigue) : « Ma dernière course en solitaire remonte à la Route du Rhum – Destination Guadeloupe 2018. J’ai eu en revanche la chance de pas mal naviguer en solitaire les années précédentes avec le cycle Transat Anglaise en 2016 (vainqueur avec MACIF), tour du monde en 2017 (record en 42 jours 16h40’35’’) et la Route du Rhum – Destination Guadeloupe en 2018 (2e). Malgré cette expérience et ces nombreux milles en Ultim 32/23, ça reste un exercice hyper sollicitant. Rien n’est jamais acquis, il faut toujours progresser et c’est passionnant. Il s’agit d’un challenge à la fois physique et mental et les deux sont indissociables, c’est ma vision de la recherche de l’excellence et de la performance. Ça reste un privilège extraordinaire de naviguer en solitaire sur ces bateaux. Il faut donc prendre chaque navigation en solitaire comme un cadeau et profiter de pouvoir réaliser un rêve d’enfant. »
Yves Le Blevec (Actual Ultim 3) : « J’ai grandi avec la Route du Rhum. J’avais 13 ans lors de la première édition et je l’ai vécue au jour le jour. C’était la première transatlantique française, il y avait une grosse flotte au départ et puis l’arrivée a été complétement mythique. La Route du Rhum a basculé dans la légende. Et y participer, c’est une façon, aussi, de rentrer dans cette légende. J’ai eu le privilège et le plaisir de prendre le départ à deux reprises en Multi50. Même si j’ai réussi à aller au bout les deux fois, ça reste de gros regrets car rien ne s’était déroulé comme prévu. Aujourd’hui, j’y vais avec un bateau capable de gagner. Je ne suis pas le seul certes mais c’est possible : le bateau est taillé pour, l’équipe aussi, moi aussi. Forcément, cette édition prend donc une saveur toute particulière. »
6 CLASSES DE BATEAUX (4 classes pros et 2 amateurs)
Comme le voulait son concepteur, Michel Etevenon, la Route du Rhum - Destination Guadeloupe est la transat de la Liberté. Fidèle à ses valeurs d’ouverture, la course accueillera cette année tous les voiliers à partir de 39 pieds, et comptera 4 classes et 2 catégories. Pour cette 12e édition, elle va offrir à nouveau, à tous les amoureux de la course, et à ceux qui s’y préparent, le plus beau plateau de la voile océanique.
La Classe IMOCA réunit des monocoques océaniques de 60 pieds (18,28m). Sur cette 12e édition de la Route du Rhum - Destination Guadeloupe, ce sont 37 marins de la classe qui sont engagés, soit 15 marins de plus qu’en 2018 ! Les IMOCA sont les bateaux qui participent au Vendée Globe et sont considérés comme des machines d’expérimentation. La Classe témoigne de plus de 30 ans d’innovations technologiques : quilles, plans de voilures, cockpits, roof, et plus récemment l’arrivée des foils, qui stimulent sans cesse la créativité des architectes et des marins. Même s’ils sont tenus par une jauge qui limite la longueur, la largeur, le nombre d’appendices et de voiles par exemple, les IMOCA laissent néanmoins une grande liberté aux architectes et aux marins. Ainsi, ces bateaux et leurs skippers sont parés pour affronter l’extrême et les plus dures conditions sur tous les océans. En témoigne la présence des meilleurs marins de la planète au sein de cette Classe, déterminés à en découdre sur ce sprint océanique qu’est la Route du rhum – Destination Guadeloupe.
La Classe Ocean Fifty, qui rassemble des multicoques de 50 pieds (15 m), est née en 2021 de la Classe Multi50 qui n’a cessé de se transformer depuis 15 ans. Ses bateaux, quoique répondant aux règles de classe qui a pour but de maîtriser les budgets de développement, sont des prototypes qui laissent la possibilité aux architectes de s’exprimer. Et pour preuve, depuis 2017, l’ensemble de la flotte (10 bateaux) est équipée de foils monotypes (contre 5 bateaux sur la Route du Rhum - Destination Guadeloupe 2018). Le podium sera très disputé puisque l’on retrouve des marins très expérimentés sur le support, comme Armel Tripon lui-même vainqueur de la classe sur la Route du Rhum - Destination Guadeloupe en 2018, Erwan le Roux, Thibaut Vauchel-Camus. On dénombre aussi de nouveaux tenors sur le circuit, à l’image d’Éric Peron, Sam Goodchild, Sébastien Rogues, Quentin Vlamynck ou encore Gilles Lamiré. Des marins d’expériences ayant fait leurs gammes sur d’autres supports et qui donneront sans nul doute du fil à retordre à l’ensemble de la flotte.
La Class40 rassemble les monocoques de 40 pieds (12,18 m) dont l’objectif est de réunir autour d’un programme de courses côtières et hauturières des coureurs amateurs expérimentés au même titre que des skippers professionnels dans un esprit commun de convivialité et de partage d’expérience. Elle est le résultat d’une réflexion conjointe entre marins et architectes qui souhaitaient voir des voiliers de course intermédiaires entre des mini 6.50 et des 60 pieds, suffisamment marins pour traverser l’Atlantique. Les principaux atouts de cette classe résident dans la simplicité et la rigueur de sa jauge qui permettent de fonctionner avec des budgets raisonnables. Aujourd’hui, son succès ne se dément pas. Preuve en est : ils ne sont pas moins de 55 marins à s’aligner cette année au départ de la fameuse Route du Rhum - Destination Guadeloupe. Si cela en fait la Classe la plus fournie de cette 12e édition de la course, cela en fait également l’une des catégories où la lutte promet d’être haletante. De fait, aux avant-postes, une bonne dizaine de favoris vont tout donner pour aller chercher la victoire à Pointe-à-Pitre tandis que derrière, une flopée d’outsiders et d’amateurs avec un goût prononcé pour la compétition qui ne vont rien lâcher tout au long de la traversée. De quoi garantir du suspense du début à la fin, pour le plus grand plaisir des marins… et des spectateurs.
Les ULTIM 32/23, véloces et aériens géants des mers seront bien évidemment présents à Saint-Malo. Catégorie reine, qui sera très certainement la première à atteindre les côtes de la Guadeloupe, elle compte cette année 8 marins engagés. Huit Ultims, tous taillés pour les records et les défis extrêmes, parmi lesquels les derniers-nés du genre, le SVR-Lazartigue (2021) ou encore le Maxi Banque Populaire XI (2021) et Sodebo Ultim 3 (2019). Face à eux, des montures qui ont déjà fait leurs preuves sur toutes les mers du globe : IDEC Sport de Francis Joyon, un bateau triple vainqueur de la Route du Rhum - Destination Guadeloupe dont la dernière avec son skipper actuel ; ACTUAL d’Yves Le Blévec ou encore le Maxi Edmond de Rothschild de Charles Caudrelier. On retrouvera aussi, sur des multicoques d’anciennes générations, un nouveau venu dans la Classe : Arthur le Vaillant sur l’Ultim 32/23 Mieux et un revenant, Romain Pilliard sur Use it Again! by Extia. La bataille sur cette transatlantique mythique promet d’être intense pour les skippers, qui pourraient bien battre à nouveau le record de la traversée, établi par Francis Joyon - le tenant du titre – en 7 jours 14 heures 21 minutes 47 secondes. Nul doute cependant que cette joute volante trouve elle aussi sa place dans l’Histoire de l’épreuve.
La catégorie des Rhum Mono est réservée aux monocoques d’une longueur supérieure ou égale à 39 pieds (11,88 m) et ne pouvant entrer dans aucune autre classe. On y retrouve une flotte hétéroclite, de navires historiques et de prototypes et cette année, 16 solitaires ont choisi de s’y engager avec, pour la majorité d’entre eux, l’objectif d’arriver victorieux de l’autre côté de l’Atlantique. Les marins se sont préparés au mieux, avec leurs moyens, pour aller au bout de leurs rêves. Certains, comme Jean-Pierre Dick ou Catherine Chabaud, sont des figures bien connues de la course au large. Il va sans dire qu’avec des montures dont la taille varie de 40 à 60 pieds et dont les années de construction s’étalent de 1967 à 2011, tout le monde ne jouera pas le même match. Peu importe. C’est justement la toute la richesse de cette catégorie Rhum Mono qui promet d’écrire de belles histoires. Mais que l’on ne se trompe pas toutefois, certains, au sein de la flotte, sont bel et bien là pour performer, esprit de compétition oblige.
La catégorie Rhum Multi rassemble tous les bateaux à deux ou trois coques d’une longueur inférieure ou égale à 64 pieds (19,50 m) et ne pouvant entrer dans une autre classe de la course. 14 concurrents ont choisi de se lancer dans l’aventure, dont un, qui par le geste et l’hommage, marquera à coups sûrs les esprits : Philippe Poupon, revient à bord de Flo, l’ancien bateau de Florence Arthaud, sur lequel elle a remporté en 1990 « Le Rhum ». On y retrouvera aussi A’Capella et Happy, tous deux des sisterships du bateau de Mike Birch (le vainqueur de la première édition de l’épreuve en 1978), engagés cette année. Tant de symboles pour cette catégorie dans laquelle histoire, aventure et esprit de compétition s’entremêlent. Une catégorie dans laquelle la bagarre promet d’être belle, offrant une autre course dans la course, avec le même niveau d’engagement que dans le reste de la flotte de cette 12e édition.
Sur la Route du Rhum, « même avec le meilleur bateau, sans dormir, tu ne gagneras pas »
Le sommeil fait partie des facteurs fondamentaux de la réussite dans la course au large. La Route du Rhum ne peut pas forcément se gagner, mais peut se perdre avec une mauvaise gestion de la récupération. Les skippers travaillent de plus en plus sur le sujet.
« Il y a des courses que j’ai perdues à cause du manque de sommeil. » Le constat de Charles Caudrelier est sans appel, et fait largement écho aux avis des skippers alignés sur la Route du Rhum 2022. Le sommeil est l’un des éléments clés de la réussite dans la course au large. « Quand on descend en dessous de quatre à cinq heures de sommeil par jour, ça devient dangereux, pour la sécurité et pour la prise de décision », estime Rémy Hurdiel, professeur à l’université du Littoral Côte d’Opale.
De nombreux navigateurs en ont fait les frais lorsqu’ils ont commencé, dormant si peu qu’ils entraient dans des stades d’hallucinations. « Une fois, sur une Transat, je m’imaginais sur un cheval, en train de zigzaguer dans les bois. Résultat, c’est ce que je faisais avec la barre », se souvient Charles Caudrelier. Pour Isabelle Joschke, le manque de sommeil l’a déjà empêchée de prendre les bonnes décisions sur une fin de course : « mon bateau avait fait demi-tour, il y avait de la brume, je ne m’en étais pas rendu compte et j’étais tellement fatiguée que je n’arrivais pas à lire les instruments de mesure. Je ne sais pas combien de temps j’ai passé à l’envers de la course. »
Le sommeil est donc l’un des facteurs primordiaux pour une bonne vie à bord. « Tu peux avoir le meilleur bateau, le meilleur skipper, si tu ne dors pas, ça ne marchera pas », soutient Sam Goodchild.
Micro-siestes et cohérence respiratoire
Pour éviter de se mettre totalement dans le rouge, les navigateurs s’imposent un système de siestes, comprises entre quelques minutes et deux heures, suivant les personnes et la physionomie de course. Pour s’endormir rapidement, chacun a ses propres techniques. Si Gwen Chapalain utilise beaucoup l’imagerie mentale, Sam Goodchild a lui travaillé avec une sophrologue sur des exercices de respiration.
Mais encore faut-il qu’ils aient le réflexe de se forcer à dormir. « Je leur donne des repères pour qu’ils se rendent compte qu’ils sont fatigués. S’ils tombent beaucoup, qu’ils sont maladroits, ce sont des petites alertes », énumère Rémy Hurdiel. Sur la Route du Rhum 2010, ils avaient par exemple mis en place avec Thomas Ruyant un système de stimuli sur un écran. « Au bout d’un moment, je connaissais mes temps moyens pour l’exercice. Quand j’étais cramé, je n’arrivais même plus à appuyer sur la barre espace », se souvient le skipper de LinkedOut.
Un cockpit pensé pour la récupération
Selon les skippers, les plans sur la récupération sont plus ou moins ficelés. Mais la course au large ayant la particularité d’être particulièrement imprévisible, impossible de se fixer des heures pour aller dormir. « Il faut tout le temps être à l’écoute de son bateau », confirme Gwen Chapalain. « J’utilisais souvent le principe du Snooze, décrit Victor Jost, qui a connu sa première course en solitaire lors de la Drheam Cup 2022. Je faisais des siestes très courtes, je vérifiais que tout se passait bien et je me rendormais. »
On réfléchit où on place le matelas, quel type de lumière entre dans le cockpit, s’il vaut mieux dormir allongé ou assis.
Dans les bateaux, tout est pensé pour qu’ils soient le plus à l’aise. « On réfléchit où on place le matelas, quel type de lumière entre dans le cockpit, s’il vaut mieux dormir allongé ou assis, ce qui procure des récupérations différentes », détaille François Duforez, médecin spécialisé dans la gestion du sommeil. Le type de bateau entre également en compte : « les mouvements sont différents entre des monocoques et des multicoques, continue-t-il. Un Ultime, ça bouge de manière latérale, tandis qu’un Imoca fera plutôt des mouvements d’avant en arrière. »
Sur son Ocean Fifty, Sam Goodchild a par exemple deux options pour dormir, une plus confortable en fond de coque quand le vent est stable et une assise, près de la barre, quand il faut faire des pauses courtes. « Ce qui est crucial, pour bien dormir, c’est que le skipper se sente en sécurité », martèle François Duforez. « Quand j’ai commencé la course au large, je ne dormais quasiment pas. Quand j’ai commencé à accepter la dangerosité de notre sport, j’ai eu un déclic et je dormais beaucoup mieux », abonde Isabelle Joschke.
Des dormeurs normaux à terre
Sur un multicoque, la dangerosité est d’autant plus décuplée que le bateau peut se retourner à tout moment. « C’est en naviguant un maximum que l’on va apprendre à connaître les limites de notre bateau et faire confiance à l’électronique, comme le système de largage des écoutes, qui permet normalement d’éviter le chavirage », soutient Sam Goodchild.
C’est également avec l’expérience que chaque skipper trouve son meilleur rythme de sommeil. À terre, ce ne sont pas des surhommes, ils dorment comme tout le monde. « Je suis souvent le premier à vouloir me coucher à 21 h », rigole Charles Caudrelier, tandis que Gwen Chapalain milite pour la « promotion de la sieste », même à terre !
C’est en naviguant un maximum que l’on va apprendre à connaître les limites de notre bateau.
L’adrénaline de la course leur permet de maintenir un niveau de fatigue qu’ils ne tiendraient pas dans la vie de tous les jours. « Sur les premiers jours de course, on est en forme, on est au coude à coude, c’est le moment où on ne dort presque pas », admet d’ailleurs Thomas Ruyant. Sur les régates de quelques jours seulement, comme la Solitaire du Figaro, les skippers dorment très peu comparé à un Vendée Globe de 80 jours, où ils ont des moments de répit. La Route du Rhum, elle, reste tout de même un sprint, surtout pour les plus gros bateaux. « C’est comme une très longue étape de la Solitaire », compare Charles Caudrelier. Une longue étape où il est impossible de ne pas dormir un minimum.
Il y a quatre ans, Alex Thomson, exténué, s’est échoué contre une falaise de la Guadeloupe alors qu’il était en train de gagner la course en Imoca. Une situation que tous les skippers veulent à tout prix éviter.
Ritratto di mio nonno Filippo Vignato nel 1934.
Devo ringraziare mia cugina Caterina per aver trovato questa foto. Foto stampata su cartolina postale "Leonar".
Dimensioni 8,5 x 13,5 cm. Sul retro il timbro del fotografo: De Bianchi, via Mazzini 19 Verona, lo stesso fotografo delle foto del loro matrimonio.
Mio nonno Filippo Vignato è nato il 6 giugno 1905 a Vicenza da Francesco Vignato (1869 - 1940) e Domitilla Zin (1871 – 1938), aveva 8 fratelli. Nonno Filippo è stato uno studente della facoltà di Legge dell'Università cattolica di Milano, divenne avvocato civilista presso i fori di Vicenza e Roma. Sposò mia nonna Elvira Buy ed ebbero 5 figli: i gemelli Addo (Vicenza 2/11/1934 - ottobre 2003) e Francesco (Vicenza 2/11/1934), mio padre Agostino (Vicenza 1/3/ 1938), Pierluigi (Roma 6/4/1940 - 18/8/2003) e Giovanni (Roma 3/3/1942). Nonno Filippo è morto nel gennaio del 1967 (prima della mia nascita).
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Portrait of grandpa Filippo Vignato (1905 - 1967) in 1934.
I have to thank my cousin Caterina for having found this photo. Photo with pre-printed "Leonar" postcard backing. Dimensions 8.5 x 13.5 cm. On the back the photographer's stamp: De Bianchi, via Mazzini 19 Verona, the same photographer of their wedding photos.
My grandfather Filippo Vignato is born in 1905 in Vicenza, his parents were Francesco Vignato e Domitilla Zin (1871 – 1938), he had 8 brothers. He was a student of the Catholic University of Milan, Faculty of Law. He was a lawyer at the Court of Vicenza and Rome. He married my grandmother Elvira Buy, they had 5 children: the twins Addo e Francesco (born in 1934), my father Agostino (born in 1838), Pierluigi (born in 1940) and Giovanni (born in 1942). Filippo Vignato died in 1967 (before my birth).
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The Ritual Bathing Pool of Gurdwara Bangla Sahib Sikh Temple (17th-20th Century), Pilgrims
New Delhi
National Capital Territory
India
The Gurdwara Bangla Sahib Sikh Temple was begun by the eight Sikh guru (Harkrishnan Dev) in 1664AD, but the current buildings are mostly 20th Century. It features a huge and well-organized underground car park and a brand-new air-conditioned dining hall which offers free vegetarian meals to all. New Year's Day is a particularly busy time with lots of people coming to pray for the new year.
Taken at Latitude/Longitude:28.626743/77.208939. 1.05 km South-West Connaught Place Delhi India (Map link)
Paris accueillera la 9ème étape du HSBC Seven series.
Le Paris Sevens aura lieu du 13 au 15 mai, au Stade Jean-Bouin.
A l’issue du Tournoi de Singapour qui à vue le premier sacre du Canada, les poules pour Paris ont été dévoilées.
La France devra se défaire de l’Angleterre, du Kenya et de l’Espagne.
Devant ses fans, l’Equipe de France sera opposée à l’Angleterre, au Kenya et à l’Espagne dans la poule C. Pour se qualifier en quart-de-finale de Cup, les Bleus devront terminer à l’une des deux meilleures places de la poule C, au terme de la journée du samedi 13 mai.
POULE A : Afrique du Sud, Ecosse, Japon
POULE B : Nouvelle Zélande, Pays de Galles, Argentine
POULE C : Angleterre, Kenya, France, Espagne
POULE D : Australie, Fidji, Samoa, Russie
France Sevens , actuellement hébergé comme le Paris Sevens , est un tournoi international annuel de séminaires de rugby . L' événement fait partie de la Sevens World Series et a été accueilli à Bordeauxen 2004. La France a également accueilli des tournois dans la série Sevens Grand Prix , à Lyon .
De 1996 à 1999, le tournoi était connu sous le nom de Air France Sevens et, en 2000, il faisait partie de la série inaugurale IRB Sevens World Series.
La CISR a accueilli le tournoi à Bordeaux en 2004, avant de retourner à Paris pour 2005 et 2006 . L'événement a effectivement été remplacé dans la World Sevens Series par Scotland Sevens à Edinburgh pour lasaison 2006.
Entre 2011 et 2015, Lyon a organisé une étape du circuit européen, la Sevens Grand Prix Series .
La Série mondiale Sevens est revenue en France pour la saison 2015-16, avec la reprise du tournoi Paris Sevens en 2016.
Les IRB Sevens World Series sont créés en 1999-2000 et le tournoi parisien en fait partie. Les Néo-Zélandais conservent leur titre et s'imposent de nouveau en dominant largement l'Afrique du Sud sur le score de 69 à 10. Entre 2000 et 2004, les World Sevens Series passent par Cardiff, abandonnant le tournoi français.
En 2004, l'étape est cependant réintégré aux programme mondial. Elle se dispute cette année-là au Stade Chaban-Delmas à Bordeaux où la Nouvelle-Zélande l'emporte à nouveau en battant les Anglais 28 à 19 en finale. La saison suivante, elle fait son retour à Paris mais cette fois au Stade Jean-Bouin. C'est l'équipe de France qui est sacrée grâce à sa victoire 28 à 19 contre les fidjiens, première victoire française lors d'un tournoi des World Series. La compétition fait son retour à Charléty la saison suivante et elle connaît sa dernière édition avec une victoire de l'Afrique du Sud aux dépens de l'équipe des Samoa (33 à 12). La France n'organise pas l'édition 2007 en raison de la coupe du monde de rugby à XV qui disputera la même année. Les World Sevens Series intègrent alors l'Écosse dans le circuit mondial et Glasgow reste par la suite une étape annuelle.
L’élite mondiale du rugby à 7 a rendez-vous à Paris. Venez partager l’esprit Sevens et soutenir les Bleus les 13 & 14 mai prochains à Paris au stade Jean-Bouin !LES STARS DU RUGBY À 7 ONT RENDEZ-VOUS À PARIS
Avant dernière étape du circuit mondial rugby à 7 (HSBC World Rugby Sevens Series), les seize meilleures équipes internationales du rugby à 7 se réunissent pour s'affronter sur la pelouse de Jean-Bouin.
Le jeu à 7 est connu pour sa rapidité et son spectacle. Il va donc y avoir du jeu et de l’enjeu !
2 JOURS DE FÊTE NON STOP
Amateurs de rugby et/ou de fête, le HSBC Paris Sevens est fait pour vous !
Avec le Sevens, le spectacle est sur le terrain mais aussi dans les tribunes où l’ambiance bat son plein avec des supporters chantant et dansant parés de leur plus beau déguisement.
Paris ne va pas déroger à la règle : les 13 & 14 mai 2017, Jean-Bouin sera sportif ET festif ! Rempli de supporters français et du monde entier, remontés à bloc, l'Esprit Sevens sera au rendez-vous.
LE PROGRAMME Samedi 13 mai 2017 :
Le premier jour du tournoi est réservé aux matches de poules, décisifs pour accéder aux phases finales.
Dimanche 14 mai 2017 :
Le second jour est réservé aux phases finales, très importantes pour établir le classement final.
Sans oublier les nombreuses animations qui seront proposées dans les tribunes, dans les coursives et sur le parvis qui permettront aux spectateurs de vivre une expérience unique de fête, d’échange et de partage pendant ces 2 jours de compétition.
C’est la bonne nouvelle de ce samedi midi ! À Jean Bouin, les Bleus sont parfaitement entrés dans le Paris Sevens. Auteurs de quatre essais face à des Kenyans redoutables, récents vainqueurs du tournoi de Singapoure, les coéquipiers de Julien Candelon ont effectué une formidable deuxième mi-temps pour emporter le premier round du tournoi à 7 hexagonal (22-14). Visiblement revigorés par le retour à la compétition de Virimi Vakatawa, dont la puissance a causé de nombreux problèmes aux défenseurs kenyans, les Bleus ont envoyé un signal fort aux quelques 10 000 spectateurs présents depuis 11 heures ce matin, Porte d’Auteuil.
En fin de match, le tricolore Manuel Dall’Igna analysait : « Les Kenyans nous ont cueillis à froid par un essai magnifique. De notre côté, nous nous sommes un peu précipités en rendant des ballons au pied. A 14-5, on s’est fait peur et, à l’avenir, nous devrons également resserrer les boulons en défense. Mais l’essentiel est sauf ». De ce match, on retiendra le « off-load » magnifique de Virimi Vakatawa et l’essai de cinquante mètres aplati par Julien Candelon, après un raffut magnifique. La prochaine étape, pour les Bleus, se disputera à 16 heures contre l’Angleterre.
Vainqueurs de l'Ecosse lors de la finale du Paris Sevens (15-5), ce dimanche, l'Afrique du Sud est déjà assurée de remporter le circuit mondial.
L'Afrique du Sud a remporté dimanche le tournoi de rugby à 7 de Paris en battant l'Écosse en finale (15-5). C'est le cinquième tournoi (sur neuf joués) remporté par les Blitzboks cette saison. Les Sud-Africains sont assurés de remporter le circuit mondial avant même la dernière étape à Londres, le week-end prochain. Ils succèdent au palmarès aux Fidji, victorieux des deux dernières éditions.
La troisième place du tournoi a été prise par la Nouvelle-Zélande, qui a battu l'Angleterre en petite finale (12-5). Les Bleus, eux, ont terminé septièmes.
Le rugby à sept (ou rugby à 7) est la variante du rugby à XV qui se joue par équipes de sept joueurs sur le terrain (plus les remplaçants). Le rugby à sept reprend les caractères communs du rugby à XV : deux équipes qui se disputent un ballon ovale, le ballon joué à la main (passes) ou au pied (coups), des formes de mêlées et de touches, un objectif qui consiste à marquer plus de points que l'adversaire en réussissant soit des essais soit des buts.
Le rugby à sept est originaire d'Écosse et s'est développé dans la seconde moitié du xxème siècle dans les pays anglo-saxons (Afrique du Sud, Nouvelle-Zélande, Australie, Royaume-Uni), puis en France. Le 9 octobre 2009, le rugby à sept devient un sport olympique à partir des Jeux olympiques de Rio de Janeiro 2016, où l'équipe masculine des Fidji et l'Australie du côté des dames, ont remporté les premières médailles d'or.
En 1976, Ian Gow et Tokkie Smith, président de la filiale de Rothmans à Hong-Kong et entrepreneur sud-africain ressuscitent le jeu à sept en organisant un tournoi réunissant douze équipes à Hong-Kong. C'est un succès qui va entraîner la création de plusieurs autres tournois.
En 1993 à Édimbourg en Écosse a lieu la première coupe du monde de rugby à sept mettant aux prises 24 équipes nationales. Cette coupe du monde de rugby à sept aura désormais lieu tous les quatre ans.
En 1999-2000, l'IRB (International Rugby Board) organise une série de dix tournois internationaux, l'IRB World Sevens Series, qui couronne la meilleure nation sur l'ensemble de la saison.
Le 9 octobre 2009, le Comité international olympique intègre le rugby à 7 parmi les sports présents aux Jeux olympiques d'été et ce à compter des jeux de 2016 L'arrivée du rugby à 7 dans le programme olympique entraîne d'abord un arrêt de la Coupe du monde de rugby à 7 après l'édition de 2013 en Russie (qui est attribuée à la Nouvelle-Zélande après son écrasante victoire face à l'Angleterre 33 à 0). Cependant, en juin 2013, l'IRB décide que la compétition sera maintenue et se tiendra tous les quatre ans à partir de 2018.
Les règles de base du rugby à 7 sont fondées sur celles de son homologue à XV. Les différences y sont, comme on peut s'y attendre, principalement liées au nombre réduit de joueurs. La liste de variations officielles est détaillée dans un document de World Rugby. (Ci-dessous, entre parenthèses figure la version correspondante du rugby à XV.)
Joueurs : Par équipe, il y a 7 joueurs sur le terrain (15). Hors terrain, 5 remplaçants (7) et 3 remplacements possibles (8) au maximum sont permis par équipe. Un joueur remplacé peut revenir en jeu sauf en cas de blessure ouverte ou saignante (c'est possible à 15). Les mêlées se font avec 3 avants (8) par camp. Comme au rugby à XV, les joueurs sont classés par poste : en ligne avant, deux piliers et un talonneur qui forment la mêlée ; les arrières, 2 demis de mêlée et d'ouverture, 1 centre, et un ailier-arrière. Du fait que le terrain est le même qu'à 15, la faible densité de joueurs rend le jeu plus dynamique et les essais beaucoup plus fréquents. De ce fait également, le gabarit des joueurs est moins massif.
Temps de jeu : Un match est joué en deux mi-temps de 7 minutes (40) au plus de temps de jeu (non arrêté), avec une pause de 1 minute au plus (10 à 15) pour changer de côté. Une finale de tournoi peut durer 2 fois 10 min, avec au plus 2 min de pause. En cas d'égalité (match nul), ce temps de jeu est suivi d'une ou plusieurs prolongations de 5 min jusqu'à ce qu'une équipe l'emporte par les premiers points marqués (ordinairement 2 prolongations de 10 min, puis tirs au but).
Marque : Une transformation se fait par coup de pied tombé (anglais drop goal), dans les 40 secondes (ordinairement par coup de pied placé, et 90 s). L'équipe qui a marqué effectue la remise en jeu (c'est l'adversaire qui remet en jeu), par un drop goal qui doit atteindre la ligne des 10 mètres adverse. En prolongations, les premiers points marqués déterminent le vainqueur final.
Arbitrage : Il y a un juge d'en-but par côté (les juges de touche vont dans l'en-but) qui aidé par un juge de touche signale le passage de pénalités et transformations. Un joueur exclu temporairement pour anti-jeu ou jeu dangereux (carton jaune) l'est pour une durée de 2 min (10 min) : une telle suspension engendre une faiblesse très sévère de son équipe du fait qu'1 joueur sur 7 est exclu (1 sur 15). La règle de l'avantage est rapide, durant habituellement un temps de jeu (plusieurs). Nombre de pénalités suivant des fautes de jeu se font par un tir libre (free kick) du centre de la ligne médiane (proche du lieu de la faute), au choix à la volée ou en drop goal (en coup de pied placé). pour un tir au but, cela doit se faire dans les 30 secondes (60 s)
twitter.com/Memoire2cite les 30 glorieuses . com & l'Architecture Hospitalière centre hospitalier universitaire ou pas Les hôpitaux modernes sont conçus pour minimiser les efforts du personnel médical et réduire les risques de contamination, tout en optimisant l’efficacité du système dans son ensemble. La longueur des déplacements du personnel au sein de l’hôpital est réduite et le transport des patients d’une unité à une autre facilité. Le bâtiment doit intégrer des départements lourds, comme la radiologie et les blocs opératoires, tout en prenant en compte d’importantes spécificités en termes de raccordements électriques, de plomberie, et de gestion des déchets.Cependant, on remarque que les hôpitaux « modernes » sont souvent le produit d’une croissance qui s’étale sur des décennies ou même des siècles, fréquemment mal contrôlée. Cette croissance a entraîné des ajouts successifs, nécessaires mais désorganisés, en fonction des besoins et des ressources financières.Cor Wagenar, historien en architecture néerlandais, considère que de nombreux hôpitaux sont des catastrophes, des institutions anonymes et complexes où règne la bureaucratie et totalement inadaptées à la fonction pour laquelle elles ont été créées. Elles ne sont généralement pas fonctionnelles, et au lieu de mettre les patients à l’aise, elles créent du stress et de l’anxiété.Certains hôpitaux, plus récents, tentent de retrouver des architectures prenant en compte la psychologie des patients, comme une meilleure aération, des vues plus dégagées ou encore des couleurs plus agréables à l’œil. On renoue avec les concepts anciens du « bon air » et des « pouvoirs guérisseurs de la nature » qui furent employés lors du développement des hôpitaux pavillonnaires. Des études menées par la British Medical Association ont montré qu’une bonne architecture hospitalière peut réduire la période de guérison des patients. L’exposition au soleil aide à lutter contre la dépression ; des chambres non-mixtes permettent plus d’intimité et favorisent une certaine dignité des malades ; la présence d’espaces verts et de jardins est également importante : regarder par la fenêtre améliore l’humeur des patients, diminue leur tension et leur niveau de stress. La disparition des longs couloirs réduit la fatigue et le stress des infirmières.Autre mutation actuelle notable la migration d’un système de chambres communes divisées par des cloisons amovibles vers un système de chambres individuelles. Le système de chambres aménageables est considéré comme très efficace, surtout par le personnel médical, mais il est beaucoup plus stressant pour les patients et nuit à leur intimité. Mais demeure la contrainte importante du coût de ces chambres et de leur maintenance, ce qui pousse certains hôpitaux à tarifier plus cher pour des chambres individuelles. www.citedelarchitecture.fr/fr/video/architecture-hospital... www.youtube.com/watch?v=8pB9GEZI-Fg 15. Architecture hospitalière de la fin du XVIIIe siècle à nos jours
Pierre-Louis Laget, conservateur du patrimoine, chercheur dans le service de l'Inventaire général de la région Nord-Pas-de-CalaisDans le contexte du vaste mouvement de réflexion portant sur l'architecture et l'hygiène hospitalière qui prit naissance à la suite de l'incendie de l'Hotel-Dieu de Paris en 1772, fut élaboré un nouveau parti architectural, appelé bientôt système pavillonnaire, consistant à scinder un établissement hospitalier en une série de bâtiments indépendants, reliés ou non par des galeries de services aériennes ou encore souterraines. « Dans les années 1950, le biologiste et médecin américain Jonas Salk (1914-1995)
cherchait un traitement contre la poliomyélite dans un sombre laboratoire d’un soussol de Pittsburgh. Les progrès étaient lents, et, pour s’aérer l’esprit, Salk fit un voyage à
Assise, en Italie, où il visita la basilique Saint-François d’Assise datant du XIII e siècle,
se promenant entre les colonnes et dans les jardins des cloîtres. Là, de nouvelles idées
surgirent dans son esprit, dont celle qui finit par le conduire à un vaccin efficace contre
la poliomyélite, en 1955. Le chercheur devint convaincu que l’environnement d’un
bâtiment peut influer sur l’esprit. Dans les années 1960, il s’associa à l’architecte Louis
Kahn (1901-1974) pour construire l’Institut Salk à La Jolla, près de San Diego en
Californie : cela devait être un établissement de recherche capable de stimuler la
créativité des scientifiques. Salk redécouvrait ainsi ce dont les architectes ont l’intuition
de longue date : les endroits que nous habitons peuvent agir sur nos pensées, nos
sentiments et nos comportements. Depuis plusieurs années, les spécialistes du
comportement apportent des arguments empiriques en ce sens. Leurs recherches
suggèrent qu’il est possible de concevoir les espaces de vie qui favorisent la créativité,
l’attention et la vigilance, ou la relaxation et la convivialité ». (Cerveau & Psycho,
2009, n° 33, p. 30). La lecture de ce début d’un article intitulé « Comment l’architecture
influence notre pensée » dans la revue Cerveau & Psycho a fortement résonné en moi
au moment où je construisais le projet du présent mémoire dans la mesure où cela faisait
écho à des intuitions que j’avais forgées comme patient et que je souhaitais interroger
en tant que futur architecte. Cela a été un des éléments qui m’ont décidé à travailler sur
l’architecture des bâtiments de santé sous l’angle de la perception qu’en ont les usagers.Plus que pour d’autres bâtiments, la construction d’un hôpital s’avère extrêmement
contrainte par un programme d’une grande complexité fixé en amont et avec lequel
l’architecte doit composer tout comme avec le site et les règles, elles aussi très
contraignantes, de la composition architecturale. Il s’appuie aussi, pour avancer dans
son projet, sur les besoins sociaux dont il a la connaissance ou l’intuition. Ainsi Pierre
Riboulet (1994), dans le journal qu’il tient de sa réflexion de cinq mois (de mai à
octobre 1980) sur le projet du grand hôpital pédiatrique Robert Debré, note, dès les
premiers jours, les 13 et 17 mai: « Que les enfants entrent là comme dans un lieu
familier, un lieu dont ils aient l’habitude » et, inventoriant « les lieux que pratiquent les
enfants dans les villes », (« des endroits où l’on peut courir, où il n’y a pas de
voitures », « des endroits qui ne font pas mal, où il y a les copains et les copines, où l’on
peut rigoler »), il conclut : « Il faudrait entrer dans l’hôpital comme on passe dans une
rue, une galerie où il y beaucoup de choses à regarder, où l’on peut aller et venir sans
obligation, courir et rêver. » De cela découle un bâtiment dont il affirme « qu’il ne faut
pas faire là un édifice » et qu’il cherche à rendre, avec le succès que l’on sait, le moins
intimidant possible pour des enfants.
Il s’avère qu’en plus de son intuition certaines recherches peuvent aussi renseigner
l’architecte et le programmiste sur les besoins fondamentaux des patients. Menées en
psychologie environnementale (Moser, 2009) ou en géographie de la santé (Gesler,
2003), elles ont mis en exergue différents facteurs contribuant au bien-être comme
constitutif de la santé dans la définition que donne l’OMS de cette dernière dans la
constitution de 1946 et qui fait toujours référence : « La santé est un état de complet
bien-être physique, mental et social et ne consiste pas seulement en une absence de
maladie et d’infirmité. ». Ces recherches incitent à prendre en compte, dans la
conception et dans l’évaluation d’un bâtiment de santé, la relation qu’établissent avec
ce bâtiment les usagers, et en particulier les patients. Il ne s’agit évidemment pas là d’un
élément tout à fait nouveau et une relation a sans doute été établie, de longue date, entre
la qualité d’un bâtiment de santé ou d’un lieu thérapeutique et le bien-être apporté au
patient. L’intérêt des recherches évoquées ci-dessus est, en affirmant avec force que « le
soin et le lieu sont inséparables » (Gessler, 2003) de tenter de trouver des critères
objectifs susceptibles d’expliquer la dimension « thérapeutique » d’un lieu de santé.C’est sur cette dimension que porte le présent mémoire qui étudie un service de Soins
de Suites et de Réadaptation (S.S.R), en l’occurrence celui de l’Hôpital Rothschild, à
Paris, dans lequel j’ai été invité en immersion du 28 mai au 7 juin 2013. L’objectif est
de comprendre et décrire la manière dont les différents usagers de ce SSR vivent le lieu
dans lequel ils exercent leur métier ou sont hospitalisés, quelle importance ils lui
accordent et sur quels points. Au plan architectural et programmatique, mon hypothèse
est que ce détour par les usagers et leur relation au lieu peut venir alimenter le cahier
des charges d’un bâtiment de santé en prenant appui non sur les seules intuitions mais
sur des éléments récurrents dans le discours des usagers.
Dans une première partie, je pose les bases théoriques qui permettent de penser cette
question et présente, en seconde partie, les choix méthodologiques effectués. Les
principaux résultats, présentés en troisième partie, m’amènent à une conclusion dans
laquelle j’envisage les éléments programmatiques qui découlent de mon enquête pour un bâtiment de santé et les pistes de réflexion ouvertes. ---- Comment est-on passé de la salle commune à la chambre individuelle ?
Comment l’hôpital, d’abord hospice, est devenu établissement de soins ?
Quelle est l’histoire des maternités, des lazarets, des asiles d’aliénés ? Autant
de réponses à découvrir dans le voyage architectural à travers toute la France
auquel invite ce bel ouvrage illustré de 592 pages, qui retrace l’histoire de
l’hôpital et de son architecture en France du Moyen-Âge à nos jours.
Jusqu’au siècle des Lumières, l’hôpital, lieu de charité chrétienne et d’exclusion
sociale, est aussi le premier outil d’une politique sanitaire balbutiante. L’incendie
de l’hôtel-Dieu de Paris, en 1772, est le catalyseur d’une double réflexion sur
la prise en charge des démunis et sur les réponses architecturales accordées
à une première médicalisation de l’hôpital. Ainsi architectes et médecins
poursuivent tout au long du XIXe
siècle la même chimère : une architecture en
mesure de soigner le corps et l’esprit. L’hygiénisme impose alors durablement
le plan en « double peigne » puis le système du pavillon isolé tandis que
les découvertes de Pasteur tardent à faire valoir leur logique. Inversement,
dans l’Entre-deux-guerres, ce sont les données économiques, sociales et
architecturales qui précèdent la révolution de l’antibiothérapie pour donner
naissance à l’hôpital-bloc. Les Trente Glorieuses appliquent à l’institution leur
politique centralisatrice, prescriptrice de modèles fonctionnels. Aujourd’hui,
les maîtres mots sont désormais humanisation et insertion urbaine.
Explorer l’histoire des hôpitaux en France revient à cheminer auprès du
pèlerin, de l’indigent, du marginal, du déviant, du fou, de l’enfant abandonné,
du vieillard, de l’infirme, du malade, aujourd’hui du patient. C’est surtout
découvrir, présents dans toutes nos villes, des bâtiments d’exception. L’histoire de l’hôpital est à tout à fait exemplaire de ces glissements progressifs, presque
insensibles quand on travaille sur une période courte, mais spectaculaires quand on prend
le sujet dans toute son ampleur : de la salle médiévale, qui n’offre qu’un abri, et un abri
dangereux, aux machines à guérir ultra-spécialisées d’aujourd’hui, dont les programmes
fournis par les maîtres d’ouvrage aux architectes comptent plusieurs centaines, voire
plusieurs milliers de pages.
On pourra donc faire une double lecture de ce livre : on y trouvera une histoire complète
et détaillée sur la longue durée et jusqu’au temps présent de l’hôpital en France, mais
aussi une très belle illustration de méthode. La clé de l’architecture est sans doute du
côté de la construction et sa poésie du côté des ornements, mais les causes profondes de
son évolution se trouvent d’abord du côté des programmes et de ce qui les conditionne
(mœurs, usages, mentalités, société, etc.).
Les auteurs de ce très bel ouvrage de synthèse sur les hôpitaux français n’ont pas organisé leur matière en fonction de l’histoire des styles, mais bien en fonction des causes
profondes de l’évolution des hôpitaux, c’est-à-dire en fonction d’une conception très
large de la médecine, incluant les connaissances vraies ou fausses sur la transmission
des maladies, mais aussi en fonction de la législation sur la santé publique. Ils rendent
donc lumineux ce lent processus, avec ses moments de basculements et de brusques
accélérations, qui remodèle leur objet. Ils n’en négligent pas pour autant les autres
facettes, des structures constructives aux styles et aux ornements. L’illustration, toujours judicieuse, offre à cet égard un tableau historique fascinant qui permet soit de
descendre dans le fil du temps, soit d’y remonter, soit encore de faire de magnifiques
arrêts sur image. Ces bâtiments en effet portent en eux des leçons d’architecture : ils
montrent que celle-ci, lorsqu’elle est belle, a pu et peut encore apporter aux cœurs des
hommes une joie ou une sérénité, lesquelles peuvent aussi contribuer à la guérison.
Au moment où le patrimoine hospitalier français connaît un bouleversement profond, à
la fois par l’émergence de toute une génération de nouveaux hôpitaux (où l’excellence
médicale n’est pas toujours au rendez-vous, tant les problèmes sont devenus complexes), et par la désaffectation de nombreux hôpitaux anciens, qui paraissent obsolètes,
ce qui conduit parfois à leur disparition et trop rarement à leur réhabilitation, il paraît
bien utile de revenir sur cette histoire. Or les auteurs de ce livre nous offrent une lecture profondément renouvelée par un recours systématique aux archives, manuscrites
ou imprimées, et clairement structurée par cette attention aux causes profondes de
ces mutations, dont la dernière se produit sous nos yeux.
Au lecteur maintenant d’entrer dans ce territoire défriché, balisé, éclairé, sous la
conduite des meilleurs guides. file:///C:/Users/u/Downloads/dp_hopitaux_121012-1.pdf -- file:///C:/Users/u/Downloads/08-Dossier+HOPITAL.pdf - le Logement Collectif* 50,60,70's dans tous ses états..Histoire & Mémoire de l'Habitat / Rétro-Villes / HLM / Banlieue / Renouvellement Urbain / Urbanisme 😊 De grandes barres d’immeubles, appelées les grands ensembles, sont le symbole de nos banlieues. Entrée Libre revient sur le phénomène de destruction de ces bâtiments qui reflètent aujourd’hui la misere www.youtube.com/watch?v=mCqHBP5SBiM Quatre murs et un toit 1953 Scenario et réalisation Pierre Jallaud MRU (ministère de la reconstruction et de l'urbanisme) www.dailymotion.com/video/xk6xui twitter.com/Memoire2cite/status/1121877386491043840/photo... Avril 1993, 6 ans après l'implosion de la tour DEBUSSY des 4000, 30% seulement des travaux de rénovation ont été réalisés et le chômage frappe toujours 1/3 des hbts. C'est un échec. A Mantes la Jolie, 6 mois après la destruction des 4 tours du Val Fourré, www.youtube.com/watch?v=ta4kj05KJOM … Banlieue 89, Bacalan à Bordeaux 1986 - Un exemple de rénovation urbaine et réhabilitation de l'habitat dans un des quartiers de Bordeaux La Cité Claveau à BACALAN. A l'initiative du mouvementla video içi www.youtube.com/watch?v=IN0JtGBaA1o … L'assoçiation de ROLLAND CASTRO @ Le Plan Banlieue 89 - mode d'emploi - Archive INA - La video içi. TRANSFORMER LES PAYSAGES URBAINS AVEC UNE APPROCHE CULTURELLE www.youtube.com/watch?v=Aw-_f-bT2TQ … SNCF les EDITIONS DU CABRI PRESENTE PARIS LA BANLIEUE 1960-1980 -La video Içi.
www.youtube.com/watch?v=lDEQOsdGjsg … Içi la DATAR en 1000 clichés missionphotodatar.cget.gouv.fr/accueil - Notre Paris, 1961, Réalisation : André Fontaine, Henri Gruel Les archives filmées de la cinémathèque du ministère de 1945 à nos jours içi www.dailymotion.com/video/xgis6v?playlist=x34ije
31 TOULOUSE - le Mirail 1962 réalisation : Mario Marret construction de la ville nouvelle Toulouse le Mirail, commentée par l'architecte urbaniste Georges Candilis le film www.dailymotion.com/video/xn4t4q?playlist=x34ije Il existe de nos jours, de nombreux photographes qui privilégient la qualité artistique de leurs travaux cartophiles. A vous de découvrir ces artistes inconnus aujourd’hui, mais qui seront peut-être les grands noms de demain.Les films du MRU - Le temps de l'urbanisme, 1962, Réalisation : Philippe Brunet www.dailymotion.com/video/xgj2zz?playlist=x34ije … … … … -Les grands ensembles en images Les ministères en charge du logement et leur production audiovisuelle (1944-1966) MASSY - Les films du MRU - La Cité des hommes, 1966, Réalisation : Fréderic Rossif, Albert Knobler www.dailymotion.com/video/xgiqzr?playlist=x34i - Les films du MRU @ les AUTOROUTES - Les liaisons moins dangereuses 1972 la construction des autoroutes en France - Le réseau autoroutier 1960 Histoire de France Transports et Communications - www.dailymotion.com/video/xxi0ae?playlist=x34ije … - A quoi servaient les films produits par le MRU ministère de la Reconstruction et de l'Urbanisme ? la réponse de Danielle Voldman historienne spécialiste de la reconstruction www.dailymotion.com/video/x148qu4?playlist=x34ije … -les films du MRU - Bâtir mieux plus vite et moins cher 1975 l'industrialisation du bâtiment et ses innovations : la préfabrication en usine, le coffrage glissant... www.dailymotion.com/video/xyjudq?playlist=x34ije … - TOUT SUR LA CONSTRUCTION DE NOTRE DAME LA CATHEDRALE DE PARIS Içi www.notredamedeparis.fr/la-cathedrale/histoire/historique... -MRU Les films - Le Bonheur est dans le béton - 2015 Documentaire réalisé par Lorenz Findeisen produit par Les Films du Tambour de Soie içi www.dailymotion.com/video/x413amo?playlist=x34ije …
archipostcard.blogspot.com/search?updated-max=2009-02-13T... -Créteil.un couple à la niaiserie béate exalte les multiples bonheurs de la vie dans les new G.E. www.youtube.com/watch?v=FT1_abIteFE … La Ville bidon était un téléfilm d'1 heure intitulé La Décharge.Mais la censure de ces temps de présidence Pompidou en a interdit la diffusion télévisuelle - museedelacartepostale.fr/periode-semi-moderne/ - archipostalecarte.blogspot.com/ - Hansjörg Schneider BAUNETZWOCHE 87 über Papiermoderne www.baunetz.de/meldungen/Meldungen_BAUNETZWOCHE_87_ueber_... … - ARCHITECTURE le blog de Claude LOTHIER içi leblogdeclaudelothier.blogspot.com/2006/ - - Le balnéaire en cartes postales autour de la collection de David Liaudet, et ses excellents commentaires.. www.dailymotion.com/video/x57d3b8 -Restaurants Jacques BOREL, Autoroute A 6, 1972 Canton d'AUXERRE youtu.be/LRNhNzgkUcY munchies.vice.com/fr/article/43a4kp/jacques-borel-lhomme-... … Celui qu'on appellera le « Napoléon du prêt-à-manger » se détourne d'ailleurs peu à peu des Wimpy, s'engueule avec la maison mère et fait péricliter la franchise ...
museedelacartepostale.fr/blog/ - museedelacartepostale.fr/exposition-permanente/ - www.queenslandplaces.com.au/category/headwords/brisbane-c... - collection-jfm.fr/t/cartes-postales-anciennes/france#.XGe... - www.cparama.com/forum/la-collection-de-cpa-f1.html - www.dauphinomaniac.org/Cartespostales/Francaises/Cartes_F... - furtho.tumblr.com/archive
le Logement Collectif* 50,60,70's, dans tous ses états..Histoire & Mémoire d'H.L.M. de Copropriété Renouvellement Urbain-Réha-NPNRU., twitter.com/Memoire2cite tout içi sig.ville.gouv.fr/atlas/ZUS/ - media/InaEdu01827/la-creatio" rel="noreferrer nofollow">fresques.ina.fr/jalons/fiche-media/InaEdu01827/la-creatio Bâtir mieux plus vite et moins cher 1975 l'industrialisation du bâtiment et ses innovations : www.dailymotion.com/video/xyjudq?playlist=x34ije la préfabrication en usine www.dailymotion.com/video/xx6ob5?playlist=x34ije , le coffrage glissant www.dailymotion.com/video/x19lwab?playlist=x34ije ... De nouvelles perspectives sont nées dans l'industrie du bâtiment avec les principes de bases de l'industrialisation du bâtiment www.dailymotion.com/video/x1a98iz?playlist=x34ije ,
www.dailymotion.com/video/xk6xui?playlist=x34ije , www.dailymotion.com/video/xk1dh2?playlist=x34ije :- que dire de RICARDO BOFFIL Les meilleures balades que j’ai fait autour de Paris je les ai faites dans l’application Plans. Je ne minore pas le rôle de Google Maps, révolution cartographique sans précédent et sans égale, qui aura réalisé nos fantasmes d’Aleph borgesien — l’idée d’un point d’où le monde serait visible en totalité — parachevé Mercator et permis d’explorer des parties du globe inconnues de Cook, Bougainville et Amundsen. Je n’oublie pas non plus cet exercice de cartographie au collège, qui nous avait démontré que nous étions à 3 cartes IGN de la capitale, et que le tissu urbain était de plus en plus serré à mesure que nous avancions vers le nord. Mais Plan possédait une fonctionnalité inédite, le Flyover, technologie à l’origine destinée aux pilotes de chasse, et qui fournissait des rendus 3D spectaculaire des bâtiments survolés — ainsi que des arbres et des déclivités du sol.
On quittait enfin les champs asphyxiants de la photographie aérienne pour des vues à l’oblique des villes visitées : après un siècle d’écrasement — la photographie aérienne est étroitement contemporaine du bombardement aérien — les villes reprenaient enfin de la vigueur et remontaient vers le ciel. J’avais d’ailleurs effectué moi-même une manœuvre de redressement similaire le jour où j’étais parti, à pied depuis Paris, visiter à Nanterre une exposition sur la photographie aérienne. J’étais à la quête des premières vues de Paris qu’avait prises Nadar depuis un ballon captif. À défaut de ces images, définitivement manquantes, j’avais parcouru, après la Grande Arche, les derniers kilomètres de la Voie Royale, cette prodigieuse perspective historique partie du Louvre — rare exemple de frise chronologique implémentée dans une structure urbanistique.
J’avais en réalité un peu dévié de la ligne droite pour aller voir les tours Nuages d’Emile Aillaud, le Facteur Cheval du modernisme, dont je connaissais déjà les autres chefs d’œuvres d'architecture naïve, les nouilles chinoises de Grigny et le spaghetti de Pantin.
C’était précisément l’usage que j’avais fait de l’application Plans : j’étais parti à la recherche de tous les groupements de tour qu’elle m’avait permis d’identifier, sur mon iPad. Je les faisais tourner avec deux doigts, comme un éclaireur qui marcherait autour d’un donjon, avant de les immortaliser, sous leur plus bel angle, par une capture d’écran.Un éclaireur autour d’un donjon : c’était exactement cela, qui m’avait fasciné. Les guerres territoriales entre Les Tarterêts de Corbeil et les Pyramides d’Evry avaient marqué mon enfance. La notion de cité, telle qu’elle avait été définie, à partir des années 80, dans le second âge des grands ensembles, l’âge du déclin, avait conservé un cachet médiéval. Ici, vivaient guetteurs et trafiquants, condottieres à la tête d’une écurie de go-fast et entretenant des chenils remplis de mâtins rares et dangereux. Ici, l’État central ne remplissait plus ses tâches régaliennes, ici la modernité laïque était entrée en crise. Mais ce que j’avais découvert, en collectionnant ces captures d’écran, c’était à quel point l’urbanisme de la banlieue parisienne était, strictement, d’obédience médiévale. On était passé, d’un seul mouvement et sans même s’en rendre compte de Château-Gaillard à la Cité 4000, du Donjon de Vincennes aux tours de Sarcelles, du château de Gisors aux choux fleurs de Créteil.J’ai même retrouvé la colonne détruite du désert de Retz dans le babylonien château d’eau de Noisiel.
Des hauteurs de Rosny à celle de Chanteloup, du plateau de Clichy à la dalle d’Argenteuil, on avait bizarrement livré des pastiches inconscients de la grande architecture militaire médiévales : les environs de Paris s’étaient retrouvés à nouveau fortifiés, la vieille tour de Montlhéry n’était plus solitaire, et même les immeubles de briques rouges qui avaient succédé à l’enceinte de Thiers évoquaient des murailles.
Et ce que j’avais initialement pris pour des anomalies, des accidents malheureux du post-modernisme, les grand ensembles voûtés et cannelés de Ricardo Boffil, étaient peut-être ce qui exprimait le mieux tout cela — ou du moins qui clôturaient avec le génie le plus clair cet âge des grands ensembles.
Car c’était cela, ces Carcassonnes, ces Acropoles, ces Atlandides qui surnageaient avec le plus de conviction au milieu des captures d’écrans de ruines médiévales qui s’accumulaient sur mon bureau.
Si décriées, dès leur construction, pour leur kitch intolérable ces mégastructures me sont soudain apparues comme absolument nécessaires.
Si les Villes Nouvelles n’ont jamais existé, et persisteront dans la mémoire des hommes, elles le doivent à ces rêveries bizarres et grandioses, à ces hybridations impossibles entre les cités idéales de Ledoux et les utopies corbuséennes.
L’Aqueduc de Saint-Quentin-en-Yvelines, les Espaces d’Abraxas à Marne-la-Vallée, les Colonnes de Saint-Christophe à Cergy-Pontoise sont les plus belles ruines du Grand Paris.
www.franceculture.fr/emissions/la-conclusion/ricardo-bofill immerssion dans le monde du logement social, l'univers des logements sociaux, des H.B.M au H.L.M - Retour sur l'histoire du logement collectif d'apres guerre - En Françe, sur l’ensemble du territoire avant, 4 millions d’immeubles étaient vétustes, dont 500.000 à démolir; au total 10% des logements étaient considérés comme insalubres et 40% réputés d’une qualité médiocre, et surpeuplés. C’est pour ces raisons que, à partir de 1954, le Ministre à la Reconstruction et au Logement évalue le besoin en logements à 2.000.660, devenant ainsi une priorité nationale. Quelques années plus tard à l’appel de l’Abbé Pierre, le journaliste Gilbert Mathieu, en avril 1957 publiait dans le quotidien Le Monde une série d’articles sur la situation dramatique du logement : Logement, notre honte et dénonçant le nombre réduit de logements et leur impitoyable état. Robert Doisneau, Banlieue après-guerre, 1943-1949 /Le mandat se veut triple : reconstruire le parc immobilier détruit durant les bombardements essentiellement du printemps/été 1944, faire face à l’essor démographique et enfin résorber l’habitat insalubre notamment les bidonvilles et les cités de transit. Une ambition qui paraît, dès le début, très élevée, associée à l’industrialisation progressive de la nation entre autre celle du secteur de la construction (voir le vidéo de l’INA du 17 juillet 1957 intitulée La crise du logement, un problème national. Cela dit, l’effort pour l’État français était d’une ampleur jamais vue ailleurs. La double nécessité de construire davantage et vite, est en partie la cause de la forme architecturale excentrique qui constituera les Grands Ensembles dans les banlieues françaises. Cinq caractéristiques permettent de mieux comprendre ce terme : la rupture avec le tissu urbain ancien, un minimum de mille logements, une forme collective (tours, barres) de quatre jusqu’à vingt niveaux, la conception d’appartements aménagés et équipés et enfin une gestion destinée pour la plupart à des bailleurs de logement social.
Pour la banlieue parisienne leur localisation s’est opérée majoritairement dans la périphérie, tandis que dans les autres cas, plus de la moitié a été construite dans le centre ville, le plus souvent à la limite des anciens faubourgs.
Architecture d’Aujourd’hui n° 46, 1953 p. 58-55
C’est le triomphe de l’urbanisme fonctionnel et rationaliste cher à Le Corbusier. Entre 1958 et 1973, cent quatre-vingt-quinze Zones à Urbaniser en Priorité (ZUP) sont créées, comprenant deux millions de logements, essentiellement de type populaire en Habitations à Loyer Modéré (HLM), mais pas exclusivement, remplaçant ainsi les anciennes Habitations à Bon Marché (HBM) crées en 1894. Selon le décret du 27 mars 1954 qui en fixe les conditions d’attribution, les bénéficiaires de la législation n’ont pas changé, ce sont toujours des « personnes peu fortunées vivant principalement de leur salaire », selon la loi Strauss de 1906. En 1953, tous les HLM voient leur surface maximale se réduire, en passant de 71 à 65 mètres carrés pour un quatre pièces. L’accès au logement des familles modestes se fera donc au détriment de la qualité et quantité de l’espace habité pour des familles nombreuses. À ce propos, le sociologue Thierry Oblet a bien montré comment se sont articulées les pensées des architectes et des ingénieurs modernistes, avec leur souci planificateur d’un État interventionniste[8] grâce à l’hégémonie du béton, de la ligne droite et de la standardisation de la construction.
Les exemples de cette architecture restent nombreux : de la Cité de 4000 (pour 4000 logements) à la Courneuve en Seine-Saint-Denis (93) aux logements de 15 étages aux balcons pétales, appelés « Chou-fleur » à Créteil en Val-de Marne (94) dessinés au début des années 70 par l’architecte Gérard Grandval. De la Cité des nuages à Nanterre dans les Hauts-de-Seine (92) à la Grande borne construite entre 1967 et 1971 sur le territoire des communes de Grigny et Viry-Châtillon, dans l’Essonne (91) en passant par la Noé à Chanteloup-les-Vignes dans le département des Yvelines (78) scénario du célèbre film La Haine[9] de Kassovits.
Récemment, plusieurs expositions photographiques se sont
concentrées sur cette nouvelle figure de l’urbanisme fonctionnaliste français de l’après-guerre. Par exemple Toit&Moi, 100 ans de logement social (2012), Les Grands ensembles 1960-2010 (2012) produite par l’école supérieure d’arts & médias de Caen/Cherbourg, selon un projet du Ministère de la Culture et de la Communication. Enfin l’exposition Photographie à l’œuvre, (2011-2012) d’Henri Salesse, photographe du service de l’inventaire du Ministère de la Reconstruction et de l’Urbanisme et Voyage en périphérie (2012) de Cyrus Cornut.
Il s’agissait là non seulement d’un progrès matériel, mais aussi démocratique, donnant ainsi à chaque citoyen, la possibilité d’accéder à son petit appartement doté de tous les conforts de l’époque. La recherche d’économie et de rapidité dans la conduite des chantiers portent à l’utilisation du béton comme matériel privilégié et à des plans architecturaux aussi simples que possible avec la réalisation de logements standardisés, dont les barres et les tours deviennent les figures principales : Au mitan des années cinquante, apparurent d’étranges formes urbaines. Des immeubles d’habitation de plus en plus longs et de plus en plus hauts, assemblés en blocs qui ne s’intégraient pas aux villes existantes. Ces blocs s’en différenciaient ostensiblement et parfois comme systématiquement, s’en isolaient. Ils semblaient faire ville à part. Surtout ils ne ressemblaient pas à ce qu’on avait l’habitude d’appeler ville. Et leur architecture aussi, qui était tellement déroutante. On les a nommés » grands ensembles. Cité de l’Abreuvoir, Bobigny (93), 2003 (Inventaire général du Patrimoine, Région Ile de France / Stéphane Asseline)
Bref, entre 1946 et 1975 le parc immobilier français passe de 12,7 millions à 21 millions de logements. Environ 8 millions de ceux-ci sont neufs, construits entre 1953-1975 – dont la moitié sous forme de grands ensembles – et près de 80 % des logements grâce à une aide de l’État avec des crédits publics. Le nombre de logements sociaux passe de moins de 500.000 à près de 3 millions, dont 43 % en région parisienne, où la demande est la plus forte[11]. Ce qui témoigne d’un effort énorme. Secrétariat d’État à la Reconstruction et au Logement, Supplément du logement en 1954, cité par Bachmann, C. Le Guennec, N., Violences urbaines…Op.cit, p.24. Alors que l’hiver 1954 est particulièrement rigoureux, l’abbé Pierre lance un appel en faveur des sans-logis et déshérités et organise des collectes de vêtements et de nourriture pour les plus démunis. Cela nous rappelle également que les inégalités sociales restaient particulièrement importantes à l’époque, malgré les débuts de la croissance économique, et que la crise du logement n’était pas encore complètement résolue. Danièle Voldman, La reconstruction des villes françaises de 1940 à 1954 : histoire d’une politique, Paris, L’Harmattan, 1997. Les Actualités françaises, La crise du logement, un problème national, 17 juillet, 1957, in fresques.ina.fr/…/la-crise-du-logement-un-probleme-n…, consulté le 20/02/2014. C’est l’urbaniste Marcel Rotival dans un numéro d’Architecture d’Aujourd’hui de juin 1935 (vol.1, n°6, juin 1935, p.57) qui propose pour la première fois cette terminologie pour désigner les Habitations à Bon Marché (HBM) et leur transformation en Habitations à Loyer Modéré (HLM), par la loi du 21 juillet 1951: « Nous espérons, un jour, sortir des villes comme Paris, non seulement par l’avenue des Champs Elysées, la seule réalisation de tenue sans laquelle Paris n’existerait pas, mais sortir par Belleville, par Charonne, par Bobigny, etc., et trouver harmonieusement disposés le long de larges autostrades, au milieu de grands espaces boisés, de parcs, de stades, de grandes cités claires, bien orientées, lumineusement éclairées par le soleil. » Largement reprise depuis les années 1950 dans le jargon administratif et public, elle apparaît pour la première fois dans un texte officiel qu’en 1973 avec la Circulaire Guichard, alors Ministre de l’Aménagement du territoire, de l’Equipement, du Logement et du tourisme. Celui-ci met un terme à la politique initiée après-guerre afin « d’empêcher la réalisation des formes d’urbanisation désignées généralement sous le nom de “grands ensembles”, peu conforme aux aspirations des habitants et sans justification économique sérieuse ». Paradoxalement, le terme de grands ensembles s’officialise donc au moment même où ils son mis en question. ZUP est un acronyme qui signifie Zone à Urbaniser en Priorité. Elles ont été créées par le décret N°58-1464 du 31 décembre 1958, afin de planifier et d’encadrer sur le territoire national, le développement urbain pour répondre à la carence de logements face à l’accroissement démographique et favoriser enfin la résorption de l’habitat insalubre. Oblet, Thierry, Gouverner la ville. Les voies urbaines de la démocratie moderne, Paris, PUF, 2003. En particulier par l’intermédiaire de la Société centrale de construction et de la Société centrale pour l’équipement du territoire, créées au milieu des années 1950 en tant que filiales de la Caisse des dépôts et consignations.
Kassovitz, Mathieu, La Haine, France, 1995.
Cornu, Marcel, Libérer la ville, Bruxelles, Casterman, 1977, p.60. Annie Fourcaut « Les banlieues populaires ont aussi une histoire », Projet 4/2007 (n° 299), pp. 7-15.
www.dailymotion.com/video/xw6lak?playlist=x34ije - Rue neuve 1956 la reconstruction de la France dix ans après la fin de la seconde guerre mondiale, villes, villages, grands ensembles réalisation : Jack Pinoteau , Panorama de la reconstruction de la France dix ans après la fin de la seconde guerre mondiale, ce film de commande évoque les villes et villages français détruits puis reconstruits dans un style respectant la tradition : Saint-Malo, Gien, Thionville, Ammerschwihr, etc. ainsi que la reconstruction en rupture avec l'architecture traditionnelle à Châtenay-Malabry, Arles, Saint Étienne, Évreux, Chambéry, Villeneuve-Saint-Georges, Abbeville, Le Havre, Marseille, Boulogne-sur-Mer, Dunkerque. Le documentaire explique par exemple la manière dont a été réalisée la reconstruction de Saint-Malo à l'intérieur des rempart de la vieille ville : "c'est la fidélité à l'histoire et la force du souvenir qui a guidé l'architecte". Dans le même esprit à Gien, au trois quart détruite en 1940, seul le château construit en 1494 pour Anne de Beaujeu, fille aînée de Louis XI, fut épargné par les bombardements. La ville fut reconstruite dans le style des rares immeubles restant. Gien est relevé de ses ruines et le nouvel ensemble harmonieux est appelé « Joyau de la Reconstruction française ». Dans un deuxième temps est abordé le chapitre de la construction des cités et des grands ensembles, de l’architecture du renouveau qualifiée de "grandiose incontestablement". S’il est précisé "on peut aimer ou de ne pas aimer ce style", l’emporte au final l’argument suivant : les grands ensembles, c'est la campagne à la ville, un urbanisme plus aéré, plus vert." les films caravelles 1956, Réalisateur : Jack Pinoteau (connu pour être le metteur en scène du film Le Triporteur 1957 qui fit découvrir Darry Cowl) www.dailymotion.com/video/xuz3o8?playlist=x34ije - www.dailymotion.com/video/xk1g5j?playlist=x34ije Brigitte Gros - Urbanisme - Filmer les grands ensembles 2016 - par Camille Canteux chercheuse au CHS -Centre d'Histoire Sociale - Jeanne Menjoulet - Ce film du CHS daté de 2014 www.youtube.com/watch?v=VDUBwVPNh0s … L'UNION SOCIALE POUR L'HABITAT le Musée des H.L.M. musee-hlm.fr/ union-habitat.org/ - EXPOSITION :LES 50 ANS DE LA RESIDENCe SALMSON POINT-Du JOUR www.salmsonlepointdujour.fr/pdf/Exposition_50_ans.pdf - Sotteville Construction de l’Anjou, le premier immeuble de la Zone Verte sottevilleaufildutemps.fr/2017/05/04/construction-de-limm... - www.20minutes.fr/paris/diaporama-7346-photo-854066-100-an... - www.ladepeche.fr/article/2010/11/02/940025-140-ans-en-arc... dreux-par-pierlouim.over-blog.com/article-chamards-1962-9... missionphoto.datar.gouv.fr/fr/photographe/7639/serie/7695...
Official Trailer - the Pruitt-Igoe Myth: an Urban History
www.youtube.com/watch?v=g7RwwkNzF68 - la dérive des continents youtu.be/kEeo8muZYJU Et la disparition des Mammouths - RILLIEUX LA PAPE & Dynacité - Le 23 février 2017, à 11h30, les tours Lyautey étaient foudroyées. www.youtube.com/watch?v=W---rnYoiQc …
Ginger CEBTP Démolition, filiale déconstruction du Groupe Ginger, a réalisé la maîtrise d'oeuvre de l'opération et produit les études d'exécution. L'emblématique ZUP Pruitt Igoe. vaste quartier HLM (33 barres de 11 étages) de Saint-Louis (Missouri) USA. démoli en 1972 www.youtube.com/watch?v=nq_SpRBXRmE … "Life is complicated, i killed people, smuggled people, sold people, but perhaps in here.. things will be different." ~ Niko Bellic - cité Balzac, à Vitry-sur-Seine (23 juin 2010).13H & Boom, quelques secondes plus tard, la barre «GHJ», 14 étages et 168 lgts, s’effondrait comme un château de cartes sous les applaudissements et les sifflets, bientôt enveloppés dans un nuage de poussière. www.youtube.com/watch?v=d9nBMHS7mzY … - "La Chapelle" Réhabilitation thermique de 667 logements à Andrézieux-Bou... youtu.be/0tswIPdoVCE - 11 octobre 1984 www.youtube.com/watch?v=Xk-Je1eQ5po …
DESTRUCTION par explosifs de 10 tours du QUARTIER DES MINGUETTES, à LYON. les tours des Minguettes ; VG des tours explosant et s'affaissant sur le côté dans un nuage de fumée blanche ; à 13H15, nous assistons à l'explosion de 4 autres tours - St-Etienne Métropole & Montchovet - la célèbre Muraille de Chine ( 540 lgts 270m de long 15 allees) qui était à l'époque en 1964 la plus grande barre HLM jamais construit en Europe. Après des phases de rénovation, cet immeuble a été dynamité en mai 2000 www.youtube.com/watch?v=YB3z_Z6DTdc … - PRESQU'ILE DE GENNEVILLIERS...AUJOURD'HUI...DEMAIN... (LA video içi parcours.cinearchives.org/Les-films-PRESQU-ILE-DE-GENNEVI... … ) Ce film de la municipalité de Gennevilliers explique la démarche et les objectifs de l’exposition communale consacrée à la presqu’île, exposition qui se tint en déc 1972 et janvier 1973 - le mythe de Pruitt-Igoe en video içi nextcity.org/daily/entry/watch-the-trailer-for-the-pruitt... … - 1964, quand les loisirs n’avaient (deja) pas le droit de cité poke @Memoire2cite youtu.be/Oj64jFKIcAE - Devenir de la ZUP de La Paillade youtu.be/1qxAhsqsV8M v - Regard sur les barres Zum' youtu.be/Eow6sODGct8 v - MONTCHOVET EN CONSTRUCTION Saint Etienne, ses travaux - Vidéo Ina.fr www.ina.fr/video/LXF99004401 … via - La construction de la Grande Borne à Grigny en 1969 Archive INA www.youtube.com/watch?time_continue=12&v=t843Ny2p7Ww (discours excellent en seconde partie) -David Liaudet : l'image absolue, c'est la carte postale" phothistory.wordpress.com/2016/04/27/david-liaudet-limage... … l'architecture sanatoriale Histoire des sanatoriums en France (1915-1945). Une architecture en quête de rendement thérapeutique..
passy-culture.com/wp-content/uploads/2009/10/Les-15-Glori... … … & hal.archives-ouvertes.fr/tel-01935993/document … explosion des tours Gauguin Destruction par implosion des Tours Gauguin (quartier de La Bastide) de Limoges le dimanche 28 novembre 2010 à 11 heures. Limoges 28/11/2010 youtu.be/cd0ln4Nqqbs … 42 Roanne - c'etait le 11 novembre 2013 - Souvenirs des HLM quartier du Parc... Après presque 45 minutes de retard, les trois dernières tours Chanteclair sont tombées. Le tir prévu etait à 11h14 La vidéo içi www.leprogres.fr/loire/2013/11/01/roanne-les-3-dernieres-... … … www.leprogres.fr/loire/2013/11/01/roanne-une-vingtaine-de... …Besançon (25) - la Nouvelle cité d'HLM La Planoise en 1960 avec la video des premiers habitants de Planoise en juin 1968 www.youtube.com/watch?v=LVKAkJSsCGk … … … archive INA … BEGIN Japanology - les utopies de l'extreme et Kenzo Tange l'architecte japonnais - la video içi www.youtube.com/watch?v=ZlAOtYFE4GM … 71 les Prés Saint-Jean a Chalon-sur-Saône - L'Implosion des 3 tours HLM de 15 etages le 5 décembre 2009 par FERRARI DEMOLITION içi www.youtube.com/watch?v=oDsqOjQJS8E … … … & là www.youtube.com/watch?v=ARQYQLORBBE … 21 DIJON Cité des Grésilles - c'etait l'implosion de la residençe HLM Paul Bur le 19 02 2010 www.youtube.com/watch?v=fAEuaq5mivM … … & la www.youtube.com/watch?v=mTUm-mky-sw … 59 - la technique dite du basculement - Destruction de l'immeuble Rhone a Lille avec pleins de ralentit içi video-streaming.orange.fr/actu-politique/destruction-de-l... … 21 Chenôve (le GRAND DIJON) - Implosion de la barre François RUDE le 3 nov 2010 (top video !!) www.youtube.com/watch?v=ClmeXzo3r5A … …Quand l histoire çe repete et çe repetera autant de fois que nesçessaire quand on voie la quantitée de barres 60 70's...dans le collimateur de l'ANRU2.. 77 MEAUX 3 grandes tours..& puis s'en vont.. Démolition Pierre Collinet Batiment Genêt, Hortensia et Iris - Reportage Journal le 26 juin 2011 youtu.be/fpPcaC2wRIc 71 CHALON SUR SAONE C'etait les Prés Saint Jean le 05 décembre 2009 , pour une implosion hlm hors du commun !!! Caméra mise à même le sol , à une vingtaine de mètres de la première tour .... www.youtube.com/watch?v=kVlC9rYU-gs … 78 les MUREAUX le 3 octobre 2010 ,Les dernières minutes de la Tour Molière aux Mureaux (Yvelines) et sa démolition par semi-foudroyage, filmés du quartier de la Vigne Blanche. www.youtube.com/watch?v=u2FDMxrLHcw …71 MACON LES GRANDES PERRIERES C'etait un 30 juin 2013, avec l'implosion de la barre HLM des Perrières par GINGER www.youtube.com/watch?v=EzYwTcCGUGA … … une video exceptionnelle ! c'etait Le Norfolk Court un ensemble résidentiel, le Norfolk Court, construit dans les années 1970, a été démoli à Glasgow en Ecosse le 9 mai 2016 . Il rate la démolition d'un immeuble au tout dernier moment LES PASSAGERS DU BUS EN PROFITE A SA PLAçE lol www.20minutes.fr/tv/t-as-vu/237077-il-rate-la-demolition-... … 69 LYON Quand La Duchère disait adieu à sa barre 230 le jeudi 2 juillet 2015
www.youtube.com/watch?v=BSwidwLw0NA … www.youtube.com/watch?v=BdLjUAK1oUk … www.youtube.com/watch?v=-DZ5RSLpYrM …Avenir Deconstruction : Foudroyage de 3 barres HLM - VAULX-EN-VELIN (69) www.youtube.com/watch?v=-E02NUMqDno Démolition du quartier Bachelard à Vaulx-en-Velin www.youtube.com/watch?v=DSAEBIYYpXY Démolition des tours du Pré de l'Herpe (Vaulx-en-Velin)
www.youtube.com/watch?v=fG5sD1G-QgU REPORTAGE - En sept secondes, un ensemble de 407 appartements à Vaulx-en-Velin a été détruit à l'explosif dans le cadre du renouvellement urbain... www.youtube.com/watch?v=Js6w9bnUuRM www.youtube.com/watch?v=MCj5D1NhxhI - St-QUENTIN LA ZUP (scic)- NOUMEA - NOUVELLE CALEDONIE historique de la cité Saint-Quentin içi www.agence-concept.com/savoir-faire/sic/
www.youtube.com/watch?v=_Gt6STiH_pM …[VIDEOS] Trois tours de la cité des Indes de Sartrouville ont été démolies dans le cadre du plan de rénovation urbaine du quartier Mille quatre cent soixante-deux détonateurs, 312 kilos le 06/06/2010 à 11 heures. la belle video içi www.youtube.com/watch?v=fY1B07GWyDE VIGNEUX-SUR-SEINE, VOTRE HISTOIRE, VOS SOUVENIRS. içi www.youtube.com/watch?v=8o_Ke26mB48 … , Film des Tours et du quartier de la Croix Blanche, de 1966 à 1968. Les Tours en train de finir de se construire, ainsi que le centre commerciale. Destruction de la Tour 21, pour construire de nouveaux HLM...
42 LOIRE ST-ETIENNE MONTREYNAUD tout une histoire youtu.be/ietu6yPB5KQ - Mascovich & la tour de Montreynaud www.youtube.com/watch?v=p7Zmwn224XE … -Travaux dalle du Forum à Montreynaud Saint-Etienne www.youtube.com/watch?v=0WaFbrBEfU4 … & içi www.youtube.com/watch?v=aHnT_I5dEyI … - et fr3 là www.youtube.com/watch?v=hCsXNOMRWW4 … - Au nord-Est de St-Etienne, aux confins de la ville, se dresse une colline et sur les pentes de cette colline s’accroche une petite ville, un quartier, un peu à part. Cet endroit niché au milieu de la verdure, c’est le quartier de Montreynaud. www.youtube.com/watch?v=Sqfb27hXMDo&fbclid=IwAR2ALN4d... …Et sinon, avez-vous remarqué au dessus du P de AGIP ? On voit, dans le film, la Tour Réservoir Plein Ciel du quartier de Montreynaud, détruite 3 ans plus tard par foudroyage ! Sûr que @Memoire2cite a des photos du quartier et de la tout à l'époque ! ;-) 42 LOIRE SAINT-ETIENNE MONTREYNAUD LA ZUP Souvenirs avec Mascovich & son clip "la tour de Montreynaud" www.youtube.com/watch?v=p7Zmwn224XE …
- Que de chemin parcouru, Muraille de Chine La Palle Beaulieu jusqu'aux années 90. L habitat se transforme et s adapte aux nouveaux besoins. Autre temps, période d'essor économique et du "vivre ensemble". Merci à @Memoire2cite pour cette introspection du passé! -
Dev and the Cataracs opening for Usher OMG Tour 2011
Toronto, ON
May 14, 2011
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Cherbourg, place Napoléon devant la basilique Sainte Trinité au point de transfert N°1 des troupes " colored " de compagnies Amphibious Truck déchargent des filets de manutention remplis de caisses et de cartons de matériels.
Au premier plan un Dukw baptisé " The Hornet " à l'intérieur un sous-officier (trait horizontal à l'arrière du casque)
d'autres vues: CHBG_2GM_012, CHBG_2GM_024, 2GM_CHBG049, 2GM_CHBG363 et 2GM_CHBG370
www.flickr.com/search/?w=58897785%40N00&q=CHBG_2GM_01...
et:
www.flickr.com/photos/mlq/3788736810/in/photostream
Pour aller plus loin :
fr.wikipedia.org/wiki/Basilique_Sainte-Trinit%C3%A9_de_Ch...