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Palazzo Mattei di Giove
Palazzo Mattei di Giove è considerato tra i più belli dei cinque palazzi Mattei che formano, un unico complesso architettonico, la cosiddetta "Insula Mattei"
Posizione e storia
Facente parte della cosiddetta "Insula Mattei", è sito nel centro storico, tra via Michelangelo Caetani e via dei Funari, nel rione Sant'Angelo.
Il Palazzo fu costruito per volere di Asdrubale Mattei, marchese di Giove (Terni), che aveva sposato Costanza Gonzaga. La costruzione, su progetto di Carlo Maderno, ebbe inizio nel 1598 su un terreno su cui sorgevano case della famiglia, in seguito demolite. Tra il 1598 e il 1606 fu realizzata la parte su via dei Funari, all’angolo con via Caetani e nel 1613 venne iniziato il braccio che avrebbe unito il palazzo con quello di Alessandro Mattei, oggi Palazzo Caetani. Nel 1618 la costruzione fu portata a termine.
Nel 1938 il palazzo fu acquistato dallo Stato Italiano e oggi ospita il Centro di Studi Americani (al primo piano dell'edificio), la Discoteca di Stato, la Biblioteca di storia moderna e contemporanea.
Il palazzo a tre piani, costruito in mattoni e travertino, ha facciate di forme tardo-cinquecentesche, rifinite da un cornicione adorno degli stemmi dei Mattei (scacchiera) e dei Gonzaga (aquila) sormontato da un’altana con loggiato simile a quella del palazzo Ruspoli.
Ha due imponenti ingressi uno su via dei Funari e l’altro su via Caetani, quest’ultimo con un bel portale di grande effetto. I due cortili e lo scalone d’onore sono adorni di sculture antiche.
Le antichità, ancora oggi presenti nel palazzo, erano parte di una delle più ricche e pregevoli raccolte private di marmi antichi esistenti a Roma.
All’interno dell'edificio le sale furono decorate da numerosi artisti tra cui Francesco Albani (Storie bibliche), Antonio Pomarancio, Cristoforo Greppi, Giovanni Lanfranco, Pietro da Cortona autore della splendida galleria affrescata con soggetti mitologici.
Costruzione: 1598 / 1618
Periodo: Barocco
Indirizzo: Via Michelangelo Caetani, 32
Roma, Rione S. Angelo
Engage by Maria Mccavana from Ireland is on display at the Colombo Art Biennale (CAB).
“Becoming” is the theme for the second edition of the Colombo Art Biennale is held from 15th February 2012 to 19th February 2012 at Park Street Mews, J.D.A. Perera Gallery and National Art Gallery. Colombo Art Biennale includes paintings, installations, photos, performance, audio and video presentations. Many art talks also held during the five day festival of art.
39 artists from Austria, Australia, Bangladesh, Germany, India, Ireland, Nepal, Netherlands, Norway, Pakistan, Sweden and Sri Lanka participated in the festival of art.
South-facing window in the south transept aisle by Holt of Warwick, c1885..
All Saints is Leamington Spa's cathedral-like main church, begun in 1843 over the site of a much more modest building. The bulk of the church was completed in the following years by J.C.Jackson, though the west end of the nave and the soaring south west tower were added in 1898-1902 by Sir Arthur Blomfield. It seems a crossing tower was originally intended but only the stump was built, owing to insufficient foundations or funds. Nevertheless a small clock tower with a spire was added off the north transept giving the church a distinctive outline.
The apse and transepts are largely French Gothic in style (an odd choice for a Regency town) with elaborately traceried rose windows based on authentic examples in Rouen (alas without stained glass). The apse windows are amongst the tallest of their kind in an English parish church.
The interior is hugely spacious (if a little gloomy) and can not fail to impress with its cathedral-like ambition and grandeur. The eye is drawn down the nave towards the apse with its three tapering windows while the crossing encloses yet more space in the form of a generous transept with its enormous clear-glazed rose windows and chapels on the east side (an imposing memorial chapel on the south side, and a much more intimate Lady Chapel beneath the organ to the north). The west end of the nave was partitioned off around 1990 in order to form parish rooms with a gallery above.
The church has much glass of the Victorian period, the rich apse windows of 1851 being the work of Chance Bros of Birmingham and in part shown at the great exhibition. They were much improved by restoration in the late 1990s (a project over several years in which I was involved).
All Saints is normally open during the day most days of the week (except Monday) with a small cafe operating at the west end.
.... and shot-up. I'd loved to have been standing behind the 'shooter' with a blown-up balloon and a needle!
Edward não mentiu quando ele me prometeu lugares que eu jamais imaginaria existirem. Infelizmente, depois de Carbonia, tivemos que retornar para casa. Passamos uma semana na ilha italiana, aproveitando o clima mediterrâneo. Nadar foi extremamente excitante, principalmente porque eu pude ver toda a vida que habita sob a água. Além de a vida ser muito mais linda sob o sol, ela também o era sob a água! Quanto tempo de minha existência eu perdi sob a terra, em um covil miserável, trabalhando de costureira, lavadeira, passadeira, para os caçadores. E eles eram monstros, como eu já sabia. Connor não podia ser o único, e ele foi claro ao afirmar que Rudolph consumia sangue humano. Deprimente, detestável. Não era ilegal, como Edward me garantira diversas vezes… mas afinal, de que lei ele estaria falando?
Estar ali, com minha nova família, nos braços do vampiro que eu amava e escolhera para mim, aproveitando ao máximo o que a vida terrestre me proporcionava, era impagável. Eu podia compreender um novo estado de amnésia, daquela vez voluntária. Eu não queria lembrar de nada do meu passado, eu não queria lembrar que um dia fora Beatrice Caldwell. Gostaria de mudar de nome, de me tornar outra. Eu simplesmente queria tornar-me Cullen.
Caçar naquele lugar foi mais complexo, e todas as vezes precisamos pegar os carros e nos dirigirmos a outras regiões. Mas foi pedagógico, também. Conheci outro animal interessante, o porco selvagem. Ele não me pareceu tão saboroso quanto os ursos, ou quanto o Lince. Mas toda a diversão e a reação do meu organismo a tudo me fazia muito sedenta, sempre. Sem contar o controle absurdo para nunca desejar os humanos. A semana passada em Carbonia poderia ser considerada uma das melhores de toda a minha existência, até melhor do que as primeiras que vivi com Edward.
Durante a volta para casa, senti uma vertigem estranha, no avião. Eu não costumava sentir aquilo, foi novo, inesperado e um tanto assustador. Era como se o chão e o teto se invertessem, e eu estivesse flutuando no meio vazio. A sensação foi tão anormal que nem Edward conseguiu compreendê-la. Ele sabia que tinha algo errado, mas não sabia o que. A viagem era longa, eu estava cansada; o avião me estressava, e eu provavelmente estava reagindo ao sangue do porco selvagem. Era uma vertigem, e eu tinha tantas desde que saíra do covil que aquela sequer deveria me causar estranheza. Na verdade, o que me causou estranheza foi a impaciência de Alice, que parecia muito incomodada com alguma coisa. Alguma coisa que nem ela sabia, pois Edward não conseguiu captá-la. A vertigem passou, e Alice pareceu mais confortada. Imaginar que haveria alguma conexão entre meu mal estar e o humor de Alice era ridículo, mas foi como me senti.
A escola ainda demoraria alguns dias para recomeçar, então teríamos tempo para nos recuperarmos da viagem. Só eu precisava de recuperação, era verdade. Os Cullen não sofriam com as adaptações como eu. Talvez eles simplesmente não sentissem muita coisa humana, e eu sempre tinha a impressão errada. Carlisle e Esme nos receberam com bastante euforia, como se o tempo sozinho lhes tivesse sido também penoso. Eles estavam acostumados com a casa cheia, foi o que considerei. E era bom voltar para casa, apesar dos momentos fantásticos vividos na Europa. Eu me sentia tão segura e protegida na casa dos Cullen que retornar para aquele lugar familiar me fez sentir paz. Subi até meu quarto para colocar todas as minhas coisas de volta ao armário, tentando ao máximo manter as pilhas organizadas, porque eu jamais saberia combinar as roupas tão bem quanto Alice, e deixei Edward na sala, confraternizando com os pais.
_Ooops. – Foi o som de minha voz, ao sentir-me desequilibrada descendo as escadas. Eu pretendia juntar-me aos demais, mas a experiência foi quase frustrante. Em instantes, Edward me amparava nos braços, confuso. – Está tudo bem… foi uma vertigem.
_Igual a que sentiu no avião?
_Sim… parecida.
_Você não está bem. – Edward disse, ajudando-me a descer as escadas como se eu realmente estivesse debilitada. – Carlisle… Beatrice não está bem.
_O que houve? – O médico se aproximou. Eu me sentia melhor, a vertigem tinha acabado.
_Ela não está bem… eu sei. Ela passou mal no avião, e agora também… e Alice anda inquieta com ela por perto. – Edward falou, procurando a irmã pela sala. Mas Alice estava fora de seu alcance de visão.
_Não tenho nada. – Disse, soltando-me dos braços de Edward. – Veja, nada demais…
E foi só me soltar de Edward para meu corpo desequilibrar-se e eu quase desfalecer no assoalho límpido de Esme.
Edward me impediu, fazendo-me sentar imediatamente. Seu semblante assustado me causou agonia, e minha agonia o assustava ainda mais. Carlisle ajoelhou-se à minha frente, observando-me. Senti-me a cobaia novamente.
_O que você sente, Bea?
_Eu não sei direito… chão e teto se invertem, é isso. Eu perco o equilíbrio…
_Hmmmmm… sente algum enjôo?
_Enjôo? – Palavras novas.
_Quando comeu comida humana… sentiu algo logo após?
_Não, faz dias que só me alimento de sangue. Se bem que…
_Os muffins? – Edward se lembrou da minha incursão a uma cafeteria, na cidade de Cagliari, quando eu decidi que estava apaixonada por um bolinho com pedaços de algo estranho. Chocolate, era o nome do meu novo veneno. Baunilha e chocolate, a tentação maior que a comida humana poderia me oferecer. Eu devorei três, como se fosse um animal faminto. Logicamente, depois dos muffins eu me senti mal, como se minha barriga pesasse. Mas deveria ser uma reação normal ao meu exagero, como fora a reação ao Martini.
_Hmmmm… – Carlisle continua a me observar, confuso. – Tem algo aqui que não estou captando…
_Nem eu estou. – Edward estava aflito. – Onde está Alice, pelos céus?
_Foi até seu quarto. – Esme respondeu. – Acha que ela pode ter visto algo?
_Ela deve ter… mas está escondendo de mim!
_Façamos assim, vocês vão para seu quarto. – Carlisle ponderou. – Amanhã Bea vai até o hospital e eu realizo alguns testes, para saber o que está havendo.
Edward concordou, e me levantou intentando retornar-me para o quarto. Sempre zeloso em exagero comigo; uma preocupação que eu não merecia.
_Seja gentil, Edward. – Emmett bradou, da sala. Se eu estivesse completamente saudável, eu mesma o teria aniquilado. Edward era mesmo gentil, apenas ignorou o irmão. A sua preocupação comigo era infinitamente superior a qualquer perturbação vinda de Emmett.
Como meu vampiro era o mais exagerado da família, ele não me permitiu caminhar até o quarto. Carregou-me em seus braços, e fez-me deitar imediatamente. Ele não me deixaria tocá-lo aquela noite, eu já suspeitava. As boas vindas à nossa cama teriam que ficar para data futura, quando minha vertigem passasse. Com bastante suavidade, ele retirou meus sapatos, cobriu-me com os cobertores e deitou-se comigo, mantendo-me bem próxima. Tentei manter meus pensamentos longe de qualquer coisa que pudesse irritar ou aborrecer Edward, porque ele já parecia ansioso demais com o fato de eu estar reagindo daquela forma. O dia seguinte nos daria uma perspectiva do que estava acontecendo, era o que eu pensava.
Mas a perspectiva parecia tão borrada quanto a minha vertigem.
Eu praticamente não consegui me levantar da cama durante a manhã, e meus olhos estavam de uma cor púrpura inaceitável. Eu nunca sequer vira aquela cor na natureza, e minha paleta de cores já parecia bastante preenchida. Edward teve que ajudar-me a levantar-me, e mesmo assim foi difícil manter-me de pé. Peguei a primeira peça de roupas que estava na primeira pilha ao alcance, e iniciei meu ritual para troca de roupas.
_Edward. – Eu o chamei. Ele estava observando a paisagem, já completamente vestido, algo em suas mãos, proporcionando-me uma privacidade desnecessária. Mas eu adorava como ele podia ser tão respeitador, ao não deliberadamente se aproveitar do momento para observar-me. – Edward… você não notou nada estranho em mim durante o passeio na Europa?
_Deveria? – Ele se aproximou, olhando para mim curioso. Os pensamentos começaram a fluir, e eu não consegui segurá-los. – Seu corpo parecia modificado sim… mas deveria ser uma reação natural aos alimentos humanos.
_Mas Edward… eu senti algo.
_A vertigem? – Ele se aproximou, mesmo eu estando ainda nua.
_Não. Eu estou bem.. eu senti algo aqui. – E levei minha mão esquerda até minha região do ventre, apontando para a área que estava, definitivamente, maior do que sempre fora. Reação aos alimentos humanos, era a explicação…
A reação de Edward àquele fato foi muito pior do que a minha, aos olhos verdes. Ele deixou cair das mãos o livro que segurava, e me olhou totalmente atônito. Eu vi Edward sem nenhuma reação pela primeira vez, e devo confessar que ele me apavorou. Ele me apavorou por estar sem reação e pelo que aquilo podia representar. Coloquei a mão totalmente sobre meu ventre, tentando entender o que poderia causar aquele inchaço. De todas as reações absurdas que meu corpo já sofrera, aquela era definitivamente a mais estranha. Algo se mexendo era praticamente ridículo. Tomei a mão de Edward e coloquei-a no lugar da minha, tentando fazê-lo compreender o que eu queria dizer. E ele continuava a me olhar daquela forma apavorante.
_Edward, assim eu vou ficar com medo. – Eu nem conseguia me vestir.
_Precisamos mesmo ver Carlisle. – Ele disse, finalmente. Respirei aliviada, e iniciei minha tarefa de vestir-me.
_Espero que ele tenha uma boa idéia do que seja isso, não estou gostando nada. Imagine, eu agora sinto coisas.
_Bea… – Edward voltou-se para mim, depois de recolher o livro no chão, e me segurou as duas mãos. – Bea, você não tem mesmo idéia? – Balancei a cabeça negativamente, olhando em seus olhos. – Você sabe qual era meu maior medo em relação a você? O que eu não podia prever… o que nenhum de nós podia prever? Você sabe o risco que corremos quando decidi… sucumbir a você?
_Risco? Do que você está falando, Edward?
_Eu acho que você está grávida, Beatrice.
Oh. E a reação dos olhos verdes ficaria realmente em terceiro lugar. Eu sempre conseguia me superar em esquisitices, e aquela era a esquisitice maior entre todas elas reunidas. O show estava completo, e não haveria lugar para tantas anormalidades em minha vida. Onde estaria o meu conceito de normalidade frente uma situação daquelas? Eu puxei as minhas mãos de volta, e comecei a andar em círculos. Nada daquilo era possível, nada daquilo era razoável. E tudo veio à minha cabeça de uma só vez. Híbridos não geram filhos de vampiros. Híbridos não se casam, não procriam. Híbridos não vivem sob o sol. Híbridos são monstros, e você nada mais é do que uma aberração, um erro da natureza. Híbridos não amam, eles não se apaixonam e não se submetem aos desejos humanos. Híbridos não se alimentam de comida. Híbridos não se envolvem com vampiros, de forma alguma.
Onde estava o meu conceito de normalidade, então?
Uma mulher podia gerar filhos. Um ser humano. Eu era um corpo morto ambulante. Não podia gerar vida dentro de mim. Edward era um morto, também. Nunca, de nenhuma forma aceitável, nós dois poderíamos conceber uma vida.
_O que diabos é isso? – A familiaridade com a linguagem mundana.
_Bea, venha aqui. – Edward segurou-me entre os braços, mas eu ainda sentia meu corpo se mover. Eu tremia… e o movimento dentro de mim retornou. – Acalme-se, você pode ter um colapso. Vamos ver Carlisle… eu estou só supondo.
_Edward, eu não posso ter filhos. – Olhei para ele, mais irritada do que assustada. Eu estava definitivamente irritada. – Eu sou um monstro, você sabe disso?
_Você não é. – Ele me beijou os cabelos. – Você é aquela que eu amo… tudo que fizemos até agora foi arriscado… havia a possibilidade, porque ninguém conseguiu descartá-la. Você provavelmente pode gerar filhos, e você provavelmente está grávida, agora.
Antes que eu pudesse livrar-me de seus braços para protestar mais uma vez, o quarto foi invadido por Alice. Secretamente, agradeci por ter conseguido forças para vestir-me.
_Eu estou chocada. – Alice disse, voz visivelmente perturbada. – Edward, diga-me que você não chegou à mesma conclusão que eu?
_Sim, eu cheguei. – Ele me mantinha presa a ele. – Parece meio lógica… desde quando?
_Eu vi ontem à noite. Mas eu me recusei a acreditar… porém agora a visão veio mais precisa.
_Desde quando?
_Não sei… mas a gestação não será longa.
_Isso é mesmo verdade? – Eu me desprendi dos braços de Edward e voltei-me para Alice, que não sabia se sorria ou gritava de medo. Eu estava apavorada, imaginava como se sentiam os vampiros. – Eu estou mesmo gerando um filho?
_Sim. – Alice confirmou, balbuciando.
_Eu preciso sair. – Caminhei para a porta. – Edward, eu preciso sair… sozinha. – Eu já o sentia próximo a mim, mas eu precisava de um tempo. – Nada vai me acontecer, não vou me afastar muito. Por favor, deixe-me.
Eu vi quando Alice entrou na frente do irmão, assentindo com a cabeça. Edward resignou-se, e me deixou sair pela porta dos fundos, rumo à trilha na floresta. Alice devia saber que nada me aconteceria, ela só precisava que Edward aceitasse aquilo. Eu tinha que ficar sozinha, mesmo que a vertigem me acometesse novamente. Eu precisava raciocinar sobre tudo aquilo. Um fato tão simples se tornou tão enormemente grande que eu não sabia como lidar com ele. Antes, uma vertigem. Depois, uma gestação. Pus-me a caminhar por entre as árvores, mãos na cabeça, sem muita noção de para onde ir. Eu não podia afastar-me, prometera a Edward. Mas como me controlar?
Eu carregava ali, dentro de mim, uma vida. Aquilo não fazia sentido algum. Eu estava morta. Era como eu considerava, era o que eu sabia. Eu fora transformada em um ser imortal quando tinha 20 anos, e desde então a minha vida se resumiu à clausura total. Eu estava morta. Edward também. Mas ambos geramos um filho. Não, nada fazia sentido. Dois organismos mortos não podiam dar vida a outro, podiam? O quanto aquilo desafiava as leis da ciência? O quanto aquela concepção poderia desafiar o lógico, o racional, o óbvio?
E então eu me dei conta de que tudo na minha existência era contrário às leis da ciência.
Mortos não andam, comem ou falam. Seres míticos são lendas que os humanos contam aos seus filhos, para amedrontá-los. Eu era uma fábula, um conto de terror. Se eu mesma não devia existir, que diferença faria a existência de meu filho? Se eu era uma aberração, conceber uma criança não poderia ser nada tão mais errado… era só outro item anormal na minha existência surreal. Além de me alimentar de sangue e ser imortal. O quanto um filho poderia causar de estranheza? Eu mesma era contra as leis da ciência. Eu era contra qualquer tipo de lei existente. E assim o era Edward. Até que ponto nós dois concebermos uma criança poderia ser considerado mais estranho do que toda a nossa existência já era?
E foi quando meu ventre mexeu-se mais uma vez que eu raciocinei a única coisa que realmente importava. Se eu estava grávida – e daquilo eu não poderia duvidar uma vez que a confirmação viera de Alice, eu carregava em meu ventre um pedaço de Edward. Seus genes. Eu tinha dentro de mim um pedaço do vampiro que eu amava; o vampiro que me havia dado sentido à ‘vida’. Ali, dentro de mim. Edward. Era só isso que importava.
Voltei para a casa para encontrar Edward no jardim, ansioso, visivelmente nervoso. Eu nunca o vira daquela forma.
_Beatrice. – Ele me abraçou, de uma forma também desconhecida. Não havia desejo, apenas preocupação. Ele me abraçou exatamente como se aquela fosse a última vez que ele fosse me abraçar, como se toda a certeza que residia dentro dele se tivesse esvaído. – Você demorou…
_Não tanto assim, Edward. – Meus braços envolveram sua cintura bem devagar. – Eu precisava de espaço para pensar.
_Carlisle quer te examinar. – Ele disse. – Ligamos para ele; ele considera que precisa fazer vários testes em você. Ele quer ter certeza… quer garantir que está tudo bem. Se você quiser, nós podemos…
_Você não pode nem pensar no que eu acho que você está pensando. – Falei, respirando fundo. Eu tinha certeza que sabia exatamente o que se passava na cabeça de Edward, porque a mesma coisa já tinha se passado na minha, durante a caminhada na floresta. Todas as coisas, possíveis e impossíveis, passaram por minha cabeça, era fato. Eu pensei em todas as possibilidades, existentes ou não, para o que estava acontecendo comigo. Uma forma de eliminar aquilo, uma forma de me livrar, uma forma de fazer dar certo…
_Agora você é quem lê as mentes? – Ele riu, tentando me distrair.
_Edward, eu não estou brincando. – Falei seriamente, e ele me olhou. Tentativa frustrada, então. Pobre Edward, lidando com uma híbrida alucinada. – Não pense em nada que não seja alegre e feliz. Eu estou me sentindo em um mundo mágico e irreal, e só estou esperando para acordar. Nada faz menos sentido do que eu carregando uma criança no ventre, mas eis que isso aconteceu. Eu não podia estar me sentindo mais completa e assustada do que estou agora.
_Você… você está bem quanto a isso? Quanto a… ter um filho meu?
_Claro que sim! – E eu estava aborrecida novamente. – Edward Cullen, eu te amo! Como poderia não estar bem em relação a isso? Sim, eu estou aterrorizada. Eu estou apavorada, e uma fragilidade que eu desconhecia se abateu sobre mim. Mas ao mesmo tempo é como se eu fosse o ser mais abençoado que existe na Terra.
Edward manteve-me pressionada contra seu corpo por algum tempo, mais do que eu poderia suportar sem respirar. Mas ele não pretendia me prejudicar, ele só estava tentando restabelecer a certeza. Ele estava tentando restabelecer o sentimento correto dentro de si, e não o pavor inicial da descoberta. Com um cuidado exagerado, ele me levou até o hospital de Carlisle, dirigindo o seu Volvo em uma velocidade inimaginável. Tão devagar que carros humanos passaram por ele. Mas eu não reclamaria, nem tinha do que reclamar. Ele estava simplesmente sendo cuidadoso comigo, e eu não sabia nada sobre aquela condição em que me encontrava.
No hospital, Carlisle parecia tão perdido quanto todos. Ele não sabia por onde começar os testes, e nem que tipo de testes meu organismo poderia permitir. Ele sabia que eu rejeitava agulhas, e que a simples entrada de um objeto externo potencialmente nocivo faria com que meu corpo o expelisse, sem sobreavisos. O primeiro exame, então, foi físico. Carlisle pediu que eu me deitasse em sua mesa e que elevasse minha blusa, a fim de que ele pudesse observar o meu ventre. Eu tinha certeza que aquela manifestação – o inchaço em minha barriga – não estava ali dois ou três dias atrás. O médico, delicadamente, pressionou os dedos contra minha pele, fazendo o inchaço aumentar e diminuir. Senti algo mexer novamente, e aquilo me incomodou.
_Ora vejam. – Carlisle sorriu, aquele sorriso que não identificava se ele estava triste ou feliz. – Realmente, tem algo aqui.
_Eu… – Edward aproximou-se, sempre ansioso demais. Eu tentava de todas as formas agir como Jasper, acalmando a situação, mas nunca conseguia. Por mais tranquila que eu tentasse aparentar, mais ansioso ele se mostrava. – Posso?
Carlisle deu espaço para que Edward se aproximasse mais, e passou os dedos suavemente por sobre meu ventre.
_Ele se mexe bastante. – O médico então riu, e eu senti um alívio redundante. Carlisle segurou uma das mãos de Edward e a colocou exatamente por sobre o local que estava se mexendo há segundos atrás. O toque frio de Edward demonstrava apreensão, mas aos poucos ele relaxou e deixou seus dedos acariciarem minha pele, enquanto sua outra mão livre segurava a minha. Novamente, eu senti algo mexer dentro de mim. Daquela vez, um desconforto aparente que logo passou.
_Oh. – Edward puxou a mão, instintivamente. Seus olhos não me faziam compreender suas emoções, e novamente eu estava apreensiva. – Isso é… uma confirmação, certo?
_Sim, não preciso de muitos exames para constatar uma gravidez quando o bebê se mexe.
Bebê. Meu cérebro não absorveria aquela palavra muito facilmente. Bebê. Senti uma onda de calor me invadir, calor que eu não sentia, calor que era humano demais, e imediatamente minha consciência pretendeu deixar-me. Tudo ficou escuro, a imagem de Edward desapareceu e meus dedos afrouxaram os seus. O mundo girava freneticamente, e eu não imaginava como fazê-lo parar. A vertigem. Retomei os sentidos alguns instantes depois, e me peguei nos braços de Edward, os dois vampiros me olhando com total apreensão.
_Você vai fazer muito isso? – Edward respirava lentamente. – Avise-me, Bea… para que eu me prepare.
_Acalme-se Edward… mulheres grávidas, nesse estágio, geralmente sofrem desmaios e enjôos freqüentes.
_Que estágio? – Eu perguntei, ainda tentando absorver tudo.
_Bem, o que Alice falou sobre a gravidez? – A pergunta era para Edward.
_Que a gestação não seria longa.
_Então… eu considero que não será mesmo longa. Beatrice está grávida demais… e como não observamos essas mudanças em seu corpo antes, é provável que ela tenha acumulado vários meses de gravidez em apenas semanas. Se eu estiver correto, ela está demonstrando uma gravidez de umas 16 semanas…
_Tudo isso?
_Pode ser uma semana por mês, da gestação humana. É uma possibilidade, mas não existem muitos casos como o seu para podermos pesquisar, Bea. Eu teria que fazer diversos testes, infelizmente alguns que seu organismo não permite.
Carlisle era mesmo muito sábio. Desde que Edward o avisara sobre a gravidez, durante o meu afastamento repentino pela manhã, ele havia feito pesquisas. Ele precisava saber tudo sobre meu caso, mas aparentemente os humanos – e os vampiros – não tinham muitas situações semelhantes para retratar. E não era por menos, os híbridos foram banidos do território humano por séculos. E ainda o eram. Como poderia haver relatos de híbridos engravidando, seja de vampiros ou humanos? Sequer os vampiros eram autorizados a vagar sob o sol, então realmente, os relatos não seriam muitos.
_Carlisle… – Edward ajudou-me a levantar, e se aproximou do pai. – Como poderemos contabilizar os riscos?
_Eu também não sei. – O médico considerou, franzindo as sobrancelhas. – Como não sei nada sobre essa gravidez, não posso considerar os riscos. Existem diversos relatos demoníacos que tratam da morte, da geração de monstros. Até mesmo do anticristo. Mas todos esses relatos dão conta de humanos… e Bea é muito mais forte do que qualquer humano. A sua capacidade extraordinária de regeneração também torna a coisa muito mais intrigante.
_Eu não me preocupo com isso. – Falei, segurando firme a mão de Edward. – Creio que o único risco que corremos agora é o fato de aumentarmos a família Cullen em um indivíduo.
Minha brincadeira, sarcástica o suficiente para o momento, fez com que Carlisle desse uma gargalhada. Edward não sorriu, apenas olhou para mim daquela forma que só ele sabia.
E meu vampiro não falou mais comigo, nem depois que chegamos em casa. Nem depois que a vertigem me acometeu mais uma vez, e eu precisei sentar no sofá branco enorme da sala. Ele ficou apenas ao meu lado, como se me velasse.
_Isso não pode ser verdade! – A voz de Rosalie foi ouvida pela porta.
_Calma, Rose… digamos que Alice viu, Carlisle confirmou, e agora eu estou doido para checar. – Emmett vinha logo atrás.
_Cale a boca, Em! – Rosalie parecia irritada. – Eu não acredito que essa híbrida está… grávida!!!
Sempre que Rosalie desejava despejar sua animosidade sobre mim, ela recordava a minha origem. Híbrida era uma palavra de baixo calão, para ela. Eu não sabia os motivos da irritação de Rosalie, mas ela simplesmente passou por mim bastante insatisfeita, e me olhou com ferocidade. Edward cerrou os punhos e encarou a irmã de volta, em uma daquelas conversas silenciosas que eu só o via ter com Alice. Emmett deu de ombros, como que pedindo desculpas pelo comportamento exagerado da companheira. Em poucos segundos, Alice e Jasper chegaram, com um humor completamente diferente.
_Beaaaa! – Alice jogou-se para o meu lado, abraçando-me com força. Edward novamente cerrou os punhos, mas Alice só mostrou-lhe a língua. – Como você está se sentindo? E o bebê? O que Carlisle disse? Vamos, eu não leio mentes…
_Eu estou bem. – Disse, desvencilhando-me do abraço. – E o… bebê…
_Difícil aceitar, hem? – Ela compreendeu. Jasper deu uma risadinha, e Edward manteve-se impassível. – Não se preocupe… vai ficar tudo bem, eu sei.
Alice era um grande alívio. Quando ela afirmava que tudo ia ficar bem eu me sentia como se ela fosse a profeta do apocalipse, sem prever o apocalipse, claro.
_Jasper, podemos nos falar? – Edward finalmente disse alguma coisa, e saiu com o irmão para a cozinha. A principal função da cozinha podia ser aquela. O refúgio de Edward para falar algo privado, escondido de mim. Alice percebeu que eu me senti aborrecida com algo, e sentou-se ao meu lado tão logo os rapazes deixaram a sala.
_Não se incomode, Bea. Ele… vai superar. Assim como você.
_Alice… Rosalie também não parece satisfeita com o que aconteceu. – Sim, eu estava aborrecida.
_Rosalie… era de se esperar.
_Por quê?
_Porque Rosalie sempre sonhou em ter filhos, quando humana. Agora ela é vampira, e não pode mais. Vampiros não geram filhos… pelo menos, não as fêmeas. Agora, você… você não é um vampiro. Por mais que você seja parecida com um, você tem uma grande parte humana. Se corpo é muito humano. Você nem reluz ao sol. Então, você pode abrigar um bebê durante uma gestação.
_E ela então me culpa porque eu estou grávida.
_Ela também vai superar, Bea. Todos vão… o que está acontecendo aqui é chocante. É algo totalmente inesperado… mas é bom.
_Você acha que… eu corro algum risco? – Eu tinha que perguntar, até mesmo para forçar Alice a pensar naquilo e Edward acalmar-se.
_Se corresse, eu teria visto.
_E… você já sabe como isso vai acabar?
_Sim!
_Sabe se meu bebê será…
_Menino ou menina? – As palavras que me faltavam sempre sobravam em Alice. Ela era vivaz demais, ela era fenomenal. Se eu não soubesse que ela era uma vampira, eu juraria que Alice era uma humana. – Sim, eu sei! – Ela se levantou, e riu. – Mas nem pense que eu vou te contar, Beatrice Caldwell! Nem você nem Edward ficarão sabendo… será uma surpresa!!
Alice saiu cantarolando pela casa, a fim de resgatar Jasper das garras cruéis de Edward. Eu me recostei no sofá, respirando lentamente. Meu ventre estava agitado, eu sentia o… bebê se mexer constantemente. Talvez o meu estado de espírito o afetasse. Era um talvez, porque eu nada entendia de proles. Mas eu estava tão agitada e tudo estava acontecendo tão caoticamente que era de se esperar que o… bebê… estivesse sentindo o ambiente. Edward deixou a cozinha, subiu as escadas, demorou-se por alguns minutos e depois retornou para o meu lado. Eu estava definitivamente aborrecida, mas tentando me manter calma. Minha mão direita repousava sobre meu ventre, como que embalando o que estivesse ali dentro. Ele me observou, por alguns instantes, e se ajoelhou à minha frente.
_Bea… – ele deitou a cabeça em minhas pernas, visivelmente chateado. – Desculpe-me por deixar-te assim. – Suas mãos enlaçaram minha cintura, e eu senti novamente o alívio bom que ele me causava. Não era o mesmo alívio de Alice, o alívio ‘tudo-vai-ficar-bem’. Era o alívio ‘mesmo-que-nada-fique-bem-estarei-com-você’. Eu nem sabia qual deles preferia. – Eu só… desculpe-me, eu só precisava do meu tempo para colocar algumas coisas no lugar.
_Tudo bem. – Eu acariciei seus cabelos de fogo. – Muita coisa de uma só vez, certo?
_Sim, muita coisa. – Ele elevou seu olhar, e concentrou-se em meus olhos púrpura por um instante. – Eu nem tive tempo de dizer… bem, eu acho que não tive tempo de processar o quanto tudo isso é… importante para mim. Eu te amo e pretendo amar por toda a minha existência. Agora, você está me proporcionando algo que eu nunca imaginei ser possível… eu não tive tempo de processar como eu sou feliz.
Os lábios de Edward alcançaram os meus no mesmo instante em que eu me curvei para ele. Aquela era a sensação que eu desejava sentir por toda a eternidade, os lábios de Edward nos meus.
El barrio de Xanenetla es considerado el más joven de la ciudad de Puebla. Su nacimiento se aproxima al año 1551.
Se localiza entre la Calzada de Loreto y Guadalupe y el Boulevard 5 de Mayo
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Arquidiócesis de Puebla
Iglesia de Santa Inés[editar]
Templo de Santa Inés.
Se encuentra al final de la calle 4 Norte, está dedicada a Santa Inés de Montepoliciano y concluyó su construcción en el año 1776. La iglesia en sus inicios dependía de un monasterio dominico frente a la zona de la Concordia. A partir de los años 70's, la Iglesia de Santa Inés cuenta con un albergue para niños y personas con discapacidad
El barrio adquiere su nombre gracias a un tipo de piedra presente en las faldas del cerro, conocida como "Xalnene". Esta piedra arenisca, de origen volcánico, era utilizada principalmente para la construcción. Gracias a esto se establecieron ladrilleas o "pedreras" y se dice que los dueños de éstas le regalaron a unos indios, que probablemente eran sus trabajadores, los terrenos ubicados entre el Barrio de Texcoco y El Calvario.
Su cercanía con el río San Francisco (ahora entubado) y sus "barreales" o "barriales" hicieron que con el tiempo, el barrio también fuera conocido como "El Arrabal de Xanenetla", pero el nombre oficial y actual de "Barrio de Xanenetla" es escrito a partir del año 1735.1
Dentro del barrio, se encuentra el "Campo Santo del Hospital San Pedro" o "Campo Santo de Xanenetla", un cementerio del año 1791, en donde se enterraban los cadáveres de los fallecidos del Hospital San Pedro, que actualmente es conocido como Cancha de San Pedro o Museo de Arte San Pedro. El camposanto dejó de funcionar en 1880 al inaugurarse el panteón municipa
El barrio gozó fama de peligroso hasta la década de los 80's y principios de los 90's. A raíz del crecimiento de la ciudad, en la década de los 90's se ampliaron los márgenes del barrio con fraccionamientos residenciales, construcción de casas y centros comerciales. En el año 2010, el proyecto Puebla Ciudad Mural creado por un grupo de jóvenes del llamado "Colectivo Tomate" planteó la pinta de 52 fachadas, en tres etapas, de las principales calles del barrio para detonar turísticamente el sitio. El proyecto finalizó el 11 de marzo de 2012 con la pinta de 55 murales
twitter.com/Memoire2cite les 30 glorieuses . com & l'Architecture Hospitalière centre hospitalier universitaire ou pas Les hôpitaux modernes sont conçus pour minimiser les efforts du personnel médical et réduire les risques de contamination, tout en optimisant l’efficacité du système dans son ensemble. La longueur des déplacements du personnel au sein de l’hôpital est réduite et le transport des patients d’une unité à une autre facilité. Le bâtiment doit intégrer des départements lourds, comme la radiologie et les blocs opératoires, tout en prenant en compte d’importantes spécificités en termes de raccordements électriques, de plomberie, et de gestion des déchets.Cependant, on remarque que les hôpitaux « modernes » sont souvent le produit d’une croissance qui s’étale sur des décennies ou même des siècles, fréquemment mal contrôlée. Cette croissance a entraîné des ajouts successifs, nécessaires mais désorganisés, en fonction des besoins et des ressources financières.Cor Wagenar, historien en architecture néerlandais, considère que de nombreux hôpitaux sont des catastrophes, des institutions anonymes et complexes où règne la bureaucratie et totalement inadaptées à la fonction pour laquelle elles ont été créées. Elles ne sont généralement pas fonctionnelles, et au lieu de mettre les patients à l’aise, elles créent du stress et de l’anxiété.Certains hôpitaux, plus récents, tentent de retrouver des architectures prenant en compte la psychologie des patients, comme une meilleure aération, des vues plus dégagées ou encore des couleurs plus agréables à l’œil. On renoue avec les concepts anciens du « bon air » et des « pouvoirs guérisseurs de la nature » qui furent employés lors du développement des hôpitaux pavillonnaires. Des études menées par la British Medical Association ont montré qu’une bonne architecture hospitalière peut réduire la période de guérison des patients. L’exposition au soleil aide à lutter contre la dépression ; des chambres non-mixtes permettent plus d’intimité et favorisent une certaine dignité des malades ; la présence d’espaces verts et de jardins est également importante : regarder par la fenêtre améliore l’humeur des patients, diminue leur tension et leur niveau de stress. La disparition des longs couloirs réduit la fatigue et le stress des infirmières.Autre mutation actuelle notable la migration d’un système de chambres communes divisées par des cloisons amovibles vers un système de chambres individuelles. Le système de chambres aménageables est considéré comme très efficace, surtout par le personnel médical, mais il est beaucoup plus stressant pour les patients et nuit à leur intimité. Mais demeure la contrainte importante du coût de ces chambres et de leur maintenance, ce qui pousse certains hôpitaux à tarifier plus cher pour des chambres individuelles. www.citedelarchitecture.fr/fr/video/architecture-hospital... www.youtube.com/watch?v=8pB9GEZI-Fg 15. Architecture hospitalière de la fin du XVIIIe siècle à nos jours
Pierre-Louis Laget, conservateur du patrimoine, chercheur dans le service de l'Inventaire général de la région Nord-Pas-de-CalaisDans le contexte du vaste mouvement de réflexion portant sur l'architecture et l'hygiène hospitalière qui prit naissance à la suite de l'incendie de l'Hotel-Dieu de Paris en 1772, fut élaboré un nouveau parti architectural, appelé bientôt système pavillonnaire, consistant à scinder un établissement hospitalier en une série de bâtiments indépendants, reliés ou non par des galeries de services aériennes ou encore souterraines. « Dans les années 1950, le biologiste et médecin américain Jonas Salk (1914-1995)
cherchait un traitement contre la poliomyélite dans un sombre laboratoire d’un soussol de Pittsburgh. Les progrès étaient lents, et, pour s’aérer l’esprit, Salk fit un voyage à
Assise, en Italie, où il visita la basilique Saint-François d’Assise datant du XIII e siècle,
se promenant entre les colonnes et dans les jardins des cloîtres. Là, de nouvelles idées
surgirent dans son esprit, dont celle qui finit par le conduire à un vaccin efficace contre
la poliomyélite, en 1955. Le chercheur devint convaincu que l’environnement d’un
bâtiment peut influer sur l’esprit. Dans les années 1960, il s’associa à l’architecte Louis
Kahn (1901-1974) pour construire l’Institut Salk à La Jolla, près de San Diego en
Californie : cela devait être un établissement de recherche capable de stimuler la
créativité des scientifiques. Salk redécouvrait ainsi ce dont les architectes ont l’intuition
de longue date : les endroits que nous habitons peuvent agir sur nos pensées, nos
sentiments et nos comportements. Depuis plusieurs années, les spécialistes du
comportement apportent des arguments empiriques en ce sens. Leurs recherches
suggèrent qu’il est possible de concevoir les espaces de vie qui favorisent la créativité,
l’attention et la vigilance, ou la relaxation et la convivialité ». (Cerveau & Psycho,
2009, n° 33, p. 30). La lecture de ce début d’un article intitulé « Comment l’architecture
influence notre pensée » dans la revue Cerveau & Psycho a fortement résonné en moi
au moment où je construisais le projet du présent mémoire dans la mesure où cela faisait
écho à des intuitions que j’avais forgées comme patient et que je souhaitais interroger
en tant que futur architecte. Cela a été un des éléments qui m’ont décidé à travailler sur
l’architecture des bâtiments de santé sous l’angle de la perception qu’en ont les usagers.Plus que pour d’autres bâtiments, la construction d’un hôpital s’avère extrêmement
contrainte par un programme d’une grande complexité fixé en amont et avec lequel
l’architecte doit composer tout comme avec le site et les règles, elles aussi très
contraignantes, de la composition architecturale. Il s’appuie aussi, pour avancer dans
son projet, sur les besoins sociaux dont il a la connaissance ou l’intuition. Ainsi Pierre
Riboulet (1994), dans le journal qu’il tient de sa réflexion de cinq mois (de mai à
octobre 1980) sur le projet du grand hôpital pédiatrique Robert Debré, note, dès les
premiers jours, les 13 et 17 mai: « Que les enfants entrent là comme dans un lieu
familier, un lieu dont ils aient l’habitude » et, inventoriant « les lieux que pratiquent les
enfants dans les villes », (« des endroits où l’on peut courir, où il n’y a pas de
voitures », « des endroits qui ne font pas mal, où il y a les copains et les copines, où l’on
peut rigoler »), il conclut : « Il faudrait entrer dans l’hôpital comme on passe dans une
rue, une galerie où il y beaucoup de choses à regarder, où l’on peut aller et venir sans
obligation, courir et rêver. » De cela découle un bâtiment dont il affirme « qu’il ne faut
pas faire là un édifice » et qu’il cherche à rendre, avec le succès que l’on sait, le moins
intimidant possible pour des enfants.
Il s’avère qu’en plus de son intuition certaines recherches peuvent aussi renseigner
l’architecte et le programmiste sur les besoins fondamentaux des patients. Menées en
psychologie environnementale (Moser, 2009) ou en géographie de la santé (Gesler,
2003), elles ont mis en exergue différents facteurs contribuant au bien-être comme
constitutif de la santé dans la définition que donne l’OMS de cette dernière dans la
constitution de 1946 et qui fait toujours référence : « La santé est un état de complet
bien-être physique, mental et social et ne consiste pas seulement en une absence de
maladie et d’infirmité. ». Ces recherches incitent à prendre en compte, dans la
conception et dans l’évaluation d’un bâtiment de santé, la relation qu’établissent avec
ce bâtiment les usagers, et en particulier les patients. Il ne s’agit évidemment pas là d’un
élément tout à fait nouveau et une relation a sans doute été établie, de longue date, entre
la qualité d’un bâtiment de santé ou d’un lieu thérapeutique et le bien-être apporté au
patient. L’intérêt des recherches évoquées ci-dessus est, en affirmant avec force que « le
soin et le lieu sont inséparables » (Gessler, 2003) de tenter de trouver des critères
objectifs susceptibles d’expliquer la dimension « thérapeutique » d’un lieu de santé.C’est sur cette dimension que porte le présent mémoire qui étudie un service de Soins
de Suites et de Réadaptation (S.S.R), en l’occurrence celui de l’Hôpital Rothschild, à
Paris, dans lequel j’ai été invité en immersion du 28 mai au 7 juin 2013. L’objectif est
de comprendre et décrire la manière dont les différents usagers de ce SSR vivent le lieu
dans lequel ils exercent leur métier ou sont hospitalisés, quelle importance ils lui
accordent et sur quels points. Au plan architectural et programmatique, mon hypothèse
est que ce détour par les usagers et leur relation au lieu peut venir alimenter le cahier
des charges d’un bâtiment de santé en prenant appui non sur les seules intuitions mais
sur des éléments récurrents dans le discours des usagers.
Dans une première partie, je pose les bases théoriques qui permettent de penser cette
question et présente, en seconde partie, les choix méthodologiques effectués. Les
principaux résultats, présentés en troisième partie, m’amènent à une conclusion dans
laquelle j’envisage les éléments programmatiques qui découlent de mon enquête pour un bâtiment de santé et les pistes de réflexion ouvertes. ---- Comment est-on passé de la salle commune à la chambre individuelle ?
Comment l’hôpital, d’abord hospice, est devenu établissement de soins ?
Quelle est l’histoire des maternités, des lazarets, des asiles d’aliénés ? Autant
de réponses à découvrir dans le voyage architectural à travers toute la France
auquel invite ce bel ouvrage illustré de 592 pages, qui retrace l’histoire de
l’hôpital et de son architecture en France du Moyen-Âge à nos jours.
Jusqu’au siècle des Lumières, l’hôpital, lieu de charité chrétienne et d’exclusion
sociale, est aussi le premier outil d’une politique sanitaire balbutiante. L’incendie
de l’hôtel-Dieu de Paris, en 1772, est le catalyseur d’une double réflexion sur
la prise en charge des démunis et sur les réponses architecturales accordées
à une première médicalisation de l’hôpital. Ainsi architectes et médecins
poursuivent tout au long du XIXe
siècle la même chimère : une architecture en
mesure de soigner le corps et l’esprit. L’hygiénisme impose alors durablement
le plan en « double peigne » puis le système du pavillon isolé tandis que
les découvertes de Pasteur tardent à faire valoir leur logique. Inversement,
dans l’Entre-deux-guerres, ce sont les données économiques, sociales et
architecturales qui précèdent la révolution de l’antibiothérapie pour donner
naissance à l’hôpital-bloc. Les Trente Glorieuses appliquent à l’institution leur
politique centralisatrice, prescriptrice de modèles fonctionnels. Aujourd’hui,
les maîtres mots sont désormais humanisation et insertion urbaine.
Explorer l’histoire des hôpitaux en France revient à cheminer auprès du
pèlerin, de l’indigent, du marginal, du déviant, du fou, de l’enfant abandonné,
du vieillard, de l’infirme, du malade, aujourd’hui du patient. C’est surtout
découvrir, présents dans toutes nos villes, des bâtiments d’exception. L’histoire de l’hôpital est à tout à fait exemplaire de ces glissements progressifs, presque
insensibles quand on travaille sur une période courte, mais spectaculaires quand on prend
le sujet dans toute son ampleur : de la salle médiévale, qui n’offre qu’un abri, et un abri
dangereux, aux machines à guérir ultra-spécialisées d’aujourd’hui, dont les programmes
fournis par les maîtres d’ouvrage aux architectes comptent plusieurs centaines, voire
plusieurs milliers de pages.
On pourra donc faire une double lecture de ce livre : on y trouvera une histoire complète
et détaillée sur la longue durée et jusqu’au temps présent de l’hôpital en France, mais
aussi une très belle illustration de méthode. La clé de l’architecture est sans doute du
côté de la construction et sa poésie du côté des ornements, mais les causes profondes de
son évolution se trouvent d’abord du côté des programmes et de ce qui les conditionne
(mœurs, usages, mentalités, société, etc.).
Les auteurs de ce très bel ouvrage de synthèse sur les hôpitaux français n’ont pas organisé leur matière en fonction de l’histoire des styles, mais bien en fonction des causes
profondes de l’évolution des hôpitaux, c’est-à-dire en fonction d’une conception très
large de la médecine, incluant les connaissances vraies ou fausses sur la transmission
des maladies, mais aussi en fonction de la législation sur la santé publique. Ils rendent
donc lumineux ce lent processus, avec ses moments de basculements et de brusques
accélérations, qui remodèle leur objet. Ils n’en négligent pas pour autant les autres
facettes, des structures constructives aux styles et aux ornements. L’illustration, toujours judicieuse, offre à cet égard un tableau historique fascinant qui permet soit de
descendre dans le fil du temps, soit d’y remonter, soit encore de faire de magnifiques
arrêts sur image. Ces bâtiments en effet portent en eux des leçons d’architecture : ils
montrent que celle-ci, lorsqu’elle est belle, a pu et peut encore apporter aux cœurs des
hommes une joie ou une sérénité, lesquelles peuvent aussi contribuer à la guérison.
Au moment où le patrimoine hospitalier français connaît un bouleversement profond, à
la fois par l’émergence de toute une génération de nouveaux hôpitaux (où l’excellence
médicale n’est pas toujours au rendez-vous, tant les problèmes sont devenus complexes), et par la désaffectation de nombreux hôpitaux anciens, qui paraissent obsolètes,
ce qui conduit parfois à leur disparition et trop rarement à leur réhabilitation, il paraît
bien utile de revenir sur cette histoire. Or les auteurs de ce livre nous offrent une lecture profondément renouvelée par un recours systématique aux archives, manuscrites
ou imprimées, et clairement structurée par cette attention aux causes profondes de
ces mutations, dont la dernière se produit sous nos yeux.
Au lecteur maintenant d’entrer dans ce territoire défriché, balisé, éclairé, sous la
conduite des meilleurs guides. file:///C:/Users/u/Downloads/dp_hopitaux_121012-1.pdf -- file:///C:/Users/u/Downloads/08-Dossier+HOPITAL.pdf - le Logement Collectif* 50,60,70's dans tous ses états..Histoire & Mémoire de l'Habitat / Rétro-Villes / HLM / Banlieue / Renouvellement Urbain / Urbanisme 😊 De grandes barres d’immeubles, appelées les grands ensembles, sont le symbole de nos banlieues. Entrée Libre revient sur le phénomène de destruction de ces bâtiments qui reflètent aujourd’hui la misere www.youtube.com/watch?v=mCqHBP5SBiM Quatre murs et un toit 1953 Scenario et réalisation Pierre Jallaud MRU (ministère de la reconstruction et de l'urbanisme) www.dailymotion.com/video/xk6xui twitter.com/Memoire2cite/status/1121877386491043840/photo... Avril 1993, 6 ans après l'implosion de la tour DEBUSSY des 4000, 30% seulement des travaux de rénovation ont été réalisés et le chômage frappe toujours 1/3 des hbts. C'est un échec. A Mantes la Jolie, 6 mois après la destruction des 4 tours du Val Fourré, www.youtube.com/watch?v=ta4kj05KJOM … Banlieue 89, Bacalan à Bordeaux 1986 - Un exemple de rénovation urbaine et réhabilitation de l'habitat dans un des quartiers de Bordeaux La Cité Claveau à BACALAN. A l'initiative du mouvementla video içi www.youtube.com/watch?v=IN0JtGBaA1o … L'assoçiation de ROLLAND CASTRO @ Le Plan Banlieue 89 - mode d'emploi - Archive INA - La video içi. TRANSFORMER LES PAYSAGES URBAINS AVEC UNE APPROCHE CULTURELLE www.youtube.com/watch?v=Aw-_f-bT2TQ … SNCF les EDITIONS DU CABRI PRESENTE PARIS LA BANLIEUE 1960-1980 -La video Içi.
www.youtube.com/watch?v=lDEQOsdGjsg … Içi la DATAR en 1000 clichés missionphotodatar.cget.gouv.fr/accueil - Notre Paris, 1961, Réalisation : André Fontaine, Henri Gruel Les archives filmées de la cinémathèque du ministère de 1945 à nos jours içi www.dailymotion.com/video/xgis6v?playlist=x34ije
31 TOULOUSE - le Mirail 1962 réalisation : Mario Marret construction de la ville nouvelle Toulouse le Mirail, commentée par l'architecte urbaniste Georges Candilis le film www.dailymotion.com/video/xn4t4q?playlist=x34ije Il existe de nos jours, de nombreux photographes qui privilégient la qualité artistique de leurs travaux cartophiles. A vous de découvrir ces artistes inconnus aujourd’hui, mais qui seront peut-être les grands noms de demain.Les films du MRU - Le temps de l'urbanisme, 1962, Réalisation : Philippe Brunet www.dailymotion.com/video/xgj2zz?playlist=x34ije … … … … -Les grands ensembles en images Les ministères en charge du logement et leur production audiovisuelle (1944-1966) MASSY - Les films du MRU - La Cité des hommes, 1966, Réalisation : Fréderic Rossif, Albert Knobler www.dailymotion.com/video/xgiqzr?playlist=x34i - Les films du MRU @ les AUTOROUTES - Les liaisons moins dangereuses 1972 la construction des autoroutes en France - Le réseau autoroutier 1960 Histoire de France Transports et Communications - www.dailymotion.com/video/xxi0ae?playlist=x34ije … - A quoi servaient les films produits par le MRU ministère de la Reconstruction et de l'Urbanisme ? la réponse de Danielle Voldman historienne spécialiste de la reconstruction www.dailymotion.com/video/x148qu4?playlist=x34ije … -les films du MRU - Bâtir mieux plus vite et moins cher 1975 l'industrialisation du bâtiment et ses innovations : la préfabrication en usine, le coffrage glissant... www.dailymotion.com/video/xyjudq?playlist=x34ije … - TOUT SUR LA CONSTRUCTION DE NOTRE DAME LA CATHEDRALE DE PARIS Içi www.notredamedeparis.fr/la-cathedrale/histoire/historique... -MRU Les films - Le Bonheur est dans le béton - 2015 Documentaire réalisé par Lorenz Findeisen produit par Les Films du Tambour de Soie içi www.dailymotion.com/video/x413amo?playlist=x34ije …
archipostcard.blogspot.com/search?updated-max=2009-02-13T... -Créteil.un couple à la niaiserie béate exalte les multiples bonheurs de la vie dans les new G.E. www.youtube.com/watch?v=FT1_abIteFE … La Ville bidon était un téléfilm d'1 heure intitulé La Décharge.Mais la censure de ces temps de présidence Pompidou en a interdit la diffusion télévisuelle - museedelacartepostale.fr/periode-semi-moderne/ - archipostalecarte.blogspot.com/ - Hansjörg Schneider BAUNETZWOCHE 87 über Papiermoderne www.baunetz.de/meldungen/Meldungen_BAUNETZWOCHE_87_ueber_... … - ARCHITECTURE le blog de Claude LOTHIER içi leblogdeclaudelothier.blogspot.com/2006/ - - Le balnéaire en cartes postales autour de la collection de David Liaudet, et ses excellents commentaires.. www.dailymotion.com/video/x57d3b8 -Restaurants Jacques BOREL, Autoroute A 6, 1972 Canton d'AUXERRE youtu.be/LRNhNzgkUcY munchies.vice.com/fr/article/43a4kp/jacques-borel-lhomme-... … Celui qu'on appellera le « Napoléon du prêt-à-manger » se détourne d'ailleurs peu à peu des Wimpy, s'engueule avec la maison mère et fait péricliter la franchise ...
museedelacartepostale.fr/blog/ - museedelacartepostale.fr/exposition-permanente/ - www.queenslandplaces.com.au/category/headwords/brisbane-c... - collection-jfm.fr/t/cartes-postales-anciennes/france#.XGe... - www.cparama.com/forum/la-collection-de-cpa-f1.html - www.dauphinomaniac.org/Cartespostales/Francaises/Cartes_F... - furtho.tumblr.com/archive
le Logement Collectif* 50,60,70's, dans tous ses états..Histoire & Mémoire d'H.L.M. de Copropriété Renouvellement Urbain-Réha-NPNRU., twitter.com/Memoire2cite tout içi sig.ville.gouv.fr/atlas/ZUS/ - media/InaEdu01827/la-creatio" rel="noreferrer nofollow">fresques.ina.fr/jalons/fiche-media/InaEdu01827/la-creatio Bâtir mieux plus vite et moins cher 1975 l'industrialisation du bâtiment et ses innovations : www.dailymotion.com/video/xyjudq?playlist=x34ije la préfabrication en usine www.dailymotion.com/video/xx6ob5?playlist=x34ije , le coffrage glissant www.dailymotion.com/video/x19lwab?playlist=x34ije ... De nouvelles perspectives sont nées dans l'industrie du bâtiment avec les principes de bases de l'industrialisation du bâtiment www.dailymotion.com/video/x1a98iz?playlist=x34ije ,
www.dailymotion.com/video/xk6xui?playlist=x34ije , www.dailymotion.com/video/xk1dh2?playlist=x34ije :- que dire de RICARDO BOFFIL Les meilleures balades que j’ai fait autour de Paris je les ai faites dans l’application Plans. Je ne minore pas le rôle de Google Maps, révolution cartographique sans précédent et sans égale, qui aura réalisé nos fantasmes d’Aleph borgesien — l’idée d’un point d’où le monde serait visible en totalité — parachevé Mercator et permis d’explorer des parties du globe inconnues de Cook, Bougainville et Amundsen. Je n’oublie pas non plus cet exercice de cartographie au collège, qui nous avait démontré que nous étions à 3 cartes IGN de la capitale, et que le tissu urbain était de plus en plus serré à mesure que nous avancions vers le nord. Mais Plan possédait une fonctionnalité inédite, le Flyover, technologie à l’origine destinée aux pilotes de chasse, et qui fournissait des rendus 3D spectaculaire des bâtiments survolés — ainsi que des arbres et des déclivités du sol.
On quittait enfin les champs asphyxiants de la photographie aérienne pour des vues à l’oblique des villes visitées : après un siècle d’écrasement — la photographie aérienne est étroitement contemporaine du bombardement aérien — les villes reprenaient enfin de la vigueur et remontaient vers le ciel. J’avais d’ailleurs effectué moi-même une manœuvre de redressement similaire le jour où j’étais parti, à pied depuis Paris, visiter à Nanterre une exposition sur la photographie aérienne. J’étais à la quête des premières vues de Paris qu’avait prises Nadar depuis un ballon captif. À défaut de ces images, définitivement manquantes, j’avais parcouru, après la Grande Arche, les derniers kilomètres de la Voie Royale, cette prodigieuse perspective historique partie du Louvre — rare exemple de frise chronologique implémentée dans une structure urbanistique.
J’avais en réalité un peu dévié de la ligne droite pour aller voir les tours Nuages d’Emile Aillaud, le Facteur Cheval du modernisme, dont je connaissais déjà les autres chefs d’œuvres d'architecture naïve, les nouilles chinoises de Grigny et le spaghetti de Pantin.
C’était précisément l’usage que j’avais fait de l’application Plans : j’étais parti à la recherche de tous les groupements de tour qu’elle m’avait permis d’identifier, sur mon iPad. Je les faisais tourner avec deux doigts, comme un éclaireur qui marcherait autour d’un donjon, avant de les immortaliser, sous leur plus bel angle, par une capture d’écran.Un éclaireur autour d’un donjon : c’était exactement cela, qui m’avait fasciné. Les guerres territoriales entre Les Tarterêts de Corbeil et les Pyramides d’Evry avaient marqué mon enfance. La notion de cité, telle qu’elle avait été définie, à partir des années 80, dans le second âge des grands ensembles, l’âge du déclin, avait conservé un cachet médiéval. Ici, vivaient guetteurs et trafiquants, condottieres à la tête d’une écurie de go-fast et entretenant des chenils remplis de mâtins rares et dangereux. Ici, l’État central ne remplissait plus ses tâches régaliennes, ici la modernité laïque était entrée en crise. Mais ce que j’avais découvert, en collectionnant ces captures d’écran, c’était à quel point l’urbanisme de la banlieue parisienne était, strictement, d’obédience médiévale. On était passé, d’un seul mouvement et sans même s’en rendre compte de Château-Gaillard à la Cité 4000, du Donjon de Vincennes aux tours de Sarcelles, du château de Gisors aux choux fleurs de Créteil.J’ai même retrouvé la colonne détruite du désert de Retz dans le babylonien château d’eau de Noisiel.
Des hauteurs de Rosny à celle de Chanteloup, du plateau de Clichy à la dalle d’Argenteuil, on avait bizarrement livré des pastiches inconscients de la grande architecture militaire médiévales : les environs de Paris s’étaient retrouvés à nouveau fortifiés, la vieille tour de Montlhéry n’était plus solitaire, et même les immeubles de briques rouges qui avaient succédé à l’enceinte de Thiers évoquaient des murailles.
Et ce que j’avais initialement pris pour des anomalies, des accidents malheureux du post-modernisme, les grand ensembles voûtés et cannelés de Ricardo Boffil, étaient peut-être ce qui exprimait le mieux tout cela — ou du moins qui clôturaient avec le génie le plus clair cet âge des grands ensembles.
Car c’était cela, ces Carcassonnes, ces Acropoles, ces Atlandides qui surnageaient avec le plus de conviction au milieu des captures d’écrans de ruines médiévales qui s’accumulaient sur mon bureau.
Si décriées, dès leur construction, pour leur kitch intolérable ces mégastructures me sont soudain apparues comme absolument nécessaires.
Si les Villes Nouvelles n’ont jamais existé, et persisteront dans la mémoire des hommes, elles le doivent à ces rêveries bizarres et grandioses, à ces hybridations impossibles entre les cités idéales de Ledoux et les utopies corbuséennes.
L’Aqueduc de Saint-Quentin-en-Yvelines, les Espaces d’Abraxas à Marne-la-Vallée, les Colonnes de Saint-Christophe à Cergy-Pontoise sont les plus belles ruines du Grand Paris.
www.franceculture.fr/emissions/la-conclusion/ricardo-bofill immerssion dans le monde du logement social, l'univers des logements sociaux, des H.B.M au H.L.M - Retour sur l'histoire du logement collectif d'apres guerre - En Françe, sur l’ensemble du territoire avant, 4 millions d’immeubles étaient vétustes, dont 500.000 à démolir; au total 10% des logements étaient considérés comme insalubres et 40% réputés d’une qualité médiocre, et surpeuplés. C’est pour ces raisons que, à partir de 1954, le Ministre à la Reconstruction et au Logement évalue le besoin en logements à 2.000.660, devenant ainsi une priorité nationale. Quelques années plus tard à l’appel de l’Abbé Pierre, le journaliste Gilbert Mathieu, en avril 1957 publiait dans le quotidien Le Monde une série d’articles sur la situation dramatique du logement : Logement, notre honte et dénonçant le nombre réduit de logements et leur impitoyable état. Robert Doisneau, Banlieue après-guerre, 1943-1949 /Le mandat se veut triple : reconstruire le parc immobilier détruit durant les bombardements essentiellement du printemps/été 1944, faire face à l’essor démographique et enfin résorber l’habitat insalubre notamment les bidonvilles et les cités de transit. Une ambition qui paraît, dès le début, très élevée, associée à l’industrialisation progressive de la nation entre autre celle du secteur de la construction (voir le vidéo de l’INA du 17 juillet 1957 intitulée La crise du logement, un problème national. Cela dit, l’effort pour l’État français était d’une ampleur jamais vue ailleurs. La double nécessité de construire davantage et vite, est en partie la cause de la forme architecturale excentrique qui constituera les Grands Ensembles dans les banlieues françaises. Cinq caractéristiques permettent de mieux comprendre ce terme : la rupture avec le tissu urbain ancien, un minimum de mille logements, une forme collective (tours, barres) de quatre jusqu’à vingt niveaux, la conception d’appartements aménagés et équipés et enfin une gestion destinée pour la plupart à des bailleurs de logement social.
Pour la banlieue parisienne leur localisation s’est opérée majoritairement dans la périphérie, tandis que dans les autres cas, plus de la moitié a été construite dans le centre ville, le plus souvent à la limite des anciens faubourgs.
Architecture d’Aujourd’hui n° 46, 1953 p. 58-55
C’est le triomphe de l’urbanisme fonctionnel et rationaliste cher à Le Corbusier. Entre 1958 et 1973, cent quatre-vingt-quinze Zones à Urbaniser en Priorité (ZUP) sont créées, comprenant deux millions de logements, essentiellement de type populaire en Habitations à Loyer Modéré (HLM), mais pas exclusivement, remplaçant ainsi les anciennes Habitations à Bon Marché (HBM) crées en 1894. Selon le décret du 27 mars 1954 qui en fixe les conditions d’attribution, les bénéficiaires de la législation n’ont pas changé, ce sont toujours des « personnes peu fortunées vivant principalement de leur salaire », selon la loi Strauss de 1906. En 1953, tous les HLM voient leur surface maximale se réduire, en passant de 71 à 65 mètres carrés pour un quatre pièces. L’accès au logement des familles modestes se fera donc au détriment de la qualité et quantité de l’espace habité pour des familles nombreuses. À ce propos, le sociologue Thierry Oblet a bien montré comment se sont articulées les pensées des architectes et des ingénieurs modernistes, avec leur souci planificateur d’un État interventionniste[8] grâce à l’hégémonie du béton, de la ligne droite et de la standardisation de la construction.
Les exemples de cette architecture restent nombreux : de la Cité de 4000 (pour 4000 logements) à la Courneuve en Seine-Saint-Denis (93) aux logements de 15 étages aux balcons pétales, appelés « Chou-fleur » à Créteil en Val-de Marne (94) dessinés au début des années 70 par l’architecte Gérard Grandval. De la Cité des nuages à Nanterre dans les Hauts-de-Seine (92) à la Grande borne construite entre 1967 et 1971 sur le territoire des communes de Grigny et Viry-Châtillon, dans l’Essonne (91) en passant par la Noé à Chanteloup-les-Vignes dans le département des Yvelines (78) scénario du célèbre film La Haine[9] de Kassovits.
Récemment, plusieurs expositions photographiques se sont
concentrées sur cette nouvelle figure de l’urbanisme fonctionnaliste français de l’après-guerre. Par exemple Toit&Moi, 100 ans de logement social (2012), Les Grands ensembles 1960-2010 (2012) produite par l’école supérieure d’arts & médias de Caen/Cherbourg, selon un projet du Ministère de la Culture et de la Communication. Enfin l’exposition Photographie à l’œuvre, (2011-2012) d’Henri Salesse, photographe du service de l’inventaire du Ministère de la Reconstruction et de l’Urbanisme et Voyage en périphérie (2012) de Cyrus Cornut.
Il s’agissait là non seulement d’un progrès matériel, mais aussi démocratique, donnant ainsi à chaque citoyen, la possibilité d’accéder à son petit appartement doté de tous les conforts de l’époque. La recherche d’économie et de rapidité dans la conduite des chantiers portent à l’utilisation du béton comme matériel privilégié et à des plans architecturaux aussi simples que possible avec la réalisation de logements standardisés, dont les barres et les tours deviennent les figures principales : Au mitan des années cinquante, apparurent d’étranges formes urbaines. Des immeubles d’habitation de plus en plus longs et de plus en plus hauts, assemblés en blocs qui ne s’intégraient pas aux villes existantes. Ces blocs s’en différenciaient ostensiblement et parfois comme systématiquement, s’en isolaient. Ils semblaient faire ville à part. Surtout ils ne ressemblaient pas à ce qu’on avait l’habitude d’appeler ville. Et leur architecture aussi, qui était tellement déroutante. On les a nommés » grands ensembles. Cité de l’Abreuvoir, Bobigny (93), 2003 (Inventaire général du Patrimoine, Région Ile de France / Stéphane Asseline)
Bref, entre 1946 et 1975 le parc immobilier français passe de 12,7 millions à 21 millions de logements. Environ 8 millions de ceux-ci sont neufs, construits entre 1953-1975 – dont la moitié sous forme de grands ensembles – et près de 80 % des logements grâce à une aide de l’État avec des crédits publics. Le nombre de logements sociaux passe de moins de 500.000 à près de 3 millions, dont 43 % en région parisienne, où la demande est la plus forte[11]. Ce qui témoigne d’un effort énorme. Secrétariat d’État à la Reconstruction et au Logement, Supplément du logement en 1954, cité par Bachmann, C. Le Guennec, N., Violences urbaines…Op.cit, p.24. Alors que l’hiver 1954 est particulièrement rigoureux, l’abbé Pierre lance un appel en faveur des sans-logis et déshérités et organise des collectes de vêtements et de nourriture pour les plus démunis. Cela nous rappelle également que les inégalités sociales restaient particulièrement importantes à l’époque, malgré les débuts de la croissance économique, et que la crise du logement n’était pas encore complètement résolue. Danièle Voldman, La reconstruction des villes françaises de 1940 à 1954 : histoire d’une politique, Paris, L’Harmattan, 1997. Les Actualités françaises, La crise du logement, un problème national, 17 juillet, 1957, in fresques.ina.fr/…/la-crise-du-logement-un-probleme-n…, consulté le 20/02/2014. C’est l’urbaniste Marcel Rotival dans un numéro d’Architecture d’Aujourd’hui de juin 1935 (vol.1, n°6, juin 1935, p.57) qui propose pour la première fois cette terminologie pour désigner les Habitations à Bon Marché (HBM) et leur transformation en Habitations à Loyer Modéré (HLM), par la loi du 21 juillet 1951: « Nous espérons, un jour, sortir des villes comme Paris, non seulement par l’avenue des Champs Elysées, la seule réalisation de tenue sans laquelle Paris n’existerait pas, mais sortir par Belleville, par Charonne, par Bobigny, etc., et trouver harmonieusement disposés le long de larges autostrades, au milieu de grands espaces boisés, de parcs, de stades, de grandes cités claires, bien orientées, lumineusement éclairées par le soleil. » Largement reprise depuis les années 1950 dans le jargon administratif et public, elle apparaît pour la première fois dans un texte officiel qu’en 1973 avec la Circulaire Guichard, alors Ministre de l’Aménagement du territoire, de l’Equipement, du Logement et du tourisme. Celui-ci met un terme à la politique initiée après-guerre afin « d’empêcher la réalisation des formes d’urbanisation désignées généralement sous le nom de “grands ensembles”, peu conforme aux aspirations des habitants et sans justification économique sérieuse ». Paradoxalement, le terme de grands ensembles s’officialise donc au moment même où ils son mis en question. ZUP est un acronyme qui signifie Zone à Urbaniser en Priorité. Elles ont été créées par le décret N°58-1464 du 31 décembre 1958, afin de planifier et d’encadrer sur le territoire national, le développement urbain pour répondre à la carence de logements face à l’accroissement démographique et favoriser enfin la résorption de l’habitat insalubre. Oblet, Thierry, Gouverner la ville. Les voies urbaines de la démocratie moderne, Paris, PUF, 2003. En particulier par l’intermédiaire de la Société centrale de construction et de la Société centrale pour l’équipement du territoire, créées au milieu des années 1950 en tant que filiales de la Caisse des dépôts et consignations.
Kassovitz, Mathieu, La Haine, France, 1995.
Cornu, Marcel, Libérer la ville, Bruxelles, Casterman, 1977, p.60. Annie Fourcaut « Les banlieues populaires ont aussi une histoire », Projet 4/2007 (n° 299), pp. 7-15.
www.dailymotion.com/video/xw6lak?playlist=x34ije - Rue neuve 1956 la reconstruction de la France dix ans après la fin de la seconde guerre mondiale, villes, villages, grands ensembles réalisation : Jack Pinoteau , Panorama de la reconstruction de la France dix ans après la fin de la seconde guerre mondiale, ce film de commande évoque les villes et villages français détruits puis reconstruits dans un style respectant la tradition : Saint-Malo, Gien, Thionville, Ammerschwihr, etc. ainsi que la reconstruction en rupture avec l'architecture traditionnelle à Châtenay-Malabry, Arles, Saint Étienne, Évreux, Chambéry, Villeneuve-Saint-Georges, Abbeville, Le Havre, Marseille, Boulogne-sur-Mer, Dunkerque. Le documentaire explique par exemple la manière dont a été réalisée la reconstruction de Saint-Malo à l'intérieur des rempart de la vieille ville : "c'est la fidélité à l'histoire et la force du souvenir qui a guidé l'architecte". Dans le même esprit à Gien, au trois quart détruite en 1940, seul le château construit en 1494 pour Anne de Beaujeu, fille aînée de Louis XI, fut épargné par les bombardements. La ville fut reconstruite dans le style des rares immeubles restant. Gien est relevé de ses ruines et le nouvel ensemble harmonieux est appelé « Joyau de la Reconstruction française ». Dans un deuxième temps est abordé le chapitre de la construction des cités et des grands ensembles, de l’architecture du renouveau qualifiée de "grandiose incontestablement". S’il est précisé "on peut aimer ou de ne pas aimer ce style", l’emporte au final l’argument suivant : les grands ensembles, c'est la campagne à la ville, un urbanisme plus aéré, plus vert." les films caravelles 1956, Réalisateur : Jack Pinoteau (connu pour être le metteur en scène du film Le Triporteur 1957 qui fit découvrir Darry Cowl) www.dailymotion.com/video/xuz3o8?playlist=x34ije - www.dailymotion.com/video/xk1g5j?playlist=x34ije Brigitte Gros - Urbanisme - Filmer les grands ensembles 2016 - par Camille Canteux chercheuse au CHS -Centre d'Histoire Sociale - Jeanne Menjoulet - Ce film du CHS daté de 2014 www.youtube.com/watch?v=VDUBwVPNh0s … L'UNION SOCIALE POUR L'HABITAT le Musée des H.L.M. musee-hlm.fr/ union-habitat.org/ - EXPOSITION :LES 50 ANS DE LA RESIDENCe SALMSON POINT-Du JOUR www.salmsonlepointdujour.fr/pdf/Exposition_50_ans.pdf - Sotteville Construction de l’Anjou, le premier immeuble de la Zone Verte sottevilleaufildutemps.fr/2017/05/04/construction-de-limm... - www.20minutes.fr/paris/diaporama-7346-photo-854066-100-an... - www.ladepeche.fr/article/2010/11/02/940025-140-ans-en-arc... dreux-par-pierlouim.over-blog.com/article-chamards-1962-9... missionphoto.datar.gouv.fr/fr/photographe/7639/serie/7695...
Official Trailer - the Pruitt-Igoe Myth: an Urban History
www.youtube.com/watch?v=g7RwwkNzF68 - la dérive des continents youtu.be/kEeo8muZYJU Et la disparition des Mammouths - RILLIEUX LA PAPE & Dynacité - Le 23 février 2017, à 11h30, les tours Lyautey étaient foudroyées. www.youtube.com/watch?v=W---rnYoiQc …
Ginger CEBTP Démolition, filiale déconstruction du Groupe Ginger, a réalisé la maîtrise d'oeuvre de l'opération et produit les études d'exécution. L'emblématique ZUP Pruitt Igoe. vaste quartier HLM (33 barres de 11 étages) de Saint-Louis (Missouri) USA. démoli en 1972 www.youtube.com/watch?v=nq_SpRBXRmE … "Life is complicated, i killed people, smuggled people, sold people, but perhaps in here.. things will be different." ~ Niko Bellic - cité Balzac, à Vitry-sur-Seine (23 juin 2010).13H & Boom, quelques secondes plus tard, la barre «GHJ», 14 étages et 168 lgts, s’effondrait comme un château de cartes sous les applaudissements et les sifflets, bientôt enveloppés dans un nuage de poussière. www.youtube.com/watch?v=d9nBMHS7mzY … - "La Chapelle" Réhabilitation thermique de 667 logements à Andrézieux-Bou... youtu.be/0tswIPdoVCE - 11 octobre 1984 www.youtube.com/watch?v=Xk-Je1eQ5po …
DESTRUCTION par explosifs de 10 tours du QUARTIER DES MINGUETTES, à LYON. les tours des Minguettes ; VG des tours explosant et s'affaissant sur le côté dans un nuage de fumée blanche ; à 13H15, nous assistons à l'explosion de 4 autres tours - St-Etienne Métropole & Montchovet - la célèbre Muraille de Chine ( 540 lgts 270m de long 15 allees) qui était à l'époque en 1964 la plus grande barre HLM jamais construit en Europe. Après des phases de rénovation, cet immeuble a été dynamité en mai 2000 www.youtube.com/watch?v=YB3z_Z6DTdc … - PRESQU'ILE DE GENNEVILLIERS...AUJOURD'HUI...DEMAIN... (LA video içi parcours.cinearchives.org/Les-films-PRESQU-ILE-DE-GENNEVI... … ) Ce film de la municipalité de Gennevilliers explique la démarche et les objectifs de l’exposition communale consacrée à la presqu’île, exposition qui se tint en déc 1972 et janvier 1973 - le mythe de Pruitt-Igoe en video içi nextcity.org/daily/entry/watch-the-trailer-for-the-pruitt... … - 1964, quand les loisirs n’avaient (deja) pas le droit de cité poke @Memoire2cite youtu.be/Oj64jFKIcAE - Devenir de la ZUP de La Paillade youtu.be/1qxAhsqsV8M v - Regard sur les barres Zum' youtu.be/Eow6sODGct8 v - MONTCHOVET EN CONSTRUCTION Saint Etienne, ses travaux - Vidéo Ina.fr www.ina.fr/video/LXF99004401 … via - La construction de la Grande Borne à Grigny en 1969 Archive INA www.youtube.com/watch?time_continue=12&v=t843Ny2p7Ww (discours excellent en seconde partie) -David Liaudet : l'image absolue, c'est la carte postale" phothistory.wordpress.com/2016/04/27/david-liaudet-limage... … l'architecture sanatoriale Histoire des sanatoriums en France (1915-1945). Une architecture en quête de rendement thérapeutique..
passy-culture.com/wp-content/uploads/2009/10/Les-15-Glori... … … & hal.archives-ouvertes.fr/tel-01935993/document … explosion des tours Gauguin Destruction par implosion des Tours Gauguin (quartier de La Bastide) de Limoges le dimanche 28 novembre 2010 à 11 heures. Limoges 28/11/2010 youtu.be/cd0ln4Nqqbs … 42 Roanne - c'etait le 11 novembre 2013 - Souvenirs des HLM quartier du Parc... Après presque 45 minutes de retard, les trois dernières tours Chanteclair sont tombées. Le tir prévu etait à 11h14 La vidéo içi www.leprogres.fr/loire/2013/11/01/roanne-les-3-dernieres-... … … www.leprogres.fr/loire/2013/11/01/roanne-une-vingtaine-de... …Besançon (25) - la Nouvelle cité d'HLM La Planoise en 1960 avec la video des premiers habitants de Planoise en juin 1968 www.youtube.com/watch?v=LVKAkJSsCGk … … … archive INA … BEGIN Japanology - les utopies de l'extreme et Kenzo Tange l'architecte japonnais - la video içi www.youtube.com/watch?v=ZlAOtYFE4GM … 71 les Prés Saint-Jean a Chalon-sur-Saône - L'Implosion des 3 tours HLM de 15 etages le 5 décembre 2009 par FERRARI DEMOLITION içi www.youtube.com/watch?v=oDsqOjQJS8E … … … & là www.youtube.com/watch?v=ARQYQLORBBE … 21 DIJON Cité des Grésilles - c'etait l'implosion de la residençe HLM Paul Bur le 19 02 2010 www.youtube.com/watch?v=fAEuaq5mivM … … & la www.youtube.com/watch?v=mTUm-mky-sw … 59 - la technique dite du basculement - Destruction de l'immeuble Rhone a Lille avec pleins de ralentit içi video-streaming.orange.fr/actu-politique/destruction-de-l... … 21 Chenôve (le GRAND DIJON) - Implosion de la barre François RUDE le 3 nov 2010 (top video !!) www.youtube.com/watch?v=ClmeXzo3r5A … …Quand l histoire çe repete et çe repetera autant de fois que nesçessaire quand on voie la quantitée de barres 60 70's...dans le collimateur de l'ANRU2.. 77 MEAUX 3 grandes tours..& puis s'en vont.. Démolition Pierre Collinet Batiment Genêt, Hortensia et Iris - Reportage Journal le 26 juin 2011 youtu.be/fpPcaC2wRIc 71 CHALON SUR SAONE C'etait les Prés Saint Jean le 05 décembre 2009 , pour une implosion hlm hors du commun !!! Caméra mise à même le sol , à une vingtaine de mètres de la première tour .... www.youtube.com/watch?v=kVlC9rYU-gs … 78 les MUREAUX le 3 octobre 2010 ,Les dernières minutes de la Tour Molière aux Mureaux (Yvelines) et sa démolition par semi-foudroyage, filmés du quartier de la Vigne Blanche. www.youtube.com/watch?v=u2FDMxrLHcw …71 MACON LES GRANDES PERRIERES C'etait un 30 juin 2013, avec l'implosion de la barre HLM des Perrières par GINGER www.youtube.com/watch?v=EzYwTcCGUGA … … une video exceptionnelle ! c'etait Le Norfolk Court un ensemble résidentiel, le Norfolk Court, construit dans les années 1970, a été démoli à Glasgow en Ecosse le 9 mai 2016 . Il rate la démolition d'un immeuble au tout dernier moment LES PASSAGERS DU BUS EN PROFITE A SA PLAçE lol www.20minutes.fr/tv/t-as-vu/237077-il-rate-la-demolition-... … 69 LYON Quand La Duchère disait adieu à sa barre 230 le jeudi 2 juillet 2015
www.youtube.com/watch?v=BSwidwLw0NA … www.youtube.com/watch?v=BdLjUAK1oUk … www.youtube.com/watch?v=-DZ5RSLpYrM …Avenir Deconstruction : Foudroyage de 3 barres HLM - VAULX-EN-VELIN (69) www.youtube.com/watch?v=-E02NUMqDno Démolition du quartier Bachelard à Vaulx-en-Velin www.youtube.com/watch?v=DSAEBIYYpXY Démolition des tours du Pré de l'Herpe (Vaulx-en-Velin)
www.youtube.com/watch?v=fG5sD1G-QgU REPORTAGE - En sept secondes, un ensemble de 407 appartements à Vaulx-en-Velin a été détruit à l'explosif dans le cadre du renouvellement urbain... www.youtube.com/watch?v=Js6w9bnUuRM www.youtube.com/watch?v=MCj5D1NhxhI - St-QUENTIN LA ZUP (scic)- NOUMEA - NOUVELLE CALEDONIE historique de la cité Saint-Quentin içi www.agence-concept.com/savoir-faire/sic/
www.youtube.com/watch?v=_Gt6STiH_pM …[VIDEOS] Trois tours de la cité des Indes de Sartrouville ont été démolies dans le cadre du plan de rénovation urbaine du quartier Mille quatre cent soixante-deux détonateurs, 312 kilos le 06/06/2010 à 11 heures. la belle video içi www.youtube.com/watch?v=fY1B07GWyDE VIGNEUX-SUR-SEINE, VOTRE HISTOIRE, VOS SOUVENIRS. içi www.youtube.com/watch?v=8o_Ke26mB48 … , Film des Tours et du quartier de la Croix Blanche, de 1966 à 1968. Les Tours en train de finir de se construire, ainsi que le centre commerciale. Destruction de la Tour 21, pour construire de nouveaux HLM...
42 LOIRE ST-ETIENNE MONTREYNAUD tout une histoire youtu.be/ietu6yPB5KQ - Mascovich & la tour de Montreynaud www.youtube.com/watch?v=p7Zmwn224XE … -Travaux dalle du Forum à Montreynaud Saint-Etienne www.youtube.com/watch?v=0WaFbrBEfU4 … & içi www.youtube.com/watch?v=aHnT_I5dEyI … - et fr3 là www.youtube.com/watch?v=hCsXNOMRWW4 … - Au nord-Est de St-Etienne, aux confins de la ville, se dresse une colline et sur les pentes de cette colline s’accroche une petite ville, un quartier, un peu à part. Cet endroit niché au milieu de la verdure, c’est le quartier de Montreynaud. www.youtube.com/watch?v=Sqfb27hXMDo&fbclid=IwAR2ALN4d... …Et sinon, avez-vous remarqué au dessus du P de AGIP ? On voit, dans le film, la Tour Réservoir Plein Ciel du quartier de Montreynaud, détruite 3 ans plus tard par foudroyage ! Sûr que @Memoire2cite a des photos du quartier et de la tout à l'époque ! ;-) 42 LOIRE SAINT-ETIENNE MONTREYNAUD LA ZUP Souvenirs avec Mascovich & son clip "la tour de Montreynaud" www.youtube.com/watch?v=p7Zmwn224XE …
- Que de chemin parcouru, Muraille de Chine La Palle Beaulieu jusqu'aux années 90. L habitat se transforme et s adapte aux nouveaux besoins. Autre temps, période d'essor économique et du "vivre ensemble". Merci à @Memoire2cite pour cette introspection du passé! -
Para saber mais sobre killifish...
¨Os killifish são considerados os peixes mais coloridos e bonitos de água doce, sendo comparados aos peixes marinhos de corais, agora imagine o mais belo Killifish. Pois o N. rachovii é, por unanimidade, o mais belo Killifish, quem já teve o prazer de vê-lo ao vivo não tem dúvida o N. rachovii é o mais belo peixe de água doce. Originário do Leste Africano (Região das Grandes Savanas) é encontrado em poças temporárias nas planícies costeiras de Moçambique, sendo o limite norte de sua distribuição Quilimane e ao sul o Parque Nacional Kruger na fronteira com a África do Sul, isto corresponde a uma área de aproximadamente 800 Km2, isto explica a existência de variações nas colorações entre as populações. Na natureza é frequentemente encontrado simpátrico (vivendo no mesmo local) com N. orthonotus. Há várias décadas é criado em aquário sem apresentar problema de consangüinidade ou degeneração genética.
DESCRIÇÃO- Os machos atingem o tamanho máximo de 6cm, possuem o corpo recoberto por escamas azuis turquesa metálico com bordos vermelhos alaranjados. A nadadeira caudal apresenta o contorno preto e o centro alaranjado com manchas vermelhas. As nadadeiras peitorais e a ventral são transparentes com reflexos azulados. A fêmea atinge o tamanho máximo de 5cm e coloração verde clara com reflexos dourados sendo as nadadeiras transparentes.¨
I first want you to consider the first name of the entity known as: Bootsy. That Certainly is a first (no matter how you choose to treat the remainder).
And whether the thumb is up or down, Bootsy resume is intact. What other pedigree could match for a young dopwop/soul/r&b/funk bassist, but interning with James Brown (and quitting soon after)?
And then he met George Clinton . . . see-what-I-mean?
but . . . what a freak . . . can you believe Bootsy (as Bootsy) charted deep into Disco territory (with attendant payoff) . . . but these jams are deep, but freaking weird, with titles like “Mug Push”(?!?!) from 1980.
I had tickets to see Bootsy at the height of Bootsy in Boston Massachusetts around 1978, but I didn’t want to go as I was, unbeknownst to me, suffering from Salmonella poisoning. My friend kept insisting I would feel better if I went (Bootsy would cure me). Luckily for me Bootsy canceled with the excuse that someone had stolen his star shaped bass. More than likely Bootsy had his own issues. Later on in his career he was hospitalized due to exhaustion with a proviso that no one could visit him (and vis a vis provide him with “stimulants”).
Bootsy's still around (after his Disco heights), healthier and jamming with his integrity intact - putting in unassuming appearances with a host of younger bloods and nuevo funkateers.
El patio andaluz puede considerarse un ejemplo más de espacio común en la arquitectura popular de toda la cuenca del Mediterráneo. Se utilizan todo tipo de decoración, pero lo más significativo son las plantas que se colocan alrededor de este y por todas sus paredes, creando un entorno que evoque al jardín idílico. El arte de paisaje era el arte de engañar al ojo, trasladar la naturaleza al interior de las casas y hacer que el habitante se evadiese de la vida en las ciudades envolviéndolos en un entorno de paz y tranquilidad.
* Consider yourself cordially invited to meet the Drifters....* Feel free to print out or share on line.
DUNGENESS | drift
A selection of photographs, paintings and prints by Andrew Sullivan, Paddy Hamilton and Marc Christmas
interpreting the liminal, ever-evolving landscape of Dungeness in Kent.
2 – 20 May 2012
Space Gallery
7 The Old High Street
Folkestone
Kent CT20 1RJ
Opening Hours:
Wednesday – Sunday
10.00am – 4.00pm
Closed Mondays – Tuesdays
enquiries@spaceseven.co.uk
Consider a tree for a moment. As beautiful as trees are to look at, we don't see what goes on underground - as they grow roots. Trees must develop deep roots in order to grow strong and produce their beauty. But we don't see the roots. We just see and enjoy the beauty. In much the same way, what goes on inside of us is like the roots of a tree.
Joyce Meyer
Il carnevale di Viareggio è considerato uno dei più importanti carnevali d'Italia e d'Europa.
I carri, che sono i più grandi e movimentati del mondo, sfilano lungo la passeggiata a mare viareggina. La tradizione della sfilata di carri a Viareggio risale al 1873, quando alcuni ricchi borghesi decisero di mascherarsi per protestare contro le troppe tasse che erano costretti a pagare. Da allora ogni anno questa sfilata permette di eliminare il malcontento di tanta gente e, alla fine del secolo, comparvero i carri trionfali in stucco,tela materiali pesanti, poi sostituiti successivamente dalla carta pesta modellata, per trovare la massima raffinatezza negli anni 30' del 900 con la carta a calco.
La prima guerra mondiale sembra distruggere il Carnevale a Viareggio, che invece si dimostrò più splendido e grandioso. La pausa bellica durò 6 anni. La manifestazione riprese nel 1921 e i carri sfilarono su due meravigliosi viali a mare. Nel 1971 si svolse il primo carnevale rionale della Darsena.
Un elemento muy importante a considerar para hacer una buena carrera sobre todo en la distancia de un maratón es la altimetría de la ruta, es decir cuantas elevaciones y descensos tiene el recorrido y cuantos metros de desnivel tiene cada cuesta.
Esta información es muy útil para adecuar nuestro paso en función del terreno, así como para administrar la energía a lo largo de la carrera.
En Noviembre estaremos corriendo la edición 2012 del Maratón ING de Nueva York, considerado como el maratón más grande y por muchos el mejor del mundo, sabemos que la ruta no es fácil por lo que hemos revisado el mapa de la altimetría.
El maratón recorre los cinco distritos de Nueva York partiendo de Staten Island hacia Brooklyn, Queens y del Bronx a Manhattan, cruza por cinco puentes y termina en Central Park.
La buena noticia sobre la altimetría es que la colina más grande viene en el primer kilómetro de la carrera justo en el Puente Verrazano, es decir que junto con la multitud de maratonistas en la salida esta primera subida disminuirá nuestro paso los primeros 1,500 metros, aunque claro en el descenso del puente podremos recuperar algún tiempo.
www.runmx.com/2012/09/la-altimetria-del-maraton-de-nueva-...
Foto: ING New York Marathon
Construida en el siglo XVII sobre la primitiva iglesia, que junto al convento, fueron fundados por San Álvaro en el siglo XV, es considerada una joya del barroco cordobés. El edificio ha sido reformado en los siglos XVI y XVII, alcanzando su forma actual en el siglo XVIII. De la construcción fundacional no se han conservado restos algunos.
En el siglo XVII se realizó la decoración mural de la iglesia.
El convento fue derribado al ser desamortizado en 1836, salvándose la iglesia y algunas dependencias. Se han realizado obras de consolidación durante los siglos XIX y XX, construyéndose el convento actual en la década de los sesenta del siglo pasado.
La Iglesia es de una sola nave, cubierta con bóveda de cañón y lunetos, y presbiterio rectangular que comunica con el coro, también rectangular y cubierto con cúpula elíptica sobre pechinas. El coro alto está situado a los pies y ocupa un tramo de la nave. La sacristía, situada a un lado de la cabecera, tiene planta rectangular y cubierta de cañón con fajones. A los pies de la nave, en los lados del evangelio y de la Epístola, se sitúan la capilla de San Alvaro y el camarín del Santísimo Cristo de San Álvaro.
El presbiterio está ocupado en su totalidad por el retablo mayor, de estilo churrigueresco, realizado en torno a 1740. Está formado por un banco, un cuerpo estructurado en tres calles separadas por columnas salomónicas, la calle mayor con manifestador donde se representa la imagen de la Virgen del Rosario, y un ático con estípites.
En el lado de la Epístola se encuentra la capilla de San Álvaro, construida a fines del siglo XVI, constituye la parte más antigua del inmueble. Es de planta rectangular, dividida en dos tramos cubiertos con bóvedas de aristas decoradas con yeserías y escenas murales.
En el lado del Evangelio se encuentra el camarín del Cristo de San Alvaro. Es de planta circular y está cubierta por cúpula sobre pechinas. Los muros se adornan con hornacinas con imágenes.
Toda la iglesia está decorada con pinturas murales, con un interesante programa iconográfico de gran valor artístico, realizadas en el siglo XVIII. El muro de la Epístola y del Evangelio está ornamentado con retablos y esculturas.
La fachada principal de la iglesia se encuentra situada a los pies con un esquema en hastial muy sencillo, articulado por pilastras. Está pintada en blanco, a excepción de las cuatro pilastras decorativas de doble orden, las molduras y recercados de la puerta de entrada y del frontis, que están pintadas en color albero. El hueco de la puerta está enmarcado por un arco carpanel y encima una hornacina que hoy está cegada en la que se enmarca un dibujo de San Álvaro en azulejos. En el frontis un círculo de azulejos con el dibujo del escudo de la Orden.
A los pies de la iglesia, en el lado de la Epístola, se levanta la torre campanario, situada aproximadamente en cima de la capilla de San Álvaro.
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Consider an Irish Wolfhound and a Pekinese. Same species. So why not variation in spiders? There certainly is and this is probably an example. These curly peaks on this Sidymellas might be no more signiicant taxanomically than a different haircut. Not sure what the Sidymella species is, but there are many with either twin peaks, single points, wedges, or other forms, Here are the curly twin peaks from behind.
Los socialistas consideran que con la derogación de estas ayudas que fomentaban el alquiler de viviendas, “Rajoy demuestra que los jóvenes no forman parte de su agenda”. Por tanto, esta tarde pedirán al concejal de Juventud del PP en Guadix que repruebe este nuevo recorte del Gobierno. El grupo municipal del PSOE de Guadix, con el apoyo de las Juventudes Socialistas, presentará esta tarde en el pleno del Ayuntamiento accitano una moción que reivindica el mantenimiento de la Renta Básica de Emancipación para Jóvenes (RBE), que recientemente ha sido retirada por el Gobierno de Rajoy del PP. Los encargados de explicar esta iniciativa del partido socialista fueron ayer Miguel García Raya y Beatriz Postigo Hidalgo, concejal del PSOE y representante de las Juventudes Socialistas de Guadix, respectivamente. La propuesta, según aclaró García Raya, “solo busca el mantenimiento de la Renta Básica de Emancipación, ya que nos preocupa mucho lo que el PP está haciendo con los jóvenes”. Tal y como comentó el edil, una gran mayoría de los jóvenes de nuestro país, y en concreto de Guadix, disfrutaban de esta ayuda que creó el Gobierno socialista de Zapatero con el objetivo de facilitar a los jóvenes su emancipación. La Ley de Renta Básica de Emancipación estaba compuesta, según recordó García Raya, “de 210 euros mensuales para el pago del alquiler de vivienda habitual durante cuatro años, 600 euros en base a prestamos para las fianzas y 120 euros para gastos de tramitación de expedientes”. Sin embargo, la primera medida que ha tomado el nuevo Gobierno del PP “ha sido en contra de los jóvenes, ya que en su primer Consejo de Ministros se derogó la Ley que proporcionaba estas ayudas”, reivindicó García Raya. Ante esta situación y a nivel local, según subrayó el concejal socialista, “ningún joven podrá emanciparse, no se alquilarán viviendas por parte de los jóvenes que tendrán que volver a la casa con sus padres, no habrá inversión en el sector de compra de vivienda, y lo más grave: no se luchará contra la economía sumergida, ya que esta Ley ayudaba a generar beneficios fiscales a las arcas públicas y afloraba datos de inmuebles no declarados”. De ahí, que el grupo municipal del PSOE de Guadix y las Juventudes Socialistas hayan recurrido a presentar en pleno una moción, que aunque de antemano sea ya rechazada por el Gobierno del PP en el Ayuntamiento, sí que se pedirá su apoyo, sobre todo, el del concejal de Juventud del Consistorio accitano, José Ignacio Garrido. “Este edil del PP se ha entretenido en tener una nula preocupación de lo que necesitan los jóvenes en Guadix, que siguen marchándose de la ciudad ante la falta de empleo y posibilidades de futuro como es la adquisición de viviendas públicas”. Además de esta crítica, García Raya también se ha referido a los dos últimos programas electorales del PP en Guadix, en los que no se han cumplido por parte del concejal de Juventud su compromiso de poner en marcha un Plan de Renta – Vivienda y desarrollar programas de Hipoteca Joven e Hipoteca Familiar en la ciudad accitana. . Por su parte, la representante de Juventudes Socialistas de Guadix, Beatriz Postigo, defendió la necesidad de mantener la Renta Básica de Emancipación, “porque desde su puesta en marcha el 1 de enero de 2008, que contó con el voto en contra del PP y con el boicot en las comunidades autónomas donde gobiernan los populares, esta ayuda ha llegado a más de 300.000 jóvenes, y gracias a ella, muchos jóvenes han tenido la oportunidad por primera vez de emanciparse y ha disminuido un 24% el esfuerzo económico que tenían que realizar los jóvenes para acceder a la vivienda”. Para la representante de Juventudes Socialistas en Guadix, esta decisión del Gobierno del Rajoy se ha tomado “en aras de las políticas de recorte y austeridad que está llevando a cabo, algo bastante criticado por los economistas más prestigiosos, ya que como decía John Maynard Keynes: la políticas de austeridad en recesión, sólo trae más recesión”. La derogación de la Ley de Renta Básica, que implica que ningún joven más pueda obtener esta ayuda si no la estaba percibiendo antes y que además irá desapareciendo paulatinamente, según explicó Beatriz Postigo, supondrá por otro lado que “muchos jóvenes no podamos hacer frente al pago de nuestro alquilé, lo que demuestra la nula apuesta de Rajoy por las políticas de juventud y que los jóvenes no formamos parte de su agenda política”.
La iglesia de San Salvador de Cora, transcrito a veces erróneamente como Chora (en turco, Kariye Camii), está considerada como uno de los más bellos ejemplos de iglesia bizantina que pueda contemplarse en la actualidad. Tine su origen en un monasterio que se fundó en el siglo IV en una acrópolis en el lugar donde se encontraron las reliquias de San Babilas (obispo de Antioquía que murió martirizado durante la persecución de Decio) y 84 de sus discípulos. La iglesia del monasterio estaba consagrada a Cristo con el nombre de iglesia del Sagrado Salvador en el Campo. Cora se refiere a que estaba situada a extramuros de la muralla de Constantino (en el campo), cuando Teodosio extendió las murallas entre el 413-414, la iglesia quedó dentro y cercana a una de las puertas de la misma, pero siguió con el nombre de Cora.
Justiniano I empezó a reconstruir la iglesia alrededor del año 536 pero no pudo terminarse totalmente por un terremoto que se produjo el 6 de octubre de 557. El emperador ordenó entonces la construcción de un monasterio e iglesia de mayor tamaño, dedicando una de las tres capillas a María. En el siglo VIII, durante el período iconoclasta, sufrió grandes daños en las imágenes representadas. Sin embargo, la mayoría de lo que puede verse hoy día data de 1077-1081, cuando María Dukaina, suegra de Alejo I Komneno reconstruyó la iglesia de San Salvador de Cora en forma de cruz griega inscrita, un estilo aparecido en aquella época y que servirá posteriormente de modelo para las iglesias ortodoxas hasta el siglo XVIII.
El poderoso hombre de la corte de Andrónico II Paleólogo, Teodoro Metoquites, un intelectual de la época, añadió el exonártex y el paraclesion de la iglesia y dotó a San Salvador de Cora de mosaicos y frescos, estableciendo una historiografía cronológica religiosa. Esta impresionante decoración interior fue realizada entre 1315 y 1321. Los mosaicos son uno de los mejores ejemplos del Renacimiento Paleólogo. Los artistas siguen siendo desconocidos. En 1328 se produjo un golpe de estado en el que Andrónico II debe abdicar a favor de su nieto Andrónico III Paleólogo y Teodoro Metoquites es condenado al exilio en Didymoteicha en Tracia. Se las ingenia, dos años más tarde, para ser autorizado a volver a Constantinopla con la condición de que viviese como monje en el mismo monasterio de Cora, donde murió en 1332.
El edificio consta de tres partes principales: nártex, la nave o cuerpo principal de la iglesia y el paraclesion. El nártex a su vez se divide en dos partes: el nártex interior y el nártex exterior o exonártex que son contiguos. El nártex interior formaba parte de la construcción original. El templo tiene seis cúpulas, dos en el nártex interior, una en el paraclesion y tres en la nave. La cúpula más grande, de 7,7 m. de diámetro se encuentra en el centro de la nave. Los mosaicos y frescos son, por su calidad y cantidad, una de las obras pictóricas más importantes legadas por los artistas bizantinos. Se realizaron en la misma época de Giotto. Los graciosos movimientos de los personajes dan a sus representaciones una ligereza y elegancia incomparable, por otro lado subrayadas por una fresca coloración. Además la vasta gama de temas bíblicos dan una idea de la fuerza creadora de los maestros bizantinos a pesar del orden iconográfico impuesto. El tema principal de estos mosaicos, ricos en detalles, es la encarnación de Dios como hombre y la salvación aportada a los hombres. La resurrección de Cristo es el motivo central de los frescos del Paraclesion y viene a completar esta noción de salvación.
Agenda: To consider the application for renewal of Permit No.
65/STA/1990 valid upto 16.07.2015 operating by the S/C KL 14 N 599 on the Interstate route Kannur – Mangalore via Kasaragodu, Kumbla, Kurichipalla, Manjeswar and Thalapady on Single Point tax basis - reg.
Applicant :
Sri. S.A.Wahab, Mehboob Motor Service, KPR Rao Road, Kasargod District. D2/146/22.3/STA/2000
Decision :
Perused the Judgment in WP(C) Nos.3653/14, 17910/15 and
9 25067/15 of the Hon’ble High Court, heard the counsel for the applicant and objector. The learned counsel for the objector raised his objection, but has not produced any relevant documents to support his objection. The Hon’ble High Court in the Judgment in WP(C) Nos.3653/14 & 17910/15 dismissed the writ petition as infructuous. Hence renewal of permit granted to S/C KL 14 N 599 on the Interstate route Kannur – Mangalore subject to the countersignature of STA, Karnataka.
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Item No. 3
Agenda:
To consider the application for renewal of permit No.65/STA/1990 valid up to 16.07.2020 in respect of the Stage Carriage KL 14 N 599 on the Inter State route Kannur-Mangalore via Kasaragod, Kumbla, Kurichipalla, Manjeswaram and Talapady on single point tax basis - reg.
Applicant: Sri.S A Wahab, Mehboob Motor Service, KPR Rao Road, Kasaragod.
D2/64/2020-TC
MÁS QUE UNA BELLEZA LATINA FRANCESCA CIPRIANI La actual Miss Ecuador es una mujer exótica, segura y sencilla. un atuendo que la haga sentir cómoda es la clave para su éxito. Francesca se considera una belleza latina, pero la verdad es que la hermosa Miss Ecuador 2015 es una mezcla de culturas. Su padre es italiano y su abuelo materno es chino, siendo precisamente esa ascendencia de varios continentes la responsable de los rasgos exóticos de nuestra representante. En cuanto a su estilo, esta ingeniera en Gestión Empresarial se define como una mujer descomplicada, que siempre busca sentirse cómoda. Por eso se declara fanática de los vestidos, “así no me complico combinando varias piezas, solo busco accesorios, como el bolso celeste y los zapatos con detalles metalizados. Los uso con el vestido amarillo estilo kimono y ya estoy lista para mis actividades”, apunta. Las chaquetas se han vuelto últimamente un ‘must’ en su clóset, pues como comenta la soberana los constantes viajes a la Sierra que por su designación como reina de belleza ha hecho, le han enseñado a estar siempre elegante y protegida del frío. “Como Miss Ecuador he pasado estos primeros meses viajando por todo el país, cubriendo eventos e importantes actividades. Y aunque cuento con un grupo de asesores y diseñadores, siempre me gusta escoger lo que uso y dar mi opinión en cuanto a los diseños que voy a llevar”, comenta. Los artículos que nunca faltan en la maleta de Francesca cuando viaja son el perfume Rosè de Carolina Herrera, un maxibolso donde lleva todo lo necesario, sus jeans favoritos, una gafas de modelo clásico y su kit de belleza, para mantenerse fresca e hidratada. Los secretos de Francesca “Rociándome el rostro constantemente con aguas termales me veo fresca en los eventos”, revela. También recalca que quitarse el maquillaje antes de dormir y usar todo el tiempo cremas hidratantes es un paso que ninguna mujer debe saltarse antes de irse a descansar. En la alimentación de Francesca, el equilibrio es la clave. Come saludablemente, aunque de vez en cuando se permite un capricho, y su rutina de máquinas y ejercicios cardiovasculares es complementada con clases de pilates, a las que asiste siempre que sus responsabilidades se lo permiten. Además, la soberana disfruta de la práctica de deportes acuáticos junto a sus padres. “El fin de semana nos vamos en familia a la playa y practicamos wakeboard. Es pura diversión”, dice. “Por toda esa actividad tomo muchísima agua, más de 10 vasos al día, y creo que eso se refleja en el rostro”, indica nuestra representante que aunque aún no tiene el comunicado oficial de la organización, ya se está preparando para participar en el Miss Universo que, según varias fuentes, se celebraría en Colombia en enero próximo. Su experiencia como modelo indudablemente suma a la hora de mostrarse en la pasarela, aunque Cipriani asegura que la actitud y la disciplina en ocasiones generan mejores resultados. Eso lo evidenció durante los meses que duró la elección del Miss Ecuador, pues vio cómo otras participantes con nula experiencia en modelado impresionaban con su personalidad y ganas de aprender. Y eso precisamente es lo que llevará al Miss Universo. FUENTE: bit.ly/1HZduEo on.fb.me/1BAQ0xI
Considerado por algunos como el kata de armas por su similaridad a las técnicas kobudo. El nombre proviene de Seisan + Sanchin. Kata para cinturón Verde, pero en muchos Dojos se enseña en Marrón. Agregado al sistema por Itokazu Seiki, un alumno de Kanei Uechi.
Consider yourself. I want you to imagine a scene from your childhood. Pick something evocative... Something you can remember clearly, something you can see, feel, maybe even smell, as if you were really there. After all, you really were there at the time, weren't you? How else would you remember it? But here is the bombshell: you WEREN'T there. Not a single atom that is in your body today was there when that event took place. Every bit of you has been replaced many times over... The point is that you are like a cloud: something that persists over long periods, whilse simultaneously being in flux. Matter flows from place to place and momentarily comes together to be you. Whatever you are, therefore, you are not the stuff of which you are made.
More pictures on my
This is a photograph from the East of Ireland Marathon Series Marathon held at Stapelstown, Donadea, Naas, Co. Kildare, Ireland at 09:00 on Saturday 21st of September 2013. This is the first East of Ireland Marathon Series race outside of Dublin and also the first to have been run on rural roads and is race 5 of the East of Ireland Marathon Series 2013.
There was beautiful but warm weather in Stapelstown for the marathon which made conditions tougher than expected. The course brought runners on a loop from the village over towards Prosperous, Co. Kildare, and then back to the finish/refreshment area. The event was very well organised and whilst these races operate with a degree of self sufficiency for runners there was adequate marshalling, course marking, and refreshments available. Well done to all.
The East Of Ireland Marathon Series aims to make marathons affordable and convienient for the runners of Ireland. The serires organisers aim to promote marathon running and to make the process as stress free and enjoyable as possible. All courses are measured to full AAI standards and have a minimum of 10 Entrants. The marathons are self sufficent to a degree although there are limited supplies of water available on the day of the race. There will be no extra frills like chip timing and finish gantrys. However all finishing times are accurately and officially recorded. This is to keep the price down and keep the races as affordable as possible. The East of Ireland Marathon series is all inclusive and welcomes runners who are new to marathon running as well as experienced veterans.
This photograph is part of a Flickr set of photographs we took at this event. The Flickr set is available here [http://www.flickr.com/photos/peterm7/sets/72157635665725976/]. This set includes photographs from the start, in-race, and finish of the race.
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Overall Race Summary
Participants: The East of Ireland marathon series stricly limits the number of participants. There were about 50 participants in the race today.
Weather: There was warm sunny weather for the race with competitors finding the humid conditions very tough as the race progress on around mid day. There was no real wind but a breeze which did help keep runners cool.
Course: The race started at St. Kevin's GAA and proceeded west into Stapelstown Village and reached a turnaround point which brought runners back to the starting point. This meant that runners then had to complete four complete loops of the 6.09 mile loop outlined below. This loop then proceeded directly southwards towards Prosperous but makes a sharp right turn before Properous village. This brings runners onto the Ballynafagh road and northwards back towards Stapelstown village. Runners then run down through the village (passing the finish and refreshment area) to complete the loop. The course is on traffic open country roads.
Location Map: This is the start finish area at Stapelstown National School goo.gl/maps/LbynY
Some Useful Links
A GARMIN GPS Trace of the 6.09 mile loop being used as part of the marathon: connect.garmin.com/activity/326724349
East of Ireland Marathons Facebook Group Page: www.facebook.com/groups/130592073780072/ (you will need a Facebook account to view this)
East of Ireland Marathons Web Homepage: www.eastofirelandmarathons.com/index.php
Professional Photographer Hannah Levy has galleries for several previous East of Ireland Marathons in 2013: www.hannahlevy.com/index/EOI_Marathons/EOI_Marathons.html
Google Streetview Imagery of St. Kevin's GAA Club where parking facilities were provided for the race: goo.gl/maps/FMsl5
Google Streetview Imagery of the Finish Area beside Stapelstown National School: goo.gl/maps/LbynY
Can I use these photographs directly from Flickr on my social media account?
Yes - of course you can. Flickr provides several ways to share this and other photographs in this Flickr set. You can share to: email, Facebook, Pinterest, Twitter, Tumblr, LiveJournal, and Wordpress and Blogger blog sites. Your mobile device will also offer you several different options for sharing this photo page on your social media outlets.
How can I get full resolution copies of these photographs?
All of the photographs posted here on this Flickr set are available free, at no cost, at full image resolution. We take these photographs as a hobby and as a contribution to the running community in Ireland. Our only "cost" is our request that if you are using these images without the watermark: (1) on social media sites such as Facebook, Tumblr, Pinterest, Twitter,LinkedIn, Google+, etc or (2) other websites, blogs, web multimedia, commercial/promotional material that you must provide a link back to our Flickr page to attribute us.
This also extends the use of these images for Facebook profile pictures. In these cases please make a separate wall or blog post with a link to our Flickr page. If you do not know how this should be done for Facebook or other social media please email us and we will be happy to help suggest how to link to us.
Please email petermooney78 AT gmail DOT com with the links to the photographs you would like to obtain a full resolution copy of. We also ask race organisers, media, etc to ask for permission before use of our images for flyers, posters, etc. We reserve the right to refuse a request.
In summary please remember when requesting photographs from us - all we ask is for you to provide a link back to our Flickr set or Flickr pages. You will find the link above clearly outlined in the description text which accompanies this photograph. Taking these photographs and preparing them for online posting does take a significant effort. We are not posting photographs to Flickr for commercial reasons. If you really like what we do please spread the link around your social media, send us an email, leave a comment beside the photographs, send us a Flickr email, etc.
If you would like to contribute something for your photograph(s)?
Many people offer payment for our photographs. As stated above we do not charge for these photographs. We take these photographs as our contribution to the running community in Ireland. If you feel that the photograph(s) you request are good enough that you would consider paying for their purchase from other photographic providers we would suggest that you can provide a donation to any of the great charities in Ireland who do work for Cancer Care or Cancer Research in Ireland.
I ran in the race - but my photograph doesn't appear here in your Flickr set! What gives?
As mentioned above we take these photographs as a hobby and as a voluntary contribution to the running community in Ireland. Very often we have actually ran in the same race and then switched to photographer mode after we finished the race. Consequently, we feel that we have no obligations to capture a photograph of every participant in the race. However, we do try our very best to capture as many participants as possible. But this is sometimes not possible for a variety of reasons:
►You were hidden behind another participant as you passed our camera
►Weather or lighting conditions meant that we had some photographs with blurry content which we did not upload to our Flickr set
►There were too many people - some races attract thousands of participants and as amateur photographs we cannot hope to capture photographs of everyone
►We simply missed you - sorry about that - we did our best!
You can email us petermooney78 AT gmail DOT com to enquire if we have a photograph of you which didn't make the final Flickr selection for the race. But we cannot promise that there will be photograph there. As alternatives we advise you to contact the race organisers to enquire if there were (1) other photographs taking photographs at the race event or if (2) there were professional commercial sports photographers taking photographs which might have some photographs of you available for purchase. You might find some links for further information above.
Don't like your photograph here?
That's OK! We understand!
If, for any reason, you are not happy or comfortable with your picture appearing here in this photoset on Flickr then please email us at petermooney78 AT gmail DOT com and we will remove it as soon as possible. We give careful consideration to each photograph before uploading.
I want to tell people about these great photographs!
Great! Thank you! The best link to spread the word around is probably www.flickr.com/peterm7/sets
É considerada, em quase todo o mundo, como a rainha das flores. Sua beleza e perfume simbolizam o amor, e seus espinhos, o sofrimento que ele pode causar.
No Egito, era dedicada à deusa Ísis e, na Grécia, a Afrodite.
Considerada esta "Piedad" como una de las más importantes obras escultóricas de la Sacramentel de San Justo. Realizada por Victorio Macho en 1917
Información sobre el doctor Vicente Llorente Matos en madridafondo.blogspot.com.es/2013/12/el-doctor-vicente-ll...
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El arroz es la semilla de la planta Oryza sativa. Se trata de un cereal considerado como alimento básico en muchas culturas culinarias (en especial la cocina asiática), así como en algunas partes de América Latina.[1] El arroz es el segundo cereal más producido en el mundo, tras el maíz.[2] Debido a que el maíz es producido con otros muchos propósitos que el del consumo humano, se puede decir que el arroz es el cereal más importante en la alimentación humana, y que contribuye de forma muy efectiva al aporte calórico de la dieta humana actual. El arroz es responsable del aporte calórico de una quinta parte de las calorías consumidas en el mundo por los seres humanos.[3] Desde el año 2008 se ha realizado un racionamiento en algunos países debido a la carestía de arroz.[4] En países como Bangladesh y Camboya puede llegar a ser casi las tres cuartas partes de la alimentación de la población.[5]
Se dedican muchas hectáreas al cultivo del arroz en el mundo. Se sabe que el 95% del cultivo de este cereal se extiende entre los paralelos 53º de latitud Norte y los 35º de latitud Sur.[1] El origen del cultivo es objeto de controversia entre los investigadores, se discute su origen entre China e India.
Contenido
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* 1 Tipologías
o 1.1 Categorías por forma
o 1.2 Categorías por color/aroma/tacto
o 1.3 Categorías según el tratamiento industrial
* 2 Características nutricionales
* 3 Preparación como alimento
* 4 Sabor del arroz
* 5 Almacenamiento
* 6 Beneficios de su consumo
* 7 Referencias
* 8 Enlaces externos
[editar] Tipologías
Arroz de grano corto: Yamada Nishiki.
Arroz de grano medio: Arroz bomba.
Arroz marrón.
Existen cerca de diez mil variedades distintas de arroz. Todas ellas caen en uno de las dos subespecies de Oryza sativa,[5] la variedad índica que suele cultivarse en los trópicos y la japónica que se puede encontrar tanto en los trópicos como en las zonas de clima templado caracterizada por altos contenidos de almidón del tipo amilosa (arroz glutinoso). Por regla general cuanto más amilosa contiene un grano de arroz, más temperatura, agua y tiempo de cocción requiere para su cocción.
La mayoría de los arroces ha sido previamente «pulido» y se ha liberado de la capa de cubierta (que se convierte en salvado) que le protege, lo que elimina así del arroz aceites y enzimas. El resultado es un grano de arroz que se mantiene estable durante meses.
[editar] Categorías por forma
La categorización habitual de los arroces de cocina es:
* Arroz de grano largo que puede tener entre cuatro y cinco veces la longitud de su grosor. Posee una cantidad alta de amilosa y es por esta razón por la que requiere una proporción relativamente alta de agua para su cocinado. Es muy empleado en las cocina china e india y es el más vendido en Estados Unidos.
* Arroz de grano medio que posee una longitud entre dos y tres veces su grosor. Contiene menos amilosa que los arroces de grano largo. Es el más empleado en la cocina española (es el «arroz bomba» empleado en la paella. Además es utilizado en la cocina de Puerto Rico y República Dominicana donde es un alimento de consumo diario. También de la cocina valenciana así como en la cocina italiana (risotto).
* Arroz de grano corto De apariencia casi esférica que se suele encontrar en Japón, en el Norte de China y en Corea. Es ideal para la elaboración del sushi debido a que los granos permanecen unidos incluso a temperatura ambiente.
* Arroz salvaje provenientes del género Zizania que se emplean en alimentación y proceden tanto de recolección silvestre como de cultivo. Poseen un grano largo que puede llegar a casi 2 cm de longitud.
[editar] Categorías por color/aroma/tacto
* Arroz glutinoso se denomina también como arroz dulce, arroz pegajoso. Es, como su nombre indica, pegajoso depues de cocerse y los granos permanecen unidos. Necesita poca cantidad de agua y tiende a desintegrarse si se cocina demasiado. Se emplea en la elaboración de platos dulces basados en arroz en Asia. La característica de 'pegajoso' que posee un grano de arroz se mide por su contenido de amilosa.
* Arroz aromático es un grupo de arroces de grano largo/medio que se caracteriza por poseer aroma debido a la concentración de compuestos volátiles.[6] Se trata de la mayoría de los arroces de la India y Pakistán denominados basmati (idioma urdú para denominar: fragante), los arroces jazmín.
* Arroz pigmentado son arroces donde el salvado posee pigmentos en forma de antocianinas que le confieren colores tales como púrpura o rojo. En este tipo de arroces, cuando el salvado se elimina del grano, el color desaparece.
[editar] Categorías según el tratamiento industrial
Antes de ser comercializado, el arroz puede recibir ciertos tratamientos:[7]
* Arroz vaporizado, al que se le ha quitado el salvado mediante agua en una ligera cocción. Este tipo de arroz tiene algunas ventajas debido a que las vitaminas del salvado se difunden en el endosperma, por lo que es nutricionalmente más completo. El pre-cocinado endurece el grano y hace que no se rompa al ser cocinado. El almidón del arroz pre-cocido se ha gelatinizado. Este tratamiento es tradicional en India y Pakistán.
* Arroz precocido o rápido, cocido y fisurado previamente para facilitar la cocción definitiva, que pasa de unos veinte minutos a unos cinco.
[editar] Características nutricionales
El arroz contiene una relativa pequeña cantidad de proteínas (comparada con otros cereales), el contenido de gluten ronda el 7% de peso, comparado con el 12% de los trigos de bajo contenido de proteína. No obstante, el arroz posee más lisina que el trigo, el maíz y el sorgo.[1] El arroz contiene grandes cantidades de almidón en forma de amilosa (que le proporciona cohesión a los granos). El otro contenido de almidón en el arroz, tras la amilosa, es la amilopectina. El arroz limpio, ya desprovisto de su salvado, suele tener menos fibra dietética que otros cereales y por lo tanto más digestivo.[8] El arroz puede ser un alimento de sustento a pesar de su bajo contenido en riboflavina y tiamina. El arroz proporciona mayor contenido calórico y proteínas por hectárea que el trigo y el maíz. Es por esta razón por la que algunos investigadores han encontrado correlaciones entre el crecimiento de la población así como la expansión de sus cultivo.[9]
El arroz posee una elevada posición entre los cereales al considerar su aporte energético en calorías así como en proteína. La biodiversidad le coloca en un 66%, no obstante posee poca proteína comparado con otros cereales.
[editar] Preparación como alimento
Preparación de una paella.
Morcilla de Aranda frita, y rodeada de sus ingredientes.
En la mayoría de las culturas el arroz integral se limpia y se le elimina la capa de salvado (rica en silicio) quedando el cariópside o grano. Por regla general el arroz se cocina mediante aplicación de humedad y calor a los granos. La cocina de la India suele cocer el arroz en un exceso de agua de tal forma que el agua residual se elimina cuando la cocción se ha completado. La cocina de china y Japón emplea cantidades justas de agua, lo suficiente como para humedecer el arroz durante su calentamiento en una olla cerrada. Esta forma de cocinado favorece su ingesta mediante palillos. En la cocina mediterránea se suele enriquecer el arroz con el cocinado de aceites, mantequilla, caldos (fumet) y otros ingredientes diversos. De esta forma surgen los pilafs, los risottos y las paellas. La cocina persa elabora los polo mezclados con diversas carnes cocinadas en un exceso de agua, hasta que los granos de arroz se hinchan, alargándose varias veces su longitud natural. suelen añadir frutas secas, nueces, etc. a menudo hasta que el agua se agota quedando un arroz marrón denominado tahdig (muy similar al socarrat de la paella).
Las formas de aplicar calor al arroz para su cocinado son diversas. En algunas ocasiones se frie ligeramente en sartenes con aceite vegetal para elaborar una serie de platos denominado arroces fritos. O se le aplica vapor de agua mediante vaporeras y de esta forma se realiza la cocción al vapor. Hoy en día se emplean en muchos países asiáticos electrodomésticos especializados como la olla arrocera. Las cocinas del sudeste asiático consideran el arroz como un alimento que debe estar presente en las tres comidas diarias. Se incluye habitualmente en los desayunos como un plato denominado congee (un poridge de arroz muy popular en Asia).
Otras variedades de preparación del arroz a lo largo del mundo son la harina de arroz característica de su alto contenido de almidón, empleada en la elaboración de salsas, rellenos, etc. la harina es empleada debido a la característica especial de su fina textura. Su bajo contenido de proteína hace que absorba poca cantidad de agua. Se emplea en la elaboración de la tempuras. Su masa no puede emplearse en la elaboración de panes: debido a la ausencia de gluten. El arroz en polvo se emplea en la cocina vietnamita, se suele moler un arroz tostado que se vierte finalmente sobre platos. Entre el procesado de arroz se encuentran los fideos de arroz que se emplean como acompañamiento de sopas y dumplings de carne o verduras. Se emplea a veces en la elaboración de snacks.
Algunas preparaciones especiales de arroz son el mochi japonés (similares a los arancini italianos), el lao chao chino elaborado con arroz fermentado (empleando el Aspergillus oryzae). En algunos casos el sushi se elaboró antiguamente siguiendo estas recetas (véase: Historia del sushi). En algunas zonas de Asia se fermenta obteniendo bebidas alcohólicas como el sake. en la cocina china se elaboran vinos de arroz.
El arroz también es utilizado en otro tipo de platos tradicionales españoles, como la Morcilla de Burgos, un embutido, que gracias a la cocción, es un alimento de media conservación, y en la Morcilla de Aranda, en la que se realizan dos cocciones.
[editar] Sabor del arroz
El sabor del arroz depende en gran medida de la variedad así como del grado de procesamiento realizado en la molienda. Es interesante la investigación de los aromas en el arroz no sólo por el consumo humano, sino por la percepción que tienen de éste los insectos (potenciales plagas).[10] Las partes exteriores del arroz poseen una mayor cantidad de aminoácidos libres, azúcares, minerales y proporcionalmente menos almidón. Es por esta razón por la que cuanto más se le quite salvado al arroz, menos sabor y mayor proporción de almidón contendrá.[5] El aroma estándar del arroz recuerda a las setas, a los pepinos proporcionando ciertos toques de palomitas así como aromas florales. Casi siempre son responsables los aldehidos de seis a diez carbonos en la molécula.[11] [10] Los arroces marrones poseen cierto contenido de vainillina.
Cerca de 100 compuestos volátiles se han detectado en arroz cocinado, y gran parte de ellos son contribuyentes del aroma final del arroz.[6] En algunos casos el principal compuesto que proporciona aroma al arroz es la 2-acetil-1-pirrolina (en especial aquellos arroces que poseen aromas similares a las palomitas de maíz), este aroma se encuentra presente de igual forma en la corteza del pan.[10] No obstante este aroma se libera durante su cocinado y decrece de forma progresiva, hasta ser mínimo al llegar al plato.
[editar] Almacenamiento
Secciones de onigiri japoneses.
El arroz cocinado en agua es una fuente peligrosa de bacterias y se convierte en una fuente potencial de intoxicación alimentaria que debe vigilarse con atención.[5] El arroz crudo suele llevar esporas (que sobreviven altas temperaturas) en estado de hibernación como la bacillus cereus, que produce toxinas que afectan al sistema gastrointestinal. Los platos de arroz deben servirse inmediatamente tras su cocinado y los restos deben ser mantenidos en la nevera para evitar el crecimiento bacteriano. Algunas preparaciones culinarias evitan este crecimiento bacteriano mediante la aplicación de bactericidas naturales como en el caso del sushi al aplicar vinagre de arroz, o algunas preparaciones de la India al emplear la canela, las ensaladas que contienen arroz son convenientemente acidificadas con vinagre para evitar el crecimiento bacteriano.
[editar] Beneficios de su consumo
Algunos estudios han demostrado que el consumo de arroz con su capa de salvado hace que se reduzca el nivel de colesterol en sangre.[12] Pero el consumo de arroz con salvado es minoritario debido a su poca durabilidad.
[editar] Referencias
1. ↑ a b c Kiple, Kenneth F; Kriemhild Conee Ornelas (2000). Cambridge World Encyclopaedia of Food, Volume I, Animal, Marine and Vegetable Oils. Cambridge University Press:, Cambridge, England. pp. 375-379.
2. ↑ «ProdSTAT». FAOSTAT. Consultado el 07-04-2009.
3. ↑ Smith, Bruce D. (1998) (en inglés). The Emergence of Agriculture (1ª edición). Nueva York: W H Freeman & Co. ISBN 0716750554.
4. ↑ [http://www.bbc.co.uk/worldservice/news/2008/04/080411_rice_seq_wt_sl.shtml BBC World Service - News - Global rice shortage
5. ↑ a b c d McGee, Harold (2004) (en inglés). On Food and Cooking: The Science and Lore of the Kitchen (ed. rev. edición). Nueva York: Scribner. pp. 472. ISBN 0684800012.
6. ↑ a b G. Buttery, Ron; Jean G. Turnbaugh, Louisa C. Ling (1968). «Contribution of volatiles to rice aroma». J. Agric. Food Chem. 36 (5): pp. 1006–1009. doi:10.1021/jf00083a025.
7. ↑ Fundación Eroski: ARROZ EN SU PUNTO
8. ↑ Hegsted, DM (1969). «Nutritional value of cereal proteins in relation to human needs». Protein-Enriched Cereal Foods for World Needs.
9. ↑ Lu, J.J.; T.T. Chang (1980). «Rice in its temporal and spatial perspectives». Rice: Production and Utilization.
10. ↑ a b c G. Buttery, Ron; Louisa C. Ling, Bienvenido O. Juliano, Jean G. Turnbaugh (1983). «Cooked rice aroma and 2-acetyl-1-pyrroline». J. Agric. Food Chem. 31 (4): pp. 1515−1519.
11. ↑ De Kimpe, Norbert; Marian Keppens (1996). «Novel Syntheses of the Major Flavor Components of Bread and Cooked Rice». J. Agric. Food Chem. 44: pp. 823–826. doi:10.1021/jf00118a036.
12. ↑ Hegsted, M. (1994). «Rice bran and rice bran oil may lower heart disease risk by decreasing cholesterol synthesis in the body». Louisiana agriculture 37 (2): pp. 16-17. ISSN 0024-6735.
[editar] Enlaces externos
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Geist SJ, Nordhaus I, Hinrichs S (2012) Occurrence of species-rich crab fauna in a human-impacted mangrove forest questions the application of community analysis as an environmental assessment tool. Estuar Coast Shelf S 96:69–80
Diele, K., Tran Ngoc, D.M., Geist, S.J., Meyer, F.W., Pham, Q.H., Saint-Paul, U., Triet, T., Berger, U. (in press). Impact of typhoon disturbance on the diversity of key ecosystem engineers in a monocoluture mangrove forest plantation, Can Gio Biosphere Reserve, Vietnam. Global and Planetary Change. dx.doi.org/10.1016/j.gloplacha.2012.09.003
Hinrichs S, Nordhaus I, Geist SJ (2009) Status, diversity and distribution patterns of mangrove vegetation in the Segara Anakan lagoon, Java, Indonesia. Reg Environ Change 9:275–289
Consider the clue in D3. Columns E and F do not yet have E or F countries in them, so let's fill them in.
We already know all the remaining countries in Row 2 (Chad, Togo) and Row 5 (Mexico, Guatemala, Panama). Therefore the only E country can go in E1 or E3. There are no Asian countries beginning with E (remember, East Timor is Timor-Leste), and only one European country beginning with E: Estonia. So Estonia goes in E3.
The only F countries are Fiji, France, and Finland. There is no Oceania row, so either Finland or France must go in F3. However, Finland cannot go there, because El Salvador is not in this quiz (D2). Therefore France must go in F3.
Considerate la vostra semenza:
fatti non foste a viver come bruti,
ma per seguir virtute e canoscenza.
Blog Enrico Picciotto
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Enrico Ferri
Enrico Ferri (1856 – 1929) foi um criminologista e político socialista italiano. Juntamente com Cesare Lombroso e Raffaele Garofalo, é considerado um dos fundadores da Escola Italiana de Criminologia Positivista. Estes pesquisadores causaram uma ruptura epistemológica nas Ciências Jurídicas ao propor que estas também deveriam utilizar o método positivo experimental próprio das ciências naturais. Ferri abordou o direito e ordem jurídica como uma ciência social que deveria ser estudada pela observação da sociedade. Concluiu com suas pesquisas que o objetivo do sistema penal deveria ser a neutralização dos criminosos através da prevenção dos delitos1 . Foi autor de obras clássicas de criminologia como Sociologia Criminal de 1884 nas quais estudou os fatores econômicos e sociais que propiciavam o comportamento criminoso. Sua obra influenciou o código penal de diversos países europeus e latino-americanos. Foi também político filiado ao Partido Socialista Italiano e editor do jornal Avanti!, órgão oficial do partido1 . Embora tenha inicialmente rejeitado o fascismo, após a subida ao poder do ditador italiano Benito Mussolini, tornou-se um dos seus mais famosos apoiadores fora do Partido Facista.
Biografia
Nasceu em San Benedetto Po, perto de Mântua, Lombardia, em 25 fevereiro de 18561 2 . De origens modestas, era filho de Eraclio Ferri e da Colomba Amadei3 .
Frequentou o ensino médio no Liceo Classico Virgilio em Mântua, onde foi aluno do filósofo Roberto Ardigò3 , o maior expoente do positivismo italiano, que exerceu grande influência na sua formação1 .
Portici di Via Zamboni na Universidade de Bolonha
Estudou Direito na Universidade de Bolonha em um ambiente acadêmico onde predominavam as ideias positivistas3 . Formou-se em 1877, sendo orientado por Pietro Ellero na tese de láurea denominada A Teoria da Imputabilidade e a Negação do Livre-arbítrio (La Teorica dell'Imputabilità e la Negazione del Libero Arbitrio) publicada em 1878. Completou sua educação com um curso de especialização em direito penal na Universidade de Pisa no qual teve aulas com o famoso jurista da escola clássica de criminologia Francesco Carrara1 . Em 1879 foi complementar seus estudos na Universidade de Paris-Sorbonne3 . Teve aulas de medicina legal com Cesare Lombroso1 .
Após obter a livre docência na Universidade de Turim em 1880, Ferri foi indicado por Pietro Ellero para ocupar a cátedra de direito penal que deixara vaga na Universidade de Bolonha1 . A sua palestra inaugural feita em Bolonha em 6 de dezembro de 1880 (I Nuovi Orizzonti del Diritto e della Procedura Penale, publicado em 1881) expôs os fundamentos da criação da escola positiva de criminologia, os quais foram anunciados formalmente ao assumir uma outra cátedra na Universidade de Siena em 18 de novembro 18821 .
Em 1881 juntou-se à equipe editorial da revista fundada por Cesare Lombroso e outros denominada "Archivio di Psichiatria, Scienze Penali ed Antropologia Criminale per servire allo Studio dell’Uomo Alienato e Delinquente" (Arquivo de Psiquiatria, Ciências Penais e Antropologia Criminal para servir ao Estudo do Homem Alienado e Criminoso"1 ).
Por indicação de Filippo Serafini, foi convidado para ocupar a cátedra anteriormente ocupada por Francesco Carrara na Universidade de Pisa1 4 .
Foi livre docente de direito penal e depois de direito civil na Universidade de Roma “La Sapienza”, onde em 1912 fundou a Escola de Aplicação Jurídico-Criminal (Scuola di Applicazione Giuridico–Criminale). De 1895 a 1905, ministrou cursos na Universidade Livre de Bruxelas e Universidade de Paris-Sorbonne1 .
Igreja de Sant' Ivo no Palazzo della Sapienza, sede da Universidade de Roma “La Sapienza” até 1935
Atuou como advogado de defesa em vários processos famosos, tais como o de Tullio Murri (advogado socialista acusado de homicídio em 19055 ), o de Violet Gibson (que tentou matar Benito Mussolini6 ), até o seu último caso, o julgamento de Vincenzo Saponaro (padre acusado de parricídio em 1928)1 7 .
Foi através da reputação obtida como advogado de defesa que Ferri entrou na política. Os líderes da revolta de camponeses assalariados conhecida como La Boje foram levados a julgamento em Veneza em 1886. Contra todas as expectativas, Ferri conseguiu a absolvição dos camponeses de Mântua8 expondo a condição social dos réus como motivante do crime. Com isto angariou fama de socialista e prestígio político entre operários e camponeses1 3 .
Foi eleito deputado para o parlamento italiano em 1886 pelo distrito eleitoral de Gonzaga em Mântua3 como radical sem partido.
Em 1893, Ferri uniu-se ao recém-formado Partido Socialista Italiano1 2 . Assumiu em 1898 provisoriamente o cargo de editor do jornal Avanti!, órgão oficial do Partido Socialista Italiano, atuando com coragem em um momento de grande repressão política aos socialistas. Posteriormente foi editor definitivo do Avanti! de 1903 a 1908, aumentando a influência e circulação deste diário de notícias. Em 1908, seu prestígio político no Partido Socialista Italiano tinha diminuído, mas ainda tinha muito prestígio como jurista1 . Renunciou então ao cargo de editor do Avanti! e partiu para realizar uma série de conferências sobre criminologia e Direito na América Latina.
Ferri declarou-se a favor da guerra na Líbia em 1912, o que causou a sua renúncia ao mandato de deputado e desfiliação do Partido Socialista Italiano. Posteriormente voltou a ser eleito deputado como socialista independente. Defendeu de maneira dúbia a neutralidade italiana durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1919 foi reeleito deputado e, em 1921, filiou-se ao Partido Socialista Unitário2 .
Em 1919, o Ministro da Justiça Lodovico Mortara nomeou-o presidente da comissão para a reforma do Código Zanardelli, o código penal italiano de 1899, em vigor no Reino da Itália desde 18901 .
Em março de 1927, Ferri voltou às manchetes como defensor de Violet Gibson, inglesa de família nobre que tentou matar Benito Mussolini. O processo terminou com a absolvição da ré por razões de insanidade3 , embora o próprio Ferri considerasse que as suas tendências ao suicídio e criminalidade a tornassem perigosa o suficiente para ser privada de sua liberdade pessoal6 .
Com a ascensão do fascismo, passou a apoiar o regime de Benito Mussolini2 . Não se filiou ao Partido Nacional Fascista3 , mas redigiu obras em louvor do fascismo e de Benito Mussolini6 .
Seu prestígio perante os fascistas italianos era tanto que foi nomeado para o cargo honorário de senador6 em 2 de março de 1929. Entretanto morreu em Roma em 12 de abril de 1929 antes de tomar posse1 .
Pensamento Jurídico
Ferri, juntamente com Cesare Lombroso e Rafaele Garofalo, é considerado um dos fundadores das escola positivista de criminologia.
Os estudos de Ferri levaram-no a postular teorias de que os métodos de prevenção de crimes deveriam ser o pilar para o cumprimento da lei, em oposição à punição de criminosos após haverem cometido seus crimes.
Compartilhou com Lombroso a crença nas características fisiológicas de criminosos, contudo, concentrou-se no estudo das suas características psicológicas, as quais acreditava contribuírem para o desenvolvimento do crime em um indivíduo. Essas características incluíam gírias, grafia, símbolos secretos, literatura e arte, assim como a insensibilidade moral e "uma certa falta de repugnância à ideia de execução da ofensa, antes de cometê-la, e a falta de remorso após realizá-la"9 .
Ferri argumentou que religião, amor, honra e lealdade não contribuem para evitar o comportamento criminoso, pois são ideias muito complexas para terem um impacto definitivo no senso moral básico de uma pessoa. Ferri argumentou que outros sentimentos, tais com ódio, busca do amor e vaidade têm maior influência, pois têm maior poder sobre o senso de moral da pessoa[carece de fontes].
Ferri resumiu sua teoria definindo a psicologia dos criminosos como uma "resistência defeituosa às tendências e pecados criminais, devido a essa impulsividade mal controlada que caracteriza crianças e animais"9 .
Quanto às escolas de criminologia, Ferri se colocava entre Francesco Carrara, que foi "o ponto de chegada, embora altíssimo, de uma tradição agora esgotada"10 (a escola clássica de criminologia), e o avanço tecnicista de Arturo Rocco, segundo o qual "a tarefa principal (se não exclusiva) da ciência do direito penal deveria ser elaboração técnico-jurídica de um direito penal positivo e vigente, o conhecimento científico, e não meramente empírico, do sistema de direito penal como é em virtude das leis que nos governam"11 .
Formação do Pensamento Jurídico de Ferri
As aulas que teve ainda jovem no Liceo Classico Virgilio com o filósofo Roberto Ardigò foram uma grande influência para que aderisse desde a juventude à corrente de pensamento positivista1 . A outra grande influência inicial foram as aulas de Pietro Ellero no curso de Direito da Universidade de Bolonha. o qual defendia que a pena aplicada na condenação de criminosos tinha como o objetivo de prevenção de novos crimes, e não a expiação destes.
A tese de láurea de Ferri denominada La Teorica dell'Imputabilità e la Negazione del Libero Arbitrio (A teoria da Imputabilidade e a Negação do Livre-Arbítrio) já esboçava as linhas principais que orientariam seu pensamento posterior, começando com a negação do livre-arbítrio12 . A escola clássica de criminologia considerava que o ser humano tinha livre arbítrio, portanto que havia responsabilidade moral do indivíduo que escolhia conscientemente cometer - ou não - um delito. Ferri sustentou o contrário: o crime seria consequência de fenômenos antropológicos, físicos e culturais fora do controle do indivíduo, portanto o livre-arbítrio não poderia ser a base da imputabilidade penal, ou seja, da decisão de que a pessoa deveria ou não receber uma sanção legal, uma pena. Rejeitou assim o conceito de responsabilidade moral da escola clássica e criou o conceito de responsabilidade social9 13 .
Foi na Universidade de Paris-Sorbonne que Ferri teve contato com as mais novas doutrinas sobre o fundamentos teóricos da pena aplicada nos crimes, assim como com a utilização de métodos estatísticos na pesquisa sociológica.
Ferri foi aluno de Cesare Lombroso, fundador da criminologia antropológica, que se dedicou a pesquisar os fatores fisiológicos que caracterizavam um criminoso ainda antes deste cometer crimes2 . Ferri e Lombroso formaram uma parceria que nunca esmoreceu, embora Ferri tenha muitas vezes criticado as ideias de Lombroso. Ferri admirava especialmente a tentativa de Lombroso em fundamentar cientificamente um novo conceito de responsabilidade social do crime1 . Contudo, seguindo seu próprio caminho, Ferri não se interessou pelos fatores fisiológicos e concentrou-se no estudo que as influências sociais e econômicas tinham sobre os criminosos e sobre os índices de criminalidade. Ferri propunha o estudo científico, positivista, dos aspectos psicológicos e sociais dos criminosos em oposição ao positivismo biológico de Lombroso2 .
Foi na revista Archivio di Psichiatria, Scienze Penali ed Antropologia Criminale, criada e publicada por Lombroso, onde Ferri publicou os primeiros artigos que aprofundaram a sua negação do livre arbítrio, pedra fundamental da escola clássica de criminologia. As suas conclusões foram que o objetivo do direito penal deveria ser a prevenção dos delitos através de substitutos penais ou reformas de caráter social14 . O seu conceito de prevenção criminal foi influenciado pela leitura da obra do jurista e filósofo italiano Gian Domenico Romagnosi; a partir do qual proporá um "reformismo moderado e pragmático visando uma evolução sem saltos, traço característico do cânone eclético15 .
Difusão da Nova Escola Positiva
Enrico Ferri c. 1902
Ferri pretendeu fundar uma nova linha de pensamento dentro da tradição jurídica italiana considerando que chegara ao fim o "glorioso ciclo científico" da escola clássica. A nova linha de pensamento teórico deveria ser o estudo do delito como ente jurídico abstrato16 . Ferri propôs que esta nova escola deveria aplicar o método experimental no estudo dos delitos e das penas. O crime deveria ser estudado como um fenômeno natural e uma ação concreta. Isto levava a privilegiar a prática do direito e a formação de juízes, os quais devendo julgar um homem tinham pouco apoio nos conceitos então utilizados "sobre a qualidade jurídica da infração"17 .
Ferri apoiou a iniciativa de Giulio Fioretti de criar a revista La Scuola Positiva della Giurisprudenza Pernale para fins de propaganda do método positivista1 18 . Por algum tempo parou de publicar nesta revista a fim de revisar a terceira edição de sua obra seminal I nuovi orizzonti del diritto e della procedura penale, que tinha sido publicada em 1881, e que foi publicada após 1892 com o nome de Sociologia Criminale tornando-se um dos grandes clássicos da Criminologia e do Direito Penal1 .
A partir de 1895 tornou-se o único responsável pela edicção da revista La Scuola Positiva della Giurisprudenza Pernale, que foi utilizada para propaganda da utilização de métodos experimentais em matérias de direito penal1 .
Após a promulgação do Código Penal Zanardelli (código penal italiano de 1899), Ferri concentrou-se em divulgar os princípios positivistas entre os operadores do direito que podiam fazer a aplicação da teoria na prática1 . Além disso, subordinava as estratégias de sua vida política à propaganda do método positivista com o objetivo de realizar reformas que correspondessem a sua ideia de justiça social1 .
Em 1912, Ferri criou a Scuola di Applicazione Giuridico-criminale na Universidade de Roma “La Sapienza”, a fim de concretizar a ideia original dos positivistas da necessária "contaminação sócio-antropológica", bem como da necessidade de realizar reformas judiciais e prisionais19 .
A nova Escola Positivista deixou marcas importantes no Direito Penal. Primeiro, passou-se a considerar que o método experimental poderia ser aplicado no Direito causando o surgimento de uma nova ciência: a criminologia. Em segundo lugar passou a haver uma melhor individualização das penas e houve a criação de institutos jurídicos penais novos como as medidas de segurança, suspensão condicional da pena e o livramento condicional.
Princípios Básicos da Sociologia Criminal
O ponto inicial do pensamento de Ferri é a negação do livre-arbítrio. Segundo ele, o homem não é livre, as suas liberdades são restritas ao marco jurídico estabelecido pelo Estado. O sistema legal, segundo Ferri, poderia ser comparado a um conjunto de poliedros, cada um sendo um dos indivíduos que compõem o Estado, ou até a Humanidade. Assim como as células de favos de mel, que as abelhas constroem na forma de cilindros tornam-se prismas de base hexagonal devido à pressão mútua entre si, do mesmo modo os indivíduos que nascem livres podem ser comparados a esferas que se tornam poliedros devido às restrições recíprocas e necessárias para a vida comum na sociedade civil. O conceito de direito é uma liberdade “física” limitada, baseado, não no livre-arbítrio, mas na necessidade de relações externas individuais e sociais20 .
A sociologia criminal de Enrico Ferri não se concentra no estudo do do crime em si. O mais importante é estudar a relação que existe entre o autor do delito e a sociedade. A criminología é proposta como uma ciência positiva de observação e modificação da realidade. O crime, o infrator e a punição são reunidos no estudo e na prática9 .
O método indutivo experimental e a estatística foram os principais instrumentos propostos por Ferri para o estudo de criminologia. Deste modo, as suas teorias baseiam-se em fatos apreendidos da realidade concreta9 .
O crime ocorre como resultado de fatores sociais que determinam que os indivíduos ultrapassem os limites legalmente estabelecidos. Deste modo, Ferri coloca o crime como responsabilidade social, e não como a responsabilidade moral decorrente do livre arbítrio. Os infratores são infratores porque recebem da sociedade um conjunto de modos de agir que determina suas ações futuras ou porque, seguindo Lombroso, possuem uma anormalidade congênita. Portanto, o criminoso é resultado de uma anormalidade congênita ou adquirida por fatores sociais9 .
A classificação dos criminosos de Ferri9 é a seguinte:
•Criminosos natos: aqueles que apresentam os estigmas de degeneração descoberto por Lombroso têm a moral atrofiada. A expressão "criminoso nato" certamente foi de autoria de Ferri e não de Lombroso;
•Criminosos loucos: aqueles alienados nos manicômios ou prestes a irem para lá, também os semiloucos ou fronteiriços;
•Criminosos ocasionais: aqueles que eventualmente cometem crimes, pois "o delito procura o indivíduo".
•Criminosos habituais: aqueles reincidentes na ação criminosa a ponto de considerá-lo sua profissão. São a grande maioria dos criminosos. Na verdade, há uma degeneração do criminoso ocasional em habitual.
•Criminosos passionais: aqueles que agem pelo ímpeto. Em geral cometem um crime na crime na mocidade. São próximoa do loucos pois dão dominados por tempestades psíquicas.
A Teoria dos Motivos proposta por Ferri considera que existem fatores que serão determinantes do delito9 21 . Estes fatores criminógenos podem ser agrupados em:
•Fatores Antropológicos
oConstituição Orgânica do Crime: Refere-se a características somáticas dos indivíduos: crânio, vísceras, cérebro.
oConstituição Psíquica: Inteligencia, sentimento, senso moral.
oCaracterísticas Pessoais: Raça, idade, sexo, estado civil.
•Fatores Sociais: Densidade de população, opinião pública, Moral, religião.
•Fatores Físicos : Clima, solo, estações, temperatura.
A partir daí, Ferri elabora a sua Lei da Saturação: em um meio socialmente determinado com condições individuais e psíquicas dadas, comete-se um determinado número de delitos9 .
Outra consequência importante é a Teoria da Periculosidade: em uma determinada situação individual e por diferentes circunstâncias sociais, uma pessoa terá maior ou menor tendência a cometer crimes. A periculosidade não depende do ato criminoso cometido pelo sujeito, mas da sua qualidade de ser mais ou menos antissocial9 . A função da pena aplicada não seria mais, com queria a escola clássica, a expiação do crime, mas a Defesa Social através da prevenção de crimes.
Apesar de tudo, Ferri critica as instituições penais como incapazes de ressocializar os criminosos depois destes cumprirem as penas. Para ele, a ressocialização de alguém acostumado ao ar da prisão é impossível ou difícil, pois os indivíduos saem das prisões ainda mais ressentidos e cometem crimes maiores como vingança contra a sociedade. O mais importante é que crime deve ser combatido antes que aconteça, pois a prevenção geral é mais eficaz do que repressão. Com este objetivo o Estado deve aplicar Substitutivos Penais, medidas de carácter econômico, político, administrativo, educativo, familiar que atuem nas causas originadoras dos delitos diminuindo a sua incidência9 .
Entretanto os Substitutivos Penais não serão suficientes para conter os criminosos natos, loucos e passionais. A razão de punir é a defesa social, portanto para estes tipos de criminosos são necessárias Medidas de Segurança, formas de contê-los enquanto manifestem seu carácter perigoso para a sociedade9 . Se por um lado as Medidas de Segurança aumentavam as penas dos criminosos perigosos além do que a escola clássica considerava necessário para expiação da culpa, por outro lado a avaliação da periculosidade permitiu que condenados considerados pouco perigosos fossem libertados antes do término da pena por meio de mecanismos como, por exemplo, livramento condicional.
A Reforma do Código Zanardelli
A oportunidade de demonstrar a aplicação prática do positivismo jurídico no Direito Penal ocorreu em 1919, quando, o Ministro da Justiça Ludovico Mortara nomeou Ferri presidente da Comissão para a Reforma do Código Zanardelli3 , o código penal italiano em vigor desde 1890.
O Comitê para a Reforma do Código Zanardelli teve polêmicas raivosas que reproduziam os debates então existentes no ambiente acadêmico entre as diversas escolas de Direito Penal. O clima de combate também era parte do estilo de discussão da época. O enfrentamento principal ocorreu entre os defensores da escola clássica de criminologia com os que, como Ferri, propunham uma nova ciência do direito penal22 23 . Entretanto não se deve simplificar porque o quadro foi mais complexo do que a mera justaposição destas duas diferentes linhas de pensamento24 .
O resultado do trabalho foi o Progetto Preliminare di Codice Penale Italiano per i Delitti, publicado em Milão, 1921. Este projeto foi acompanhado de um relatório, ditado pelo próprio Ferri, que tratava da parte geral do código na qual os postulados da escola positiva foram todos vigorosamente afirmados. Nele foi afastado o critério da imputabilidade com a abolição da distinção entre imputáveis e não imputáveis, e a infração seria avaliada principalmente em função da periculosidade de seu autor. A substituição do conceito de pena como castigo moral pelo conceito da pena como prevenção individual do crime representava um endurecimento das medidas coercivas previstas no Código Zanardelli. A adequação da pena à periculosidade do infrator tendia em muitos casos à duração indefinida de detenção, pois não cessando o risco de recorrência, não havia um limite para a expiação do crime. Ainda de acordo com o princípio da periculosidade do sujeito, Ferri propunha a necessidade de igualar alguns crimes abolindo a distinção - que o código Zanardelli tinha introduzido - entre crimes consumados e crimes tentados. Os novos critérios de concurso de agentes na execução de crimes previam igual responsabilidade para todos partícipes e uma nova disciplina das circunstâncias avaliada de acordo com a periculosidade do agente3 .
Entretanto, segundo pelo menos um autor, a nova orientação positivista da qual Ferri era defensor mostrou "capacidade de interpretar os tempos [...] pela visão integrada das ciências criminais" e como a "atualização histórica da penalística civil italiana e europeia"25 26 .
As soluções do projeto resguardavam os fundamentos essenciais da ordem jurídica liberal-burguesa legal: a dimensão individualista, a centralidade da legislador, a exclusividade da fonte da legislativa, o papel da ciência jurídica e do juiz-intérprete da lei. Apesar disto, Ferri afirmava querer finalizar sua "vida científica demonstrando a aplicação jurídica de uma doutrina original e genuinamente italiana"27 .
Ferri também participou dos trabalhos da comissão nomeada pelo Ministro da Justiça Alfredo Rocco para examinar o projeto do Código Penal. Os postulados da escola positiva foram menos centrais nesta revisão de projeto do que na tentativa anterior de codificação. Houve uma influência considerável de Ferri na introdução do novo Título VIII do Livro I, Delle Misure Amministrative di Sicurezza. O princípio do valor sintomático do crime e da periculosidade do agente do crime foi aplicado na nova disciplina da tentativa, da responsabilidade subjetiva, do concurso de agentes e da existência de imputabilidade até no estado de embriaguez3 .
Mais do que os outros institutos previstos no projeto de código, a matéria das medidas de segurança foi utilizada para conciliar os princípios do positivismo jurídico e as acentuadas exigências repressivas do regime totalitário, especialmente por prever a indeterminação da duração máxima da pena. Os codificadores de 1930 conciliaram os conceitos de pena da escola clássica e da escola positivista: uma medida privativa de liberdade poderia ser aplicada após a execução da pena nos infratores habituais, profissionais ou por tendência, o que representava a união entre o conceito clássico da punição como expiação e o postulado positivista da pena como defesa e prevenção3 .
Os projetos de código penal italianos foram traduzidos em várias línguas e influenciaram a doutrina jurídica e a legislação em diversos países na Europa e na América Latina1 . A obra de Ferri em geral foi fundamental na elaboração do código penal de 1921 da Argentina[carece de fontes].
O Problema do Jurista-intérprete
Ferri não confiava no sistema de sanções fixas definidas por um juiz autômato e propunha uma série de medidas penais variáveis a serem aplicadas por juízes especializados em disciplinas criminológicas1 . Quando se dá ao juiz o ônus de avaliar a gravidade da infração em relação à personalidade do agressor para determinar a quantidade da pena a ser aplicada, misturam-se princípios que diferem do postulado central da escola positiva que é a gravidade objetiva do ato criminoso3 .
Considerando o perigo da discricionariedade dos juízes, Ferri concluiu que não era admissível que estes interpretassem a lei sem limites, pois as "regras de procedimento são a garantia suprema dos direitos do homem e do cidadão que [...], seja como um criminoso seja como um condenado, ainda conserva para sempre os intangíveis e fundamentais direitos da pessoa humana". Para Ferri, o juiz não pode exceder os limites da lei, mas dentro dos limites legais não será "possível impedir o juiz de ter uma determinada quantidade de poderes, porque senão ele seria reduzido a um contador mecânico da dosimetria da pena"27 .
Ferri ansiava por juízes capazes de avaliar social e legalmente a periculosidade do agente do crime, mas, para serem contidos os riscos de discricionariedade, os juízes deveriam se "comprometer com as irrevogáveis garantias de direitos individuais conquistados pela escola clássica de criminologia". Portanto, considerava muito importante a formação dos juristas, e foi com este objetivo que criou a Scuola d'Applicazione Giuridico-Criminale (Escola de Aplicação Jurídico-Criminal) e, em 1913, a sua revista La scuola positiva - organo della scuola d'applicazione giuridico-criminale na Universidade de Roma “La Sapienza”1 .
Trajetória e Pensamento Político
Como político, Ferri caracterizou-se por "reversões surpreendentes de posição, até cair no elogio do fascismo"28 .
Início da Vida Política
Cartaz do Partido Socialista Italiano em 1897
A fama nacional que adquiriu com a defesa dos líderes da revolta de camponeses La Boje foi decisiva para a entrada de Ferri na vida política ativa3 . No início de 1885, os trabalhadores camponeses das províncias de Rovigo, Pádua, Mântua, Cremona e Treviso se rebelaram contra os baixos salários. Em março de 1885, depois de meses de luta, o exército italiano conseguiu controlar a rebelião. Foram presas 160 pessoas, das quais 22, consideradas como líderes, foram levadas a julgamento sob a acusação de incitar uma guerra civil29 . O julgamento muito divulgado na imprensa ocorreu em Veneza de 19 de fevereiro até 27 de março de 18863 . Contra todas as expectativas de condenação, os defensores, entre os quais Ettore Sacchi e Enrico Ferri, conseguiram a absolvição29 . A sua magnífica defesa dos líderes camponeses fez com que Ferri passasse a ter a reputação de "socialista” e grande prestígio entre as associações políticas democráticas. Sua fama tornou-se nacional e os movimentos sindicais do norte da Itália colocavam seu nome, entre outros, na canção em dialeto vêneto "L'Italia l'è Malada".
L'Italia l'è malada (A Itália está doente)
E Ferri l'è il dutur (E Ferri é o doutor)
Per far guarì l'Italia (Para curar a Itália)
Tajem la testa ai sciur29 (Cortem a cabeça dos senhores)
Partido Radical
Devido ao seu grande prestígio, Ferri foi convidado - e aceitou – ser candidato a deputado do parlamento italiano concorrendo pela Sociedade Democrática Radical de Mântua com o apoio de um amplo espectro político. Entretanto, neste momento, sua adesão ao socialismo deve ser considerada muito frágil3 . Em seu discurso de nomeação de candidatura, Ferri apoiou o ideal de "harmonia entre todas as classes sociais", a fim de realizar a "verdadeira democracia, que é a fraternidade entre os homens"30 . Em seu primeiro discurso de campanha definiu-se como "sociólogo evolucionista", um "sociólogo, porque não só como cientista, mas acima de tudo como homem político estudo a sociedade, organismo natural que tem as suas próprias leis do desenvolvimento natural ... Evolucionista porque acredito que a lei da evolução natural domina as coisas na ordem científica assim como na ordem política"31 . Rejeitando o princípio socialista da luta de classes, Ferri dizia perseguir "o ideal de harmonia entre todas as classes da sociedade"31 . Os conceitos expressos neste discurso político estão presentes na sua obra Socialismo e Criminalità na qual procura demonstrar que há uma estreita ligação entre a esfera científica e a política3 .
Após a defesa dos líderes camponeses da revolta La Boje, Ferri "apontava o caminho da cooperação como uma evolução natural dos movimentos de resistência"32 . Em várias ocasiões apoiou e promoveu iniciativas da sociedade civil, especialmente na forma cooperação, para pacificação social, porque, dizia, "os trabalhadores são como as abelhas; pacíficas e fecundas de bem quando têm de trabalhar, inquieto e talvez até perigosas quando condenados a ociosidade forçada"33 . Ferri utilizava frequentemente metáforas de abelhas e colmeia para descrever os diferentes sujeitos de direito34 . Em 1891, fez parte da Subcomissão para a Cooperação presidida pelo Secretário do Tesouro Luigi Luzzatti1 .
Ferri conseguiu fazer com que os socialistas acreditassem que seu pensamento político não era incompatível com a ideologia socialista, apesar de que, segundo pelo menos um autor, deva ser considerado um político legalista democrata timidamente reformador e progressista"35 .
No Parlamento, Ferrri quis se juntar ao grupo de deputados radicais não hostis à propriedade privada e à monarquia - que ele sempre considerou como um um mal menor. Ressaltava a importância das questões sociais, mas pedia que as reformas que melhorassem as condições do povo fossem feitas em pequenas doses3 . Não encontrou um partido que realmente fosse compatível com suas crenças. Sonhava com um novo partido radical em que pudesse pôr em prática seu pensamento positivista. Sem submeter-se aos líderes de esquerda moderada, manteve-se isolado em uma posição equidistante dos extremos. O político que se autodefinia como "radical com reservas" mostrava uma "propensão às reviravoltas políticas que serão repetidas no curso de sua longa carreira política"36 .
Por outro lado, no Congresso Democrático que resultou no Pacto de Roma de 13 de maio de 1890, Ferri empenhou-se e conseguiu que o programa do Partido Radical enfatizasse o lado social. Ao mesmo tempo contribuía para a organização do movimento de camponeses e o cooperativismo em Mântua3 .
Socialismo Reformista
Cartão de filiação ao Partido Socialista Italiano em 1905
Cartão de filiação ao Partido Socialista Italiano em 1906
Em 1892, as organizações de operários de Mântua foram chamadas para aderir a um novo partido denominado Partido dos Trabalhadores Italianos (Partito dei Lavoratori Italiani, a partir de 1893 chamado Partito Socialista Italiano: PSI). Ferri posicionou-se contra a adesão por não concordar com o método da luta de classes, o que não impediu que associações de operários de Mântua aderissem ao novo partido socialista. Somente alguns meses depois Ferri anunciou sua adesão ao novo partido e a aceitação do coletivismo e da luta de classes, ressaltando, entretanto, a preferência pela "abordagem gradual" e a formação de alianças eleitorais com outras forças democráticas3 . Definiu-se então como um crente do evolucionismo de Darwin e um discípulo de Karl Marx, mas somente então começou a estudar as teorias marxistas. Entretanto propunha uma evolução que beneficiasse as gerações futuras em vez da solução rápida da questão social dos tempos em que vivia37 .
Devido a sua adesão ao socialismo, perdeu em 1894 a cátedra de professor da Universidade de Bolonha. Além de sua "adesão" ao socialismo, Ferri era considerado uma ameaça devido a sua "mensagem antiformalistica, antilegalistica e antiindividualistica"37 .
A sua escolha política foi fundamentada no ensaio Socialismo e Scienza Positiva no qual concluiu que o socialismo marxista era a conclusão prática na vida social da revolução científica moderna ooriginada com a aplicação do método experimental em todos os ramos do conhecimento humano, e das obras de Charles Darwin e Herbert Spencer38 . Ferri comparou o darwinismo e o socialismo e contestou os trabalhos de Ernst Haeckel que ressaltaram as diferenças básicas entre estas duas escolas de pensamento. Ao contrário de Ernst Haeckel, Ferri argumentava que o darwinismo com seus princípios científicos dava base ao socialismo38 . Ferri via religião e ciência como sendo inversamente proporcionais de modo que quando a força de um deles aumentava, a do outro caía. Ferri disse que o darwinismo deu um golpe na concepção de origem do Universo pregada pela Igreja, portanto o socialismo seria uma extensão do darwinismo e da teoria da evolução. Escreveu então que tudo na História marchava em direção ao socialismo, enquanto os indivíduos eram incapazes de deter ou retardar a sucessão de fases de evolução moral, política e social38 . Esta mistura de biologia darwiniana, da sociologia de Spencer e marxismo fez com que todos pensadores marxistas contemporâneos se recusassem a reconhecer Enrico Ferri como um deles39 .
Na verdade, Ferri recusava o instrumento da luta de classes, esperando uma evolução que não forçasse as estruturas políticas e sociais e o progresso gradual da humanidade40 . Além disso, subordinava as estratégias políticas à propaganda do método positivista a fim de realizar as reformas que correspondessem a sua ideia de justiça social1 .
No entanto Ferri foi capaz de se estabelecer rapidamente como um dos membros mais influentes do Partido Socialista Italiano. As razões para a sua popularidade foram o seu grande prestígio de pesquisador jurídico e advogado, a sua habilidade de falar em público e, sua beleza física e timbre de voz41 . Também deve ser lembrada a sua influência sobre muitos jovens estudantes das ciências jurídicas e antropológicas seguidores do positivismo, que proporcionaram novos recrutas qualificados para o socialismo italiano3 .
Com o aumento de seu prestígio dentro do Partido Socialista Italiano, Ferri passou de defensor do reformismo gradual para sustentador do grupo partidário denominado de intransigentes, que recusavam a aliança com partidos moderados. Quando uma onda de repressão assolou o socialismo italiano no final do século XIX, Ferri se destacará como um combativo protagonista de batalhas políticas, Em 1898, prenderam Leonida Bissolati, então diretor do jornal socialista Avanti! e Ferri assumiu temporariamente o seu cargo assegurando a regularidade da publicação em um momento particularmente difícil3 .
Em 1899, o governo do general Luigi Pelloux (Presidente do Conselho de Ministros do Reino da Itália de 1898-1900) apresentou ao Parlamento propostas de leis com medidas restritivas de "liberdades civis", o que causou a atuação conjunta dos deputados socialistas visando a obstrução de sua votação. A capacidade de oratória de Ferri ficou famosa. Seus discursos duravam de três a cinco horas sem deixar de tratar temas relevantes para a debate parlamentar. O governo teve que dissolver o Parlamento e convocar novas eleições3 . Ferri declarou-se aliviado por constatar que os excessos das leis e os tribunais de exceção, sob o pretexto de Defesa Social, tinham ocorrido sem a cumplicidade ou a influência das doutrinas positivistas42 .
Ferri possuía neste momento tanto prestígio eleitoral que o Partido Socialista Italiano teve a ideia de nomeá-lo candidato pelo seu distrito tradicional, Gonzaga em Mântua (onde tinha sido reeleito em 1895 e em 1897), mas também por distritos eleitorais em Ravena e Roma3 . Ferri acabou por ser eleito tanto por Gonzaga como por Ravenna, tendo ainda obtido muito mais votos do que o esperado em Roma3 .
Socialismo Revolucionário
Manifesto do Partido Socialista Italiano em 1902
Panfleto contra Ferri
Ferri passou a ser um dos líderes da facção dos "intransigentes", embora esta posição estivesse enfraquecida devido ao fato da vitória eleitoral do Partido Socialista Italiano ter sido alcançada por meio de alianças com partidos moderados. Em setembro de 1901, a facção intransigente conquistou a maioria na importante seção de Milão e obteve o controle do periódico semanal Azione Socialista. Em fevereiro de 1902, os intransigentes criaram em Roma o periódico quinzenal Il Socialismo que passou a ser dirigido por Ferri3 , e, em seguida, a revista socialista Avanguardia. Estes periódicos entraram em duras polêmicas contra a facções socialistas moderadas, enquanto Ferri, contrariando suas posições anteriores, batalhava dentro do seu grupo parlamentar contra as posições reformistas3 .
O Partido Socialista italiano dividiu-se em duas correntes, reformistas e revolucionários, cujo maior confronto ocorreu pela posse da linha editorial do jornal Avanti!, órgão oficial do partido. O socialista reformista [🇮🇹Leonida Bissolati|Leonida Bissolati]] renunciou ao cargo de diretor e em 1 de Abril 1903, Ferri foi nomeado em seu lugar. Reformou o diário oficial do partido socialista transformando-o em um folhetim combativo com temas contra a burguesia e a Igreja Católica e alguma tendência à demagogia. Algumas campanhas de grande repercussão conferiram ao Avanti! uma grande reputação e aumentaram a sua circulação. Este sucesso favoreceu a Ferri, que passou a ser considerado o maior expoente da corrente revolucionária, se não de todo partido, enquanto as posições reformistas gradualmente perdiam terreno3 .
Ferri pretendia uma divisão de trabalho entre as duas tendências internas do partido, atribuindo aos intransigentes revolucionários a missão de educar o proletariado politicamente e aos reformistas a tarefa de obter melhores condições para os trabalhadores3 .
A popularidade de Ferri e a eficácia dos seus métodos de luta política, no entanto, não se baseavam em fundamentos teóricos sólidos, nem deixavam vislumbrar uma estratégia coerente3 . O "esquerdismo ferriano" viria a ser "desprovido de conteúdo alternativo e incapaz de sua própria transformação"43 . O julgamento dos historiadores parece concordar sobre este ponto3 .
Blog Enrico Picciotto
Retorno ao Socialismo Reformista
Símbolo do Partido Socialista Italiano em 1919
A aliança de Ferri com os revolucionários entrou logo em crise e dissolveu-se no decorrer de 1905. Ele então revelou sua tendência reformista e imprudência tática, convencendo o grupo parlamentar socialista a apoiar o governo com o propósito de julgá-lo a prova dos fatos44 .
Em 1906 Ferri criou a corrente chamada integralista, que se propunha a ser a síntese de todas as tendências dentro do Partido Socialista Italiano. Conseguiu prevalecer com o apoio dos reformistas, enquanto que os revolucionários foram para a oposição3 . Esta aliança com os reformistas não perdurou, e seu espaço tinha-se tornado restrito pois as muitas mudanças tinham afetado o seu prestígio. Em janeiro de 1908, renunciou ao cargo de diretor do Avanti! e embarcou para uma viagem para a América Latina, onde tinha sido convidado para dar uma série de palestras sobre criminologia e Direito. Quando voltou à Itália a sua influência no partido era pequena3 .
Em fevereiro de 1911, Ferri juntou-se à Democrazia Rurale, uma associação fundada em 1910 em Mântua com objetivo de compreender as necessidades da classe média agrícola, afastar a luta de classes e promover a cooperação entre todos os elementos da produção45 .
Por ter votado pelo consentimento da Guerra da Líbia com argumentos nacionalistas, Ferri foi reprovado pelo Partido Socialista Italiano. Apresentou sua renúncia ao cargo de deputado e à filiação partidária em 1912, mas conseguiu se reeleger pelo distrito eleitoral de Gonzaga como "socialista independente" obtendo 4.577 dos 4.883 votos colocados na urna. Obteve o apoio dos proprietários de terras e até mesmo de católicos, enquanto os socialistas optaram por se abster. Apoiou a formação do Partido Socialista Reformista Italiano, mas não quis fazer parte deste. Foi de novo reeleito na eleição seguinte, mas sem a esmagadora maioria da eleição anterior.
Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial Ferri demostrava desinteresse na política ativa e seu prestígio em Mântua estava muito desgastado46 . Tomou uma posição não muito clara quanto à guerra: de um lado se dizia neutralista e por outro manifestava simpatia por França, Inglaterra e Bélgica e admiração pelos jovens que, como o seu filho, partiam como voluntários3 .
Após a guerra, Ferri deixou de ser um protagonista importante da vida política italiana e não foi candidato nas eleições de 1919. Com o início da violência fascista, refez a sua interpretação dos fenômenos sociais e políticos de acordo com os padrões da teoria da evolução3 . Escreveu então que era "utópico crer em acabar com o movimento socialista" aplicando "golpes de porretes ou tiros de revólver", mas que o proletariado teria que esperar o rumo dos acontecimentos com "a coragem da paciência" e que "o mundo caminhava inexoravelmente do individualismo ao socialismo", independentemente de "tudo o que façam seus adversários"47 .
Cartões de filiação ao Partido Socialista Unitario
Blog Enrico Picciotto
Apoio ao Fascismo
Em maio de 1921, voltou ao Parlamento reeleito pelo seu distrito eleitoral de Mântua. Neste mesmo ano, em um discurso na Câmara de Deputados, esboçou uma interpretação inicial do fascismo como um fenômeno de defesa da classe dominante contra a rebelião das massas trabalhadoras. Em 1922 filiou-se ao Partido Socialista Unitário. Em fevereiro de 1923, tentou convencer os deputados a assumir uma posição de colaboração aberta com Benito Mussolini. Depois manifestou o seu consentimento ao fascismo, sem formalmente aderir à sua ideologia3 .
No final de sua vida, Ferri tornou-se um dos maiores apoiadores de Benito Mussolini e passou a considerar o fascismo como uma expressão dos ideais socialistas. Escreveu uma obra elogiosa de Benito Mussolini e do governo fascista na qual disse que o fascismo era "a afirmação do Estado contra o individualismo liberal"48 .
Utilizando os modelos conceituais da ciência positiva, Ferri considerou o fascismo como expressão de um grande projeto de renovação política e desenvolvimento econômico, até mesmo como uma forma subsidiária do socialismo. O fascismo, segundo Ferri, era "principalmente a afirmação da supremacia do Estado diante do individualismo liberal e até mesmo libertário" e representava "uma solução completa e sistemática" do conflito de classes48 . Ferri mostrou essencialmente "uma espécie de aceitação acrítica do fascismo que amadurecia a partir da verificação da incapacidade evidente dos partidos políticos tradicionais gerenciarem o estado de forma disciplinada e produtiva"35 .
Em março de 1927, Ferri deu uma palestra sobre Mussolini em que disse ter tido "a satisfação de examinar antropologicamente" o líder, percebendo nele os detalhes fisiológicos indicados por Lombroso como manifestação do pensamento, da ação política, de um "novo homem", de um líder carismático que guiaria as aspirações do povo49 . Ferri, apesar de não se declarar fascista, acreditava que Mussolini teria a capacidade de implementar as reformas positivistas e combater o conflito de classes intenso naqueles anos com ocupações de fábricas e mortes de líderes sindicais50
Blog Enrico Picciotto
Tal espécie é considerada a mais agressiva das abelhas manejadas em apiários. De origem africana, foi trazida para pesquisas por Warwick Kerr, em 1956, então porfessor do departamento de Biologia da UNESP Rio Claro de onde se espalhou rapidamente pelo Brasil, outros países da América Latina, e até os EUA.
Nos anos 70 houve um alarmismo com a proliferação desta abelha, porque muitos enxames que eram mansos, de abelhas européias, ficaram agressivos, pegando apicultores desprevenidos. Ficaram conhecidas como abelhas-assassinas, e protagonizaram filmes sensacionalistas de Hollywood. Até hoje o termo killer-bee é usado nos EUA. O alarmismo tem sua razão de ser justificada pela altissima agressividade apresentada pelas abelhas-africanas puras, e mesmo os seus cruzamentos hoje rotulados de africanizados também apresentam alto grau de agressividade, que reduz drasticamente as capacidades humanas nas tarefas de manejo, exige um volume de mão-de-obra muito maior, além de um conjunto de equipamentos de segurança individual especial para lidar com esta raça mais especificamente. Devemos sempre lembrar que todo apiário composto por raças de abelhas africana e/ou africanizadas deve ter suas instalações sinalizadas e afastadas de qualquer residência, passagem de transeuntes, estradas ou alojamentos de animais; a recomendação dos estudos apontam que distãncias menores que 300m já são consideradas áreas de alto risco para a vida de pessoas e animais. Esta deve ser a orientação básica de todo criador que desejar ter um apiário africano ou africanizado em sua propriedade.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Subordem: Apocrita
Superfamília: Apoidea
Família: Apidae
Género: Apis
Espécie: A. mellifera
Subespécie: A. m. scutellata
Nome trinomial
Apis mellifera scutellata
Palazzo Mattei di Giove
Palazzo Mattei di Giove è considerato tra i più belli dei cinque palazzi Mattei che formano, un unico complesso architettonico, la cosiddetta "Insula Mattei"
Posizione e storia
Facente parte della cosiddetta "Insula Mattei", è sito nel centro storico, tra via Michelangelo Caetani e via dei Funari, nel rione Sant'Angelo.
Il Palazzo fu costruito per volere di Asdrubale Mattei, marchese di Giove (Terni), che aveva sposato Costanza Gonzaga. La costruzione, su progetto di Carlo Maderno, ebbe inizio nel 1598 su un terreno su cui sorgevano case della famiglia, in seguito demolite. Tra il 1598 e il 1606 fu realizzata la parte su via dei Funari, all’angolo con via Caetani e nel 1613 venne iniziato il braccio che avrebbe unito il palazzo con quello di Alessandro Mattei, oggi Palazzo Caetani. Nel 1618 la costruzione fu portata a termine.
Nel 1938 il palazzo fu acquistato dallo Stato Italiano e oggi ospita il Centro di Studi Americani (al primo piano dell'edificio), la Discoteca di Stato, la Biblioteca di storia moderna e contemporanea.
Il palazzo a tre piani, costruito in mattoni e travertino, ha facciate di forme tardo-cinquecentesche, rifinite da un cornicione adorno degli stemmi dei Mattei (scacchiera) e dei Gonzaga (aquila) sormontato da un’altana con loggiato simile a quella del palazzo Ruspoli.
Ha due imponenti ingressi uno su via dei Funari e l’altro su via Caetani, quest’ultimo con un bel portale di grande effetto. I due cortili e lo scalone d’onore sono adorni di sculture antiche.
Le antichità, ancora oggi presenti nel palazzo, erano parte di una delle più ricche e pregevoli raccolte private di marmi antichi esistenti a Roma.
All’interno dell'edificio le sale furono decorate da numerosi artisti tra cui Francesco Albani (Storie bibliche), Antonio Pomarancio, Cristoforo Greppi, Giovanni Lanfranco, Pietro da Cortona autore della splendida galleria affrescata con soggetti mitologici.
Costruzione: 1598 / 1618
Periodo: Barocco
Indirizzo: Via Michelangelo Caetani, 32
Roma, Rione S. Angelo
Considerado como el padre de la literatura en lengua croata, y una de las más destacadas figuras del Renacimiento de la actual Croacia.
En Plaza de las Frutas o Plaza Hermanos Radić. Ciudad antigua de Split.
Split, Croacia
Considerato un Tempio dai primi viaggiatori del settecento, l'edificio romano è oggi interpretato come Frigidarium (sala per bagni freddi) o natatio (piscina coperta). La sua enorme copertura a cupola semicircolare (21.55 m di diametro) è datata tra la fine del I sec. a.C. e il I d.C. quindi anteriore anche al più famoso Pantheon di Roma. Parco archeologico di Baia, Italy
E' considerato "il miglior clown del mondo". Il suo SLAVA'S SNOWSHOW è definito come "un classico del teatro del XX secolo" (The Times, Londra). La fama è arrivata inaspettatamente presto per Slava Polunin e da quel momento non lo ha più abbandonato. La sua eccentrica pantomima, che lui amorevolmente definiva con ironia "idiozia espressiva" ("Expressive Idiotism") gli è valsa una grande popolarità.
Dopo solo un anno, nasce Asisyai, il clown più famoso di Polunin: una figura commovente e ironica vestito di una tuta gialla da lavoro e con un paio di pantofole rosse soffici. Questo personaggio meditabondo, gentile e poetico è nato prendendo spunto dalla tristezza poetica dei clown di Leonid Engibarov, dalla raffinata filosofia della pantomima di Marcel Marceau, dall'umanità e dalla comica amarezza dei grandi film di Chaplin. Slava li considera come i suoi maestri.