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19 stycznia 2024 r., w siedzibie MON w Warszawie, odbyła się konferencja prasowa Władysława Kosiniaka-Kamysza, wicepremiera - ministra obrony narodowej oraz sekretarza stanu w MON, Cezarego Tomczyka, w sprawie kolejnych działań dotyczących byłej Podkomisji MON ds. ponownego zbadania wypadku lotniczego samolotu Tu-154 - katastrofy, która miała miejsce pod Smoleńskiem 10 kwietnia 2010 r. Fot. Maciej Nędzyński/CO MON
A poluição sonora é, mesmo que não nos apercebamos, muito pior que a visual.
Podemos fechar os olhos, desviar o olhar um pouco ou muito, mas não podemos deixar de ouvir, venha de onde vier.
A menos que, claro, tapemos os ouvidos com as mãos, o que implica pararmos o que estivermos a fazer.
É exactamente por isso que me incomodam as transmissões de jogos de bola em locais públicos, como cafés e restaurantes. Pelo menos na sua maioria.
Sendo verdade que não gosto de bola, posso sempre sentar-me ou encostar-me de tal forma que as imagens não me firam o olhar.
Já o mesmo não posso dizer se o som estiver ligado. E, as mais das vezes, em estando ligado está bastante alto. Não posso não ouvir aquilo e aquilo incomoda-me.
Por isso mesmo, em havendo jogo importante de futebol e se eu tiver que frequentar um desses locais, procuro um que não o esteja a transmitir. Não é fácil, como bem sei por experiência própria, mas acabo por encontrar.
Mas, e tal como o futebol, algo há que me incomoda do mesmo modo. Muito menos frequente hoje que em tempos, felizmente. As telenovelas.
As histórias relatadas são “da treta”, a qualidade de imagem, sendo básica, é tão igual a si mesma que chateia, a representação é tão linear que parece estarmos a assistir a uma corrida de caracóis e, acima de tudo, entendo a novela televisiva como um triste substituto de vidas frustradas, servindo de panaceia às questões materiais, familiares ou laborais.
Não dispendo um minuto a ver esse tipo de trabalho televisivo. Mas também não quero ter que o ouvir, que é tão mau ouvido como visto.
Infelizmente, há quem faça questão de ver e ouvir em locais públicos, considerando que o aparelho de TV está numa ponta e quem vê percorre toda a sala.
Se entro num local onde tal acontece, saio de imediato, procurando alternativa.
Mais complicado, no entanto, se não tenho alternativa: a cantina ou o local de trabalho, estou em casa de terceiros, alguém liga o aparelho quando já lá estou…
As mais das vezes, nestes casos, tento ser diplomata e encontrar uma solução acústica que satisfaça as partes: quem quer ouvir e quem não quer.
Em não conseguindo, piro-me tão depressa quanto posso, não deixando de exprimir o que sinto. Nem sempre com linguagem recomendável em escolas ou jardins de infância.
By me
I like the colours in this one, subdued but pretty. The tree actually looked like it was flowering from far away, but as I got closer I realised they were seed pods not flowers.
Today is our last day in Fresno.....definitely some nostalgia but mostly excitement about returning to our very own house in the woods of Western Massachusetts.....
Larger pod this time, measures around 8". Pleased with this, could be a little bird house :o)
Will make more............
Having some fun with these seed pods and my 100 mm lens.
English Garden, Assiniboine Park, Winnipeg, Manitoba on a frosty October morning.
Photography by Maren Urner www.visual-expressions.net A Party organised by Camden Greenpeace to raise funds for a new survival pod for activists on Arctic actions. We raised £1000 and had a great time!
Seen in a part-sun garden area near a pond at Sapsucker Woods in Ithaca, NY - pretty sure this is Common Lupine.
Brasília 10.11.2011 - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove I Seminário de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário.
Foto: Gláucio Dettmar
Há uns tempos fui brindado com um “POD”. Entenda-se por “Picture of the day”. Entenderam que esta seria das melhores do dia e pespegaram-me com a “estrelinha”.
Claro está que vir alguém dizer que uma fotografia nossa é boa e se destaca das demais nos enche o ego. Teria que não o ter para que tal não acontecesse.
Mas o que tem graça é não entender o porquê de tal distinção!
Bem, a fotografia não é má de todo. A idade da senhora está bem patente, com as rugas e o vestuário, a luz está como eu gosto, o jogo de cores funciona…
Mas quem quer que tenha atribuído o prémio nem desconfia o que passei e pensei para a fazer.
Trata-se de uma senhora cigana, já na casa dos setentas, que passa parte dos dias de bom tempo a ler sina de quem passa e lhe pede para tal. Na palma da mão, como manda a tradição cigana. Viúva que é, usa o cabelo cortado desde a morte do marido, cabeça coberta e roupa preta para todo o sempre, ou não seria mulher séria. Como mo disse, acrescentando serem tradições da raça.
E foi exactamente por lhe perceber o orgulho na raça que, tendo definido e aceite a luz de recorte como gosto, que andei aflito para encontrar o fundo que, de algum modo, o mostrasse. Que os ciganos, apátridas que são, como mais ou menos errância, com negócios mais ou menos honestos (definam a “honestidade” em função da cultura, por favor), estão num mundo que não é o deles, aceitando viverem num limbo entre a sua cultura e lei e as dos circundantes.
E foi com base neste conceito que dos ciganos tenho que a coloquei bem entre duas luzes, nem no claro nem no escuro, fazendo umas duas ou três imagens até ficar satisfeito com esta.
Ela mesma, que viu e levou as duas, preferiu a de corpo inteiro, mais clássica, menos intrusiva. Mas ainda sorriu ao olhar para esta outra.
Mas o que me disse que tanto uma como outra eram do seu agrado, enquanto mulher e enquanto cigana, foi a pergunta que me fez no fim:
“Já pensou em ir fotografar casamentos ciganos? Olhe que haviam de gostar e você ganhava bom dinheiro!”
Sei que intrusos na comunidade cigana não entram, menos ainda em festividades familiares. Ser convidado (ou desafiado) para tal é uma honra. Que só não aceitei porque não faço da fotografia negócio.
Não creio que quem quer que me tenha atribuído a estrelinha saiba de tudo isto. Não apenas porque não estava por lá como, suponho, não seja português e pouco esteja familiarizado com as tradições ciganas na península Ibérica. Que são diferentes do resto da Europa.
Assim, será que aquilo que senti e quis transmitir com a fotografia, passou?
Aconteceu mesmo a comunicação entre fotógrafo e público?
Será mesmo a fotografia apátrida, acultural e agnóstica?
Texto e imagem: by me
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