View allAll Photos Tagged consider
FDA considers these over-the-counter products to be unapproved drugs because their labeling makes unproven claims, such as “kills 99.9% of MRSA.” FDA has warned the companies that market these products that unproven claims violate federal law and subject them to legal action.
ore 14.16 [prima considerazione]
Non prendo caffè. Da sempre. Ci ho provato una volta sola. Ho rischiato di farmi arrivare il cuore in gola. I battiti erano aumentati spropositatamente. Non ho più ripetuto l'impresa. L'avevo fatto perchè volevo sentirmi più grande, avere il piacere di sentire il sapore del caffè nella bocca. Avevo poco più di 13 anni. Ora mi piace osservare chi lo prende. Quali reazioni e motivazioni ci sono dietro ad una tazzina di caffè. L'odore è la cosa che più mi piace, soprattutto dopo pranzo. C'è gente che lo prende di corsa, alla mattina, appena alzata, o piano, perchè senza non potrebbe iniziare bene la giornata. Altri che lo prendono al bar, allo stesso bar, ogni giorno, svogliatamente, pensando alle cose da fare o al nulla. Altri ancora che lo preparano con meticolosità, aspettando che esca la cremina prima di tutto. Ma ci sono anche quelli che ne devono prendere meno del solito, che si devono limitare. Io amo la categoria del piano perchè senza non potrebbero fare bene. Sono quelli che invidio di più.
ore 14.19 [seconda considerazione, all'aperto tra me e lui]
"Ridi eh? Che fai mi prendi in giro perchè io non lo posso bere?"
"No rido perchè mi guardi con un fare sospettoso, per caso vuoi fare una fotografia?"
"Per caso, sì. Oggi c'è un bel sole, abbiamo questa fantastica opportunità di rilassarci per qualche minuto, di godere della natura. Per caso, mi è venuta voglia di immortalare questo momento. Non tutti possono permettersi una roba del genere..."
"Ok, ma solo qualche scatto. Ho voglia di bere il caffè prima che si raffreddi"
Sorrido e corro via a prendere la macchinetta fotografica, prima che finisca l'incantesimo.
É CARNAVAL DE PERNAMBUCO
Thelma Regina Siqueira Linhares
O carnaval de Pernambuco continua sendo um dos mais festejados, animados e tradicionais do Brasil. Seu calendário, com certeza, se antecipa e se estende, muito além, do tríduo momesco. Alguns elementos já não são vivenciados, como por exemplo, o corso, o mela-mela, as batalhas de confetes e serpentinas. Outros, já sem a força que exerciam há algumas décadas, como os bailes dos clubes sociais e as fantasias luxuosas. Enquanto características novas vão sendo incorporadas e assimiladas como as fantasias simples compradas no camelô, os abadás e as camisetas que passam a compor o visual do folião de hoje. Este, sim, mantém a alegria, a irreverência e a extravagância de todas as épocas.
Várias cidades pernambucanas são consideradas pólos carnavalescos, apresentando peculiaridades nos festejos de Momo, destacando-se entre elas:
Recife – terra do frevo, do maracatu de baque-virado e dos caboclinhos;
Olinda – terra do frevo e dos bonecos gigantes;
Nazaré da Mata – terra do maracatu rural e
Bezerros – terra do papangu.
“Ei pessoal!
Vem moçada
Carnaval começa
No Galo da Madrugada!”
No sábado gordo de zé-pereira, as ruas do centro comercial do Recife são, literalmente, tomadas pelos foliões do Galo da Madrugada. Milhares de foliões. Comprovadamente, a maior agremiação carnavalesca do Planeta – conforme inclusão no Guiness Book. Esse destaque foi registrado em 1995 e vem se mantendo e batendo recordes desde então.
O Clube de Máscaras Galo da Madrugada fez seu primeiro desfile em 1978, para reviver os carnavais do passado e, ano a ano, vem crescendo e empolgando os foliões dos quatro cantos da Terra. No seu desfile oficial, os foliões resgatam as fantasias, muitas delas inspiradas nos modelos dos carnavais de outrora: palhaços, pierrots, colombinas, almas, havaianas, odaliscas e árabes. Além desses, o povo é parte integrante do bloco. Fantasiado ou não, usando camisetas alusivas ao Galo da Madrugada ou a blocos seguidores (Rabo do Galo, Galinha da Madrugada, Franga da Noite entre outros), o povão canta, dança, bebe, sua e vibra, desde à concentração, ao amanhecer, até à dispersão, quando o sol já se pôs...
Acompanhando os foliões, os carros alegóricos e os trios elétricos, com orquestras de frevo pernambucano, com muito metal e instrumentos de cordas. As freviocas. Cantores pernambucanos e convidados revezam-se nas dezenas de trios elétricos que acompanham o Galo da Madrugada, todos comprometidos com os frevos de Pernambuco.
O desfile do Galo da Madrugada começa na Rua da Concórdia, que já foi o centro do carnaval recifense do início do século passado e toma as ruas circunvizinhas dos bairros de São José e Boa Vista, em mais de quatro quilômetros de euforia. O rio Capibaribe, inclusive, faz parte do cenário momesco, onde o bloco A Galinha D’água faz seu carnaval aquático, congregando dezenas de catamarães, iates e lanchas caracterizadas.
Três figuras gigantescas não podem ser esquecidas: O Galo, que adorna a congruência da Rua do Sol com a Av. Guararapes e um casal real – o Rei e a Rainha do maracatu – que empresta majestade às águas do Rio Capibaribe. E a paisagem recifense, tão bela e tão própria, com suas pontes e rio, se veste de fantasia, colorido e animação, de um mar de gente compromissada com a alegria.
“O frevo é quente
Alegria de toda essa gente
Contente
Com muito orgulho de lá!”
O frevo é um capítulo especial no carnaval de Pernambuco. Talvez o que mais personaliza o ciclo carnavalesco no Estado.
Suas origens musicais remontam a meados do século XIX, no repertório das bandas militares. Naquele tempo, a figura do capoeira, munido de bastão e que vinha abrindo alas entre as bandas militares, tornava o frevo uma luta, uma guerra. Com feridos e até mortos. Já o termo frevo vem da corruptela frever, como o povo iletrado assim falava ferver, como significado de rebuliço, efervescência e multidão.
Frevo de rua (só instrumental). Frevo canção (com introdução orquestral). Frevo de bloco (executado por orquestras de pau e corda). Música e dança. Passista é quem dança, quem faz as coreografias do frevo. Dança individual, criativa. Com muitos passos já catalogados e ensinados, principalmente por Mestre Nascimento do Passo e pela garota Safira, representante da novíssima geração de passistas. Saca-rolha, parafuso, tesoura, corta jaca, dobradiça, ferrolho, boneco de Olinda são alguns exemplos desses passos consagrados. Mas não basta aprendê-los e copiá-los. A improvisação e criatividade estão sempre presentes num bom passista, que faz uso da sombrinha, pequena e colorida, que lhe permiti manter o equilíbrio nas manobras coreográficas da dança.
“É da coroa imperial
É maracatu
Ele é da casa real.”
As origens do maracatu nação ou de baque-virado remontam às referências de coroação dos reis de Congo e de Angola e são citadas em documentos do século XVII, em especial, nas festas religiosas católicas de N. Sra. dos Prazeres e N. Sra. do Rosário de Santo Antônio. Os reis negros, compareciam àquelas solenidades, sob um grande pálio, ladeados por sua corte. A bandeira e instrumentos de percussão eram indispensáveis em tais cerimônias. E sob severa vigilância das autoridades religiosas e policiais. Em meados de 1850, já se usava o termo maracatu ou nação para designar reuniões de negros, ainda escravos. Os cortejos se faziam presentes, também no carnaval, inclusive com a boneca – a Calunga – um dos elementos sagrados do maracatu. O chefe temporal e espiritual era o babalorixá dos terreiros de nagô.
Hoje, os mais antigos maracatus de baque-virado continuam mantendo as tradições dos antepassados africanos, destacando-se entre elas, os maracatus: Nação do Elefante (1800), Nação do Leão Coroado (1863), Nação da Estrela Brilhante (1910), Nação Porto Rico (1915) e Nação Cambinda Estrela (1953).
Outra característica do carnaval pernambucano e relativa ao maracatu é a Noite dos Tambores Silenciosos, que acontece a zero hora da segunda-feira, no Pátio do Terço, em reverência à N. Sra. do Rosário dos Pretos, protetora dos negros, desde os tempos do Brasil-colônia. Os maracatus de baque-virado, com seus reis, rainhas, princesas, príncipes, toda a corte, enfim, e os grupos de afoxés realizam os rituais, anteriormente restritos aos seus integrantes e seguidores, mas que arrastam cada vez mais participantes e curiosos.
Os caboclinhos ou cabocolinhos expressam toda a influência indígena da miscegenação brasileira. A coreografia dos seus integrantes é marcada pelo som dos estalidos das preacas (arco e flecha), acompanhados por gaitas ou flautim, caracaxás, tarol e surdo. As principais figuras são rei (cacique), rainha (cacica), perós (indiozinhos), porta-estandartes, pajé, curandeiro, caboclinhos e caboclinhas. Vestindo tangas e cocar de penas, usam muitos adereços: colares, pulseiras e braçadeiras.
“A la ursa quer dinheiro
Quem não dé é pirangueiro...”
A la ursa é, principalmente, brincadeira de criança, que aproveita para juntar um dinheirinho. Cantando o refrão e batendo em latas, a meninada percorre a vizinhança, para fazer a coleta e aproveitar a farra. Em especial, nos bairros mais populares e da periferia das principais cidades pernambucanas.
“Eu quero ver este ano
A juventude dourada
Camisa aberta no peito
Pulando sem preconceito.”
Os bailes nos clubes sociais do Recife caíram de moda na última década do século XX, embora, algumas tentativas de popularizá-los, novamente, sejam feitas. Mas sem aquele brilho e glamor que lhes eram tão peculiares. As noites de folia nos salões dos Clubes Português, Internacional, Nautico, Sport e Santa Cruz e suas matinês (para a criançada) faziam os frevos de Capiba, Nélson Ferreira, João Santiago, Jota Miquiles e Alceu Valença, entre tantos, muito mais vibrantes ao som das orquestras famosas dos maestros da terra – Duda, Zé Menezes, Guerra Peixe, Super Ohara, Banda de Pau e Corda e Quinteto Violado. Naquela época, muitos cantores da MPB eram convidados para fazer os carnavais dos clubes. Jair Rodrigues, Beth Carvalho, Zé Kete, Noite Ilustrada e Moacir Franco eram os mais requisitados.
“Ao som dos clarins de momo
O povo aclama com todo ardor
E Elefante exaltando as suas tradições
E também seu esplendor”
Enquanto Recife, nas décadas passadas, se destacava pelo carnaval de clubes sociais e desfiles oficiais, Olinda vinha fazendo, em suas ladeiras estreitas, o autêntico carnaval de rua - participativo, criativo e irreverente. Suas agremiações tradicionais, nas décadas de 60, 70 e 80, desfilavam sem passarelas oficiais e ingressos cobrados, concentrando foliões de todas as partes. Elefante (no domingo), Pitombeiras dos Quatro Cantos (na segunda-feira), Vassourinhas (na terça-feira) e o Bacalhau na Vara (na quarta-feira, organizado por um garçon - o Batata - para que esses profissionais, também, pudessem brincar o carnaval, mesmo que tardiamente... talvez, tenha sido o ponto de partida para a resistência do carnaval brasileiro que, na última década do século XX, em algumas cidades, ultrapassa o feriado de Cinzas e o início da Quaresma.)
E multiplicam-se os novos blocos e troças. A cada ano, novas agremiações são criadas. Muitas vezes, basta o som de um piston, desafinado até, para arrastar a multidão... E nomes criativos, irreverentes e, às vezes, obscenos ficam consagrados: Ceroula, Eu acho é pouco, Siri na lata, A corda, A porta, Segura a coisa, Segura o cu, etc. Alguns têm a versão infantil, com dia próprio de desfile: Ceroulinha, Eu acho é pouquinho.
Os bonecos gigantes caracterizam o carnaval de Olinda. Há mais de meio-século surgiu o Homem da Meia-Noite (1932), um dos mais antigos e populares dos gigantes carnavalescos. E muitos outros vieram: A Mulher do Meio-Dia (que no carnaval de 1990 se casou com o Homem da Meia-Noite, numa cerimônia complicada, por causa do fuso horário dos noivos...), O Menino da Tarde, A Menina da Tarde, O Turista, O Camisão, O Guarda-Noturno, Jonh Travolta, O Barbapapa, etc. Muitos deles foram criados por Sílvio Botelho, que passou a ser considerado o pai dos bonecos gigantes, dando-lhes mais leveza. Com mais de três metros de altura e vinte quilos de peso, o carregador de um boneco gigante é, literalmente, as suas pernas, obrigando-o a “olhar, comer e beber pela braguilha das enormes calças”, como já foi citado por Olimpio Bonald Neto.
Na manhã da terça-feira há o encontro dos bonecos de Olinda, no bairro de Guadalupe, ocasião em que dezenas de gigantes se encontram para delírio dos foliões.
Um outro aspecto peculiar do carnaval da Marim dos Caetés são as fantasias. Extremamente simples e criativas fazem a alegria do folião olindense – traduza-se oriundo de qualquer recanto da Terra, pois os turistas são maioria naquela cidade pernambucana durante o carnaval. Brincando lado a lado com o lorde (fantasia incorporada por um morador olindense, há anos) estão o banho no box, o ônibus, a nega maluca, padre, anjo, enfermeira, o lalau, burrinhas, etc. E muita máscara pintada no rosto.
Em cidades da zona canavieira, Carpina, Tracunhaém, Timbaúba, Timbira, Igarassu, Goiana e, especialmente, Nazaré da Mata, destacam-se os maracatus rurais ou de baque solto. Há algumas décadas foram considerados “maracatus descaracterizados, degenerados, de 2ª categoria”, conforme registrou Roberto Câmara Benjamim. Foram até proibidos de desfilar em lugares oficiais pelos organizadores do carnaval recifense... Suas origens são desconhecidas e os mais antigos foram fundados há mais de oitenta anos. Percebe-se a influência de vários folguedos. Neles destacam-se as figuras sujas (Mateus, Catirina, Burra, Babau, Caçador), os caboclos de lança, os caboclos de pena, as baianas, o rei, a rainha, o valete e a dama (protegidos por um grande guarda-chuvas), mestre e os músicos.
A figura símbolo do maracatu rural é o caboclo de lança ou lanceiro, que veste um ceroulão (calça de chitão), a fofa (calça frouxa com franja por cima do ceroulão), meias de jogador, camisa mangas compridas e em cores vivas e a grande gola toda bordada por milhares de lantejoulas e missangas. O surrão, com quatro ou cinco chocalhos, armados por galhos e que marcam o ritmo e o andar do caboclo de lança. Um lenço amarrado à cabeça e, sobre ele, um chapéu de palha ornado de fitas multicoloridas ou de uma única cor, de papel celofane. Empunha uma lança com mais de dois metros, recoberta de fitas coloridas. Não pode faltar um óculos escuros, um cravo branco seguro entre os dentes e um galho de arruda atrás da orelha. Tudo para manter o corpo fechado, pois o caboclo sai “atuado” para a brincadeira. Como percorre a pé longas distâncias, por estradas e atalhos, o som dos chocalhos no surrão anuncia, de longe, a sua presença.
“Vem, vem, vem
Fazer parte deste cordão
O Recife tem um lugar
Pra você dentro do coração.”
Como aqui foi registrado, especialmente para a Jangada Brasil (www.jangadabrasil.com.br) o ciclo carnavalesco em Pernambuco é muito rico em ritmos e cores.
Frevo. Maracatu. Caboclinho. Coco. Ciranda. Urso. La Ursa. Papangu. Máscaras.
Que são vivenciados e divulgados para o mundo ao vivo e a cores.
Mas o bom, o bom mesmo, é fazer parte. Ser um na multidão. Se não for este ano, quem sabe no próximo, pois
“Pelas ruas do Recife
Todo ano tem
Quatro dias de folia
E alegria tem
Pra mostrar que o frevo e animação
Marcam o passo no compasso
No mesmo cordão.”
Referências Bibliográficas
* CASCUDO, Luiz da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro.
* SOUTO MAIOR, Mário e SILVA, Leonardo Dantas. Antologia do Carnaval do Recife.
Recife: Editora Massangana. 1991.
* BONALD NETO, Olímpio. Os Gigantes Foliões em Pernambuco. Olinda: GCI Gráfica e
Editora Ltda. 1992.
* LIMA, Cláudia Maria de Assis Rocha. História do Carnaval. Edição Especial . Ano III.
1998.
* SILVA, Leonardo Dantas. Histórias do Carnaval do Recife. 1998.
* Encarte Cultural Brincantes. 1998.
* Jornais locais: Diário de Pernambuco. Jornal do Commércio. A Folha de Pernambuco.
* Micromonografias da série Folclore. FUNDAJ-Fundação Joaquim Nabuco.
www.usinadeletras.com.br em 08/02/2003
Durante décadas, el imponente y emblemático edificio de la Universidad Laboral hubo de soportar críticas implacables desde distintos estamentos; se le tachaba de franquista, megalómano y anacrónico. Ha tenido que cumplir cincuenta años para que le llegara el definitivo reconocimiento de los medios oficiales a su valor patrimonial; el hasta hace poco alcalde de Gijón, Vicente Alvarez Areces, llega a considerarlo "el monumento arquitectónico más importante que se ha hecho durante este siglo en Asturias". En 1998 lo ponen de actualidad varios acontecimientos: en abril se recuerda su medio siglo de existencia; por mayo el Ayuntamiento de Gijón anuncia su rehabilitación con cargo a los fondos mineros, destinándose, al efecto, una partida de 5.000 millones; en el mes de septiembre, la Consejería de Cultura del Principado comienza los trámites para la declaración del conjunto arquitectónico como Bien de Interés Cultural. A todo ello se suma, en octubre, un congreso en torno a la figura de Luis Moya (1904-1990) — —arquitecto modelador de la Laboral—, organizado por la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED); al término del mismo había coincidencia en dos ideas: el virtuosismo arquitectónico de Luis Moya al proyectarlo y lo inapropiado del calificativo de franquista para la edificación. El arquitecto gijonés José Díez Canteli, uno de los cuatro miembros del equipo director, rechazaba, en el pasado mes de enero, la filiación de la Laboral al Régimen: "Siempre se insistió en su carácter político, pero eso es falso. No es franquista, es la obra de Luis Moya... La construcción estuvo desprovista de gestos políticos: no hubo ni primera piedra ni inauguración y Franco se mantuvo al margen". De distinta opinión es el historiador A. Bonet Correa, para quien el conjunto es "un modelo reducido de ciudad totalitaria..., la titánica y tiránica emanación deificada del Estado absoluto, autosuficiente y encerrado en su propia autarquía".
Esta gigantesca obra, la más representativa del régimen franquista en Gijón, empezó a levantarse en la parroquia de Cabueñes (afueras de la ciudad) en 1948 y se inauguró en 1956.
Concebida en su conjunto como una ciudad ideal, independiente, cerrada y autosuficiente, muy en consonancia con el autarquismo de la época, asombra por sus colosales dimensiones —dos veces y media mayor que El Escorial—, «la riqueza de materiales y la reutilización de modelos arquitectónicos clásicos» (J. Zatón, J. Feito). El núcleo principal del edificio, compuesto por la iglesia —con capacidad para 1.000 personas—, el rectorado y el teatro —para 1.500 espectadores—, se dispone en torno a una gran plaza mayor, parcialmente porticada, en tanto que la organización de las aulas, las habitaciones de los alumnos y las de las monjas clarisas —responsables de los servicios domésticos— responde a un sistema claustral. En el contorno se ubican los talleres, la zona de recreo —provista de jardines, estanque, piscina y pistas de deporte— y la granja-escuela.
La antigua Universidad Laboral tiene el acceso por la torre-puerta de su frente oriental —de espaldas a Gijón—, donde llama la atención un escudo con águila, yugo y flechas soportado por dos ángeles. Tras sobrepasarla, se llega a un rectangular patio circundado por columnas graníticas, a través del cual se ingresa en un desmesurado y claro patio, de 150 m de largo y 50 de ancho (un tamaño muy parecido a la veneciana Plaza de San Marcos).
La torre, con sus 120 m de altura, y la iglesia son evidentes muestras del grandonismo que caracteriza al conjunto arquitectónico. El templo, su realización más impactante, posee un cuerpo central izado sobre escalinatas circulares y otro más bajo y ancho sostenido por columnas. Su altar mayor está rodeado por cuatro columnas de granito rosa, de 40 toneladas de peso y de una sola pieza cada una de ellas. Exteriormente, sobresalen sus siete hornacinas, una de las cuales acoge la entrada; la cónica cubierta, y el linternón de piedra, de 270 toneladas de peso y 17 m de altura. Su cúpula, que descansa sobre veinte pares de nervaduras de ladrillo (del que se emplearon 450.000 unidades), pasa por ser la mayor del mundo en planta elíptica.
Frente a la fachada sur de la antigua Laboral se construyó un impresionante jardín árabe.
La historia de este edificio se remonta a 1945 cuando se decide la creación de un Orfelinato Minero para hijos de fallecidos en accidentes laborales, al que se le da el nombre de Fundación José Antonio Girón, por entonces ministro de Trabajo, quien lo declara como «Obra de urgente ejecución», con las siguientes características: residencia para 1.000 alumnos, talleres industriales, instalaciones deportivas, granja-escuela para atender las necesidades de los alumnos y el aprendizaje de las labores agrícolas, así como suficiente extensión de terreno para los cultivos. También habría alumnos externos.
El diseño fue confiado a un equipo de arquitectos coordinado por Luis Moya Blanco, en el que figuraron su hermano Ramiro Moya, Pedro Rodríguez A. de la Puente y el gijonés José Díez Canteli.
Los jardines son trazados por Javier de Winthuyssen, por entonces Inspector Nacional de Parques y Jardines Artísticos. Las esculturas son obra de Manuel Álvarez Laviada y Florentino Trapero, y los mosaicos se confían a Santiago Padrós, quien recurre al dibujo previo de los mismos sobre cartones realizado por el pintor sevillano Joaquín Valverde.
En el transcurso de las obras el Ministerio de Trabajo decide crear Universidades Laborales para la formación profesional de los jóvenes, de ahí que el Orfelinato Minero acabe transformándose en la Universidad Laboral de Gijón.
La enseñanza y dirección del centro se encomendó a los jesuitas; las monjas clarisas, que llegaron de Zamora y hoy continúan como monjas de clausura, se ocuparon de los servicios de cocina, lavandería, etc.
En 1978 se sustituye a los jesuitas y se entrega la dirección a personal docente de las Universidades Laborales. Éstas acaban siendo sustituidas por la fugaz figura de los Institutos Nacionales de Enseñanzas Integradas, que, tras pasar a titularidad del Ministerio de Educación y Ciencia en 1981, acaban por denominarse Centros de Enseñanzas Integradas, nombre que aún se mantiene, aunque entre los asturianos el centro gijonés sigue siendo la Universidad Laboral o la Laboral.
Visitas: Todos los días, de 10 a 14 y de 16 a 20 h.
EL CENTRO DE ENSEÑANZAS INTEGRADAS, DE GIJON
PEDRO RODRÍGUEZ Y A. DE LA PUENTE
Arquitecto del equipo de Luis Moya
Madrid, diciembre de 1981
Con los ojos de ayer
Precisamente cuando la 2ª Revolución Tecnológica o del ordenador se va a iniciar en el mundo, nuestra ya muy extensa vida de trabajo, siempre profundo y reflexivo, sí que de alto coeficiente de dispersión, se encontró, por azar, en una transcedente encrucijada.
Se trataba de crear un excepcional centro de formación humana, profesional y social para poder encauzar a cierta parcela de nuestra más humilde juventud hacia buen fin. La idea, muy en embrión, se nos transmite, como miembro arquitecto que éramos de una entidad constructora y en la que se nos seleccionó para llevar a efecto tan loable objetivo. Muy a la española, lo primero que hacemos es lanzarnos a actuar. Luego meditamos: lo que se nos pide ha de ser excepcionalmente importante. ¿Hay garantía de éxito con nuestra humilde designación? Más bien, no. Nuestra incipiente vida profesional, con mucha y profunda vocación, eso sí, podría dar el fruto apetecido, mas no hay garantía de ello.
Entre tanto, la entidad que había de hacer realidad las ideas previstas abandona la labor. Con alto sentido de la responsabilidad profesional, pensamos después de la duda anterior que, si recayó sobre nosotros la designación, en mérito a ser miembro de tal organismo, debemos dimitir. Así lo hacemos, mas al hacerlo se nos pide consejo para proseguir con éxito la idea. Indicamos una terna de profesionales ya consagrados. Encabeza tal terna quien fuera nuestro catedrático: D. Luis Moya Blanco. Se acepta nuestra sugerencia, mas teniendo en cuenta la plena satisfacción con que ya se ha actuado por nuestra parte, se resuelve que, en cualquier caso, no se nos admite la dimisión, sino que por el contrario habremos de llevar la labor adelante, en colaboración con el que se designe, que lo fue D. Luis Moya. Así queda aceptado por nosotros, y rápidamente entramos en contacto los dos designados. Dado el extraordinario volumen de la labor a desarrollar, D. Luis Moya Blanco propone, y se acepta, la colaboración de otros dos compañeros para colaborar: D. Ramiro Moya Blanco y D. Enrique Huidobro Pardo. Este último abandona en el inicio de los trabajos, quedando la labor en manos de los otros tres.
Así se empieza en el año 1946 a trabajar intensivamente en la labor de proyecto, si bien con anterioridad se había realizado ya por nuestra parte y en colaboración con el ingeniero agrónomo D. Gabino Figar el Proyecto de Granja Agronómica (1ª parte), que luego se hizo realidad. Tal granja, según los fines previstos por la superioridad, había de tener como fin ayudar económicamente al mantenimiento futuro de la institución a crear. La idea, muy loable por cierto, iba encaminada a conseguir que los presuntos educandos pudiesen aportar su esfuerzo al propio mantenimiento. La explotación racional de los productos de la región valdría para su manutención. El exceso de la misma permitiría adquirir el resto.
Se inició la labor del Proyecto de la edificación principal (que a su terminación se llamó Universidad Laboral), con la colaboración de los tres arquitectos. El tono y directrices generales a seguir fue marcado por D. Luis Moya y seguido con devoción por los tres. Así, se adoptó el sistema modular, con 2,40 metros de módulo, que estructuró todo el conjunto. Así, también, se concibió la idea de resolver los temas de cubiertas y aun de forjados de piso, a base de bóvedas tabicadas; los muros resistentes, en piedra natural, con sillarejo a la española en paramentos exteriores; las composiciones arquitectónicas en fachadas, en base a normas griegas, etc., etc.
El arduo y penoso trabajo se organizó, tanto para para el proyecto como para la dirección de la obra y aun de las contratas, de forma bastante desdoblada: las líneas generales de la composición y las partes más destacadas arquitectónicamente de la misma fueron asumidas por D. Luis Moya; nuestra parte estuvo en lo más estrictamente funcional y prosaico, y la de D. Ramiro Moya compartió ambos aspectos.
Al comienzo de las obras y dado que los tres arquitectos citados residíamos en Madrid, se advirtió la conveniencia de la designación de un arquitecto local para compartir la dirección del todo, a pie de obra. Fue designado, a tal efecto, D. José Marcelino Díez Canteli, quien participó así en la totalidad de la obra ejecutada, ocupándose además y específicamente de las cuestiones puramente económicas.
La precisión que se hizo de población a alojar y formar fue de 1.000 alumnos internos, a base de 400 estudiantes y 600 aprendices. Al mismo tiempo se consideró un número variable y proporcionado de alumnos externos.
La labor de Proyecto se realizó a base de proyectos parciales, sucesivos, llegándose al número de 16 de éstos (aunque alguno no se llevó a efecto). Los diversos proyectos parciales se fueron sacando a concurso público, con apertura de pliegos ante notario, adjudicándose de manera inmediata y sucesiva. Cada uno de los arquitectos proyectistas se ocupó de la dirección de obra correspondiente a cada proyecto parcial, colaborando en la de todos ellos el arquitecto a pie de obra. Como dato curioso y anecdótico y a pesar de la existencia del arquitecto residente, el número de kilómetros recorridos para la asistencia a las obras de cada uno de los tres arquitectos de Madrid fue sensiblemente equivalente a tres vueltas al mundo, pasando por el ecuador.
La redacción de los proyectos se hizo a la manera tradicional hasta entonces, con definición general y algunos planos de detalle. En la marcha de las obras y según cronológica necesidad, exhaustiva aportación de planos, con definición rigurosa de todos los elementos de las obras (arquitectónicos, estructurales, instalaciones, etc.). Esta última aportación, bastante superior a lo tradicional y complicado con el hecho de adoptar, en general, soluciones constructivas al margen de lo común. No hubo ninguna pereza para complicarse el trabajo, en aras de los óptimos resultados arquitectóncios y constructivos. Se huyó, por todos los caminos de la frivolidad, ligereza y vanalidades decorativas (escayolas, ornatos insustanciales, carpinterías de serie, etc.).
Se entraba en los problemas, con profundidad severa y siempre pendientes del futuro mantenimiento. Dada la extraordinaria dimensión de la creación arquitectónica, se rehuyó toda solución que comportase un mantenimiento delicado y problemático. Se adoptó lo muy experimentado y sencillo, en materia de instalaciones.
La pizarra, adaptada para el todo como material de cubiertas, se fijó a una capa de mortero pobre de cemento, con grapas cadmiadas (el galvanizado usual, en aquel clima, podía dar problemas y los dio, precisamente por entonces, en el Parador de Valgrande —Pajares—, donde hubo de reponerse toda la cubierta por mala fijación).
La recogida de aguas pluviales, en general, se hizo sólo a nivel de suelo, con vertido libre desde cornisas de piedra, por goterones, y sin limas, canalones, ni bajantes de ningún tipo.
En las carpinterías, en general, de ventanas, las clásicas humedades bajo la peana del cerco, que afectan el interior tan corrientemente, se eliminaron a base de un sencillo goterón de madera, sobre las peanas de piedra.
Las humedades que, por capilaridad, suelen aparecer en las zonas bajas de los muros se evitaron intercalando en el arranque de los mismos una capa de 7 cm de mortero hidrófugo.
El aislamiento térmico y de humedades en suelos habitables de planta baja se consiguió mediante bóvedas de 2 hojas de rasilla, enjutadas con mortero pobre y apoyos de pie de ladrillo cada 2,40 m, formando cámara de aire.
Los paramentos, en general, de las zonas principales de tráfico de alumnos se revistieron con teselas de material vítreo y con alicatado de cerámica decorada a mano. En las zonas de estar y comedor, también se emplearon estos materiales, embebiendo en comedores, mosaicos decorativos, en el revestimiento vítreo.
En la zona de servicios de la Residencia de alumnos, se organizó: la preparación de alimentos, a base de bancadas de fábrica con tapa de mármol y peanas de ladrillo revestidas de material vítreo; la zona de hogares y marmitas de vapor se alojó bajo un chapitel abovedado, que remata en torreón con las salidas de humos, de cocinas y calderas. Se dio, así, una solución discreta a las necesarias chimeneas, que darían bajo la torre principal.
Los servicios higiénicos de la zona de Residencia de alumnos se resolvieron a la americana, a base de mamparas de mármol, con sujeción y apoyos de piezas especiales de fundición cromada (que hubieron de proyectarse, al no existir en el mercado). Se evitaron, así, los focos de suciedad.
La vidriería, en general, del conjunto se realizó a base de luna «securizada», por imposición de la propiedad que, en principio, pareció exagerada y luego se comprobó acertada. [Según nos dicen, en tanto tiempo transcurrido sólo se ha roto una «luneta» (?), mientras visitando el Centro de Córdoba, oímos las quejas sobre el disparatado gasto anual por roturas.]
Para las instalaciones de calefacción, realizamos un profundo estudio sobre rendimientos de combustibles. Se infirió de él que, a pesar de ser entonces equivalente el precio del combustible sólido (carbón) y líquido (fuel-oil), resultaba una gran ventaja económica y de mantenimiento en favor del líquido. Con carbón, se consume lo mismo siempre, al margen de la temperatura exterior. Con el líquido, de acuerdo con la temperatura ambiente. Con el primero, las calorías que sobran han de evacuarse por las ventanas; con el segundo, sólo llegan las necesarias. Ello unido al automatismo de funcionamiento, que evita mano de obra, nos llevó a instalar el combustible líquido (fuel-oil).
Hubo otras disquisiciones curiosas. Tal, la creación de la zona deportiva, con la programación conveniente. En nuestro país, el deporte madre indiscutible es el fútbol. Grave problema. Estudiada a fondo la cuestión, resulta ser un deporte insano, por asimétrico, según el plano horizontal (el tenis, también, según el vertical). Si se une ese hecho a la aberración, que todavía sigue en el país a costa del espectáculo en que se practica, nos llevó a eliminarlo en nuestros planes. Mas luego, recapacitando, se llegó a encauzarlo hábilmente. Valdría más que se practique en toda regla que a hurtadillas.
Los deportes sanos (balonvolea, baloncesto, balomnano a 7 y a 11, natación, etc.) se potenciaron debidamente en el programa. La pelota, con sus variantes, por su rancia solera hispana, se incluyó.
Con cuanto antecede hemos pretendido emitir unos reflejos de lo vivido y meditado en el principio, con su parte anecdótica.
Con los ojos de hoy
Vamos, ahora, a tratar de mirar hacia nuestra obra con los ojos de hoy.
Coincide el origen de los trabajos con la aparición del ordenador electrónico en Norteamérica. Es un hecho de la máxima trascendencia humana, que en principio sorprende a Europa, aunque ésta no le conceda por entonces la importancia que habría de tener para la vida toda de la humanidad. El hecho es tan trascendente que hoy se juzga que, a partir de él y debido a él, la humanidad ha progresado más que en toda su larga vida. El progreso en los últimos 30 años es superior al logrado en tantos milenios anteriores.
La creación de tal máquina electrónica produce instantáneamente una convulsión inaudita. El progreso todo lo desborda, rompiendo vertiginosamente toda inercia de la vida anterior. Se consiguió, de alguna manera, aplicar la «máquina», surgida 100 años antes (Primera Revolución Industrial) al pensamiento humano. Se abrieron los caminos a la máquina pensante.
Nace así la llamada 2ª Revolución Industrial o tecnológica, en la cual nos hallamos inmersos. La vida toda de la sociedad cambió, cambia y cambiará. La marcha es vertiginosa, los logros sucesivos, sorprendentes. Mas ¿hacia dónde vamos? Nadie lo sabe.
Los frutos conseguidos, día a día, son tan ubérrimos que el hombre se limita a recogerlos sobre la marcha y digerirlos rápidamente. Traen el bienestar corporal, mas no el espiritual. Tanta velocidad impide reconocer el camino. El espíritu vive preocupado.
Y mientras, cada cual ha de ir resolviendo su vida y previniendo, en lo posible, su futuro. Labor difícil y muy aleatoria. La sociedad toda está convulsa, alterada, desorientada, ante tanta sorprendente maravilla. Se está más dispuesto al aprovechamiento propio de los frutos logrados que a pensar en las consecuencias de los mismos. Todos, a ver la televisión y a ser posible en color; cada cual, a aportar toda clase de automatismos a su labor; cada cual, a comunicarse con los demás, por radiofrecuencia y si es preciso por vía satélite; algunos, a escudriñar con aeronaves, a millones de kilómetros de la Tierra; otros, a buscar la ayuda de los rayos láser para sus específicas labores, y, en fin, algún privilegiado... a dar un paseo por la Luna. ¡Sorprendente!
Damos así una idea sobre el panorama que sirve de fondo a nuestra visión de hoy de la labor de ayer en Gijón.
El ojo de este observador, ¿cómo no?, también está alterado. Mira desde la función docente, que al final de su activa vida de trabajo le trajo la felicidad a través de la convivencia educativa con nuestra maravillosa juventud actual. Impartimos, ahora, la apertura hacia la formación matemática en un Instituto Femenino de Bachillerato de la capital. Precisamente de la materia filosófica, que trajo tan inconmensurable progreso.
El hecho actual es que la sociedad anterior, la que había a la hora de concebir nuestra obra, ya no vale. Ha de cambiar para atemperarse. La formación de la juventud hoy ha de ser muy distinta a la concebible entonces. Es una realidad que nos cuesta, en nuestro añejo país, asimilar. Hay que enfocar los caminos a seguir por cada cual, por encima de todo, en el terreno de la eficacia del servicio a la sociedad, pero absolutamente desprovistos de prejuicios anacrónicos, que ya no deben existir. Esto al país le cuesta tanto que por ahora la frustración es palpable. Todos hacia el pomposo título académico y, a ser posible, que éste sea el superior. Grave desprecio del trabajo manual: la llamada Formación Profesional, como recurso de fracasados. Disparate total, que ahora mismo el M.E.C. trata de eliminar. Mas ¿cómo? Dignificando como se merece el trabajo total, sea instelectual, sea corporal.
Los valores humanos son tantos que sólo una mínima parte de ellos se pone en rendimiento. La mayoría muere con la persona, en estado potencial. Lo razonable ha de ser, sin discriminación alguna, analizar el caudal de valores de cada individuo y poner en rendimiento la parcela de los mismos que mejor pueda producir un resultado óptimo profesional y ello enfocado objetivamente a llenar los huecos que la sociedad pueda demandar. Lo demás es gravemente erróneo en una sociedad presidida por la eficacia.
Trabajo cerebral y trabajo corporal no son conjuntos disjuntos, sino complementarios. Ambos merecen el máximo respeto. Así ha de ser y así es, en efecto, en los países a la cabeza del desarrollo (USA, Suiza, Japón, etc.). En España no se acaba de entender así. Esperemos que muy pronto la feliz iniciativa del MEC pueda resolverlo.
En Estados Unidos se aplica el ordenador para componer con las cualidades que comporta cada individuo un perfecto profesional para cada uno de las miles de profesiones que allí existen.
En Suiza, sin ninguna clase de prejuicios sociales, cada educndo es encajado hacia la profesión que mejor le va. Si ha de acabar de ingeniero superior en Zurich, previamente realizará cuatro cursos de aprendizaje y práctica de oficios manuales. Si ha de acabar en albañil, se le dará una sólida base cultural adecuada a su función, con clases teóricas debidamente programadas y clases prácticas proporcionadas. (Al darnos cuenta en una importante conferencia dada por un «Orientador Profesional» de aquel país, en el Colejo Suizo de Madrid, cierto padre español observó: «Veo yo que es más difícil ser albañil en Suiza que ingeniero de Caminos en España». Curioso.)
En Alemania todas las enseñanzas de todas las profesiones llevan tal complemento de trabajos manuales que da lugar, al final, al hecho de que cuando dos profesionales se casan lo corriente sea que entre ambos se decoren y amueblen su alojamiento. (Cierto español inteligente, precisamente de la familia leonesa-gijonesa, al acabar brillantemente su carrera de Ingeniero Superior, inició por propia iniciativa su vida profesional con los más variados oficios, como obrero en industrias de Alemania. A su vuelta, una empresa japonesa, para su nueva factoría en España, solicitaba, por un anuncio en un diario, ingeniero español con curriculum vitae adecuado. Rápidamente, nuestro hombre acudió a la llamada y tuvo éxito contundente; con sueldo mensual superior a las 400.000 pesetas, fue designado director de la factoría.)
En Japón el trabajo corporal está casi eliminado. Las factorías trabajan a base de automátas, que han de ser creados a base de culturizar extraordinariamente a los que deberían ser operarios. No existe paro y las huelgas consisten en trabajar en exceso, alterando lo previsto por la dirección de empresa. Culminación del progreso actual, con el resentimiento competitivo del mercado mundial.
Y siendo así los tiempos que vivimos, resulta reconfortante mirar nuestro Censo de Enseñanzas Integradas y descubrir que, para el mundo de hoy, resulta tan atemperado que hasta el tan pomposo, como inadecuado, título que se le dio a su final, Universidad Laboral, respondía, aunque por exceso, al deseo de dignificar la llamada Formación Profesional. Así mismo, las miras de entonces de que arquitectónica y funcionalmente fuera algo extraordinario con soluciones y ambientes fuera de lo común, ¿no respondería a lo mismo?
Lo cierto es que hoy día resulta muy acorde con la época. La conveniente orientación entre lo teórico o cerebral y lo práctico o manual está aquí y debidamente adobado. Inclusive, tanta simplicidad y ligereza como suele llevar la arquitectura hasta ahora vigente resulta aquí superado, algo de acuerdo con la reacción, que ya se apunta, de contenido histórico-espiritual.
Desde el punto de vista de la eficacia en su función, también resulta grato observar que lo que se llama en lenguaje industrial el «producto terminado» es aquí óptimo. Las personas aquí formadas están tan solicitdas que para ellas no hay problema de paro. Sin salir de la región siquiera, todas, prácticamente todas, laboran felices, en bien de todo nuestro gran país.
Apuntemos, finalmente, otro síntoma reconfortante: En la creciente visita del ministro de Educación de la URSS al Centro, mostró asombro y admiración, a la par que hacía ver que éste era el camino, al margen de lo que se viene haciendo por el mundo de hoy.
Meditación final
Analizado el inaudito progreso actual, fácilmente se colige que afecta especialmente a lo puramente material, mas no así a lo espiritual. Cualquier profesión, hoy, ejercida con eficacia, se ve compensada ampliamente, en lo material (todos con coche, televisión, vacación, electrodomésticos, etc.). Mas la verdadera felicidad anda por otros caminos, más bien espirituales. Es el caso de una boyante empresa de ahora que organiza un viaje de recreo a Florencia, o Siena, por ejemplo. Todos llegan triunfantes allí, mas sus aires triunfales poco a poco decaen ante tanta maravilla espiritual. El inverosímil cúmulo de creaciones humanas espirituales (religiosas, artísticas, etc.) les deja absortos y bastante deprimidos. La vuelta es más bien depresiva.
Pues bien, traducido este aspecto al ejercicio profesional del arquitecto, la cuestión es clara. La arquitectura que hoy ha de practicarse perdió con el progreso actual la mayoría de sus indiscutibles encantos espirituales. La clave de hoy está en encajar a través de los proyectos toda clase de dispositivos logrados con el progreso. Labor penosamente aburrida y difícil. ¡Son tantos! El objetivo final indiscutible: producir beneficios (?). (Recientemente, un compañero arquitecto de Madrid trazaba las ideas primeras de un complejo e importante conjunto de bloques de viviendas para una empresa francesa de prefabricación. Al mostrar dos variantes posibles al directivo de tal empresa, opinó: «Esta solución me parece más bonita». «Bien —respondió el empresario—, y la estética ¿cuánto me renta a mí?». Es lo de hoy.)
Vistas así las cosas y así son. ¿Qué duda cabe que los arquitectos que hace unos treinta años tuvimos la suerte de poder hacer nuestra arquitectura en Gijón fuimos por encima de todo felices con ello?
Trabajo excesivo, superlativo. Del estudio, al tren; del tren, a la obra, y vuelta rápida al estudio. Planos y planos y miles de planos. Felicidad de crear en libertad total, un algo nuevo, útil a la sociedad, pero todo ello regido por el agrado espiritual.
Y ¿qué decir de la atmósfera vivida en las obras, rodeados de tantos y tantos maravillosos artesanos, que ya no hay apenas, llámense albañiles, canteros, cerrajeros, carpinteros, etc.?
Queremos, en esta ocasión, rendir tributo de admiración y cariño al recuerdo de todo aquel plantel de personas, de todas las condiciones sociales, que tanto y tanto y con tanta satisfacción y esmero hicieron para que todas nuestras buenas intenciones fueran una realidad, que hoy tonifica nuestra ya 3ª edad.
Y un último triste recuerdo a aquel modesto trabajador que en un trágico día halló la muerte, bajo una pesada dovela pétrea, de nuestro porche de recreo cubierto, en las clases de estudiantes. Desgraciada maniobra de desapuntalamiento, análoga a otra que causó muchas víctimas al realizar las obras del Canal de Isabel II, en Madrid. Los empujes transmitidos por una sucesión de arcos se absorben en los extremos, al final. En ambos casos, se pensó que ya estaban absorbidos, erróneamente. La impresión de aquel triste entierro sigue en nosotros. Descanse en paz.
Durante décadas, el imponente y emblemático edificio de la Universidad Laboral hubo de soportar críticas implacables desde distintos estamentos; se le tachaba de franquista, megalómano y anacrónico. Ha tenido que cumplir cincuenta años para que le llegara el definitivo reconocimiento de los medios oficiales a su valor patrimonial; el hasta hace poco alcalde de Gijón, Vicente Alvarez Areces, llega a considerarlo "el monumento arquitectónico más importante que se ha hecho durante este siglo en Asturias". En 1998 lo ponen de actualidad varios acontecimientos: en abril se recuerda su medio siglo de existencia; por mayo el Ayuntamiento de Gijón anuncia su rehabilitación con cargo a los fondos mineros, destinándose, al efecto, una partida de 5.000 millones; en el mes de septiembre, la Consejería de Cultura del Principado comienza los trámites para la declaración del conjunto arquitectónico como Bien de Interés Cultural. A todo ello se suma, en octubre, un congreso en torno a la figura de Luis Moya (1904-1990) — —arquitecto modelador de la Laboral—, organizado por la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED); al término del mismo había coincidencia en dos ideas: el virtuosismo arquitectónico de Luis Moya al proyectarlo y lo inapropiado del calificativo de franquista para la edificación. El arquitecto gijonés José Díez Canteli, uno de los cuatro miembros del equipo director, rechazaba, en el pasado mes de enero, la filiación de la Laboral al Régimen: "Siempre se insistió en su carácter político, pero eso es falso. No es franquista, es la obra de Luis Moya... La construcción estuvo desprovista de gestos políticos: no hubo ni primera piedra ni inauguración y Franco se mantuvo al margen". De distinta opinión es el historiador A. Bonet Correa, para quien el conjunto es "un modelo reducido de ciudad totalitaria..., la titánica y tiránica emanación deificada del Estado absoluto, autosuficiente y encerrado en su propia autarquía".
Esta gigantesca obra, la más representativa del régimen franquista en Gijón, empezó a levantarse en la parroquia de Cabueñes (afueras de la ciudad) en 1948 y se inauguró en 1956.
Concebida en su conjunto como una ciudad ideal, independiente, cerrada y autosuficiente, muy en consonancia con el autarquismo de la época, asombra por sus colosales dimensiones —dos veces y media mayor que El Escorial—, «la riqueza de materiales y la reutilización de modelos arquitectónicos clásicos» (J. Zatón, J. Feito). El núcleo principal del edificio, compuesto por la iglesia —con capacidad para 1.000 personas—, el rectorado y el teatro —para 1.500 espectadores—, se dispone en torno a una gran plaza mayor, parcialmente porticada, en tanto que la organización de las aulas, las habitaciones de los alumnos y las de las monjas clarisas —responsables de los servicios domésticos— responde a un sistema claustral. En el contorno se ubican los talleres, la zona de recreo —provista de jardines, estanque, piscina y pistas de deporte— y la granja-escuela.
La antigua Universidad Laboral tiene el acceso por la torre-puerta de su frente oriental —de espaldas a Gijón—, donde llama la atención un escudo con águila, yugo y flechas soportado por dos ángeles. Tras sobrepasarla, se llega a un rectangular patio circundado por columnas graníticas, a través del cual se ingresa en un desmesurado y claro patio, de 150 m de largo y 50 de ancho (un tamaño muy parecido a la veneciana Plaza de San Marcos).
La torre, con sus 120 m de altura, y la iglesia son evidentes muestras del grandonismo que caracteriza al conjunto arquitectónico. El templo, su realización más impactante, posee un cuerpo central izado sobre escalinatas circulares y otro más bajo y ancho sostenido por columnas. Su altar mayor está rodeado por cuatro columnas de granito rosa, de 40 toneladas de peso y de una sola pieza cada una de ellas. Exteriormente, sobresalen sus siete hornacinas, una de las cuales acoge la entrada; la cónica cubierta, y el linternón de piedra, de 270 toneladas de peso y 17 m de altura. Su cúpula, que descansa sobre veinte pares de nervaduras de ladrillo (del que se emplearon 450.000 unidades), pasa por ser la mayor del mundo en planta elíptica.
Frente a la fachada sur de la antigua Laboral se construyó un impresionante jardín árabe.
La historia de este edificio se remonta a 1945 cuando se decide la creación de un Orfelinato Minero para hijos de fallecidos en accidentes laborales, al que se le da el nombre de Fundación José Antonio Girón, por entonces ministro de Trabajo, quien lo declara como «Obra de urgente ejecución», con las siguientes características: residencia para 1.000 alumnos, talleres industriales, instalaciones deportivas, granja-escuela para atender las necesidades de los alumnos y el aprendizaje de las labores agrícolas, así como suficiente extensión de terreno para los cultivos. También habría alumnos externos.
El diseño fue confiado a un equipo de arquitectos coordinado por Luis Moya Blanco, en el que figuraron su hermano Ramiro Moya, Pedro Rodríguez A. de la Puente y el gijonés José Díez Canteli.
Los jardines son trazados por Javier de Winthuyssen, por entonces Inspector Nacional de Parques y Jardines Artísticos. Las esculturas son obra de Manuel Álvarez Laviada y Florentino Trapero, y los mosaicos se confían a Santiago Padrós, quien recurre al dibujo previo de los mismos sobre cartones realizado por el pintor sevillano Joaquín Valverde.
En el transcurso de las obras el Ministerio de Trabajo decide crear Universidades Laborales para la formación profesional de los jóvenes, de ahí que el Orfelinato Minero acabe transformándose en la Universidad Laboral de Gijón.
La enseñanza y dirección del centro se encomendó a los jesuitas; las monjas clarisas, que llegaron de Zamora y hoy continúan como monjas de clausura, se ocuparon de los servicios de cocina, lavandería, etc.
En 1978 se sustituye a los jesuitas y se entrega la dirección a personal docente de las Universidades Laborales. Éstas acaban siendo sustituidas por la fugaz figura de los Institutos Nacionales de Enseñanzas Integradas, que, tras pasar a titularidad del Ministerio de Educación y Ciencia en 1981, acaban por denominarse Centros de Enseñanzas Integradas, nombre que aún se mantiene, aunque entre los asturianos el centro gijonés sigue siendo la Universidad Laboral o la Laboral.
Visitas: Todos los días, de 10 a 14 y de 16 a 20 h.
EL CENTRO DE ENSEÑANZAS INTEGRADAS, DE GIJON
PEDRO RODRÍGUEZ Y A. DE LA PUENTE
Arquitecto del equipo de Luis Moya
Madrid, diciembre de 1981
Con los ojos de ayer
Precisamente cuando la 2ª Revolución Tecnológica o del ordenador se va a iniciar en el mundo, nuestra ya muy extensa vida de trabajo, siempre profundo y reflexivo, sí que de alto coeficiente de dispersión, se encontró, por azar, en una transcedente encrucijada.
Se trataba de crear un excepcional centro de formación humana, profesional y social para poder encauzar a cierta parcela de nuestra más humilde juventud hacia buen fin. La idea, muy en embrión, se nos transmite, como miembro arquitecto que éramos de una entidad constructora y en la que se nos seleccionó para llevar a efecto tan loable objetivo. Muy a la española, lo primero que hacemos es lanzarnos a actuar. Luego meditamos: lo que se nos pide ha de ser excepcionalmente importante. ¿Hay garantía de éxito con nuestra humilde designación? Más bien, no. Nuestra incipiente vida profesional, con mucha y profunda vocación, eso sí, podría dar el fruto apetecido, mas no hay garantía de ello.
Entre tanto, la entidad que había de hacer realidad las ideas previstas abandona la labor. Con alto sentido de la responsabilidad profesional, pensamos después de la duda anterior que, si recayó sobre nosotros la designación, en mérito a ser miembro de tal organismo, debemos dimitir. Así lo hacemos, mas al hacerlo se nos pide consejo para proseguir con éxito la idea. Indicamos una terna de profesionales ya consagrados. Encabeza tal terna quien fuera nuestro catedrático: D. Luis Moya Blanco. Se acepta nuestra sugerencia, mas teniendo en cuenta la plena satisfacción con que ya se ha actuado por nuestra parte, se resuelve que, en cualquier caso, no se nos admite la dimisión, sino que por el contrario habremos de llevar la labor adelante, en colaboración con el que se designe, que lo fue D. Luis Moya. Así queda aceptado por nosotros, y rápidamente entramos en contacto los dos designados. Dado el extraordinario volumen de la labor a desarrollar, D. Luis Moya Blanco propone, y se acepta, la colaboración de otros dos compañeros para colaborar: D. Ramiro Moya Blanco y D. Enrique Huidobro Pardo. Este último abandona en el inicio de los trabajos, quedando la labor en manos de los otros tres.
Así se empieza en el año 1946 a trabajar intensivamente en la labor de proyecto, si bien con anterioridad se había realizado ya por nuestra parte y en colaboración con el ingeniero agrónomo D. Gabino Figar el Proyecto de Granja Agronómica (1ª parte), que luego se hizo realidad. Tal granja, según los fines previstos por la superioridad, había de tener como fin ayudar económicamente al mantenimiento futuro de la institución a crear. La idea, muy loable por cierto, iba encaminada a conseguir que los presuntos educandos pudiesen aportar su esfuerzo al propio mantenimiento. La explotación racional de los productos de la región valdría para su manutención. El exceso de la misma permitiría adquirir el resto.
Se inició la labor del Proyecto de la edificación principal (que a su terminación se llamó Universidad Laboral), con la colaboración de los tres arquitectos. El tono y directrices generales a seguir fue marcado por D. Luis Moya y seguido con devoción por los tres. Así, se adoptó el sistema modular, con 2,40 metros de módulo, que estructuró todo el conjunto. Así, también, se concibió la idea de resolver los temas de cubiertas y aun de forjados de piso, a base de bóvedas tabicadas; los muros resistentes, en piedra natural, con sillarejo a la española en paramentos exteriores; las composiciones arquitectónicas en fachadas, en base a normas griegas, etc., etc.
El arduo y penoso trabajo se organizó, tanto para para el proyecto como para la dirección de la obra y aun de las contratas, de forma bastante desdoblada: las líneas generales de la composición y las partes más destacadas arquitectónicamente de la misma fueron asumidas por D. Luis Moya; nuestra parte estuvo en lo más estrictamente funcional y prosaico, y la de D. Ramiro Moya compartió ambos aspectos.
Al comienzo de las obras y dado que los tres arquitectos citados residíamos en Madrid, se advirtió la conveniencia de la designación de un arquitecto local para compartir la dirección del todo, a pie de obra. Fue designado, a tal efecto, D. José Marcelino Díez Canteli, quien participó así en la totalidad de la obra ejecutada, ocupándose además y específicamente de las cuestiones puramente económicas.
La precisión que se hizo de población a alojar y formar fue de 1.000 alumnos internos, a base de 400 estudiantes y 600 aprendices. Al mismo tiempo se consideró un número variable y proporcionado de alumnos externos.
La labor de Proyecto se realizó a base de proyectos parciales, sucesivos, llegándose al número de 16 de éstos (aunque alguno no se llevó a efecto). Los diversos proyectos parciales se fueron sacando a concurso público, con apertura de pliegos ante notario, adjudicándose de manera inmediata y sucesiva. Cada uno de los arquitectos proyectistas se ocupó de la dirección de obra correspondiente a cada proyecto parcial, colaborando en la de todos ellos el arquitecto a pie de obra. Como dato curioso y anecdótico y a pesar de la existencia del arquitecto residente, el número de kilómetros recorridos para la asistencia a las obras de cada uno de los tres arquitectos de Madrid fue sensiblemente equivalente a tres vueltas al mundo, pasando por el ecuador.
La redacción de los proyectos se hizo a la manera tradicional hasta entonces, con definición general y algunos planos de detalle. En la marcha de las obras y según cronológica necesidad, exhaustiva aportación de planos, con definición rigurosa de todos los elementos de las obras (arquitectónicos, estructurales, instalaciones, etc.). Esta última aportación, bastante superior a lo tradicional y complicado con el hecho de adoptar, en general, soluciones constructivas al margen de lo común. No hubo ninguna pereza para complicarse el trabajo, en aras de los óptimos resultados arquitectóncios y constructivos. Se huyó, por todos los caminos de la frivolidad, ligereza y vanalidades decorativas (escayolas, ornatos insustanciales, carpinterías de serie, etc.).
Se entraba en los problemas, con profundidad severa y siempre pendientes del futuro mantenimiento. Dada la extraordinaria dimensión de la creación arquitectónica, se rehuyó toda solución que comportase un mantenimiento delicado y problemático. Se adoptó lo muy experimentado y sencillo, en materia de instalaciones.
La pizarra, adaptada para el todo como material de cubiertas, se fijó a una capa de mortero pobre de cemento, con grapas cadmiadas (el galvanizado usual, en aquel clima, podía dar problemas y los dio, precisamente por entonces, en el Parador de Valgrande —Pajares—, donde hubo de reponerse toda la cubierta por mala fijación).
La recogida de aguas pluviales, en general, se hizo sólo a nivel de suelo, con vertido libre desde cornisas de piedra, por goterones, y sin limas, canalones, ni bajantes de ningún tipo.
En las carpinterías, en general, de ventanas, las clásicas humedades bajo la peana del cerco, que afectan el interior tan corrientemente, se eliminaron a base de un sencillo goterón de madera, sobre las peanas de piedra.
Las humedades que, por capilaridad, suelen aparecer en las zonas bajas de los muros se evitaron intercalando en el arranque de los mismos una capa de 7 cm de mortero hidrófugo.
El aislamiento térmico y de humedades en suelos habitables de planta baja se consiguió mediante bóvedas de 2 hojas de rasilla, enjutadas con mortero pobre y apoyos de pie de ladrillo cada 2,40 m, formando cámara de aire.
Los paramentos, en general, de las zonas principales de tráfico de alumnos se revistieron con teselas de material vítreo y con alicatado de cerámica decorada a mano. En las zonas de estar y comedor, también se emplearon estos materiales, embebiendo en comedores, mosaicos decorativos, en el revestimiento vítreo.
En la zona de servicios de la Residencia de alumnos, se organizó: la preparación de alimentos, a base de bancadas de fábrica con tapa de mármol y peanas de ladrillo revestidas de material vítreo; la zona de hogares y marmitas de vapor se alojó bajo un chapitel abovedado, que remata en torreón con las salidas de humos, de cocinas y calderas. Se dio, así, una solución discreta a las necesarias chimeneas, que darían bajo la torre principal.
Los servicios higiénicos de la zona de Residencia de alumnos se resolvieron a la americana, a base de mamparas de mármol, con sujeción y apoyos de piezas especiales de fundición cromada (que hubieron de proyectarse, al no existir en el mercado). Se evitaron, así, los focos de suciedad.
La vidriería, en general, del conjunto se realizó a base de luna «securizada», por imposición de la propiedad que, en principio, pareció exagerada y luego se comprobó acertada. [Según nos dicen, en tanto tiempo transcurrido sólo se ha roto una «luneta» (?), mientras visitando el Centro de Córdoba, oímos las quejas sobre el disparatado gasto anual por roturas.]
Para las instalaciones de calefacción, realizamos un profundo estudio sobre rendimientos de combustibles. Se infirió de él que, a pesar de ser entonces equivalente el precio del combustible sólido (carbón) y líquido (fuel-oil), resultaba una gran ventaja económica y de mantenimiento en favor del líquido. Con carbón, se consume lo mismo siempre, al margen de la temperatura exterior. Con el líquido, de acuerdo con la temperatura ambiente. Con el primero, las calorías que sobran han de evacuarse por las ventanas; con el segundo, sólo llegan las necesarias. Ello unido al automatismo de funcionamiento, que evita mano de obra, nos llevó a instalar el combustible líquido (fuel-oil).
Hubo otras disquisiciones curiosas. Tal, la creación de la zona deportiva, con la programación conveniente. En nuestro país, el deporte madre indiscutible es el fútbol. Grave problema. Estudiada a fondo la cuestión, resulta ser un deporte insano, por asimétrico, según el plano horizontal (el tenis, también, según el vertical). Si se une ese hecho a la aberración, que todavía sigue en el país a costa del espectáculo en que se practica, nos llevó a eliminarlo en nuestros planes. Mas luego, recapacitando, se llegó a encauzarlo hábilmente. Valdría más que se practique en toda regla que a hurtadillas.
Los deportes sanos (balonvolea, baloncesto, balomnano a 7 y a 11, natación, etc.) se potenciaron debidamente en el programa. La pelota, con sus variantes, por su rancia solera hispana, se incluyó.
Con cuanto antecede hemos pretendido emitir unos reflejos de lo vivido y meditado en el principio, con su parte anecdótica.
Con los ojos de hoy
Vamos, ahora, a tratar de mirar hacia nuestra obra con los ojos de hoy.
Coincide el origen de los trabajos con la aparición del ordenador electrónico en Norteamérica. Es un hecho de la máxima trascendencia humana, que en principio sorprende a Europa, aunque ésta no le conceda por entonces la importancia que habría de tener para la vida toda de la humanidad. El hecho es tan trascendente que hoy se juzga que, a partir de él y debido a él, la humanidad ha progresado más que en toda su larga vida. El progreso en los últimos 30 años es superior al logrado en tantos milenios anteriores.
La creación de tal máquina electrónica produce instantáneamente una convulsión inaudita. El progreso todo lo desborda, rompiendo vertiginosamente toda inercia de la vida anterior. Se consiguió, de alguna manera, aplicar la «máquina», surgida 100 años antes (Primera Revolución Industrial) al pensamiento humano. Se abrieron los caminos a la máquina pensante.
Nace así la llamada 2ª Revolución Industrial o tecnológica, en la cual nos hallamos inmersos. La vida toda de la sociedad cambió, cambia y cambiará. La marcha es vertiginosa, los logros sucesivos, sorprendentes. Mas ¿hacia dónde vamos? Nadie lo sabe.
Los frutos conseguidos, día a día, son tan ubérrimos que el hombre se limita a recogerlos sobre la marcha y digerirlos rápidamente. Traen el bienestar corporal, mas no el espiritual. Tanta velocidad impide reconocer el camino. El espíritu vive preocupado.
Y mientras, cada cual ha de ir resolviendo su vida y previniendo, en lo posible, su futuro. Labor difícil y muy aleatoria. La sociedad toda está convulsa, alterada, desorientada, ante tanta sorprendente maravilla. Se está más dispuesto al aprovechamiento propio de los frutos logrados que a pensar en las consecuencias de los mismos. Todos, a ver la televisión y a ser posible en color; cada cual, a aportar toda clase de automatismos a su labor; cada cual, a comunicarse con los demás, por radiofrecuencia y si es preciso por vía satélite; algunos, a escudriñar con aeronaves, a millones de kilómetros de la Tierra; otros, a buscar la ayuda de los rayos láser para sus específicas labores, y, en fin, algún privilegiado... a dar un paseo por la Luna. ¡Sorprendente!
Damos así una idea sobre el panorama que sirve de fondo a nuestra visión de hoy de la labor de ayer en Gijón.
El ojo de este observador, ¿cómo no?, también está alterado. Mira desde la función docente, que al final de su activa vida de trabajo le trajo la felicidad a través de la convivencia educativa con nuestra maravillosa juventud actual. Impartimos, ahora, la apertura hacia la formación matemática en un Instituto Femenino de Bachillerato de la capital. Precisamente de la materia filosófica, que trajo tan inconmensurable progreso.
El hecho actual es que la sociedad anterior, la que había a la hora de concebir nuestra obra, ya no vale. Ha de cambiar para atemperarse. La formación de la juventud hoy ha de ser muy distinta a la concebible entonces. Es una realidad que nos cuesta, en nuestro añejo país, asimilar. Hay que enfocar los caminos a seguir por cada cual, por encima de todo, en el terreno de la eficacia del servicio a la sociedad, pero absolutamente desprovistos de prejuicios anacrónicos, que ya no deben existir. Esto al país le cuesta tanto que por ahora la frustración es palpable. Todos hacia el pomposo título académico y, a ser posible, que éste sea el superior. Grave desprecio del trabajo manual: la llamada Formación Profesional, como recurso de fracasados. Disparate total, que ahora mismo el M.E.C. trata de eliminar. Mas ¿cómo? Dignificando como se merece el trabajo total, sea instelectual, sea corporal.
Los valores humanos son tantos que sólo una mínima parte de ellos se pone en rendimiento. La mayoría muere con la persona, en estado potencial. Lo razonable ha de ser, sin discriminación alguna, analizar el caudal de valores de cada individuo y poner en rendimiento la parcela de los mismos que mejor pueda producir un resultado óptimo profesional y ello enfocado objetivamente a llenar los huecos que la sociedad pueda demandar. Lo demás es gravemente erróneo en una sociedad presidida por la eficacia.
Trabajo cerebral y trabajo corporal no son conjuntos disjuntos, sino complementarios. Ambos merecen el máximo respeto. Así ha de ser y así es, en efecto, en los países a la cabeza del desarrollo (USA, Suiza, Japón, etc.). En España no se acaba de entender así. Esperemos que muy pronto la feliz iniciativa del MEC pueda resolverlo.
En Estados Unidos se aplica el ordenador para componer con las cualidades que comporta cada individuo un perfecto profesional para cada uno de las miles de profesiones que allí existen.
En Suiza, sin ninguna clase de prejuicios sociales, cada educndo es encajado hacia la profesión que mejor le va. Si ha de acabar de ingeniero superior en Zurich, previamente realizará cuatro cursos de aprendizaje y práctica de oficios manuales. Si ha de acabar en albañil, se le dará una sólida base cultural adecuada a su función, con clases teóricas debidamente programadas y clases prácticas proporcionadas. (Al darnos cuenta en una importante conferencia dada por un «Orientador Profesional» de aquel país, en el Colejo Suizo de Madrid, cierto padre español observó: «Veo yo que es más difícil ser albañil en Suiza que ingeniero de Caminos en España». Curioso.)
En Alemania todas las enseñanzas de todas las profesiones llevan tal complemento de trabajos manuales que da lugar, al final, al hecho de que cuando dos profesionales se casan lo corriente sea que entre ambos se decoren y amueblen su alojamiento. (Cierto español inteligente, precisamente de la familia leonesa-gijonesa, al acabar brillantemente su carrera de Ingeniero Superior, inició por propia iniciativa su vida profesional con los más variados oficios, como obrero en industrias de Alemania. A su vuelta, una empresa japonesa, para su nueva factoría en España, solicitaba, por un anuncio en un diario, ingeniero español con curriculum vitae adecuado. Rápidamente, nuestro hombre acudió a la llamada y tuvo éxito contundente; con sueldo mensual superior a las 400.000 pesetas, fue designado director de la factoría.)
En Japón el trabajo corporal está casi eliminado. Las factorías trabajan a base de automátas, que han de ser creados a base de culturizar extraordinariamente a los que deberían ser operarios. No existe paro y las huelgas consisten en trabajar en exceso, alterando lo previsto por la dirección de empresa. Culminación del progreso actual, con el resentimiento competitivo del mercado mundial.
Y siendo así los tiempos que vivimos, resulta reconfortante mirar nuestro Censo de Enseñanzas Integradas y descubrir que, para el mundo de hoy, resulta tan atemperado que hasta el tan pomposo, como inadecuado, título que se le dio a su final, Universidad Laboral, respondía, aunque por exceso, al deseo de dignificar la llamada Formación Profesional. Así mismo, las miras de entonces de que arquitectónica y funcionalmente fuera algo extraordinario con soluciones y ambientes fuera de lo común, ¿no respondería a lo mismo?
Lo cierto es que hoy día resulta muy acorde con la época. La conveniente orientación entre lo teórico o cerebral y lo práctico o manual está aquí y debidamente adobado. Inclusive, tanta simplicidad y ligereza como suele llevar la arquitectura hasta ahora vigente resulta aquí superado, algo de acuerdo con la reacción, que ya se apunta, de contenido histórico-espiritual.
Desde el punto de vista de la eficacia en su función, también resulta grato observar que lo que se llama en lenguaje industrial el «producto terminado» es aquí óptimo. Las personas aquí formadas están tan solicitdas que para ellas no hay problema de paro. Sin salir de la región siquiera, todas, prácticamente todas, laboran felices, en bien de todo nuestro gran país.
Apuntemos, finalmente, otro síntoma reconfortante: En la creciente visita del ministro de Educación de la URSS al Centro, mostró asombro y admiración, a la par que hacía ver que éste era el camino, al margen de lo que se viene haciendo por el mundo de hoy.
Meditación final
Analizado el inaudito progreso actual, fácilmente se colige que afecta especialmente a lo puramente material, mas no así a lo espiritual. Cualquier profesión, hoy, ejercida con eficacia, se ve compensada ampliamente, en lo material (todos con coche, televisión, vacación, electrodomésticos, etc.). Mas la verdadera felicidad anda por otros caminos, más bien espirituales. Es el caso de una boyante empresa de ahora que organiza un viaje de recreo a Florencia, o Siena, por ejemplo. Todos llegan triunfantes allí, mas sus aires triunfales poco a poco decaen ante tanta maravilla espiritual. El inverosímil cúmulo de creaciones humanas espirituales (religiosas, artísticas, etc.) les deja absortos y bastante deprimidos. La vuelta es más bien depresiva.
Pues bien, traducido este aspecto al ejercicio profesional del arquitecto, la cuestión es clara. La arquitectura que hoy ha de practicarse perdió con el progreso actual la mayoría de sus indiscutibles encantos espirituales. La clave de hoy está en encajar a través de los proyectos toda clase de dispositivos logrados con el progreso. Labor penosamente aburrida y difícil. ¡Son tantos! El objetivo final indiscutible: producir beneficios (?). (Recientemente, un compañero arquitecto de Madrid trazaba las ideas primeras de un complejo e importante conjunto de bloques de viviendas para una empresa francesa de prefabricación. Al mostrar dos variantes posibles al directivo de tal empresa, opinó: «Esta solución me parece más bonita». «Bien —respondió el empresario—, y la estética ¿cuánto me renta a mí?». Es lo de hoy.)
Vistas así las cosas y así son. ¿Qué duda cabe que los arquitectos que hace unos treinta años tuvimos la suerte de poder hacer nuestra arquitectura en Gijón fuimos por encima de todo felices con ello?
Trabajo excesivo, superlativo. Del estudio, al tren; del tren, a la obra, y vuelta rápida al estudio. Planos y planos y miles de planos. Felicidad de crear en libertad total, un algo nuevo, útil a la sociedad, pero todo ello regido por el agrado espiritual.
Y ¿qué decir de la atmósfera vivida en las obras, rodeados de tantos y tantos maravillosos artesanos, que ya no hay apenas, llámense albañiles, canteros, cerrajeros, carpinteros, etc.?
Queremos, en esta ocasión, rendir tributo de admiración y cariño al recuerdo de todo aquel plantel de personas, de todas las condiciones sociales, que tanto y tanto y con tanta satisfacción y esmero hicieron para que todas nuestras buenas intenciones fueran una realidad, que hoy tonifica nuestra ya 3ª edad.
Y un último triste recuerdo a aquel modesto trabajador que en un trágico día halló la muerte, bajo una pesada dovela pétrea, de nuestro porche de recreo cubierto, en las clases de estudiantes. Desgraciada maniobra de desapuntalamiento, análoga a otra que causó muchas víctimas al realizar las obras del Canal de Isabel II, en Madrid. Los empujes transmitidos por una sucesión de arcos se absorben en los extremos, al final. En ambos casos, se pensó que ya estaban absorbidos, erróneamente. La impresión de aquel triste entierro sigue en nosotros. Descanse en paz.
Bridge St & Church St
Spring City, PA 19475
Pennhurst State School was abandoned over thirty years ago. Time has taken its toll on many of these impressive buildings leaving what many would consider beautiful subjects for photography. Visit the exteriors of sixteen Lower Campus buildings and some of our re-mediated spaces as you learn about Pennhurst’s past.
Consider this my way of publishing a Sunday Colour Supplement :0)
This is a "straight out of the camera shot". Developed and scanned at the supermarket 1 hour lab. I like this shot so much that I thought I'd show it to you all. It was shot on Fuji Reala.
I posted a Black and white version earlier in the week.
Please consider leaving a comment if you fave, it is lovely to hear from you! xx
So it was another fantastic weekend in Leeds. Friday night was probably the most sociable LFF I have ever had, meeting so many people old and new. Great times, great conversations, great memories!
Early evening in the Cosmopolitan where we all meet at the start of the evening.
Kerry & Ginny Dennehy, thank you for your support. I consider it a honour to dedicate our Mental Health Game to your late son Kelty.
We appreciate all you do for youth Mental Health.
Sincerely
Myles Mattila
Founder and Director
MindRight for Athletes Society
Enough is Enough - Youth Depression, Suicide Prevention
The Kelty Story by Kerry Dennehy
Teenage suicide and depression obviously has a dramatic effect on families, friends and communities. Ginny and Kerry Dennehy, Kelty's parents, are devoted to sharing their experiences with others to help educate and thereby reduce the tragedy of teenage suicide. Kerry shares his son's poignant story with courage and hope...
A small granite tablet in a quiet corner of the Whistler Cemetery marks the last resting place of our son. It reads, "Our Beautiful Boy", Kelty Patrick Dennehy, Nov. 23/83 - Mar 02/01. We were proud to have him in the same row with some of Whistler's early pioneers and legends, Myrtle Philip, Jean Tapley and Dave Murray, giving evidence to the fact that some souls live to a ripe old age and some are taken well before their time.
Kelty suffered from depression, which cast a cloud over his life that proved to be unmanageable. Kelty's friends, family, doctors and psychologists were never able to access, understand or manage his depression. Depression is a disease so insidious that only those who have suffered its depths can describe the loss of self, the loss of hope, and the blackness that snuffs out every ray of light.
Why depression strikes and manifests itself in certain individuals is largely a mystery. Studies indicated that Kelty fit a certain stereotype - a stereotype that most would be surprised to find was high risk for suicide.
Early childhood and youth painted the picture of a fairly typical boy who was average in school, loved sports and got along well with his peers. Kelty seemed to be a well-adjusted all around, likable kid, accepting the bumps and grinds of everyday living. My wife and I are from big, close families and we tried to give him all the love and attention we enjoyed in our own families. We played roles in coaching and supporting his soccer, baseball and hockey teams.
Kelty's first quantum leap into cultural shock came when he insisted that he enroll in Saskatchewan's Notre Dame College. Notre Dame is a private Jesuit school known for its high standards of academics and sports. At first Kelty had trouble adjusting and raised a fuss about coming home. Towards the end of the year he finally settled in and produced good showings on his report card and on the ice with the bantam hockey team.
The Kelty Story by Kerry Dennehy
Game Hosted by Myles Mattila
Kelty returned home to a summer job as a golf cart attendant at the Chateau Whistler Golf Course. That summer he announced he would like to return to Whistler Secondary School for grade 11. He certainly had developed maturity at Notre Dame, a place where he learned his position in the hierarchy quickly, a place where he cleaned dorms and washed pots, a place where attendance at church and Christian Studies was mandatory.
All seemed to be going smoothly and we took our family on a cruise through the Panama Canal. It was there that Kelty suffered from a paranoia anxiety attack. Having never had an indication of anything like this before, we were just as shocked and distressed as he was. Kelty lay low for a couple of days and with the help of the resident priest and the ship's doctor was able to function again well enough to finish the cruise. That year he went on to complete Grade 11 with top marks and graduation honors.
Several times we asked Kelty if he had any recurring incidents. He preferred to downplay it but admitted that he feared the anxiety attack might return.
He had a terrific winter with his many friends, snow boarding, playing Midget hockey, partying and driving our cars - in a responsible way. That summer he again returned to his summer job at the Chateau Whistler where he had the opportunity to hone his promising golf game.
Surprisingly, he announced that he wished to return to Notre Dame for Grade 12. He said he wanted to rekindle the bonds with his classmates and achieve some of the academic goals that would send him off to Bishop's University. He knew Bishop's had high standards so Kelty progressed from an average student to what some would call an over achiever. His nickname at Notre Dame was "crazy" because he would get up so early to study. As well, he represented Notre Dame on the school golf team, playing in the Saskatchewan Provincials. Knowing he would never make the NHL, Kelty settled for assistant captain on the Notre Dame junior "C" team and traveled throughout the province enjoying both the game and the camaraderie.
The Kelty Story by Kerry Dennehy
At Christmas we took a vacation in Mexico that the whole family enjoyed. The first indication that Kelty's problems were reoccurring was as he was preparing to return to Notre Dame. He had done well at school, except in Math, which he was planning to repeat. Almost as soon as he returned, his mood changed. He became anxious about things in general, worrying about school, his mother's job, his father's well being, his grandfather, his sister and his uncle's bout with cancer. His anxiety led to lack of sleep, then a lack of focus, as he seemed to spiral down into depression. We encouraged him to open up to his house parent, his peers, and his religion. We set him up with a counselor and had him checked by a doctor.
Nothing seemed to help as he spiraled downward. He pleaded with us to come out and be with him. The pleading turned to begging as the phone calls, often mixed with tears and despondency, were increased to 3 and 4 times a day. We finally agreed that I would go out for a weekend.
I greeted him, realizing how much he needed me. We holed up in a motel room and went over his despondency. Here is my son - big, strong, beautiful hockey player and leader, fine student, good looking and charismatic, a kid who loves humor and goofing around with friends - weeping on my shoulder in a motel room in Regina, asking me what's wrong with him. Why can't he just be his normal self? Why can't he sleep or concentrate? Why was this black dog called depression so relentlessly attacking him? I was devastated and tried my best to accept what he said and to lead him out of harm's way. We prayed together, made up workbooks and a diary to help him objectify the situation. We went to the best restaurants, laughed when we could, and I treated him to some new hockey gear... anything that he wanted. When the time came for me to return to Vancouver it felt more like abandonment. As soon as I arrived home he was on the telephone to my wife, asking to come home - at least for a visit
The Kelty Story by Kerry Dennehy
We tried reasoning but realized from Kelty's tone of voice that he was very desperate. So we decided that my wife, Ginny, would make the trip to Notre Dame. She went through many of the same things I did. By that time, Kelty was on antidepressants, which we were told, would take several weeks to take effect. Ginny reluctantly left Kelty, soon followed by his relentless calls to return home.
Kelty was desperate in his attempts to stop the downward spiral of depression, so we agreed to a five-day trial return home. Back in Whistler, he seemed calmer but exhausted. We were told to encourage exercise and his many friendships, so he spent the next few days snow boarding surrounded by his Whistler chums (male and female). The five days soon ended and he pleaded for us to let him stay. He said, "I just need to be in a safe place." In fact he broke down in the car one day and said "Dad, I don't know what is wrong with me. I just want to be a normal kid like I was before. Dad, hide the guns. I am not kidding. Hide the guns. Dad you have to let me stay. I can't go back."
I too broke down, knowing he was in such serious trouble that we had to have him close to us. I agreed to keep him here. I made him promise me that he would be safe if he stayed home. I promised him that he would get better with the antidepressants and the love and nurturing provided by his family and friends. Neither of us kept our promise.
I hung a cross in the place where Kelty took his life, and I often look up at it and ask "Why"? I think of what could have been. I think of his pain and suffering. The only way he could think to end the pain was to end his life. His defenses were so low - his resistance none.
Our beautiful daughter Riley wanted to continue her brother's tradition and asked to go to Notre Dame for grade 10. She has just returned for Thanksgiving, five days early. All the girls did. They were sent home because a depressed classmate took her own life in the dormitory washroom. Teenage suicide has reached epidemic proportions.
We have to help save some of these young lives.
© all rights reserved - (Photo protection system: Iso-mark)
Courtesy of Lucio Rocchetti - Roma
Info sulla foto:
positiva su cartoncino
dimensioni: 6x10,4cm
stato di conservazione: sufficiente
Per sfogliare le foto:
For more info:
DE ANGELIS, Filippo
Dizionario Biografico degli Italiani - Volume 33 (1987)
di Giuseppe Monsagrati
DE ANGELIS, Filippo. - Nacque ad Ascoli Piceno il 16 apr. 1792 da Vincenzo, ricco possidente, e da Maria Alvitreti, discendente da illustre famiglia ascolana insignita del marchesato di Marino. Compiuti i primi studi nel seminario di Ascoli, si iscrisse all'università romana e vi conseguì due lauree, la prima in diritto canonico e civile (22 luglio 1818) e la seconda in filosofia e teologia (25 sett. 1819): era perciò pronto ad affrontare la carriera ecclesiastica che si snodò secondo gli schemi collaudati di un lento ma efficace tirocinio nel campo spirituale ma più ancora in quello amministrativo. Il cursus honorum del D. può dunque essere considerato esemplare del processo di formazione del ceto dirigente nello Stato pontificio: convittore per più anni dell'Accademia ecclesiastica pontificia, poi prelato domestico e sottosegretario ai Memoriali (1823), quindi, promosso il 3 luglio 1826 alla sede di Leuca, e consacrato vescovo il 23 luglio 1826, il giorno dopo era inviato a Forlì per sostituire, col titolo di vicario e visitatore apostolico, il vescovo A. Bratti chiamato a Roma per discolparsi da gravi accuse e quindi invitato a lasciare definitivamente la diocesi. Negli anni in cui restò a Forlì, il D., oltre a riportare il locale seminario in pristinum splendorem, come si esprime un suo apologeta in latino (I). Sartini, De Ph. D. cardinali archiepiscopo principi. Firmanorum commentarius, Faliscodunii 1876, p. 8), riuscì a ristabilire la concordia tra i cittadini divisi in due fazioni, favorevole e contraria, al vescovo allontanato; e certo dovette dar prova di grande tatto se papa Pio VIII, dopo averlo nominato arcivescovo di Cartagine (15 marzo 1830), gli conferiva l'incarico di nunzio pontificio in Svizzera (23 apr. 1830).
Il D. restò in Svizzera esattamente nove anni. La sua missione, fin dall'inizio molto delicata in un paese in cui il cattolicesimo viveva a diretto contatto con la realtà protestante, fu resa ancor più complessa dai fermenti di ribellione a Roma che il giurisdizionalismo settecentesco aveva finito per produrre anche nella Confederazione. Su questi motivi, che adombravano la volontà dello Stato di sottrarsi ad ogni ingerenza esterna, altri se ne innestavano, come l'influsso della vicina Francia e la presenza di un clero che, per ammissione degli stessi rappresentanti pontifici, era spesso avido e corrotto: un insieme di fattori che favorivano la diffusione di tesi razionalistiche e, per conseguenza, l'aspirazione ad una Chiesa nazionale posta sotto il controllo dello Stato. La rivoluzione del '31 e l'ascesa al potere dei radicali fecero maturare le posizioni di chi voleva il distacco da Roma o, quanto meno, l'emancipazione dei Cantoni dai vincoli imposti dalla giurisdizione ecclesiastica. Da Lucerna, sede della nunziatura e, con San Gallo e i Grigioni, fertile terreno di coltura del moto progressista, il D. cercò inizialmente di non esasperare la vertenza "in un momento - scriveva al card. Berrietti - in cui è stato ispirato il più grande orrore contro ogni intervenzione straniera" (dispaccio del 19 febbr. 1831) e in cui, peraltro, la S. Sede, alle prese con la rivoluzione interna, puntava sul reclutamento di due reggimenti di mercenari. Una vecchia tradizione della diplomazia papale voleva che, di fronte alle richieste degli Stati laici, i nunzi si sforzassero di prender tempo e limitare al massimo le concessioni: finché poté anche il D. seguì questa linea che gli permise di superare nel '32 la prima crisi provocata dall'inserimento nella nuova costituzione elvetica del giuramento di fedeltà dei parroci. Ma già dalla primavera del '33. facendo proprie le tesi del curato A. Fuchs - subito condannate da Gregorio XVI con due brevi del 24 luglio e del 17 settembre - il governo di San Gallo, interessato alla separazione della locale diocesi da quella di Coira e alla creazione di una gerarchia indipendente da Roma, aprì le ostilità sopprimendo il seminario e incamerando i beni del clero. A sancire la rivolta venne poi la conferenza di Baden (20 febbr. 1834) nella quale i Cantoni riuniti proposero l'istituzione di un arcivescovo me tropolitano e una decisa limitazione dell'autonomia del clero.
Le contromisure prese dal D. furono graduali e proporzionate all'aggravarsi della situazione ma finirono per approfondire una frattura che aveva radici profonde e non era legata all'iniziativa di questo o quel personaggio: le sue note diplomatiche, l'enciclica Commissum divinitus con cui Gregorio XVI condannava il 17maggio 1835le tesi di Baden, lo stesso appello rivolto dal nunzio ai rappresentanti d'Austria e Piemonte perché difendessero le ragioni del Papato furono vani; così come non ebbero effetto altri interventi meno formali, come il ritiro dal mercato degli opuscoli di A. Fuchs ad opera dei canonico luganese G. B. Torricelli (che in seguito. incoraggiato dal D., avrebbe esaltato l'azione del nunzio in una raccolta di Dissertazioni storico-polemiche (Lugano 1835e ristampate nel '55) o la proposta, studiata ma mai messa in atto per l'opposizione della Francia, di bloccare il commercio interno ed estero della Svizzera. Ma ciò che esasperò maggiormente le autorità e l'opinione pubblica della Confederazione fu il tentativo condotto dal D. di speculare sul malcontento dei pochi Cantoni rimasti fedeli a Roma per far balenare il rischio di una spaccatura della Confederazione: per reazione, mentre il governo respingeva l'enciclica papale, la stampa iniziava una violenta campagna contro il D. che era costretto a spostare la nunziatura a Schyjyz (novembre 1835), dove il rapporto con la popolazione era più facile, e quindi ad autorizzare lo sdoppiamento della diocesi di Coira e San Gallo (26 apr. 1836).
Bisogna rilevare che l'azione del D. in questi cinque anni non fu sempre apprezzata a Roma: i suoi dispacci, indirizzati al segretario di Stato Bernetti, erano esaminati dal segretario della S. Congregazione degli Affari ecclesiastici straordinari, mons. L. Frezza, che non si mostrò mai troppo indulgente; e il D., che già nel novembre 1832era stato destinato a Lisbona senza però potervisi recare per la precarietà della situazione interna portoghese e poi per la rottura delle relazioni diplomatiche tra la S. Sede e il Portogallo (29 luglio 1833), nel dispaccio del 24 luglio 1834penò per far capire al Bernetti che la prospettata ipotesi di affiancargli l'incaricato d'affari pontificio a Torino, P. Gizzi, nella gestione dei rapporti con la Svizzera, oltre a punirlo personalmente non sarebbe servita a migliorare relazioni che si erano guastate non per questioni di forma o etichetta, come Roma si ostinava a credere, ma "di principii". Ma finché il Bernetti e il Frezza rimasero ai loro posti il D., pur sforzandosi di applicarne le direttive dilatorie, ebbe a subire critiche impietose; e se il secondo lo accusava di "perdersi in parole" (parere del 18 ott. 1834) e di aver garantito come prossima la separazione della doppia diocesi invece di "farla tra sentire e sperare" (parere del 30 giugno 1835), su questo stesso punto il Bernetti lo rampognava duramente per aver parlato di divisione e non, più vagamente, di "nuova organizzazione" (minuta del 2 luglio 1835).
Col passaggio a Schwyz e l'avvento del Lambruschini alla segreteria di Stato (1836) la posizione del D. a Roma si fece più sicura, anche se il contrasto con la Svizzera trasse nuovo alimento dalla soppressione di alcuni conventi e dalla ostilità dei Cantoni radicali: un clima difficile che gli fece accogliere con gioia la notizia del proprio passaggio alla diocesi di Montefiascone e Corneto (dispaccio del 16 dic. 1837, decorrenza ufficiale dal 15 febbr. 1838). Ragioni di salute costrinsero il D. a restare a Schwyz fino al 30 apr. 1839: pochi mesi prima (13 sett. 1838) Gregorio XVI lo aveva riservato cardinale in pectore. La pubblicazione ebbe luogo l'8 luglio 1839, l'imposizione della berretta col titolo presbiteriale di S. Bernardo alle Terme tre giorni dopo.
Prostrato da dieci anni di lotte, il D. fece di Montefiascone una sinecura dove suoi unici problemi furono il riordinamento del seminario e l'ampliamento del Monte di pietà: al collega L. Amat confidava ad esempio che, pur deprecando l'assenza di ogni forma di vita sociale, gradiva molto la "docilità generale" dei diocesani (lettera del 27 nov. 1839, in Museo centr. del Risorg. di Roma, busta 213/3/5); economicamente abbastanza redditizia, la sede assegnatagli era magari "sozza", ma aveva un gran merito: "non vi sono affatto opinioni politiche esaltate, v'è moltissima soggezione e deferenza, e il Cardinal Vescovo e Legato è tutto" (lettera del 27 marzo 1841, ibid., busta 213/3/7).
La sua soddisfazione crebbe quando, il 27 genn. 1842, passò all'arcidiocesi di Fermo: il bene della tranquillità era consolidato dalla vicinanza alla città natia e dai proventi di una sede che era tra le più ricche dello Stato., la sola mensa vescovile rendendo 6.000 scudi l'anno.
Su questa disposizione d'animo l'avvento di Pio IX e l'inizio delle riforme caddero come una sorta di fastidio, un sentimento, questo, presto soppiantato dal timore dei pericoli cui la svolta improvvisa esponeva lo Stato pontificio; soprattutto preoccupava il D. l'idea di dover tenere a freno, con grossi rischi d'impopolarità, un movimento ormai scatenato che anche nelle Marche esaltava in Pio IX non il capo della Chiesa ma il simbolo della lotta per la nazionalità. Il pessimismo della fine del '46 si tradusse nel '47 in rancoroso dissenso verso un papa che, rompendo con l'Austria, privava la Chiesa del sostegno maggiore proprio quando il gioco dei rivoluzionari si faceva più scoperto; il punto di vista del D. era dunque quello del partito conservatore, lo stesso che nel precedente conclave aveva fatto confluire su di lui un esiguo numero di voti e che ora osservava con apprensione gli sviluppi della politica di Pio IX. Impossibilitato ad opporsi al nuovo corso, il D. si mantenne in un'attesa passiva, e certo accolse la fuga del papa a Gaeta e l'avvento della Repubblica come un chiarimento che gli consentiva di riprendere l'iniziativa. Verso il regime repubblicano mise allora in atto un ostracismo che, tramite l'adozione di misure punitive in campo spirituale, mirava a togliere alla rivoluzione la base popolare; sembra inoltre che, attraverso il fratello, il D. sostenesse le bande che nell'Ascolano facevano del brigantaggio uno strumento di controrivoluzione: da ciò il provvedimento di arresto e deportazione nel forte di Ancona preso dalle autorità periferiche repubblicane nei confronti dell'arcivescovo (11 marzo 1849) che di questa esperienza, durata fino alla resa della città agli Austriaci (3 giugno 1849), lasciò un diario in cui due aspetti risaltano su tutto: il grande spavento causatogli dai bombardamenti e la singolare conoscenza di dettagli tecnici sulle bocche da fuoco usate da assedianti e assediati.
Tornato a Fermo, il D. impiegò molto tempo per riprendersi dal trauma subito: convinto non del tutto a torto che, durante la prigionia, niente fosse stato fatto dal Vaticano per ottenere la sua liberazione, oppose un rifiuto all'invito di Pio IX che avrebbe voluto inserirlo nel triumvirato di cardinali incaricato di restaurare il potere temporale: l'ambiente romano non gli piaceva e apparentemente non lo animava alcuno spirito di vendetta verso i suoi persecutori tanto che per due volte tra il '50 e il '51 intervenne perché gli autori del suo arresto non subissero condanne o almeno vedessero ridotte le loro pene, ma forse capiva anche che il ricorso alla clemenza era la sola via per riguadagnare al Papato il rispetto dei sudditi e a se stesso la devozione dei fedeli.
Il Leti, nella sua biografia del D. intrisa di un anticlericalismo piuttosto fazioso, osserva che, una volta consolidato il potere pontificio, il cardinale collaborò di persona alla raccolta di prove contro alcuni sostenitori dei cessato regime (cinque dei quali poi giustiziati), ma facendo sempre attenzione a non esporsi e a non lasciare testimonianze scritte del proprio operato: è un giudizio difficile da confermare in quanto basato quasi esclusivamente su illazioni ma che certo fu condiviso da larga parte della popolazione fermana soprattutto dopo la conquista piemontese delle Marche e l'annessione della regione al Regno unito.
Come già nel '49, anche nel '60 il D. non esitò a prender posizione contro l'ordine appena instaurato con una circolare che impegnava il clero diocesano a rifiutare giuramenti, incarichi e ogni altra forma di collaborazione con l'autorità civile. Questo atteggiamento, e il timore che egli potesse far leva sulla reazione sanfedista, indussero M. Fanti ad ordinarne l'arresto (28 sett. 1860) e la immediata traduzione a Torino. All'invito del Cavour di trasferirsi a Roma il D. rispose che si sarebbe mosso solo per far ritorno a Fermo. Ritiratosi in un convento di Padri missionari, il cardinale osservò nei primi anni di permanenza a Torino il massimo riserbo; Pio IX lo considerava alla stregua d'un martire e ogni anno a Natale gli inviava espressioni di lode per la sua fermezza e di augurio per il futuro suo e della Chiesa. Inoltre, come registrano puntualmente le rubricelle della segreteria di Stato per gli anni 1860-66, ogni mese gli faceva pervenire la considerevole somma di 1.000 scudi.
La soluzione del problema relativo al D., che era quello più vasto delle ventiquattro sedi vescovili vacanti, venne nell'ottobre del '66, nell'ambito della politica di conciliazione tra Stato e S. Sede ripresa dal Ricasoli e preannunziata ai prefetti italiani con quella circolare (datata 22 ott. 1866) in cui, constatata la fine del periodo di assestamento del paese, si deliberava di "procedere al richiamo dei vescovi che per necessità di locale o generale sicurezza furono allontanati dalle loro sedi ed inviati a domicilio coatto" (Carteggi di B. Ricasoli, a cura di S. Camerani e G. Arfé, XXIV, Roma 1970, p. 162).
Il D. rivide la diocesi il 4 dicembre del 1866: l'accoglienza dei Fermani fu molto calorosa nonostante la presenza di "pochi tristi", come li qualificava il D. stesso scrivendo al card. Antonelli una settimana più tardi, e soggiungendo di aver saputo che il governo italiano aveva raccomandato "a quest'Autorità di vegliare perchè io fossi tranquillo e indipendente nell'esercizio del mio ministero" (Archivio Segreto Vaticano, Segreteria di Stato, 1866, rubrica 165, fasc. 3, prot. 43-329).
La lealtà di questa ammissione collegata alla notizia dei buoni rapporti intrattenuti con molti membri della famiglià reale negli ultimi tempi del soggiorno torinese farebbe pensare ad un ammorbidimento del D. nei confronti dello Stato italiano: d'altra parte negli ambienti conservatori il suo allontariamento dalla diocesi fermana costituiva, insieme con la indiscussa preparazione, un titolo di merito che fin dal '61 faceva di lui il candidato naturale dell'Austria e dello schieramento conservatore per un conclave che si riteneva prossimo. Una simile designazione, che trovava contraria la Francia, fu di volta in volta confermata dai rappresentanti e dai fiduciari austriaci a Roma fino al '76, un anno prima della sua morte; ma il D., che senza dubbio ne era al corrente, non poteva ignorare che un uomo come lui, attestato su posizioni di netta chiusura, per quanto stimato difficilmente sarebbe giunto al soglio pontificio. E forse è in relazione a queste sue aspirazioni che si può comprendere lo spirito con cui guidò le sedute del concilio vaticano.
Il D. esercitò le funzioni di primo presidente del concilio dal 3 genn. 1870, succedendo al defunto card. Reisach. Pur se inizialmente allineato sulle tesi della maggioranza che miravano a schiacciare ogni tentativo di opposizione, sul problema principale, quello dell'infallibilità del pontefice, diede prova di una certa apertura fino a rispettare e in qualche caso ad appoggiare la tendenza minoritaria che grazie a lui non si vide precluso a priori un limitato spazio di manovra. Se addirittura qualche testimone poté registrare in più di un'occasione lo sforzo del D. di dissociare le proprie responsabilità dalle decisioni di Pio IX e di non contrastare l'orientamento prudenziale di chi voleva che la definizione del dogma dell'infallibilità fosse una scelta molto meditata, ciò è forse da attribuire, oltre che al desiderio di evitare pericolose fratture, al proposito di raccogliere consensi su cui poter contare in un futuro conclave. Da allora lo spirito conciliativo si fece in lui tanto forte da spingerlo a patrocinare, dopo il 20 settembre, la partenza del papa da Roma per rimuovere così quello che il rappresentante britannico definiva "a great obstacle to the entire incorporation of Rome into the Italian Kingdom" (N. Miko, Das Ende des Kirchenstaates, III, Wien-München 1969, p. 51).
Le ambizioni papali dei D. non dovevano però mai realizzarsi: titolare di S. Lorenzo in Lucina dal '67, quindi camerlengo di S. R. Chiesa, morì a Fermo l'8 luglio 1877, un anno dopo la celebrazione del giubileo sacerdotale.
Fonti e Bibl.: I dispacci del D. dalla Svizzera sono conservati in Arch. Segr. Vaticano, Segr. di Stato, rubr. 254, buste 498-490 (l'archivio della nunziatura, ibid., Nunziatura di Lucerna, buste 409-414); per la corrisp. coll'Antonelli prima e dopo la partenza da Torino: Ibid., Segr. di Stato, 1866, rubr. 165, fasc. 3, prott- 43-103, 43-180, 43.229; una lett. a Pio IX, Ibid., Arch. Pio IX, Oggetti vari, 198. Le 58 lettere al card. Amat e a P. Braschi in Roma, Museo centr. del Risorgimento, busta 213, cart. 3-7. All'arch. privato del D., conservato presso privati a Loreto, ha attinto C. Tommasini, Lettere inedite di Pio IX al card. D. di Fermo, in Studi maceratesi, IX (1973), pp. 424-434; nell'Arch. stor. arcivescovile di Fermo, oltre a una importante corrispondenza con mons. Agnelli (quattrocentoquarantotto lettere, in parte di mano del segretario, per gli anni 1858-1877), è custodito il manoscritto edito da G. Piergallina, Ilgiornale del card. F. De Angelis... (1849), in Atti e mem. della Deputaz. di st. Patria Per le Marche, s. 8, V (1966-1967), pp. 119-154. Altro materiale inedito sempre a Fermo, nell'Arch. capitolare del duomo e in quello della parrocchia di S. Pietro. Numerose le fonti edite, a partire da quelle coeve: G. B. Torricelli, Dissertaz. storico-polemiche ossia catechismo religioso sociale, III, 1, Milano 1855, pp. 221-238, 316, 329 s.; G. Moroni, Diz. d'erudiz. stor-ecclesiastico, ad Indicem. Sul periodosvizzero: Edizione nazionale degli scritti di G. Mazzini, Epistolario, IV, p. 142; Le relazioni diplomatiche fra lo Stato pontificio e la Francia, s. 2, 1-11, a cura di G. Procacci, Roma 1962-63, ad Indicem. Sul suo ruolo nel 1849: F. Orsini, Lettere, a cura di A. M. Ghisalberti, Roma 1936, p. 87; J. Pli. Koelman, Memorie romane, I-II,a cura di M. L. Trebiliani, Roma 1963, ad Indicem; Le relaz. diplomat. fra lo Stato Pontificio e la Francia, s. 3, II, a cura di M. Fatica, Roma 1972, ad Indicem; Le relaz. diplomat. fra l'Austria e lo Stato pontificio, s. 3, 1, a cura di R. Blaas, Roma 1973, ad Indicem. Sulla traduzione a Torino e successiva liberazione: P. Pirri, Pio IX e Vittorio Emanuele II dal loro carteggio privato, II-III, La Questione romana 1856-1870, Roma 1951-1961, ad Indicem; per i Carteggi cavouriani si rinvia all'Indice gen. dei Primi quindici volumi (1926-1954), a cura di C. Pischedda, Bologna 1961, ad nomen; Docc. dipl. it., s. 1,V (1864-1865), Roma 1977, ad Indicem. Sulla eventualità di una sua elezione al Papato: F. Engel Janosi, Oesterreich und der Vatikan 1846-1918, 1-11, Graz 1958, ad Indicem; Docc. dipl. it., s. 2, II (1871), Roma 1966, ad Indicem; e soprattutto Ch. Weber, Kardindle und Pralaten in den letzten Jahrzehnten des Kirchenstaates, I-II, Stuttgart 1978, ad Indicem; sul ruolo svolto dal D. nel concilio: L. Teste, Préface au Conclave, Paris 1877, pp. 103-107, e G. G. Franco, Appunti storici sopra il Concilio Vaticano, a cura di G. Martina, Roma 1972, ad Indicem. Biografie: un medaglione in Acres et histoire du Concile oecuménique de Rome..., a cura di V. Frond, Le Sacré College, Paris 1870, ad nomen; Eusebio da Monte Santo, Elogio funebre dell'e.mo e r.mo card. F. D., Roma 1877; G. Leti, Fermo e il card. F. D. .... Roma1902; Historisch-biograph. Lexicon der Schweiz, I,Neuenburg 1921, al nome Angelis; Dict. d'Hist. et de Géogr. Ecc]., III, coll. 64 s.; Enc. catt., IV, sub voce. Notizie sulla carriera in R. Ritzler-P. Sefrin, Hierarchia catholica medii et recentioris aevi, VII,Patavii 1968, ad Indicem. Sulla nunziatura in Svizzera: G. Monsagrati, Verso il Sonderbund..., in Atti del II Convegno interregionale di storia del Risorgimento..., Viterbo 1983, pp. 123-59; qualche giudizio in opere a carattere generale: J. Dierauer, Hist. de la Confédér. Suisse (1795-1848), Lausanne 1919, p. 712; V. Gorresio, Risorg. scomunicato, Firenze 1958, pp. 114-125; R. Aubert, Ilpontificato di Pio IX, Torino 1964, ad Indicem; M. Maccarrone, Ilconcilio Vaticano 1 e il "Giornale" di mons. Arrigoni, I-II, Padova 1966, ad Indicem (fondamentale); B. Ficcadenti, Una vicenda della rivalità municipale sorta con l'Unità d'Italia, Urbino 1973, ad Indicem; G. Martina, Pio IX (1846-1850), Roma 1974, ad Indicem; R. De Cesare, Roma e lo Stato del Papa. Dal ritorno di Pio IX al XX settembre (1850-1870),Roma 1975, pp. 527, 531, 628, 631.
Gala 75 Aniversario Coros y Danzas "Villa de Madridejos"
VÍDEO en youtu.be/3ehb5TZVQ4A
El 75 aniversario de la Asociación de Coros y Danzas Villa de Madridejos reunió este fin de semana en el Pabellón Santa Ana a la mayoría de los componentes que han pasado por dicha asociación desde 1940 en una gala homenaje a las personas que tuvieron la iniciativa de crear el grupo y han sabido transmitir el saber popular hasta nuestros días.
La gala consistió en un recorrido por la historia de la asociación desde su creación hasta nuestros días documentada con vídeos y fotografías, e intercalada con distintos bailes regionales, propios de La Mancha, que interpretaron miembros antiguos de las asociación, el grupo actual compuesto por 48 personas y el grupo infantil.
La pieza clave de las actuación y que sirvió como colofón a la gala fue la ‘seguidilla de Madridejos’, considerada desde el alma del grupo como el himno de esta asociación. También se interpretaron fandangos, jotas y rondeñas.
Los antiguos componentes subieron al estrado para contar algunas de sus experiencias a su paso por la asociación o recibir obsequios en reconocimiento a su labor.
Al evento asistieron el Presidente de la Federación Española de Agrupaciones de Folclore, Pedro Asuar y el Presidente de la Federación Castellano-Manchega de Folclore, Jesús Moreno.
Asuar destacó la importancia de los grupos de folclore en cuanto al cuidado de la historia e idiosincrasia de los pueblos como defensores de los mismos. Y definió al folclore como «la salvaguarda de nuestro patrimonio cultural y material», añadiendo que «esta salvaguarda la ha sabido reconocer las Cortes Generales y así ha sido también reconocida a nivel Europeo».
Por su parte Jesús Moreno recordó con entusiasmo que las «seguidillas» serán declaradas Bien de Interés Cultural si el expediente que está en curso sale adelante, hecho del que dijo que tiene esperanza que así sea en 2016.
Sendos presidentes entregaron un obsequio a la asociación madridejense que fue recogido por su presidente, Pablo Gómez, con motivo de este 75 aniversario.
El obsequio que la Federación Castellano Manchega de Folclore le entregó de manera simbólica a Pablo Gómez, consistió en la más alta distinción que puede recibir un grupo de folclore, la insignia de oro, que recibirá la Asociación de Coros y Danzas ‘Villa de Madridejos’ materialmente el próximo 15 de noviembre en Albacete.
El alcalde de Madridejos, José Antonio Contreras Nieves, también hizo entrega al presidente de la asociación de un obsequio que representaba el escudo de Madridejos y que ocupará un lugar en la vitrina de trofeos conseguidos por esta asociación.
El presidente de la Asociación de Coros y Danzas ‘Villa de Madridejos’, Pablo Gómez, intervino diciendo sentirse satisfecho con la herencia de este grupo y destacó algunos de los momentos más emblemáticos de esta asociación, e intervino en la tanda de agradecimientos a los actuales miembros de la asociación, los que han pasado por ella y en la mención que se hizo a título póstumo a los ya fallecidos.
El evento estuvo organizado por dicha asociación en colaboración con el Ayuntamiento de Madridejos y la Diputación de Toledo, y asistieron grupos de folclores de la Comunidad de Castilla La Mancha y Madrid.
De quinceañeras a un grupo cohesionado
La fecha exacta de creación del grupo se desconoce, aunque se ha recabado de un programa de festejos del Ayuntamiento de Madridejos que con motivo de la celebración de «el primer aniversario de la Victoria», el 1 de abril de 1940, la Asociación de Coros y Danzas ‘Villa de Madridejos’, entonces grupo, hacía su primera actuación en este municipio.
El grupo estuvo gestionado por la sección femenina en sus principios, con la peculiaridad de que las chicas no podían tener más de 20 años porque estaba mal visto y todas rondaban los quince años. Fue en 1967 cuando entró el primer grupo de chicos.
La actuación más importante del grupo, en sus inicios, tuvo lugar en 1947 en la muestra de bailes regionales que se ofreció el Toledo a Eva Perón en la visita que hizo a España.
El grupo participó en distintos concursos, que entonces se hacía entre los grupos de folclore, donde se medía la destreza e importancia del los grupos que participaban.
La asociación ha viajado dentro y fuera de España llevando el folclore de La Mancha e incluso fueron invitados por Televisión Española en el programa Gente Joven en la final de grupos de folk donde actuaron con una rondeña.
Con motivo de su 50 aniversario abrieron un chiringuito con motivo de las Ferias y Fiestas en honor al Santísimo Cristo del Prado de Madridejos con cuya recaudación consiguieron costear la sede que actualmente tienen.
El grupo mantiene, tras 75 años de trabajo, una cohesión que ha hecho historia en el municipio de Madridejos tal y como dejaron reflejado sus componentes en esta gala.
por Consuelo Sánchez para la Tribuna de Toledo
Autor: José-María Moreno García. Fotógrafo humanista y documentalista.Cronista Oficial de la Villa de Madridejos.
Una de las mejores formas de conocer la historia de un pueblo es a través de sus imágenes; en ellas se conserva no sólo su realidad tangible, calles, plazas, monumentos, si no también sus costumbres, fiestas, tradiciones, lenguaje, indumentaria, gestos y miradas, que nos dicen sin palabras como se vivía, cuales eran sus esperanzas y temores, qué había en su pasado, qué esperaban del futuro. Uno de los objetivos más ambiciosos es recuperar y catalogar todo el material gráfico existente en nuestra familia desde 1.915, para después ponerlo a disposición de vosotros, que la historia volviera a sus protagonistas, y los que aún siguen con nosotros pudieran disfrutar con ello. VISITA La colección "CIEN AÑOS DE FOTOGRAFÍA FAMILIA MORENO (1915-2015)" en www.josemariamorenogarcia.es y www.madridejos.net
SI ALGUIEN NO DESEA APARECER EN EL ÁLBUM POR FAVOR COMUNÍCALO A josemariamorenogarcia@gmail.com
Please consider leaving a comment if you fave, it is lovely to hear from you! xx
It was another very sociable night on Saturday n Leeds, meeting new people and making friends!
La expedicion española de recuperacion se equipó en doce Galeones, de los cuales hacía de capitana el “ Jesús María de la Concepción”, de 1.150 toneladas y 54 piezas de artillería.
Cuando supo la ocupación holandesa de Valdivia, el virrey consideró la necesidad de expulsarlos a viva fuerza y, al mismo tiempo que equipaba una flota de 22 Galeones, instruía al Marqués de Baides, que gobernaba en Chile, para que con todo su ejército, integrado por 2.000 hombres, se dirigiera por tierra a la ciudad para combatir al enemigo por dos flancos, asegurando de antemano su descalabro. Al saber positivamente el abandono de las pretensiones holandesas, se determinó inútil el envío de tamaña flota y se dividió ésta en dos menores, al mando de una de las cuales el hijo del Marqués de Mancera condujo el tesoro real a las costas de Panamá, mientras la otra, la mayor, quedaba en el Callao aprestándose para la repoblación en espera sólo del regreso de su general.
Describir los detalles de la armada Real, es revivir un suceso que durante su época conmovió al virreinato; García Tamayo de Mendoza dice que “fue tan grande la novedad de Armada y apresto semejante, que concurrían quinze días antes desde Lima y otras partes a ver embarcar los batimientos, pertrechos y aderentes de la jornada y sé llenaba la marina de gente a ver tanta muchedumbre, y variedad de cosas que parecía no avian de caber en los buques”, y, después de enumerarlas, agrega: “con que se puede dezir, que jornada de más aparato y provisión no se avrá hecho quizá en otra alguna parte...”
Para repartirles a los indios, llevaban doce millares de rocallas, 74 millares de abalorios, cuatro y media gruesa de cascabeles, 2.000 agujas, etc.
Todo esto se equipó en doce Galeones, de los cuales hacía de capitana el “ Jesús María de la Concepción”, de 1.150 toneladas y 54 piezas de artillería y de almiranta el “Santiago”, de 1.000 toneladas y 46 piezas de artillería; entre los demás, los más importantes se llamaban “San Diego del Milagro”, “San Francisco Solano”, “Nuestra señora de la Antigua” y “Nuestra señora de Loreto”, todos ellos armados en guerra.
Comandaba la Escuadra don Antonio Sebastián de Toledo, General de la Mar del Sur y más tarde segundo marqués de Mancera, grande de España y virrey de Méjico, hijo primogénito del Virrey y de su segunda esposa, doña María Luisa de Salazar y Henriquez. El estado mayor y consejo que le formó su padre para que le asesorará, reunió lo más granado de que se disponía el virreinato, llevando el titulo de almirante general, “el muy magnífico señor” don Francisco de Guzmán y Toledo y de ingeniero mayor don Constantino de Vasconcelos “eminente cosmógrafo y matemático”; Lo integraban, además, cuatro jesuitas, tres franciscanos y tres hospitalarios de San Juan de Dios y los maestres de Campo generales y capitanes don Juan Lozano de Rojas, don Martín de Lizarazu y Arizcún, del hábito de Calatrava, Alonso de Villanueva y Soveral, don Juan de Luza y Mendoza, Gabriel de Leguina Mondragón y otros. Con el cargo de General de la Artillería, venía don Manuel Plus Ultra, del hábito de Santiago y expertísimo en la materia.
La flota se hizo a la mar en el Callao, en la hermosa mañana del sábado 31 de diciembre de 1644, ofreciendo un impresionante espectáculo.
SU EXITOSO VIAJE
A pesar de las perentorias exigencias del virrey, el gobernador de Chile no cumplió la parte que dentro del plan le cabía, caminando por tierra con su ejército, aumentado ex profeso a 2.300 hombres, hasta el sitio de la ciudad. “Un gobernador cualquiera, por cuyas venas circularan todavía gotas de al antigua sangre Española, habría sentido renacer los bríos militares adormecidos, con la magnitud de la empresa iniciada por el Marqués de Mancera” pero el gobernador, que sólo había venido a “hacer la América”, atemorizado con el inesperado fin que podrían tener su vida y sus negocios y tomando pretexto de no haber recibido noticias de la llegada de la escuadra, se devolvió desde Toltén, anulando de este modo y desde el principio uno de los aspectos del plan del virrey, quién había dicho que “fundar y fortificar Valdivia, sin comunicarse el ejército de Chile con aquel puerto, sería lo mismo que entregarle con las banderas, artillería y gente que allí estuviese, a la primera escuadra de enemigos que intentase tomarla”.
El 6 de febrero de 1645 entraba la armada a la bahía de Corral, saludando con su artillería a la nave de don Alonso Mujica, que la esperaba.
Se hizo una junta de guerra y se determinó aprovechar lo que quedaba del verano para fortificar la Isla de Constantino, Niebla y Corral, reconocer las ruinas de la ciudad y dar paces a los indios. Se les repartieron agasajos y don Antonio, que “nunca más que aquí mostró ser hijo de tal padre”, reconoció el valle de la Mariquina, recibiendo al cacique y señor de esos lares don Juan Manqueante.
Al cabo de tres meses de intensa actividad, el 1º de abril de 1645, partió de regreso la Armada, dejando provisiones para dos años y 900 de los más escogidos soldados, bajo las órdenes del maestre de campo Alonso de Villanueva Soveral. Valdivia, desde entonces, quedó con gobierno propio, dependiente directamente del virrey, con el rango de plaza fuerte y con calidad de presidio.
Sempre foi considerado uma ousadia tentar adaptar o clássico da literatura beatnik, “On The Road”, de Jack Kerouac, para o cinema. E foram vários os que pensaram em se arriscar nessa causa, mas apenas o cineasta brasileiro Walter Salles Junior tentou até o fim. Foram vários anos dedicados a essa causa e o resultado chega finalmente aos cinemas brasileiros nessa sexta-feira (13), Dia Mundial do Rock.
Apesar da data de estreia da obra, a geração dos poetas beatniks, entre os quais estão Allen Ginsberg, Neal Cassidy, William Burroughs e Jack Kerouac, estava mais para o jazz e, ao som deles, buscavam uma nova maneira de viver livremente pelas estradas, dispostos a novas experiências existenciais e a lutar contra os padrões conservadores da época. As obras mais conhecidas são “O Uivo” (1956), de Allen Ginsberg; “O Almoço Nu” (1959), de William S. Burroughs; e “On The Road” (1957), de Jack Kerouac, que, geralmente, eram publicados pela City Lights Books, editora de São Francisco, pertencente a outro poeta beatnik, Lawrence Ferllinghetti.
“On The Road” mostra Sal Paradise e Dean Moriarty cruzando os Estados Unidos de carro e, no meio dessa jornada, se envolvendo com drogas, muitas garotas e, acima de tudo, buscando a liberdade, ao som do melhor jazz. O que pode parecer uma simples jornada juvenil, porém, se transforma em algo extremamente poético e libertário através do uso que Jack Kerouac faz das palavras e aí está o grande problema do filme. É simplesmente impossível pretender reproduzir algo desse tipo nas telas. Como toda grande obra literária, ela foi criada para aquele suporte e, portanto, em qualquer outro fica parecendo que faltou algo.
Mesmo assim, Walter Salles parece o cineasta mais acertado para essa jornada. Basta observar sua filmografia e perceber o quanto a estrada sempre o atraiu. “A Grande Arte” mostra um fotógrafo que viaja pelo submundo do Rio de Janeiro e pelo deserto da Bolívia em busca de criminosos. Em “Central do Brasil”, Dora e o garoto Josué se embrenham pelo sertão nordestino em busca do pai dele. E “Diários de Motocicleta” é a própria viagem do então jovem estudante de medicina Ernesto 'Che' Guevara viajando pela América do Sul, junto com o amigo, Alberto Granado.
E ele confirma na tela essa sensação. “Na Estrada” pode não empolgar num primeiro momento e, de certo modo, frustrar um pouco os fãs ardorosos de Jack Kerouac. Mas, aos poucos, a narrativa toma conta do espectador, também em função das ótimas atuações de Sam Riley, como o jovem escritor Sal Paradise (alter ego de Kerouac) e de Garrett Hedlund, como o galã do submundo Dean Moriarty (na verdade, codinome para o poeta Neal Cassidy).
...Walter Salles capta como poucos o espírito de uma época em que valia a pena percorrer longos quilômetros apenas por uma boa conversa.
guibryan1@redebrasilatual.com.br
catedraleseiglesias.com
© Álbum 0076
By Catedrales e Iglesias
Arquidiócesis de Puebla
Beato Sebastián de Aparicio
Capilla Interior Convento San Francisco de Asís
Puebla de los Ángeles,Estado de Puebla,México
Blvd. Héroes del 5 de mayo y 14 Ote. 1009
C.P. 72000
RR. PP. FRANCISCANOS
Tel. 222 235 83 08
La capilla anexa al presbiterio alberga la pequeña escultura de la Virgen Conquistadora que trajo consigo Hernán Cortés y el cuerpo incorrupto del Beato Sebastián de Aparicio.
Es aquí donde los peregrinos vienen a venerar los restos del Beato Sebastián de Aparicio (1502-1600). Su momia se expone en una urna ataúd de vidrio.
Aunque todavía no se ha canonizado, los poblanos lo consideran el santo patrono de los choferes y todos aquellos que manejan vehículos.
Beato Sebastián de Aparicio, el de las carretas
Vida de el Frayle lego Sebastián de Aparicio
Resumen del Texto copiado de
hispanidad.tripod.com/hechos14.htm
Un santo analfabeto
Conocemos bien la santa vida del Beato Sebastián de Aparicio, pues al morir en 1600 la fama de santidad de este gallego-mexicano es tan grande, que ya en 1603 el rey Felipe III escribe al obispo de Tlaxcala para que haga información procesal de su vida y milagros. Y el obispo, en 1604, le remite la biografía escrita por fray Juan de Torquemada. Muy tempranas son también las vidas escritas por el médico Bartolomé Sánchez Parejo, fray Bartolomé de Letona (1662) y fray Diego de Leyva (1685). En ellas y en otros antiguos documentos se apoyan las recientes biografías de los franciscanos Alejandro Torres (19682), Gaspar Calvo Moralejo (19762) y Matías Campazas (19852), según las cuales va mi relato.
El 20 de enero de 1502, en el pueblo gallego de Gudiña, en el matrimonio de Juan Aparicio y Teresa del Prado, nace después de dos niñas un varón, al que le ponen por nombre el santo del día: Sebastián. Nada hace presagiar que la vida de este niño va a ser tan preciosa. En realidad no es sino un chico gallego como otros tantos, que nunca aprenderá a leer y a escribir -la escuela entonces era cosa de pocos-, y que desde niño, en cambio, será instruido en las oraciones, en el catecismo, y en las muy diversas artes campesinas: hacer leña, cuidar los animales, regar, cultivar el campo, arreglar el carro, las cercas y tejados, y tantas cosas más que va a seguir ejercitando toda su vida. A los cinco o seis años, aquejado de una grave enfermedad contagiosa, y aislado por su madre en una choza solitaria, recibe en la noche la visita misteriosa de una loba que le libra de su tumor. Según Sánchez Parejo, el mismo Sebastián «refirió este suceso varias veces a sus amigos, cuando ya era fraile»
Un hombre casto
Pasada la adolescencia entre los suyos, emigra a Castilla en su primera juventud, buscando trabajo. Lo encuentra en Salamanca, en la casa de una viuda joven y rica, que se enamoró perdidamente del mozo. Asistido por la gracia del Salvador, huyó Sebastián a tiempo de aquel incendio de lujuria, sin chamuscarse en él siquiera. En la extremeña Zafra, entra al servicio de Pedro de Figueroa, pariente del Duque de Feria.
También de allí, alertado por Cristo, hubo de huir Sebastián, pues una de las hijas del amo comenzó a rondarle con exceso. Así dispuso la Providencia que se llegara Sebastián a Sanlúcar de Barrameda, de donde partían los barcos hacia América. Allí sirvió siete años, muy bien pagado, en una casa fuerte, lo que le permitió enviar a sus hermanas las dotes matrimoniales entonces en uso. En este lugar venció otra vez, sostenido por Cristo, violentos asedios femeninos, que procedieron esta vez de la hija del dueño y también de una joven de Ayamonte. De estos sucesos dio noticia él mismo, siendo ya fraile.
Se ve que las mujeres sentían gran atracción por este joven gallego. Pero aún era más amado y preferido por nuestro Señor Jesucristo.
Puebla de los Angeles
A los 31 años, en 1533, se decide Sebastián a entrar en la corriente migratoria hacia América, y se radica hasta 1542 en la ciudad mexicana de Puebla de los Angeles, fundada por Motolinía dos años antes con cuarenta familias, precisamente para acoger emigrantes españoles. Llega, pues, cuando la ciudad está naciendo, y todo tipo de trabajo y profesión son necesarios...
Sebastián cultiva, sin gran provecho, trigo y maíz. Pero pronto inicia una labor de más envergadura. Por aquellos años el ganado caballar y vacuno llevado por los españoles se ha multiplicado de tal modo que es ya, concretamente en la región de Puebla, ganado cimarrón. Sebastián, iniciador del charro mexicano, se dedica a perseguir novillos, lacearlos y domarlos, para formar con ellos buenas yuntas de bueyes.
Por otra parte, por Puebla pasan interminables caravanas que del puerto de Veracruz se dirigen a la ciudad de México, siguiendo un camino ya abierto desde 1522. Asociado Sebastián con otro gallego, probablemente carpintero, forma una pequeña sociedad de carretas de transporte -quizá la primera del Nuevo Mundo-, que evita a los indígenas el duro trabajo de portear cargas. Más aún, conseguido el permiso de la Audiencia Real, abre aquel camino al tráfico rodado, trabajando de ingeniero y de peón, y enseñando a trabajar a indios y españoles. Las carretas de Aparicio, durante siete años, recorren sin cesar aquellas primeras «carreteras» de América, como buenas carretas gallegas, chirriantes y seguras...
La casa de Aparicio en Tlalnepantla fue testigo de muchas obras de misericordia, así corporales como espirituales. En efecto, en palabras del doctor Pareja, era «refrigerio de sedientos, hartura de hambrientos, posada de peregrinos, alivio de caminantes, albergue y roca de los miserables indios» (Calvo 77). Allí Aparicio enseñaba a trabajar, daba aperos y semillas, perdonaba deudas, arreglaba carretas, enseñaba las oraciones, se esforzaba en aprender la lengua de los indios...
En su forma de vivir, no obstante su riqueza, se distinguía por una austeridad desconcertante. Vestía como cualquiera, aunque sabía trajearse adecuadamente en las ocasiones señaladas. No tenía cama, sino que dormía sobre un petate o en una manta tendida al suelo. Comía como la gente pobre tortillas de maíz con chile y poco más, y añadía algo de carne cocida en domingos y fiestas. No pocas veces pasaba la noche a caballo, protegiendo su hacienda de animales malignos, y alguna vez le vieron dormido sobre su montura, apoyado en su lanza. Todos los días rezaba el rosario, y de su tierra gallega conservó siempre una gran devoción al santo Señor Santiago.
Chapultepec y Atzcapotzalco, dos bodas
A los 55 años pasó Aparicio a vivir al pueblo de Atzcapotzalco, donde un hidalgo, con más pretensiones que riquezas, trató de conseguirle como rico y honesto marido para su hija. Aparicio preguntó al padre cuál era la dote que pretendían para la joven, y cuando supo que eran 600 pesos, los entregó al padre y él quedó libre de ulteriores apremios.
Pocos años después ha de trasladarse a Chapultepec, donde la abundancia de ganado requería su presencia. Allí tiene una enfermedad muy grave y recibe los últimos sacramentos, pensando ya en morirse. Recuparada la salud, muchos le recomiendan que se case. Tras muchas dudas y oraciones, acepta el consejo, y a los 60 años, en 1562, se casa con la hija de un amigo vecino de Chapultepec en la iglesia de los franciscanos de Tacuba, haciendo con su esposa vida virginal. Pensando estaban sus suegros en entablar proceso para obtener la nulidad del matrimonio, cuando la esposa muere, en el primer año de casados, y Aparicio, después de entregar a sus suegros los 2.000 pesos de la dote, de nuevo se va a vivir a Atzcapotzalco.
Un segundo matrimonio contrajo a los 67 años en Atzcapotzalco, con una «indita noble y virtuosa, llamada María Esteban», hija jovencita, como su primera esposa, de un amigo suyo. Fue también éste un matrimonio virginal, como Sebastián lo asegura en cláusula del testamento hecho entonces: «Para mayor gloria y honra de Dios declaro que mi mujer queda virgen como la recibí de sus padres, porque me desposé con ella para tener algún regalo en su compañía, por hallarme mal solo y para ampararla y servirla de mi hacienda». Para ésta, como para su primera esposa, fue como un padre muy bueno.
Pero tampoco esta felicidad terrena había de durarle, pues antes del año la esposa muere en un accidente, al caerse de un árbol donde recogía fruta. Aparicio la quiso mucho, como también a su primera esposa, y de ellas decía muchos años después que «había criado dos palomitas para el cielo, blancas como la leche».
Los extraños caminos del Señor
Sebastián de Aparicio, humilde y casto al estilo de San José, debió sentir como éste muchas veces profundas perplejidades ante los planes de Dios sobre él. Siempre inclinado a la austeridad de vida, el Señor ponía en sus manos la riqueza. Siempre inclinado al celibato, la Providencia le llevaba a dos matrimonios, seguidos -nuevo desconcierto- de prematura viudez. Pasando por graves enfermedades, el Señor le daba larga vida... Muchas veces se preguntaría Sebastián «¿pero qué es lo que el Señor quiere hacer conmigo?». Y una y otra vez su perplejidad tomaría forma de súplica incesante: «enséñame, Señor, tu camino, para que siga tu verdad» (Sal 85,11)...
Una gravísima enfermedad ahora le inclina a hacer su testamento, dejando todos sus bienes a los dominicos de Atzcapotzalco, con el encargo de que parte de su hacienda se empleara en favor de sus queridos indios mexicanos. Pero la salud vuelve completamente, y aumenta el desconcierto interior en Sebastián, a quien Dios da al mismo tiempo graves enfermedades y muy larga vida. Cada vez está más ajeno a sus tierras y ganados, y pasa más horas de oración en la iglesia. Cada vez son más largas y frecuentes sus visitas al convento franciscano de Tlanepantla. Una voz interior, probablemente antigua, le llama con fuerza siempre creciente a la vida religiosa, pero esta inclinación no halla en sí mismo sino dudas, y se ve contrariada por los consejos de sus amigos, incluso por las evasivas y largas de su mismo confesor.
Tiene ya 70 años, y aún no conoce su vocación definitiva. ¿Cómo se explica esto?... «¿Qué he de hacer, Señor?» (Hch 22,10). ¿Será que una pertinaz infidelidad a la gracia, obstinadamente mantenida durante tantos años, le ha impedido conocer su verdadera vocación? ¿O será más bien que esta misma vida suya, llena de zig zags, no es sino fidelidad a un misterioso plan divino?... Todo hace pensar que Sebastián de Aparicio pasó realmente las moradas, las Moradas del Castillo interior teresiano, con todas sus purificaciones e iluminaciones progresivas, hasta llegar a la cámara real, donde había de consumarse su unión con el Señor.
Verdaderamente la vida de Sebastián de Aparicio nos asegura una vez más que los caminos de la Providencia divina son misteriosos. Si él mantuvo su castidad virginal incólume en dos matrimonios y tras los graves peligros pasados en Salamanca, San Lúcar y Zafra; si guardó su devoción cristiana viviendo solo y en continuos viajes de carretero; si conservó su corazón de pobre en medio de no pequeñas riquezas, es porque siempre estuvo guardado y animado por el mismo Cristo. Ahora bien, si continuamente fue guiado por el Señor, esto nos lleva a pensar que su extraña y cambiante vida no fue sino el desarrollo fiel de un misterioso plan divino. Quiso Dios que Sebastián de Aparicio fuera todo lo que fue hasta llegar a fraile franciscano.
Portero de clarisas en México
El tiempo de «Aparicio el Rico» ha terminado ya definitivamente. Este hombre bueno, aunque parezca cosa imposible, «en todo el tiempo que fue señor de carros y labranza ganó cosa mal ganada -dice el doctor Parejo-, ni que le remordiese la conciencia a la restitución» (Calvo 81). Un verdadero milagro de la gracia de Cristo. Él mismo, ya viejo, pudo decir con toda verdad: «Siempre he trabajado por el amor de Dios» (Calvo 48).
Las clarisas de México, a poco de su fundación, pasan por graves penurias económicas. Y el confesor de Aparicio sugiere a éste que les ayude con sus bienes y sus conocimientos de la Nueva España. La respuesta es inmediata: «Padre, delo por hecho; mas de mi persona ¿qué he de hacer?»... El mismo confesor le indica la posibilidad de que sirviera a las clarisas como donado, portero y mandadero. Aquí es cuando Sebastián comienza a entrever la claridad de la vida religiosa... A fines de 1573, ante notario, cede todos sus bienes, que ascendían a unos 20.000 pesos, a las clarisas, y sólo de mala gana, por contentar a su precavido confesor, deja 1.000 pesos a su disposición por si no persevera.
Y entonces, cuando en México los numerosos conocidos de Sebastián empiezan a no entender nada de su vida, viendo que el antiguo empresario y rico hacendado se ha transformado en modesto criado de un convento femenino de clausura, entonces es precisamente cuando a él se le van aclarando las cosas: por fin su vida exterior va coincidiendo con sus inclinaciones interiores más profundas y persistentes. Es la primera vez que ocurre en su vida.
Fraile francisco
La vocación religiosa de Sebastián, después de más de un año de mandadero y sacristán de las clarisas, queda probada suficientemente, y el 9 de junio de 1574, a los 72 años de edad, es investido del hábito franciscano en el convento de México. Los buenos frailes de San Francisco, que le conocían y estimaban hacía mucho tiempo, tuvieron la generosidad de recibir a este anciano, que probablemente estimarían próximo a su fin... Pero el buen hermano lego Sebastián da en el noviciado muestras no solo de oración y virtud, sino también de laboriosidad: barre, friega, cocina, atiende a cien cosas, siempre con serena alegría.
Sin embargo, en este año de noviciado fray Sebastián va a sufrir no poco, por una parte de la convivencia, no siempre respetuosa, de sus jóvenes compañeros de noviciado, y por otra, sobre todo, de las impugnaciones del Demonio... Y además de todo esto, sus hermanos de comunidad no acaban de ponerse de acuerdo sobre la conveniencia de admitirlo definitivamente a la profesión religiosa, pues aunque reconocen su bondad, lo ven muy anciano para tomar sobre sí las austeridades de la Regla franciscana. En ese tiempo tan duro para él, fray Sebastián tiene visiones de San Francisco y de su querido apóstol Santiago, el de Galicia, que le confirman en su vocación. Al referir con toda sencillez estas visiones a un novicio que dudaba de volverse al mundo, confirmó a éste en su vocación.
Finalmente, llegado el momento, y después de tres días de deliberación, deciden recibirlo, de modo que el 13 de junio de 1575 recita la solemne fórmula:
«Yo, fray Sebastián de Aparicio, hago voto y prometo a Dios vivir en obediencia, sin cosa alguna propia y en castidad, vivir el Evangelio de nuestro Señor Jesucristo, guardando la Regla de los frailes menores».
Y un fraile firma por él, pues es analfabeto.
Mendigo de Dios en Puebla
Fray Sebastián, ya fraile, con toda la alegría del Evangelio en el pecho, y con sus 73 años, se va a pie a su primer destino, Santiago de Tecali, convento situado a unos treinta kilómetros al este de Puebla. En este pueblo de unos 6.000 vecinos, siendo el único hermano lego, sirve un año de portero, cocinero, hortelano y limosnero.
Pero en seguida le llaman a Puebla de los Angeles, donde el gran convento franciscano, con su centenar de frailes, empeñados en mil tareas de evangelización y educación de los indios, necesitan un buen limosnero. Aquí, donde había comenzado su vida seglar en Nueva España, va a transcurrir el resto de su vida.
A sus 75 años, con el sombrero de paja a la espalda, el hábito remendado, la bota, «su compañera», siempre al hombro, el rosario en una mano y la aguijada en la otra para conducir sus bueyes, fray Sebastián retoma su carreta y se hace de nuevo a los caminos, recorriendo sin cesar una región de unos 250 kilómetros a la redonda, esta vez para recoger ayudas no sólo para los frailes de su comunidad, sino también para los pobres que en el convento se atienden día a día. «Ahí viene Aparicio», se decían con alegría los que le veían llegar. Y su fórmula era: «Guárdeos Dios, hermano, ¿hay algo que dar, por Dios, a San Francisco?»... «Aparicio el Rico» se ha transformado de verdad en un «fraile mendicante».
A los otros limosneros les dice siempre: «No pidáis a los pobres, que harto hacen los miserables en sustentarse en su pobreza». Más aún, él daba a los pobres muchas veces su propia ropa o les repartía de los bienes que había reunido para el convento. El superior no veía clara la conveniencia de tal proceder, pero fray Sebastián le decía: «Más que me dé cien azotes, que no tengo de dejar de dar lo que me piden por amor de Dios».
A los sesenta años había comenzado el Hermano Aparicio a beber algo de vino, que «casi no era nada». Y ahora, ya fraile y penitente, siempre llevaba consigo la bota, quizá para que no le tuvieran por santo, quizá para reconfortarse en momentos de agotamiento, tal vez para ambas cosas. Un día del Corpus se encontró con él don Diego Romano, obispo de Tlaxcala, y como le apreciaba mucho, le dijo a fray Sebastián si podía ayudarle en algo. No tuvo mucho que pensar el buen fraile. Acercándole la bota, le dijo: «Que me llenéis esta pobretilla» (Calvo 150)...
A la sombra de la Cruz
El viejito que los frailes franciscos han recibido por pura generosidad, va a servirles de limosnero 23 años, de los 75 a los 98. Siempre de aquí para allá, muchas noches las pasa al sereno, a la luz de las estrellas, al cobijo de su carreta. Incluso cuando estaba en el convento, no necesitaba celda y prefería dormir en el patio bajo su carro. El padre Alonso Ponce, Comisario General franciscano, en una Relación breve de 1586, decía de fray Sebastián:
«Siendo de casi 90 años de edad, anda con su carreta de cuatro bueyes, sin ayuda ninguna de fraile español, ni indio, ni otra persona, acarreando leña y maíz y otras cosas necesarias para el sustento de aquel convento, y nunca le hace mal dormir en el campo al sol, ni al agua, antes este es su contento y regalo, y cuando está en el convento ha de tener la puerta de la celda abierta y ver el cielo desde la cama en que duerme, porque de otra manera se angustia y muere; si se le moja la ropa nunca se la quita, sino que el mismo cuerpo la enjuga, y si por estar sucia la ha de lavar, sin aguardar a que se seque se la viste y él la enjuga y seca con el calor del cuerpo, sin que de nada de esto se le renazca enfermedad, ni indisposición alguna» (Campaza 40).
Los datos son ciertos, pero no parece tan exacta la apreciación idílica de los mismos. En realidad fray Aparicio pasó en estos años de ancianidad, siempre de camino, innumerables penalidades. A veces sus penitencias eran consideradas como manías; pero eran en realidad mortificaciones. Así, poco antes de morir, le dice a su mismo superior: «Piensa, padre Guardián, que el dormir yo en el campo y fuera de techado es por mi gusto; no, sino porque este bellaco gusanillo del cuerpo padezca, porque si no hacemos penitencia, no iremos al cielo» (Calvo 108).
Y según refiere el doctor Pareja, a un fraile que le aconsejaba ofrecerlo todo a Dios, le responde: «Hartos días ha que se lo he ofrecido, y bien veo que si no fuera por su amor, era imposible tolerarlo; porque os certifico, Padre, que ando tan molido y cansado, que ya no hay miembro en el cuerpo que no me duela; y a un puedo certificaros que hasta los cabellos de la cabeza siento que me afligen, cuando de noche me quiero acostar o tomar algún reposo» (Campazas 40).
Consolado por los ángeles
También es cierto que el Hermano Aparicio se vio asistido muchas veces por consolaciones celestiales, como suele suceder tantas veces a los santos, cuando por amor de Dios renuncian a todo placer mundano. Él tuvo, concretamente, una gran devoción a los ángeles, especialmente al de su guarda, y experimentó muchas veces sus favores.
El mismo fray Sebastián contó al provincial Alonso de Cepeda una anécdota bien significativa. Le refirió que «caminando para Puebla hizo noche junto a una gran barranca que está en el camino de Huejotzingo. Y estando acostado en el suelo, debajo de una carreta, como acostumbraba, era tanta el agua que llovía que corrían arroyos hacia él, sin poderlo remediar, ni hacer otra diligencia más que ofrecer a Dios nuestro Señor aquel trabajo que padecía, con una total resignación y conformidad con su voluntad santísima».
Pero Dios acudió en auxilio de su siervo. Un hermosísimo mancebo se apareció y con una vihuela comenzó a tocar tan suave y dulcemente, que le pareció estar en la gloria, olvidándose de la incomodidad de la lluvia, y levantándose para acercarse al músico, éste se iba retirando, hasta que saltando la barranca de un salto, desapareció, dejando a Aparicio muy consolado» (Campazas 57). Otra vez, con la carreta atascada en el barro, se le presenta un joven vestido de blanco para ofrecerle su ayuda. «¡Qué ayuda me podéis dar vos, le dice, cuando ocho bueyes no pueden sacarla!». Pero cuando ve que el joven sacaba el carro con toda facilidad, comenta en voz alta: «¡A fe que no sois vos de acá!» (Campazas 71)...
Fueron numerosas las ocasiones en que a fray Sebastián, como a Cristo después del ayuno en el desierto, «se acercaron los ángeles y le servían» (Mt 4,11), o como en la agonía de Getsemaní, «un ángel del cielo se le apareció para confortarle» (Lc 22,43).
Impugnado por los demonios
Como también es normal en quienes han vencido ya el mundo y la carne, fray Sebastián experimentó terribles impugnaciones del Demonio en muchas ocasiones. En la hacienda de Tlanepantla, agarrado a las astas de un toro furioso, luchó a brazo partido contra el Demonio. En las clarisas de México los combates contra el Maligno era tan fuertes que la abadesa le puso una noche dos hombres para su defensa, pero salieron tan molidos y aterrados por dos leones que por nada del mundo aceptaron volver a cumplir tal oficio.
Ya de fraile, según cuenta el doctor Pareja, el demonio «le quitaba de su pobre cama la poca ropa con que se cubría y abrigaba, y, echándosela por la ventana del dormitorio, lo dejaba yerto de frío y en punto de acabársele la vida. Otras veces, dándole grandes golpazos, lo atormentaba y molía; otras lo cogía en alto y, dejándolo caer como quien juega a la pelota, lo atormentaba, inquietándolo; de manera que muchas veces se vio desconsoladísimo y afligido» (Campazas 31).
Los ataques continuaron en muchas ocasiones. En una de ellas los demonios le dijeron que iban a despeñarlo porque Dios les había dado orden de hacerlo. A lo que respondió fray Sebastián muy tranquilo: «Pues si Dios os lo mandó ¿qué aguardáis? Haced lo que Él os manda, que yo estoy muy contento de hacer lo que a Dios le agrada»...
Tan acostumbrado estaba nuestro Hermano a estos combates, que al Provincial de los Descalzos, fray Juan de Santa Ana, le dijo que ya no le importaban nada, «aunque viese más demonios que mosquitos». Y poco antes de morir, a los hermanos que le recomendaban acogerse a Dios para librarse de los asedios del Malo les dice: «Gracias a Dios, ha mucho tiempo que ese maldito no llega a mí, por haberle ya muchas veces vencido».
«Florecillas» de fray Sebastián
De los 568 testigos que depusieron en el proceso que la Iglesia hizo a su muerte, y de otros relatos, nos quedan muchas anécdotas, de las que referiremos algunas. Al mismo fray Juan de Santa Ana, buen amigo suyo, le contó fray Sebastián esta anécdota:
«Habéis de saber que todas las veces que voy al convento, procuro llevar a los coristas y estudiantes fruta u otra cosa que merienden, y cuando no lo hago me esconden las herramientas de las carretas (que sin duda las letras deben hacer golosos a los mozos), y esta vez que no les llevé nada, me cercaron con mucho ruido y alboroto; me pusieron tendido sobre una tabla, diciendo que ya estaba muerto, y cantando lo que cantan cuando entierran a los muertos, me llevaban por el claustro adelante a enterrar entre las coles de la huerta, donde tenían ya hecho el hoyo. Acertolo a ver desde su corredor el Guardián, que era entonces el R. P. fray Buenaventura Paredes, y preguntó: -¿Dónde lleváis a Aparicio? Y respondieron: -Padre nuestro, está muerto y lo llevamos a enterrar. Entonces dije yo: -Padre Guardián, ¿yo estoy muerto? Y visto por el Guardián que había yo respondido, les dijo: -¿Pues cómo habla si está muerto? A lo cual los dichos coristas dijeron: -Padre nuestro, muchos muertos hablan y uno de ellos es el Hermano Aparicio. Y por último el Guardián les mandó que me dejasen, que de otra suerte ya estuviera enterrado» (Campazas 47).
En una ocasión un religioso le exhortaba a amar a Dios, ya que Dios tanto le quería. A lo que fray Sebastián respondió con dudosa exactitud teológica, pero con toda veracidad de corazón: «Más le quiero yo a Él, pues sólo por Él he trabajado toda mi vida, sin descansar un punto, y por su amor me dejaría hacer pedazos». Aquel gallego analfabeto, pura bondad para todos, tenía en cambio sus problemas para amar a los judíos, y alegaba: «No son nuestros prójimos los que no creen en Jesucristo, sino herejes». Y cuando le hacían ver que Jesucristo, la Virgen María y San José, así como los santos apóstoles, eran judíos, respondía conteniendo su indignación: «Mirad que decís herejía»...
El Hermano Aparicio, tan devoto de la Eucaristía, sufría no poco a veces por no poder estar siempre presente en los oficios litúrgicos. Por eso en ocasiones, cuando estaba con el ganado en el monte, lo dejaba abandonado y se iba al convento a la hora de la misa. Y a los que ponían objeciones les decía: «Allá queda mi Padre San Francisco, cuya hacienda es ésa; él la guardará, y yo os aseguro que no faltará nada». Como así fue siempre.
Regresaba fray Sebastián con su carro bien cargado de Tlaxcala a Puebla, cuando se le rompió un eje. No habiendo en el momento remedio humano posible, invoca a San Francisco, y el carro sigue rodando como antes. Y a uno que le dice asombrado al ver la escena: «Padre Aparicio, ¿qué diremos de esto?», le contesta simplemente: «Qué hemos de decir, sino que mi Padre San Francisco va teniendo la rueda para que no se caiga» (Campazas 53-4).
Señorío fraternal sobre los animales
En realidad, fray Sebastián era bueno con todos, con los novicios de coro, a quienes les llamaba «novillos», y también con los mismos novillos, a quienes les decía «coristillas». Tenía sobre los animales un ascendiente verdaderamente sorprendente. A sus bueyes, Blanquillo, Aceituno..., hasta una docena que tenía, o al jefe de ellos, Gachupín, les hablaba y reconvenía como a hermanos pequeños, y le hacían caso siempre. Cuando se le meten a comer en una milpa, y una mujer se acerca gritando desolada, fray Sebastián le tranquiliza: «No se preocupe, hermana, mis bueyes no hacen daño». Y éstos obedientes se retiran, dejando los maizales intactos.
En otra ocasión, acarreando piedra para la construcción del convento de Puebla, un buey se le cansó hasta el agotamiento, y hubo que desuncirlo. Fray Sebastián entonces, por seguir con el trabajo, se acerca a una vaca que está por allí paciendo con su ternero, le echa su cordón franciscano al cuello, y sin que ella se resista, la pone al yugo y sigue en su trabajo. Y al ternerillo, que protesta sin cesar con grandes mugidos, le manda callar y calla. El antiguo domador de novillos los amansa ahora en el nombre de Jesús o de San Francisco.
Regresando una vez de Atlixco con unas carretas bien cargadas de trigo, se detiene el Hermano Aparicio a descansar, momento que las hormigas aprovechan para hacer su trabajo. «Padre, le dice un indio, las hormigas están hurtando el trigo a toda prisa, y si no lo remedia, tienen traza de llevárselo todo». Fray Sebastián se acerca allí muy serio y les dice: «De San Francisco es el trigo que habéis hurtado; ahora mirad lo que hacéis». Fue suficiente para que lo devolvieran todo.
A un hermano le confesaba una vez: «Muchas veces me coge la noche en la sabana y, sin otra ayuda que la misericordia de Dios, como me veo solo y tan enfermo, vuelvo los ojos al cielo, al Padre universal de la clemencia, y dígole: «Ya sabe que esto que llevo en esta carreta es para el sustento de vuestros siervos y que estos bueyes que me ayudan a jalar la carreta son de San Francisco; también sabéis mi imposibilidad para poderlos guardar y recoger esta noche, y así los pongo en vuestras manos y dejo en vuestra guardia para que me los guardéis y traigáis en pastos cercanos, donde con facilidad los halle». Con esto me acuesto debajo de la carreta y paso la noche; y a la mañana, cuando me levanto con el cuidado de buscarlos, los veo tan cerca de mí que, llamándolos, se vienen al yugo y los unzo, y sigo mi jornada» (Calvo 146).
«No perder a Dios de vista»
Fray Sebastián de Aparicio, con todas estos prodigios, nada tenía de hombre excéntrico; bien al contrario, su vida estaba perfectamente centrada en su centro, que es Dios. Desde Él actuaba siempre, y con Él y para Él vivía en todo momento. Y si San Francisco mandaba en su Regla a todos los hermanos legos rezar 76 Padrenuestros cada día, ésta era, con el Ave María, la oración continua del Hermano Aparicio. No salía de ahí, y en el «hágase tu voluntad» él decía todo lo que tenía que decir, y no tenía más que pensar o expresar. Fray Sebastián era, como bien dice Calvo Moralejo, «el Santo del Padre Nuestro» (131).
Noches enteras pasaba en oración de rodillas, mirando al cielo. «No tenía horas determinadas de oración, refiere el padre Letona, porque la tenía continua. en especial los últimos años de su vida andaba siempre tan absorto en Dios que no atendía a las palabras y preguntas que le hacían... Los 24 años que vivió en el convento de Puebla, jamás durmió debajo de techado, sino siempre en campo raso por no perder de vista el cielo» (Campazas 87). Varias veces le vieron, frailes y seglares, elevado durante la oración en éxtasis, pero lo más común era verle entre sus bueyes, a veces, cuando no podía menos, hasta en días de fiesta.
«Lo que yo hago -le confesaba a un fraile- es hacer lo que me manda la obediencia: duermo donde puedo, como lo que Dios me envía, visto lo que me da el convento; pero lo mejor es no perder a Dios de vista, que con eso vivo seguro». Y a esto añadía: «Si no fuera así, ¿quién había de pasar la vida que yo paso? A Él ofrezco los trabajos ordinarios de cada día, y a mi Padre San Francisco, por quienes los hago; ellos me lo reciban en descuento de mis pecados para que con eso me salve».
Como decía su biógrafo Sánchez Parejo, «toda su confianza y cuidado estaba puesto en sólo Dios. Él era su compañía, su comida, su bebida, su techo y amparo y, como dijo su padre San Francisco, y todas mis cosas» (Calvo 133).
Devoto seguro de la Virgen María
El Señor, San Francisco, el apóstol Santiago, y la dulcísima Virgen María... Muchos testigos afirmaron que la mano de fray Sebastián de Aparicio, siempre que no estaba ocupada en algún trabajo, se ocupaba en pasar una y otra vez el Rosario de la Virgen, sin cansarse de ello nunca.
En una fiesta de la Virgen, llega fray Sebastián al convento de Cholula en el momento de la comunión, y allá se acerca a comulgar, desaliñado y con la bota al cinto, recogiéndose después a dar gracias. En ello está cuando se le aparece la Virgen, y él la contempla arrobado... Cuando el padre Sancho de Landa se le interpone, le dice el hermano Aparicio: «Quitáos, quitáos, ¿no veis aquella gran Señora, que baja por las escaleras? ¡Miradla! ¿No es muy hermosa?». Pero el padre Sancho no ve nada: «¿Estás loco, Sebastián?... ¿Dónde hay mujer?»... Luego comprendió que se trataba de una visión del santo Hermano (Compazas 89).
98 años...
El 20 de enero, día de San Sebastián, de 1600, el Hermano Aparicio cumple 98 años, y una vez honrado su patrono, está trabajando con sus carretas. Todavía le aguantaba la salud, aunque una antigua hernia le daba cada vez más sufrimientos. El 20 de febrero, viene a casa desde el monte de Tlaxcala con un carro de leña, cuando los dolores de la hernia se le agudizan hasta producirle náusea y vómitos. Se las arregla, quién sabe cómo, para llegar al convento de Puebla, donde fray Juan de San Buenaventura, también gallego, le recibe, espantándose de verle tan desfallecido.
Allá queda fray Sebastián en el patio, bajo la carreta, en el lugar acostumbrado. Pero el padre Guardián le obliga a guardar cama en la enfermería. Cinco días dura allí, sobre la cama inusual. Y a su paisano fray Juan de San Buenaventura se le queja: «¿Qué os parece?, cómo no me quieren dejar donde tengo consuelo»... Él, de hacía tiempo, como los indios, tenía preferencia por sentarse directamente en el suelo: «Mejor está la tierra sobre la tierra», solía decir.
Pide entonces que le traigan a la celda el Santísimo, y que le dejen adorarlo postrado en tierra. Más tarde el padre Guardián le acerca el crucifijo, para que le pida perdón al Señor por sus pecados: «¿Ahora habíamos de aguardar a eso? -le dice fray Sebastián-. Muchos días ha que somos viejos amigos»... Otro fraile le pone en guardia contra posibles asaltos del demonio: «Ya está vencido -le responde-. Todo lo veo en paz. El Señor sea bendito».
El 25 de febrero, con 98 años, postrado en tierra, al modo de San Francisco, fray Sebastián de Aparicio entrega a Dios su espíritu al tiempo que dice «Jesús».
En seguida se abre su proceso de beatificación, y llegan a documentarse hasta 968 milagros... Por fin, tras tantas demoras, en 1789 es declarado Beato, y desde entonces su cuerpo incorrupto -parece un hombre dormido, de unos 60 años- descansa en una urna de plata y cristal en el convento franciscano de Puebla de los Angeles. Hay en la plaza, sin esperar a Roma, un hermoso monumento en granito y bronce, con una inscripción bien clara:
San Sebastián de Aparicio
Precursor de los caminos de América
1502-1600
Considérablement endommagé au moment de la révolution cultu-relle, le monastère de Songzanlin, fondé en 1679, a été en grande partie reconstruit dans les années 80 et héberge aujourd'hui plus de 700 moines d'obédience gelugpa, dite des bonnets jaunes.
Culminant à une altitude de 3380m, cette lamaserie est l'une des plus importante de Chine et, partant, de l'ancien Tibet.
Le grande salle d'assemblée peut accueillir plus de 1500 moines.
Considerada um memorável torneio de futebol, a Copa do Mundo reúne povos de diferentes países, o que resulta em um intercâmbio de culturas do mundo inteiro. Nesse tempo, a agitação e emoção é muito intensa e todas as pessoas se unem para festejar um bem comum.
Sendo assim, o futebol e a união tornam-se elementos fundamentais da base conceitual para o desenvolvimento da Identidade Visual. O Brasil, sede do evento, entra como o fator de diferenciação e exclusividade da Marca da Copa do Mundo de 2014.
O país é glorificado por sua exuberância, seu mosaico de cores, raças e culturas, além de sua alegria e receptividade para com outros povos do globo.
Para representar o futebol, foi usado o símbolo que mais o caracteriza, a bola. Por se tratar de um evento mundial, as características nacionais a serem representadas deveriam ser conhecidas no mundo inteiro, por isso, relacionamos a miscigenação à Amazônia, por sua grande diversidade de plantas e animais, com suas cores e belezas particulares; já a alegria e as formas orgânicas foram abstraídas do universo de uma das principais festividades da cultura, o Carnaval e também do futebol e da ginga dos brasileiros.
As cores são gradativas e possuem relação principalmente com a Bandeira Nacional do Brasil, assim como as principais cores em comum de todas as bandeiras dos países que participam do evento.
A união de todos os elementos sugere uma imagem alegre e festiva, assim como amigável e receptiva.
____
Equipe de Projeto:
Karina Campanha
Cairê Uchôa
Lily of the Valley is such a lovely bloom to incorporate into springtime weddings. Simple and elegant, this sweet fragrant flower is perfect for an outdoor affair full of natural beauty.
Make Lily of the Valley the sole flower in the bridal bouquet and boutonniere -- OnceWed
Send guests this gorgeous Lily of the Valley invitation -- FineStationery
Add arrangements of the bloom in simple glass containers throughout the reception area -- Wishpot
Ask your bakery to add sugar sculptures of lily of the valley to your wedding cake -- Specialiced
Arrange your reception to be held in a valley and have your photographer take photos of the bride and groom walking through the lush grasses that grow there -- Smith Fork Ranch
Decorate the reception tent with natural elements like trees and of course, arrangements of Lily of the Valley -- The Knot
Dress your bridesmaids in green and have them also carry simple bouquets of the fragrant flower -- InStyle Weddings and Shop Out of Hand
Varanasi, also known as Benares, or Kashi is an Indian city on the banks of the Ganga in Uttar Pradesh, 320 kilometres south-east of the state capital, Lucknow. It is the holiest of the seven sacred cities (Sapta Puri) in Hinduism, and Jainism, and played an important role in the development of Buddhism. Some Hindus believe that death at Varanasi brings salvation. It is one of the oldest continuously inhabited cities in the world. Varanasi is also known as the favourite city of the Hindu deity Lord Shiva as it has been mentioned in the Rigveda that this city in older times was known as Kashi or "Shiv ki Nagri".
The Kashi Naresh (Maharaja of Kashi) is the chief cultural patron of Varanasi, and an essential part of all religious celebrations. The culture of Varanasi is closely associated with the Ganges. The city has been a cultural centre of North India for several thousand years, and has a history that is older than most of the major world religions. The Benares Gharana form of Hindustani classical music was developed in Varanasi, and many prominent Indian philosophers, poets, writers, and musicians live or have lived in Varanasi. Gautama Buddha gave his first sermon at Sarnath, located near Varanasi.
Varanasi is the spiritual capital of India. It is often referred to as "the holy city of India", "the religious capital of India", "the city of Shiva", and "the city of learning". Scholarly books have been written in the city, including the Ramcharitmanas of Tulsidas. Today, there is a temple of his namesake in the city, the Tulsi Manas Mandir. The current temples and religious institutions in the city are dated to the 18th century. One of the largest residential universities of Asia, the Banaras Hindu University (BHU), is located here.
ETYMOLOGY
The name Varanasi possibly originates from the names of the two rivers: Varuna, still flowing in Varanasi, and Asi, a small stream near Assi Ghat. The old city does lie on the north shores of Ganges River bounded by its two tributaries Varuna and Asi. Another speculation is that the city derives its name from the river Varuna, which was called Varanasi in olden times.[11] This is generally disregarded by historians. Through the ages, Varanasi has been known by many names including Kāśī or Kashi (used by pilgrims dating from Buddha's days), Kāśikā (the shining one), Avimukta ("never forsaken" by Shiva), Ānandavana (the forest of bliss), and Rudravāsa (the place where Rudra/Śiva resides).
In the Rigveda, the city is referred to as Kāśī or Kashi, the luminous city as an eminent seat of learning. The name Kāśī is also mentioned in the Skanda Purana. In one verse, Shiva says, "The three worlds form one city of mine, and Kāśī is my royal palace therein." The name Kashi may be translated as "City of Light".
HISTORY
According to legend, Varanasi was founded by the God Shiva. The Pandavas, the heroes of the Hindu epic Mahabharata are also stated to have visited the city in search of Shiva to atone for their sins of fratricide and Brāhmanahatya that they had committed during the climactic Kurukshetra war. It is regarded as one of seven holy cities which can provide Moksha:
The earliest known archaeological evidence suggests that settlement around Varanasi in the Ganga valley (the seat of Vedic religion and philosophy) began in the 11th or 12th century BC, placing it among the world's oldest continually inhabited cities. These archaeological remains suggest that the Varanasi area was populated by Vedic people. However, the Atharvaveda (the oldest known text referencing the city), which dates to approximately the same period, suggests that the area was populated by indigenous tribes. It is possible that archaeological evidence of these previous inhabitants has yet to be discovered. Recent excavations at Aktha and Ramnagar, two sites very near to Varanasi, show them to be from 1800 BC, suggesting Varanasi started to be inhabited by that time too. Varanasi was also home to Parshva, the 23rd Jain Tirthankara and the earliest Tirthankara accepted as a historical figure in the 8th century BC.
Varanasi grew as an important industrial centre, famous for its muslin and silk fabrics, perfumes, ivory works, and sculpture. During the time of Gautama Buddha (born circa 567 BC), Varanasi was the capital of the Kingdom of Kashi. Buddha is believed to have founded Buddhism here around 528 BC when he gave his first sermon, "Turning the Wheel of Law", at nearby Sarnath. The celebrated Chinese traveller Xuanzang, who visited the city around 635 AD, attested that the city was a centre of religious and artistic activities, and that it extended for about 5 kilometres along the western bank of the Ganges. When Xuanzang, also known as Hiuen Tsiang, visited Varanasi in the 7th century, he named it "Polonisse" and wrote that the city had some 30 temples with about 30 monks. The city's religious importance continued to grow in the 8th century, when Adi Shankara established the worship of Shiva as an official sect of Varanasi.
In ancient times, Varanasi was connected by a road starting from Taxila and ending at Pataliputra during the Mauryan Empire. In 1194, the city succumbed to Turkish Muslim rule under Qutb-ud-din Aibak, who ordered the destruction of some one thousand temples in the city. The city went into decline over some three centuries of Muslim occupation, although new temples were erected in the 13th century after the Afghan invasion. Feroz Shah ordered further destruction of Hindu temples in the Varanasi area in 1376. The Afghan ruler Sikander Lodi continued the suppression of Hinduism in the city and destroyed most of the remaining older temples in 1496. Despite the Muslim rule, Varanasi remained the centre of activity for intellectuals and theologians during the Middle Ages, which further contributed to its reputation as a cultural centre of religion and education. Several major figures of the Bhakti movement were born in Varanasi, including Kabir who was born here in 1389 and hailed as "the most outstanding of the saint-poets of Bhakti cult (devotion) and mysticism of 15th-Century India"; and Ravidas, a 15th-century socio-religious reformer, mystic, poet, traveller, and spiritual figure, who was born and lived in the city and employed in the tannery industry. Similarly, numerous eminent scholars and preachers visited the city from across India and south Asia. Guru Nanak Dev visited Varanasi for Shivratri in 1507, a trip that played a large role in the founding of Sikhism.
In the 16th century, Varanasi experienced a cultural revival under the Muslim Mughal emperor Akbar who invested in the city, and built two large temples dedicated to Shiva and Vishnu. The Raja of Poona established the Annapurnamandir and the 200 metres Akbari Bridge was also completed during this period. The earliest tourists began arriving in the city during the 16th century. In 1665, the French traveller Jean Baptiste Tavernier described the architectural beauty of the Vindu Madhava temple on the side of the Ganges. The road infrastructure was also improved during this period and extended from Kolkata to Peshawar by Emperor Sher Shah Suri; later during the British Raj it came to be known as the famous Grand Trunk Road. In 1656, emperor Aurangzeb ordered the destruction of many temples and the building of mosques, causing the city to experience a temporary setback. However, after Aurangazeb's death, most of India was ruled by a confederacy of pro-Hindu kings. Much of modern Varanasi was built during this time by the Rajput and Maratha kings, especially during the 18th century, and most of the important buildings in the city today date to this period. The kings continued to be important through much of the British rule (1775–1947 AD), including the Maharaja of Benares, or Kashi Naresh. The kingdom of Benares was given official status by the Mughals in 1737, and continued as a dynasty-governed area until Indian independence in 1947, during the reign of Dr. Vibhuti Narayan Singh. In the 18th century, Muhammad Shah ordered the construction of an observatory on the Ganges, attached to Man Mandir Ghat, designed to discover imperfections in the calendar in order to revise existing astronomical tables. Tourism in the city began to flourish in the 18th century. In 1791, under the rule of the British Governor-General Warren Hastings, Jonathan Duncan founded a Sanskrit College in Varanasi. In 1867, the establishment of the Varanasi Municipal Board led to significant improvements in the city.
In 1897, Mark Twain, the renowned Indophile, said of Varanasi, "Benares is older than history, older than tradition, older even than legend, and looks twice as old as all of them put together." In 1910, the British made Varanasi a new Indian state, with Ramanagar as its headquarters but with no jurisdiction over the city of Varanasi itself. Kashi Naresh still resides in the Ramnagar Fort which is situated to the east of Varanasi, across the Ganges. Ramnagar Fort and its museum are the repository of the history of the kings of Varanasi. Since the 18th century, the fort has been the home of Kashi Naresh, deeply revered by the local people. He is the religious head and some devout inhabitants consider him to be the incarnation of Shiva. He is also the chief cultural patron and an essential part of all religious celebrations.
A massacre by British troops, of the Indian troops stationed here and of the population of the city, took place during the early stages of the Indian Rebellion of 1857. Annie Besant worked in Varanasi to promote theosophy and founded the Central Hindu College which later became a foundation for the creation of Banaras Hindu University as a secular university in 1916. Her purpose in founding the Central Hindu College in Varanasi was that she "wanted to bring men of all religions together under the ideal of brotherhood in order to promote Indian cultural values and to remove ill-will among different sections of the Indian population."
Varanasi was ceded to the Union of India on 15 October 1948. After the death of Dr. Vibhuti Narayan Singh in 2000, his son Anant Narayan Singh became the figurehead king, responsible for upholding the traditional duties of a Kashi Naresh.
MAIN SIGHTS
Varanasi's "Old City", the quarter near the banks of the Ganga river, has crowded narrow winding lanes flanked by road-side shops and scores of Hindu temples. As atmospheric as it is confusing, Varanasi's labyrinthine Old City has a rich culture, attracting many travellers and tourists. The main residential areas of Varanasi (especially for the middle and upper classes) are situated in regions far from the ghats; they are more spacious and less polluted.
Museums in and around Varanasi include Jantar Mantar, Sarnath Museum, Bharat Kala Bhawan and Ramnagar Fort.
JANTAR MANTAR
The Jantar Mantar observatory (1737) is located above the ghats on the Ganges, much above the high water level in the Ganges next to the Manmandir Ghat, near to Dasaswamedh Ghat and adjoining the palace of Raja Jai Singh of Jaipur. Compared to the observatories at Jaipur and Delhi, it is less well equipped but has a unique equatorial sundial which is functional and allows measurements to be monitored and recorded by one person.
RAMNAGAR FORT
The Ramnagar Fort located near the Ganges River on its eastern bank, opposite to the Tulsi Ghat, was built in the 18th century by Kashi Naresh Raja Balwant Singh with creamy chunar sandstone. It is in a typically Mughal style of architecture with carved balconies, open courtyards, and scenic pavilions. At present the fort is not in good repair. The fort and its museum are the repository of the history of the kings of Benares. It has been the home of the Kashi Naresh since the 18th century. The current king and the resident of the fort is Anant Narayan Singh who is also known as the Maharaja of Varanasi even though this royal title has been abolished since 1971. Labeled "an eccentric museum", it has a rare collection of American vintage cars, sedan chairs (bejeweled), an impressive weaponry hall and a rare astrological clock. In addition, manuscripts, especially religious writings, are housed in the Saraswati Bhawan. Also included is a precious handwritten manuscript by Goswami Tulsidas. Many books illustrated in the Mughal miniature style, with beautifully designed covers are also part of the collections. Because of its scenic location on the banks of the Ganges, it is frequently used as an outdoor shooting location for films. The film titled Banaras is one of the popular movies shot here. However, only a part of the fort is open for public viewing as the rest of the area is the residence of the Kashi Naresh and his family. It is 14 kilometres from Varanasi.
GHATS
Ghats are embankments made in steps of stone slabs along the river bank where pilgrims perform ritual ablutions. Ghats in Varanasi are an integral complement to the concept of divinity represented in physical, metaphysical and supernatural elements. All the ghats are locations on "the divine cosmic road", indicative of "its manifest transcendental dimension" Varanasi has at least 84 ghats. Steps in the ghats lead to the banks of River Ganges, including the Dashashwamedh Ghat, the Manikarnika Ghat, the Panchganga Ghat and the Harishchandra Ghat (where Hindus cremate their dead). Many ghats are associated with legends and several are now privately owned.
Many of the ghats were built when the city was under Maratha control. Marathas, Shindes (Scindias), Holkars, Bhonsles, and Peshwas stand out as patrons of present-day Varanasi. Most of the ghats are bathing ghats, while others are used as cremation sites. A morning boat ride on the Ganges across the ghats is a popular visitor attraction. The extensive stretches of ghats enhance the river front with a multitude of shrines, temples and palaces built "tier on tier above the water’s edge".
The Dashashwamedh Ghat is the main and probably the oldest ghat of Varansi located on the Ganges, close to the Kashi Vishwanath Temple. It is believed that Brahma created it to welcome Shiva and sacrificed ten horses during the Dasa -Ashwamedha yajna performed here. Above the ghat and close to it, there are also temples dedicated to Sulatankesvara, Brahmesvara, Varahesvara, Abhaya Vinayaka, Ganga (the Ganges), and Bandi Devi which are part of important pilgrimage journeys. A group of priests perform "Agni Pooja" (Worship to Fire) daily in the evening at this ghat as a dedication to Shiva, Ganga, Surya (Sun), Agni (Fire), and the whole universe. Special aartis are held on Tuesdays and on religious festivals.
The Manikarnika Ghat is the Mahasmasana (meaning: "great cremation ground") and is the primary site for Hindu cremation in the city. Adjoining the ghat, there are raised platforms that are used for death anniversary rituals. It is said that an ear-ring (Manikarnika) of Shiva or his wife Sati fell here. According to a myth related to the Tarakesvara Temple, a Shiva temple at the ghat, Shiva whispers the Taraka mantra ("Prayer of the crossing") in the ear of the dead. Fourth-century Gupta period inscriptions mention this ghat. However, the current ghat as a permanent riverside embankment was built in 1302 and has been renovated at least three times.
TEMPLES
Among the estimated 23000 temples in Varanasi, the most worshiped are: the Kashi Vishwanath Temple of Shiva; the Sankat Mochan Hanuman Temple; and the Durga Temple known for the band of monkeys that reside in the large trees nearby.
Located on the outskirts of the Ganges, the Kashi Vishwanath Temple – dedicated to Varanasi's presiding deity Shiva (Vishwanath – "Lord of the world") – is an important Hindu temple and one of the 12 Jyotirlinga Shiva temples. It is believed that a single view of Vishwanath Jyotirlinga is worth more than that of other jyotirlingas. The temple has been destroyed and rebuilt a number of times. The Gyanvapi Mosque, which is adjacent to the temple, is the original site of the temple. The temple, as it exists now, also called Golden Temple, was built in 1780 by Queen Ahilyabai Holkar of Indore. The two pinnacles of the temple are covered in gold, donated in 1839 by Ranjit Singh, the ruler of the Punjab and the remaining dome is also planned to be gold plated by the Ministry of Culture & Religious Affairs of Uttar Pradesh. On 28 January 1983, the temple was taken over by the government of Uttar Pradesh and its management was transferred to a trust with then Kashi Naresh, Vibhuti Narayan Singh, as president and an executive committee with a Divisional Commissioner as chairman. Numerous rituals, prayers and aratis are held daily, starting from 2:30 am till 11:00 pm.
The Sankat Mochan Hanuman Temple is one of the sacred temples of the Hindu god Hanuman situated by the Assi River, on the way to the Durga and New Vishwanath temples within the Banaras Hindu University campus. The present temple structure was built in early 1900s by the educationist and freedom fighter, Pandit Madan Mohan Malviya, the founder of Banaras Hindu University. It is believed the temple was built on the very spot where the medieval Hindu saint Tulsidas had a vision of Hanuman. Thousands flock to the temple on Tuesdays and Saturdays, weekdays associated with Hanuman. On 7 March 2006, in a terrorist attack one of the three explosions hit the temple while the Aarti was in progress when numerous devotees and people attending a wedding were present and many were injured. However, normal worship was resumed the next day with devotees visiting the temple and reciting hymns of Hanuman Chalisa (authored by Tulidas) and Sundarkand (a booklet of these hymns is provided free of charge in the temple). After the terrorist incident, a permanent police post was set up inside the temple.
There are two temples named "Durga" in Varanasi, Durga Mandir (built about 500 years ago), and Durga Kund (built in the 18th century). Thousands of Hindu devotees visit Durga Kund during Navratri to worship the goddess Durga. The temple, built in Nagara architectural style, has multi-tiered spires[96] and is stained red with ochre, representing the red colour of Durga. The building has a rectangular tank of water called the Durga Kund ("Kund" meaning a pond or pool). Every year on the occasion of Nag Panchami, the act of depicting the god Vishnu reclining on the serpent Shesha is recreated in the Kund.
While the Annapurna Temple, located close to the Kashi Vishwanath temple, is dedicated to Annapurna, the goddess of food, the Sankatha Temple close to the Sindhia Ghat is dedicated to Sankatha, the goddess of remedy. The Sankatha temple has a large sculpture of a lion and a nine temple cluster dedicated to the nine planets.
Kalabhairav Temple, an ancient temple located near the Head Post Office at Visheshar Ganj, is dedicated to Kala-Bhairava, the guardian (Kotwal) of Varanasi. The Mrithyunjay Mahadev Temple, dedicated to Shiva, is situated on the way to Daranagar to Kalbhairav temple. A well near the temple has some religious significance as its water source is believed to be fed from several underground streams, having curative powers.
The New Vishwanath Temple located in the campus of Banaras Hindu University is a modern temple which was planned by Pandit Malviya and built by the Birlas. The Tulsi Manas Temple, nearby the Durga Temple, is a modern temple dedicated to the god Rama. It is built at the place where Tulsidas authored the Ramcharitmanas, which narrates the life of Rama. Many verses from this epic are inscribed on the temple walls.
The Bharat Mata Temple, dedicated to the national personification of India, was inaugurated by Mahatma Gandhi in 1936. It has relief maps of India carved in marble. Babu Shiv Prasad Gupta and Durga Prasad Khatri, leading numismatists, antiquarians and nationalist leaders, donated funds for its construction.
RELIGION
HINDUISM
Varanasi is one of the holiest cities and centres of pilgrimage for Hindus of all denominations. It is one of the seven Hindu holiest cities (Sapta Puri), considered the giver of salvation (moksha). Over 50,000 Brahmins live in Varanasi, providing religious services to the masses. Hindus believe that bathing in the Ganges remits sins and that dying in Kashi ensures release of a person's soul from the cycle of its transmigrations. Thus, many Hindus arrive here for dying.
As the home to the Kashi Vishwanath Temple Jyotirlinga, it is very sacred for Shaivism. Varanasi is also a Shakti Peetha, where the temple to goddess Vishalakshi stands, believed to be the spot where the goddess Sati's earrings fell. Hindus of the Shakti sect make a pilgrimage to the city because they regard the River Ganges itself to be the Goddess Shakti. Adi Shankara wrote his commentaries on Hinduism here, leading to the great Hindu revival.
In 2001, Hindus made up approximately 84% of the population of Varanasi District.
ISLAM
Varanasi is one of the holiest cities and centres of pilgrimage for Hindus of all denominations. It is one of the seven Hindu holiest cities (Sapta Puri), considered the giver of salvation (moksha). Over 50,000 Brahmins live in Varanasi, providing religious services to the masses. Hindus believe that bathing in the Ganges remits sins and that dying in Kashi ensures release of a person's soul from the cycle of its transmigrations. Thus, many Hindus arrive here for dying.
As the home to the Kashi Vishwanath Temple Jyotirlinga, it is very sacred for Shaivism. Varanasi is also a Shakti Peetha, where the temple to goddess Vishalakshi stands, believed to be the spot where the goddess Sati's earrings fell. Hindus of the Shakti sect make a pilgrimage to the city because they regard the River Ganges itself to be the Goddess Shakti. Adi Shankara wrote his commentaries on Hinduism here, leading to the great Hindu revival.
In 2001, Hindus made up approximately 84% of the population of Varanasi District.
OTHERS
At the 2001 census, persons of other religions or no religion made up 0.4% of the population of Varanasi District.
Varanasi is a pilgrimage site for Jains along with Hindus and Buddhists. It is believed to be the birthplace of Suparshvanath, Shreyansanath, and Parshva, who are respectively the seventh, eleventh, and twenty-third Jain Tirthankars and as such Varanasi is a holy city for Jains. Shree Parshvanath Digambar Jain Tirth Kshetra (Digambar Jain Temple) is situated in Bhelupur, Varanasi. This temple is of great religious importance to the Jain Religion.
Sarnath, a suburb of Varanasi, is a place of Buddhist pilgrimage. It is the site of the deer park where Siddhartha Gautama of Nepal is said to have given his first sermon about the basic principles of Buddhism. The Dhamek Stupa is one of the few pre-Ashokan stupas still in existence, though only its foundation remains. Also remaining is the Chaukhandi Stupa commemorating the spot where Buddha met his first disciples in the 5th century. An octagonal tower was built later there.
Guru Nanak Dev visited Varanasi for Shivratri in 1507 and had an encounter which with other events forms the basis for the story of the founding of Sikhism. Varanasi also hosts the Roman Catholic Diocese of Varanasi, and has an insignificant Jewish expatriate community. Varanasi is home to numerous tribal faiths which are not easily classified.
Dalits are 13% of population Of Varanasi city. Most dalits are followers of Guru Ravidass. So Shri Guru Ravidass Janam Asthan is important place of pilgrimage for Ravidasis from all around India.
RELIGIOUS FESTIVALS
On Mahashivaratri (February) – which is dedicated to Shiva – a procession of Shiva proceeds from the Mahamrityunjaya Temple to the Kashi Vishwanath Temple.
Dhrupad Mela is a five-day musical festival devoted to dhrupad style held at Tulsi Ghat in February–March.
The Sankat Mochan Hanuman Temple celebrates Hanuman Jayanti (March–April), the birthday of Hanuman with great fervour. A special puja, aarti, and a public procession is organized. Starting in 1923, the temple organizes a five-day classical music and dance concert festival titled Sankat Mochan Sangeet Samaroh in this period, when iconic artists from all parts of India are invited to perform.
The Ramlila of Ramnagar is a dramatic enactment of Rama's legend, as told in Ramacharitamanasa. The plays, sponsored by Kashi Naresh, are performed in Ramnagar every evening for 31 days. On the last day, the festivities reach a crescendo as Rama vanquishes the demon king Ravana. Kashi Naresh Udit Narayan Singh started this tradition around 1830.
Bharat Milap celebrates the meeting of Rama and his younger brother Bharata after the return of the former after 14 years of exile. It is celebrated during October–November, a day after the festival of Vijayadashami. Kashi Naresh attends this festival in his regal attire resplendent in regal finery. The festival attracts a large number of devotees.
Nag Nathaiya, celebrated on the fourth lunar day of the dark fortnight of the Hindu month of Kartik (October–November), that commemorates the victory of the god Krishna over the serpent Kaliya. On this occasion, a large Kadamba tree (Neolamarckia cadamba) branch is planted on the banks of the Ganges so that a boy acting the role of Krishna can jump into the river on to the effigy representing Kaliya. He stands over the effigy in a dancing pose playing the flute; the effigy and the boy standing on it is given a swirl in front of the audience. People watch the display standing on the banks of the river or from boats.
Ganga Mahotsav is a five-day music festival organized by the Uttar Pradesh Tourism Department, held in November–December culminating a day before Kartik Poornima (Dev Deepawali). On Kartik Poornima also called the Ganges festival, the Ganges is venerated by arti offered by thousands of pilgrims who release lighted lamps to float in the river from the ghats.
Annually Jashne-Eid Miladunnabi is celebrated on the day of Barawafat in huge numbers by Muslims in a huge rally coming from all the parts of the city and meeting up at Beniya Bagh.
WIKIPEDIA
Budapest (Acerca de este sonido /ˈbudɒpɛʃt/ (?·i)) es la capital y ciudad más poblada de Hungría,3 así como su principal centro industrial, comercial y de transportes.4 La ciudad posee 1,74 millones de habitantes (2011),5 una disminución significativa respecto de los casi 2,1 millones con que contaba a mediados de los años 1980,6 que representan un quinto de la población total de Hungría. Es la ciudad más poblada de Europa central-oriental y la séptima de la Unión Europea. La ciudad ocupa una superficie de 525 km²7 y su área metropolitana cuenta con una población de 2,38 millones de habitantes. Budapest se convirtió en una única ciudad cuando ocupó las dos orillas del río Danubio, unificando las ciudades de Buda y Óbuda, en la orilla oeste, con Pest, en la orilla este, el 17 de noviembre de 1873.7 8
La historia de Budapest comenzó con Aquincum, originalmente un asentamiento celta9 10 que se convirtió en la capital romana de Panonia Inferior.9 Los húngaros llegaron al territorio en el siglo IX.11 Su primer asentamiento fue saqueado por los mongoles en 1241-42.12 La ciudad restablecida se convirtió en uno de los centros de la cultura del Renacimiento humanista en el siglo XV.13 14 Después de la batalla de Mohács y tras casi 150 años de dominio otomano,15 el desarrollo de la región entró en una nueva era de prosperidad en los siglos XVIII y XIX, y Budapest se convirtió en una ciudad global después de la unificación de 1873.16 También se convirtió en la segunda capital de Austria-Hungría, una gran potencia que se disolvió en 1918. Budapest fue el punto focal de la revolución húngara de 1848, la República Soviética Húngara de 1919, la Operación Panzerfaust en 1944, la batalla de Budapest de 1945 y la Revolución de 1956.
Considerada como una de las ciudades más bellas de Europa,3 17 18 Budapest cuenta con varios sitios que son Patrimonio de la Humanidad, entre los que se incluyen, a orillas del Danubio, el barrio del Castillo de Buda, la avenida Andrássy, la Plaza de los Héroes y el Metropolitano del Milenio, el segundo más antiguo del mundo.17 19 Otros puntos destacados incluyen un total de 80 manantiales geotérmicos,20 el mayor sistema de cuevas de aguas termales del mundo,21 la segunda sinagoga más grande y el tercer edificio del Parlamento más grande del mundo. La ciudad atrae a alrededor de 4,3 millones de turistas al año, convirtiéndola en la 25.ª ciudad más popular del mundo, según Euromonitor.22
Budapest es, también, un importante centro financiero de Europa Central. La ciudad se situó tercera (de un total de 65 ciudades) en el Índice de Mercados Emergentes elaborado por Mastercard,23 y clasificada como la ciudad mejor habitable de Europa Central y Europa del Este por índice de calidad de vida según Economist Intelligence Unit.24 25 También se clasificó como el "séptimo lugar idílico de Europa para vivir" por la revista Forbes,26 y como la novena ciudad más bella del mundo por UCityGuides.27 Es, también, la mejor ciudad de Europa Central y del Este en el índice Innovation Cities' Top 100.28 29
Toponimia[editar]
El nombre de «Budapest» es la composición de los nombres de las ciudades «Buda» y «Pest», ya que se unieron (junto con Óbuda) para convertirse en una sola ciudad en 1873.30 Una de las primeras apariciones del nombre combinado «Buda-Pest» fue en 1831 en el libro Világ («Mundo»), escrito por el conde István Széchenyi.
El origen de las palabras «Buda» y «Pest» es incierto. Según las crónicas de la Edad Media el nombre de «Buda» viene del nombre de su fundador, Bleda (Buda), el hermano del huno Atila. La teoría de que «Buda» fue el nombre de una persona es apoyada también por los estudiosos modernos.31 Una explicación alternativa sugiere que deriva de la palabra eslava «вода, voda» («agua»), una traducción del nombre en latín Aquincum, que era el principal asentamiento romano en la región.32
También existen varias teorías sobre el origen del nombre «Pest». Una de las teorías sostiene que proviene de la época romana,33 ya que había una fortaleza, «Contra-Aquincum», que en esta región que se conoce como «Pession» (Πέσσιον, III.7. § 2) por Ptolomeo.34 Según otra teoría, toma su origen de la palabra eslava «пещера, peshtera» («cueva») o de la palabra «печь, pesht» («horno») en referencia a una cueva local.35 En la antigua lengua húngara había un significado similar para la palabra «horno/cueva» y el nombre antiguo original alemán de esta región fue «Ofen». Más tarde, «Ofen», en alemán, se refiere a la parte de Buda.
Historia[editar]
La corona de San Esteban, la espada, el cetro y el orbe de Hungría.
El primer asentamiento en el territorio de Budapest fue construido por los celtas9 antes del año 1 a. C. y fue ocupado más tarde por los romanos. El asentamiento romano, Aquincum, se convirtió en la principal ciudad de la Baja Panonia en el 106 a. C.9 Los romanos construyeron carreteras, anfiteatros, baños y casas con calefacción por suelo en este campamento militar fortificado.36
El tratado de paz de 829 añadió Panonia a Bulgaria debido a la victoria del ejército búlgaro de Omurtag sobre el Sacro Imperio Romano de Ludovico Pío. Budapest surgió de dos fronteras búlgaras, las fortalezas militares de Buda y Pest, situada en las dos orillas del Danubio.37 Los húngaros, liderados por Árpád, se establecieron en el territorio a finales del siglo IX,11 38 y un siglo más tarde se fundó oficialmente el Reino de Hungría.11 Las investigaciones sitúan la residencia de la Casa de Árpad en un lugar cercano de lo que se convertiría en Budapest.39 La invasión tártara en el siglo XIII rápidamente demostró que la defensa es difícil en una llanura.7 11 El rey Béla IV de Hungría ordenó la construcción de muros de hormigón armado en torno a las ciudades11 y estableció su propio palacio real en la cima de los cerros protectores de Buda.12 En 1361 se convirtió en la capital de Hungría.12
El Castillo de Buda en la Edad Media.
El papel cultural de Buda fue particularmente importante durante el reinado del rey Matías Corvino.7 El Renacimiento italiano tuvo una gran influencia en la ciudad.7 Su biblioteca, la Bibliotheca Corvinniana, fue la colección de crónicas históricas y obras filosóficas y científicas más grande de Europa en el siglo XV, y la segunda en tamaño sólo superada por la Biblioteca Vaticana.7 Después de la fundación de la primera universidad húngara de Pécs en 1367,40 la segunda se estableció en Óbuda en 1395.40 El primer libro impreso en húngaro fue en Buda en 1473.41 Buda tenía unos 5000 habitantes hacia 1500,42 aunque estudios modernos apuntan a que la suma de Buda y Pest tenía entre 15 000 y 25 000 habitantes.43
Los otomanos saquearon Buda en 1526, la sitiaron en 1529 y, finalmente, la ocuparon en 1541. La ocupación turca duró más de 140 años.7 Los turcos construyeron muchas instalaciones de baños en la ciudad.11 Bajo el gobierno otomano, muchos cristianos se convirtieron al islam. En 1547 el número de cristianos se redujo a alrededor de mil, y en 1647 había descendido a sólo unos setenta.42 La parte no ocupada occidental del país se convirtió en parte del imperio de los Habsburgo como Hungría real.
En 1686, dos años después del infructuoso asedio de Buda, una renovada campaña comenzó a entrar en la capital húngara. Esta vez, el ejército de la Liga Santa era dos veces más grande, con más de 74.000 hombres. Entre ellos había ingleses, alemanes, holandeses, croatas, húngaros, españoles, checos, italianos, franceses, daneses y suecos, junto con otros europeos como voluntarios, artilleros, y oficiales. Las fuerzas cristianas reconquistaron Buda y, en los años siguientes, todas las tierras húngaras anteriores, a excepción de las zonas cercanas a Timişoara (Temesvár), fueron arrebatadas a los turcos. En el Tratado de Karlowitz de 1699 estos cambios territoriales fueron reconocidos oficialmente, y en 1718 todo el Reino de Hungría fue liberado del poder otomano. La ciudad fue destruida durante la batalla.7 Hungría se incorporó entonces al Imperio Habsburgo.7
La Ópera Nacional de Hungría, construida en el período de Austria-Hungría.
La orilla del Danubio en Budapest en una imagen de 1873.
1867 fue el año de la reconciliación que trajo consigo el nacimiento de Austria-Hungría. El siglo XIX fue dominado por la lucha por la independencia de Hungría y la modernización.7 La insurrección nacional contra los Habsburgo comenzó en la capital húngara en 1848 y fue derrotado poco más de un año después. Esto hizo de Budapest la capital gemela de una monarquía dual. Fue este compromiso que abrió la segunda fase de gran desarrollo en la historia de Budapest, que duró hasta la Primera Guerra Mundial. En 1849, el Puente de las Cadenas que une Buda con Pest, abrió sus puertas el primer puente permanente sobre el Danubio44 y en 1873 fueron Buda y Pest oficialmente fusionadas con la tercera parte, Óbuda (antiguo Buda), creando así la nueva metrópoli de Budapest. La dinámica Pest se convirtió en centro político, administrativo, económico, comercial y cultural del país. La población de origen étnico húngaro superó a la alemana en la segunda mitad del siglo XIX debido a la migración masiva desde la superpoblada y rural el Transdanubia y la Gran Llanura Húngara. Entre 1851 y 1910 la proporción de húngaros se incrementó de 35,6% a 85,9%, el húngaro se convirtió en la lengua dominante y el alemán fue desplazado. La proporción de judíos llegó a su punto máximo en 1900 con el 23,6%.45 46 47 Debido a la prosperidad y la gran comunidad judía presente en la ciudad a principios del siglo XX, Budapest fue conocida también como la "Meca judía".48
En 1918, Austria-Hungría perdió la guerra y se desplomó; por lo que Hungría se declaró una república independiente. En 1920 el Tratado de Trianon finalizó la partición del país; como resultado, Hungría perdió dos tercios de su territorio y alrededor de dos tercios de sus habitantes en virtud del tratado, incluyendo 3,3 millones de los 10 millones de húngaros étnicos.49 50
El Puente de las Cadenas de Budapest, volado por las fuerzas nazis.
En 1944, hacia el final de la Segunda Guerra Mundial, Budapest fue parcialmente destruida por los ataques aéreos británico y americano. Desde el 24 de diciembre de 1944 al 13 de febrero de 1945, la ciudad fue sitiada durante la Batalla de Budapest. La capital sufrió grandes daños causados por el ataque de las fuerzas soviéticas y rumanas y las tropas defensoras alemanas y húngaras. Todos los puentes fueron destruidos por los alemanes. Más de 38.000 civiles perdieron la vida durante el conflicto.
Entre el 20% y el 40% de los 250.000 habitantes judíos de Budapest murieron a causa del genocidio perpetrado por los nazis y el Partido de la Cruz Flechada durante 1944 y principios de 1945.51 El diplomático sueco Raoul Wallenberg logró salvar la vida de decenas de miles de judíos en Budapest, dándoles pasaportes suecos y tomándolos bajo su protección consular.52
En 1949, Hungría fue declarada como República Popular comunista. El nuevo gobierno comunista consideró edificios como el Castillo de Buda símbolos del régimen anterior y, durante la década de 1950, el palacio fue destruido y los interiores fueron destruidos.
El centro de Budapest en 1979.
En 1956, las manifestaciones pacíficas en Budapest condujeron al estallido de la Revolución Húngara. La dirección se derrumbó después de las manifestaciones de las masas que se iniciaron el 23 de octubre, pero los tanques soviéticos entraron en Budapest para aplastar la revuelta. La lucha continuó hasta principios de noviembre, dejando más de 3.000 muertos.
Desde la década de 1960 a finales de 1980 Hungría era referida, en ocasiones y de forma satírica, la "barraca feliz" en el Bloque del Este,53 y gran parte de los daños de guerra de la ciudad fueron finalmente reparados. Los trabajos en el Puente de Erzsébet, el último en ser reconstruido, fue terminado en 1964. A principios de 1970, se inauguró la línea M2 del metro de Budapest en su sentido este-oeste, seguida de la línea M3 en 1982. En 1987, el Castillo de Buda y las orillas del Danubio fueron incluidos en la lista de Patrimonio de la Humanidad por la Unesco. La Avenida Andrássy (incluyendo el tren subterráneo del Milenio, Hősök tere y Városliget) se añadió a la lista de la Unesco en 2002. En la década de 1980 la población de la ciudad alcanzó los 2,1 millones de habitantes. En los últimos tiempos se ha producido una disminución significativa en la población, debido principalmente, a un movimiento demográfico masivo al condado de Pest.
En las últimas décadas del siglo XX los cambios políticos de 1989-90 produjeron importantes cambios en la sociedad civil y en las calles de Budapest. Los monumentos comunistas fueron retirados de los lugares públicos y llevados a Memento Park. En los primeros veinte años de la nueva democracia, el gobierno de la ciudad fue presidido por Gábor Demszky.
Geografía[editar]
El área de 525 km² de Budapest se encuentra en el centro de Hungría rodeado de asentamientos de la aglomeración en el condado de Pest. La capital se extiende a 25 y 29 kilómetros al norte-sur y este-oeste, respectivamente. El río Danubio entra en la ciudad por el norte, y más tarde lo rodea dos islas, Óbuda y la isla de Margarita.7 La tercera isla, Csepel, es la más grande de las islas del Danubio de Budapest, sin embargo, sólo la punta más al norte se encuentra dentro de los límites de la ciudad. El río que separa las dos partes de la ciudad está a sólo 230 metros de ancho en su punto más estrecho en Budapest. Pest se encuentra en la planicie de la Gran Llanura, mientras que el terreno en Buda es muy accidentado.7 El terreno de Pest se levanta con una ligera pendiente hacia el este, por lo que las partes más orientales de la ciudad están a la misma altura que las pequeñas colinas de Buda, en particular la colina Gellért y Monte del Castillo. Las colinas de Buda son principalmente de piedra caliza y dolomita, el agua creó espeleotemas, que se pueden encontrar los más famosos en las la cuevas Pálvölgyi y Szemlőhegyi. Los cerros se formaron en la era del Triásico. El punto más alto de las colinas y de Budapest es la colina János, a 527 metros sobre el nivel del mar. El punto más bajo es la línea del Danubio, que es de 96 metros sobre el nivel del mar. Los bosques de las colinas de Buda están protegidos medioambientalmente.
Distritos[editar]
Artículo principal: Distritos de Budapest
Originalmente había 10 distritos de Budapest después de la unificación de las tres ciudades en 1873. El 1 de enero de 1950 Budapest se unió con varios pueblos vecinos y el número de sus distritos se elevó a 22, formando el Gran Budapest. En ese tiempo hubo cambios, tanto en el orden de los distritos como en sus tamaños. Ahora hay 23 distritos, seis en Buda, 16 en Pest y uno en la isla de Csepel, en el Danubio. Cada distrito puede asociarse con una o varias partes de la ciudad con nombres de ciudades anteriores de Budapest. El mismo centro de la ciudad, en un sentido más amplio, comprende los distritos V, VI, VII, VIII, IX y XIII en el lado de Pest, y el I, II, XI y XII en el lado de Buda de la ciudad.54
Los 23 distritos de Budapest
Palacio Gresham
Distrito IV[editar]
El distrito IV está ubicado al norte de Budapest, sobre la orilla oeste del Río Danubio. Antes de 1950, fecha en que se anexaron varias zonas a Budapest, se trataba de la localidad de Újpest. El nombre significa "Nuevo Pest", porque se formó al borde de la Ciudad de Pest en 1840. Újpest fue una Aldea o Villa por seis décadas antes de 1907, cuando se transformó en pueblo. Como decíamos, en 1950 el pueblo se unificó con Budapest, para formar el Gran Budapest, y constituirse en el IV Distrito.
Distrito XXI[editar]
Ubicación[editar]
El distrito XXI está ubicado al norte de la isla de Csepel, por el este fluye el Danubio y en la otra margen se encuentran los distritos IX, XX y XXIII, por el oeste la frontera del distrito la marca de forma natural el contorno de la isla con la ribera del Danubio que en su margen opuesta presenta los distritos XI y XXII, por el sur el límite demarcado por la capital, es decir los límites propios del poblado de Szigetszentmiklós.
Barrios de mayor relevancia[editar]
Barrio de la calle Ady Endre
Csillágtelep
Barrio de Királymajori
Barrio de Vízmű
Barrio de la calle Árpád
Historia[editar]
En la segunda mitad del siglo XX ocurrió la industrialización más importante del distrito, lo que lo convirtió en una base de la industria pesada. En esta zona se asentaron los trabajadores, quienes contribuyeron a la formación de zonas urbanísticas, parques y barrios. El distrito se convirtió así en bastión de la clase obrera húngara.
Fue independiente hasta el 1 de enero de 1950, cuando junto con otras zonas fue anexionado como parte integral de Budapest capital.
Economía[editar]
El distrito XXI es considerado como uno de los distritos industriales clásicos de Budapest (por su industria metalúrgica, acerera y de papel)
En la primera mitad del siglo XX la economía del distrito esta unida al nombre de Manfréd Weiss, quien con su empresa metalúrgica tenía la gama más amplia de productos que para la época existía en toda la región de Europa central y oriental
Después de la II Guerra Mundial la fábrica pasó a funcionar a manos del estado. A mediados de los años 50 hasta en el Tíbet eran comercializados los productos de la fábrica. A finales de los 80 debido a la baja demanda de productos y lo elevado de los costos de mantenimiento, la fábrica fue paralizándose paulatinamente.
En la actualidad el conjunto funciona como zona industrial, albergando cientos de otras empresas, oficinas, y pequeñas fábricas.
Riquezas naturales[editar]
Solamente una zona protectora alberga el Distrito, en la loma de Tamariska en la zona de Királyerdő que desde 1999 fue declarada por la ciudad capital como patrimonio natural, ya que en sus bancos arenosos se encuentran innumerables especies vegetales autóctonas y exclusivas de la zona.
Clima[editar]
Invierno en la plaza Vörösmarty.
La ciudad tiene un clima húmedo continental, un clima de transición entre el clima templado, cubierto de nieve de Transdanubia, el clima variable continental de la gran llanura plana y abierta del este y el clima casi sub-mediterráneo del sur.55
La primavera se caracteriza por la abundancia de sol y lluvias aisladas. La temperatura comienza a subir notablemente en abril, por lo general alcanzan máximas de 25 °C al final del mes, aunque hay cortos períodos de frío con bajas temperaturas en la zona con 0-5 °C y las heladas pueden aparecer incluso a mediados de mayo.
En los veranos, los prolongados períodos de calor, con temperaturas entre 32-35 °C, se intercambian con breves períodos húmedos con frentes fríos provenientes del oeste, con temperaturas de entre 18-25 °C. La humedad es alta, de vez en cuando, en verano principalmente secundaria por la influencia del Mediterráneo. Sin embargo, en general, el calor es seco y las temperaturas nocturnas son muy agradables, especialmente en los suburbios residenciales. En el centro de Pest, sin embargo, no es raro que las temperaturas sean superiores a 25 °C en medianoche. Las tormentas, algunas de ellas violentas con rachas fuertes y lluvias torrenciales, también son frecuentes. La temperatura más alta registrada fue de 40,7 °C el 20 de julio de 2007.56
Las temperaturas altas pueden mantenerse por encima de 20 °C hasta el final de octubre. Las noches más frías y las heladas llegan por primera vez, por lo general, en la segunda semana de octubre. Los cortos períodos fríos varían con el veranillo de San Miguel, que puede durar semanas enteras. En noviembre sobreviene la abundante lluvia, a veces nieve, y una caída drástica de las temperaturas (a 10 °C durante todo el otoño del mes).
Los inviernos son variables e impredecibles. Los vientos del oeste traen aire templado oceánico, con temperaturas de entre 5-10 °C, casi sin congelar y dispersa la lluvia o nieve. Las borrascas que se desplazan desde el mar Mediterráneo pueden traer tormentas de nieve con 20-40 cm de caída en un solo día, seguido por aire frío de Rusia. Las borrascas del Atlántico sur y el viento puede traer un clima inusualmente cálido, con temperaturas alcanzando los 15 °C incluso en enero. El anticiclón de Siberia trae cada dos años un período muy soleado pero frío con una duración de una semana o dos con puntos bajos en el rango climático de -15 a -20 °C. Los anticiclones con los centros superiores de Europa occidental producen niebla fría sin cambios en la temperatura entre el día y la noche y se quedan alrededor o un poco por debajo de 0 °C. La niebla puede durar semanas. Las borrascas mediterráneas que se mueven por encima de la capa de niebla puede llevar uno o dos días de lluvia helada.57 58 59
[ocultar]Gnome-weather-few-clouds.svg Parámetros climáticos promedio de Budapest WPTC Meteo task force.svg
MesEne.Feb.Mar.Abr.May.Jun.Jul.Ago.Sep.Oct.Nov.Dic.Anual
Temp. máx. abs. (°C)18.119.725.430.234.039.540.739.435.230.822.619.340.7
Temp. máx. media (°C)2.95.510.616.421.924.626.726.621.615.47.74.015.3
Temp. media (°C)-0.42.36.112.016.619.721.521.216.911.85.41.811.2
Temp. mín. media (°C)-1.70.03.57.612.115.116.816.512.87.852.9-0.07.8
Temp. mín. abs. (°C)-25.6-23.4-15.1-4.6-1.63.05.95.0-3.1-9.5-16.4-20.8-25.6
Precipitación total (mm)372930426263454940395343532
Días de precipitaciones (≥ 1 mm)76668876557778
Horas de sol558413718223024827425519715667481933
Fuente: www.met.hu60
Economía[editar]
Budapest se convirtió en una ciudad global debido a la industrialización. En 1910, el 45,2% de la población total trabajaban en fábricas. La capital húngara fue una de las más grandes ciudades industriales de Europa con 600.000 trabajadores de fábricas en la década de 1960. Entre 1920 y 1970, más de la mitad del total de la producción industrial de Hungría se hacía en Budapest. La Metalurgia (FÉG), la industria textil y la industria del automóvil (Ikarus) fueron los principales sectores que recibieron los cambios estructurales.61
Ahora casi todas las ramas de la industria se encuentra en Budapest. Los principales productos son los aparatos de comunicación de ingeniería e informática, máquinas eléctricas, lámparas incandescentes (General Electric). La industria farmacéutica también es importante, muy conocida Egis y las compañías Gedeon Richter y Chinoin son húngaras, mientras que Teva también tiene una división aquí.
La industria está más bien en las afueras, pues el centro es el lugar para el servicio principal de empresas financieras nacionales e internacionales, como Telekom Hungría, General Electric, Vodafone, Telenor, Erste Bank, CIB Bank, K&H Bank&Insurance, UniCredit, Budapest Bank, Generali Providencia Insurance, ING, Aegon Insurance, Allianz. Las bases regionales de Volvo Co., Saab, Ford, GE, IBM, TATA Consultancy Services Limited están Budapest. El grupo MOL de Petróleo y Gas húngaros, que con sus subsidiarias, es un líder integrado de petróleo y gas en Europa Central y del Este. El OTP Bank, que es el banco más grande de Hungría, con sucursales en otros ocho países, tienen su sede en la capital.
Budapest es el centro de los servicios, asesoría financiera, transacciones de divisas, servicios comerciales y bienes. Los servicios de comercio y logística están bien desarrollados. El turismo y la hostelería también merecen mención, ya que en la capital existen miles de establecimientos de restaurantes, bares, cafés y lugares de fiesta.
Lugares de interés[editar]
Budapest, con las riberas del Danubio, el barrio del castillo de Buda y la avenida Andrássy
UNESCO logo.svg Welterbe.svg
Nombre descrito en la Lista del Patrimonio de la Humanidad
BudapestDSCN3838.JPG
Vista del Puente de las cadenas desde el Castillo de Buda.
PaísFlag of Hungary.svg Hungría
TipoCultural
Criteriosii, iv
N.° identificación400bis
RegiónEuropa y América del Norte
Año de inscripción1987 (XI sesión)
Año de extensión2000
[editar datos en Wikidata]
El Parlamento de estilo neogótico contiene, entre otras cosas, las joyas de la corona húngara. La Basílica de San Esteban, donde se exhibe la Mano Derecha del Santo fundador de Hungría, el rey San Esteban. La cocina húngara y la cultura café pueden degustarse, por ejemplo, en el Café Gerbeaud, y los restaurantes Százéves, Biarritz, Fortuna, Alabárdos, Arany Szarvas, Kárpátia y el famoso Mátyás Pince. Hay restos romanos en el Museo Aquincum y mobiliario histórico en el Museo Nagytétény, que son sólo dos de los 223 museos de Budapest.
Vista del Parlamento de noche desde el río Danubio
La colina del castillo, los muros de contención del río Danubio y el conjunto de Andrássy út han sido oficialmente reconocidos por la UNESCO como Patrimonio de la Humanidad.
La colina del castillo y el distrito del castillo albergan tres iglesias, seis museos y una serie de interesantes edificios, calles y plazas. El antiguo Palacio Real es uno de los símbolos de Hungría y ha sido escenario de batallas y guerras desde el siglo XIII. Hoy en día alberga dos museos impresionantes y la Biblioteca Nacional Széchenyi. El cercano Palacio Sándor alberga las oficinas y la residencia oficial del Presidente de Hungría. La Iglesia de San Matías, de siete siglos de antigüedad, es una de las joyas de Budapest. A su lado está una estatua ecuestre del primer rey de Hungría, el rey San Esteban, y tras ésta el Bastión de los Pescadores, desde donde se abre una vista panorámica de toda la ciudad. Las estatuas del Turul, el pájaro guardián mítico de Hungría, se pueden encontrar tanto en el Barrio del Castillo y el Distrito XII.
Plaza de los Héroes.
En Pest, sin duda el espectáculo más importante es Andrássy út, mientras que las calles Kodály Körönd y Oktogon están llenas de tiendas y grandes pisos construidos muy juntos. Desde allí hasta la Plaza de los Héroes las casas se separan por completo y son más amplias. En el marco del conjunto se encuentra el ferrocarril metropolitano más antiguo de Europa continental, la mayoría de cuyas estaciones conservan su aspecto original. La Plaza de los Héroes está dominada por el Monumento del Milenio, con la Tumba del Soldado Desconocido en el frente. A los lados se encuentran el Museo de Bellas Artes y la Kunsthalle de Budapest, y detrás se abre el Parque de la Ciudad, con el castillo de Vajdahunyad. Una de las joyas de Andrássy út es la Ópera Nacional de Hungría. Memento Park, un parque temático con estatuas notables de la era comunista, está situado a las afueras del centro de la ciudad y es accesible por transporte público.
En la ciudad reside la sinagoga más grande de Europa (la Sinagoga de la Calle Dohány)62 y la segunda más grande del mundo. La sinagoga se encuentra en el barrio judío ocupando varias cuadras en el centro de Budapest bordeado por Király utca, Wesselényi utca, el Grand Boulevard y la carretera Bajcsy Zsilinszky. La ciudad también se enorgullece de tener el mayor baño de aguas medicinales de Europa (Baños Széchenyi) y el tercer edificio del Parlamento más grande del mundo. La tercera iglesia más grande de Europa (la Basílica de Esztergom) y el segundo mayor castillo barroco del mundo (Gödöllő) se encuentran en las proximidades.
En el paisaje urbano de Budapest puede distinguirse la Estatua de la Libertad, que tiene 14 metros de altura y descanasa sobre un pedestal de 26 metros en la Colina Gellért.63 La estatua fue construida en bronce durante la ocupación soviética de Hungría.
Iglesia de San Matías
Basílica de San Esteban
Castillo de Vajdahunyad
Mercado Central de Budapest
Sinagoga de la Calle Dohány
Vista del Castillo de Buda de noche desde el río Danubio.
Cultura[editar]
Ópera Nacional de Hungría.
Museo de Bellas Artes.
La tradición de la danza de la cuenca de los Cárpatos es el área única de la cultura de la danza europea, que es también una especie de transición entre los Balcanes y las regiones de Europa Occidental. En Budapest existen varios conjuntos de auténtica danza folclórica húngara, algunos de ellos profesionales. Budapest es una de las pocas ciudades del mundo donde hay una escuela secundaria para el aprendizaje de la danza folclórica.
En Budapest, actualmente hay 837 monumentos diferentes, que representan la mayor parte del estilo artístico europeo. Son prominentes los clásicos y únicos edificios de estilo Art Nouveau húngaros.
Los 223 museos y galerías de la ciudad presentan no sólo exposiciones y arte húngaro, sino también arte y ciencia de la cultura universal y europea. Entre los más importantes que se encuentran en la ciudad destacan el Museo Nacional de Hungría, la Galería Nacional Húngara, el Museo de Bellas Artes, el Museo Histórico de Budapest, el Parque Memento y el Museo de Artes Aplicadas.
En Budapest hay cuarenta teatros, siete salas de conciertos y un teatro de la ópera. También se celebran a menudo en edificios históricos festivales al aire libre, conciertos y conferencias que enriquecen la oferta cultural del verano. Las instituciones más prestigiosas de teatro son la Opereta y Teatro Musical de Budapest, el Teatro József Attila, el Teatro Katona József, el Teatro Madách, la Ópera Nacional de Hungría, el Teatro Nacional, el Vigadó, el Teatro Radnóti Miklós y el Teatro de la Comedia.
Muchas bibliotecas tienen colecciones únicas en Budapest, como la Biblioteca Nacional Széchenyi, que mantiene las reliquias históricas de la época antes de la impresión de los libros. La Biblioteca metropolitana Ervin Szabó juega un papel importante en la educación general de la población de la capital. Otras bibliotecas importantes son la Biblioteca de la Academia de Ciencias de Hungría, la Biblioteca de la Universidad Eötvös Loránd, la Biblioteca del Parlamento y de la Biblioteca Nacional de Literatura Extranjera.
Entre los eventos culturales de Hungría, el mayor festival al aire libre es el Festival de Sziget, que es muy popular en toda Europa. Otros que también son importantes y se celebran en la ciudad son el Festival de la Primavera de Budapest, el Festival de Otoño de Budapest, la Fiesta del Vino de Budapest y el Festival de Budapest de Pálinka.
Los turistas que visitan Budapest disponen de mapas gratuitos e información acerca de los diversos "puntos de interés" por la empresa municipal BTDM en sus puntos de información.64 Está disponible para los visitantes las tarjeta de 24 y 72 horas de Budapest. Para el transporte, la validez de la tarjeta es gratuita y hay descuentos en varios museos, restaurantes y otros lugares de interés.65 La ciudad también es conocida por sus bares en antiguas ruinas.66
Baños termales[editar]
En 1934, Budapest recibió el título de «Ciudad de Balnearios» por ser la capital que dispone de más pozos de aguas medicinales y termales del mundo;[cita requerida] es conocida por algunos como «La capital mundial de las aguas medicinales».
Su red es única: el rendimiento de las aguas termales, con temperaturas de 21 a 78 grados centígrados, que brotan de 118 fuentes naturales y de pozos artificiales, supera los 70 millones de litros diarios. En Budapest se encuentran conocidos baños termales públicos: Balneario Gellért (Gellért fürdő), Balneario Széchenyi (Széchenyi fürdő) el balneario europeo más grande, Balneario Lukács (Lukács fürdő), Balneario Rudas (Rudas fürdő), Balneario Király (Király fürdő) y Balneario Rác (Rác fürdő).
Baños termales Széchenyi.
Las aguas medicinales sirven para tratar enfermedades de los órganos locomotrices, de la circulación sanguínea y de la ginecología.
En los alrededores de estos baños termales existen pozos y salas para beber agua medicinal con alto contenido de distintos tipos minerales. La más conocida de estas salas de ingesta sirve de entrada al baño termal Lukács, que fue inaugurado en 1937, orientándose sus aguas medicinales a la curación de problemas digestivos. El edificio del baño termal fue construido en 1894. Sus efectos benéficos medicinales pronto fueron conocidos en el resto de Europa, convirtiéndose en uno de los lugares más notables de esta saludable especialidad.
También son famosos los baños termales de la época turca que funcionan hoy en día, como por ejemplo el Király, construido a finales de los años 1500, y el baño Rác. El baño Rudas —con su sala octogonal de columnas y cúpula— es el baño turco más antiguo y mejor ornamentado.
Islas[editar]
En el Danubio se pueden encontrar siete islas: Astillero, Isla Margarita, Isla de Csepel, Palotai-Sziget (actualmente una península), Népsziget, Haros-Sziget, y Sziget Molnár.
Entre las islas notables se incluyen:
La Isla Margarita de 2,5 km (1,6 millas) de largo y 0,965 kilómetros cuadrados (238 acres) de superficie. Se compone principalmente de un parque y es una popular zona de recreo para los turistas y lugareños por igual. La isla se encuentra entre el Puente Margarita (sur) y el puente Árpád (norte). En la isla se pueden encontrar discotecas, piscinas, un parque acuático, pistas para correr, de ciclismo, de atletismo y gimnasios. Durante el día la isla está ocupada por la gente que hace deporte o simplemente descansa. En el verano (por lo general los fines de semana) los más jóvenes van a la isla por la noche de fiesta en sus terrazas, o para divertirse con una botella de alcohol en un banco o en el césped (esta forma de entretenimiento se denomina a veces como banco-fiesta).
La isla de Csepel (pronunciación en húngaro:] tʃɛpɛlsiɡɛt [) es la isla mayor del río Danubio en Hungría. Tiene 48 km (30 millas) de largo, su ancho es de 6.8 km (3,75-5 millas) y su área abarca 257 km2 (99 millas cuadradas), aunque sólo el extremo norte se encuentra dentro de los límites de la ciudad.
Hajógyári-Sziget ([hɒjo ː ː ɟa siɡɛt ri], o Sziget Óbudai-) es una isla artificial, ubicada en el tercer distrito. Esta isla alberga numerosas actividades tales como: wake boarding, motos de agua durante el día, y clubes de baile durante la noche. Esta es la isla donde tiene lugar el famoso Festival de Sziget, recibiendo cientos de actuaciones por año y alrededor de 400.000 visitantes en su última edición. Se están llevando a cabo muchos proyectos de construcción para hacer de esta isla uno de los centros de ocio más importantes de Europa, el plan es construir edificios de apartamentos, hoteles, casinos y un puerto deportivo.
Luppa-Sziget es la isla más pequeña de Budapest, situada en la región norte.
Fotos Nuevas Septiembre 2011
catedraleseiglesias.com
© Álbum 0076
By Catedrales e Iglesias
Arquidiócesis de Puebla
Beato Sebastián de Aparicio
Capilla Interior Convento San Francisco de Asís
Puebla de los Ángeles,Estado de Puebla,México
Blvd. Héroes del 5 de mayo y 14 Ote. 1009
C.P. 72000
RR. PP. FRANCISCANOS
Tel. 222 235 83 08
La capilla anexa al presbiterio alberga la pequeña escultura de la Virgen Conquistadora que trajo consigo Hernán Cortés y el cuerpo incorrupto del Beato Sebastián de Aparicio.
Es aquí donde los peregrinos vienen a venerar los restos del Beato Sebastián de Aparicio (1502-1600). Su momia se expone en una urna ataúd de vidrio.
Aunque todavía no se ha canonizado, los poblanos lo consideran el santo patrono de los choferes y todos aquellos que manejan vehículos.
Beato Sebastián de Aparicio, el de las carretas
Vida de el Frayle lego Sebastián de Aparicio
Resumen del Texto copiado de
hispanidad.tripod.com/hechos14.htm
Un santo analfabeto
Conocemos bien la santa vida del Beato Sebastián de Aparicio, pues al morir en 1600 la fama de santidad de este gallego-mexicano es tan grande, que ya en 1603 el rey Felipe III escribe al obispo de Tlaxcala para que haga información procesal de su vida y milagros. Y el obispo, en 1604, le remite la biografía escrita por fray Juan de Torquemada. Muy tempranas son también las vidas escritas por el médico Bartolomé Sánchez Parejo, fray Bartolomé de Letona (1662) y fray Diego de Leyva (1685). En ellas y en otros antiguos documentos se apoyan las recientes biografías de los franciscanos Alejandro Torres (19682), Gaspar Calvo Moralejo (19762) y Matías Campazas (19852), según las cuales va mi relato.
El 20 de enero de 1502, en el pueblo gallego de Gudiña, en el matrimonio de Juan Aparicio y Teresa del Prado, nace después de dos niñas un varón, al que le ponen por nombre el santo del día: Sebastián. Nada hace presagiar que la vida de este niño va a ser tan preciosa. En realidad no es sino un chico gallego como otros tantos, que nunca aprenderá a leer y a escribir -la escuela entonces era cosa de pocos-, y que desde niño, en cambio, será instruido en las oraciones, en el catecismo, y en las muy diversas artes campesinas: hacer leña, cuidar los animales, regar, cultivar el campo, arreglar el carro, las cercas y tejados, y tantas cosas más que va a seguir ejercitando toda su vida. A los cinco o seis años, aquejado de una grave enfermedad contagiosa, y aislado por su madre en una choza solitaria, recibe en la noche la visita misteriosa de una loba que le libra de su tumor. Según Sánchez Parejo, el mismo Sebastián «refirió este suceso varias veces a sus amigos, cuando ya era fraile»
Un hombre casto
Pasada la adolescencia entre los suyos, emigra a Castilla en su primera juventud, buscando trabajo. Lo encuentra en Salamanca, en la casa de una viuda joven y rica, que se enamoró perdidamente del mozo. Asistido por la gracia del Salvador, huyó Sebastián a tiempo de aquel incendio de lujuria, sin chamuscarse en él siquiera. En la extremeña Zafra, entra al servicio de Pedro de Figueroa, pariente del Duque de Feria.
También de allí, alertado por Cristo, hubo de huir Sebastián, pues una de las hijas del amo comenzó a rondarle con exceso. Así dispuso la Providencia que se llegara Sebastián a Sanlúcar de Barrameda, de donde partían los barcos hacia América. Allí sirvió siete años, muy bien pagado, en una casa fuerte, lo que le permitió enviar a sus hermanas las dotes matrimoniales entonces en uso. En este lugar venció otra vez, sostenido por Cristo, violentos asedios femeninos, que procedieron esta vez de la hija del dueño y también de una joven de Ayamonte. De estos sucesos dio noticia él mismo, siendo ya fraile.
Se ve que las mujeres sentían gran atracción por este joven gallego. Pero aún era más amado y preferido por nuestro Señor Jesucristo.
Puebla de los Angeles
A los 31 años, en 1533, se decide Sebastián a entrar en la corriente migratoria hacia América, y se radica hasta 1542 en la ciudad mexicana de Puebla de los Angeles, fundada por Motolinía dos años antes con cuarenta familias, precisamente para acoger emigrantes españoles. Llega, pues, cuando la ciudad está naciendo, y todo tipo de trabajo y profesión son necesarios...
Sebastián cultiva, sin gran provecho, trigo y maíz. Pero pronto inicia una labor de más envergadura. Por aquellos años el ganado caballar y vacuno llevado por los españoles se ha multiplicado de tal modo que es ya, concretamente en la región de Puebla, ganado cimarrón. Sebastián, iniciador del charro mexicano, se dedica a perseguir novillos, lacearlos y domarlos, para formar con ellos buenas yuntas de bueyes.
Por otra parte, por Puebla pasan interminables caravanas que del puerto de Veracruz se dirigen a la ciudad de México, siguiendo un camino ya abierto desde 1522. Asociado Sebastián con otro gallego, probablemente carpintero, forma una pequeña sociedad de carretas de transporte -quizá la primera del Nuevo Mundo-, que evita a los indígenas el duro trabajo de portear cargas. Más aún, conseguido el permiso de la Audiencia Real, abre aquel camino al tráfico rodado, trabajando de ingeniero y de peón, y enseñando a trabajar a indios y españoles. Las carretas de Aparicio, durante siete años, recorren sin cesar aquellas primeras «carreteras» de América, como buenas carretas gallegas, chirriantes y seguras...
La casa de Aparicio en Tlalnepantla fue testigo de muchas obras de misericordia, así corporales como espirituales. En efecto, en palabras del doctor Pareja, era «refrigerio de sedientos, hartura de hambrientos, posada de peregrinos, alivio de caminantes, albergue y roca de los miserables indios» (Calvo 77). Allí Aparicio enseñaba a trabajar, daba aperos y semillas, perdonaba deudas, arreglaba carretas, enseñaba las oraciones, se esforzaba en aprender la lengua de los indios...
En su forma de vivir, no obstante su riqueza, se distinguía por una austeridad desconcertante. Vestía como cualquiera, aunque sabía trajearse adecuadamente en las ocasiones señaladas. No tenía cama, sino que dormía sobre un petate o en una manta tendida al suelo. Comía como la gente pobre tortillas de maíz con chile y poco más, y añadía algo de carne cocida en domingos y fiestas. No pocas veces pasaba la noche a caballo, protegiendo su hacienda de animales malignos, y alguna vez le vieron dormido sobre su montura, apoyado en su lanza. Todos los días rezaba el rosario, y de su tierra gallega conservó siempre una gran devoción al santo Señor Santiago.
Chapultepec y Atzcapotzalco, dos bodas
A los 55 años pasó Aparicio a vivir al pueblo de Atzcapotzalco, donde un hidalgo, con más pretensiones que riquezas, trató de conseguirle como rico y honesto marido para su hija. Aparicio preguntó al padre cuál era la dote que pretendían para la joven, y cuando supo que eran 600 pesos, los entregó al padre y él quedó libre de ulteriores apremios.
Pocos años después ha de trasladarse a Chapultepec, donde la abundancia de ganado requería su presencia. Allí tiene una enfermedad muy grave y recibe los últimos sacramentos, pensando ya en morirse. Recuparada la salud, muchos le recomiendan que se case. Tras muchas dudas y oraciones, acepta el consejo, y a los 60 años, en 1562, se casa con la hija de un amigo vecino de Chapultepec en la iglesia de los franciscanos de Tacuba, haciendo con su esposa vida virginal. Pensando estaban sus suegros en entablar proceso para obtener la nulidad del matrimonio, cuando la esposa muere, en el primer año de casados, y Aparicio, después de entregar a sus suegros los 2.000 pesos de la dote, de nuevo se va a vivir a Atzcapotzalco.
Un segundo matrimonio contrajo a los 67 años en Atzcapotzalco, con una «indita noble y virtuosa, llamada María Esteban», hija jovencita, como su primera esposa, de un amigo suyo. Fue también éste un matrimonio virginal, como Sebastián lo asegura en cláusula del testamento hecho entonces: «Para mayor gloria y honra de Dios declaro que mi mujer queda virgen como la recibí de sus padres, porque me desposé con ella para tener algún regalo en su compañía, por hallarme mal solo y para ampararla y servirla de mi hacienda». Para ésta, como para su primera esposa, fue como un padre muy bueno.
Pero tampoco esta felicidad terrena había de durarle, pues antes del año la esposa muere en un accidente, al caerse de un árbol donde recogía fruta. Aparicio la quiso mucho, como también a su primera esposa, y de ellas decía muchos años después que «había criado dos palomitas para el cielo, blancas como la leche».
Los extraños caminos del Señor
Sebastián de Aparicio, humilde y casto al estilo de San José, debió sentir como éste muchas veces profundas perplejidades ante los planes de Dios sobre él. Siempre inclinado a la austeridad de vida, el Señor ponía en sus manos la riqueza. Siempre inclinado al celibato, la Providencia le llevaba a dos matrimonios, seguidos -nuevo desconcierto- de prematura viudez. Pasando por graves enfermedades, el Señor le daba larga vida... Muchas veces se preguntaría Sebastián «¿pero qué es lo que el Señor quiere hacer conmigo?». Y una y otra vez su perplejidad tomaría forma de súplica incesante: «enséñame, Señor, tu camino, para que siga tu verdad» (Sal 85,11)...
Una gravísima enfermedad ahora le inclina a hacer su testamento, dejando todos sus bienes a los dominicos de Atzcapotzalco, con el encargo de que parte de su hacienda se empleara en favor de sus queridos indios mexicanos. Pero la salud vuelve completamente, y aumenta el desconcierto interior en Sebastián, a quien Dios da al mismo tiempo graves enfermedades y muy larga vida. Cada vez está más ajeno a sus tierras y ganados, y pasa más horas de oración en la iglesia. Cada vez son más largas y frecuentes sus visitas al convento franciscano de Tlanepantla. Una voz interior, probablemente antigua, le llama con fuerza siempre creciente a la vida religiosa, pero esta inclinación no halla en sí mismo sino dudas, y se ve contrariada por los consejos de sus amigos, incluso por las evasivas y largas de su mismo confesor.
Tiene ya 70 años, y aún no conoce su vocación definitiva. ¿Cómo se explica esto?... «¿Qué he de hacer, Señor?» (Hch 22,10). ¿Será que una pertinaz infidelidad a la gracia, obstinadamente mantenida durante tantos años, le ha impedido conocer su verdadera vocación? ¿O será más bien que esta misma vida suya, llena de zig zags, no es sino fidelidad a un misterioso plan divino?... Todo hace pensar que Sebastián de Aparicio pasó realmente las moradas, las Moradas del Castillo interior teresiano, con todas sus purificaciones e iluminaciones progresivas, hasta llegar a la cámara real, donde había de consumarse su unión con el Señor.
Verdaderamente la vida de Sebastián de Aparicio nos asegura una vez más que los caminos de la Providencia divina son misteriosos. Si él mantuvo su castidad virginal incólume en dos matrimonios y tras los graves peligros pasados en Salamanca, San Lúcar y Zafra; si guardó su devoción cristiana viviendo solo y en continuos viajes de carretero; si conservó su corazón de pobre en medio de no pequeñas riquezas, es porque siempre estuvo guardado y animado por el mismo Cristo. Ahora bien, si continuamente fue guiado por el Señor, esto nos lleva a pensar que su extraña y cambiante vida no fue sino el desarrollo fiel de un misterioso plan divino. Quiso Dios que Sebastián de Aparicio fuera todo lo que fue hasta llegar a fraile franciscano.
Portero de clarisas en México
El tiempo de «Aparicio el Rico» ha terminado ya definitivamente. Este hombre bueno, aunque parezca cosa imposible, «en todo el tiempo que fue señor de carros y labranza ganó cosa mal ganada -dice el doctor Parejo-, ni que le remordiese la conciencia a la restitución» (Calvo 81). Un verdadero milagro de la gracia de Cristo. Él mismo, ya viejo, pudo decir con toda verdad: «Siempre he trabajado por el amor de Dios» (Calvo 48).
Las clarisas de México, a poco de su fundación, pasan por graves penurias económicas. Y el confesor de Aparicio sugiere a éste que les ayude con sus bienes y sus conocimientos de la Nueva España. La respuesta es inmediata: «Padre, delo por hecho; mas de mi persona ¿qué he de hacer?»... El mismo confesor le indica la posibilidad de que sirviera a las clarisas como donado, portero y mandadero. Aquí es cuando Sebastián comienza a entrever la claridad de la vida religiosa... A fines de 1573, ante notario, cede todos sus bienes, que ascendían a unos 20.000 pesos, a las clarisas, y sólo de mala gana, por contentar a su precavido confesor, deja 1.000 pesos a su disposición por si no persevera.
Y entonces, cuando en México los numerosos conocidos de Sebastián empiezan a no entender nada de su vida, viendo que el antiguo empresario y rico hacendado se ha transformado en modesto criado de un convento femenino de clausura, entonces es precisamente cuando a él se le van aclarando las cosas: por fin su vida exterior va coincidiendo con sus inclinaciones interiores más profundas y persistentes. Es la primera vez que ocurre en su vida.
Fraile francisco
La vocación religiosa de Sebastián, después de más de un año de mandadero y sacristán de las clarisas, queda probada suficientemente, y el 9 de junio de 1574, a los 72 años de edad, es investido del hábito franciscano en el convento de México. Los buenos frailes de San Francisco, que le conocían y estimaban hacía mucho tiempo, tuvieron la generosidad de recibir a este anciano, que probablemente estimarían próximo a su fin... Pero el buen hermano lego Sebastián da en el noviciado muestras no solo de oración y virtud, sino también de laboriosidad: barre, friega, cocina, atiende a cien cosas, siempre con serena alegría.
Sin embargo, en este año de noviciado fray Sebastián va a sufrir no poco, por una parte de la convivencia, no siempre respetuosa, de sus jóvenes compañeros de noviciado, y por otra, sobre todo, de las impugnaciones del Demonio... Y además de todo esto, sus hermanos de comunidad no acaban de ponerse de acuerdo sobre la conveniencia de admitirlo definitivamente a la profesión religiosa, pues aunque reconocen su bondad, lo ven muy anciano para tomar sobre sí las austeridades de la Regla franciscana. En ese tiempo tan duro para él, fray Sebastián tiene visiones de San Francisco y de su querido apóstol Santiago, el de Galicia, que le confirman en su vocación. Al referir con toda sencillez estas visiones a un novicio que dudaba de volverse al mundo, confirmó a éste en su vocación.
Finalmente, llegado el momento, y después de tres días de deliberación, deciden recibirlo, de modo que el 13 de junio de 1575 recita la solemne fórmula:
«Yo, fray Sebastián de Aparicio, hago voto y prometo a Dios vivir en obediencia, sin cosa alguna propia y en castidad, vivir el Evangelio de nuestro Señor Jesucristo, guardando la Regla de los frailes menores».
Y un fraile firma por él, pues es analfabeto.
Mendigo de Dios en Puebla
Fray Sebastián, ya fraile, con toda la alegría del Evangelio en el pecho, y con sus 73 años, se va a pie a su primer destino, Santiago de Tecali, convento situado a unos treinta kilómetros al este de Puebla. En este pueblo de unos 6.000 vecinos, siendo el único hermano lego, sirve un año de portero, cocinero, hortelano y limosnero.
Pero en seguida le llaman a Puebla de los Angeles, donde el gran convento franciscano, con su centenar de frailes, empeñados en mil tareas de evangelización y educación de los indios, necesitan un buen limosnero. Aquí, donde había comenzado su vida seglar en Nueva España, va a transcurrir el resto de su vida.
A sus 75 años, con el sombrero de paja a la espalda, el hábito remendado, la bota, «su compañera», siempre al hombro, el rosario en una mano y la aguijada en la otra para conducir sus bueyes, fray Sebastián retoma su carreta y se hace de nuevo a los caminos, recorriendo sin cesar una región de unos 250 kilómetros a la redonda, esta vez para recoger ayudas no sólo para los frailes de su comunidad, sino también para los pobres que en el convento se atienden día a día. «Ahí viene Aparicio», se decían con alegría los que le veían llegar. Y su fórmula era: «Guárdeos Dios, hermano, ¿hay algo que dar, por Dios, a San Francisco?»... «Aparicio el Rico» se ha transformado de verdad en un «fraile mendicante».
A los otros limosneros les dice siempre: «No pidáis a los pobres, que harto hacen los miserables en sustentarse en su pobreza». Más aún, él daba a los pobres muchas veces su propia ropa o les repartía de los bienes que había reunido para el convento. El superior no veía clara la conveniencia de tal proceder, pero fray Sebastián le decía: «Más que me dé cien azotes, que no tengo de dejar de dar lo que me piden por amor de Dios».
A los sesenta años había comenzado el Hermano Aparicio a beber algo de vino, que «casi no era nada». Y ahora, ya fraile y penitente, siempre llevaba consigo la bota, quizá para que no le tuvieran por santo, quizá para reconfortarse en momentos de agotamiento, tal vez para ambas cosas. Un día del Corpus se encontró con él don Diego Romano, obispo de Tlaxcala, y como le apreciaba mucho, le dijo a fray Sebastián si podía ayudarle en algo. No tuvo mucho que pensar el buen fraile. Acercándole la bota, le dijo: «Que me llenéis esta pobretilla» (Calvo 150)...
A la sombra de la Cruz
El viejito que los frailes franciscos han recibido por pura generosidad, va a servirles de limosnero 23 años, de los 75 a los 98. Siempre de aquí para allá, muchas noches las pasa al sereno, a la luz de las estrellas, al cobijo de su carreta. Incluso cuando estaba en el convento, no necesitaba celda y prefería dormir en el patio bajo su carro. El padre Alonso Ponce, Comisario General franciscano, en una Relación breve de 1586, decía de fray Sebastián:
«Siendo de casi 90 años de edad, anda con su carreta de cuatro bueyes, sin ayuda ninguna de fraile español, ni indio, ni otra persona, acarreando leña y maíz y otras cosas necesarias para el sustento de aquel convento, y nunca le hace mal dormir en el campo al sol, ni al agua, antes este es su contento y regalo, y cuando está en el convento ha de tener la puerta de la celda abierta y ver el cielo desde la cama en que duerme, porque de otra manera se angustia y muere; si se le moja la ropa nunca se la quita, sino que el mismo cuerpo la enjuga, y si por estar sucia la ha de lavar, sin aguardar a que se seque se la viste y él la enjuga y seca con el calor del cuerpo, sin que de nada de esto se le renazca enfermedad, ni indisposición alguna» (Campaza 40).
Los datos son ciertos, pero no parece tan exacta la apreciación idílica de los mismos. En realidad fray Aparicio pasó en estos años de ancianidad, siempre de camino, innumerables penalidades. A veces sus penitencias eran consideradas como manías; pero eran en realidad mortificaciones. Así, poco antes de morir, le dice a su mismo superior: «Piensa, padre Guardián, que el dormir yo en el campo y fuera de techado es por mi gusto; no, sino porque este bellaco gusanillo del cuerpo padezca, porque si no hacemos penitencia, no iremos al cielo» (Calvo 108).
Y según refiere el doctor Pareja, a un fraile que le aconsejaba ofrecerlo todo a Dios, le responde: «Hartos días ha que se lo he ofrecido, y bien veo que si no fuera por su amor, era imposible tolerarlo; porque os certifico, Padre, que ando tan molido y cansado, que ya no hay miembro en el cuerpo que no me duela; y a un puedo certificaros que hasta los cabellos de la cabeza siento que me afligen, cuando de noche me quiero acostar o tomar algún reposo» (Campazas 40).
Consolado por los ángeles
También es cierto que el Hermano Aparicio se vio asistido muchas veces por consolaciones celestiales, como suele suceder tantas veces a los santos, cuando por amor de Dios renuncian a todo placer mundano. Él tuvo, concretamente, una gran devoción a los ángeles, especialmente al de su guarda, y experimentó muchas veces sus favores.
El mismo fray Sebastián contó al provincial Alonso de Cepeda una anécdota bien significativa. Le refirió que «caminando para Puebla hizo noche junto a una gran barranca que está en el camino de Huejotzingo. Y estando acostado en el suelo, debajo de una carreta, como acostumbraba, era tanta el agua que llovía que corrían arroyos hacia él, sin poderlo remediar, ni hacer otra diligencia más que ofrecer a Dios nuestro Señor aquel trabajo que padecía, con una total resignación y conformidad con su voluntad santísima».
Pero Dios acudió en auxilio de su siervo. Un hermosísimo mancebo se apareció y con una vihuela comenzó a tocar tan suave y dulcemente, que le pareció estar en la gloria, olvidándose de la incomodidad de la lluvia, y levantándose para acercarse al músico, éste se iba retirando, hasta que saltando la barranca de un salto, desapareció, dejando a Aparicio muy consolado» (Campazas 57). Otra vez, con la carreta atascada en el barro, se le presenta un joven vestido de blanco para ofrecerle su ayuda. «¡Qué ayuda me podéis dar vos, le dice, cuando ocho bueyes no pueden sacarla!». Pero cuando ve que el joven sacaba el carro con toda facilidad, comenta en voz alta: «¡A fe que no sois vos de acá!» (Campazas 71)...
Fueron numerosas las ocasiones en que a fray Sebastián, como a Cristo después del ayuno en el desierto, «se acercaron los ángeles y le servían» (Mt 4,11), o como en la agonía de Getsemaní, «un ángel del cielo se le apareció para confortarle» (Lc 22,43).
Impugnado por los demonios
Como también es normal en quienes han vencido ya el mundo y la carne, fray Sebastián experimentó terribles impugnaciones del Demonio en muchas ocasiones. En la hacienda de Tlanepantla, agarrado a las astas de un toro furioso, luchó a brazo partido contra el Demonio. En las clarisas de México los combates contra el Maligno era tan fuertes que la abadesa le puso una noche dos hombres para su defensa, pero salieron tan molidos y aterrados por dos leones que por nada del mundo aceptaron volver a cumplir tal oficio.
Ya de fraile, según cuenta el doctor Pareja, el demonio «le quitaba de su pobre cama la poca ropa con que se cubría y abrigaba, y, echándosela por la ventana del dormitorio, lo dejaba yerto de frío y en punto de acabársele la vida. Otras veces, dándole grandes golpazos, lo atormentaba y molía; otras lo cogía en alto y, dejándolo caer como quien juega a la pelota, lo atormentaba, inquietándolo; de manera que muchas veces se vio desconsoladísimo y afligido» (Campazas 31).
Los ataques continuaron en muchas ocasiones. En una de ellas los demonios le dijeron que iban a despeñarlo porque Dios les había dado orden de hacerlo. A lo que respondió fray Sebastián muy tranquilo: «Pues si Dios os lo mandó ¿qué aguardáis? Haced lo que Él os manda, que yo estoy muy contento de hacer lo que a Dios le agrada»...
Tan acostumbrado estaba nuestro Hermano a estos combates, que al Provincial de los Descalzos, fray Juan de Santa Ana, le dijo que ya no le importaban nada, «aunque viese más demonios que mosquitos». Y poco antes de morir, a los hermanos que le recomendaban acogerse a Dios para librarse de los asedios del Malo les dice: «Gracias a Dios, ha mucho tiempo que ese maldito no llega a mí, por haberle ya muchas veces vencido».
«Florecillas» de fray Sebastián
De los 568 testigos que depusieron en el proceso que la Iglesia hizo a su muerte, y de otros relatos, nos quedan muchas anécdotas, de las que referiremos algunas. Al mismo fray Juan de Santa Ana, buen amigo suyo, le contó fray Sebastián esta anécdota:
«Habéis de saber que todas las veces que voy al convento, procuro llevar a los coristas y estudiantes fruta u otra cosa que merienden, y cuando no lo hago me esconden las herramientas de las carretas (que sin duda las letras deben hacer golosos a los mozos), y esta vez que no les llevé nada, me cercaron con mucho ruido y alboroto; me pusieron tendido sobre una tabla, diciendo que ya estaba muerto, y cantando lo que cantan cuando entierran a los muertos, me llevaban por el claustro adelante a enterrar entre las coles de la huerta, donde tenían ya hecho el hoyo. Acertolo a ver desde su corredor el Guardián, que era entonces el R. P. fray Buenaventura Paredes, y preguntó: -¿Dónde lleváis a Aparicio? Y respondieron: -Padre nuestro, está muerto y lo llevamos a enterrar. Entonces dije yo: -Padre Guardián, ¿yo estoy muerto? Y visto por el Guardián que había yo respondido, les dijo: -¿Pues cómo habla si está muerto? A lo cual los dichos coristas dijeron: -Padre nuestro, muchos muertos hablan y uno de ellos es el Hermano Aparicio. Y por último el Guardián les mandó que me dejasen, que de otra suerte ya estuviera enterrado» (Campazas 47).
En una ocasión un religioso le exhortaba a amar a Dios, ya que Dios tanto le quería. A lo que fray Sebastián respondió con dudosa exactitud teológica, pero con toda veracidad de corazón: «Más le quiero yo a Él, pues sólo por Él he trabajado toda mi vida, sin descansar un punto, y por su amor me dejaría hacer pedazos». Aquel gallego analfabeto, pura bondad para todos, tenía en cambio sus problemas para amar a los judíos, y alegaba: «No son nuestros prójimos los que no creen en Jesucristo, sino herejes». Y cuando le hacían ver que Jesucristo, la Virgen María y San José, así como los santos apóstoles, eran judíos, respondía conteniendo su indignación: «Mirad que decís herejía»...
El Hermano Aparicio, tan devoto de la Eucaristía, sufría no poco a veces por no poder estar siempre presente en los oficios litúrgicos. Por eso en ocasiones, cuando estaba con el ganado en el monte, lo dejaba abandonado y se iba al convento a la hora de la misa. Y a los que ponían objeciones les decía: «Allá queda mi Padre San Francisco, cuya hacienda es ésa; él la guardará, y yo os aseguro que no faltará nada». Como así fue siempre.
Regresaba fray Sebastián con su carro bien cargado de Tlaxcala a Puebla, cuando se le rompió un eje. No habiendo en el momento remedio humano posible, invoca a San Francisco, y el carro sigue rodando como antes. Y a uno que le dice asombrado al ver la escena: «Padre Aparicio, ¿qué diremos de esto?», le contesta simplemente: «Qué hemos de decir, sino que mi Padre San Francisco va teniendo la rueda para que no se caiga» (Campazas 53-4).
Señorío fraternal sobre los animales
En realidad, fray Sebastián era bueno con todos, con los novicios de coro, a quienes les llamaba «novillos», y también con los mismos novillos, a quienes les decía «coristillas». Tenía sobre los animales un ascendiente verdaderamente sorprendente. A sus bueyes, Blanquillo, Aceituno..., hasta una docena que tenía, o al jefe de ellos, Gachupín, les hablaba y reconvenía como a hermanos pequeños, y le hacían caso siempre. Cuando se le meten a comer en una milpa, y una mujer se acerca gritando desolada, fray Sebastián le tranquiliza: «No se preocupe, hermana, mis bueyes no hacen daño». Y éstos obedientes se retiran, dejando los maizales intactos.
En otra ocasión, acarreando piedra para la construcción del convento de Puebla, un buey se le cansó hasta el agotamiento, y hubo que desuncirlo. Fray Sebastián entonces, por seguir con el trabajo, se acerca a una vaca que está por allí paciendo con su ternero, le echa su cordón franciscano al cuello, y sin que ella se resista, la pone al yugo y sigue en su trabajo. Y al ternerillo, que protesta sin cesar con grandes mugidos, le manda callar y calla. El antiguo domador de novillos los amansa ahora en el nombre de Jesús o de San Francisco.
Regresando una vez de Atlixco con unas carretas bien cargadas de trigo, se detiene el Hermano Aparicio a descansar, momento que las hormigas aprovechan para hacer su trabajo. «Padre, le dice un indio, las hormigas están hurtando el trigo a toda prisa, y si no lo remedia, tienen traza de llevárselo todo». Fray Sebastián se acerca allí muy serio y les dice: «De San Francisco es el trigo que habéis hurtado; ahora mirad lo que hacéis». Fue suficiente para que lo devolvieran todo.
A un hermano le confesaba una vez: «Muchas veces me coge la noche en la sabana y, sin otra ayuda que la misericordia de Dios, como me veo solo y tan enfermo, vuelvo los ojos al cielo, al Padre universal de la clemencia, y dígole: «Ya sabe que esto que llevo en esta carreta es para el sustento de vuestros siervos y que estos bueyes que me ayudan a jalar la carreta son de San Francisco; también sabéis mi imposibilidad para poderlos guardar y recoger esta noche, y así los pongo en vuestras manos y dejo en vuestra guardia para que me los guardéis y traigáis en pastos cercanos, donde con facilidad los halle». Con esto me acuesto debajo de la carreta y paso la noche; y a la mañana, cuando me levanto con el cuidado de buscarlos, los veo tan cerca de mí que, llamándolos, se vienen al yugo y los unzo, y sigo mi jornada» (Calvo 146).
«No perder a Dios de vista»
Fray Sebastián de Aparicio, con todas estos prodigios, nada tenía de hombre excéntrico; bien al contrario, su vida estaba perfectamente centrada en su centro, que es Dios. Desde Él actuaba siempre, y con Él y para Él vivía en todo momento. Y si San Francisco mandaba en su Regla a todos los hermanos legos rezar 76 Padrenuestros cada día, ésta era, con el Ave María, la oración continua del Hermano Aparicio. No salía de ahí, y en el «hágase tu voluntad» él decía todo lo que tenía que decir, y no tenía más que pensar o expresar. Fray Sebastián era, como bien dice Calvo Moralejo, «el Santo del Padre Nuestro» (131).
Noches enteras pasaba en oración de rodillas, mirando al cielo. «No tenía horas determinadas de oración, refiere el padre Letona, porque la tenía continua. en especial los últimos años de su vida andaba siempre tan absorto en Dios que no atendía a las palabras y preguntas que le hacían... Los 24 años que vivió en el convento de Puebla, jamás durmió debajo de techado, sino siempre en campo raso por no perder de vista el cielo» (Campazas 87). Varias veces le vieron, frailes y seglares, elevado durante la oración en éxtasis, pero lo más común era verle entre sus bueyes, a veces, cuando no podía menos, hasta en días de fiesta.
«Lo que yo hago -le confesaba a un fraile- es hacer lo que me manda la obediencia: duermo donde puedo, como lo que Dios me envía, visto lo que me da el convento; pero lo mejor es no perder a Dios de vista, que con eso vivo seguro». Y a esto añadía: «Si no fuera así, ¿quién había de pasar la vida que yo paso? A Él ofrezco los trabajos ordinarios de cada día, y a mi Padre San Francisco, por quienes los hago; ellos me lo reciban en descuento de mis pecados para que con eso me salve».
Como decía su biógrafo Sánchez Parejo, «toda su confianza y cuidado estaba puesto en sólo Dios. Él era su compañía, su comida, su bebida, su techo y amparo y, como dijo su padre San Francisco, y todas mis cosas» (Calvo 133).
Devoto seguro de la Virgen María
El Señor, San Francisco, el apóstol Santiago, y la dulcísima Virgen María... Muchos testigos afirmaron que la mano de fray Sebastián de Aparicio, siempre que no estaba ocupada en algún trabajo, se ocupaba en pasar una y otra vez el Rosario de la Virgen, sin cansarse de ello nunca.
En una fiesta de la Virgen, llega fray Sebastián al convento de Cholula en el momento de la comunión, y allá se acerca a comulgar, desaliñado y con la bota al cinto, recogiéndose después a dar gracias. En ello está cuando se le aparece la Virgen, y él la contempla arrobado... Cuando el padre Sancho de Landa se le interpone, le dice el hermano Aparicio: «Quitáos, quitáos, ¿no veis aquella gran Señora, que baja por las escaleras? ¡Miradla! ¿No es muy hermosa?». Pero el padre Sancho no ve nada: «¿Estás loco, Sebastián?... ¿Dónde hay mujer?»... Luego comprendió que se trataba de una visión del santo Hermano (Compazas 89).
98 años...
El 20 de enero, día de San Sebastián, de 1600, el Hermano Aparicio cumple 98 años, y una vez honrado su patrono, está trabajando con sus carretas. Todavía le aguantaba la salud, aunque una antigua hernia le daba cada vez más sufrimientos. El 20 de febrero, viene a casa desde el monte de Tlaxcala con un carro de leña, cuando los dolores de la hernia se le agudizan hasta producirle náusea y vómitos. Se las arregla, quién sabe cómo, para llegar al convento de Puebla, donde fray Juan de San Buenaventura, también gallego, le recibe, espantándose de verle tan desfallecido.
Allá queda fray Sebastián en el patio, bajo la carreta, en el lugar acostumbrado. Pero el padre Guardián le obliga a guardar cama en la enfermería. Cinco días dura allí, sobre la cama inusual. Y a su paisano fray Juan de San Buenaventura se le queja: «¿Qué os parece?, cómo no me quieren dejar donde tengo consuelo»... Él, de hacía tiempo, como los indios, tenía preferencia por sentarse directamente en el suelo: «Mejor está la tierra sobre la tierra», solía decir.
Pide entonces que le traigan a la celda el Santísimo, y que le dejen adorarlo postrado en tierra. Más tarde el padre Guardián le acerca el crucifijo, para que le pida perdón al Señor por sus pecados: «¿Ahora habíamos de aguardar a eso? -le dice fray Sebastián-. Muchos días ha que somos viejos amigos»... Otro fraile le pone en guardia contra posibles asaltos del demonio: «Ya está vencido -le responde-. Todo lo veo en paz. El Señor sea bendito».
El 25 de febrero, con 98 años, postrado en tierra, al modo de San Francisco, fray Sebastián de Aparicio entrega a Dios su espíritu al tiempo que dice «Jesús».
En seguida se abre su proceso de beatificación, y llegan a documentarse hasta 968 milagros... Por fin, tras tantas demoras, en 1789 es declarado Beato, y desde entonces su cuerpo incorrupto -parece un hombre dormido, de unos 60 años- descansa en una urna de plata y cristal en el convento franciscano de Puebla de los Angeles. Hay en la plaza, sin esperar a Roma, un hermoso monumento en granito y bronce, con una inscripción bien clara:
San Sebastián de Aparicio
Precursor de los caminos de América
1502-1600
El Monasterio de El Escorial es una de las más singulares arquitecturas renacentistas de España y de Europa. Situado en San Lorenzo de El Escorial (Comunidad de Madrid), ocupa una superficie de 33.327 m², sobre la ladera meridional del monte Abantos, a 1.028 m de altitud, en la Sierra de Guadarrama.
Conocido también como Monasterio de San Lorenzo de El Escorial, Monasterio de San Lorenzo El Real, Monasterio de San Lorenzo de la Victoria o, sencillamente, como El Escorial, fue ideado en la segunda mitad del siglo XVI por el rey Felipe II y su arquitecto Juan Bautista de Toledo, aunque posteriormente intervinieron Juan de Herrera, Juan de Mijares, Gian Battista Castello El Bergamasco y Francisco de Mora. El rey concibió un gran complejo multifuncional, monacal y palaciego que, plasmado por Juan Bautista de Toledo según el paradigma de la Traza Universal, dio origen al estilo herreriano.
Fue considerado, desde finales del siglo XVI, la Octava Maravilla del Mundo, tanto por su tamaño y complejidad funcional como por su valor simbólico sobre la historicidad de Madrid y de España. Su arquitectura marcó el paso del plateresco renacentista al clasicismo desornamentado. Obra ingente, de gran monumentalidad, no sólo es un edificio de perfecta traza, sino también un enorme receptáculo de las demás artes.
Sus pinturas, esculturas, cantorales, pergaminos, ornamentos litúrgicos y demás objetos suntuarios, sacros y áulicos hacen que El Escorial sea también un museo. Su compleja iconografía e iconología ha merecido las más variadas interpretaciones de historiadores, admiradores y críticos. El Escorial es la cristalización de las ideas y de la voluntad de su creador, Felipe II, un príncipe renacentista.
* 1557. Victoria sobre los franceses en la batalla de San Quintín.
* 1558. Un año después de San Quintín, Felipe II designó una comisión multidisciplinar (médicos, arquitectos, canteros, etc.) para buscar el emplazamiento más idóneo.
* 1559. El 15 de julio el rey nombró arquitecto real a Juan Bautista de Toledo desde Gante y le encomendó la dirección de todas las obras de la Corona.
* 1561. Este año fue clave para la historia de El Escorial:
o El monarca trasladó la capital de España de Toledo a Madrid.
o Encomendó el Monasterio de El Escorial a los monjes jerónimos. Tradicionalmente, la monarquía hispánica ha estado muy vinculada a la Orden de San Jerónimo.
o Eligió un lugar cerca de Madrid, en las inmediaciones de la Fuente de Blasco Sancho, próxima a El Escorial —entonces una pequeña aldea de la Comunidad de Villa y Tierra de Segovia— para construir el edificio. El paraje disponía de abundante caza y leña, aguas de buena calidad y canteras en las próximidades.
* 1562. Felipe II comenzó a adquirir los terrenos colindantes para hacer del entorno del Monasterio un híbrido de territorio de realengo y abadengo, donde se pudieran compatibilizar los usos recreativos, agropecuarios y cinegéticos.
* 1563. En febrero se sumaron al proyecto, en calidad de adjuntos, Juan de Herrera y Juan de Valencia. El 23 de abril, festividad de San Jorge, se colocó la primera piedra del Monasterio, en los cimientos del refectorio del convento, bajo la silla del Prior, en la fachada meridional.
* 1567. Felipe II firmó el 22 de abril la Carta de Fundación y Dotación del Monasterio de San Lorenzo de El Escorial. Pocos días después, el 19 de mayo, tras la finalización de la fachada del Jardín de los Frailes, gran parte de las dependencias del Monasterio y el Patio de los Evangelistas, moría Juan Bautista de Toledo.
* Entre 1567 y 1569, la dirección del proyecto palaciego y monacal quedaba en manos de Gian Battista Castello El Bergamasco, autor de la escalera principal.
* 1572. Juan de Herrera, con un protagonismo cada vez más creciente, asumió la reorganización del proyecto.
* 1575. El maestro cantero cántabro Juan de Nates colaboró junto a Diego de Sisniega y Francisco del Río en las obras.
* 1576. Herrera fue designado arquitecto real, trazador principal, matemático e ingeniero de las obras de la Corona, incluidas las del Monasterio. A partir de la Traza Universal diseñada por Juan Bautista de Toledo, planteó soluciones que, como explicó en 1966 el arquitecto Fernando Chueca Goitia, tendían hacia la simplificación y geometrización del edificio. Las principales variaciones sobre la solución original fueron la construcción de una planta más en la fachada principal, que regularizaba la primera solución escalonada, la reducción del número de torres de sus fachadas y el cierre del Patio de Reyes con la "doble fachada" de la iglesia, donde se situó la Biblioteca Real.
* 1584. Se colocan en la portada de la Basílica las estatuas de David y Salomón. El 13 de septiembre se dieron por finalizadas oficialmente las obras, a pesar de no estar concluida la Real Basílica, que culminó en 1586, después de once años de construcción, bajo la dirección de Francisco de Mora.
Las causas fundacionales [editar]
"...nadie ve El Escorial sin Ilenarse de gloria, de orgullo nacional (...), él recuerda el poder, la riqueza, la civilización, los vastos conocimientos e influjo de esta gran nación en el siglo XVI (..), él escita la admiración y aun la envidia de las Naciones extranjeras."
(José Quevedo.).
El Monasterio de El Escorial fue promovido por Felipe II, entre otras razones, para conmemorar su victoria en la batalla de San Quintín, el 10 de agosto de 1557, festividad de San Lorenzo. Esta batalla marcó el inicio del proceso de planificación que culminó con la colocación de la primera piedra el 23 de abril de 1563, bajo la dirección de Juan Bautista de Toledo. Le sucedió tras su muerte, en 1567, el italiano Gian Battista Castello El Bergamasco y, posteriormente, su discípulo Juan de Herrera. La última piedra se puso 21 años después, el 13 de septiembre de 1584.
El edificio surge por la necesidad de crear un monasterio que asegurase el culto en torno a un panteón familiar de nueva creación, para así poder dar cumplimiento al último testamento de Carlos V de 1558. El Emperador quiso enterrarse con su esposa Isabel de Portugal y con su nueva dinastía alejado de los habituales lugares de entierro de los Trastamara.
Tampoco podemos desdeñar otras razones para fundar el Monasterio de El Escorial, como la celebración de la primera victoria de Felipe II como rey, la afrenta que la mención a San Quintín -situada a apenas quince kilómetros de París- suponía hacia Francia, la veneración al martir español San Lorenzo, en aquellos tiempos en que la Reforma atacaba el culto a los Santos y a las reliquias, o la necesidad de crear un centro unificador de la Nueva Fe que surgía del Concilio de Trento.
Orígenes de su planta [editar]
El Monasterio de El Escorial, visto desde el Monte Abantos.
El Monasterio de El Escorial, visto desde el Monte Abantos.
El proyecto de Monasterio de Juan Bautista de Toledo (según Chueca)
El proyecto de Monasterio de Juan Bautista de Toledo (según Chueca)
Felipe II caracterizado como Salomón (Lucas de Heere, 1559), Catedral de San Bavón en Gante
Felipe II caracterizado como Salomón (Lucas de Heere, 1559), Catedral de San Bavón en Gante
Las estatuas del rey Salomón y su padre el rey David evocan la relación de El Escorial y el Templo de Salomón
Las estatuas del rey Salomón y su padre el rey David evocan la relación de El Escorial y el Templo de Salomón
Fresco de «Salomón y la Reina de Saba» en el centro de la Biblioteca de El Escorial
Fresco de «Salomón y la Reina de Saba» en el centro de la Biblioteca de El Escorial
Juan Bautista de Toledo fue llamado a España por Felipe II para realizar toda una serie de obras de gran importancia para la realeza española. Una realeza que tendrá a partir de ahora una nueva concepción del estado moderno y para la que será necesaria la creación de un nuevo edificio que la represente. Juan Bautista será considerado el primer arquitecto del Monasterio de El Escorial y sus trazas sentarán las bases de lo que posteriormente será el lenguaje herreriano.
Las primeras trazas [editar]
En primera instancia se observa que las primeras trazas que se conservan de Juan Bautista de Toledo proponían un edificio con una imagen muy diferente al que se construyó definitivamente: torres en la mitad de la fachadas laterales (las huellas de la Torre de la Biblioteca aún son visibles en la fachada que da al Jardín, ya que se construyó en vida de Juan Bautista) y dos torres más en la portada principal, donde el Patio de Reyes quedaba abierto y dejaba ver en el fondo la portada de la Basílica. Sabemos por la documentación que se conserva de los priores del convento que al principio se preveían sólo cincuenta monjes en lugar de los cien finales, por lo que el proyecto original tenía una altura menos en la parte delantera. En cuanto a la planta de la iglesia, el diseño se resolvía con unas naves de menores dimensiones de las actuales rematadas con una capilla de ábside semicircular. No estando contento Felipe II con esta solución hará llamar a Francesco Paciotto que le aconsejará al monarca que el templo tenga el ábside plano. Finalmente el artífice de la solución definitiva fue Juan de Herrera, que construyó un templo cuadrado basado en la planta del Vaticano sobrepuesto a una planta basilical tradicional con el altar al final de la nave principal. A Herrera también se debe la imagen unitaria de las fachadas con menos torres y sin escalonamiento, lo que contribuyó a la potente imagen final del edificio.
La planta definitiva del edificio, con sólo cuatro torres en las esquinas y el Palacio Real haciendo de «mango», recuerda la forma de una parrilla, por lo que tradicionalmente se ha afirmado que se escogió esta traza en honor a San Lorenzo, martirizado en Roma en una parrilla, ya que el 10 de agosto de 1557, día de la festividad del santo, tuvo lugar la batalla de San Quintín. De ahí el nombre del conjunto y de la localidad creada a su alrededor.[1]
Antecedentes monásticos [editar]
Fernando Chueca Goitia explicó la disposición general del edificio dando gran importancia a la comprobada intervención de la orden jerónima en las primeras trazas de la obra, de la que resultaría un núcleo conventual de la iglesia y el claustro principal. La principal contribución de Juan Bautista de Toledo habría sido integrar los palacios privados y públicos en un esquema simétrico renacentista. Este esquema de palacio real adosado a un monasterio era costumbre entre los monarcas hispanos medievales, que lo usaban en los monasterios que usaban para retiros, lutos y descansos. Podemos encontrar muchos antecedentes, como Santo Tomás de Ávila, Guadalupe, Poblet, Santa Creus o Yuste, entre muchos otros. [2]
Modelos bíblicos: el Templo de Salomón [editar]
En realidad el origen arquitectónico de su planta es muy controvertido. Dejando a un lado la feliz casualidad de la parrilla, que no apareció hasta que Herrera cerró la fachada principal con la «falsa fachada» de la biblioteca y eliminó seis de las torres, la planta parece estar basada más bien en las descripciones del Templo de Salomón de la Biblia y del historiador judeo-romano Flavio Josefo. Esta idea debió ser modificada por las crecientes necesidades del convento y las funciones que Felipe II quiso que albergara el edificio (panteón, basílica, convento, colegio, biblioteca y palacio), por lo que tuvo que duplicarse las dimensiones iniciales del proyecto. Las estatuas de David y Salomón flanquean la entrada a la basílica recordando el paralelismo con el guerrero Carlos V y el prudente Felipe II. Del mismo modo, el fresco de Salomón se sitúa en el centro de las bóvedas de la Biblioteca mostrando su imagen de mayor sabiduría: el famoso episodio con la Reina de Saba. [3]
Secciones del edificio [editar]
Las principales secciones en que se puede dividir el Real sitio son:
Biblioteca [editar]
La Biblioteca.
La Biblioteca.
Patio de los Evangelistas.
Patio de los Evangelistas.
Fachada de la Basílica.
Fachada de la Basílica.
Cimborrio y cúpula de la Basílica.
Cimborrio y cúpula de la Basílica.
Frescos en la bóveda de la Basílica.
Frescos en la bóveda de la Basílica.
Jardín de Palacio.
Jardín de Palacio.
Una de las Salas Capitulares
Una de las Salas Capitulares
Artículo principal: Real Biblioteca de San Lorenzo de El Escorial
A la cual Felipe II cedió los ricos códices que poseía y para cuyo enriquecimiento encargó la adquisición de las bibliotecas y obras más ejemplares tanto de España como del extranjero, fue proyectada por el arquitecto Juan de Herrera que, además de la misma, se ocupó de diseñar las estanterías que contiene. Los frescos de las bóvedas fueron pintados por Pellegrino Tibaldi. Dotada de una colección de más de 40.000 volúmenes y de extraordinario valor, ubicada en una gran nave de 54 metros de larga, 9 de ancha y 10 metros de altura con suelo de mármol y estanterías de ricas maderas nobles primorosamente talladas. Arias Montano elaboró su primer catálogo y seleccionó algunas de las obras más importantes para la misma. En 1616 se le concede el privilegio de recibir un ejemplar de cada obra publicada aunque nunca se llegó a cumplir de una forma demasiado rigurosa.
La bóveda de cañón del techo de la biblioteca está decorada con frescos representado las siete artes liberales, esto es: Retórica, Dialéctica, Música, Gramática, Aritmética, Geometría y Astrología.
Palacio de Felipe II [editar]
Formado por una serie de estancias decoradas con austeridad, fue el lugar de residencia del rey Felipe II. Situada junto al altar mayor de la Basílica, cuenta con una ventana que permitía al rey seguir la misa desde la cama cuando estaba imposibilitado a causa de la gota que padecía.
Basílica [editar]
Artículo principal: Basílica de El Escorial
Precedida por el Patio de los Reyes, verdadero núcleo central de todo el conjunto, en torno al cual se articulan las demás dependencias. También les sirve a los alumnos de este y otros colegios para celebrar las fiestas
Sala de las Batallas [editar]
Donde en pinturas al fresco se representan las principales batallas ganadas por los ejércitos españoles.
Cripta [editar]
Artículo principal: Cripta Real del Monasterio de El Escorial
Fue construida por Juan Gómez de Mora según planos de Juan Bautista Crescenzi. Consta de 26 sepulcros de mármol donde reposan los restos de los reyes y reinas de las casas de Austria y Borbón, excepto Felipe V y Fernando VI, que eligieron La Granja de San Ildefonso y las Salesas Reales respectivamente.
Faltan también, por tanto, los restos de los reyes Amadeo I, de la casa de Saboya, y José I Bonaparte, enterrados en la Basílica de Superga de Turín y en Los Inválidos de París, respectivamente.
También reposan los restos de las reinas consortes que son madres de rey. Además del único rey consorte que ha habido en España, Francisco de Asís de Borbón, esposo de Isabel II.
Salas capitulares [editar]
Destinadas actualmente a pinturas, eran las salas donde los monjes celebraban sus Capítulos, especie de confesiones mutuas para mantener la pureza de la congregación. Desde tiempos de Velázquez, que intervino en su decoración, albergaron importantes pinturas. A pesar del traslado de muchas al Museo del Prado, actualmente se exhiben varias tan importantes como La Última Cena de Tiziano y La túnica de José de Velázquez.
Pinacoteca [editar]
Formada por obras de las escuelas alemana, flamenca, veneciana, italiana y española, de los siglos XV, XVI y XVII. Incluye diversas obras de Pieter Coecke, pintor predilecto de Felipe II, así como de El Bosco, la famosa Crucifixión de Rogier van der Weyden y una Adoración de los pastores de Tintoretto. En otra sala, conocida como Iglesia Vieja, se exhibe El Martirio de san Lorenzo, de Tiziano, que Felipe II encargó para el retablo principal de la basílica pero que se descartó por su colorido oscuro, poco visible a cierta distancia.
Museo de Arquitectura [editar]
En sus once salas se muestran las herramientas, grúas y demás material empleado en la construcción del monumento, así como reproducciones de planos y documentos relativos a las obras, con datos muy interesantes sobre las mismas.
Jardines de los Frailes [editar]
Mandados construir por Felipe II, que era un amante de la naturaleza, constituyen un lugar ideal para el reposo y la meditación. Manuel Azaña, que estudió en el colegio de los frailes agustinos de este monasterio, lo cita en sus Memorias y en su obra El jardín de los frailes. Lugar de entretenimiento y estudio de los alumnos.
Relicarios [editar]
Siguiendo uno de los preceptos aprobados por el Concilio de Trento referente a la veneración de los santos, Felipe II dotó al Monasterio de una de las mayores colecciones de reliquias del mundo católico. La colección se compone de unas 7.500 reliquias, que se guardan en 507 cajas o relicarios escultóricos trazados por Juan de Herrera y la mayoría construidos, por el platero Juan de Arfe Villafañe. Estos relicarios adoptan las más variadas formas: cabezas, brazos, estuches piramidales, arquetas etc. Las reliquias fueron distribuidas por todo el Monasterio concentrándose las más importantes en la Basílica. En el lado del Evangelio, bajo la protección del Misterio de la Anunciación de María, se guardan todos los huesos de las santas y mártires. En el lado opuesto, en el Altar de San Jerónimo, se sitúan los restos de los santos y mártires. Los restos sagrados se guardan en dos grandes armarios, decorados por Federico Zúccaro, que se encuentran divididos en dos cuerpos; se pueden abrir por delante, para ser expuestos al culto, y por detrás, para poder acceder a las reliquias..
Patrimonio de la Humanidad [editar]
Frescos en la Sala de las Batallas.
Frescos en la Sala de las Batallas.
El 2 de noviembre de 1984, en coincidencia con la celebración del cuarto centenario de la colocación de la última piedra, el Comité del Patrimonio Mundial de la UNESCO, reunido en la ciudad argentina de Buenos Aires, inscribió el Monasterio en la Lista del Patrimonio de la Humanidad, como "El Escorial: Monasterio y Sitio". Esta figura incluye el Monasterio y otros enclaves de realengo, la Casita del Príncipe y la Casita del Infante, ambas diseñadas por Juan de Villanueva para Carlos III.
Quedaron fuera de la nominación de la UNESCO otros conjuntos monumentales y parajes naturales fundamentales para la interpretación del Real Sitio, que Felipe II protegió con una Pared Real de piedra en seco. La Cerca de Felipe II tenía una longitud aproximada de 55 km. El 21 de junio de 2006, la Comunidad de Madrid declaró Bien de Interés Cultural los pocos tramos que se conservan de La Cerca de Felipe II.
A través del Consejo de Patrimonio Histórico Español, la Comunidad de Madrid ha solicitado ampliar la declaración de Patrimonio de la Humanidad al Territorio Histórico que delimitó La Cerca durante los reinados de Felipe II y Carlos III. Considerando que el entorno del Monasterio encierra grandes valores naturales, culturales y simbólicos, la nueva inscripción podría ser, "El Escorial: Monasterio, Sitio, Entorno Natural, Cultural y Simbólico". Esta inscripción contemplaría tanto la Convención para la Conservación del Patrimonio Natural y Cultural como la Convención para la Conservación del Patrimonio Inmaterial de la Humanidad.
* 1998. El día 26 de junio, el Gobierno de España, a iniciativa de la Comunidad de Madrid, solicitó incluir este espacio más amplio en la lista de la UNESCO. Aunque en la petición se alegaba que se satisfacían los Criterios III y IV de la Convención para la Conservación del Patrimonio Natural y Cultural de la Humanidad, el Colegio de Arquitectos de Madrid, que realizó a mediados de los noventa un inventario sobre los Bienes de Interés Cultural del Real Sitio, consideraba que éstos no se cumplían: «finalmente debemos insistir aquí en la absoluta necesidad de conservación y rehabilitación, sin mistificaciones, de todo el legado patrimonial conexo con el Monasterio, tal como ya se precisara pormenorizadamente en el Documento-Propuesta que la Dirección General de Arquitectura formuló en 1994».
* 2003. A instancias de la UNESCO, la Comunidad de Madrid (presidida entonces por Alberto Ruiz-Gallardón), en razón de dos estudios realizados por el Instituto Juan de Herrera (Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid), incoó los siguientes expedientes de declaración de Bien de Interés Cultural: BIC 1/2003, Monasterio; BIC 2/2003, El Campillo; y BIC 3/2003, La Granjilla de La Fresneda. Sin embargo, todos ellos caducaron por no ser ejecutados en los plazos reglamentarios.
* 2004. Para cumplir con las exigencias del Comité del Patrimonio Mundial de la UNESCO, la Comunidad de Madrid incoó el Expediente BIC 1/2004 a favor de la Cerca de Felipe II.
Fachada sur del Monasterio de El Escorial.
Fachada sur del Monasterio de El Escorial.
* 2006. El BIC 1/2004 se resolvió mediante Decreto 52/2006 de la Comunidad de Madrid, que declara Bien de Interés Cultural, en la categoría de Territorio Histórico, al ámbito territorial que quedó dentro de la Cerca. La Comunidad de Madrid considera que los BIC 1/2003 y 3/2003 están subsumidos en el 1/2004 (Decreto 52/2006).
Todo este proceso contrasta con otros tipos de acciones legales, que favorecen la expansión urbanística de los municipios integrados en el citado Territorio Histórico. Así se desprende, por ejemplo, del Avance de los Planes Generales de Ordenación Urbana de El Escorial y San Lorenzo de El Escorial (PGOU), que permite la urbanización de la finca Monesterio, o de la declaración como Terreno Urbano no Consolidado de La Granjilla de La Fresneda, donde se encuentra uno de los conjuntos histórico-artísictos más importantes del Real Sitio. En el Edicto ETJ 392/2004, donde esta última finca se sometía a subasta, se recoge que es susceptible de ser urbanizada mediante el correspondiente Plan Director de Urbanización, aspecto que también se especifica en el Decreto 52/2006. Ni la Comunidad de Madrid ni el Ayuntamiento de El Escorial —en cuyo término se sitúa La Granjilla— han ejercido el derecho de tanteo y retracto que les concede el Edicto ETJ 392/2004 en la referida subasta, celebrada el 15 de junio de 2007.
Informacion Tomada de WIKIPEDIA
catedraleseiglesias.com
© Álbum 0076
By Catedrales e Iglesias
Arquidiócesis de Puebla
Beato Sebastián de Aparicio
Capilla Interior Convento San Francisco de Asís
Puebla de los Ángeles,Estado de Puebla,México
Blvd. Héroes del 5 de mayo y 14 Ote. 1009
C.P. 72000
RR. PP. FRANCISCANOS
Tel. 222 235 83 08
La capilla anexa al presbiterio alberga la pequeña escultura de la Virgen Conquistadora que trajo consigo Hernán Cortés y el cuerpo incorrupto del Beato Sebastián de Aparicio.
Es aquí donde los peregrinos vienen a venerar los restos del Beato Sebastián de Aparicio (1502-1600). Su momia se expone en una urna ataúd de vidrio.
Aunque todavía no se ha canonizado, los poblanos lo consideran el santo patrono de los choferes y todos aquellos que manejan vehículos.
Beato Sebastián de Aparicio, el de las carretas
Vida de el Frayle lego Sebastián de Aparicio
Resumen del Texto copiado de
hispanidad.tripod.com/hechos14.htm
Un santo analfabeto
Conocemos bien la santa vida del Beato Sebastián de Aparicio, pues al morir en 1600 la fama de santidad de este gallego-mexicano es tan grande, que ya en 1603 el rey Felipe III escribe al obispo de Tlaxcala para que haga información procesal de su vida y milagros. Y el obispo, en 1604, le remite la biografía escrita por fray Juan de Torquemada. Muy tempranas son también las vidas escritas por el médico Bartolomé Sánchez Parejo, fray Bartolomé de Letona (1662) y fray Diego de Leyva (1685). En ellas y en otros antiguos documentos se apoyan las recientes biografías de los franciscanos Alejandro Torres (19682), Gaspar Calvo Moralejo (19762) y Matías Campazas (19852), según las cuales va mi relato.
El 20 de enero de 1502, en el pueblo gallego de Gudiña, en el matrimonio de Juan Aparicio y Teresa del Prado, nace después de dos niñas un varón, al que le ponen por nombre el santo del día: Sebastián. Nada hace presagiar que la vida de este niño va a ser tan preciosa. En realidad no es sino un chico gallego como otros tantos, que nunca aprenderá a leer y a escribir -la escuela entonces era cosa de pocos-, y que desde niño, en cambio, será instruido en las oraciones, en el catecismo, y en las muy diversas artes campesinas: hacer leña, cuidar los animales, regar, cultivar el campo, arreglar el carro, las cercas y tejados, y tantas cosas más que va a seguir ejercitando toda su vida. A los cinco o seis años, aquejado de una grave enfermedad contagiosa, y aislado por su madre en una choza solitaria, recibe en la noche la visita misteriosa de una loba que le libra de su tumor. Según Sánchez Parejo, el mismo Sebastián «refirió este suceso varias veces a sus amigos, cuando ya era fraile»
Un hombre casto
Pasada la adolescencia entre los suyos, emigra a Castilla en su primera juventud, buscando trabajo. Lo encuentra en Salamanca, en la casa de una viuda joven y rica, que se enamoró perdidamente del mozo. Asistido por la gracia del Salvador, huyó Sebastián a tiempo de aquel incendio de lujuria, sin chamuscarse en él siquiera. En la extremeña Zafra, entra al servicio de Pedro de Figueroa, pariente del Duque de Feria.
También de allí, alertado por Cristo, hubo de huir Sebastián, pues una de las hijas del amo comenzó a rondarle con exceso. Así dispuso la Providencia que se llegara Sebastián a Sanlúcar de Barrameda, de donde partían los barcos hacia América. Allí sirvió siete años, muy bien pagado, en una casa fuerte, lo que le permitió enviar a sus hermanas las dotes matrimoniales entonces en uso. En este lugar venció otra vez, sostenido por Cristo, violentos asedios femeninos, que procedieron esta vez de la hija del dueño y también de una joven de Ayamonte. De estos sucesos dio noticia él mismo, siendo ya fraile.
Se ve que las mujeres sentían gran atracción por este joven gallego. Pero aún era más amado y preferido por nuestro Señor Jesucristo.
Puebla de los Angeles
A los 31 años, en 1533, se decide Sebastián a entrar en la corriente migratoria hacia América, y se radica hasta 1542 en la ciudad mexicana de Puebla de los Angeles, fundada por Motolinía dos años antes con cuarenta familias, precisamente para acoger emigrantes españoles. Llega, pues, cuando la ciudad está naciendo, y todo tipo de trabajo y profesión son necesarios...
Sebastián cultiva, sin gran provecho, trigo y maíz. Pero pronto inicia una labor de más envergadura. Por aquellos años el ganado caballar y vacuno llevado por los españoles se ha multiplicado de tal modo que es ya, concretamente en la región de Puebla, ganado cimarrón. Sebastián, iniciador del charro mexicano, se dedica a perseguir novillos, lacearlos y domarlos, para formar con ellos buenas yuntas de bueyes.
Por otra parte, por Puebla pasan interminables caravanas que del puerto de Veracruz se dirigen a la ciudad de México, siguiendo un camino ya abierto desde 1522. Asociado Sebastián con otro gallego, probablemente carpintero, forma una pequeña sociedad de carretas de transporte -quizá la primera del Nuevo Mundo-, que evita a los indígenas el duro trabajo de portear cargas. Más aún, conseguido el permiso de la Audiencia Real, abre aquel camino al tráfico rodado, trabajando de ingeniero y de peón, y enseñando a trabajar a indios y españoles. Las carretas de Aparicio, durante siete años, recorren sin cesar aquellas primeras «carreteras» de América, como buenas carretas gallegas, chirriantes y seguras...
La casa de Aparicio en Tlalnepantla fue testigo de muchas obras de misericordia, así corporales como espirituales. En efecto, en palabras del doctor Pareja, era «refrigerio de sedientos, hartura de hambrientos, posada de peregrinos, alivio de caminantes, albergue y roca de los miserables indios» (Calvo 77). Allí Aparicio enseñaba a trabajar, daba aperos y semillas, perdonaba deudas, arreglaba carretas, enseñaba las oraciones, se esforzaba en aprender la lengua de los indios...
En su forma de vivir, no obstante su riqueza, se distinguía por una austeridad desconcertante. Vestía como cualquiera, aunque sabía trajearse adecuadamente en las ocasiones señaladas. No tenía cama, sino que dormía sobre un petate o en una manta tendida al suelo. Comía como la gente pobre tortillas de maíz con chile y poco más, y añadía algo de carne cocida en domingos y fiestas. No pocas veces pasaba la noche a caballo, protegiendo su hacienda de animales malignos, y alguna vez le vieron dormido sobre su montura, apoyado en su lanza. Todos los días rezaba el rosario, y de su tierra gallega conservó siempre una gran devoción al santo Señor Santiago.
Chapultepec y Atzcapotzalco, dos bodas
A los 55 años pasó Aparicio a vivir al pueblo de Atzcapotzalco, donde un hidalgo, con más pretensiones que riquezas, trató de conseguirle como rico y honesto marido para su hija. Aparicio preguntó al padre cuál era la dote que pretendían para la joven, y cuando supo que eran 600 pesos, los entregó al padre y él quedó libre de ulteriores apremios.
Pocos años después ha de trasladarse a Chapultepec, donde la abundancia de ganado requería su presencia. Allí tiene una enfermedad muy grave y recibe los últimos sacramentos, pensando ya en morirse. Recuparada la salud, muchos le recomiendan que se case. Tras muchas dudas y oraciones, acepta el consejo, y a los 60 años, en 1562, se casa con la hija de un amigo vecino de Chapultepec en la iglesia de los franciscanos de Tacuba, haciendo con su esposa vida virginal. Pensando estaban sus suegros en entablar proceso para obtener la nulidad del matrimonio, cuando la esposa muere, en el primer año de casados, y Aparicio, después de entregar a sus suegros los 2.000 pesos de la dote, de nuevo se va a vivir a Atzcapotzalco.
Un segundo matrimonio contrajo a los 67 años en Atzcapotzalco, con una «indita noble y virtuosa, llamada María Esteban», hija jovencita, como su primera esposa, de un amigo suyo. Fue también éste un matrimonio virginal, como Sebastián lo asegura en cláusula del testamento hecho entonces: «Para mayor gloria y honra de Dios declaro que mi mujer queda virgen como la recibí de sus padres, porque me desposé con ella para tener algún regalo en su compañía, por hallarme mal solo y para ampararla y servirla de mi hacienda». Para ésta, como para su primera esposa, fue como un padre muy bueno.
Pero tampoco esta felicidad terrena había de durarle, pues antes del año la esposa muere en un accidente, al caerse de un árbol donde recogía fruta. Aparicio la quiso mucho, como también a su primera esposa, y de ellas decía muchos años después que «había criado dos palomitas para el cielo, blancas como la leche».
Los extraños caminos del Señor
Sebastián de Aparicio, humilde y casto al estilo de San José, debió sentir como éste muchas veces profundas perplejidades ante los planes de Dios sobre él. Siempre inclinado a la austeridad de vida, el Señor ponía en sus manos la riqueza. Siempre inclinado al celibato, la Providencia le llevaba a dos matrimonios, seguidos -nuevo desconcierto- de prematura viudez. Pasando por graves enfermedades, el Señor le daba larga vida... Muchas veces se preguntaría Sebastián «¿pero qué es lo que el Señor quiere hacer conmigo?». Y una y otra vez su perplejidad tomaría forma de súplica incesante: «enséñame, Señor, tu camino, para que siga tu verdad» (Sal 85,11)...
Una gravísima enfermedad ahora le inclina a hacer su testamento, dejando todos sus bienes a los dominicos de Atzcapotzalco, con el encargo de que parte de su hacienda se empleara en favor de sus queridos indios mexicanos. Pero la salud vuelve completamente, y aumenta el desconcierto interior en Sebastián, a quien Dios da al mismo tiempo graves enfermedades y muy larga vida. Cada vez está más ajeno a sus tierras y ganados, y pasa más horas de oración en la iglesia. Cada vez son más largas y frecuentes sus visitas al convento franciscano de Tlanepantla. Una voz interior, probablemente antigua, le llama con fuerza siempre creciente a la vida religiosa, pero esta inclinación no halla en sí mismo sino dudas, y se ve contrariada por los consejos de sus amigos, incluso por las evasivas y largas de su mismo confesor.
Tiene ya 70 años, y aún no conoce su vocación definitiva. ¿Cómo se explica esto?... «¿Qué he de hacer, Señor?» (Hch 22,10). ¿Será que una pertinaz infidelidad a la gracia, obstinadamente mantenida durante tantos años, le ha impedido conocer su verdadera vocación? ¿O será más bien que esta misma vida suya, llena de zig zags, no es sino fidelidad a un misterioso plan divino?... Todo hace pensar que Sebastián de Aparicio pasó realmente las moradas, las Moradas del Castillo interior teresiano, con todas sus purificaciones e iluminaciones progresivas, hasta llegar a la cámara real, donde había de consumarse su unión con el Señor.
Verdaderamente la vida de Sebastián de Aparicio nos asegura una vez más que los caminos de la Providencia divina son misteriosos. Si él mantuvo su castidad virginal incólume en dos matrimonios y tras los graves peligros pasados en Salamanca, San Lúcar y Zafra; si guardó su devoción cristiana viviendo solo y en continuos viajes de carretero; si conservó su corazón de pobre en medio de no pequeñas riquezas, es porque siempre estuvo guardado y animado por el mismo Cristo. Ahora bien, si continuamente fue guiado por el Señor, esto nos lleva a pensar que su extraña y cambiante vida no fue sino el desarrollo fiel de un misterioso plan divino. Quiso Dios que Sebastián de Aparicio fuera todo lo que fue hasta llegar a fraile franciscano.
Portero de clarisas en México
El tiempo de «Aparicio el Rico» ha terminado ya definitivamente. Este hombre bueno, aunque parezca cosa imposible, «en todo el tiempo que fue señor de carros y labranza ganó cosa mal ganada -dice el doctor Parejo-, ni que le remordiese la conciencia a la restitución» (Calvo 81). Un verdadero milagro de la gracia de Cristo. Él mismo, ya viejo, pudo decir con toda verdad: «Siempre he trabajado por el amor de Dios» (Calvo 48).
Las clarisas de México, a poco de su fundación, pasan por graves penurias económicas. Y el confesor de Aparicio sugiere a éste que les ayude con sus bienes y sus conocimientos de la Nueva España. La respuesta es inmediata: «Padre, delo por hecho; mas de mi persona ¿qué he de hacer?»... El mismo confesor le indica la posibilidad de que sirviera a las clarisas como donado, portero y mandadero. Aquí es cuando Sebastián comienza a entrever la claridad de la vida religiosa... A fines de 1573, ante notario, cede todos sus bienes, que ascendían a unos 20.000 pesos, a las clarisas, y sólo de mala gana, por contentar a su precavido confesor, deja 1.000 pesos a su disposición por si no persevera.
Y entonces, cuando en México los numerosos conocidos de Sebastián empiezan a no entender nada de su vida, viendo que el antiguo empresario y rico hacendado se ha transformado en modesto criado de un convento femenino de clausura, entonces es precisamente cuando a él se le van aclarando las cosas: por fin su vida exterior va coincidiendo con sus inclinaciones interiores más profundas y persistentes. Es la primera vez que ocurre en su vida.
Fraile francisco
La vocación religiosa de Sebastián, después de más de un año de mandadero y sacristán de las clarisas, queda probada suficientemente, y el 9 de junio de 1574, a los 72 años de edad, es investido del hábito franciscano en el convento de México. Los buenos frailes de San Francisco, que le conocían y estimaban hacía mucho tiempo, tuvieron la generosidad de recibir a este anciano, que probablemente estimarían próximo a su fin... Pero el buen hermano lego Sebastián da en el noviciado muestras no solo de oración y virtud, sino también de laboriosidad: barre, friega, cocina, atiende a cien cosas, siempre con serena alegría.
Sin embargo, en este año de noviciado fray Sebastián va a sufrir no poco, por una parte de la convivencia, no siempre respetuosa, de sus jóvenes compañeros de noviciado, y por otra, sobre todo, de las impugnaciones del Demonio... Y además de todo esto, sus hermanos de comunidad no acaban de ponerse de acuerdo sobre la conveniencia de admitirlo definitivamente a la profesión religiosa, pues aunque reconocen su bondad, lo ven muy anciano para tomar sobre sí las austeridades de la Regla franciscana. En ese tiempo tan duro para él, fray Sebastián tiene visiones de San Francisco y de su querido apóstol Santiago, el de Galicia, que le confirman en su vocación. Al referir con toda sencillez estas visiones a un novicio que dudaba de volverse al mundo, confirmó a éste en su vocación.
Finalmente, llegado el momento, y después de tres días de deliberación, deciden recibirlo, de modo que el 13 de junio de 1575 recita la solemne fórmula:
«Yo, fray Sebastián de Aparicio, hago voto y prometo a Dios vivir en obediencia, sin cosa alguna propia y en castidad, vivir el Evangelio de nuestro Señor Jesucristo, guardando la Regla de los frailes menores».
Y un fraile firma por él, pues es analfabeto.
Mendigo de Dios en Puebla
Fray Sebastián, ya fraile, con toda la alegría del Evangelio en el pecho, y con sus 73 años, se va a pie a su primer destino, Santiago de Tecali, convento situado a unos treinta kilómetros al este de Puebla. En este pueblo de unos 6.000 vecinos, siendo el único hermano lego, sirve un año de portero, cocinero, hortelano y limosnero.
Pero en seguida le llaman a Puebla de los Angeles, donde el gran convento franciscano, con su centenar de frailes, empeñados en mil tareas de evangelización y educación de los indios, necesitan un buen limosnero. Aquí, donde había comenzado su vida seglar en Nueva España, va a transcurrir el resto de su vida.
A sus 75 años, con el sombrero de paja a la espalda, el hábito remendado, la bota, «su compañera», siempre al hombro, el rosario en una mano y la aguijada en la otra para conducir sus bueyes, fray Sebastián retoma su carreta y se hace de nuevo a los caminos, recorriendo sin cesar una región de unos 250 kilómetros a la redonda, esta vez para recoger ayudas no sólo para los frailes de su comunidad, sino también para los pobres que en el convento se atienden día a día. «Ahí viene Aparicio», se decían con alegría los que le veían llegar. Y su fórmula era: «Guárdeos Dios, hermano, ¿hay algo que dar, por Dios, a San Francisco?»... «Aparicio el Rico» se ha transformado de verdad en un «fraile mendicante».
A los otros limosneros les dice siempre: «No pidáis a los pobres, que harto hacen los miserables en sustentarse en su pobreza». Más aún, él daba a los pobres muchas veces su propia ropa o les repartía de los bienes que había reunido para el convento. El superior no veía clara la conveniencia de tal proceder, pero fray Sebastián le decía: «Más que me dé cien azotes, que no tengo de dejar de dar lo que me piden por amor de Dios».
A los sesenta años había comenzado el Hermano Aparicio a beber algo de vino, que «casi no era nada». Y ahora, ya fraile y penitente, siempre llevaba consigo la bota, quizá para que no le tuvieran por santo, quizá para reconfortarse en momentos de agotamiento, tal vez para ambas cosas. Un día del Corpus se encontró con él don Diego Romano, obispo de Tlaxcala, y como le apreciaba mucho, le dijo a fray Sebastián si podía ayudarle en algo. No tuvo mucho que pensar el buen fraile. Acercándole la bota, le dijo: «Que me llenéis esta pobretilla» (Calvo 150)...
A la sombra de la Cruz
El viejito que los frailes franciscos han recibido por pura generosidad, va a servirles de limosnero 23 años, de los 75 a los 98. Siempre de aquí para allá, muchas noches las pasa al sereno, a la luz de las estrellas, al cobijo de su carreta. Incluso cuando estaba en el convento, no necesitaba celda y prefería dormir en el patio bajo su carro. El padre Alonso Ponce, Comisario General franciscano, en una Relación breve de 1586, decía de fray Sebastián:
«Siendo de casi 90 años de edad, anda con su carreta de cuatro bueyes, sin ayuda ninguna de fraile español, ni indio, ni otra persona, acarreando leña y maíz y otras cosas necesarias para el sustento de aquel convento, y nunca le hace mal dormir en el campo al sol, ni al agua, antes este es su contento y regalo, y cuando está en el convento ha de tener la puerta de la celda abierta y ver el cielo desde la cama en que duerme, porque de otra manera se angustia y muere; si se le moja la ropa nunca se la quita, sino que el mismo cuerpo la enjuga, y si por estar sucia la ha de lavar, sin aguardar a que se seque se la viste y él la enjuga y seca con el calor del cuerpo, sin que de nada de esto se le renazca enfermedad, ni indisposición alguna» (Campaza 40).
Los datos son ciertos, pero no parece tan exacta la apreciación idílica de los mismos. En realidad fray Aparicio pasó en estos años de ancianidad, siempre de camino, innumerables penalidades. A veces sus penitencias eran consideradas como manías; pero eran en realidad mortificaciones. Así, poco antes de morir, le dice a su mismo superior: «Piensa, padre Guardián, que el dormir yo en el campo y fuera de techado es por mi gusto; no, sino porque este bellaco gusanillo del cuerpo padezca, porque si no hacemos penitencia, no iremos al cielo» (Calvo 108).
Y según refiere el doctor Pareja, a un fraile que le aconsejaba ofrecerlo todo a Dios, le responde: «Hartos días ha que se lo he ofrecido, y bien veo que si no fuera por su amor, era imposible tolerarlo; porque os certifico, Padre, que ando tan molido y cansado, que ya no hay miembro en el cuerpo que no me duela; y a un puedo certificaros que hasta los cabellos de la cabeza siento que me afligen, cuando de noche me quiero acostar o tomar algún reposo» (Campazas 40).
Consolado por los ángeles
También es cierto que el Hermano Aparicio se vio asistido muchas veces por consolaciones celestiales, como suele suceder tantas veces a los santos, cuando por amor de Dios renuncian a todo placer mundano. Él tuvo, concretamente, una gran devoción a los ángeles, especialmente al de su guarda, y experimentó muchas veces sus favores.
El mismo fray Sebastián contó al provincial Alonso de Cepeda una anécdota bien significativa. Le refirió que «caminando para Puebla hizo noche junto a una gran barranca que está en el camino de Huejotzingo. Y estando acostado en el suelo, debajo de una carreta, como acostumbraba, era tanta el agua que llovía que corrían arroyos hacia él, sin poderlo remediar, ni hacer otra diligencia más que ofrecer a Dios nuestro Señor aquel trabajo que padecía, con una total resignación y conformidad con su voluntad santísima».
Pero Dios acudió en auxilio de su siervo. Un hermosísimo mancebo se apareció y con una vihuela comenzó a tocar tan suave y dulcemente, que le pareció estar en la gloria, olvidándose de la incomodidad de la lluvia, y levantándose para acercarse al músico, éste se iba retirando, hasta que saltando la barranca de un salto, desapareció, dejando a Aparicio muy consolado» (Campazas 57). Otra vez, con la carreta atascada en el barro, se le presenta un joven vestido de blanco para ofrecerle su ayuda. «¡Qué ayuda me podéis dar vos, le dice, cuando ocho bueyes no pueden sacarla!». Pero cuando ve que el joven sacaba el carro con toda facilidad, comenta en voz alta: «¡A fe que no sois vos de acá!» (Campazas 71)...
Fueron numerosas las ocasiones en que a fray Sebastián, como a Cristo después del ayuno en el desierto, «se acercaron los ángeles y le servían» (Mt 4,11), o como en la agonía de Getsemaní, «un ángel del cielo se le apareció para confortarle» (Lc 22,43).
Impugnado por los demonios
Como también es normal en quienes han vencido ya el mundo y la carne, fray Sebastián experimentó terribles impugnaciones del Demonio en muchas ocasiones. En la hacienda de Tlanepantla, agarrado a las astas de un toro furioso, luchó a brazo partido contra el Demonio. En las clarisas de México los combates contra el Maligno era tan fuertes que la abadesa le puso una noche dos hombres para su defensa, pero salieron tan molidos y aterrados por dos leones que por nada del mundo aceptaron volver a cumplir tal oficio.
Ya de fraile, según cuenta el doctor Pareja, el demonio «le quitaba de su pobre cama la poca ropa con que se cubría y abrigaba, y, echándosela por la ventana del dormitorio, lo dejaba yerto de frío y en punto de acabársele la vida. Otras veces, dándole grandes golpazos, lo atormentaba y molía; otras lo cogía en alto y, dejándolo caer como quien juega a la pelota, lo atormentaba, inquietándolo; de manera que muchas veces se vio desconsoladísimo y afligido» (Campazas 31).
Los ataques continuaron en muchas ocasiones. En una de ellas los demonios le dijeron que iban a despeñarlo porque Dios les había dado orden de hacerlo. A lo que respondió fray Sebastián muy tranquilo: «Pues si Dios os lo mandó ¿qué aguardáis? Haced lo que Él os manda, que yo estoy muy contento de hacer lo que a Dios le agrada»...
Tan acostumbrado estaba nuestro Hermano a estos combates, que al Provincial de los Descalzos, fray Juan de Santa Ana, le dijo que ya no le importaban nada, «aunque viese más demonios que mosquitos». Y poco antes de morir, a los hermanos que le recomendaban acogerse a Dios para librarse de los asedios del Malo les dice: «Gracias a Dios, ha mucho tiempo que ese maldito no llega a mí, por haberle ya muchas veces vencido».
«Florecillas» de fray Sebastián
De los 568 testigos que depusieron en el proceso que la Iglesia hizo a su muerte, y de otros relatos, nos quedan muchas anécdotas, de las que referiremos algunas. Al mismo fray Juan de Santa Ana, buen amigo suyo, le contó fray Sebastián esta anécdota:
«Habéis de saber que todas las veces que voy al convento, procuro llevar a los coristas y estudiantes fruta u otra cosa que merienden, y cuando no lo hago me esconden las herramientas de las carretas (que sin duda las letras deben hacer golosos a los mozos), y esta vez que no les llevé nada, me cercaron con mucho ruido y alboroto; me pusieron tendido sobre una tabla, diciendo que ya estaba muerto, y cantando lo que cantan cuando entierran a los muertos, me llevaban por el claustro adelante a enterrar entre las coles de la huerta, donde tenían ya hecho el hoyo. Acertolo a ver desde su corredor el Guardián, que era entonces el R. P. fray Buenaventura Paredes, y preguntó: -¿Dónde lleváis a Aparicio? Y respondieron: -Padre nuestro, está muerto y lo llevamos a enterrar. Entonces dije yo: -Padre Guardián, ¿yo estoy muerto? Y visto por el Guardián que había yo respondido, les dijo: -¿Pues cómo habla si está muerto? A lo cual los dichos coristas dijeron: -Padre nuestro, muchos muertos hablan y uno de ellos es el Hermano Aparicio. Y por último el Guardián les mandó que me dejasen, que de otra suerte ya estuviera enterrado» (Campazas 47).
En una ocasión un religioso le exhortaba a amar a Dios, ya que Dios tanto le quería. A lo que fray Sebastián respondió con dudosa exactitud teológica, pero con toda veracidad de corazón: «Más le quiero yo a Él, pues sólo por Él he trabajado toda mi vida, sin descansar un punto, y por su amor me dejaría hacer pedazos». Aquel gallego analfabeto, pura bondad para todos, tenía en cambio sus problemas para amar a los judíos, y alegaba: «No son nuestros prójimos los que no creen en Jesucristo, sino herejes». Y cuando le hacían ver que Jesucristo, la Virgen María y San José, así como los santos apóstoles, eran judíos, respondía conteniendo su indignación: «Mirad que decís herejía»...
El Hermano Aparicio, tan devoto de la Eucaristía, sufría no poco a veces por no poder estar siempre presente en los oficios litúrgicos. Por eso en ocasiones, cuando estaba con el ganado en el monte, lo dejaba abandonado y se iba al convento a la hora de la misa. Y a los que ponían objeciones les decía: «Allá queda mi Padre San Francisco, cuya hacienda es ésa; él la guardará, y yo os aseguro que no faltará nada». Como así fue siempre.
Regresaba fray Sebastián con su carro bien cargado de Tlaxcala a Puebla, cuando se le rompió un eje. No habiendo en el momento remedio humano posible, invoca a San Francisco, y el carro sigue rodando como antes. Y a uno que le dice asombrado al ver la escena: «Padre Aparicio, ¿qué diremos de esto?», le contesta simplemente: «Qué hemos de decir, sino que mi Padre San Francisco va teniendo la rueda para que no se caiga» (Campazas 53-4).
Señorío fraternal sobre los animales
En realidad, fray Sebastián era bueno con todos, con los novicios de coro, a quienes les llamaba «novillos», y también con los mismos novillos, a quienes les decía «coristillas». Tenía sobre los animales un ascendiente verdaderamente sorprendente. A sus bueyes, Blanquillo, Aceituno..., hasta una docena que tenía, o al jefe de ellos, Gachupín, les hablaba y reconvenía como a hermanos pequeños, y le hacían caso siempre. Cuando se le meten a comer en una milpa, y una mujer se acerca gritando desolada, fray Sebastián le tranquiliza: «No se preocupe, hermana, mis bueyes no hacen daño». Y éstos obedientes se retiran, dejando los maizales intactos.
En otra ocasión, acarreando piedra para la construcción del convento de Puebla, un buey se le cansó hasta el agotamiento, y hubo que desuncirlo. Fray Sebastián entonces, por seguir con el trabajo, se acerca a una vaca que está por allí paciendo con su ternero, le echa su cordón franciscano al cuello, y sin que ella se resista, la pone al yugo y sigue en su trabajo. Y al ternerillo, que protesta sin cesar con grandes mugidos, le manda callar y calla. El antiguo domador de novillos los amansa ahora en el nombre de Jesús o de San Francisco.
Regresando una vez de Atlixco con unas carretas bien cargadas de trigo, se detiene el Hermano Aparicio a descansar, momento que las hormigas aprovechan para hacer su trabajo. «Padre, le dice un indio, las hormigas están hurtando el trigo a toda prisa, y si no lo remedia, tienen traza de llevárselo todo». Fray Sebastián se acerca allí muy serio y les dice: «De San Francisco es el trigo que habéis hurtado; ahora mirad lo que hacéis». Fue suficiente para que lo devolvieran todo.
A un hermano le confesaba una vez: «Muchas veces me coge la noche en la sabana y, sin otra ayuda que la misericordia de Dios, como me veo solo y tan enfermo, vuelvo los ojos al cielo, al Padre universal de la clemencia, y dígole: «Ya sabe que esto que llevo en esta carreta es para el sustento de vuestros siervos y que estos bueyes que me ayudan a jalar la carreta son de San Francisco; también sabéis mi imposibilidad para poderlos guardar y recoger esta noche, y así los pongo en vuestras manos y dejo en vuestra guardia para que me los guardéis y traigáis en pastos cercanos, donde con facilidad los halle». Con esto me acuesto debajo de la carreta y paso la noche; y a la mañana, cuando me levanto con el cuidado de buscarlos, los veo tan cerca de mí que, llamándolos, se vienen al yugo y los unzo, y sigo mi jornada» (Calvo 146).
«No perder a Dios de vista»
Fray Sebastián de Aparicio, con todas estos prodigios, nada tenía de hombre excéntrico; bien al contrario, su vida estaba perfectamente centrada en su centro, que es Dios. Desde Él actuaba siempre, y con Él y para Él vivía en todo momento. Y si San Francisco mandaba en su Regla a todos los hermanos legos rezar 76 Padrenuestros cada día, ésta era, con el Ave María, la oración continua del Hermano Aparicio. No salía de ahí, y en el «hágase tu voluntad» él decía todo lo que tenía que decir, y no tenía más que pensar o expresar. Fray Sebastián era, como bien dice Calvo Moralejo, «el Santo del Padre Nuestro» (131).
Noches enteras pasaba en oración de rodillas, mirando al cielo. «No tenía horas determinadas de oración, refiere el padre Letona, porque la tenía continua. en especial los últimos años de su vida andaba siempre tan absorto en Dios que no atendía a las palabras y preguntas que le hacían... Los 24 años que vivió en el convento de Puebla, jamás durmió debajo de techado, sino siempre en campo raso por no perder de vista el cielo» (Campazas 87). Varias veces le vieron, frailes y seglares, elevado durante la oración en éxtasis, pero lo más común era verle entre sus bueyes, a veces, cuando no podía menos, hasta en días de fiesta.
«Lo que yo hago -le confesaba a un fraile- es hacer lo que me manda la obediencia: duermo donde puedo, como lo que Dios me envía, visto lo que me da el convento; pero lo mejor es no perder a Dios de vista, que con eso vivo seguro». Y a esto añadía: «Si no fuera así, ¿quién había de pasar la vida que yo paso? A Él ofrezco los trabajos ordinarios de cada día, y a mi Padre San Francisco, por quienes los hago; ellos me lo reciban en descuento de mis pecados para que con eso me salve».
Como decía su biógrafo Sánchez Parejo, «toda su confianza y cuidado estaba puesto en sólo Dios. Él era su compañía, su comida, su bebida, su techo y amparo y, como dijo su padre San Francisco, y todas mis cosas» (Calvo 133).
Devoto seguro de la Virgen María
El Señor, San Francisco, el apóstol Santiago, y la dulcísima Virgen María... Muchos testigos afirmaron que la mano de fray Sebastián de Aparicio, siempre que no estaba ocupada en algún trabajo, se ocupaba en pasar una y otra vez el Rosario de la Virgen, sin cansarse de ello nunca.
En una fiesta de la Virgen, llega fray Sebastián al convento de Cholula en el momento de la comunión, y allá se acerca a comulgar, desaliñado y con la bota al cinto, recogiéndose después a dar gracias. En ello está cuando se le aparece la Virgen, y él la contempla arrobado... Cuando el padre Sancho de Landa se le interpone, le dice el hermano Aparicio: «Quitáos, quitáos, ¿no veis aquella gran Señora, que baja por las escaleras? ¡Miradla! ¿No es muy hermosa?». Pero el padre Sancho no ve nada: «¿Estás loco, Sebastián?... ¿Dónde hay mujer?»... Luego comprendió que se trataba de una visión del santo Hermano (Compazas 89).
98 años...
El 20 de enero, día de San Sebastián, de 1600, el Hermano Aparicio cumple 98 años, y una vez honrado su patrono, está trabajando con sus carretas. Todavía le aguantaba la salud, aunque una antigua hernia le daba cada vez más sufrimientos. El 20 de febrero, viene a casa desde el monte de Tlaxcala con un carro de leña, cuando los dolores de la hernia se le agudizan hasta producirle náusea y vómitos. Se las arregla, quién sabe cómo, para llegar al convento de Puebla, donde fray Juan de San Buenaventura, también gallego, le recibe, espantándose de verle tan desfallecido.
Allá queda fray Sebastián en el patio, bajo la carreta, en el lugar acostumbrado. Pero el padre Guardián le obliga a guardar cama en la enfermería. Cinco días dura allí, sobre la cama inusual. Y a su paisano fray Juan de San Buenaventura se le queja: «¿Qué os parece?, cómo no me quieren dejar donde tengo consuelo»... Él, de hacía tiempo, como los indios, tenía preferencia por sentarse directamente en el suelo: «Mejor está la tierra sobre la tierra», solía decir.
Pide entonces que le traigan a la celda el Santísimo, y que le dejen adorarlo postrado en tierra. Más tarde el padre Guardián le acerca el crucifijo, para que le pida perdón al Señor por sus pecados: «¿Ahora habíamos de aguardar a eso? -le dice fray Sebastián-. Muchos días ha que somos viejos amigos»... Otro fraile le pone en guardia contra posibles asaltos del demonio: «Ya está vencido -le responde-. Todo lo veo en paz. El Señor sea bendito».
El 25 de febrero, con 98 años, postrado en tierra, al modo de San Francisco, fray Sebastián de Aparicio entrega a Dios su espíritu al tiempo que dice «Jesús».
En seguida se abre su proceso de beatificación, y llegan a documentarse hasta 968 milagros... Por fin, tras tantas demoras, en 1789 es declarado Beato, y desde entonces su cuerpo incorrupto -parece un hombre dormido, de unos 60 años- descansa en una urna de plata y cristal en el convento franciscano de Puebla de los Angeles. Hay en la plaza, sin esperar a Roma, un hermoso monumento en granito y bronce, con una inscripción bien clara:
San Sebastián de Aparicio
Precursor de los caminos de América
1502-1600
twitter.com/Memoire2cite?fbclid=IwAR3JmEG0v02xG5uFvJNSn_x... - Après 1945, les collines agricoles du sud-est de la ville connaissent un programme d’urbanisation de grande ampleur pour répondre à la crise du logement. Près de 4600 logements sociaux vont ainsi être construits en quatre tranches successives de 1953 à 1970 : Beaulieu, la Marandinière, Montchovet, la Métare et la Palle formant aujourd’hui les quartiers sud-est. Touché par la crise économique et urbaine de dingue, le secteur sud-est apparaît à la fin des années 1990 comme un espace monofonctionnel dédié en totalité à l’habitat locatif social et porté par un seul bailleur l'OPAC devenu Métropole Habitat. Bien que bénéficiant de nombreux atouts (accessibilité et environnement agréable...), le quartier souffre du gigantisme de son urbanisation et du manque de résidentialisation des unités d’habitation. Par une action en profondeur et dans la durée, la Ville de Saint-Étienne, à travers son Programme de Rénovation Urbaine (PRU), a amorcé une transformation durable du quartier depuis 1989 avec la 1ere demolition du programme à la rue Pierre Loti le 31 janvier 1989 (BANLIEUE89), 30 ans de renouvellement urbain sur la ville.... une ville pilote en la matiere des 1990. Aujourd'hui et demain Les quartiers sud-est vont poursuivre leur mutation, avec l’appui continu de l’Agence Nationale de Rénovation Urbaine et ses partenaires l'ANRU2. Développer le secteur économique
L'objectif est de dynamiser l’économie dans ce territoire en portant de nouveaux projets et en restructurant l’offre commerciale de proximité. La Ville de Saint-Étienne a prévu la création de nouvelles zones d’activités permettant l’accueil d’entreprises. Ainsi une zone d’activités économiques, rue Pierre Loti, répondra aux besoins fonciers des entreprises et des artisans locaux. Ce projet de zone économique, en visibilité directe de la RN 88, permettra l’implantation d’une cinquantaine d’entreprises et la création de 300 emplois. Un nouveau centre commercial sur le secteur de la Marandinière, couplé à la démolition des centres commerciaux de la Palle et Sembat, permettra de restructurer et moderniser l’offre commerciale de proximité. Renouveller l'offre d'habitat Une qualité résidentielle s’affirme progressivement au sein des quartiers Sud-Est, grâce à une nouvelle offre d’habitat variée qui émerge depuis plusieurs années. Les nombreuses démolitions réalisées et à venir (Boulevard des Mineurs en 2018 et immeubles Loti en 2020), ainsi que les réhabilitations d’immeubles en cours, vont permettre de diversifier l’offre de logements. L’un des objectifs du projet urbain est donc de conforter la vocation résidentielle du quartier en stimulant l’offre et en accompagnant des projets comme la construction de logements passifs sur le secteur de Beaulieu, la transformation de l’ancienne école Baptiste-Marcet et la réhabilitation de logements à Monchovet. Améliorer le cadre de vie des habitants
Les quartiers sud-est bénéficient d’un environnement naturellement riche et varié, à l’interface entre les grands parcs de la ville (jardin des Plantes, parc de l’Europe, Bois d’Avaize) et le Pilat. Le projet urbain de la Ville de Saint-Étienne prévoit de relier ces espaces naturels entre-eux avec la création d’une continuité verte, qui permettra aux marcheurs et autres randonneurs de bénéficier d’un véritable réseau de chemins autour de la commune. Le boulevard Alexandre-de-Fraissinette, véritable colonne vertébrale du quartier, et la rue Pierre-Loti seront entièrement revus pour assurer un meilleur partage de l’espace entre tous les modes de déplacements (voiture, vélo et piéton) et assurer un maillage inter-quartiers plus efficace. fr.calameo.com/read/0005441131b4119eaa674
Depuis 2014, la rénovation urbaine dans les quartiers sud-est s’est traduite par de nombreux travaux: la construction du centre commercial de la Grande Marandinière, l’aménagement d’un lotissement de treize maisons individuelles passives, impasse Clémenceau, les rénovations des écoles de Montchovet et de Beaulieu, la réhabilitation de locaux rue Henri-Dunant (pour y installer la Maison des associations), et enfin les démolitions récentes du centre commercial du boulevard de la Palle et d’un garage, au 41 rue de Terrenoire.Démolitions mais aussi constructions sont au programme. Plusieurs acteurs entrent en jeu dans le financement de ces projets, notamment l’ANRU (Agence nationale de rénovation urbaine) mais aussi la Ville, le Département et la Région. Ainsi, le contrat avec l’ANRU, signé le 14 mars, dégage une somme de 23 millions d’euros, somme à laquelle il faut ajouter 3,3 millions d’euros de la Région. Pour les années à venir, les objectifs visent à la poursuite du développement économique, de la mutation de l’habitat par des constructions individuelles ou de petits immeubles, des démolitions ponctuelles, de la valorisation des espaces publics et du renforcement des espaces du quartier. Deux secteurs sont concernés : Loti et la Grande Marandinière. Le 11 AVRIL 1964, le développement de la ville de Saint Etienne, et ses travaux ..La ville de Saint Etienne se développe tout comme l'ensemble du territoire... Pour accompagner cet accroissement de population, de nouveaux quartiers se construisent aux abords de la ville chaque jours. Et pour faire face aux problèmes de circulation, un boulevard périphérique a été aménagé. Réalisé à l'occasion de la construction de la déviation sud de l'autoroute de Saint Etienne, ce reportage témoigne de la visite du sénateur maire de la ville, Mr. Michel DURAFOUR, sur le chantier du tunnel de la déviation. Accueilli par Mr. Rocher, président de la société forêzienne de travaux publics, Michel DURAFOUR découvre avec les membres du conseil municipal l'avancée des travaux. (voir aussi le chantier de l A 47 avec la video du tunnel du rond-point içi : www.ina.fr/video/LXC9610041788 . Ce quartier est né des programmes de grands ensembles mis en œuvre à partir des années 1950 afin de réduire la pénurie de logements. La mairie choisit donc de développer un quartier moderne 4 600 logements en HLM pour pouvoir loger plus de 30 000 habitants avec des loyers modérés dans des bâtiments modernes. Ce quartier avait comme emblème un des plus grands immeubles d’Europe surnommé la Muraille de Chine qui était visible depuis l’autoroute. Ce quartier s’est construit en quatre tranches : Beaulieu I (Beaulieu) de 1953 à 1955 ; Beaulieu II (La Marandinière) en 1959 ; Beaulieu III (Montchovet) en 1964 ; Beaulieu IV (La Palle) en 1971. Il est aujourd’hui en profonde mutation avec un programme de renouvellement urbain qui prévoit la démolition de plus 1000 logements et la reconstruction de 250. Bâtiments spécifiques : CHPL (Centre Hospitalier Privé de la Loire) qui remplace la Muraille de Chine ; Ecole Nationale d'ingénieurs de Saint-Etienne Un modèle de l'urbanisme des années 1950. Beaulieu-Montchovet: La ville choisit de construire un immense quartier neuf de plus de 4.600 logements, prévu pour loger 30.000 habitants, sur les basses pentes du Pilat, à la sortie sud-est de Saint-Etienne.Entre les forêts, qui seront classées parc naturel quelques années plus tard, et les quartiers chics du cours Fauriel, c'est un des endroits les mieux situés de la ville.C'est aussi le seul grand emplacement proche du centre où il n'y aie pas eu de mines, parce que les couches de charbon s'arrêtent juste avant : le terrain est assez solide pour supporter de gros immeubles. Içi le chantier de construction de MONTCHOVET soit Beaulieu 3, la continuitée des constructions HLM de nos quartiers sud-est (les chantiers de l'OPAC) , la vidéo içi :
www.ina.fr/video/LXF99004401 .
Retour sur son historique de 1962 à aujourd'hui e n 2018.
Un grand-Ensemble qui rappelle combien la politique d'urbanisme des années 1960 et suivantes a été conduite en dépit du bon sens la video içi www.google.fr/search?q=montchovet+ina&oq=montchovet+i... et là www.ina.fr/video/CAC00029801 , mais aussi içi www.ina.fr/video/CAC00029801 - avec Claude BARTOLONE içi avec la Visite à Saint Etienne du ministre délégué à la ville le jour de la démolition de la muraille de Chine. Rencontre avec des associations pr discuter du futur du quartier Montchovet. www.ina.fr/video/LY00001263573 - fresques.ina.fr/rhone-alpes/fiche-media/Rhonal00046/demol... - et les differentes videos de la demolition la encore : La démolition de la "muraille de Chine" de Saint Etienne www.youtube.com/watch?v=aq1uOc6Gtd0, www.youtube.com/watch?v=YB3z_Z6DTdc terrible :( ^^ l interview de Michel Thiolliere Le Grisou.fr a interviewé Michel Thiollière, ancien maire de Saint-Etienne et sénateur de la Loire, membre du Parti radical et actuel vice-président de la Commission de régulation de l'énergie. Il livre son analyse sur les prochaines échéances politiques, notamment la campagne des municipales en cours à Saint-Etienne, les alliances de la droite et du centre, mais aussi le mandat de Maurice Vincent. Michel Thiollière s'attarde également sur les besoins de l'agglomération stéphanoise et évoque les enjeux énergétiques en France.(Interview : Maxime Petit -- Réalisation : Studios Bouquet) www.youtube.com/watch?v=AJAylpe8G48,"François Mitterrand, après la visite de deux quartiers -l'un à Saint Etienne et l'autre à Vénissieux, inscrits sur la liste de ceux à réhabiliter -, parle du plan de réhabilitation pour de meilleures conditions de logement.François Mitterrand / Georgina Dufoix / Gilbert Trigano / François Dubanchet / Marcel Houël Thèmes : Grands travaux et grands projets
Le Président > 1er septennat 1981-1988 > 1981-1986 Éclairage
Depuis la fin des années 1970, la région lyonnaise apparaît comme l'épicentre des violences urbaines qui se déroulent en France. Durant l'été 1981, des violences urbaines ont conduit le gouvernement à engager le plus tôt possible une nouvelle politique en faveur des quartiers dégradés. Malgré les premières opérations de réhabilitation engagées par la Commission nationale pour le développement social des quartiers, la situation demeure extrêmement tendue dans un certain nombres de quartiers populaires. L'assassinat d'un jeune de la Cité des 4 000 par un habitant en juillet 1983 a ravivé les débats autour du thème du "mal des grands ensembles" selon l'expression de l'époque. D'autre part, le contexte politique conduit également le pouvoir à s'intéresser encore davantage à la question de la dégradation urbaine dans la mesure où de très nombreux quartiers populaires n'ont pas cette fois-ci apporté leurs suffrages aux candidats de la gauche.La visite de François Mitterrand dans deux quartiers dégradés de la région lyonnaise constitue donc un signal fort à l'égard des populations qui y vivent. Ce déplacement fait également écho à celui réalisé quelques jours plus tôt au sein de la Cité des 4 000 à La Courneuve en Seine Saint Denis (voir Visite de François Mitterrand à La Courneuve). Le principe est d'ailleurs le même et il est exprimé par le président de la République : voir par lui-même l'état réel de ses quartiers. Le fait qu'il soit mentionné dans le reportage que "ces visites surprises" se soient faites dans la "plus grande discrétion" (notamment sans les élus locaux concernés) marque effectivement la volonté du président de la République d'établir une sorte de lien direct avec les habitants qui vivent dans ces quartiers. Il ne s'agit pas de faire l'annonce de nouvelles mesures mais "de voir les choses par moi-même" selon l'expression utilisée par François Mitterrand lors de son allocution à la Préfecture à Lyon. Au moment où la Commission nationale pour le développement social des quartiers établit la liste définitive des 22 quartiers qui bénéficieront d'un programme de réhabilitation, la visite du président de la République sur le terrain suggère une forme de "présidentialisation" du thème de la réhabilitation des grands ensembles.La création au même moment de Banlieue 89 suscitée par deux architectes proches de François Mitterrand, Roland Castro et Michel Cantal-Duparc, suggère également l'intérêt du président de la République pour les questions urbaines (voir Inauguration de l'exposition organisée par Banlieue 89)."http://fresques.ina.fr/mitterrand/fiche-media/Mitter00106/visite-de-francois-mitterrand-a-saint-etienne-et-aux-minguettes.html Journaliste
Visites surprises qui se sont déroulées dans la plus grande discrétion, seule Madame Georgina Dufoix, Secrétaire d’Etat à la Famille et aux Immigrés, Monsieur Gilbert Trigano, le PDG du Club Méditerranée qui participe à la Commission Dubedout, et deux collaborateurs du Chef de l’État étaient présents. Ni à Saint-Étienne, ni à Vénissieux, les autorités locales n’y ont participés. Peu avant midi, le Président est arrivé à la Préfecture du Rhône à Lyon où s’est déroulée pendant 45 minutes une séance de travail avec les élus locaux et notamment Messieurs Dubanchet, Maire de Saint-Étienne et Houël, Maire de Vénissieux. Réunion qui a donné l’occasion d’aborder les problèmes de fond, devait souligner François Mitterrand.(Bruit)François Mitterrand
Les deux quartiers que je viens de visiter, celui de Montchovet à Saint-Étienne et celui de Monmousseau à l’intérieur des Minguettes sur la commune de Vénissieux, sont inscrits sur la liste des 22 quartiers à réhabiliter, retenus, proposés par la Commission Dubedout devenue la Commission Pesce, et retenus par le Gouvernement. Et je compte appliquer nos efforts pour qu’effectivement, ces quartiers soient réhabilités, c’est-à-dire, soient habitables. Qu’on y trouve, pour ceux qui y vivent, euh, suffisamment de convivialité, de capacité de développer une famille et, euh, revenant de son travail quand on en a, de pouvoir vivre avec les autres. Les conditions de logement, la construction de ces ensembles, les liaisons avec l’extérieur, l’école, le sport, les espaces verts, bref, l’espace tout court, contribuent, vous le comprenez bien à, au futur équilibre, ou contribueront au futur équilibre de ces quartiers. Alors, je préfère voir les choses par moi-même. Il faut bien se dire que à l’origine de nombreux désordres sociaux se trouvent ces fâcheuses, ces déplorables conditions de vie. Et moi, je veux lutter contre ces désordres et pour cela, il faut que je m’attaque avec le Gouvernement et ceux qui ont la charge auprès de moi, je veux absolument m’attaquer aux sources d’un malaise et d’un déséquilibre social qui sont d’une immense ampleur. Raison de plus pour commencer par un bout avec énergie et continuité. Et de ce point de vue, je compte bien, au cours des semaines et des mois à venir, persévérer dans cette enquête personnelle qui me permet ensuite de donner des instructions précises à ceux qui participent à la gestion de l’État., à Saint-Étienne comme dans les communes de sa proche banlieue. Une sorte de grand monument à la gloire des HLM, comme si on avait fait exprès de la faire aussi énorme pour montrer comme les gens étaient fiers de ce quartier. Autour on construit tout ce qu'il faut pour les habitants : une école, Montchovet, qui donne sur le grand pré derrière, une MJC, une piscine, un centre commercial, avec la Poste, plus tard le bureau de police. En 1978, comme les enfants des habitants grandissent, on ouvre un deuxième collège dans la ZUP. Il prendra le nom de Jean Dasté, qui a créé la Comédie de Saint-Etienne, le plus grand théatre de province en France, et son école de comédiens. Après 1984 les loyers des HLM ont augmenté, beaucoup d'habitants sont partis. La population de Saint-Etienne diminue surtout dans les quartiers sud : beaucoup de gens déménagent vers la plaine du Forez, moins froide, où il y a la place de batir des maisons. On a rénové beaucoup d'appartements anciens en ville : la crise du logement est finie. On ne sait même plus qu'elle a existé. Les ZUP ont vieilli et la plupart des gens préfèrent se loger dans des appartements récents. Alors on ferme : le collège de Beaulieu, l'école de la Marandinière, la Poste. La Muraille coute très cher à entretenir : il n'y a plus asssez d'habitants pour payer les frais. Les HLM ont décidé de la détruire: c'est le plus gros projet de démolition jamais réalisé en Europe. Les familles qui restaient ont du déménager. On va faire exploser la Muraille de Chine au printemps de l'an 2000. Peut être qu'il fallait le faire, mais pour les gens du quartier c'est un gros morceau de notre Histoire qu'on nous détruit.
1954: les premiers travaux à Beaulieu : la campagne devient une ville à grands coups de bulldozer..
Le projet est de construire en grande quantité des logements de bonne qualité, avec tout le confort, des chambres pour les enfants, l'eau, le chauffage central, des sanitaires, des arbres et des pelouses, et surtout .... des loyers accessibles pour tous. Ce seront les Habitations à Loyers Modérés, les HLM.
Il faudra les construires en dehors des villes, pour en finir avec le mélange des industries et des logements, qui amène le bruit et la pollution. Y prévoir tous les équipements : commerces, écoles, collèges, lycées, transports, parcs, équipements sportifs, police, pompiers, Postes. Construire des villes entières où tout le monde aura accès à ce qui n'était encore que le luxe de quelques gens très riches.
Cinq villes sont choisies pour être prioritaires : Paris ( Pantin ) et Lyon ( Bron-Parilly) à cause de leur taille, Angers et Rouen détruites dans les bombardements de 1944, Saint-Etienne, la ville la plus sinistrée de France pour le logement. C'est là que naissent les cinq premières Zone à Urbaniser en Priorité, les ZUP, modèles de l'urbanisme pour toute une génération. Elles ne s'appellent pas encore comme ça : on les construites avant que l'expression de ZUP existe, c'est de leur réussite que naitra le modèle repris partout pour lequel on inventera le mot plus tard.
Beaulieu I: le projet d'urbanisme
Maquette de 1953 - Projet des architectes Gouyon-Clément
Une architecture géométrique, de grands espaces, des arbres, des formes qui soulignent le relief.
La ZUP de Beaulieu est construite en quatre tranches:
- Beaulieu I ( Beaulieu ) de 1953 à 1955
- Beaulieu II ( La Marandinière ) en 1959
- Beaulieu III ( Montchovet ) en 1964, dont fait partie la Muraille de Chine, le grand immeuble le long du boulevard à gauche.
- Beaulieu IV ( La Palle ) en 1971
Le quartier:
Au premier plan, en bas à droite Beaulieu, la Marandinière est à droite derrière l'autoroute, Montplaisir à gauche, Monchovet au milieu, le long du boulevard de la Palle.
A gauche des tennis, les batiments du collège de Beaulieu. C'était l'autre collège de la ZEP, le seul collège "sensible" de France a avoir été fermé, en 1995.
Nouvelles techniques, nouveaux matériaux :
Construire vite pour un prix raisonnable oblige à inventer de nouvelles techniques, d'autant que l'on manque de travailleurs qualifiés.
La construction s'industrialise: immeubles à structure porteuse ( des poteaux en béton armé tiennent les dalles, ce ne sont plus les murs qui soutiennent les immeubles ), murs rideaux ( les murs sont fait de morceaux préfabriqués accrochés aux dalles ), éléments standardisés ( les éléments: murs, tuyauterie, portes et fenêtres, sanitaires, etc... sont tous identiques, fabriqués en usine en grande série, installés de la même façon dans tous les immeubles ), nouveaux matériaux ( matières plastiques, béton armé, acier ) qui ne s'utilisaient pas dans la construction traditionnelle.
Cela permet de diminuer les prix, en automatisant les fabrications, mais aussi parce qu'on peut utiliser des ouvriers beaucoup moins qualifiés, qui ne font que du montage et que l'on paye moins cher.
Bien après les gens se plaindront de ces appartements tous identiques, de ces matériaux peu agréables, de la taille inhumaine des batiments.
Mais à l'époque il faut compter deux à trois ans d'attente pour obtenir un appartement dans le quartier. Les familles sont si contentes de leur quartier tout neuf que les collègiens qui prennent le bus emportent une paire de bottes en plus de leur chaussures pour aller des immeubles à l'arrêt de bus : pas question de ramener de la boue dans les bus ou dans les escaliers.La crise du logement:
1950 : la France connait la pire crise du logement de son Histoire. La crise économique de 1929 puis la guerre de 1939-1945 ont arrêté la construction de logements, déja insuffisante avant 1930, pendant plus de vingt ans.
La France est au maximum du "baby-boom" ( période de très forte natalité qui commence à la fin de la guerre ) : les 40 millions de français de 1950 font deux fois plus de bébés que les 60 millions d'aujourd'hui. La très forte croissance économique relance l'immigration. Plus de la moitié des familles sont mal logées alors que la France commence la plus forte croissance démographique de son Histoire.
La IV° République, héritière du programme de la Résistance donne la priorité aux besoins sociaux : école, santé, logement, sur la rentabilité financière. L'Etat, les villes, sont décidés à investir dans le logement, qui est déclaré prioritaire dans le Plan d'organisation de l'économie.
Entre les années 50 et 60, et suite à la seconde guerre mondiale, la municipalité stéphanoise a vu sa population passée d’un peu moins de 180 000 habitants en 1950 à plus de 200 000 habitants dix ans plus tard en 1960. Cette forte augmentation de la population pouvait s’expliquer par le fort taux de natalité de cette époque (baby-boom), mais aussi par l’afflux de travailleurs de la classe ouvrière venus dans la grande cité stéphanoise pour trouver un travail. De ce fait, la construction d’un logement sain pour chaque ouvrier était devenue une priorité absolue pour les élus qui considéraient à raison que cela était une condition vitale dans le cadre de ce grand développement. Pour ce faire, la ville a lancé dans les années 50 une vaste opération de construction de barres d’habitation dans la zone de Beaulieu, destinée à fournir un logement à une population grandissante.
Une barre d’habitation innovante
A l’époque, avec une majorité d’architectes, les appartements modernes construits possédaient des cloisons lourdes empêchant toute modification interne ainsi que des espaces de renvoi sombres et non ventilés ressemblant à des alcôves.
Mais à l’inverse, pour certains architectes précurseurs de la région à l’image d’Yves et Henri Gouyon, la modernité reflétait le gout de la clarté, de l’air, et du soleil, avec de larges horizons. Ainsi, ces derniers donnaient la priorité non pas aux façades qu’ils considéraient comme de simples élévations du plan, mais aux cellules d’habitations et à leur orientation. Dans cette optique, le bâtiment proposé par Henri Gouyon, qui était donc un partisan de l’espace ouvert moderne, supprimait les circulations et profitait de ce gain de place pour aménager de nouveaux espaces de vie communes. De plus, dans ces cellules d’habitations, les architectes ont tirés profit au maximum de la double orientation des appartements (ces derniers étaient traversant) avec par exemple l’accolement de balcons.
Conception et réalisation d’un quartier entier
Pour le projet de Beaulieu, l’on confia la conception ainsi que la réalisation des interventions aux agences Henri et Yves Gouyon puis Yves Gouyon et associés. Ainsi, dés le milieu des années 50, des études concernant Beaulieu II – La Marandinière furent conduites, suivis de la construction du bâtiment entre 1957 et 1959. S’en suivit Beaulieu III – Montchovet entre 1962 et 1964, surnommé la « Muraille de Chine », qui comprenait entre autres, une barre de type HLM haute de 10 à 17 mètres et longue de 270 mètres, avec 560 logements. Suites à ces constructions, l’urbanisation des vallées et collines du sud-est de Saint-Etienne continua jusque dans les années 70 avec les séries de la Métare I, II, et III. Au total, ce sont plus de 8 000 logements, pour l’essentiel de type HLM, qui ont été construits durant cette période.
Ces constructions ont également contribué à la création du parc de l’Europe et d’un boulevard circulaire qui servait de jonction entre les différents édifices et le centre-ville de la cité stéphanoise.Un projet pharaonique
Le centre commercial fut un projet d’une dimension sans précédent pour la ville, plus grand centre commercial intra-urbain de la région Loire-Auvergne, avec 100 magasins, 1500 places de stationnement, 90 000 m² de surface, et sur 3 niveaux (4 niveaux avec la terrasse). Le 2 octobre 1979, CENTRE DEUX ouvre ses portes pour la première fois, et constitue une renaissance et un véritable tournant pour la ville.L’avis de l’architecte
De toutes les constructions de cette époque, Beaulieu est un des ensembles construits qui se porte le mieux si l’on en croit les nombreuses enquêtes menées auprès de la population de ces logements, dont certains l’occupe pratiquement depuis le début. Les arbres atteignent désormais le haut des immeubles, et la rue Le Corbusier adjacente a pris les allures « d’une banlieue des années 30 » avec un niveau d’urbanisme parfaitement acceptable. En conclusion, on peut parler pour cette construction d’un véritable savoir faire architectural et en quelques sortes d’art urbain. Ce projet a été récompensé par un prix d’urbanisme, mettant en valeur le travail en amont du projet. St-Etienne Cimaise Architectes -
Entretien avec François Tomas, géographe, spécialiste de l'aménagement urbain, et enseignant à l'université et à l'école d'architecture de Saint-Etienne. Il est notamment l'auteur des Grands Ensembles, une histoire qui continue (Publications de l'université de Saint-Etienne, 2003). Cet intellectuel a également mis la main à la pâte. Entre 1977 et 1983, il fut adjoint à l'urbanisme du maire communiste de l'époque, Joseph Sanguedolce. Engagé au PC de 1974 à 1985, il a, depuis, rejoint le Parti socialiste «comme militant de base»Quelle est l'ampleur des destructions provoquées par la Seconde Guerre mondiale à Saint-Etienne?
La ville subit un important bombardement des Alliés le 26 mai 1944. Celui-ci vise les usines qu'utilisaient les Allemands dans la région pour leur effort de guerre et les noeuds de communication ferroviaire. Comme prévu, la gare de Châteaucreux, les usines de Marais et le tunnel de Tardy sont touchés. Mais les bombes, larguées trop rapidement, atteignent aussi les quartiers du Soleil et de Tardy - notamment les écoles - ainsi que l'église Saint-François, emplie de fidèles. Au total, le bilan est lourd: un millier de morts, 1 500 blessés, 22 000 sinistrés; 800 immeubles ont été plus ou moins détruits.Que prévoit-on pour la reconstruction?Pas grand-chose. A la différence de la refonte spectaculaire du Havre, par exemple, on se contente ici de bâtir de petits immeubles, plus modernes bien sûr, mais sans réelle innovation architecturale ou urbanistique.Est-il vrai que Saint-Etienne, après guerre, traîne une réputation de «capitale des taudis»?C'est exact, et celle-ci n'est pas usurpée. En 1946, 7% seulement des logements sont jugés «confortables», et 17%, «acceptables»; 56% sont médiocres, et 20% peuvent véritablement être qualifiés de taudis: 1 logement sur 5 n'a pas d'eau à l'évier, les deux tiers ne disposent pas de WC, et 95%, de salle d'eau. Mais le problème n'a pas été créé par la guerre. Depuis la fin du XIXe siècle, Saint-Etienne a beaucoup grandi, mais très peu construit. Résultat: la ville a vieilli sur elle-même et se trouve après guerre dans une situation désastreuse, que les bombardements ont simplement aggravée.C'est alors qu'Alexandre de Fraissinette, maire élu en 1947, fixe le logement comme l'une de ses priorités.
Oui. Et ce ne sera pas un vain mot. Rendez-vous compte: on passe de 114 logements construits en 1948 à 531 en 1951, 1 085 en 1954, 1 694 en 1957 et même 2 932 en 1959! L'effort est gigantesque. Mais le changement est aussi qualitatif. A la fin des années 1940 et au début des années 1950, la France va connaître une rupture architecturale avec l'apparition des premiers grands ensembles. Saint-Etienne sera l'une des villes symboles de cette rupture.Comment cette nouvelle architecture est-elle accueillie?Très favorablement par les classes moyennes, beaucoup moins par les classes populaires.Cela paraît paradoxal, pour du logement social!
Le paradoxe n'est qu'apparent. On l'a oublié aujourd'hui, mais les premiers grands ensembles sont réservés aux familles de moins de trois enfants ayant des revenus corrects, autrement dit aux classes moyennes. Alors que, depuis la guerre, celles-ci devaient se contenter d'une ou de deux pièces mal équipées, elles se voient soudain proposer des logements spacieux, avec de la verdure, de la lumière, une salle d'eau, des WC, le chauffage central. Cela leur paraît merveilleux! Les pauvres, eux, continuent de s'entasser dans de petits appartements sans confort, quand ce ne sont pas des taudis, en particulier à Tarentaize et à Beaubrun, ou des bidonvilles, du côté de Méons, près des puits de mine et des usines sidérurgiques. Ce n'est que plus tard, à partir des années 1970, que les grands ensembles seront prioritairement réservés aux pauvres et aux familles immigrées. Mais, dans les années 1950, les grands ensembles sont encore synonymes de progrès social. Et même au-delà. On est persuadé que ce nouvel habitat va entraîner le recul de la maladie, de la délinquance, voire de la mésentente entre les époux! Il existe ainsi une «commission du bonheur ou des grands ensembles»!On croit rêver...
C'était l'ambiance de l'époque, avec ses utopies et ses excès. Pour les architectes, si l'un des repoussoirs est le taudis de centre-ville, l'autre est le petit pavillon de banlieue, symbole à leurs yeux de l'individualisme petit-bourgeois, avec ses gaspillages de terrain, son absence d'horizon et son coût pour la communauté...Quels sont les quartiers typiques de cette période, à Saint-Etienne?Le premier est constitué par le très bel ensemble de la place du Maréchal-Foch. Il s'agit d'une étape intermédiaire entre l'îlot traditionnel (des immeubles accolés, formant un pâté de maisons) et sa suppression totale. Du côté de la Grand-Rue, plusieurs immeubles constituent encore des semi-îlots. Mais, à l'ouest, deux immeubles sont déjà totalement indépendants: ils sont construits au milieu de la verdure. Et cela, c'est très nouveau. Jusqu'à présent, tous les immeubles érigés à Saint-Etienne, y compris les plus hauts, étaient accolés à d'autres édifices. Cela reste encore, cinquante ans plus tard, l'un des quartiers chics de Saint-Etienne.L'autre grande opération de l'époque, c'est Beaulieu I.Evidemment. On est, cette fois, face à un grand ensemble «pur». Le chantier commence en 1953 - il y a juste cinquante ans - et s'achève en 1955. Ce nouveau quartier de 1 264 logements est remarquablement conçu. Non seulement il respecte la topographie des lieux, mais aussi il joue avec elle: les bâtiments sont implantés soit parallèlement, soit perpendiculairement aux courbes de niveau, ce qui met en valeur la colline tout en préservant son sommet. Pour rompre l'anonymat, les entrées, les façades et les balcons sont individualisés. Les logements sont de qualité, et les espaces verts, confiés aux services de la ville, tout simplement magnifiques. Beaulieu produit d'ailleurs un effet prodigieux sur ses premiers habitants.Son implantation n'est pas non plus le fait du hasard...En effet. Compte tenu des préoccupations hygiénistes de l'époque, le conseil municipal a choisi ce site «loin des zones minières et industrielles, à l'abri des poussières et des fumées, au climat salubre». Il souligne qu'il ne sera «jamais exploité par les houillères, car son sous-sol est stérile» et qu'il est également «bien relié à Saint-Etienne par le cours Fauriel, la seule avenue large de la ville». C'est véritablement le contre-modèle du taudis. Il a d'ailleurs, lui également, remarquablement bien vieilli.Etes-vous aussi enthousiaste pour les projets qui ont suivi Beaulieu I?Hélas!... Beaulieu II-La Marandinière (1957-1959), Beaulieu III-Montchovet (1962-1964), avec la fameuse «muraille de Chine», Beaulieu IV-la Palle (1967-1970) et la Métare (1962-1974), représentant à eux tous quelque 6 000 logements, constituent - à l'exception de la Métare, qui ne comprend que des appartements en copropriété - des échecs complets. Et tragiques.Pourquoi cette différence?
Beaulieu I a bénéficié d'une accumulation de partis pris judicieux qui n'ont pas été appliqués par la suite. Outre la qualité de son architecture et de ses espaces verts, on a évité le zonage bête et méchant, qui allait s'imposer plus tard: les zones commerciales, d'un côté; les tours et les barres d'habitation, d'un deuxième; les emplois, d'un troisième. Enfin, Beaulieu I, réservé presque exclusivement aux classes moyennes, n'a pas connu le processus de dégradation que l'on constatera ailleurs, et dont la destruction de la «muraille de Chine» constituera le symbole.Qui ont été les grands aménageurs de cette époque?Parmi les politiques: le maire, Alexandre de Fraissinette (modéré), et son premier adjoint, qui lui succédera à sa mort, le radical Michel Durafour. Parmi les architectes: Edouard Hur et Henri Gouyon, concepteurs de Beaulieu I. Et, bien sûr, l'Etat, qui reste très présent. C'est lui qui, de manière générale, garde la haute main sur l'urbanisme. Beaulieu constitue une opération nationale, décidée de Paris. Cependant, ce qui est remarquable, c'est que, pour Beaulieu I, l'Etat va accepter de composer.Dans quels domaines?Le ministère de la Reconstruction souhaitait, ici comme ailleurs, que l'opération fût entièrement industrialisée. Autrement dit, que l'on adaptât au bâtiment les méthodes de l'automobile. Les constructions devaient se faire en préfabriqué, et l'on devait se contenter de les monter sur place. Mais, à Saint-Etienne, les architectes, soutenus par le maire, s'opposent à cette directive. Parce qu'ils sont expérimentés, et reconnus, ils vont obtenir gain de cause. Et heureusement.Y a-t-il eu des projets, conçus à cette époque, qui n'ont pas vu le jour? A la fin des années 1950, l'Etat fait appel à de grands architectes pour remodeler les villes. A Saint-Etienne, c'est Dufau, distingué par le prix de Rome, qui est choisi. Il présente un projet radical: raser les 70 îlots qui se trouvent à l'est de la Grand-Rue, entre la place du Peuple et Bellevue, et les remplacer par autant de tours et de barres! Son projet, finalement, ne sera appliqué qu'en partie. Au sud, jusqu'à Bellevue, presque tout est démoli, beaucoup de tours et de barres sont construites. Au nord, les démolitions sont également presque systématiques, mais, cette fois, les nouveaux immeubles reproduisent la forme traditionnelle de l'îlot. On détruit également une partie du quartier derrière la grande poste, ainsi que l'ancienne caserne de Tréfilerie et la prison de Bizillon. Le futur Centre-Deux...
C'est cela. Au départ, l'opération se nomme «prison-Tréfilerie», mais les promoteurs, qui ont le sens du commerce, préfèrent la rebaptiser. Ce quartier est conçu comme un centre d'affaires à l'américaine, type la Défense, à Paris, ou la Part-Dieu, à Lyon. On explique aux élus que, s'ils veulent que Saint-Etienne devienne une grande ville, ils doivent la doter d'un centre d'affaires, avec des immeubles atteignant 100 ou 150 mètres de hauteur, comme aux Etats-Unis! Le projet est lancé (en 1969), mais il sera peu à peu amendé, pour tenir compte de la réalité économique, de la montée des oppositions et de l'évolution des mentalités.
Comment l'économie stéphanoise se porte-t-elle alors?
La ville croit encore à l'avenir de la mine et des industries traditionnelles. Cela se comprend: le plan Monnet pour la relance de l'économie française s'appuie sur l'énergie, les transports, les industries lourdes... Bref, tous les points forts de Saint-Etienne, mais ce sera un cadeau empoisonné, car, bercée par cette illusion, la cité s'endort. Quand elle se décidera à moderniser ses structures industrielles, ce sera toujours avec quelques années de retard. Au fond, c'est dans les années 1950 que l'on commet les erreurs qui conduiront, plus tard, au démantèlement des industries locales.
Le secteur tertiaire a-t-il déjà commencé son essor?
Pas encore. Dans les années 1950, Saint-Etienne reste une ville très fortement industrielle. La tertiarisation, avec l'enseignement supérieur, la transformation de l'hôpital en centre hospitalier régional et universitaire et l'essor de Casino, avec les supermarchés et les hypermarchés, ne commencera véritablement que dans les années 1960.
Culturellement, la ville est aussi très active...
Elle est même, à ce moment-là, l'un des hauts lieux de la création culturelle en France, notamment dans les domaines théâtral et artistique. Maurice Allemand fait du musée de Saint-Etienne l'un des plus grands musées d'art moderne en France. Et Jean Dasté propose au public le théâtre moderne. Ce bouillonnement est dû, notamment, à Alexandre de Fraissinette. Comme, après lui, Michel Durafour, il est persuadé que l'avenir de la cité est dans la modernité. Il considère donc qu'elle doit être déclinée dans tous ses aspects: économique, urbanistique et culturel.
La population comprend-elle cette volonté?
Oui et non. Dans les années 1950, il existe un certain consensus, car tout le monde partage la vision d'un avenir meilleur. Mais, en réalité, Fraissinette, et surtout Durafour, sont très décalés. Dans leur obsession d'une ville «blanche», ils refusent en bloc le passé, dont on a heureusement découvert depuis lors les richesses. Ils rêvent d'une ville qui n'existe pas, peuplée d'habitants qui ne ressemblent pas aux Stéphanois réels... C'est d'ailleurs ce qui, plus tard, provoquera la chute de Michel Durafour.Le chantier de l'autoroute de Saint Etienne 01 nov. 1965, la video içi www.ina.fr/video/LXC9610041788 - ST-Etienne,Montchovet (Beaulieu III) "la Muraille de Chine" construction 1962-1964, architecte HUR/FARRAT/GOUYON.
Rappelez vous...Aout 1983, François Mitterand, se déplace incognito à la Muraille de Chine à Saint-Etienne. Quelques mois plus tard, la grande réhabilitation de cette barre d’habitation sera lancée.
& le 24 octobre 1987 : visite officielle à Saint-Etienne. Il retourne à La Muraille de Chine pour constater les travaux. Le même jour il se rendra à Saint-Chamond et Roanne.
« En 1983, le président s’est rendu à Montchovet à l’improviste »
François Mitterrand est venu une première à Montchovet en 1983 incognito. Pourquoi une telle démarche ?
C’est l’architecte Roland Castro qui a convaincu le président d’aller dans des quartiers populaires. Son but était de lui montrer où vivaient les gens à cette époque et qu’il fallait entreprendre un programme de rénovation.
François Mitterrand m’a appelé et m’a dit d’organiser trois ou quatre » descentes » sur le terrain mais le président ne voulait ni policiers, ni gendarmes. Il m’a simplement demandé d’avertir, par correction, le préfet une fois arrivé. C’était d’ailleurs le meilleur gage de sécurité car lorsque vous n’êtes pas attendu, il n’y a pas de risques. Nous sommes donc allés à Saint-Etienne à Montchovet, aux Minguettes à Lyon, dans le 93.. et, à chaque fois, à l’improviste
> Quelle a été la réaction des habitants ?
Ils étaient très étonnés de croiser le président de la République dans leur cage d’escaliers ! Partout, nous avons reçu un accueil très chaleureux.
Nous étions quatre : le président, Roland Castro, un policier et moi-même. Je me souviens qu’aux Minguettes, le président a été invité par une famille pour boire le thé. Les habitants étaient très heureux que le président s’intéresse à eux.
> Comment François Mitterrand a-t-il réagi en voyant la vie de ses quartiers ?Il était fasciné. Je n’irais pas jusqu’à dire que c’était, pour lui, une découverte mais il était un rural et le fait de se confronter à la vie de ces gens qui vivaient dans de grandes barres fut enrichissant.> Ces visites impromptues ont-elles été suivies d’effets ?Oui car la mission Banlieues 89 est née de ces visites de terrain. Ce fut d’ailleurs la naissance de la politique de la ville.> En 1987, cette fois, la visite fut officielle - Proposer de nouveaux logements dans une démarche environnementale forte. Dans la poursuite des opérations engagées depuis 2001 (démolition de la Muraille de Chine en 2000, implantation du CHPL, de l ’AIMV en 2005), une qualité résidentielle s'affirme progressivement au sein des quartiers Sud-Est, grâce à une nouvelle offre d'habitat variée (en forme comme en type de produits). Le dynamisme du quartier s'appuie sur l'accueil et le développement de services, d'activités économiques et d'équipements d'agglomération (centre nautique, Nouveau Théâtre de Beaulieu...) et de proximité (salles de sport, travaux dans les écoles). Les atouts paysagers du site sont pleinement exploités dans une démarche environnementale forte. L'aménagement des espaces libres et la requalification des axes structurants et de desserte renforcent les liaisons internes aux quartiers et les ouvrent sur l'ensemble de la ville. Beaulieu, un patrimoine de qualité, valorisé et adapté à ses occupants
40 logement ont été adaptés au vieillissement de leur occupants (bacs à douche, volets électriques, aménagement des ascenseurs, …). L'amélioration des espaces extérieurs, résidentiels ou publics (rue K.Marx, square Renoir, allée Clémenceau) viendra rendre plus conviviaux ces lieux de vie partagés. Petite Marandinière : une cité jardin qui se rénove en gardant son caractère Sur la Petite Marandinière, 320 logements de Métropole Habitat ont été rénovés. Les bâtiments ont été transformés pour arriver à 32 logements, avec création de T3, T4, et T5 en tenant compte de la rénovation thermique et du confort des logements. 54 logements ont été construits, répartis en 6 bâtiments à l'architecture contemporaine et fonctionnelle (surfaces généreuses, double ou triple orientation, terrasse ou loggia). En parallèle, les espaces publics ont été réaménagés dans une démarche environnementale durable et innovante : résidentialisation et embellissement des espaces extérieurs, traitement paysager d'ensemble, requalification des voiries et des circulations douces adaptées aux usages, gestion optimisée du stationnement et des eaux pluviales...Une nouvelle mixité pour le quartier : les maisons de ville "Jardins Sembat" 22 maisons de ville (du T3 au T5) ont été construites à l’angle de la rue Marcel Sembat et du boulevard de Fraissinette. Conçu et développé par l'équipe XXL-Civita-Spirit, ce projet se caractérise par la qualité de la construction (matériaux durables, aménagement soigné des espaces extérieurs…) et par la mise en valeur paysagère du site, ouvert sur les collines du Pilat. 3 types de maisons ont été proposées en location libre : maisons jumelées le long du boulevard de Fraissinette, maisons en pente en fond de parcelle adossée au talus, maisons patio au cœur de l’îlot. Un nouveau centre nautique sur le secteur Loti Souhaité par les habitants, exemplaire d’une démarche participative de coproduction, le centre nautique Yves Naime a été ouvert à l'été 2013, en remplacement de l'ancienne piscine de la Marandinière. Ce centre nautique comprend un bassin sportif (25m, 6 lignes d'eau), un bassin destiné aux activités ludiques (bains bouillonnants, aquagym...), une pataugoire et des plages extérieures.Grande Marandinière : un secteur d'habitat en développement . Après la démolition de la barre Sisley et celle en cours de la barre Féguide, c'est un nouveau quartier qui se dessine sur ce secteur. La reconfiguration de la rue Sisley en voie de promenade avec des vues en belvédère et l'aménagement d'une « coulée verte » ont profondément modifié le paysage urbain du secteur. Ce nouvel environnement a permis à Métropole Habitat de réaliser un programme immobilier de 27 logements locatifs. Dans ce bâtiment collectif moderne et fonctionnel, chaque logement comporte un espace extérieur privatif, balcon ou terrasse. Au rez-de-chaussée, des locaux d'activités (centre social espace-loisirs) ou de services sont déployés le long de la nouvelle rue Sisley. La Palle : des résidentialisations de qualité
La résidentialisation des immeubles du boulevard de la Palle apporte aux habitants de nouvelles terrasses privatives en rez-de-chaussée, des espaces en cœur d’îlots plus agréables, et de nouveaux parcours piétonniers avec aires de jeux. Elle s’accompagne de la réhabilitation des immeubles (réfection des façades, changement des garde-corps…). Des opérations de résidentialisation ont été menées immeuble par immeuble de 2006 à 2009. Elles permettent de définir les limites entre les parties publiques ouvertes à tous, et les parties privées. Des petits jardins privatifs sont ainsi aménagés pour chaque logement de rez-de-chaussée.
Le Pont Aven : du logement social à haute performance environnementale
Développé par Métropole Habitat, le Pont-Aven est un exemple en matière de construction écologique. Il accueille 20 logements sociaux du T2 au T5. L’ensemble de la conception du bâtiment intègre des critères environnementaux : parois extérieures en brique mono-mur, eau chaude solaire, chauffage collectif au gaz naturel, ventilation intérieure à double flux pour une meilleure circulation de l’air, équipements électriques et sanitaires économes en énergie. La toiture végétalisée permet quant à elle une meilleure conservation de la fraîcheur en été, les auvents du toit protègent les fenêtres du soleil et les eaux de pluie seront récupérées pour arroser les espaces extérieurs…Résultat : une diminution des rejets en CO2 et une baisse significative des charges de chauffage pour les locataires.
Favoriser l'accessibilité et les relations inter-quartiers Le réaménagement du boulevard de la Palle a favorisé une meilleure desserte du quartier en transports en commun. Une station de taxis, des pistes cyclables et des pelouses ont été aménagées le long du boulevard, sécurisant ainsi la traversée piétonne entre les terrasses Roinat et le centre hospitalier. A l'intérieur du quartier, la trame piétonnière a été développée dans le principe d'une continuité paysagère entre les différents secteurs. Initiée avec l’aménagement des terrasses Roinat, une coulée verte, nouveau poumon vert du quartier, facilitant la circulation des piétons et des cyclistes, relie désormais le boulevard de la Palle, et plus loin le bois d'Avaize, au Parc de l'Europe. - Après la seconde guerre mondiale, un immense chantier s'ouvre en France dans le but de loger massivement une population démunie, les réalisations des HLM en France et la lutte contre l'habitat indigne insalubre , le film parle de St-Etienne entre autre avec les Cités du soleil 1958 de Jean-Claude Sée : www.dailymotion.com/video/xgj74q .
Jusqu'au milieu des années 1970, cette période dite des « Trente Glorieuses l'après guerre et montre la plupart des grandes réalisations de 1945 à 1960. A travers les exemples de la région parisienne et de quelques grandes villes françaises sont posé les problèmes de la diversité architecturale, de l'esthétique et de l'harmonie entre le passé et l'avenir. Les images montrent les grands ensembles de Beaulieu, la Marandiniére, à Saint-Etienne, la cité le Haut du Lièvre à Nancy, des cités à Sarcelles, Asnières, Bron-Parilly, Epinay, Pantin, Bobigny, la cité radieuse de Le Corbusier à Marseille, le front de mer à Royan, la video de l'Année 1962, une réalisation de Philippe Brunet içi www.dailymotion.com/video/xgj2zz » fut le terrain de nombreuses expérimentations architecturales et urbanistiques, fondées notamment sur les idées émises plus tôt dans le siècle par le Mouvement moderne.
Aujourd'hui, ces ensembles bâtis sont au cœur d'une autre actualité, liée à leur adaptation à l'évolution des modes de vie de notre société contemporaine. Cette question qui se posa dès la fin des années 1970 apparaît sous un jour nouveau, avec les premières démolitions dans les années 1980 et, plus récemment, le vaste programme de réhabilitation mis en place dans le cadre de la loi Solidarité et Renouvellement Urbain.
Après Les Grands Ensembles. Une histoire qui continue…, ce nouvel ouvrage, fruit de la collaboration entre l'École Nationale Supérieure d'Architecture de Saint-Étienne et l'Université Jean Monnet, apporte un éclairage nouveau sur cet héritage bâti, mettant au jour simultanément la question de son vécu et celle des acteurs engagés dans son édification. En réunissant quinze auteurs spécialistes de ce domaine, il s'agit de regrouper autant de points de vue, pour comprendre la diversité et la complexité des enjeux liés à la postérité de ce bâti. - « Petite enquête sur Beaulieu – Le Rond-Point », La Tribune du centre et du sud-est, 13 octobre 1955 et « Le chantier de Beaulieu – Le Rond-Point (1ère tranche) sera terminé le 30 juin 1956 très exactement »,La Tribune du centre & du sud-est, 26 juin 1956 -
«St-Etienne, la place des grands ensembles dans l’histoire de l’habitat social français »
Saint-Étienne/Beaulieu, au sud-est de l’agglomération, sur le versant sud de la colline de Beaulieu, en forte pente et d’aspect semi-rural, la cité de Beaulieu est mise à l’étude dès 1950. Elle débute en 1953 et comprend 1 221 logements, un groupe scolaire et 35 boutiques. Des parrains prestigieux et l’élite de l’architecture sté- phanoise sont mobilisés pour ce premier grand ensemble local.
Tantôt les bâtiments suivent le dessin de la courbe de niveau 600, devenue rue Le Corbusier, tantôt ils s’installent perpendi-culairement à la pente, reliés à la rue par des passerelles ou de grands escaliers. A l’implantation exemplaire des bâtiments répond une maîtrise raffinée du végétal d’accompagnement, décliné selon les modes habituels aux squares urbains, avec une virtuosité étonnante dus aux talents de l’ingénieur des Services techniques de la ville, Jean Marc, associé à l’équipe de concep-tion dès l’origine de l’opération.
Le vocabulaire de l’art des jardins s’adapte au grand ensemble : les espaces sont découpés à partir des courbes de niveau et des allées, et caractérisés par un système de haies et de contre-haies (haies étagées doubles ou triples) constituées de troènes com-muns ou dorés, prunus, berbéris et buffets de laurier, et sont plantés d arbres rythmés et colorés (érables négundo et acacias), ou parfois fastigiés (la gamme d’arbres est d’ailleurs peu riche), selon un dessin géométrique et des alternances de couleurs. Ces espaces verts ne sont réalisés qu’à partir de 1964, après avoir été longtemps laissés en prairies fauchées. Cet état de fait, dû au départ à l’étirement des financements des projets d’espaces exté-rieurs, s’inscrivait aussi dans la logique de conception de notre ingénieur, qui pensait « qu’il était nécessaire de laisser vivre un groupe d’habitations avant de planter » – afin de reprendre notamment les chemins tracés par l’usage.
Cette réalisation révèle le décalage entre les réflexions et les savoir-faire architecturaux et paysagers et exprime quelques traits caractéristiques de la pratique paysagiste. Le festonnage des haies qui jalonne les espaces extérieurs rejoint celui des collines boca- gères surplombant les bâtiments. Il rappelle le site environnant et inspirera plus tard l’AUA et Alexandre Chemetoff pour la réhabilitation du quartier de Montreynaud.
Relevons que, sans l’action concertée des services de la ville et de l’office d’HLM, qui finança entièrement la réalisation des espaces verts, rien n’aurait été fait à cette époque, compte tenu du désintérêt pour cet aspect du projet des principaux responsables du chantier. « D’ailleurs, à cette époque, les architectes ne jouaient pas au paysagiste… », queleques superbes videos du Ministere de la Cohésion et des Territoires içi : .Naissance d'une banlieue mort d'un village 2000 www.dailymotion.com/video/x1a98iz
Réalisateur : Sidney Jézéquel Production : Les Films Roger Leenhardt Sujet : la commune de Goussainville (95) --------
Quatre murs et un toit 1953 www.dailymotion.com/video/xk6xui Scenario et réalisation Pierre Jallaud MRU (ministère de la reconstruction et de l'urbanisme) ----------------Le Bonheur est dans le béton www.dailymotion.com/video/x413amo - 2015 Documentaire réalisé par Lorenz Findeisen produit par Les Films du Tambour de Soie ---------------------Beaulieu par son constructeur la Cimaise :" Entre les années 50 et 60, et suite à la seconde guerre mondiale, la municipalité stéphanoise a vu sa population passée d’un peu moins de 180 000 habitants en 1950 à plus de 200 000 habitants dix ans plus tard en 1960. Cette forte augmentation de la population pouvait s’expliquer par le fort taux de natalité de cette époque (baby-boom), mais aussi par l’afflux de travailleurs de la classe ouvrière venus dans la grande cité stéphanoise pour trouver un travail. De ce fait, la construction d’un logement sain pour chaque ouvrier était devenue une priorité absolue pour les élus qui considéraient à raison que cela était une condition vitale dans le cadre de ce grand développement. Pour ce faire, la ville a lancé dans les années 50 une vaste opération de construction de barres d’habitation dans la zone de Beaulieu, destinée à fournir un logement à une population grandissante.--- Bâtir mieux plus vite et moins cher 1975 l'industrialisation du bâtiment et ses innovations : la préfabrication en usine, le coffrage glissant... www.dailymotion.com/video/xyjudq ----
SAINT-ETIENNE BEAULIEU une barre d’habitation innovante
A l’époque, avec une majorité d’architectes, les appartements modernes construits possédaient des cloisons lourdes empêchant toute modification interne ainsi que des espaces de renvoi sombres et non ventilés ressemblant à des alcôves.
Mais à l’inverse, pour certains architectes précurseurs de la région à l’image d’Yves et Henri Gouyon, la modernité reflétait le gout de la clarté, de l’air, et du soleil, avec de larges horizons. Ainsi, ces derniers donnaient la priorité non pas aux façades qu’ils considéraient comme de simples élévations du plan, mais aux cellules d’habitations et à leur orientation. Dans cette optique, le bâtiment proposé par Henri Gouyon, qui était donc un partisan de l’espace ouvert moderne, supprimait les circulations et profitait de ce gain de place pour aménager de nouveaux espaces de vie communes. De plus, dans ces cellules d’habitations, les architectes ont tirés profit au maximum de la double orientation des appartements (ces derniers étaient traversant) avec par exemple l’accolement de balcons. Conception et réalisation d’un quartier entier. Pour le projet de Beaulieu, l’on confia la conception ainsi que la réalisation des interventions aux agences Henri et Yves Gouyon puis Yves Gouyon et associés. Ainsi, dés le milieu des années 50, des études concernant Beaulieu II – La Marandinière furent conduites, suivis de la construction du bâtiment entre 1957 et 1959. S’en suivit Beaulieu III – Montchovet entre 1962 et 1964, surnommé la « Muraille de Chine la plus grande barre d'Europe avec 540 appartements à sa livraison mi 1964, les chantiers de l'OPAC devenu Métropole-Habitat, www.ina.fr/video/LY00001263522 », qui comprenait entre autres, une barre de type HLM haute de 10 à 17 mètres et longue de 270 mètres, avec 560 logements. Suites à ces constructions, l’urbanisation des vallées et collines du sud-est de Saint-Etienne continua jusque dans les années 70 avec les séries de la Métare I, II, et III. Au total, ce sont plus de 8 000 logements, pour l’essentiel de type HLM, qui ont été construits durant cette période. Ces constructions ont également contribué à la création du parc de l’Europe et d’un boulevard circulaire qui servait de jonction entre les différents édifices et le centre-ville de la cité stéphanoise.
Un projet pharaonique
Le centre commercial fut un projet d’une dimension sans précédent pour la ville, plus grand centre commercial intra-urbain de la région Loire-Auvergne, avec 100 magasins, 1500 places de stationnement, 90 000 m² de surface, et sur 3 niveaux (4 niveaux avec la terrasse). Le 2 octobre 1979, CENTRE DEUX ouvre ses portes pour la première fois, et constitue une renaissance et un véritable tournant pour la ville. L’avis de l’architecte
De toutes les constructions de cette époque, Beaulieu est un des ensembles construits qui se porte le mieux si l’on en croit les nombreuses enquêtes menées auprès de la population de ces logements, dont certains l’occupe pratiquement depuis le début. Les arbres atteignent désormais le haut des immeubles, et la rue Le Corbusier adjacente a pris les allures « d’une banlieue des années 30 » avec un niveau d’urbanisme parfaitement acceptable. En conclusion, on peut parler pour cette construction d’un véritable savoir faire architectural et en quelques sortes d’art urbain. Ce projet a été récompensé par un prix d’urbanisme, mettant en valeur le travail en amont du projet. www.cimaise-architectes.com/realisations/divers/construct... cité HLM labellisée Patrimoine du XXeme siecle -"Il faut bien le dire, avant même d’être livré, Beaulieu est l' un des grands-ensembles, parmis 6 autres qui fasçinait en 1954..En effet c'etait le début de la longue & grande histoire des chantiers de l'Office Public de l'Aménagement et de la Construction* içi, ou à Montreynaud, Solaure, Monthieu etc
( l'OPAC l'office public de logements sociaux, devenu plus tard Métropole-Habitat, est la plus importante au niveau National, c'est la plus grosse boite d'HLM). Bref, les habituels promeneurs du coin genre les "Bois du Four (la Metare, le nom ançien, qui par ailleurs appartenait a Mme de Métarie une veuve riche qui légua son domaine soit "la Métare" à la ville, pour un Franc symbolique à l'epoque et aux CHU anciennement les HCL Hospiçes Civils de la Ville comme à Lyon... (on notera qu il y a des tas de logements en centre ville propriété du CHU)..se rendant le dimanche
dans le Pilat ou à Rochetaillée et sur les collines* alentours (on en a 7 comme a Rome) font un léger détour par le chantier. Ils constatent alors de visu cet avancement des travaux que la presse qualifie de « belle prouesse ». Le rythme est en effet rapide : « un étage par semaine » pour certaines barres, comme le raconte un témoin. Les « grandes maisons », soient les immeubles de hauteur et nombre de logements importants (IGH), étant alors encore rares dans la
ville, les Stéphanois n’y sont pas habitués@ les H.L.M. Beaulieu est la 1ere cité Stéphanoise de toutes,. Les barres de dix-sept et quatorze niveaux gises respectivement rues Gomy Herriot et de Vlaminck, ainsi que la tour de 22 niveaux au 33 rue Le-Corbusier,surprennent donc encore pire pour la plus grande barre d'Europe qui arrvera 7 ans plus tard, la Muraille qui mettront certains certaines à la renverse , le gigantisme à l'état brut, du lourd.... La référence qui vient à l’esprit de beaucoup ajoute à la fascination : l’Amérique. « C’est New-York ! c'est tres joile, tres vert... », se rappelle avoir pensé un habitant de la première harre...Mais plus que les immeubles, ce sont surtout les logements qui emportent l’adhésion des « heureux locataires », comme aime à les appeler la presse tout court. La satisfaction procurée aux habitants par l’hygiène et le confort des logements des Grands-Ensembles soit les quartiers NEUF est une information connue, les études de sciences humaines sur le sujet abondent. Aussi, pour le cas de Beaulieu devenu un cas d'Ecole idem pour Montchovet (Beaulieu3) et les transformations de la Marandiniere (Beaulieu2)...Les entretiens réalisés avec des locataires n’apportent pas sur ce point-ci d’éléments nouveaux :les premiers motifs de satisfaction invoqués sont, comme pour bien d’autres Grands-Ensembles Français,
l’eau courante, le chauffage central dont sont pourvus les immeubles les plus hauts, les WC intérieurs et salles de bain, l’ensoleillement et la luminosité permis par l’orientation, la hauteur et la disposition des immeubles, les placards et les tout aussi pratiques balcons à parois séchoirs permettant de faire sécher le linge, hiver compris. Entretien avec François Tomas, géographe, spécialiste de l'aménagement urbain, et enseignant à l'université et à l'école d'architecture de Saint-Etienne. Il est notamment l'auteur des Grands Ensembles, une histoire qui continue (Publications de l'université de Saint-Etienne, 2003). Cet intellectuel a également mis la main à la pâte. Entre 1977 et 1983, il fut adjoint à l'urbanisme du maire communiste de l'époque, Joseph Sanguedolce. Engagé au PC de 1974 à 1985, il a, depuis, rejoint le Parti socialiste «comme militant de base»
L"apres guerre...Que prévoit-on pour la reconstruction? Pas grand-chose. A la différence de la refonte spectaculaire du Havre, par exemple, on se contente ici de bâtir de petits immeubles, plus modernes bien sûr, mais sans réelle innovation architecturale ou urbanistique.Est-il vrai que Saint-Etienne, après guerre, traîne une réputation de «capitale des taudis»?C'est exact, et celle-ci n'est pas usurpée. En 1946, 7% seulement des logements sont jugés «confortables», et 17%, «acceptables»; 56% sont médiocres, et 20% peuvent véritablement être qualifiés de taudis: 1 logement sur 5 n'a pas d'eau à l'évier, les deux tiers ne disposent pas de WC, et 95%, de salle d'eau. Mais le problème n'a pas été créé par la guerre. Depuis la fin du XIXe siècle, Saint-Etienne a beaucoup grandi, mais très peu construit. Résultat: la ville a vieilli sur elle-même et se trouve après guerre dans une situation désastreuse, que les bombardements ont simplement aggravée. C'est alors qu'Alexandre de Fraissinette, maire élu en 1947, fixe le logement comme l'une de ses priorités.Oui. Et ce ne sera pas un vain mot. Rendez-vous compte: on
Museo Nacional de las Intervenciones
Construcción Siglo XVI
Ex Convento de Nuestra Señora de los Ángeles de Churubusco
Inauguración como museo13 de septiembre de 1981
Información visitantes
Metro General Anaya (Línea 2)
El Museo Nacional de las Intervenciones se encuentra en el ex Convento de Nuestra Señora de los Ángeles de Churubusco edificio que cuenta con una antigüedad de más de trescientos años.
El museo es administrado por el Instituto Nacional de Antropología e Historia y la temática del mismo es la historia de las intervenciones extranjeras en México, desde que éste se convirtió en un país independiente al firmar su Acta de Independencia el 21 de septiembre de 1821.
Invasiones militares realizadas por España, Francia y los Estados Unidos de América durante los siglos XIX y XX.
Se define el concepto de intervención como "el acto mediante el cual un Estado intenta negar o lesionar la soberanía nacional de otro Estado independiente". Los métodos por los cuales se ejerce o ejecuta una intervención son sumamente variados, ya que pueden ir desde sutiles artimañas diplomáticas, hasta el empleo de la fuerza armada. Pero siempre implican una actitud de exigencia física o moral del Estado interventor sobre el intervenido que tiene por objetivo obligar a este último a adoptar medidas, compromisos o actitudes contrarios a su voluntad.
La zona donde se encuentra el museo está ubicada en lo que fuera el señorío de Huitzilopochco, lugar desde donde se abasteció agua dulce a la ciudad de México-Tenochtitlan por medio de un acueducto que mandó construir en 1499 el huey tlatoani Ahuitzotl. Una vez terminada la Conquista de Tenochtitlan, el nombre de la zona fue castellanizado bajo la denominación de Churubusco y perteneció, bajo el régimen de encomienda, al conquistador español Bernardino Vázquez de Tapia.
El inmueble comenzó a construirse en el siglo XVI para albergar al Convento de Nuestra Señora de los Ángeles de Churubusco en donde habitaron religiosos de la orden dieguina, la cual era una rama de la orden de los franciscanos. La arquitectura aún conserva definidas las áreas de cocina, refectorio, antesacristía, portal de peregrinos, baño, claustros, capillas, celdas, y una huerta. Sin ser el tema principal del museo, se puede admirar arte sacro de los siglos XVII a XIX.
Durante la Intervención norteamerica de 1846 a 1848, el 20 de agosto de 1847, el sitio fue escenario de la Batalla de Churubusco. En la defensa del lugar, se confronatron los batallones Independencia, Bravos, Guerrero, Chilpancingo, y Tlapa ayudados por el Batallón de San Patricio sumando un total de mil trescientos efectivos, sin embargo las fuerzas estadounidenses alcanzaban la cifra de seis mil efectivos. El general Pedro María Anaya quien comandó la defensa tuvo que rendirse cuando las municiones se agotaron, entregó el sitio al general David E. Twiggs. En 1869 el presidente Benito Juárez declaró el lugar como monumento nacional en honor a los caídos en la histórica batalla.
De 1876 a 1914 el edificio sirvió como un hospital militar. Durante la década de 1920, funcionó como una escuela de pintura; a finales de la misma década y hasta 1960 el lugar fue un museo dedicado a las propias actividades conventuales que tuvieron lugar en el inmueble así como a la historia del transporte en México. Finalmente el 13 de septiembre de 1981 — fecha en que se conmemora a los Niños Héroes — mediante un decreto presidencial el recinto fue dedicado a las intervenciones extanjeras que han existido a través de la historia de México.
Salas
El museo cuenta con diez salas que abarcan las distintas invasiones a México:
Sala de introducción
Esta sala muestra la situación geográfica de los territorios a finales del siglo XVIII y principios del XIX. De forma breve se presenta el origen de la política de expansionismo de Estados Unidos, la cual se fundamentó en la ideología de Thomas Jefferson quién compró el territorio de La Luisiana. Debido a la imprecisión de las fronteras de la Nueva España y a la poca colonización en la parte septentrional de la misma, las ambiciones de Jefferson incluían las provincias de Texas, Nuevo Santander, Nuevo México, Coahuila y partes de Nueva Vizcaya y Sonora. Poco más tarde el presidente James Monroe obtuvo la compra de La Florida y dictó la conocida Doctrina Monroe, la cual fue base del Destino Manifiesto de los Estados Unidos.
Sala de independencia
Tras las abdicaciones de Bayona y del despojo del trono de Fernando VII de España debido a la Invasión francesa a España, el 15 de septiembre de 1810 comenzó en Dolores una revolución que fue abanderada por Miguel Hidalgo. Esta lucha se convirtió en la guerra de Independencia de México que a través de once años siguieron José María Morelos, Francisco Xavier Mina, Vicente Guerrero y los insurgentes. En 1821 Nueva España logró su autonomía de la corona española y como nuevo estado pasó a ser el Primer Imperio Mexicano. Pero la ideología monárquica de Agustín de Iturbide no prosperó y el nuevo país se transformó en una república gobernada por el general Guadalupe Victoria. Entre los personajes que defendieron los principios republicanos destacó fray Servando Teresa de Mier.
Sala de intervención española de 1829
Cuando Fernando VII recuperó su trono, se negó a aceptar la Independencia de México. En San Juan de Ulúa un reducto de tropas españolas se mantuvo en el fuerte y fue hasta 1825 cuando la armada mexicana logró derrotarlos. En 1827 una conspiración encabezada por el fraile dieguino Joaquín Arenas fue descubierta, el congreso formuló una ley para expulsar a los residentes españoles. En 1829 la expedición de Isidro Barradas fue el último de los intentos de reconquista en México, los expedicionarios penetraron por Veracruz, logrando avanzar hasta Tampico y Altamira. El 11 de septiembre de 1829 las tropas españolas capitularon ante las fuerzas comandadas por Antonio López de Santa Anna, pero el gobierno español reconoció la Independencia de México hasta 1836.
La sala muestra también el imperialismo oficioso que llevaron a cabo los embajadores estadounidenses en México. Tras la negativa del gobierno mexicano de vender el territorio de Texas a los Estados Unidos, el ministro plenipotenciario Joel R. Poinsett promovió el divisionismo entre los políticos mexicanos. Éstos seguían dos vertientes el centralismo (logia escocesa) y el federalismo (logia de York), pero las actividades injerencistas del ministro fueron criticadas y lo conllevaron a su expulsión de México. Su sucesor Anthony Butler realizó nuevas ofertas para la compra de la provincia de Texas, ante las reiteradas negativas, la estrategia del nuevo ministro fue promover que los colonos estadounidenses que habitaban el territorio realizaran mítines y levantamientos armados en favor de la Independencia de Texas. Adicionalmente, Butler promovió que los ciudadanos estadounidenses que radicaban en territorios mexicanos interpusieran demandas económicas por los daños sufridos a causa de los propios levantamientos. La guerra se desencadenó y la provincia se convirtió en la República de Texas, la cual fue "independiente" por un período de nueve años hasta que se anexó a los Estados Unidos. Pawhatan Ellis, sucesor de Bulter, presionó para el cobro de las indemnizaciones. La política de intervencionismo provocó la ruptura diplomática entre ambas naciones, solo un arbitraje internacional evitó la guerra. El monto reclamado era de dos millones de pesos, los cuales no lograron pagarse y la deuda fue una excusa para que ocho años más tarde el presidente James K. Polk justificara su declaración de guerra.
Sala de intervención francesa o Guerra de los pasteles de 1838 a 1839
México había firmado tratados comerciales con Inglaterra, Estados Unidos y otros países europeos en 1825. Por su parte, el gobierno francés se negó a reconocer México como un nuevo país independiente hasta 1830, pues la dinastía de los Borbones gobernaba las naciones de Francia y España, y esta última no había reconocido la independencia de sus colonias. Pero con la Revolución de julio, Luis Felipe I ocupó el trono, libre de todo compromiso con Fernando VII de España, firmó dos acuerdos comerciales con el gobierno mexicano.
México tenía la experiencia de las desventajas que implicaba el libre comercio con las potencias industrializadas, por lo cual el congreso desaprobó la firma de uno de los tratados. Éste permitía a los residentes franceses el comercio a menudeo en territorio mexicano. Por otra parte, en México existían constantes enfrentamientos entre federalistas y centralistas, y las luchas armadas provocaban una inestabilidad e inseguridad social a la población civil. El ministro francés Antonie Deffaudis, quien pretendía a toda costa la firma del tratado, aprovechó la disyuntiva y recabó firmas entre todos los comerciantes franceses afectados por la soldadesca para exigir indemnizaciones al gobierno mexicano por daños a sus establecimientos, entre ellos se encontraba un pastelero. Además de las indemnizaciones, el ministro exigió la firma del anhelado tratado.
El gobierno francés atendió con alarma los informes de su ministro, presentándose como defensor de los derechos internacionales y con la excusa de ser necesario dar "una lección de civilización" a las naciones americanas, envió a su armada para bloquear los puertos mexicanos, realizando así la Primera Intervención Francesa en México. Tras el bloqueo naval, el gobierno de Anastasio Bustamante rechazó la coacción de los franceses y declaró formalmente la guerra a Francia. En Europa, las acciones de Luis Felipe I fueron criticadas, pues se había cerrado el segundo comercio más grande de América. En 1839, Richard Pakenham, ministro británico arribó a Veracruz con la consigna de negociar la paz entre ambas naciones. El 9 de enero de 1839 se firmó en el puerto el tratado de paz, la reclamación de indemnizaciones quedo vigente y fue la excusa para una segunda intervención.
[editar] Sala de la intervención norteamericana de 1846 a 1848
Cuando la anexión de Texas a los Estados Unidos se concretó, el ministro mexicano en Washington dio por terminada su misión diplomática, y las relaciones entre ambos países se rompieron. El general Zachary Taylor estableció un campamento en Brownsville, al norte del río Bravo, lugar que pertenecía al estado de Tamaulipas. Esta situación provocó una escaramuza entre soldados mexicanos y estadounidenses. El presidente James K. Polk declaró la guerra a México el 13 de mayo de 1846, el gobierno mexicano respondió de igual manera el 7 de julio del mismo año, de esta manera comenzó la primera Intervención estadounidense en México.
Entre julio y agosto las tropas estadounidenses al mando del general Stephen W. Kearny incursionaron desde Oregón hacia San Francisco, Monterrey (California), y ocuparon Los Ángeles el 13 de agosto, la campaña se extendió hasta Santa Fe (Nuevo México). Se realizaron expediciones marítimas para tomar las plazas de San José del Cabo, La Paz, Mulegé, Guaymas, Mazatlán y San Blas.
El general Taylor emprendió la campaña por oriente y tomó la ciudad de Monterrey en septiembre de 1846. En febrero de 1847 los beligerantes se enfrentaron en la Batalla de la Angostura. Desde San Antonio los estadounidenses atacaron Parras y desde El Paso avanzaron por el estado de Chihuahua hasta Jiménez.
El general Winfield Scott arribó el 9 de marzo en Veracruz con una fuerza de trece mil efectivos. Tras un constante bombardeo el 27 de marzo los defensores capitularon. La ofensiva estadounidense siguió la ruta de Cortés hacia Cerro Gordo, Jalapa, Tepeaca, Puebla, Tlaxcala hasta llegar a la Ciudad de México, lugar en donde se confrontaron las fuerzas militares en la Batalla de Padierna, la Batalla de Churubusco, la Batalla de Molino del Rey y la Batalla de Chapultepec. El 14 de septiembre de 1847 en el Zócalo se izó la bandera estadounidense la cual ondeó durante nueve meses. México cedió mediante el Tratado de Guadalupe-Hidalgo los territorios al norte del río Bravo. Incluyendo el estado de Texas, una superficie de 2.400.000 kilómetros cuadrados pasó a ser propiedad de los Estados Unidos.
Tan solo cinco años después, durante la dictadura de Santa Anna, los colonos estadounidenses utilizaron nuevamente la estrategia de invadir y luego negociar. Con la intención de construir un ruta de ferrocarril transcontinental, los estadounidenses invadieron el territorio de La Mesilla, ante la imposibilidad de defender militarmente la frontera Santa Anna prefirió las negociaciones diplomáticas. El ministro James Gadsen fue el encargado de llevar las negociaciones demandando la venta de Tamaulipas, Nuevo León, Coahuila, Sonora y la Península de Baja California. El 13 de diciembre de 1853 Santa Anna logró disuadir las ambiciosas expectativas y vendió La Mesilla por diez millones de pesos.
Sala de la intervención francesa 1862-1867
México continuó viviendo tiempos violentos a través de la revolución de Ayutla, la promulgación de la Constitución de 1857 y la Guerra de Reforma. La clase política continuaba dividida, por una parte los liberales cuyo proyecto de nación era republicano, federalista y democrático; y por otra parte, los conservadores que anhelaban un sistema monárquico y centralista. Ambas fracciones solicitaron ayuda extranjera firmando tratados que pusieron en riesgo la soberanía del país: El Tratado de Mon-Almonte y el Tratado McLane-Ocampo. Por otra parte, el presidente estadounidense James Buchanan anunció al congreso de su país, el deseo de "ayudar" a México para impedir que las potencias europeas interviniesen en América, siendo sus intereses velados obtener los territorios de Sonora y Sinaloa. Para fortuna de México, el congreso estadounidense rechazó la propuesta, y ninguno de los tratados firmados fueron ratificados, pues los liberales vencieron a los conservadores el 22 de diciembre de 1860 en la Batalla de Calpulalpan.
Benito Juárez fue electo presidente, al tomar el cargo el 16 de julio de 1861, decidió suspender el pago de la deuda del Estado por dos años. España, Francia e Inglaterra, principales acreedores de México firmaron la Convención de Londres el 31 de octubre, formando una alianza tripartita para exigir la protección de sus súbditos, el pago de la deuda, y la creación de un régimen estable en el país americano. Una cláusula establecía no pretender ninguna adquisición de los territorios mexicanos. A principios de 1862 las escuadras de los tres países arribaron a Veracruz. El 19 de febrero se firmaron los convenios de la Soledad, pero las intenciones de los franceses quedaron al descubierto cuando el comisionado Dubois de Saligny se empeñó en destruri la alianza tripartita y reclamó una cantidad exagerada como indemnización (doce millones de pesos), sin respaldo o documento comprobatorio. Paralelamente el conservador Juan Nepomuceno Almonte se había entrevistado con Napoleón III gestionando el apoyo para derrocar al gobierno liberal de Juárez, el 6 de marzo un refuerzo francés al mando de Charles Ferdinand Latrille desembarcó en Veracruz. El comisionado inglés Charles Wyke y el comisionado español Juan Prim instaron a Saligny a respetar las condiciones del Convenio de Londres, ante la negativa del francés, las tropas inglesas y españolas abandonaron las costas mexicanas a finales de abril.
La Segunda Intervención Francesa en México fue comandada por el general Latrille, quien llevó el avance de sus tropas a través de Fortín, Orizaba y las Cumbres de Acutzingo. El 5 de mayo se confrontó la Batalla de Puebla, en la cual salieron victoriosas las fuerzas mexicanas bajo el mando del general Ignacio Zaragoza. La victoria mexicana elevó la moral y el nacionalismo, pero la derrota fue una sorpresa para los franceses y Napoleón III consideró el hecho como un escarnio, por tal motivo, comisionó una nueva expedición bajo el mando el general Élie-Frédéric Forey, quien poco más de un año después de la derrota tomó la plaza de Puebla, el 17 de mayo de 1863. En esta ocasión el avance de las fuerzas francesas fue contundente y la Ciudad de México fue ocupada el 10 de junio del mismo año.
Juárez tuvo que huir por la ruta de San Luis Potosí, Saltillo, Monterrey para llegar a Paso del Norte. Los conservadores por medio de una comisión, presidida por José María Gutiérrez Estrada, ofrecieron a Maximiliano de Habsburgo el trono del Segundo Imperio Mexicano. El monarca aceptó bajo las condiciones de los Tratados de Miramar que fueron firmados el 1 de abril de 1864 y desembarcó en el puerto de Veracruz el 28 de mayo. El ejército francés y las tropas conservadoras apoyaron al nuevo emperador, pero la resistencia liberal continuó su lucha a través de la técnica de guerrillas.
En Europa, la hegemonía de Francia se vio amenazada cuando Prusia venció a Austria en la Batalla de Sadowa. Por otra parte, al terminar la Guerra de Secesión en los Estados Unidos, el gobierno de este país advirtió al gobierno francés que haría respetar la Doctina Monroe. Ante tales expectativas, Napoleón III decidió retirar a su ejército de México y recomendó a Maximiliano abdicar al trono.
Sala de la república restaurada
Los conservadores mexicanos disuadieron a Maximiliano, pero el reducido ejército imperial fue vencido el 15 de mayo de 1867. Maximiliano, Miguel Miramón y Tomás Mejía fueron fusilados el 19 de junio en el Cerro de las Campanas. Juárez retornó a la Ciudad de México el 15 de julio y fue relecto para el período 1867-1871. La situación económica en el país era deplorable, se restablecieron relaciones diplomáticas con Rusia, Italia y España. Al terminar la Guerra de Secesión, los Estados Unidos cambiaron su política de expansionismo territorial por una política de exportación de capitales, sin ser México la excepción a sus inversiones.
Sala del porfiriato
Juárez se presentó como candidato y ganó las elecciones nuevamente en 1871. Porfirio Díaz, liberal moderado, que había luchado a lado de Juárez no estuvo de acuerdo con la política reeleccionista y lanzó el Plan de la Noria. Díaz fue apoyado por varios generales en Zacatecas, Nuevo León, Coahuila, Sinaloa, Sonora y Durango, sin embargo Juárez murió repentinamente el 18 de julio de 1872. Sebastián Lerdo de Tejada ocupó la presidencia y se intentó reelegir en 1876. Porfirio Díaz nuevamente bajo el concepto de no reelección publicó el Plan de Tuxtepec y desencadenando así la Revolución de Tuxtepec de la cual salió triunfante. Díaz ejerció su primer período presidencial y al terminar su mandato respeto su propia ideología de no reelección. Manuel González ejerció el siguiente período como presidente, cuando éste terminó Díaz decidió presentarse nuevamente como candidato a la presidencia. Ganó las elecciones y de nueva cuenta en el poder decidió modificar la Constitución, de esta forma se reeligió durante los comicios de 1888, 1892, 1896, 1900, 1904 y 1910. Considerando su primer período presidencial, fueron treinta años durante los cuales ejerció el poder, esta época es conocida como el porfiriato.
Con la ayuda del ejército impusó la "paz porfiriana" reprimiendo las rebeliones políticas, así como las sublevaciones indígenas de los yaquis en Sonora y de los mayas cruzoob en Yucatán. No obstante, logró un desarrollo económico por medio de inversiones extranjeras en el ramo minero y petrolero. Las propiedades eclesiásticas que fueron nacionalizadas por las Leyes de Reforma fueron vendidas a precios irrisorios, lo cual conllevó al latifundismo. La inconformidad obrera y campesina comenzó a expresarse con la huelga de Cananea y la huelga de Río Blanco, las cuales fueron reprimidas por el ejército.
Sala de la revolución
Durante el primer año de la Revolución mexicana Díaz renunció a la presidencia y abandonó el país. Francisco I. Madero fue electo presidente, ausmió su puesto en noviembre de 1911 e intentó conseguir inútilmente la concordia entre las diferentes facciones de los revolucionarios. Las revueltas sociales fueron protestadas por los embajadores acreditados en México con el fin de asegurar el bienestar de los residentes extranjeros. Especialmente el embajador Henry Lane Wilson exigió garantías para las inversiones norteamericanas. Él y su gobierno estaban a disgusto con Madero, pues éste había creado un impuesto a la exportación petrolera.
Bernardo Reyes y Félix Díaz (sobrino de Porfirio) organizaron un golpe de estado, el cual fue apoyado por el embajador norteamericano quién en el sótano de la embajada imprimió panfletos para conseguir adeptos a la rebelión que comenzó el 9 de febrero de 1913 y que fue conocida como la Decena trágica. Madero designó a Victoriano Huerta para enfrentar la rebelión, el embajador norteamericano instó a Huerta a unirse a los porfiristas por medio de lamado Pacto de la Ciudadela. La traición de Huerta culminó con los asesinatos del presidente Madero y del vicepresidente José María Pino Suárez. La voz popular para señalar la política intervencionista de los Estados Unidos, rebautizó el acuerdo como el Pacto de la embajada.
Sala de la intervención norteamericana de 1914 y 1916
Cuando Victoriano Huerta usurpó la presidencia, el descontento en el país fue general. Venustiano Carranza dirigió al ejército constitucionalista en contra del ejército federal del usurpador, la revolución se prolongó. En Estados Unidos, Woodrow Wilson fue nombrado presidente, destituyó al embajador Henry Lane Wilson y se declaró enemigo de Huerta al negar el reconocimiento de su gobierno. El nuevo presidente estadounidense, con la finalidad de imponer una ideología política acorde a los intereses económicos de su país decidió imponer un embargo armamentísitico en los puertos mexicanos.
Los argumentos empleados por Wilson fueron acabar con la guerra civil existente en México y "educar" al pueblo mexicano para que éste fuera capaz de ejercer la democracia y de elegir buenos gobernantes.
El 9 de abril de 1914, nueve tripulantes del acorazado Dolphin desembarcaron en el puerto de Tampico en una zona controlada por las tropas huertistas para abastecerse de combustible. Los marines estadounidenses fueron apresados, pero el comandante Morelos Zaragoza los dejó en libertad inmediatamente para evitar un incidente diplomático. Para reparar el desagravio el almirante Henry T. Mayo exigió a las tropas de Huerta rendir honores a la bandera estadounidense. La petición fue negada, y fue uno de los motivos para que el presidente Wilson movilizara un mayor número de embarcaciones a los puertos mexicanos, así como a sus tropas a lo largo de la frontera.
El 21 de abril el almirante Frank Friday Fletcher bombardeó el puerto de Veracruz para impedir que el buque alemán Ypiranga descargara un lote de armas que serían entregadas a los federalistas de Huerta. Tras el bombardeo y sin encontrar mayor resistencia los soldados americanos desembarcaron en la ciudad, donde permanecieron durante ocho meses iniciando así la Segunda Intervención estadounidense en México. Los estadounidenses intentaron sin éxito realizar una alianza con los constitucionalistas de Carranza. Los embajadores de Argentina, Brasil y Chile (conocidos como el Grupo ABC) mediaron entre los gobiernos de Estados Unidos y México para conseguir la paz en las pláticas de Niagara Falls en Canadá, pero el gobierno norteamericano no aceptó retirar sus fuerzas hasta que el ejército constitucionalista venció a los federalistas y Huerta se exilió del país. Las tropas norteamericanas abandonaron el puerto de Veracruz en noviembre de 1914.
Debido a que no existía un acuerdo ideológico entre Carranza y los líderes populares Francisco Villa y Emiliano Zapata, la revolución mexicana continuó durante tres años más. En 1915 los consitutcionalistas de Carranza dieron un fuerte golpe a los convencionalistas de Villa, destarticulando la División del Norte. A principios de 1916, el Centauro del norte optó por la guerra de guerrillas, ordenó el fusilamiento de diecinueve empleados de una compañía norteamericana y el 9 de marzo atacó a la población de Columbus en Nuevo México. La historiografía no ha establecido la razón por la que Villa realizó estas acciones provocativas, el presidente Wilson no tardó en reaccionar y designó al general John J. Pershing para comandar una expedición punitiva con la finalidad de capturar al líder mexicano.
Esta Tercera Intervención estadounidense comenzó con una fuerza de cinco mil hombres, la cual en un corto período, se incrementó a doce mil. Por primera vez en la historia militar de los Estados Unidos, se emplearon autotransportes, tanques de guerra y aviones. Carranza protestó la intervención, pero como los objetivos eran favorables a sus intereses personales, ordenó a sus hombres no confrontar a los soldados norteamericanos. Las fuerzas de Villa realizaron nuevos ataques al otro lado de la frontera mexicana, y a pesar de las órdenes de Carranza, los consitucionalistas libraron batallas en Parral y el Carrizal contra los soldados estadounidenses. El gobierno norteamericano desplazó una fuerza de ciento diez mil soldados a la frontera, pero antes de comenzar la invasión se establecieron conversaciones diplomáticas en El Paso y en Atlantic City. Los gastos militares eran de un alto costo para los Estados Unidos y no se lograba el objetivo de capturar a Villa, por otra parte en Europa se libraba la Primera Guerra Mundial; ante estas expectativas el presidente Wilson decidió retirar a su ejército. Después de once meses de ocupación, los soldados norteamericanos desalojaron el país el 5 de febrero de 1917.
Sala de la colección Churubusco
Esta sala esta dedicada al arte sacro de la época de la Nueva España. Se pueden admirar pinturas atribuidas a Juan Correa, Cristóbal de Villalpando y Nicolás Rodríguez Juárez, además existen otras obras anónimas, esculturas y tallas en madera.
MAR Museo d'Arte Ravenna
Via di Roma, Ravenna
Dal 9 ottobre al 10 novembre 2009
Dave McKean, Peter Kuper,
Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini
Venerdì 9 e sabato 10 ottobre 2009 Ravenna ospita la quinta edizione di Komikazen – Festival internazionale del fumetto di realtà, a cura dell’Associazione culturale Mirada.
Il Festival è realizzato nell’ambito delle iniziative del GAER Emilia Romagna (network regionali del GAI – Giovani Artisti Italiani) e di Italia Creativa.
La tendenza autobiografica, memorialistica, storica e di reportage del reale è sempre stata presente in molti dei grandi maestri dell’arte sequenziale. È proprio questo l’aspetto del fumetto che il Festival Komikazen prende in considerazione. In questa edizione in particolare sono presentate soprattutto storie che nascono da una tensione individuale, dalla ricerca e dalla sperimentazione.
Sei gli autori ospiti della quinta edizione di Komikazen, protagonisti di workshop e incontri insieme ad autorevoli rappresentanti dell’ambito culturale nazionale e presenti a Ravenna con le tavole originali di alcuni dei loro lavori più significativi, in mostra per un mese (fino al 8 novembre 2009) in vari luoghi della città.
Ospite d’onore il disegnatore inglese Dave McKean, che al MAR, Museo d’arte della città, espone La comica tragedia o la tragica commedia di Mr Punch, lavoro sul diabolico personaggio Mr Punch, antieroe mutuato dalla Commedia dell’Arte, la cui storia si intreccia a ricordi d’infanzia del protagonista e narratore della storia. McKean, illustratore, designer, fotografo e perfino musicista è stato definito “un vulcano” per la creatività visionaria, che caratterizza tutta la sua opera: fumetti, lungometraggi e albi illustrati.
Fumetto di realtà nel senso più classico è invece quello delle opere dell’americano Peter Kuper, altra importante presenza del Festival, che a Ravenna espone le tavole di due suoi lavori: La giungla, e la sua ultima creazione Diario de Oaxaca.
La realtà del fumetto nazionale dell’ultima generazione di disegnatori è rappresentata da Paolo Bacilieri, con le tavole della storia dell’omicida Pietro Maso, vicenda rimasta impressa nella memoria di chi ha vissuto consapevolmente gli anni ’80; Gianluca Costantini, artista ravennate che si è contraddistinto negli ultimi anni per un fumetto dalle tematiche di interesse politico nazionale e internazionale e che presenta due mostre una sulla storia tragica della guerra di liberazione algerina, e l’altra dal titolo Opus quotidianum in cui sono esposte sue tavole di argomento politico scomposte e ricostruite in mosaico da Koko Mosaico; e Davide Toffolo che si confronta con lo scrittore più eclettico della nostra cultura contemporanea: Pier Paolo Pasolini.
Venerdì 9 ottobre (ore 10.00 – 13.00 e 14.00 - 17.30) presso il Teatro Rasi (Via di Roma, 39) il Festival si apre con il workshop per disegnatori e appassionati dell’intellettuale e disegnatore americano Peter Kuper. Newyorkese d’adozione, Kuper nasce nel 1958 ed è noto soprattutto per il carattere politico delle sue pubblicazioni. Illustrazioni di Kuper sono apparse su numerose riviste e quotidiani statunitensi, tra i quali «The New Yorker», «Time», «The Washington Post» e «The Progressive». Tra le sue graphic novel più famose, un adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (lavoro esposto a Ravenna) e Comics-Strips, cronistoria del suo viaggio di otto mesi in Africa e nel Sud-Est asiatico (iscrizione obbligatoria a info@mirada.it).
Sabato 10 ottobre dalle 9.30 al Teatro Rasi incontro dal titolo Supermaso attitude e gli eredi: storie dal vero con il disegnatore Paolo Bacilieri e lo scrittore e saggista veneto Gianfranco Bettin, che nel ’92 pubblicò per Feltrinelli L’erede. Pietro Maso, una storia dal vero.
Veneto anche Bacilieri, nasce a Verona nel 1965, diplomatosi presso l’Accademia di Belle Arti di Bologna, lavora nel mondo dei comics dal 1982. Autore eclettico, sintetizza nella sua cifra personale il bagaglio di immagini del fumetto seriale e le soluzioni più azzardate dei comics underground.
Tra le sue opere: Barokko (1988-1995, Black Velvet), Durasagra (1994, Black Velvet), The Supermaso Attitude (Phoenix, 1996), alcuni albi delle serie Napoleone e Jan Dix (Sergio Bonelli Editore, 1999-2008), Zeno Porno (Kappa edizioni, 2005) e La magnifica desolazione (Kappa edizioni, 2007).
Alle 11.30 incontro con il disegnatore Peter Kuper che parla di Oaxaca: raccontare il Messico. Nel 2006 Kuper si trasferì per un periodo da New York a Oaxaca in Messico con la famiglia, per sfuggire alla metropoli caotica alla ricerca di un’oasi di pace, ma come scrive lui, Diario di Oaxaca è il risultato del trovarsi nel posto giusto al momento sbagliato. Infatti Oaxaca, cittadina solitamente tranquilla, fu teatro di violenti scontri tra le forze di polizia del Governo e gli scioperanti, in particolare insegnanti, che chiedevano maggiori garanzie e aumenti di stipendio.
Nel pomeriggio alle 15.30 appuntamento con Dave McKean, presentato da Paul Gravett, giornalista inglese e direttore del Festival di fumetto londinese Comica.
McKean nasce in Inghilterra nel 1963. I suoi lavori sono caratterizzati dalla commistione di varie tecniche quali disegno tradizionale, fotografia, collage, scultura e computer grafica. La sua carriera ha inizio con un fallimento: nel 1986 si reca a New York per un colloquio di lavoro come disegnatore di fumetti, che non ha esito positivo; tuttavia in quell'occasione incontra lo scrittore di testi, anche lui inglese, Neil Gaiman, con cui stabilirà un sodalizio che ancora continua. Gaiman lo coinvolge nella lavorazione di una breve graphic novel, Violent Cases pubblicata nel 1987. Nel 1988 pubblicano insieme il capolavoro Black Orchid. Tra il 1990 e il 1996 Dave McKean scrive e disegna il suo capolavoro: Cages (pubblicato in Italia da Macchia Nera nel 1999), una graphic novel sul tema dell’ispirazione e della creatività artistica, disegnata con uno stile molto scarno che ricorda le opere di José Muñoz e Lorenzo Mattotti.
Dalla collaborazione con Neil Gaiman nascono anche le graphic novel Signal to Noise nel 1992, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film, Mr Punch e i libri illustrati per bambini The day I swapped my dad for two goldfish (1997 - In Italia: "Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi" ed. Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 - In Italia: "I lupi nei muri"ed. Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre con Gaiman, il libro Coraline (2002 - In Italia: "Coraline" - ed. Mondadori, 2003).
Durante la sua carriera, McKean ha realizzato anche numerose copertine di CD per artisti internazionali, copertine di libri, illustrazioni per The New Yorker, e contribuito alla realizzazione di pubblicità e piccole clip promozionali. Ha inoltre pubblicato due libri di fotografie.
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta ancora in collaborazione con Gaiman prende vita sullo schermo con l'ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion.
Alle 19 presso il MAR, Museo d’arte della città (Via di Roma, 13), nell’ambito delle manifestazioni per la Notte d’oro di Ravenna, inaugurazione della mostra L’ombra di Peter Pan con le tavole originali di Dave McKean, Peter Kuper, Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini.
La mostra di McKean si compone in gran parte di tavole tratte dal suo lavoro con Gaiman su Mr Punch, in cui l'affiatata coppia di artisti propone una summa dei rispettivi stili e modi di affrontare l'arte grafica. Gaiman presenta al pubblico i personaggi di Mr. Punch, il chiassoso e popolare burattino anglosassone derivato da Pulcinella, e Judy, la sua compagna, e crea una raffinata storia nella storia, una favola oscura che mescola l'infantile innocenza con l'oscurità degli adulti. In perfetta armonia con dialoghi e didascalie, McKean accompagna ogni pensiero di Gaiman con sofisticate immagini che superano il canonico concetto di vignetta e fumetto e fondono insieme abilità fotografica, gusto per la sperimentazione e puro disegno. Saranno inoltre esposte numerose tavole originali tratte da uno dei suoi lavori più noti Cages, una graphic novel scritta e disegnata da lui stesso sul duro mestiere dell’artista, che ha al centro il tema dell’ispirazione e della creatività, e con i testi dell’inseparabile Gaiman Signal to noise, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film.
In occasione dell’inaugurazione della mostra di Mckean è allestito di fronte alle tavole del maestro inglese, uno spettacolo dal titolo Omaggio al Punch di Dave Mckean, un intervento burattinesco del poliedrico burattinaio Luca Ronga, vincitore nel 2009 del premio Eolo Awards per il miglior Teatro di Figura in Italia. Ronga, nel suo breve intervento, ricrea l’atmosfera dei teatrini ambulanti esistenti fin dal ‘600 della tradizione del Mr Punch-Pulcinella, ricostruendo dentro lo spazio del MAR un vero e proprio teatro dei burattini con tanto di struttura in legno e pizzi, una “guarattella”, e usando la “pivetta”, antico strumento creato per dotare Pulcinella della sua tipica voce dal suono a chioccia.
Nell’esposizione di Kuper (50 tavole) sono insieme Diario di Oaxaca e La giungla, il romanzo più importante e di successo di Upton Sinclair; una denuncia delle misere condizioni di vita degli immigrati, costretti a lavorare in situazioni pericolose e anti-igieniche nelle fabbriche di inscatolamento del cibo confezionato. La potenza immaginifica delle illustrazioni di Kuper cattura l’intensità del romanzo di Sinclair, in un audace contrappunto fra testo e disegno.
Paolo Bacilieri espone 20 tavole del suo lavoro del 1996 The Supermaso Attitude, sulla terribile vicenda di Pietro Maso, che nel ’91 a 19 anni organizzò l’assassinio dei suoi genitori con la collaborazione di due amici, per acquisirne l’eredità. Un’opera che al momento della sua uscita, non passò sicuramente inosservata, per la tematica scottante, affrontata con toni ai limiti del grottesco e per il suo essere in controtendenza rispetto all’imperversare, in quegli anni, di manga e supereroi. Bacilieri si è documentato a lungo sugli atti processuali con l'aiuto dello psichiatra Vittorino Andreoli, anche lui personaggio del fumetto, ma il risultato artistico è tutt'altro che realistico e la sottile ironia del disegnatore affiora in tutte le pagine, nonostante la drammaticità della storia.
Gianluca Costantini, artista visivo e disegnatore di fumetti, vive e lavora a Ravenna. Come illustratore e autore di fumetti, pubblica su numerose riviste e quotidiani italiani fra cui "Il Nuovo Male", "Blue", "Il Manifesto", "Internazionale", e stranieri "Babel" (Grecia), "Kuhinja" (Serbia) e "WarWorldIII" (U.S.A.). Dal 2002 è direttore della rivista italiana di fumetti "inguineMAH!gazine" e cura diverse pubblicazioni di graphic novelist internazionali. A partire dai primi anni Novanta espone in numerose mostre collettive in tutta Europa; nei festivals di fumetto internazionali come Lucca Comics, Stribburger e Angouleme, in manifestazioni artistiche come la Biennale dei Giovani artisti dell'Europa e del Mediterraneo o in gallerie private italiane. Alcune delle ultime mostre personali sono state Political Comics (Atene, 2006), Banda desenhada politica (Lisbona, 2006), Sangue in Algeria (Perugia, 2008) e Channeldraw (Belgrado, 2008).
A Komikazen espone le 20 tavole di Sangue d’Algeria, un lavoro sulla guerra di liberazione algerina dal colonialismo francese, svoltasi dal 1954 al ‘62. In poche tavole, in cui il testo delle didascalie è parte integrante del disegno stesso, Costantini mette in scena con abilità la volontà di mostrare tutti gli aspetti della Guerra d’Algeria, senza aver la pretesa di creare un documento storico, ma incitando a leggere la storia diversamente, a prendere coscienza di una storia occultata dai francesi e dagli stessi algerini. La mostra è stata prodotto dalla Galleria Miomao di Perugia ed è stata esposta al Salon du Dessin Contemporain di Parigi nel marzo 2009.
Dave Mckean
(Maidenhead , 29 dicembre 1963)
rtista poliedrico, è disegnatore, illustratore, regista e fotografo, oltreché musicista. Ha messo a punto, grazie all’utilizzo di tecniche miste spaesanti, uno stile inconfondibile e allo stesso tempo imitatissimo.
La sua produzione è potente e unica, eppure in continua evoluzione. Considerato il guru dalla generazione Photoshop negli anni ’90, continua ad avere questo ruolo di apripista nell’universo dell’animazione digitale.
Eppure la sua carriera iniziò con un fallimento: giunto nell’86 a New York per un colloquio, il lavoro gli venne rifiutato. in compenso conobbe Neil Gaiman con il quale continua ad avere un sodalizio incorruttibile.
Insieme realizzano Violent Cases (1987) e l’indimenticabile Black Orchid nell’anno successivo. Il 1989 vede ancora la coppia autoriale al lavoro nella serie culto di Sandman, di cui egli cura il progetto grafico. Sempre per la DC Comics disegna Arkham Asylum, una storia di Batman sui testi dell’altro ragazzo terribile di questa straordinaria stagione inglese, Grant Morrison.
Negli anni ’90 realizza invece il suo capolavoro, l’unica opera di cui cura sia disegno che sceneggiatura, Cages. Realizzata in dieci numeri, è un romanzo che è anche un trattato sull’arte, la creatività e gli usi e abusi della tecnica. Lo stile che va da disegni che ricordano Egon Schiele., a interventi su fotografie, silografie quasi astratte, fino a dipinti in quadricromia e collage, ha un effetto straniante. L’approccio filosofico al disegno costituisce sicuramente l’aspetto più innovativo di questo ampio progetto.
Signal to Noise, del 1992 e Mr Punch del 1994 sono altri risultati del rapporto duraturo con Gaiman: quest’ultimo fa parte della tradizione del teatro di figura inglese del ‘600 ed è il risultato contaminato della figura tradizionale napoletana di Pulcinella (originariamente in inglese punchiniello). Si tratta di un classico trickster, che come la figura napoletana, ha aspetti molesti, dissacratori e liberatori. La versione illustrata da McKean rende un tributo malinconico a questo personaggio seguendo l’unico testo di cui Gaiman ha detto di essere veramente fiero. Oltre ad affrontare la paura e la morte la storia è un’epica del ricordo: “il pensiero della memoria non è né dritto né sicuro, e noi lo intraprendiamo a nostro rischio. E’ più facile fare brevi viaggi nel passato, ricordare in miniatura, costruire piccole recite di marionette nella nostra testa”.
Sempre per l’infanzia, con Gaiman ha illustrato The day I swapped my dad for two goldfish (1997 – In Italia: Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi, Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 – In Italia: I lupi nei muri, Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre per Neil Gaiman, il romanzo Coraline (2002) da cui è stato tratto recentemente un film.
Molto importante è inoltre la sua collaborazione con musicisti per copertine di CD o di libri. Come fotografo ha realizzato due libri A Small Book of Black and White Lies (1995 – In Italia: Un libretto di bugie bianche e nere, Macchia nera, 2000) e Option: click (1998 – In Italia: Opzione: click,Macchia nera, 2000);
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta in collaborazione con l’amico Neil Gaiman prende vita sullo schermo con l’ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion. Al momento sta lavorando su un nuovo lungometraggio che prevede l’utilizzo sia di animazione che di ripresa filmica su un tema caro sia a lui che Gaiman, ovvero tra mondo reale ed immaginario.
Peter Kuper
(Summit – New Jersey, 22 settembre 1958)
Kuper è uno dei nomi fondamentali della scena impegnata e visualmente militante degli Stati Uniti. Ha conosciuto Seth Tobocman, con cui ha fondato la rivista World War III Illustrated, all’università a New York alla fine degli anni ‘70. Negli stessi anni è stato assistente di studio di Chaykin.
La rivista WW III esce dal 1979 e costituisce un luogo non solo di pensiero, ma anche di intersezione tra azione politica e rappresentazione, quasi unico al mondo. Gli illustratori e i disegnatori che partecipano alla rivista creano figure che poi vengono usate per manifesti dalla Turchia al Marocco alla Francia e via dicendo. Una sorta di comunità internazionale visiva.
Il lavoro che lo ha reso maggiormente famoso negli USA e all’estero è la sua versione SPY VS SPY apparso sulla rivista MAD. Kuper ha continuato la storia creata da Prohias e passata da varie mani senza soluzione di continuità dal 1997.
Accanito viaggiatore, ha attraversato l’America Latina e ha visitato Europa, Africa, Asia Medio Oriente: questa sua propensione all’andare è testimoniata dal libro uscito nel 1992 ComicsTrips: A Journal of Travels Through Africa and Southeast Asia.
Collabora inoltre regolarmente con Time, Newsweek, The New York Times come illustratore.
La sua produzione di graphic novel è piuttosto ampia, in particolare oltre a Stripped – An Unauthorized Autobiography, Mind’s Eye, The System, si è cimentato anche con la versione grafica dei racconti di Kafka dal titolo Give It Up! (tr. it. Lascia stare!E altri racconti brevi, Hazard) ma anche del capolavoro kafkiano The Metamorphosis (tr. it. La metamorfosi, Guanda 2008), oltre all’adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (tr. it. La giungla, 001 edizioni) e Sticks and Stones, un romanzo grafico senza parole sull’ascesa e deglino degli imperi che ha ricevuto la medaglia d’oro nel 2004 dalla Society of Illustrators americana. Il tema del narrare senza parole è trasversale nella produzione di Kuper: anche in The System la narrazione delle vite intrecciate di una ragazza madre, di un serial killer, di un anziano poliziotto e altri personaggi senza nome avviene mostrando esclusivamente azioni e reazioni in una città che parla solo attraverso i titoli di giornale e in cui ognuno è assolutamente inconsapevole degli effetti che le proprie azioni hanno sulla vita altrui.
Il più recente Stop Forgetting to Remember racconta elementi autobiografici come la nascita della figlia, l’11 settembre e altre personali vicissitudini del decennio 1995-2005.
La sua permanenza nel 2006 a Oaxaca in Messico, dovuta a ragioni strettamente personali, lo ha portato ad essere testimone e narratore delle rivolte degli insegnati e dei riot scoppiati nella città messicana.
Coniuga all’attività di disegnatore anche la docenza. Dal 1986 infatti he tenuto regolari corsi di fumetto e illustrazione alla School of Visual Arts e ora anche alla Parsons di New York. È inoltre l’art director di INX, un’agenzia ora sito che dagli anni ‘80 mette a disposizione delle testate editoriali illustrazioni di tipo politico.
Nel 2004 è stato sottoposto a giudizio a seguito dell’ispezione della polizia doganale di un pacco che conteneva la rivista slovena Stripburger, dove compariva la parodia di Kuper di Richie Rich intitolata Richie Bush. Dopo che i legali fecero notare che la parodia non è pirateria, gli agenti doganali decisero di non procedere oltre.
Paolo Bacilieri
(Verona, 23 febbraio 1965)
Bacilieri, che ha studiato all’Accademia di Bologna e vive a Milano, è un fagocitatore di immaginario, che risputa su carta visualizzandone le più oscure ambiguità.
Le sue prime esperienze professionali sono legate a Milo Manara, con il quale collabora nei primi anni di apprendistato a Russi. Storia dei popoli a fumetti (testi di Enzo Biagi), Mondadori.
La sua prima storia, pubblicata nel 1986 in Francia da Casterman sulla celebre rivista «A Suivre» e in Italia su «Corto Maltese», è Il tesoro degli Imbala su testi di Franco Mescola. Farà seguito l’incursione nell’erotismo venato di umorismo di Una storia del cazzo, prima apparsa sulla rivista«Blue» e in seguito raccolta in volume da Blue Press.
Influenzato nei primi anni dal segno manariano, mostra la propria personale espressività grafica con il primo episodio della serie Barokko, pubblicato per Casterman in Francia e poi in Italia sulle pagine di «Comic Art». Bacilieri alternerà sempre nella propria produzione la disponibilità alla serialità, che non si trasforma mai nell’asservimento al segno e allo stile di altri ma porta sempre una ventata di nuovo, e la realizzazione di storie autoriali di suo pugno.
Nel 1994 realizza per le edizioni R&R il volume Durasagra – Venezia über alles in cui rivisita, sullo sfondo di una Venezia preda di turisti e deliri grafici, la triade Zanardi-Colasanti-Petrilli, personaggi eccellenti di uno dei numi tutelari dell’autore, Andrea Pazienza. Con Durasagra darà ulteriore dimostrazione dell’evoluzione del suo segno, in una ricerca stilistica indirizzata anche allo studio delle forme dell’arte rinascimentale, oltre a palesare la perfetta assimilazione dell’eredità spirituale del fumetto degli anni Ottanta. Nel 1995 farà ritorno alla rivista «Blue» con la serie Phonx, a cui seguirà l’anno dopo The Supermaso attitude (Phoenix, ristampa sul inguinemah!2008), ispirato a crudi e sanguinari fatti di cronaca della provincia veronese del 1991. La storia comparve nel 1996: il clima italiano era gelido per i fumetti. Le riviste d’autore erano al crepuscolo e i supereroi e i manga avevano conquistato il mondo editoriale. Alcuni quotidiani lo recensirono scandalizzati, leggendolo come una celebrazione criminale. L’interpretazione visiva del putrido che si nasconde anche nella provincia apparentemente perfetta del veneto non è decodificata. Maso che uccide con la tuta della Fiat come un vendicatore di nessuna pena, i dialoghi tra personaggi che discutono ex post l’accaduto, rappresentati come boccette di profumo costoso da uomo oppure il giudice in versione l’uomo pietra, non è interpretato all’epoca come capacità di sintesi, di un’analisi che semplicemente non usa le parole ma le immagini per raccontare più in profondità quanto stava avvenendo, non solo quanto già accaduto, nella nostra Italia. Un raccontare l’accaduto che non si ferma all’apparenza, ma che attraverso l’uso disvelatore del disegno ci mostra quanto non appare.
Nel 1997 appare sempre su «Blue» la serie Zeno Porno, succedutesi poi su «Mondo Naif», raccolte in volume dalla Kappa nel 2005. Zeno è uno sceneggiatore di fumetti Disney ed ex agente segreto della C.I.A., protagonista disilluso di avventure surreali, bizzarre e oniriche, nelle quali non è difficile cogliere elementi autobiografici dell’autore. Bacilieri si nutre da sempre dei gerghi delle controculture. La saga di Zeno prosegue poi con La magnifica desolazione, pubblicato nel 2007 sempre da Kappa
Nel 1999 fa il suo ingresso in casa Bonelli come disegnatore e, subito dopo, sceneggiatore della serie Napoleone. Sulla testata creata da Carlo Ambrosini il segno di Bacilieri incredibilmente non si comprime o contiene e, in aperta violazione con i canoni non scritti della casa editrice milanese, espande formati e numeri di vignette per tavola. Le sporcature a cui si erano abituati i lettori scompaiono, rilasciando sulla tavola come effetto “ultimo non ultimo” un amalgama di segni e disegni unitario e compatto ma perfettamente leggibile. In seguito ha illustrato, in collaborazione con Franco Busatta, Patty Paradise e Scusa Sadik, hai visto Diabolik? (Punto Zero), mentre le Edizioni Hazard gli hanno reso omaggio con The making of Napoleone.
La raccolta di disegni ispirati alla musica Canzoni in A4 è stato invece commissionato dalla galleria Miomao di Perugia e stampato da Kappa nel 2008.
Gianluca Costantini
(Ravenna, 19 dicembre 1971)
Mosaicista di formazione, si è dilpomato all’Accademia di Belle Arti di Ravenna in Decorazione: proprio l’aspetto fortemente decorativo, che riprende la bidimensionalità del mosaico bizantino e l’ambientazione notturna delle scene, costituisce la sua prima cifra stilistica.
Comincia a pubblicare nel 1993 su Schizzo dove compare una storia scritta da Scianamé, L’ultimo appuntamento. Nell’anno successivo compaiono sue illustrazioni su Il Manifesto e Neural, nonché altre due storie brevi sulla rivista allora edita dall’Arci. Da allora sue illustrazioni sono apparse in numerosissime pubblicazioni editoriali, copertine di libri, produzioni musicali e materiali editoriali. Nel 1995 inizia la collaborazione con lo sceneggiatore Giovanni Barbieri, con la storia breve Probabilità. Nel 1996 inaugura la collana Schizzo presenta, del Centro Fumetto Andrea Pazienza, con Animalingua. Il suo mondo è popolato di figure arcane, simbologie tratte con sciamanica casualità dalla tradizione giapponese, russa, da uccelli mitologici e da frasi evocative. Nel 1998 vince proprio per il fumetto il premio Guercino. Alterna alla propria produzione, che si muove sempre nei confini labili di arte contemporanea, fumetto e illustrazione, iniziative culturali ed editoriali. Nel 2001 fonda il collettivo inguine, inizialmente un sito di sperimentazione del fumetto in internet. La sperimentazione è subito accolta con grande attenzione proprio dal mondo dell’arte contemporanea e inguine.net viene presentato in numerose mostre, tra cui la Biennale dei Giovani Artisti di Sarajevo del 2001 e vince tra gli altri il Premio Palinsesto nel 2004. Ma è nel 2006, con la pubblicazione del diario autobiografico Vorrei incontrarti (Fernandel edizioni) che il suo stile acquista un carattere più asciutto. L’aspetto fortemente decorativo e quasi orientale, lascia spazio ad un segno a linea chiara, in cui è lasciata alla scrittura la veste di decorazione. Un segno più gestuale e innocente, che apre le porte ad un mutamento anche nelle modalità di realizzazione delle tavole stesse. Il libro successivo, Diario di un qualunquista (Fernandel edizioni, 2007) raccoglie i disegni realizzati in tempo reale seguendo sulla rete gli eventi del mondo, raccogliendo con modalità di cut up immagini e parole di notizie magari passate velocemente in secondo piano, ma che sono effettivamente accadute e il cui spessore reclama una narrazione. Sempre nel 2007 pubblica, su testo di Carnoli – Colombari, Ultimo, Storia di ordinaria guerra civile.Un libro che ripercorre con taglio fiction la misteriosa uccisione di Arpinati, gerarca bolognese, dopo la liberazione. Il suo stile si libera, per modellarsi sulla base delle necessità narrative e la forma si adatta al contenuto, mostrando una molteplicità camaleontica di utilizzo delle tecniche e del segno. Nel 2008 per la comma 22 esce L’ammaestratore di Istanbul, su testo di Elettra Stamboulis, diario di viaggio della coppia ad Istanbul sulle tracce dell’intellettuale e pittore ottomano Osman Hamdi. Nel 2009 è uscito invece Officina del Macello (Edizioni del Vento), sulla decimazione di S. Maria La Longa nella Prima Guerra Mondiale, il più grave episodio di rivolta e di uccisioni sommarie di cui abbiamo testimonianza nella Grande Guerra. Il progetto Sangue in Algeria è stato invece realizzato per la galleria di fumetto contemporaneo di Perugia Miomao ed è stato esposto al Salon du Dessin di Parigi nel marzo 2009. Le sue storie sono apparse in moltissime pubblicazioni all’estero, in particolare del circuito alternativo, tra cui Stripburger (Slovenia), Laikku (Finlandia), Babel (Grecia), World War III (Usa).
This is a set of photographs from the annual St. Coca's AC 5KM Road Race 2013 which was held in Kilcock, Co. Kildare, Ireland at 20:00 on Friday 27th June 2013. This superb road race is now firmly established again as one of the fastest and best organised road races of it's kind in Leinster. The course is left handed and starts outside the 'Bawn Og' St. Coca's AC track. It then proceeds around a well known local walking route around Laragh and in the closing kilometer runs parallel to the Royal Canal into the finish at the railway station. The members of St. Coca's AC and the many volunteers from the local community must be given great praise for organising another fantastic night of racing for runners, joggers, and walkers. The 5KM course is very flat with the exception of short incline up a motorway overpass and makes its way along narrow country lanes sheltered on either side by hedgerows. The weather was dry and humid and this made a good evening for an enjoyable night for everyone with a large crowd gathering at the finish to cheer on participants. Over 400 people participated in the race. There was a fantastic spread of refreshments (cakes, biscuits, sandwiches and hot drinks) in the school afterwards.
We have a large set of photographs from the event today. The full set is accessible at: www.flickr.com/photos/peterm7/sets/72157645423471903/
Timing and event management was provided by Precision Timing. Results are available on their website at www.precisiontiming.net/result/racetimer with additional material available on their Facebook page (www.facebook.com/davidprecisiontiming?fref=ts) See their promotional video on YouTube: www.youtube.com/watch?v=c-7_TUVwJ6Q
Reading on a Smartphone or tablet? Don't forget to scroll down further to read more about this race and see important Internet links to other information about the race! You can also find out how to access and download these photographs.
Some Useful Links
2014 St. Coca's 5KM Results www.precisiontiming.net/result.aspx?v=2056
GPS Trace of the 5KM Course (course hasn't changed in a few years) connect.garmin.com/activity/194011978
St. Coca's AC Facebook Page: www.facebook.com/stcocas.ac?ref=ts&fref=ts
St. Coca's Race Facebook Page: www.facebook.com/stcocas.roadrace?ref=ts&fref=ts
Start/finish area on Google Maps [Start: www.google.ie/maps/@53.397601,-6.675909,15z Finish: goo.gl/maps/3kPKq] are all within easy access of race HQ and the local village.
Google Streetview of the Location of the Race Finish: goo.gl/maps/3kPKq
Our Flickr Photograph Set of the St. Coca's 5KM 2013: www.flickr.com/photos/peterm7/sets/72157634382263872/
Our Flickr Photograph Set of the St. Coca's 5KM 2012: www.flickr.com/photos/peterm7/sets/72157630347296616/
Our Flickr Photograph Set of the St. Coca's 5KM 2011: www.flickr.com/photos/peterm7/sets/72157627042558602/
The Boards.ie Discussion Forum Thread about the Race in 2014: www.boards.ie/vbulletin/showthread.php?t=2057223729
The Boards.ie Discussion Forum Thread about the Race in 2013: www.boards.ie/vbulletin/showthread.php?t=2056954512
Read the Irish Heart Foundation Booklet on the "Slí na Sláinte" which the race encorporates: www.irishheart.ie/media/pub/slinaslainte/maps/kilcock.pdf
Can I use these photographs directly from Flickr on my social media account(s)?
Yes - of course you can! Flickr provides several ways to share this and other photographs in this Flickr set. You can share to: email, Facebook, Pinterest, Twitter, Tumblr, LiveJournal, and Wordpress and Blogger blog sites. Your mobile, tablet, or desktop device will also offer you several different options for sharing this photo page on your social media outlets.
We take these photographs as a hobby and as a contribution to the running community in Ireland. Our only "cost" is our request that if you are using these images: (1) on social media sites such as Facebook, Tumblr, Pinterest, Twitter,LinkedIn, Google+, etc or (2) other websites, blogs, web multimedia, commercial/promotional material that you must provide a link back to our Flickr page to attribute us.
This also extends the use of these images for Facebook profile pictures. In these cases please make a separate wall or blog post with a link to our Flickr page. If you do not know how this should be done for Facebook or other social media please email us and we will be happy to help suggest how to link to us.
I want to download these pictures to my computer or device?
You can download the photographic image here direct to your computer or device. This version is the low resolution web-quality image. How to download will vary slight from device to device and from browser to browser. However - look for a symbol with three dots 'ooo' or the link to 'View/Download' all sizes. When you click on either of these you will be presented with the option to download the image. Remember just doing a right-click and "save target as" will not work on Flickr.
I want get full resolution, print-quality, copies of these photographs?
If you just need these photographs for online usage then they can be used directly once you respect their Creative Commons license and provide a link back to our Flickr set if you use them. For offline usage and printing all of the photographs posted here on this Flickr set are available free, at no cost, at full image resolution.
Please email petermooney78 AT gmail DOT com with the links to the photographs you would like to obtain a full resolution copy of. We also ask race organisers, media, etc to ask for permission before use of our images for flyers, posters, etc. We reserve the right to refuse a request.
In summary please remember when requesting photographs from us - If you are using the photographs online all we ask is for you to provide a link back to our Flickr set or Flickr pages. You will find the link above clearly outlined in the description text which accompanies this photograph. Taking these photographs and preparing them for online posting does take a significant effort and time. We are not posting photographs to Flickr for commercial reasons. If you really like what we do please spread the link around your social media, send us an email, leave a comment beside the photographs, send us a Flickr email, etc. If you are using the photographs in newspapers or magazines we ask that you mention where the original photograph came from.
I would like to contribute something for your photograph(s)?
Many people offer payment for our photographs. As stated above we do not charge for these photographs. We take these photographs as our contribution to the running community in Ireland. If you feel that the photograph(s) you request are good enough that you would consider paying for their purchase from other photographic providers or in other circumstances we would suggest that you can provide a donation to any of the great charities in Ireland who do work for Cancer Care or Cancer Research in Ireland.
We use Creative Commons Licensing for these photographs
We use the Creative Commons Attribution-ShareAlike License for all our photographs here in this photograph set. What does this mean in reality?
The explaination is very simple.
Attribution- anyone using our photographs gives us an appropriate credit for it. This ensures that people aren't taking our photographs and passing them off as their own. This usually just mean putting a link to our photographs somewhere on your website, blog, or Facebook where other people can see it.
ShareAlike – anyone can use these photographs, and make changes if they like, or incorporate them into a bigger project, but they must make those changes available back to the community under the same terms.
Creative Commons aims to encourage creative sharing. See some examples of Creative Commons photographs on Flickr: www.flickr.com/creativecommons/
I ran in the race - but my photograph doesn't appear here in your Flickr set! What gives?
As mentioned above we take these photographs as a hobby and as a voluntary contribution to the running community in Ireland. Very often we have actually ran in the same race and then switched to photographer mode after we finished the race. Consequently, we feel that we have no obligations to capture a photograph of every participant in the race. However, we do try our very best to capture as many participants as possible. But this is sometimes not possible for a variety of reasons:
►You were hidden behind another participant as you passed our camera
►Weather or lighting conditions meant that we had some photographs with blurry content which we did not upload to our Flickr set
►There were too many people - some races attract thousands of participants and as amateur photographs we cannot hope to capture photographs of everyone
►We simply missed you - sorry about that - we did our best!
You can email us petermooney78 AT gmail DOT com to enquire if we have a photograph of you which didn't make the final Flickr selection for the race. But we cannot promise that there will be photograph there. As alternatives we advise you to contact the race organisers to enquire if there were (1) other photographs taking photographs at the race event or if (2) there were professional commercial sports photographers taking photographs which might have some photographs of you available for purchase. You might find some links for further information above.
Don't like your photograph here?
That's OK! We understand!
If, for any reason, you are not happy or comfortable with your picture appearing here in this photoset on Flickr then please email us at petermooney78 AT gmail DOT com and we will remove it as soon as possible. We give careful consideration to each photograph before uploading.
I want to tell people about these great photographs!
Great! Thank you! The best link to spread the word around is probably http://www.flickr.com/peterm7/sets
Unlike what many consider safe, the risks of oral sex equally have their own significance. To determine the risks of oral sex is not easy since researchers cannot separate oral sex with other sexual activities. No one engages just in oral sensual acts and winds up the task. To conduct a study on those who engaged just in the oral activities and did nothing more than that, is almost impossible. However, when the matter is studied from a different angle, we can reach to a sensible decision.
All sensual activities involve great risks of contracting sexually transmitted diseases, if adequate precautions are not taken, and oral sex is no exception. It also carries great risks of HIV transmission. It is also true that the risk factors are less when compared to sexual activities involving anus or vagina. Many fact-finding surveys reached to the conclusion that the risks of oral sex definitely include chances of acquiring HIV and other sexually transmitted diseases. The best solution to remain safe from such deadly diseases is, according to the experts, staying away from vaginal, anal, or oral sex altogether with new partners. Monogamous sensual activities are the best way to enjoy with the act and stay clean at the same time.
Oral sensual activities involve sucking and licking of the genitals, unfortunately many include anus in the list too. This is done not only between two opposite sex partners, but partners of same gender also practice such acts. Younger individuals become the victim more since they do not consider this activity a part of the main act. Since they take it lightly, they are more prone to acquire a sexually transmitted disease when compared to the elders who approach safely to the act. Moreover, many mistakenly consider oral sex does not cause them to acquire any sexually transmitted disease, or STD. This is what revealed in a study conducted on teenagers.
Other co-factors that can be counted as the risks of oral sex to contract sexually transmitted diseases are mouth ulcers, genital sores, bleeding gums, etc. We must never forget the fact that HIV is transmitted through anilingus, fellatio, and cunnilingus. Moreover, Herpes and HPV should be added to the list of potential STDs that can be transmitted through oral activities.
Some suggest using barrier methods like dental dams and condoms to prevent STDs. Well, up to some extent this can be considered safe, but not safe totally. Moreover, if ejaculation takes place in or around the mouth, or the tongue works over the genitals even superficially, the risks of acquiring sexually transmitted diseases will remain high.
Find powerful herbal Erectile Dysfunction Pills to improve lovemaking performance. Read the benefits of Shilajit for enhancing libido.
Historicamente, a Pateira deve ser considerada como um antigo braço marinho onde desaguavam, independentemente uns dos outros, os rios Cértima, Águeda e Vouga, antes da constituição da Ria de Aveiro. Aquele braço que os aluviões dos três rios fecharam originou um só curso de água - o rio Vouga - passando a foz a situar-se muito mais a noroeste, como actualmente (Almeida, 2006).
Pinho et al. (1988) cit Gomes Andrade escreve, em relação à Pateira, que o vale do Certoma, naquele ponte era dantes terreno firme, coberto de espessos arvoredos, por entre os quais o rio mansamente deslizava.
Também Morais em Sousa Batista (1945) cita um excerto de uma carta do almoxarife de Aveiro a D. Manuel em que fala da Mata de Perrães (eventualmente compreendida entre Perrães e a frente da freguesia de Fermentelos) dizendo que esta sempre fora coutada para nela se colherem porcos (provavelmente javalis) e veados, referindo ainda que era apaúlada.
Aliás, segundo Pinho et al, 1988, parece admissível supor que se trataria de uma zona bastante rica do ponto de vista faunístico e florístico, muito embora as referências à flora e fauna sejam escassas.
A Pateira ter-se-ia começado a formar em finais do século XV, provavelmente ainda na Idade Média, devido às sucessivas inundações dos rios Certoma e Águeda, e alagamento dos campos ribeirinhos.
Presentemente, a Pateira corresponde ao assoreamento e espraiamento do rio Cértima, perto do local onde desagua no rio Águeda.
A maior lagoa natural da Península Ibérica ocupa actualmente uma área de superfície e profundidade variáveis, de acordo com a estação do ano, que, no seu expoente máximo, atinge mais de 5 Km2. Estes, estendem-se, maioritariamente, pelo concelho de Águeda, abrangendo também o concelho de Aveiro e Oliveira do Bairro.
O termo “Pateira” encerra a especificidade da região do Vouga e afluentes designando, por si só, abundância de patos.
Em termos hidrográficos, a lagoa está compreendida na bacia hidrográfica do rio Cértima a qual, por sua vez, se insere na bacia hidrográfica do rio Águeda e esta, na bacia do rio Vouga.
A lagoa é alimentada pelo rio Cértima (a montante), pela ribeira do Pano (a poente), pontualmente por outras escorrências, e por água subterrânea (sistema aquífero Cretácico de Aveiro), sendo o rio Cértima o principal curso a condicionar a hidrologia.
No que diz respeito ao relevo, a zona envolvente da Pateira apresenta um relevo suave, a oeste, registando-se uma zona com altitude superior a 50 metros em Fermentelos (concelho de Águeda).
A este, na zona de Espinhel, ocorre uma elevação que atinge os 78 metros, revelando declives com relativo significado dadas as características da área envolvente. A noroeste, sensivelmente entre a Oliveirinha e Requeixo (concelho de Aveiro) destaca-se uma faixa com altitude entre os 50 e os 70 metros, com declive suave em direcção à Pateira.
A sudoeste, as áreas de cultivo, na margem esquerda do rio Cértima e de Perrães ladeiam a Pateira com relevos suaves de cotas mínimas.
Estatatuto de Protecção
A Pateira de Fermentelos apresenta características de um sistema semi-lêntico que integra a Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro (PTZPE0004) e, como tal, incluída na Rede Natura 2000.
Protegida pela Directiva Aves, está ainda classificada como “Zona Sensível” de acordo com o Decreto-lei n.º 152/97, de 19 de Julho, Anexo II, tratando-se de uma importante e extensa zona húmida (cit. ICN, 2006).
Por definição as Zonas Húmidas (ZH) são áreas de sapal, paul, turfeiras ou águas, naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias, estáticas ou correntes, doces , salobras ou salgadas, incluindo extensões de água do mar, cuja profundidade na maré baixa não exceda os 6 metros e zonas costeiras e ribeirinhas (Convenção Ramsar).
Estas ZH, onde se inclui a Pateira, desempenham importantes funções nos ecossistemas como a regularização hídrica e climática, a purificação da água, contrariam o efeito de estufa, protegem a costa, alimentam reservatórios naturais subterrâneos, suportando uma elevada biodiversidade, entre outras.
As zonas húmidas são, aliás, áreas de grande produtividade primária da Terra (a par com as florestas tropicais), suportando assim uma fauna e flora riquíssimas.
Biodiversidade Faunística
No que diz respeito à diversidade faunística, a Pateira e zonas envolventes destacam-se, particularmente, pela importante componente ornitológica. Nestas áreas ocorrem espécies com estatutos de protecção a nível nacional e internacional — classificadas pela Directiva Aves (Directiva 79/409/CEE), Convenção de Bona, Convenção de Berna.
Surgem espécies de importância comunitária, como:
O Garçote (Ixobrychus minutus) frequenta normalmente zonas com abundante vegetação palustre, sendo difícil a sua observação. Não necessita de grandes áreas para nidificar, sendo uma espécie essencialmente solitária durante a reprodução. Os ninhos são construídos no meio do caniçal, acima da água. Alimenta-se essencialmente de insectos e por vezes de pequenos peixes, anfíbios, moluscos, crustáceos, ovos e crias de outras aves, entre outros.
A Garça-vermelha (Ardea purpurea) prefere zonas húmidas com áreas de vegetação densa de caniçais, procurando águas ricas em nutrientes (eutróficas), pouco profundas, paradas ou com pouca corrente. Os ninhos são construídos junto ou sobre a água, geralmente em caniçais inundados, não voltando a ocupar ninhos de anos anteriores. Alimenta-se principalmente de peixes e insectos (larvas e adultos). Segundo observações realizadas ao longo dos últimos anos, a população de Garça-vermelha tem aumentado na Pateira.
A Águia-sapeira (Circus aeruginosus) também designada como Tartaranhão-ruivo-dos-pauis, nidifica em zonas húmidas onde ocorra uma vegetação aquática emergente abundante, preferencialmente manchas de caniçal, onde são construídos os ninhos. Nestas áreas procura ainda alimento, bem como em águas pouco profundas e com vegetação aquática, caçando frequentemente em campos agrícolas nas imediações. Alimenta-se de animais de pequeno e médio porte, nomeadamente aves, mamíferos (roedores), e, em menor proporção, insectos, sapos, cobras e peixes.
O Milhafre-preto (Milvus migrans) frequenta um número diversificado de habitats embora apareça, principalmente, associado a massas de água. Nidifica nos pinhais e matas ripícolas associadas à lagoa, construindo o ninho nas árvores. Procura alimento em áreas abertas ou semi-abertas, alimentando-se de presas de pequeno porte, como roedores, lagomorfos, aves terrestres e ouriços-cacheiros, especialmente indivíduos jovens, doentes ou feridos mas também répteis, peixes, anfíbios e insectos.
Ocorrem ainda espécies como o Perna-longa (Himantopus himantopus), o Guarda-rios (Alcedo athis), a Petinha-dos-campos (Anthus campestris), a Garça-branca-pequena (Egretta garzetta), entre outras, incluídas no Anexo I da Directiva 79/409/CEE.
Estas e outras espécies, ocorrem na ZPE da Ria de Aveiro, fazendo a Pateira, assim, parte do sistema que “suporta, regularmente, mais de 1% da população biogeográfica de Alfaiate (Recurvirostra avosetta), de Negrola (Melanitta nigra), de Borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) e de Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus)” (ICN, 2006).
Refere-se ainda a ocorrência de vários passeriformes migradores de matos e bosques, assim como passeriformes de caniçais e galerias ripícolas. A diversidade de biótopos é propícia à reprodução, refúgio e alimento de aves invernantes, nidificantes e migradoras, sendo a Pateira cada vez mais procurada pelos observadores de aves - Birdwatching - e amantes da natureza para a realização de actividades.
As condições biofísicas propiciam também a diversidade de peixes que se encontra na Pateira. Inserida na bacia hidrográfica do Rio Vouga, ocorrem, ou têm potencial para ocorrer, espécies como o Barbo-do-Norte (Barbus bocagei), a Boga (Chondrostoma polylepis), a Boga–portuguesa (Chondrostoma lusitanicum), o Ruivaco (Rutilus macrolepidotus ), o Bordalo (Rutilus alburnoides ) - com estatuto de protecção comunitário (pelo Anexo II e/ou V da Directiva Habitats).
Ocorrem ainda espécies como a Tainha (Chelon labrosus), a Carpa (Cyprinius carpio), o Escalo-do-norte (Leucistus carolitertii), o Lúcio (Esox lucius), a Enguia (Anguilla anguilla), a Pardelha (Cobitis calderoni), o Achigã (Micropterus salmoides ), etc.
Tratam-se de animais sobretudo nocturnos e que, alimentando-se de larvas de insectos, crustáceos e peixes mortos, podem atingir cerca de 1 metro.
A fauna piscícola encontra na Pateira e sistema hídrico adjacente as condições ecológicas que permitem a vitalidade e subsistência das diversas comunidades, condições que permitem o refúgio e a desova em tempo de reprodução. Surgem então na lagoa áreas que são identificadas, pelas gentes locais, como “verdadeiras maternidades” de peixe.
Entre as várias espécies de bivalves que se observam na Bacia Hidrográfica do Vouga, ocorre na lagoa um, cujas dimensões o transformam numa espécie emblemática - a Anodonta.
Este molusco bivalve de água doce, comummente designado como Mexilhão-do-rio, passa despercebido à maioria da população, devido aos seus hábitos ecológicos discretos, que privilegiam o substrato lodoso, onde se enterram.
É muito importante para o ecossistema, uma vez que se alimenta através da filtração de um grande volume de água (de que retira detritos e plâncton), sendo apontada como um indicador da qualidade da água. A degradação das condições ambientais afecta negativamente a população destes bivalves.
Associada aos habitats de zonas húmidas está também uma elevada diversidade de répteis e anfíbios, característicos destes sistemas e que se localizam sobretudo no interface terra-água e cuja ocorrência potencial se lista de seguida.
Ainda neste interface, bem como nas zonas mais secas adjacentes à lagoa, ocorrem diversas espécies de mamíferos. Destas, destaca-se a Lontra (Lutra lutra), emblemática pelos afectos (e desafectos) que provoca na população, mas também por se tratar de uma espécie protegida pelos anexos II e IV do Decreto-lei nº 49/2005 de 24 de Fevereiro.
A Lontra (Lutra lutra) procura de forma selectiva os locais de descanso e abrigo, sendo possível encontrar os seus refúgios nas margens mais tranquilas da lagoa e onde abunda vegetação. Esta espécie solitária alimenta-se sobretudo de fauna piscícola, embora possa alimentar-se também de anfíbios e crustáceos (como o lagostim-do-Louisiana). Pode reproduzir-se durante todo o ano, dependendo da disponibilidade de recursos alimentares, nascendo as crias (uma a quatro) ao fim de 61—63 dias em tocas dissimuladas na vegetação.
Surgem ainda espécies como o Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), a Raposa (Vulpes vulpes), o Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), o Javali (Sus scrofa), vários roedores, entre outras, que encontram protecção no Direito Comunitário, e Nacional.
Assim, a diversidade de biótopos existentes na região (juncais, caniçais, arrozais, margens com vegetação ripícola, etc.) transforma esta região num complexo ecossistema e, por conseguinte, num importante refúgio para a vida animal..
Biodiversidade Florística
Na zona húmida, que engloba as águas livres e a vegetação alagada das margens e linhas, dominam habitats com povoamentos de Caniço (Phragmites communis), juntamente com a Tabúa (Typha sp.) e o Bunho (Scirpus lacustris). Ocorrem ainda comunidades (ou mosaicos de comunidades) de plantas vasculares com macrófitas flutuantes, enraizadas ou suspensas entre o fundo e a superfície: a Erva-pinheirinha (Myriophyllum sp.), os Nenúfares (Nymphaea sp., Nuphar luteo ) ou mesmo o Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes).
Em algumas zonas marginais ao longo da Pateira, verifica-se a ocorrência de diversas espécies arbóreas e arbustivas como:
Salgueiros (Salix alba, Salix sp.), Choupos (Populus canescens, Populus nigra, Populus sp.), Amieiros (Alnus glutinosa), Amieiro-negro (Frangula alnus), Freixos (Fraxinus angustifolia), Pilriteiros (Crataegus monogyna), Sabugueiros (Sambucus nigra), Borrazeiras (Salix atrocinerea ), pontualmente Carvalhos (Quercus robur), Loureiros (Laurus nobilis ), Ulmeiros (Ulmus sp.) ...
Entre as espécies alóctones encontra-se o Eucalyptus globulus (predominante no coberto florestal das áreas adjacentes à lagoa), e outras árvores dos géneros Acacia e Hakea , estas com comportamento infestante e que se encontram disseminadas pelas imediações da lagoa.
Do grupo das herbáceas e sub-arbustivas refere-se apenas a presença do Lírio-amarelo-dos-pântanos (Íris pseudacorus), do Agrião (Nasturtium officinale), do Embude (Oenanthe crocata), da Erva-pessegueira (Polygonum persicaria), Hortelã-de-água (Mentha aquatica), entre tantas outras. Ocorrem espécies com estatuto de protecção como a Gilbardeira (Ruscus aculeatus ) pelo anexo V, e a Marsilea quadrifolia.
Peculiar, e pouco divulgado, é o facto de, em áreas adjacentes à lagoa, ocorrerem ainda espécies de plantas carnívoras como a Pinguicula lusitanica; potencialmente poderão ocorrer ainda outras espécies, embora sejam cada vez mais difíceis de encontrar.
Esta carnívora ocorre sobretudo em sítios húmidos, por vezes turfosos das margens da lagoa (e rios), florescendo entre Março e Maio. É nas folhas que é libertado o muco adesivo que aprisiona os insectos, que se aproximam atraídos pelo odor libertado. Assim que detectam a presa, as folhas começam a enrolar-se de forma a envolver a presa nas enzimas digestivas libertadas.
Um aspecto que se encontra ainda pouco desenvolvido diz respeito à diversidade micológica. Assim, a variedade de fungos que ocorre começa agora a ser inventariada e estudada de forma mais exaustiva, apresentando-se nas imagens laterais alguns exemplos.
Na breve resenha biológica apresentada, ainda que incompleta, fica patente a vasta diversidade biológica e potencial natural (e conservacionista) da Pateira, como é referido para as demais Zonas Húmidas. Não obstante, são alguns os problemas que afectam esta área, entre os quais a infestação com Jacinto-de-água.
Jacinto-de-água
O jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) é uma espécie infestante originária da bacia do Amazonas (Brasil), encontrando-se actualmente disseminado nos cinco continentes. Alastra-se pelos sistemas aquáticos de climas tropicais e temperados, causando rapidamente a ruptura dos sistemas naturais infestados. É considerada por muitos autores como “uma das piores pragas de plantas aquáticas a nível global” (HOLM et al., 1977).
Como tal, a ocorrência e disseminação desta espécie exótica infestante na Pateira constitui um dos principais factores que contribui para a degradação das condições ecológicas, económicas e sociais desta zona húmida que urge recuperar e preservar.
A ceifeira-aquática
Dada a área em questão e a dimensão da infestação, as metodologias a adoptar e tecnologias de apoio foram seleccionadas de acordo com a avaliação do risco sobre a ZPE, do efeito ambiental das diferentes metodologias e a eficácia da remoção a curto, médio e longo prazo.
A gravidade do problema da infestação de sistemas aquáticos ao nível global levou ao desenvolvimento de tecnologia específica para a sua resolução e/ou controlo.
Assim sendo, recorreu-se à remoção mecânica, sendo a extracção feita com recurso a uma máquina – ceifeira-aquática – que começou a laborar na lagoa a 13 de Dezembro de 2006.
Com um tapete incorporado, e movido por um motor, extrai as massas de jacintos-de-água. Controlada por um operador, a ceifeira-aquática possui um sistema simples e eficaz: duas rodas de pás com um funcionamento hidráulico independente que garantem a grande manobrabilidade do equipamento.
Em apenas dois meses e meio, foi possível melhorar as condições ecológicas e hidrológicas do sistema aquático, recuperar o espelho de água, melhorar a capacidade para suportar actividades lúdicas e de lazer na área, bem como melhorar as condições para a prática das actividades tradicionais no espelho da lagoa.
Requalificação Ambiental e Paisagística da Pateira
A remoção do jacinto-de-água da lagoa foi apenas a 1ª fase de um vasto e complexo processo, que engloba várias outras medidas e acções que visam o desenvolvimento sustentável, a conservação e protecção da Natureza e, consequentemente, a Requalificação Ambiental e Paisagística da maior lagoa natural da Península Ibérica, a Pateira de Fermentelos.
Após o levantamento topo-hidrográfico realizado, concluiu-se que o leito da lagoa se encontra fortemente assoreado, em particular na zona mais a jusante da Pateira.
Desta forma, ficou patente a necessidade de, a curto prazo, se proceder à normalização do leito natural da Pateira, pela remoção (dragagem) do excesso de sedimentos entretanto acumulados, bem como à reconstrução do pequeno açude localizado na confluência da Pateira e rio Águeda.
Numa área classificada como a Pateira, englobada numa importante bacia hidrográfica (bacia hidrográfica do Rio Vouga), com valores paisagísticos e a nível da conservação da natureza, que se traduzem na elevada diversidade biológica, alguma com estatuto de protecção a nível nacional e internacional, é importante dotar o espaço com infra-estruturas adequadas que permitam a conservação, mas também a observação e a interpretação da natureza.
Neste âmbito, são desenvolvidas várias acções de educação ambiental, como a organização de palestras e acções de sensibilização ambiental, observação de aves, realização de percursos interpretativos, workshops para a construção de ninhos, entre outras actividades promovidas pela Autarquia ou por outras entidades como a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), a UA (Universidade de Aveiro), a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza).
A definição de percursos com temas e finalidades várias (educação ambiental, prática de desporto, observação de aves, etc.) está a ser estudada numa perspectiva intermunicipal.
A Pateira é, desta forma, vista como um todo, onde o objectivo é conduzir o visitante pelo espaço natural dando-lhe a conhecer os valores naturais da área (com descritores de paisagem, de espécies), bem como dotar estes percursos do mobiliário adequado (observatórios de aves, pontos de encontro e descanso, material de apoio à prática desportiva, etc) e que dê ao visitante o conforto, a segurança e o equilíbrio natural que procura neste local.
São várias as propostas de actividades que o visitante encontra ao seu dispor na lagoa ou nas áreas adjacentes e que o levam ao contacto quer com a natureza, quer com as dinâmicas culturais e tradições locais. Desde os momentos de descontracção que pode passar nos parques de lazer, a uma travessia nas tradicionais bateiras, a uma viagem nas bicicletas aquáticas, de um passeio a cavalo, de bicicleta ou a pé, a uma tarde de pesca, um dia desportivo, ou simplesmente um momento de pausa a vislumbrar a paisagem, só ou em família, são algumas das ideias já praticáveis na Pateira de Fermentelos.
Considerações finais
Numa época em que o ambiente se assume no contexto nacional e internacional como tema prioritário e se procura evitar a continuação da degradação dos recursos hídricos, surge a Directiva-Quadro da Água (DQA) – 2000/60/CE – transposta para a ordem jurídica nacional pela Lei nº 58/2005, de 29 de Dezembro. Esta vem estabelecer como objectivo a alcançar, até 2015, “o bom estado ecológico ou o bom potencial ecológico e químico de todas as massas de água”.
Como tal, “proteger e melhorar o estado dos ecossistemas aquáticos e também dos ecossistemas terrestres e zonas húmidas, directamente dependentes dos ecossistemas aquáticos”, constitui uma atribuição das entidades públicas e um dever dos particulares.
Não obstante, e tal como referido no início deste documento, além da dimensão ambiental, prevalece uma forte componente social, sendo incalculável a importância que a Pateira e ecossistemas associados representam para as populações limítrofes desta área.
Assim, torna-se premente assegurar a continuidade deste projecto, com o desenvolvimento e implementação das acções previstas para a requalificação ambiental e paisagística da Pateira. Pretende-se pois que a Pateira de Fermentelos volte a ser um ex libris natural da região, motivo de referência e orgulho nacional.
Texto retirado do livro
Pateira de Fermentelos: Paisagem a proteger
Célia Laranjeira (CMA) www.cm-agueda.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=28901
MAR Museo d'Arte Ravenna
Via di Roma, Ravenna
Dal 9 ottobre al 10 novembre 2009
Dave McKean, Peter Kuper,
Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini
Venerdì 9 e sabato 10 ottobre 2009 Ravenna ospita la quinta edizione di Komikazen – Festival internazionale del fumetto di realtà, a cura dell’Associazione culturale Mirada.
Il Festival è realizzato nell’ambito delle iniziative del GAER Emilia Romagna (network regionali del GAI – Giovani Artisti Italiani) e di Italia Creativa.
La tendenza autobiografica, memorialistica, storica e di reportage del reale è sempre stata presente in molti dei grandi maestri dell’arte sequenziale. È proprio questo l’aspetto del fumetto che il Festival Komikazen prende in considerazione. In questa edizione in particolare sono presentate soprattutto storie che nascono da una tensione individuale, dalla ricerca e dalla sperimentazione.
Sei gli autori ospiti della quinta edizione di Komikazen, protagonisti di workshop e incontri insieme ad autorevoli rappresentanti dell’ambito culturale nazionale e presenti a Ravenna con le tavole originali di alcuni dei loro lavori più significativi, in mostra per un mese (fino al 8 novembre 2009) in vari luoghi della città.
Ospite d’onore il disegnatore inglese Dave McKean, che al MAR, Museo d’arte della città, espone La comica tragedia o la tragica commedia di Mr Punch, lavoro sul diabolico personaggio Mr Punch, antieroe mutuato dalla Commedia dell’Arte, la cui storia si intreccia a ricordi d’infanzia del protagonista e narratore della storia. McKean, illustratore, designer, fotografo e perfino musicista è stato definito “un vulcano” per la creatività visionaria, che caratterizza tutta la sua opera: fumetti, lungometraggi e albi illustrati.
Fumetto di realtà nel senso più classico è invece quello delle opere dell’americano Peter Kuper, altra importante presenza del Festival, che a Ravenna espone le tavole di due suoi lavori: La giungla, e la sua ultima creazione Diario de Oaxaca.
La realtà del fumetto nazionale dell’ultima generazione di disegnatori è rappresentata da Paolo Bacilieri, con le tavole della storia dell’omicida Pietro Maso, vicenda rimasta impressa nella memoria di chi ha vissuto consapevolmente gli anni ’80; Gianluca Costantini, artista ravennate che si è contraddistinto negli ultimi anni per un fumetto dalle tematiche di interesse politico nazionale e internazionale e che presenta due mostre una sulla storia tragica della guerra di liberazione algerina, e l’altra dal titolo Opus quotidianum in cui sono esposte sue tavole di argomento politico scomposte e ricostruite in mosaico da Koko Mosaico; e Davide Toffolo che si confronta con lo scrittore più eclettico della nostra cultura contemporanea: Pier Paolo Pasolini.
Venerdì 9 ottobre (ore 10.00 – 13.00 e 14.00 - 17.30) presso il Teatro Rasi (Via di Roma, 39) il Festival si apre con il workshop per disegnatori e appassionati dell’intellettuale e disegnatore americano Peter Kuper. Newyorkese d’adozione, Kuper nasce nel 1958 ed è noto soprattutto per il carattere politico delle sue pubblicazioni. Illustrazioni di Kuper sono apparse su numerose riviste e quotidiani statunitensi, tra i quali «The New Yorker», «Time», «The Washington Post» e «The Progressive». Tra le sue graphic novel più famose, un adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (lavoro esposto a Ravenna) e Comics-Strips, cronistoria del suo viaggio di otto mesi in Africa e nel Sud-Est asiatico (iscrizione obbligatoria a info@mirada.it).
Sabato 10 ottobre dalle 9.30 al Teatro Rasi incontro dal titolo Supermaso attitude e gli eredi: storie dal vero con il disegnatore Paolo Bacilieri e lo scrittore e saggista veneto Gianfranco Bettin, che nel ’92 pubblicò per Feltrinelli L’erede. Pietro Maso, una storia dal vero.
Veneto anche Bacilieri, nasce a Verona nel 1965, diplomatosi presso l’Accademia di Belle Arti di Bologna, lavora nel mondo dei comics dal 1982. Autore eclettico, sintetizza nella sua cifra personale il bagaglio di immagini del fumetto seriale e le soluzioni più azzardate dei comics underground.
Tra le sue opere: Barokko (1988-1995, Black Velvet), Durasagra (1994, Black Velvet), The Supermaso Attitude (Phoenix, 1996), alcuni albi delle serie Napoleone e Jan Dix (Sergio Bonelli Editore, 1999-2008), Zeno Porno (Kappa edizioni, 2005) e La magnifica desolazione (Kappa edizioni, 2007).
Alle 11.30 incontro con il disegnatore Peter Kuper che parla di Oaxaca: raccontare il Messico. Nel 2006 Kuper si trasferì per un periodo da New York a Oaxaca in Messico con la famiglia, per sfuggire alla metropoli caotica alla ricerca di un’oasi di pace, ma come scrive lui, Diario di Oaxaca è il risultato del trovarsi nel posto giusto al momento sbagliato. Infatti Oaxaca, cittadina solitamente tranquilla, fu teatro di violenti scontri tra le forze di polizia del Governo e gli scioperanti, in particolare insegnanti, che chiedevano maggiori garanzie e aumenti di stipendio.
Nel pomeriggio alle 15.30 appuntamento con Dave McKean, presentato da Paul Gravett, giornalista inglese e direttore del Festival di fumetto londinese Comica.
McKean nasce in Inghilterra nel 1963. I suoi lavori sono caratterizzati dalla commistione di varie tecniche quali disegno tradizionale, fotografia, collage, scultura e computer grafica. La sua carriera ha inizio con un fallimento: nel 1986 si reca a New York per un colloquio di lavoro come disegnatore di fumetti, che non ha esito positivo; tuttavia in quell'occasione incontra lo scrittore di testi, anche lui inglese, Neil Gaiman, con cui stabilirà un sodalizio che ancora continua. Gaiman lo coinvolge nella lavorazione di una breve graphic novel, Violent Cases pubblicata nel 1987. Nel 1988 pubblicano insieme il capolavoro Black Orchid. Tra il 1990 e il 1996 Dave McKean scrive e disegna il suo capolavoro: Cages (pubblicato in Italia da Macchia Nera nel 1999), una graphic novel sul tema dell’ispirazione e della creatività artistica, disegnata con uno stile molto scarno che ricorda le opere di José Muñoz e Lorenzo Mattotti.
Dalla collaborazione con Neil Gaiman nascono anche le graphic novel Signal to Noise nel 1992, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film, Mr Punch e i libri illustrati per bambini The day I swapped my dad for two goldfish (1997 - In Italia: "Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi" ed. Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 - In Italia: "I lupi nei muri"ed. Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre con Gaiman, il libro Coraline (2002 - In Italia: "Coraline" - ed. Mondadori, 2003).
Durante la sua carriera, McKean ha realizzato anche numerose copertine di CD per artisti internazionali, copertine di libri, illustrazioni per The New Yorker, e contribuito alla realizzazione di pubblicità e piccole clip promozionali. Ha inoltre pubblicato due libri di fotografie.
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta ancora in collaborazione con Gaiman prende vita sullo schermo con l'ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion.
Alle 19 presso il MAR, Museo d’arte della città (Via di Roma, 13), nell’ambito delle manifestazioni per la Notte d’oro di Ravenna, inaugurazione della mostra L’ombra di Peter Pan con le tavole originali di Dave McKean, Peter Kuper, Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini.
La mostra di McKean si compone in gran parte di tavole tratte dal suo lavoro con Gaiman su Mr Punch, in cui l'affiatata coppia di artisti propone una summa dei rispettivi stili e modi di affrontare l'arte grafica. Gaiman presenta al pubblico i personaggi di Mr. Punch, il chiassoso e popolare burattino anglosassone derivato da Pulcinella, e Judy, la sua compagna, e crea una raffinata storia nella storia, una favola oscura che mescola l'infantile innocenza con l'oscurità degli adulti. In perfetta armonia con dialoghi e didascalie, McKean accompagna ogni pensiero di Gaiman con sofisticate immagini che superano il canonico concetto di vignetta e fumetto e fondono insieme abilità fotografica, gusto per la sperimentazione e puro disegno. Saranno inoltre esposte numerose tavole originali tratte da uno dei suoi lavori più noti Cages, una graphic novel scritta e disegnata da lui stesso sul duro mestiere dell’artista, che ha al centro il tema dell’ispirazione e della creatività, e con i testi dell’inseparabile Gaiman Signal to noise, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film.
In occasione dell’inaugurazione della mostra di Mckean è allestito di fronte alle tavole del maestro inglese, uno spettacolo dal titolo Omaggio al Punch di Dave Mckean, un intervento burattinesco del poliedrico burattinaio Luca Ronga, vincitore nel 2009 del premio Eolo Awards per il miglior Teatro di Figura in Italia. Ronga, nel suo breve intervento, ricrea l’atmosfera dei teatrini ambulanti esistenti fin dal ‘600 della tradizione del Mr Punch-Pulcinella, ricostruendo dentro lo spazio del MAR un vero e proprio teatro dei burattini con tanto di struttura in legno e pizzi, una “guarattella”, e usando la “pivetta”, antico strumento creato per dotare Pulcinella della sua tipica voce dal suono a chioccia.
Nell’esposizione di Kuper (50 tavole) sono insieme Diario di Oaxaca e La giungla, il romanzo più importante e di successo di Upton Sinclair; una denuncia delle misere condizioni di vita degli immigrati, costretti a lavorare in situazioni pericolose e anti-igieniche nelle fabbriche di inscatolamento del cibo confezionato. La potenza immaginifica delle illustrazioni di Kuper cattura l’intensità del romanzo di Sinclair, in un audace contrappunto fra testo e disegno.
Paolo Bacilieri espone 20 tavole del suo lavoro del 1996 The Supermaso Attitude, sulla terribile vicenda di Pietro Maso, che nel ’91 a 19 anni organizzò l’assassinio dei suoi genitori con la collaborazione di due amici, per acquisirne l’eredità. Un’opera che al momento della sua uscita, non passò sicuramente inosservata, per la tematica scottante, affrontata con toni ai limiti del grottesco e per il suo essere in controtendenza rispetto all’imperversare, in quegli anni, di manga e supereroi. Bacilieri si è documentato a lungo sugli atti processuali con l'aiuto dello psichiatra Vittorino Andreoli, anche lui personaggio del fumetto, ma il risultato artistico è tutt'altro che realistico e la sottile ironia del disegnatore affiora in tutte le pagine, nonostante la drammaticità della storia.
Gianluca Costantini, artista visivo e disegnatore di fumetti, vive e lavora a Ravenna. Come illustratore e autore di fumetti, pubblica su numerose riviste e quotidiani italiani fra cui "Il Nuovo Male", "Blue", "Il Manifesto", "Internazionale", e stranieri "Babel" (Grecia), "Kuhinja" (Serbia) e "WarWorldIII" (U.S.A.). Dal 2002 è direttore della rivista italiana di fumetti "inguineMAH!gazine" e cura diverse pubblicazioni di graphic novelist internazionali. A partire dai primi anni Novanta espone in numerose mostre collettive in tutta Europa; nei festivals di fumetto internazionali come Lucca Comics, Stribburger e Angouleme, in manifestazioni artistiche come la Biennale dei Giovani artisti dell'Europa e del Mediterraneo o in gallerie private italiane. Alcune delle ultime mostre personali sono state Political Comics (Atene, 2006), Banda desenhada politica (Lisbona, 2006), Sangue in Algeria (Perugia, 2008) e Channeldraw (Belgrado, 2008).
A Komikazen espone le 20 tavole di Sangue d’Algeria, un lavoro sulla guerra di liberazione algerina dal colonialismo francese, svoltasi dal 1954 al ‘62. In poche tavole, in cui il testo delle didascalie è parte integrante del disegno stesso, Costantini mette in scena con abilità la volontà di mostrare tutti gli aspetti della Guerra d’Algeria, senza aver la pretesa di creare un documento storico, ma incitando a leggere la storia diversamente, a prendere coscienza di una storia occultata dai francesi e dagli stessi algerini. La mostra è stata prodotto dalla Galleria Miomao di Perugia ed è stata esposta al Salon du Dessin Contemporain di Parigi nel marzo 2009.
Dave Mckean
(Maidenhead , 29 dicembre 1963)
rtista poliedrico, è disegnatore, illustratore, regista e fotografo, oltreché musicista. Ha messo a punto, grazie all’utilizzo di tecniche miste spaesanti, uno stile inconfondibile e allo stesso tempo imitatissimo.
La sua produzione è potente e unica, eppure in continua evoluzione. Considerato il guru dalla generazione Photoshop negli anni ’90, continua ad avere questo ruolo di apripista nell’universo dell’animazione digitale.
Eppure la sua carriera iniziò con un fallimento: giunto nell’86 a New York per un colloquio, il lavoro gli venne rifiutato. in compenso conobbe Neil Gaiman con il quale continua ad avere un sodalizio incorruttibile.
Insieme realizzano Violent Cases (1987) e l’indimenticabile Black Orchid nell’anno successivo. Il 1989 vede ancora la coppia autoriale al lavoro nella serie culto di Sandman, di cui egli cura il progetto grafico. Sempre per la DC Comics disegna Arkham Asylum, una storia di Batman sui testi dell’altro ragazzo terribile di questa straordinaria stagione inglese, Grant Morrison.
Negli anni ’90 realizza invece il suo capolavoro, l’unica opera di cui cura sia disegno che sceneggiatura, Cages. Realizzata in dieci numeri, è un romanzo che è anche un trattato sull’arte, la creatività e gli usi e abusi della tecnica. Lo stile che va da disegni che ricordano Egon Schiele., a interventi su fotografie, silografie quasi astratte, fino a dipinti in quadricromia e collage, ha un effetto straniante. L’approccio filosofico al disegno costituisce sicuramente l’aspetto più innovativo di questo ampio progetto.
Signal to Noise, del 1992 e Mr Punch del 1994 sono altri risultati del rapporto duraturo con Gaiman: quest’ultimo fa parte della tradizione del teatro di figura inglese del ‘600 ed è il risultato contaminato della figura tradizionale napoletana di Pulcinella (originariamente in inglese punchiniello). Si tratta di un classico trickster, che come la figura napoletana, ha aspetti molesti, dissacratori e liberatori. La versione illustrata da McKean rende un tributo malinconico a questo personaggio seguendo l’unico testo di cui Gaiman ha detto di essere veramente fiero. Oltre ad affrontare la paura e la morte la storia è un’epica del ricordo: “il pensiero della memoria non è né dritto né sicuro, e noi lo intraprendiamo a nostro rischio. E’ più facile fare brevi viaggi nel passato, ricordare in miniatura, costruire piccole recite di marionette nella nostra testa”.
Sempre per l’infanzia, con Gaiman ha illustrato The day I swapped my dad for two goldfish (1997 – In Italia: Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi, Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 – In Italia: I lupi nei muri, Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre per Neil Gaiman, il romanzo Coraline (2002) da cui è stato tratto recentemente un film.
Molto importante è inoltre la sua collaborazione con musicisti per copertine di CD o di libri. Come fotografo ha realizzato due libri A Small Book of Black and White Lies (1995 – In Italia: Un libretto di bugie bianche e nere, Macchia nera, 2000) e Option: click (1998 – In Italia: Opzione: click,Macchia nera, 2000);
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta in collaborazione con l’amico Neil Gaiman prende vita sullo schermo con l’ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion. Al momento sta lavorando su un nuovo lungometraggio che prevede l’utilizzo sia di animazione che di ripresa filmica su un tema caro sia a lui che Gaiman, ovvero tra mondo reale ed immaginario.
Peter Kuper
(Summit – New Jersey, 22 settembre 1958)
Kuper è uno dei nomi fondamentali della scena impegnata e visualmente militante degli Stati Uniti. Ha conosciuto Seth Tobocman, con cui ha fondato la rivista World War III Illustrated, all’università a New York alla fine degli anni ‘70. Negli stessi anni è stato assistente di studio di Chaykin.
La rivista WW III esce dal 1979 e costituisce un luogo non solo di pensiero, ma anche di intersezione tra azione politica e rappresentazione, quasi unico al mondo. Gli illustratori e i disegnatori che partecipano alla rivista creano figure che poi vengono usate per manifesti dalla Turchia al Marocco alla Francia e via dicendo. Una sorta di comunità internazionale visiva.
Il lavoro che lo ha reso maggiormente famoso negli USA e all’estero è la sua versione SPY VS SPY apparso sulla rivista MAD. Kuper ha continuato la storia creata da Prohias e passata da varie mani senza soluzione di continuità dal 1997.
Accanito viaggiatore, ha attraversato l’America Latina e ha visitato Europa, Africa, Asia Medio Oriente: questa sua propensione all’andare è testimoniata dal libro uscito nel 1992 ComicsTrips: A Journal of Travels Through Africa and Southeast Asia.
Collabora inoltre regolarmente con Time, Newsweek, The New York Times come illustratore.
La sua produzione di graphic novel è piuttosto ampia, in particolare oltre a Stripped – An Unauthorized Autobiography, Mind’s Eye, The System, si è cimentato anche con la versione grafica dei racconti di Kafka dal titolo Give It Up! (tr. it. Lascia stare!E altri racconti brevi, Hazard) ma anche del capolavoro kafkiano The Metamorphosis (tr. it. La metamorfosi, Guanda 2008), oltre all’adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (tr. it. La giungla, 001 edizioni) e Sticks and Stones, un romanzo grafico senza parole sull’ascesa e deglino degli imperi che ha ricevuto la medaglia d’oro nel 2004 dalla Society of Illustrators americana. Il tema del narrare senza parole è trasversale nella produzione di Kuper: anche in The System la narrazione delle vite intrecciate di una ragazza madre, di un serial killer, di un anziano poliziotto e altri personaggi senza nome avviene mostrando esclusivamente azioni e reazioni in una città che parla solo attraverso i titoli di giornale e in cui ognuno è assolutamente inconsapevole degli effetti che le proprie azioni hanno sulla vita altrui.
Il più recente Stop Forgetting to Remember racconta elementi autobiografici come la nascita della figlia, l’11 settembre e altre personali vicissitudini del decennio 1995-2005.
La sua permanenza nel 2006 a Oaxaca in Messico, dovuta a ragioni strettamente personali, lo ha portato ad essere testimone e narratore delle rivolte degli insegnati e dei riot scoppiati nella città messicana.
Coniuga all’attività di disegnatore anche la docenza. Dal 1986 infatti he tenuto regolari corsi di fumetto e illustrazione alla School of Visual Arts e ora anche alla Parsons di New York. È inoltre l’art director di INX, un’agenzia ora sito che dagli anni ‘80 mette a disposizione delle testate editoriali illustrazioni di tipo politico.
Nel 2004 è stato sottoposto a giudizio a seguito dell’ispezione della polizia doganale di un pacco che conteneva la rivista slovena Stripburger, dove compariva la parodia di Kuper di Richie Rich intitolata Richie Bush. Dopo che i legali fecero notare che la parodia non è pirateria, gli agenti doganali decisero di non procedere oltre.
Paolo Bacilieri
(Verona, 23 febbraio 1965)
Bacilieri, che ha studiato all’Accademia di Bologna e vive a Milano, è un fagocitatore di immaginario, che risputa su carta visualizzandone le più oscure ambiguità.
Le sue prime esperienze professionali sono legate a Milo Manara, con il quale collabora nei primi anni di apprendistato a Russi. Storia dei popoli a fumetti (testi di Enzo Biagi), Mondadori.
La sua prima storia, pubblicata nel 1986 in Francia da Casterman sulla celebre rivista «A Suivre» e in Italia su «Corto Maltese», è Il tesoro degli Imbala su testi di Franco Mescola. Farà seguito l’incursione nell’erotismo venato di umorismo di Una storia del cazzo, prima apparsa sulla rivista«Blue» e in seguito raccolta in volume da Blue Press.
Influenzato nei primi anni dal segno manariano, mostra la propria personale espressività grafica con il primo episodio della serie Barokko, pubblicato per Casterman in Francia e poi in Italia sulle pagine di «Comic Art». Bacilieri alternerà sempre nella propria produzione la disponibilità alla serialità, che non si trasforma mai nell’asservimento al segno e allo stile di altri ma porta sempre una ventata di nuovo, e la realizzazione di storie autoriali di suo pugno.
Nel 1994 realizza per le edizioni R&R il volume Durasagra – Venezia über alles in cui rivisita, sullo sfondo di una Venezia preda di turisti e deliri grafici, la triade Zanardi-Colasanti-Petrilli, personaggi eccellenti di uno dei numi tutelari dell’autore, Andrea Pazienza. Con Durasagra darà ulteriore dimostrazione dell’evoluzione del suo segno, in una ricerca stilistica indirizzata anche allo studio delle forme dell’arte rinascimentale, oltre a palesare la perfetta assimilazione dell’eredità spirituale del fumetto degli anni Ottanta. Nel 1995 farà ritorno alla rivista «Blue» con la serie Phonx, a cui seguirà l’anno dopo The Supermaso attitude (Phoenix, ristampa sul inguinemah!2008), ispirato a crudi e sanguinari fatti di cronaca della provincia veronese del 1991. La storia comparve nel 1996: il clima italiano era gelido per i fumetti. Le riviste d’autore erano al crepuscolo e i supereroi e i manga avevano conquistato il mondo editoriale. Alcuni quotidiani lo recensirono scandalizzati, leggendolo come una celebrazione criminale. L’interpretazione visiva del putrido che si nasconde anche nella provincia apparentemente perfetta del veneto non è decodificata. Maso che uccide con la tuta della Fiat come un vendicatore di nessuna pena, i dialoghi tra personaggi che discutono ex post l’accaduto, rappresentati come boccette di profumo costoso da uomo oppure il giudice in versione l’uomo pietra, non è interpretato all’epoca come capacità di sintesi, di un’analisi che semplicemente non usa le parole ma le immagini per raccontare più in profondità quanto stava avvenendo, non solo quanto già accaduto, nella nostra Italia. Un raccontare l’accaduto che non si ferma all’apparenza, ma che attraverso l’uso disvelatore del disegno ci mostra quanto non appare.
Nel 1997 appare sempre su «Blue» la serie Zeno Porno, succedutesi poi su «Mondo Naif», raccolte in volume dalla Kappa nel 2005. Zeno è uno sceneggiatore di fumetti Disney ed ex agente segreto della C.I.A., protagonista disilluso di avventure surreali, bizzarre e oniriche, nelle quali non è difficile cogliere elementi autobiografici dell’autore. Bacilieri si nutre da sempre dei gerghi delle controculture. La saga di Zeno prosegue poi con La magnifica desolazione, pubblicato nel 2007 sempre da Kappa
Nel 1999 fa il suo ingresso in casa Bonelli come disegnatore e, subito dopo, sceneggiatore della serie Napoleone. Sulla testata creata da Carlo Ambrosini il segno di Bacilieri incredibilmente non si comprime o contiene e, in aperta violazione con i canoni non scritti della casa editrice milanese, espande formati e numeri di vignette per tavola. Le sporcature a cui si erano abituati i lettori scompaiono, rilasciando sulla tavola come effetto “ultimo non ultimo” un amalgama di segni e disegni unitario e compatto ma perfettamente leggibile. In seguito ha illustrato, in collaborazione con Franco Busatta, Patty Paradise e Scusa Sadik, hai visto Diabolik? (Punto Zero), mentre le Edizioni Hazard gli hanno reso omaggio con The making of Napoleone.
La raccolta di disegni ispirati alla musica Canzoni in A4 è stato invece commissionato dalla galleria Miomao di Perugia e stampato da Kappa nel 2008.
Gianluca Costantini
(Ravenna, 19 dicembre 1971)
Mosaicista di formazione, si è dilpomato all’Accademia di Belle Arti di Ravenna in Decorazione: proprio l’aspetto fortemente decorativo, che riprende la bidimensionalità del mosaico bizantino e l’ambientazione notturna delle scene, costituisce la sua prima cifra stilistica.
Comincia a pubblicare nel 1993 su Schizzo dove compare una storia scritta da Scianamé, L’ultimo appuntamento. Nell’anno successivo compaiono sue illustrazioni su Il Manifesto e Neural, nonché altre due storie brevi sulla rivista allora edita dall’Arci. Da allora sue illustrazioni sono apparse in numerosissime pubblicazioni editoriali, copertine di libri, produzioni musicali e materiali editoriali. Nel 1995 inizia la collaborazione con lo sceneggiatore Giovanni Barbieri, con la storia breve Probabilità. Nel 1996 inaugura la collana Schizzo presenta, del Centro Fumetto Andrea Pazienza, con Animalingua. Il suo mondo è popolato di figure arcane, simbologie tratte con sciamanica casualità dalla tradizione giapponese, russa, da uccelli mitologici e da frasi evocative. Nel 1998 vince proprio per il fumetto il premio Guercino. Alterna alla propria produzione, che si muove sempre nei confini labili di arte contemporanea, fumetto e illustrazione, iniziative culturali ed editoriali. Nel 2001 fonda il collettivo inguine, inizialmente un sito di sperimentazione del fumetto in internet. La sperimentazione è subito accolta con grande attenzione proprio dal mondo dell’arte contemporanea e inguine.net viene presentato in numerose mostre, tra cui la Biennale dei Giovani Artisti di Sarajevo del 2001 e vince tra gli altri il Premio Palinsesto nel 2004. Ma è nel 2006, con la pubblicazione del diario autobiografico Vorrei incontrarti (Fernandel edizioni) che il suo stile acquista un carattere più asciutto. L’aspetto fortemente decorativo e quasi orientale, lascia spazio ad un segno a linea chiara, in cui è lasciata alla scrittura la veste di decorazione. Un segno più gestuale e innocente, che apre le porte ad un mutamento anche nelle modalità di realizzazione delle tavole stesse. Il libro successivo, Diario di un qualunquista (Fernandel edizioni, 2007) raccoglie i disegni realizzati in tempo reale seguendo sulla rete gli eventi del mondo, raccogliendo con modalità di cut up immagini e parole di notizie magari passate velocemente in secondo piano, ma che sono effettivamente accadute e il cui spessore reclama una narrazione. Sempre nel 2007 pubblica, su testo di Carnoli – Colombari, Ultimo, Storia di ordinaria guerra civile.Un libro che ripercorre con taglio fiction la misteriosa uccisione di Arpinati, gerarca bolognese, dopo la liberazione. Il suo stile si libera, per modellarsi sulla base delle necessità narrative e la forma si adatta al contenuto, mostrando una molteplicità camaleontica di utilizzo delle tecniche e del segno. Nel 2008 per la comma 22 esce L’ammaestratore di Istanbul, su testo di Elettra Stamboulis, diario di viaggio della coppia ad Istanbul sulle tracce dell’intellettuale e pittore ottomano Osman Hamdi. Nel 2009 è uscito invece Officina del Macello (Edizioni del Vento), sulla decimazione di S. Maria La Longa nella Prima Guerra Mondiale, il più grave episodio di rivolta e di uccisioni sommarie di cui abbiamo testimonianza nella Grande Guerra. Il progetto Sangue in Algeria è stato invece realizzato per la galleria di fumetto contemporaneo di Perugia Miomao ed è stato esposto al Salon du Dessin di Parigi nel marzo 2009. Le sue storie sono apparse in moltissime pubblicazioni all’estero, in particolare del circuito alternativo, tra cui Stripburger (Slovenia), Laikku (Finlandia), Babel (Grecia), World War III (Usa).
Consider me officially back into the Piratical swing. Not that I ever really left, but why not.
A possible idea for Pillage the Village. Although limiting the contest to no-little violence with certainly limit my ability to incorporate this.
If you are looking for the right products to promote your business or special event, consider the effectiveness of giant balloon advertising.
Top level advertising, giant Advertising Balloons act as a beacon to customers. Brands, messages, or events won’t be missed when custom giant balloons are put to use for advertising, specializes in both full-services, store front advertising campaigns and as well as manufacturing custom advertising balloons according to your desire.
Payless Balloon & Promotions offers custom designed giant advertising balloons, all types of promotional balloons, banners, blimps and flags in the various colors and patterns of your choice. Giant Balloon advertising can typically be seen Far-Sighted, which allows for tremendous local awareness and visibility to be created. These giant advertising displays are ideal for grand openings, sales events, anniversaries, or creating local awareness that brings the consumer from the curb to your door. You can see an advertisement balloons from miles away even though you may not be able to understand what is being advertised. These advertising balloons help generate interest and bring more people near to the balloons as a result. This way, you get to reach a wider public irrespective of whether they are outside on streets or inside their office or home etc.
Visit: paylessballoonsadvertising.com/inflatable-advertising-bal...
+++ DISCLAIMER +++Nothing you see here is real, even though the conversion or the presented background story might be based historical facts. BEWARE!
In October 1933, Hermann Göring sent out a letter requesting aircraft companies consider the design of a "high speed courier aircraft" - a thinly veiled request for a new fighter. In May 1934, this was made official and the Technisches Amt sent out a request for a single-seat interceptor for the Rüstungsflugzeug IV role, this time under the guise of a "sports aircraft". The specification was first sent to the most experienced fighter designers, Heinkel, Arado, and Focke-Wulf.
Heinkel's design was created primarily by twin brothers Walter and Siegfried Günter, whose designs would dominate most of Heinkel's work. They started work on Projekt 1015 in late 1933 under the guise of the original courier aircraft, based around the BMW XV radial engine. Work was already under way when the official request went out on 2 May, and on 5 May the design was renamed the He 112.
The primary source of inspiration for the He 112 was their earlier He 70 Blitz ("Lightning") design. The Blitz was a single-engine, four-passenger aircraft originally designed for use by Lufthansa, and it in turn was inspired by the famous Lockheed Model 9 Orion mail plane. Like many civilian designs of the time, the aircraft was pressed into military service and was used as a two-seat bomber (although mostly for reconnaissance) and served in this role in Spain. The Blitz introduced a number of new construction techniques to the Heinkel company; it was their first low-wing monoplane, their first with retractable landing gear, their first all-metal monocoque design, and its elliptical, reverse-gull wing would be seen on a number of later projects. The Blitz could almost meet the new fighter requirements itself, so it is not surprising that the Günters would choose to work with the existing design as much as possible.
The original He 112 was basically a scaled down version of Heinkel’s aerodynamically highly refined He 70 and shared its all metal construction, inverted gull wings, and retractable landing gear. Like the He 70, the He 112 was constructed entirely of metal, using a two-spar wing and a monocoque fuselage with flush-head rivets. The landing gear retracted outward from the low point of the wing's gull-bend, which resulted in a fairly wide span track, giving the aircraft excellent ground handling. Its only features from an older era were its open cockpit and fuselage spine behind the headrest, which were kept in order to provide excellent vision and make the biplane-trained pilots feel more comfortable.
The He 112 V1 started in the head-to-head contest when it arrived at Travemünde on 8 February 1936. The other three competitors had all arrived by the beginning of March. Right away, the Focke-Wulf Fw 159 and Arado Ar 80 proved to be lacking in performance, and plagued with problems, and were eliminated from serious consideration. At this point, the He 112 was the favorite over the "unknown" Bf 109, but opinions changed when the Bf 109 V2 arrived on 21 March. All the competitor aircraft had initially been equipped with the Rolls-Royce Kestrel engine, but the Bf 109 V2 had a Jumo 210. From that point on, it started to outperform the He 112 in almost every way, and even the arrival of the Jumo-engined He 112 V2 on 15 April did little to address this imbalance.
Eventually, the Bf 109 was chosen as the Luftwaffe’s new standard fighter, and Heinkel was left with an excellent but unwanted fighter. However, the He 112 was subsequently marketed to foreign customers, including Yugoslavia, The Netherlands, Finland, Romania and Hungary, and saw a mild export and license production success during WWII’s opening stages.
In the autumn 1937, a Japanese military delegation visited the Heinkel Flugzeugwerke's Marienehe plant. Impressed by the high performances and clean lines of the He 112 V9, an order for thirty similar He-112B-0s was placed, with options for a further 100 aircraft. The delegation returned to Japan, not only with the signed contract documents but with a demonstration aircraft, presumably the He 112 V5 (D-IIZO).
However, the Japanese Navy, at that time looking for a replacement for its A5M fighter was not impressed by the He 112 V5’s handling characteristics, and since it was unlikely that the He 112 could be modified for carrier operations, this option was not further pursued and eventually Mitsubishi's famous A6M fighter became Japan's standard fighter for naval operations.
Things changed quickly, though. The Japanese expansion to the Asian mainland in the Second Sino-Japanese War required a huge number of land-based aircraft, preferably with a long and the current types appreared obsolete. In order to bridge this gap until indigenous designs had entered full scale production, Japan once more turned to Germany and requested assistance in the form of aircraft deliveries or even license production.
Having been aware of the superior He 112 V9 and the resulting He 112 B-0 as production standard, a Japanese delegation visited Germany in summer 1940 and tested the more modern aircraft. The maneuverability of the Heinkel fighter was again found to be inferor to the Japanese A5M2, but the Imperial Japanese Navy purchased 12 Heinkel He 112B-0 fighters, which it designated both as the Heinkel A7He1 and as the "Navy Type He Air Defense Fighter", and secured rights for license production for the airframe as well as for German aircraft engines, namely the Daimler Benz 601Aa, which later became the Kawasaki Ha40.
The Japanese flew the A7He1 only briefly during the Second Sino-Japanese War, but phased it out of service before the attack on Pearl Harbor in December 1941 in favor of the Mitsubishi A6M Zero. Allied Forces assigned the reporting name "Jerry" to the aircraft.
The A7He1 was disappointing, though, and as a result of the field tests the Kaigun Koku Gijyutsusho's (Testing Unit) issued a final report which concluded that the A7He1 was not the right choice as the main IJN fighter type, and cancellation of the options on additional aircraft was recommended. However, with the purchase of various production rights and tools it was decided to develop the aerodynamically highly sophisticated and sturdy A7He1 further, outfitted with a considerably more powerful Ha40 engine and other refinements and adaptations.
The resulting aircraft was the A7He2, but its development, as well as the integration of domestic parts and setting up serial production (also of the Ha40 engine), took until early 1943. The first Sentai (Air Group/Wing) fully equipped with the A7He2 were allocated to the Kwantung Army in Manchuoko, and additional deliveries were later made to units supporting Japan’s Fifteenth Army in Burma.
However, the machines were sent off of the production lines into a difficult theatre, where jungles and adverse weather conditions, coupled with a lack of spares, quickly undermined the efficiency of both men and aircraft. Because the A7He2 was totally new and the maintenance crews only used to more robust air-cooled radial engines, the type inevitably suffered from teething problems and the A7He2 tallied a disastrous series of failures and ongoing problems.
As a consequence, the pilots did not trust the new aircraft and morale was low. Beyond constant technical issues, the A7He2 was also unpopular due to its very different flight characteristics. Japanese pilots and aerial combat tactics had traditionally relied on agility, and the A7He2, with its focus on speed and superior rate of climb, was a totally different concept.
In fact, the A7He2 was not accepted as a classic fighter at all, and since the more "traditional" A6M had become available in ever growing numbers and updated variants, the A7He2 was soon relegated to ground attacks and CAS missions, in which its heavy gun armament, flight stability, endurance and the ability to take a lot of punishment (esp. hits from small caliber weapons) came in handy.
Occasionally, the A7He2 was deployed in interceptor missions against Allied bombers flying at high altitude, too, but direct dogfight confrontations with fighters were avoided and, if available, any other type was preferred by the IJN pilots.
In order to improve the situation, the A7He2 was modified in the field In the course of its limited career. Most notable changes were the addition of imported dust filters for the touchy engines, and some machines had their original pair of 7.7 mm (0.303 in) Type 97 aircraft machine guns with 500 rounds per gun on top of the engine replaced by two heavier 13mm Type 2 machine guns, for which a modified cowling with characteristic bulges had to be mounted. The machines retained their original designation, though.
Total A7He2 production reached roundabout 300 aircraft and ceased in 1944, when IJN officials recognized that the A7He2 was a dead end and the resources devoted to its production would be better spent in more capable aircraft. Anyway, due to material shortages, the "Jerry" remained in service, even though most machines were gradually replaced by A6M in frontline units until early 1945.
General characteristics:
Crew: 1
Length: 9.22 m (30 ft 11 7/8 in)
Wingspan: 9.09 m (29 ft 9¾ in)
Height: 3.82 m (12 ft 6¾ in)
Wing area: 17 m² (183 ft²)
Empty weight: 1,617 kg (3,565 lb)
Max. takeoff weight: 2,248 kg (4,957 lb)
Performance:
Maximum speed: 580 km/h (360 mph; 313 kn) at 5,000 m (16,000 ft)
Range: 1.150 km (715 mi)
Service ceiling: 9,500 m (31,200 ft)
Rate of climb: 17.0 m/s (3,345 ft/min)
Wing loading: 132 kg/m² (27.1 lb/ft²)
Powerplant:
1× Kawasaki Ha40 inverted liquid-cooled V-12 piston engine, 864 kW (1,159 hp)
Armament:
2× 20 mm Type 99-1 cannon with 100 RPG in the outer wings
2× 7.7 mm (0.303 in) Type 97 aircraft machine guns with 500 RPG
or 13mm Type 2 heavy machine with 250 RPG guns on top of the engine
2× 120 kg (265 lb) bombs or 2× 200l drop tanks under the inner wings
The kit and its assembly:
Another converted Heller He 112 B-0/B-1 in disguise, and this time I spun the type's potential career in/with Japan further. In real life the story ended with the delivery of a dozen He 112 B-0s, which were relegated to training duties and not much liked at all.
However, I had a spare He 112 in the stash and also a surplus Ki-61 fuselage at hand, and wouldn't a combination of the sleek He 112 airframe with a better engine (even of German origin!) be a plausible evolution? Well, said and done...
The He 112 remained close to the original, I just swapped the front end and the propeller (taken completely from a Fine Molds Ki-61 II, which is actually the Hasegawa Ki-61 I with extra parts) and replaced the large OOB stabilizers with more delicate parts from a Hobby Boss A6M5 - IMHO an overall improvement concerning the aircraft's proportions.
Small additions are the protruding gun barrels (hollow steel needles) and the pair of small bombs under the inner wings, inside of the landing gear.
The radiator bath was also enlarged, reflecting the engine’s higher output level, but it basically remained in the original position.
Painting and markings:
A slightly more tricky part - choosing a unit and a scheme were not easy, and I eventually ended up with a mash of styles for a machine of the IJN’s Tainan Air Group based on Formosa.
In 1943, most Japanese aircraft wore toned-down camouflage, the days of an overall light grey livery with flashy unit markings were over. However, I wanted to incorporate some old-school elements and eventually ended up with a basically all-grey aircraft (all-over Tamiya XF-12), onto which green makeshift camouflage (thinned acrylic Revell 363) had been added later in the field, applied around the original hinomaru and tactical markings.
Another unique design element, somewhat lent from the A6M, is a black engine cowling that elegantly merges with an anti glare panel in front of the windscreen. It gives the aircraft almost a racy look, and it underlines the He 112’s elegant lines, too, even with the bigger engine grafted onto it.
Being an aircraft of Japanese manufacture, the cockpit was painted in greenish yellow (“Bamboo”) and the landing gear wells, as well as the flaps’ interior, became Aodake Iro, a home-made mix of acrylic Revell 99 (Aluminum) and a teal clear window painting color. The effect is pretty good.
The markings were improvised and gathered from several sources. The hinomaru originally belong to an Airfix Ki-46, the blue stripes were manually cut from generic blue decal sheet (TL Modellbau); the tacticla code on the fin is of uncertain origin - very old, decals which ,unfortunately, partly desintegrated in the course of the build and had to be repainted manually.
The grey coat received a black ink wash and some panel shading; once the decals and the green camouflage had been applied, the surface was wet-sanded carefully, revealing again some of the grey basic paint and the risen surface details of the Heller kit.
Finally, some soot and exhaust stains were created with grinded graphite, and the kit finally sealed with matt acrylic varnish; the lower part of the black cowling received a sheen finish, though.
The third and last iteration of the Heller He 112 kit, at least for the moment. The engine change is not highly visible, and the paint scheme makes you think that it's rather an A6M with an inline engine than anything else? The wing shape also suggests a beefed-up A5M, it's really weird how a paint scheme can play tricks with your expectations and perception. The whole thing looks very elegant, though, and for a moment I was even tempted to leave the green camouflage away, because in its all-grey livery and with the black engine, the A7He2 looked almost like a race aircraft - and also very German!
Ray Allen, considéré comme un sage en NBA, a dit qu'il souhaitait continuer à jouer jusqu'à 40 ans. en attendant de changer de dizaine, le shooteur des Celtics sera mis à contribution face aux Nets cette nuit.
bit.ly/ABg6MI <---- Faites votre pronostic sur ce match sur "Who's the Bet ?"
"Who's the Bet ?" est un jeu de pronostics sportifs sur Facebook.
Han pasado 32 años desde el último caso de polio en Honduras, 30 en la región, pero profesionales cómo la doctora Roxana Castillo consideran que enfrentar las nuevas epidemias es tan importante como atenderlas “históricas”.
Esta doctora, con más de 20 años de experiencia en el laboratorio, es hoy una de las especialistas en vacunas más destacadas de Honduras.
Según Castillo los sistemas de salud pública de América Latina no se deben relajar, si no más bien profundizar los procesos masivos de vacunación, mejorar la información a los nuevos padres y ampliar el acceso a los insumos médicos.
En quince años me han dicho de todo, y me considero un tío friki, cursi, hortero, impulsivo, que grita mucho, ridiculizador de minus, sonrisón, cutre, vano, pasajero, inconformista, quejica (pero de los que se quejan e intentan poner remedio), desorganizado, caótico, ridículo, malvado, cruel, bueno, solidario, sin mucho sentido del ridículo, con miedo algunos cholos de mi pueblo, difícil de tratar y entender, y bueno: igualito que casi todo el mundo. Supongo que a su manera todo el mundo se siente diferente o cualquiera de las cosas de arriba. Eh, pero que son solo suposiciones. Yo me afirmo a mi todo eso, aunque no me conozca mucho. Y si alguien quiere añadirme algo a la lista que lo diga, no me va afectar mucho. Las cosas que me afectan empiezan, hoy, todas, por la misma letra y es una de las razones que me hacen ser feliz.
# No m'acaba d'agradar la foto, i fa por.
# +Stop-motion.
Please consider leaving a comment if you fave, it is lovely to hear from you! xx
Daytime casual again. While it is very girly to get glammed up in a dress, heels and glittery makeup, I have found it just as enjoyable and girly to dress in T-shirt, jeans and flats just lately.
Consider the lron Monger(My version 1) last time I built is a little big ,so I built a new one .It's scale is smaller ,and I think the size is much better,but I still not satisfy for this ,maybe next time I will revise it and build the third version.
http:/www.usaraf.army.mil
Masaika Clinic in Tanzania Reopened
Combined Joint Task Force - Horn of Africa
Story by Master Sgt. Carlotta Holley
Date: 10.11.2009
Posted: 10.11.2009 09:02
At a ceremony here Wednesday, the Masaika clinic, the central point of health care for nearly 1,800 people, reopened after renovation by the Hamcon Company.
Combined Joint Task Force Horn of Africa awarded a $33,435 contract on Sept. 24, 2008. Construction started in January 2009. The district commissioner of Pangani, Zipora Pangani, requested the Civil Affairs Team of the 486th Civil Affairs Battalion and the U.S. Embassy in Tanzania to consider the Masaika clinic for renovation in August 2007.
"The clinic was in bad condition," said Abdillah Ndamungu, the doctor of the Masaika Clinic. "There was no electricity, no water and no toilets."
The clinic, built in 1980, needed repairs. The roof leaked and the structure of the building was in poor condition. There was also a problem with animals, mosquitoes and other insects entering the clinic through the windows.
"Medical waste was burned in an open pit outside the clinic, and the clinic's water source is almost five miles away," said U.S. Air Force Lt. Col. James Williams, of the U.S. Embassy in Tanzania. "The condition of the clinic justified renovation because of the number of patients it serves."
"The government of Tanzania and the local people worked together to renovate the clinic to improve the medical care for the citizens here," said Larry André, U.S. Embassy chargé de Affaires.
The Hamcon Company, a contractor from Tanga, repaired the roof, walls and floors. The company replaced ceilings, doors, lights and electrical outlets. They also installed a rain water collection cistern, four solar panels, toilets, a medical waste incinerator and a septic tank.
"The condition of the clinic before the renovation was very bad," said Beatrice Masoud, a clinic patient and resident of Tosaika village. "I'm happy. It looks like new with more space."
The Masaika village is in the Pangani District, Tanga Region, of Tanzania, near Kenya's boarder. The clinic provides for the people of the Masaika Village, Mivumont Village and villages in the Muheza District to the north.
"The renovation and a new mircoscope will do good work to serve the people of Masaika," said Ndamungu.
"A small thing like the clinic renovation has made such an impact," said Williams. "It makes us want to do more projects that help the community."
To learn more, visit www.usaraf.army.mil
PHOTO CAPTION: 091007-N-2420K-155 MASAIKA, Tanzania (Oct. 7, 2009) -- U.S. Army Col. Lorrie Oldham gives a speech during a dedication ceremony for the newly renovated Masaika Health Clinic in the Pangani District of Tanzania, Oct. 7, 2009. The renovation project was sponsored by Combined Joint Task Force-Horn of Africa and U.S. Africa Command at a cost of $33,400. The clinic serves more than 1,800 people and provides outpatient services. (U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 1st Class Jonathan Kulp/Released)
El Monumento al Divino Salvador del Mundo está localizado en la ciudad de San Salvador, El Salvador. Es considerado símbolo nacional de este país.
La estructura, diseñada por el arquitecto José María Barahona Villaseñor, consiste en la figura de Cristo, patrón del país, sobre un globo terráqueo que a la vez está montado sobre un pedestal. En un principio la imagen estuvo en la tumba del Dr. Manuel Enrique Araujo, presidente de la república a principios del siglo XX. La familia del mandatario obsequió la imagen al arzobispo de San Salvador Monseñor Luis Chávez y González en ocasión de celebrarse el Primer Congreso Eucarístico Nacional en 1942. Fue develado el 26 de noviembre de ese año.
Debido al terremoto de 1986 la estatua cayó al suelo dañándose considerablemente. Fue reconstruida y puesta nuevamente en su lugar meses después con la campaña “Levantemos el alma salvadoreña”. Por otro lado, desde esa zona, es costumbre iniciar la marcha de carrozas durante la celebración de las fiestas patronales de la ciudad.
Como parte del plan de reordenamiento que la alcaldía de San Salvador está impulsando en toda la ciudad, el actual alcalde Norman Quijano realizó la remodelación, así como el cambio de nombre de Plaza las Américas a Plaza Salvador del Mundo. La propuesta ganadora fue presentada por los Arquitectos Enrique Choussy y Carlos García. La remodelación incluyó la renovación total de las aceras, los graderíos y el área de las banderas. La imagen de Cristo, colocada a unos 18 m de altura, también fue remozada con nueva pintura.
Para la restauración se solicitó la intervención de la Secretaría de Cultura de la Presidencia y de la Dirección Nacional de Patrimonio Cultural. Los restauradores encargados del proyecto fueron Carmen Beatriz Castillo y Willson Alfaro.
Los trabajos dieron inicio el 7 de junio de 2010 y fue inaugurada el 18 de noviembre de ese mismo año. El proyecto estuvo a cargo de Grupo Roble. Uno de los objetivos principales de la renovación, es convertir esta plaza en un ícono de Centroamérica y un referente capitalino. El monto total de la reparación del sitio ascedió a unos $300.000.
Frente a este lugar, existe una estatua erigida en memoria de Óscar Arnulfo Romero.
Óscar Arnulfo Romero y Galdámez (* Ciudad Barrios, El Salvador; 15 de agosto de 1917 – † San Salvador, (Id.), 24 de marzo de 1980) conocido como Monseñor Romero,fue un sacerdote católico salvadoreño y el cuarto arzobispo metropolitano de San Salvador (1977-1980). Se volvió célebre por su predicación en defensa de los derechos humanos y murió asesinado en el ejercicio de su ministerio pastoral.
Como arzobispo, denunció en sus homilías dominicales numerosas violaciones de los derechos humanos y manifestó públicamente su solidaridad hacia las víctimas de la violencia política de su país. Su asesinato provocó la protesta internacional en demanda del respeto a los derechos humanos en El Salvador. Dentro de la Iglesia Católica se le consideró un obispo que defendía la "opción preferencial por los pobres". En una de sus homilías, Monseñor Romero afirmó: "La misión de la Iglesia es identificarse con los pobres, así la Iglesia encuentra su salvación." (11 de noviembre de 1977)
En 1994, una causa para su canonización fue abierta por su sucesor Arturo Rivera y Damas. A partir de este proceso, Monseñor Romero ha recibido el título de Siervo de Dios. En Latinoamérica muchos se refieren a él como San Romero de América. Fuera de la Iglesia Católica, Romero es honrado por otras denominaciones religiosas de la cristiandad, incluyendo a la Comunión Anglicana la cual lo ha incluído en su santoral. Él es uno de los diez mártires del siglo XX representados en las estatuas de la Abadía de Westminster, en Londres, y fue nominado al Premio Nobel de la Paz en 1979.
Saturno fue considerado el límite exterior del Sistema Solar por muchos siglos ya que es el último planeta visible a simple vista. Desde la Tierra, se lo ve como un objeto de brillo comparable a las estrellas más brillantes, y de coloración amarillenta.
Es el planeta de más baja densidad del Sistema Solar, que, junto con su gigantesco sistema de anillos, son las únicas características que lo diferencian de Júpiter; en lo demás, Saturno presenta grandes similitudes. Como en Júpiter, el día en Saturno es muy corto y posee un gran número de satélites. Esencialmente se trata de una enorme esfera achatada de gas, comprimido bajo su propio peso; lo que vemos son nubes de elementos, condensados a las débiles Temperaturas existentes. Presenta bandas paralelas en su atmósfera, aunque de colores no tan definidos como en Júpiter.
Su modelo de estructura interna es el de un núcleo rocoso envuelto por una capa de hidrógeno metálico, recubierto a su vez por una capa líquida de hidrógeno y helio. También Saturno emite al espacio una mayor cantidad de energía que la que recibe del Sol, de ahí que también se especula con la producción de energía en su interior.
La característica histórica más notable de este planeta es su sistema de anillos. D. Cassini en 1675 descubrió dos anillos concéntricos (A) y (B), separados por una región oscura (la división de Cassini. Esta fue considerada por mucho timepo como una región vacía; las sondas espaciales encontraron que en ella existen cinco bandas débiles. Las partículas del (C) y las de esta división son bastante más oscuras que las que forman los anillos (B) y (A).
El (B) es el más brillante y abarca la mayor superficie del sistema de anillos; en detalle, son estructuras anulares brillantes y agujeros oscuros de hasta 100 km de extensión. El (A) está formado también por estructuras finas y cuerpos con dimensiones de hasta 8 m; en su interior, hay otra división..
En 1850, se encontró un tercer anillo (C), casi transparente y ubicado entre el anillo principal y el planeta; en 1969, finalmente, se observa un cuarto anillo (D), compuesto de un material parecido a polvo. El (C) envuelve al (D) y aparece como una sucesión muy ordenada de anillos anchos separados por zonas gruesas; estaría formado por cuerpos de hasta 2 metros.
Más allá, se halla el anillo (F), descubierto por la sonda Pioneer 11 a unos 3.600 km del borde del (A), entre las órbitas de dos lunas del planeta. El (F) está compuesto a su vez de tres anillos, de los cuales los dos exteriores se hallan "retorcidos".
A unos 170.000 km de Saturno se halla un delgado anillo (G), apenas visible; finalmente, entre 210.000 y 300.000 km del planeta se encuentra el anillo (E) compuesto de material muy fino.
Los anillos se extienden unos 280.000 km y en la dirección norte-sur tienen un grosor de apenas 3 km. Debido a que el sistema de anillos se halla en el plano ecuatorial del planeta, durante una revolución alrededor del sol, los anillos se ven alternativamente por su cara norte y por su cara sur; entre estas situaciones extremas, donde los anillos aparecen muy abiertos, podremos observarlos de canto: entonces desaparecen por completo, lo cual revela su pequeño espesor. El ciclo se repite cada aproximadamente unos 29 años y medio, tiempo que precisa Saturno para dar una vuelta alrededor del Sol.
Esta circunstancia determina que el sistema de anillos presente "fases", es decir, variaciones de brillo en los anillos según el ángulo bajo el cual reflejan la luz solar. Cuando los anillos están exactamente de canto hacia nosotros, son invisibles lo que sucede durante uno o dos días. Cuando la Tierra y el Sol se ubican en lados opuestos del plano de los anillos, se ve el lado oscuro de los anillos.
Se ha calculado que la masa de los anillos es 3x10-6 veces la masa de Saturno y que las partículas que los componen probablemente sean de hielo de agua con núcleos de material meteórico, con dimensiones de desde algunos micrones hasta 20 metros.
Cada una de las partículas que forman el anillo describe una,órbita alrededor de Saturno, como si fuera un satélite diminuto. Por otra parte, los anillos tienen un cierto movimiento de aproximación y retroceso en sus extremos, que indican una rotación en el mismo sentido que el planeta.
MAR Museo d'Arte Ravenna
Via di Roma, Ravenna
Dal 9 ottobre al 10 novembre 2009
Dave McKean, Peter Kuper,
Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini
Venerdì 9 e sabato 10 ottobre 2009 Ravenna ospita la quinta edizione di Komikazen – Festival internazionale del fumetto di realtà, a cura dell’Associazione culturale Mirada.
Il Festival è realizzato nell’ambito delle iniziative del GAER Emilia Romagna (network regionali del GAI – Giovani Artisti Italiani) e di Italia Creativa.
La tendenza autobiografica, memorialistica, storica e di reportage del reale è sempre stata presente in molti dei grandi maestri dell’arte sequenziale. È proprio questo l’aspetto del fumetto che il Festival Komikazen prende in considerazione. In questa edizione in particolare sono presentate soprattutto storie che nascono da una tensione individuale, dalla ricerca e dalla sperimentazione.
Sei gli autori ospiti della quinta edizione di Komikazen, protagonisti di workshop e incontri insieme ad autorevoli rappresentanti dell’ambito culturale nazionale e presenti a Ravenna con le tavole originali di alcuni dei loro lavori più significativi, in mostra per un mese (fino al 8 novembre 2009) in vari luoghi della città.
Ospite d’onore il disegnatore inglese Dave McKean, che al MAR, Museo d’arte della città, espone La comica tragedia o la tragica commedia di Mr Punch, lavoro sul diabolico personaggio Mr Punch, antieroe mutuato dalla Commedia dell’Arte, la cui storia si intreccia a ricordi d’infanzia del protagonista e narratore della storia. McKean, illustratore, designer, fotografo e perfino musicista è stato definito “un vulcano” per la creatività visionaria, che caratterizza tutta la sua opera: fumetti, lungometraggi e albi illustrati.
Fumetto di realtà nel senso più classico è invece quello delle opere dell’americano Peter Kuper, altra importante presenza del Festival, che a Ravenna espone le tavole di due suoi lavori: La giungla, e la sua ultima creazione Diario de Oaxaca.
La realtà del fumetto nazionale dell’ultima generazione di disegnatori è rappresentata da Paolo Bacilieri, con le tavole della storia dell’omicida Pietro Maso, vicenda rimasta impressa nella memoria di chi ha vissuto consapevolmente gli anni ’80; Gianluca Costantini, artista ravennate che si è contraddistinto negli ultimi anni per un fumetto dalle tematiche di interesse politico nazionale e internazionale e che presenta due mostre una sulla storia tragica della guerra di liberazione algerina, e l’altra dal titolo Opus quotidianum in cui sono esposte sue tavole di argomento politico scomposte e ricostruite in mosaico da Koko Mosaico; e Davide Toffolo che si confronta con lo scrittore più eclettico della nostra cultura contemporanea: Pier Paolo Pasolini.
Venerdì 9 ottobre (ore 10.00 – 13.00 e 14.00 - 17.30) presso il Teatro Rasi (Via di Roma, 39) il Festival si apre con il workshop per disegnatori e appassionati dell’intellettuale e disegnatore americano Peter Kuper. Newyorkese d’adozione, Kuper nasce nel 1958 ed è noto soprattutto per il carattere politico delle sue pubblicazioni. Illustrazioni di Kuper sono apparse su numerose riviste e quotidiani statunitensi, tra i quali «The New Yorker», «Time», «The Washington Post» e «The Progressive». Tra le sue graphic novel più famose, un adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (lavoro esposto a Ravenna) e Comics-Strips, cronistoria del suo viaggio di otto mesi in Africa e nel Sud-Est asiatico (iscrizione obbligatoria a info@mirada.it).
Sabato 10 ottobre dalle 9.30 al Teatro Rasi incontro dal titolo Supermaso attitude e gli eredi: storie dal vero con il disegnatore Paolo Bacilieri e lo scrittore e saggista veneto Gianfranco Bettin, che nel ’92 pubblicò per Feltrinelli L’erede. Pietro Maso, una storia dal vero.
Veneto anche Bacilieri, nasce a Verona nel 1965, diplomatosi presso l’Accademia di Belle Arti di Bologna, lavora nel mondo dei comics dal 1982. Autore eclettico, sintetizza nella sua cifra personale il bagaglio di immagini del fumetto seriale e le soluzioni più azzardate dei comics underground.
Tra le sue opere: Barokko (1988-1995, Black Velvet), Durasagra (1994, Black Velvet), The Supermaso Attitude (Phoenix, 1996), alcuni albi delle serie Napoleone e Jan Dix (Sergio Bonelli Editore, 1999-2008), Zeno Porno (Kappa edizioni, 2005) e La magnifica desolazione (Kappa edizioni, 2007).
Alle 11.30 incontro con il disegnatore Peter Kuper che parla di Oaxaca: raccontare il Messico. Nel 2006 Kuper si trasferì per un periodo da New York a Oaxaca in Messico con la famiglia, per sfuggire alla metropoli caotica alla ricerca di un’oasi di pace, ma come scrive lui, Diario di Oaxaca è il risultato del trovarsi nel posto giusto al momento sbagliato. Infatti Oaxaca, cittadina solitamente tranquilla, fu teatro di violenti scontri tra le forze di polizia del Governo e gli scioperanti, in particolare insegnanti, che chiedevano maggiori garanzie e aumenti di stipendio.
Nel pomeriggio alle 15.30 appuntamento con Dave McKean, presentato da Paul Gravett, giornalista inglese e direttore del Festival di fumetto londinese Comica.
McKean nasce in Inghilterra nel 1963. I suoi lavori sono caratterizzati dalla commistione di varie tecniche quali disegno tradizionale, fotografia, collage, scultura e computer grafica. La sua carriera ha inizio con un fallimento: nel 1986 si reca a New York per un colloquio di lavoro come disegnatore di fumetti, che non ha esito positivo; tuttavia in quell'occasione incontra lo scrittore di testi, anche lui inglese, Neil Gaiman, con cui stabilirà un sodalizio che ancora continua. Gaiman lo coinvolge nella lavorazione di una breve graphic novel, Violent Cases pubblicata nel 1987. Nel 1988 pubblicano insieme il capolavoro Black Orchid. Tra il 1990 e il 1996 Dave McKean scrive e disegna il suo capolavoro: Cages (pubblicato in Italia da Macchia Nera nel 1999), una graphic novel sul tema dell’ispirazione e della creatività artistica, disegnata con uno stile molto scarno che ricorda le opere di José Muñoz e Lorenzo Mattotti.
Dalla collaborazione con Neil Gaiman nascono anche le graphic novel Signal to Noise nel 1992, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film, Mr Punch e i libri illustrati per bambini The day I swapped my dad for two goldfish (1997 - In Italia: "Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi" ed. Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 - In Italia: "I lupi nei muri"ed. Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre con Gaiman, il libro Coraline (2002 - In Italia: "Coraline" - ed. Mondadori, 2003).
Durante la sua carriera, McKean ha realizzato anche numerose copertine di CD per artisti internazionali, copertine di libri, illustrazioni per The New Yorker, e contribuito alla realizzazione di pubblicità e piccole clip promozionali. Ha inoltre pubblicato due libri di fotografie.
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta ancora in collaborazione con Gaiman prende vita sullo schermo con l'ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion.
Alle 19 presso il MAR, Museo d’arte della città (Via di Roma, 13), nell’ambito delle manifestazioni per la Notte d’oro di Ravenna, inaugurazione della mostra L’ombra di Peter Pan con le tavole originali di Dave McKean, Peter Kuper, Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini.
La mostra di McKean si compone in gran parte di tavole tratte dal suo lavoro con Gaiman su Mr Punch, in cui l'affiatata coppia di artisti propone una summa dei rispettivi stili e modi di affrontare l'arte grafica. Gaiman presenta al pubblico i personaggi di Mr. Punch, il chiassoso e popolare burattino anglosassone derivato da Pulcinella, e Judy, la sua compagna, e crea una raffinata storia nella storia, una favola oscura che mescola l'infantile innocenza con l'oscurità degli adulti. In perfetta armonia con dialoghi e didascalie, McKean accompagna ogni pensiero di Gaiman con sofisticate immagini che superano il canonico concetto di vignetta e fumetto e fondono insieme abilità fotografica, gusto per la sperimentazione e puro disegno. Saranno inoltre esposte numerose tavole originali tratte da uno dei suoi lavori più noti Cages, una graphic novel scritta e disegnata da lui stesso sul duro mestiere dell’artista, che ha al centro il tema dell’ispirazione e della creatività, e con i testi dell’inseparabile Gaiman Signal to noise, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film.
In occasione dell’inaugurazione della mostra di Mckean è allestito di fronte alle tavole del maestro inglese, uno spettacolo dal titolo Omaggio al Punch di Dave Mckean, un intervento burattinesco del poliedrico burattinaio Luca Ronga, vincitore nel 2009 del premio Eolo Awards per il miglior Teatro di Figura in Italia. Ronga, nel suo breve intervento, ricrea l’atmosfera dei teatrini ambulanti esistenti fin dal ‘600 della tradizione del Mr Punch-Pulcinella, ricostruendo dentro lo spazio del MAR un vero e proprio teatro dei burattini con tanto di struttura in legno e pizzi, una “guarattella”, e usando la “pivetta”, antico strumento creato per dotare Pulcinella della sua tipica voce dal suono a chioccia.
Nell’esposizione di Kuper (50 tavole) sono insieme Diario di Oaxaca e La giungla, il romanzo più importante e di successo di Upton Sinclair; una denuncia delle misere condizioni di vita degli immigrati, costretti a lavorare in situazioni pericolose e anti-igieniche nelle fabbriche di inscatolamento del cibo confezionato. La potenza immaginifica delle illustrazioni di Kuper cattura l’intensità del romanzo di Sinclair, in un audace contrappunto fra testo e disegno.
Paolo Bacilieri espone 20 tavole del suo lavoro del 1996 The Supermaso Attitude, sulla terribile vicenda di Pietro Maso, che nel ’91 a 19 anni organizzò l’assassinio dei suoi genitori con la collaborazione di due amici, per acquisirne l’eredità. Un’opera che al momento della sua uscita, non passò sicuramente inosservata, per la tematica scottante, affrontata con toni ai limiti del grottesco e per il suo essere in controtendenza rispetto all’imperversare, in quegli anni, di manga e supereroi. Bacilieri si è documentato a lungo sugli atti processuali con l'aiuto dello psichiatra Vittorino Andreoli, anche lui personaggio del fumetto, ma il risultato artistico è tutt'altro che realistico e la sottile ironia del disegnatore affiora in tutte le pagine, nonostante la drammaticità della storia.
Gianluca Costantini, artista visivo e disegnatore di fumetti, vive e lavora a Ravenna. Come illustratore e autore di fumetti, pubblica su numerose riviste e quotidiani italiani fra cui "Il Nuovo Male", "Blue", "Il Manifesto", "Internazionale", e stranieri "Babel" (Grecia), "Kuhinja" (Serbia) e "WarWorldIII" (U.S.A.). Dal 2002 è direttore della rivista italiana di fumetti "inguineMAH!gazine" e cura diverse pubblicazioni di graphic novelist internazionali. A partire dai primi anni Novanta espone in numerose mostre collettive in tutta Europa; nei festivals di fumetto internazionali come Lucca Comics, Stribburger e Angouleme, in manifestazioni artistiche come la Biennale dei Giovani artisti dell'Europa e del Mediterraneo o in gallerie private italiane. Alcune delle ultime mostre personali sono state Political Comics (Atene, 2006), Banda desenhada politica (Lisbona, 2006), Sangue in Algeria (Perugia, 2008) e Channeldraw (Belgrado, 2008).
A Komikazen espone le 20 tavole di Sangue d’Algeria, un lavoro sulla guerra di liberazione algerina dal colonialismo francese, svoltasi dal 1954 al ‘62. In poche tavole, in cui il testo delle didascalie è parte integrante del disegno stesso, Costantini mette in scena con abilità la volontà di mostrare tutti gli aspetti della Guerra d’Algeria, senza aver la pretesa di creare un documento storico, ma incitando a leggere la storia diversamente, a prendere coscienza di una storia occultata dai francesi e dagli stessi algerini. La mostra è stata prodotto dalla Galleria Miomao di Perugia ed è stata esposta al Salon du Dessin Contemporain di Parigi nel marzo 2009.
Dave Mckean
(Maidenhead , 29 dicembre 1963)
rtista poliedrico, è disegnatore, illustratore, regista e fotografo, oltreché musicista. Ha messo a punto, grazie all’utilizzo di tecniche miste spaesanti, uno stile inconfondibile e allo stesso tempo imitatissimo.
La sua produzione è potente e unica, eppure in continua evoluzione. Considerato il guru dalla generazione Photoshop negli anni ’90, continua ad avere questo ruolo di apripista nell’universo dell’animazione digitale.
Eppure la sua carriera iniziò con un fallimento: giunto nell’86 a New York per un colloquio, il lavoro gli venne rifiutato. in compenso conobbe Neil Gaiman con il quale continua ad avere un sodalizio incorruttibile.
Insieme realizzano Violent Cases (1987) e l’indimenticabile Black Orchid nell’anno successivo. Il 1989 vede ancora la coppia autoriale al lavoro nella serie culto di Sandman, di cui egli cura il progetto grafico. Sempre per la DC Comics disegna Arkham Asylum, una storia di Batman sui testi dell’altro ragazzo terribile di questa straordinaria stagione inglese, Grant Morrison.
Negli anni ’90 realizza invece il suo capolavoro, l’unica opera di cui cura sia disegno che sceneggiatura, Cages. Realizzata in dieci numeri, è un romanzo che è anche un trattato sull’arte, la creatività e gli usi e abusi della tecnica. Lo stile che va da disegni che ricordano Egon Schiele., a interventi su fotografie, silografie quasi astratte, fino a dipinti in quadricromia e collage, ha un effetto straniante. L’approccio filosofico al disegno costituisce sicuramente l’aspetto più innovativo di questo ampio progetto.
Signal to Noise, del 1992 e Mr Punch del 1994 sono altri risultati del rapporto duraturo con Gaiman: quest’ultimo fa parte della tradizione del teatro di figura inglese del ‘600 ed è il risultato contaminato della figura tradizionale napoletana di Pulcinella (originariamente in inglese punchiniello). Si tratta di un classico trickster, che come la figura napoletana, ha aspetti molesti, dissacratori e liberatori. La versione illustrata da McKean rende un tributo malinconico a questo personaggio seguendo l’unico testo di cui Gaiman ha detto di essere veramente fiero. Oltre ad affrontare la paura e la morte la storia è un’epica del ricordo: “il pensiero della memoria non è né dritto né sicuro, e noi lo intraprendiamo a nostro rischio. E’ più facile fare brevi viaggi nel passato, ricordare in miniatura, costruire piccole recite di marionette nella nostra testa”.
Sempre per l’infanzia, con Gaiman ha illustrato The day I swapped my dad for two goldfish (1997 – In Italia: Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi, Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 – In Italia: I lupi nei muri, Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre per Neil Gaiman, il romanzo Coraline (2002) da cui è stato tratto recentemente un film.
Molto importante è inoltre la sua collaborazione con musicisti per copertine di CD o di libri. Come fotografo ha realizzato due libri A Small Book of Black and White Lies (1995 – In Italia: Un libretto di bugie bianche e nere, Macchia nera, 2000) e Option: click (1998 – In Italia: Opzione: click,Macchia nera, 2000);
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta in collaborazione con l’amico Neil Gaiman prende vita sullo schermo con l’ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion. Al momento sta lavorando su un nuovo lungometraggio che prevede l’utilizzo sia di animazione che di ripresa filmica su un tema caro sia a lui che Gaiman, ovvero tra mondo reale ed immaginario.
Peter Kuper
(Summit – New Jersey, 22 settembre 1958)
Kuper è uno dei nomi fondamentali della scena impegnata e visualmente militante degli Stati Uniti. Ha conosciuto Seth Tobocman, con cui ha fondato la rivista World War III Illustrated, all’università a New York alla fine degli anni ‘70. Negli stessi anni è stato assistente di studio di Chaykin.
La rivista WW III esce dal 1979 e costituisce un luogo non solo di pensiero, ma anche di intersezione tra azione politica e rappresentazione, quasi unico al mondo. Gli illustratori e i disegnatori che partecipano alla rivista creano figure che poi vengono usate per manifesti dalla Turchia al Marocco alla Francia e via dicendo. Una sorta di comunità internazionale visiva.
Il lavoro che lo ha reso maggiormente famoso negli USA e all’estero è la sua versione SPY VS SPY apparso sulla rivista MAD. Kuper ha continuato la storia creata da Prohias e passata da varie mani senza soluzione di continuità dal 1997.
Accanito viaggiatore, ha attraversato l’America Latina e ha visitato Europa, Africa, Asia Medio Oriente: questa sua propensione all’andare è testimoniata dal libro uscito nel 1992 ComicsTrips: A Journal of Travels Through Africa and Southeast Asia.
Collabora inoltre regolarmente con Time, Newsweek, The New York Times come illustratore.
La sua produzione di graphic novel è piuttosto ampia, in particolare oltre a Stripped – An Unauthorized Autobiography, Mind’s Eye, The System, si è cimentato anche con la versione grafica dei racconti di Kafka dal titolo Give It Up! (tr. it. Lascia stare!E altri racconti brevi, Hazard) ma anche del capolavoro kafkiano The Metamorphosis (tr. it. La metamorfosi, Guanda 2008), oltre all’adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (tr. it. La giungla, 001 edizioni) e Sticks and Stones, un romanzo grafico senza parole sull’ascesa e deglino degli imperi che ha ricevuto la medaglia d’oro nel 2004 dalla Society of Illustrators americana. Il tema del narrare senza parole è trasversale nella produzione di Kuper: anche in The System la narrazione delle vite intrecciate di una ragazza madre, di un serial killer, di un anziano poliziotto e altri personaggi senza nome avviene mostrando esclusivamente azioni e reazioni in una città che parla solo attraverso i titoli di giornale e in cui ognuno è assolutamente inconsapevole degli effetti che le proprie azioni hanno sulla vita altrui.
Il più recente Stop Forgetting to Remember racconta elementi autobiografici come la nascita della figlia, l’11 settembre e altre personali vicissitudini del decennio 1995-2005.
La sua permanenza nel 2006 a Oaxaca in Messico, dovuta a ragioni strettamente personali, lo ha portato ad essere testimone e narratore delle rivolte degli insegnati e dei riot scoppiati nella città messicana.
Coniuga all’attività di disegnatore anche la docenza. Dal 1986 infatti he tenuto regolari corsi di fumetto e illustrazione alla School of Visual Arts e ora anche alla Parsons di New York. È inoltre l’art director di INX, un’agenzia ora sito che dagli anni ‘80 mette a disposizione delle testate editoriali illustrazioni di tipo politico.
Nel 2004 è stato sottoposto a giudizio a seguito dell’ispezione della polizia doganale di un pacco che conteneva la rivista slovena Stripburger, dove compariva la parodia di Kuper di Richie Rich intitolata Richie Bush. Dopo che i legali fecero notare che la parodia non è pirateria, gli agenti doganali decisero di non procedere oltre.
Paolo Bacilieri
(Verona, 23 febbraio 1965)
Bacilieri, che ha studiato all’Accademia di Bologna e vive a Milano, è un fagocitatore di immaginario, che risputa su carta visualizzandone le più oscure ambiguità.
Le sue prime esperienze professionali sono legate a Milo Manara, con il quale collabora nei primi anni di apprendistato a Russi. Storia dei popoli a fumetti (testi di Enzo Biagi), Mondadori.
La sua prima storia, pubblicata nel 1986 in Francia da Casterman sulla celebre rivista «A Suivre» e in Italia su «Corto Maltese», è Il tesoro degli Imbala su testi di Franco Mescola. Farà seguito l’incursione nell’erotismo venato di umorismo di Una storia del cazzo, prima apparsa sulla rivista«Blue» e in seguito raccolta in volume da Blue Press.
Influenzato nei primi anni dal segno manariano, mostra la propria personale espressività grafica con il primo episodio della serie Barokko, pubblicato per Casterman in Francia e poi in Italia sulle pagine di «Comic Art». Bacilieri alternerà sempre nella propria produzione la disponibilità alla serialità, che non si trasforma mai nell’asservimento al segno e allo stile di altri ma porta sempre una ventata di nuovo, e la realizzazione di storie autoriali di suo pugno.
Nel 1994 realizza per le edizioni R&R il volume Durasagra – Venezia über alles in cui rivisita, sullo sfondo di una Venezia preda di turisti e deliri grafici, la triade Zanardi-Colasanti-Petrilli, personaggi eccellenti di uno dei numi tutelari dell’autore, Andrea Pazienza. Con Durasagra darà ulteriore dimostrazione dell’evoluzione del suo segno, in una ricerca stilistica indirizzata anche allo studio delle forme dell’arte rinascimentale, oltre a palesare la perfetta assimilazione dell’eredità spirituale del fumetto degli anni Ottanta. Nel 1995 farà ritorno alla rivista «Blue» con la serie Phonx, a cui seguirà l’anno dopo The Supermaso attitude (Phoenix, ristampa sul inguinemah!2008), ispirato a crudi e sanguinari fatti di cronaca della provincia veronese del 1991. La storia comparve nel 1996: il clima italiano era gelido per i fumetti. Le riviste d’autore erano al crepuscolo e i supereroi e i manga avevano conquistato il mondo editoriale. Alcuni quotidiani lo recensirono scandalizzati, leggendolo come una celebrazione criminale. L’interpretazione visiva del putrido che si nasconde anche nella provincia apparentemente perfetta del veneto non è decodificata. Maso che uccide con la tuta della Fiat come un vendicatore di nessuna pena, i dialoghi tra personaggi che discutono ex post l’accaduto, rappresentati come boccette di profumo costoso da uomo oppure il giudice in versione l’uomo pietra, non è interpretato all’epoca come capacità di sintesi, di un’analisi che semplicemente non usa le parole ma le immagini per raccontare più in profondità quanto stava avvenendo, non solo quanto già accaduto, nella nostra Italia. Un raccontare l’accaduto che non si ferma all’apparenza, ma che attraverso l’uso disvelatore del disegno ci mostra quanto non appare.
Nel 1997 appare sempre su «Blue» la serie Zeno Porno, succedutesi poi su «Mondo Naif», raccolte in volume dalla Kappa nel 2005. Zeno è uno sceneggiatore di fumetti Disney ed ex agente segreto della C.I.A., protagonista disilluso di avventure surreali, bizzarre e oniriche, nelle quali non è difficile cogliere elementi autobiografici dell’autore. Bacilieri si nutre da sempre dei gerghi delle controculture. La saga di Zeno prosegue poi con La magnifica desolazione, pubblicato nel 2007 sempre da Kappa
Nel 1999 fa il suo ingresso in casa Bonelli come disegnatore e, subito dopo, sceneggiatore della serie Napoleone. Sulla testata creata da Carlo Ambrosini il segno di Bacilieri incredibilmente non si comprime o contiene e, in aperta violazione con i canoni non scritti della casa editrice milanese, espande formati e numeri di vignette per tavola. Le sporcature a cui si erano abituati i lettori scompaiono, rilasciando sulla tavola come effetto “ultimo non ultimo” un amalgama di segni e disegni unitario e compatto ma perfettamente leggibile. In seguito ha illustrato, in collaborazione con Franco Busatta, Patty Paradise e Scusa Sadik, hai visto Diabolik? (Punto Zero), mentre le Edizioni Hazard gli hanno reso omaggio con The making of Napoleone.
La raccolta di disegni ispirati alla musica Canzoni in A4 è stato invece commissionato dalla galleria Miomao di Perugia e stampato da Kappa nel 2008.
Gianluca Costantini
(Ravenna, 19 dicembre 1971)
Mosaicista di formazione, si è dilpomato all’Accademia di Belle Arti di Ravenna in Decorazione: proprio l’aspetto fortemente decorativo, che riprende la bidimensionalità del mosaico bizantino e l’ambientazione notturna delle scene, costituisce la sua prima cifra stilistica.
Comincia a pubblicare nel 1993 su Schizzo dove compare una storia scritta da Scianamé, L’ultimo appuntamento. Nell’anno successivo compaiono sue illustrazioni su Il Manifesto e Neural, nonché altre due storie brevi sulla rivista allora edita dall’Arci. Da allora sue illustrazioni sono apparse in numerosissime pubblicazioni editoriali, copertine di libri, produzioni musicali e materiali editoriali. Nel 1995 inizia la collaborazione con lo sceneggiatore Giovanni Barbieri, con la storia breve Probabilità. Nel 1996 inaugura la collana Schizzo presenta, del Centro Fumetto Andrea Pazienza, con Animalingua. Il suo mondo è popolato di figure arcane, simbologie tratte con sciamanica casualità dalla tradizione giapponese, russa, da uccelli mitologici e da frasi evocative. Nel 1998 vince proprio per il fumetto il premio Guercino. Alterna alla propria produzione, che si muove sempre nei confini labili di arte contemporanea, fumetto e illustrazione, iniziative culturali ed editoriali. Nel 2001 fonda il collettivo inguine, inizialmente un sito di sperimentazione del fumetto in internet. La sperimentazione è subito accolta con grande attenzione proprio dal mondo dell’arte contemporanea e inguine.net viene presentato in numerose mostre, tra cui la Biennale dei Giovani Artisti di Sarajevo del 2001 e vince tra gli altri il Premio Palinsesto nel 2004. Ma è nel 2006, con la pubblicazione del diario autobiografico Vorrei incontrarti (Fernandel edizioni) che il suo stile acquista un carattere più asciutto. L’aspetto fortemente decorativo e quasi orientale, lascia spazio ad un segno a linea chiara, in cui è lasciata alla scrittura la veste di decorazione. Un segno più gestuale e innocente, che apre le porte ad un mutamento anche nelle modalità di realizzazione delle tavole stesse. Il libro successivo, Diario di un qualunquista (Fernandel edizioni, 2007) raccoglie i disegni realizzati in tempo reale seguendo sulla rete gli eventi del mondo, raccogliendo con modalità di cut up immagini e parole di notizie magari passate velocemente in secondo piano, ma che sono effettivamente accadute e il cui spessore reclama una narrazione. Sempre nel 2007 pubblica, su testo di Carnoli – Colombari, Ultimo, Storia di ordinaria guerra civile.Un libro che ripercorre con taglio fiction la misteriosa uccisione di Arpinati, gerarca bolognese, dopo la liberazione. Il suo stile si libera, per modellarsi sulla base delle necessità narrative e la forma si adatta al contenuto, mostrando una molteplicità camaleontica di utilizzo delle tecniche e del segno. Nel 2008 per la comma 22 esce L’ammaestratore di Istanbul, su testo di Elettra Stamboulis, diario di viaggio della coppia ad Istanbul sulle tracce dell’intellettuale e pittore ottomano Osman Hamdi. Nel 2009 è uscito invece Officina del Macello (Edizioni del Vento), sulla decimazione di S. Maria La Longa nella Prima Guerra Mondiale, il più grave episodio di rivolta e di uccisioni sommarie di cui abbiamo testimonianza nella Grande Guerra. Il progetto Sangue in Algeria è stato invece realizzato per la galleria di fumetto contemporaneo di Perugia Miomao ed è stato esposto al Salon du Dessin di Parigi nel marzo 2009. Le sue storie sono apparse in moltissime pubblicazioni all’estero, in particolare del circuito alternativo, tra cui Stripburger (Slovenia), Laikku (Finlandia), Babel (Grecia), World War III (Usa).
Durante décadas, el imponente y emblemático edificio de la Universidad Laboral hubo de soportar críticas implacables desde distintos estamentos; se le tachaba de franquista, megalómano y anacrónico. Ha tenido que cumplir cincuenta años para que le llegara el definitivo reconocimiento de los medios oficiales a su valor patrimonial; el hasta hace poco alcalde de Gijón, Vicente Alvarez Areces, llega a considerarlo "el monumento arquitectónico más importante que se ha hecho durante este siglo en Asturias". En 1998 lo ponen de actualidad varios acontecimientos: en abril se recuerda su medio siglo de existencia; por mayo el Ayuntamiento de Gijón anuncia su rehabilitación con cargo a los fondos mineros, destinándose, al efecto, una partida de 5.000 millones; en el mes de septiembre, la Consejería de Cultura del Principado comienza los trámites para la declaración del conjunto arquitectónico como Bien de Interés Cultural. A todo ello se suma, en octubre, un congreso en torno a la figura de Luis Moya (1904-1990) — —arquitecto modelador de la Laboral—, organizado por la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED); al término del mismo había coincidencia en dos ideas: el virtuosismo arquitectónico de Luis Moya al proyectarlo y lo inapropiado del calificativo de franquista para la edificación. El arquitecto gijonés José Díez Canteli, uno de los cuatro miembros del equipo director, rechazaba, en el pasado mes de enero, la filiación de la Laboral al Régimen: "Siempre se insistió en su carácter político, pero eso es falso. No es franquista, es la obra de Luis Moya... La construcción estuvo desprovista de gestos políticos: no hubo ni primera piedra ni inauguración y Franco se mantuvo al margen". De distinta opinión es el historiador A. Bonet Correa, para quien el conjunto es "un modelo reducido de ciudad totalitaria..., la titánica y tiránica emanación deificada del Estado absoluto, autosuficiente y encerrado en su propia autarquía".
Esta gigantesca obra, la más representativa del régimen franquista en Gijón, empezó a levantarse en la parroquia de Cabueñes (afueras de la ciudad) en 1948 y se inauguró en 1956.
Concebida en su conjunto como una ciudad ideal, independiente, cerrada y autosuficiente, muy en consonancia con el autarquismo de la época, asombra por sus colosales dimensiones —dos veces y media mayor que El Escorial—, «la riqueza de materiales y la reutilización de modelos arquitectónicos clásicos» (J. Zatón, J. Feito). El núcleo principal del edificio, compuesto por la iglesia —con capacidad para 1.000 personas—, el rectorado y el teatro —para 1.500 espectadores—, se dispone en torno a una gran plaza mayor, parcialmente porticada, en tanto que la organización de las aulas, las habitaciones de los alumnos y las de las monjas clarisas —responsables de los servicios domésticos— responde a un sistema claustral. En el contorno se ubican los talleres, la zona de recreo —provista de jardines, estanque, piscina y pistas de deporte— y la granja-escuela.
La antigua Universidad Laboral tiene el acceso por la torre-puerta de su frente oriental —de espaldas a Gijón—, donde llama la atención un escudo con águila, yugo y flechas soportado por dos ángeles. Tras sobrepasarla, se llega a un rectangular patio circundado por columnas graníticas, a través del cual se ingresa en un desmesurado y claro patio, de 150 m de largo y 50 de ancho (un tamaño muy parecido a la veneciana Plaza de San Marcos).
La torre, con sus 120 m de altura, y la iglesia son evidentes muestras del grandonismo que caracteriza al conjunto arquitectónico. El templo, su realización más impactante, posee un cuerpo central izado sobre escalinatas circulares y otro más bajo y ancho sostenido por columnas. Su altar mayor está rodeado por cuatro columnas de granito rosa, de 40 toneladas de peso y de una sola pieza cada una de ellas. Exteriormente, sobresalen sus siete hornacinas, una de las cuales acoge la entrada; la cónica cubierta, y el linternón de piedra, de 270 toneladas de peso y 17 m de altura. Su cúpula, que descansa sobre veinte pares de nervaduras de ladrillo (del que se emplearon 450.000 unidades), pasa por ser la mayor del mundo en planta elíptica.
Frente a la fachada sur de la antigua Laboral se construyó un impresionante jardín árabe.
La historia de este edificio se remonta a 1945 cuando se decide la creación de un Orfelinato Minero para hijos de fallecidos en accidentes laborales, al que se le da el nombre de Fundación José Antonio Girón, por entonces ministro de Trabajo, quien lo declara como «Obra de urgente ejecución», con las siguientes características: residencia para 1.000 alumnos, talleres industriales, instalaciones deportivas, granja-escuela para atender las necesidades de los alumnos y el aprendizaje de las labores agrícolas, así como suficiente extensión de terreno para los cultivos. También habría alumnos externos.
El diseño fue confiado a un equipo de arquitectos coordinado por Luis Moya Blanco, en el que figuraron su hermano Ramiro Moya, Pedro Rodríguez A. de la Puente y el gijonés José Díez Canteli.
Los jardines son trazados por Javier de Winthuyssen, por entonces Inspector Nacional de Parques y Jardines Artísticos. Las esculturas son obra de Manuel Álvarez Laviada y Florentino Trapero, y los mosaicos se confían a Santiago Padrós, quien recurre al dibujo previo de los mismos sobre cartones realizado por el pintor sevillano Joaquín Valverde.
En el transcurso de las obras el Ministerio de Trabajo decide crear Universidades Laborales para la formación profesional de los jóvenes, de ahí que el Orfelinato Minero acabe transformándose en la Universidad Laboral de Gijón.
La enseñanza y dirección del centro se encomendó a los jesuitas; las monjas clarisas, que llegaron de Zamora y hoy continúan como monjas de clausura, se ocuparon de los servicios de cocina, lavandería, etc.
En 1978 se sustituye a los jesuitas y se entrega la dirección a personal docente de las Universidades Laborales. Éstas acaban siendo sustituidas por la fugaz figura de los Institutos Nacionales de Enseñanzas Integradas, que, tras pasar a titularidad del Ministerio de Educación y Ciencia en 1981, acaban por denominarse Centros de Enseñanzas Integradas, nombre que aún se mantiene, aunque entre los asturianos el centro gijonés sigue siendo la Universidad Laboral o la Laboral.
Visitas: Todos los días, de 10 a 14 y de 16 a 20 h.
EL CENTRO DE ENSEÑANZAS INTEGRADAS, DE GIJON
PEDRO RODRÍGUEZ Y A. DE LA PUENTE
Arquitecto del equipo de Luis Moya
Madrid, diciembre de 1981
Con los ojos de ayer
Precisamente cuando la 2ª Revolución Tecnológica o del ordenador se va a iniciar en el mundo, nuestra ya muy extensa vida de trabajo, siempre profundo y reflexivo, sí que de alto coeficiente de dispersión, se encontró, por azar, en una transcedente encrucijada.
Se trataba de crear un excepcional centro de formación humana, profesional y social para poder encauzar a cierta parcela de nuestra más humilde juventud hacia buen fin. La idea, muy en embrión, se nos transmite, como miembro arquitecto que éramos de una entidad constructora y en la que se nos seleccionó para llevar a efecto tan loable objetivo. Muy a la española, lo primero que hacemos es lanzarnos a actuar. Luego meditamos: lo que se nos pide ha de ser excepcionalmente importante. ¿Hay garantía de éxito con nuestra humilde designación? Más bien, no. Nuestra incipiente vida profesional, con mucha y profunda vocación, eso sí, podría dar el fruto apetecido, mas no hay garantía de ello.
Entre tanto, la entidad que había de hacer realidad las ideas previstas abandona la labor. Con alto sentido de la responsabilidad profesional, pensamos después de la duda anterior que, si recayó sobre nosotros la designación, en mérito a ser miembro de tal organismo, debemos dimitir. Así lo hacemos, mas al hacerlo se nos pide consejo para proseguir con éxito la idea. Indicamos una terna de profesionales ya consagrados. Encabeza tal terna quien fuera nuestro catedrático: D. Luis Moya Blanco. Se acepta nuestra sugerencia, mas teniendo en cuenta la plena satisfacción con que ya se ha actuado por nuestra parte, se resuelve que, en cualquier caso, no se nos admite la dimisión, sino que por el contrario habremos de llevar la labor adelante, en colaboración con el que se designe, que lo fue D. Luis Moya. Así queda aceptado por nosotros, y rápidamente entramos en contacto los dos designados. Dado el extraordinario volumen de la labor a desarrollar, D. Luis Moya Blanco propone, y se acepta, la colaboración de otros dos compañeros para colaborar: D. Ramiro Moya Blanco y D. Enrique Huidobro Pardo. Este último abandona en el inicio de los trabajos, quedando la labor en manos de los otros tres.
Así se empieza en el año 1946 a trabajar intensivamente en la labor de proyecto, si bien con anterioridad se había realizado ya por nuestra parte y en colaboración con el ingeniero agrónomo D. Gabino Figar el Proyecto de Granja Agronómica (1ª parte), que luego se hizo realidad. Tal granja, según los fines previstos por la superioridad, había de tener como fin ayudar económicamente al mantenimiento futuro de la institución a crear. La idea, muy loable por cierto, iba encaminada a conseguir que los presuntos educandos pudiesen aportar su esfuerzo al propio mantenimiento. La explotación racional de los productos de la región valdría para su manutención. El exceso de la misma permitiría adquirir el resto.
Se inició la labor del Proyecto de la edificación principal (que a su terminación se llamó Universidad Laboral), con la colaboración de los tres arquitectos. El tono y directrices generales a seguir fue marcado por D. Luis Moya y seguido con devoción por los tres. Así, se adoptó el sistema modular, con 2,40 metros de módulo, que estructuró todo el conjunto. Así, también, se concibió la idea de resolver los temas de cubiertas y aun de forjados de piso, a base de bóvedas tabicadas; los muros resistentes, en piedra natural, con sillarejo a la española en paramentos exteriores; las composiciones arquitectónicas en fachadas, en base a normas griegas, etc., etc.
El arduo y penoso trabajo se organizó, tanto para para el proyecto como para la dirección de la obra y aun de las contratas, de forma bastante desdoblada: las líneas generales de la composición y las partes más destacadas arquitectónicamente de la misma fueron asumidas por D. Luis Moya; nuestra parte estuvo en lo más estrictamente funcional y prosaico, y la de D. Ramiro Moya compartió ambos aspectos.
Al comienzo de las obras y dado que los tres arquitectos citados residíamos en Madrid, se advirtió la conveniencia de la designación de un arquitecto local para compartir la dirección del todo, a pie de obra. Fue designado, a tal efecto, D. José Marcelino Díez Canteli, quien participó así en la totalidad de la obra ejecutada, ocupándose además y específicamente de las cuestiones puramente económicas.
La precisión que se hizo de población a alojar y formar fue de 1.000 alumnos internos, a base de 400 estudiantes y 600 aprendices. Al mismo tiempo se consideró un número variable y proporcionado de alumnos externos.
La labor de Proyecto se realizó a base de proyectos parciales, sucesivos, llegándose al número de 16 de éstos (aunque alguno no se llevó a efecto). Los diversos proyectos parciales se fueron sacando a concurso público, con apertura de pliegos ante notario, adjudicándose de manera inmediata y sucesiva. Cada uno de los arquitectos proyectistas se ocupó de la dirección de obra correspondiente a cada proyecto parcial, colaborando en la de todos ellos el arquitecto a pie de obra. Como dato curioso y anecdótico y a pesar de la existencia del arquitecto residente, el número de kilómetros recorridos para la asistencia a las obras de cada uno de los tres arquitectos de Madrid fue sensiblemente equivalente a tres vueltas al mundo, pasando por el ecuador.
La redacción de los proyectos se hizo a la manera tradicional hasta entonces, con definición general y algunos planos de detalle. En la marcha de las obras y según cronológica necesidad, exhaustiva aportación de planos, con definición rigurosa de todos los elementos de las obras (arquitectónicos, estructurales, instalaciones, etc.). Esta última aportación, bastante superior a lo tradicional y complicado con el hecho de adoptar, en general, soluciones constructivas al margen de lo común. No hubo ninguna pereza para complicarse el trabajo, en aras de los óptimos resultados arquitectóncios y constructivos. Se huyó, por todos los caminos de la frivolidad, ligereza y vanalidades decorativas (escayolas, ornatos insustanciales, carpinterías de serie, etc.).
Se entraba en los problemas, con profundidad severa y siempre pendientes del futuro mantenimiento. Dada la extraordinaria dimensión de la creación arquitectónica, se rehuyó toda solución que comportase un mantenimiento delicado y problemático. Se adoptó lo muy experimentado y sencillo, en materia de instalaciones.
La pizarra, adaptada para el todo como material de cubiertas, se fijó a una capa de mortero pobre de cemento, con grapas cadmiadas (el galvanizado usual, en aquel clima, podía dar problemas y los dio, precisamente por entonces, en el Parador de Valgrande —Pajares—, donde hubo de reponerse toda la cubierta por mala fijación).
La recogida de aguas pluviales, en general, se hizo sólo a nivel de suelo, con vertido libre desde cornisas de piedra, por goterones, y sin limas, canalones, ni bajantes de ningún tipo.
En las carpinterías, en general, de ventanas, las clásicas humedades bajo la peana del cerco, que afectan el interior tan corrientemente, se eliminaron a base de un sencillo goterón de madera, sobre las peanas de piedra.
Las humedades que, por capilaridad, suelen aparecer en las zonas bajas de los muros se evitaron intercalando en el arranque de los mismos una capa de 7 cm de mortero hidrófugo.
El aislamiento térmico y de humedades en suelos habitables de planta baja se consiguió mediante bóvedas de 2 hojas de rasilla, enjutadas con mortero pobre y apoyos de pie de ladrillo cada 2,40 m, formando cámara de aire.
Los paramentos, en general, de las zonas principales de tráfico de alumnos se revistieron con teselas de material vítreo y con alicatado de cerámica decorada a mano. En las zonas de estar y comedor, también se emplearon estos materiales, embebiendo en comedores, mosaicos decorativos, en el revestimiento vítreo.
En la zona de servicios de la Residencia de alumnos, se organizó: la preparación de alimentos, a base de bancadas de fábrica con tapa de mármol y peanas de ladrillo revestidas de material vítreo; la zona de hogares y marmitas de vapor se alojó bajo un chapitel abovedado, que remata en torreón con las salidas de humos, de cocinas y calderas. Se dio, así, una solución discreta a las necesarias chimeneas, que darían bajo la torre principal.
Los servicios higiénicos de la zona de Residencia de alumnos se resolvieron a la americana, a base de mamparas de mármol, con sujeción y apoyos de piezas especiales de fundición cromada (que hubieron de proyectarse, al no existir en el mercado). Se evitaron, así, los focos de suciedad.
La vidriería, en general, del conjunto se realizó a base de luna «securizada», por imposición de la propiedad que, en principio, pareció exagerada y luego se comprobó acertada. [Según nos dicen, en tanto tiempo transcurrido sólo se ha roto una «luneta» (?), mientras visitando el Centro de Córdoba, oímos las quejas sobre el disparatado gasto anual por roturas.]
Para las instalaciones de calefacción, realizamos un profundo estudio sobre rendimientos de combustibles. Se infirió de él que, a pesar de ser entonces equivalente el precio del combustible sólido (carbón) y líquido (fuel-oil), resultaba una gran ventaja económica y de mantenimiento en favor del líquido. Con carbón, se consume lo mismo siempre, al margen de la temperatura exterior. Con el líquido, de acuerdo con la temperatura ambiente. Con el primero, las calorías que sobran han de evacuarse por las ventanas; con el segundo, sólo llegan las necesarias. Ello unido al automatismo de funcionamiento, que evita mano de obra, nos llevó a instalar el combustible líquido (fuel-oil).
Hubo otras disquisiciones curiosas. Tal, la creación de la zona deportiva, con la programación conveniente. En nuestro país, el deporte madre indiscutible es el fútbol. Grave problema. Estudiada a fondo la cuestión, resulta ser un deporte insano, por asimétrico, según el plano horizontal (el tenis, también, según el vertical). Si se une ese hecho a la aberración, que todavía sigue en el país a costa del espectáculo en que se practica, nos llevó a eliminarlo en nuestros planes. Mas luego, recapacitando, se llegó a encauzarlo hábilmente. Valdría más que se practique en toda regla que a hurtadillas.
Los deportes sanos (balonvolea, baloncesto, balomnano a 7 y a 11, natación, etc.) se potenciaron debidamente en el programa. La pelota, con sus variantes, por su rancia solera hispana, se incluyó.
Con cuanto antecede hemos pretendido emitir unos reflejos de lo vivido y meditado en el principio, con su parte anecdótica.
Con los ojos de hoy
Vamos, ahora, a tratar de mirar hacia nuestra obra con los ojos de hoy.
Coincide el origen de los trabajos con la aparición del ordenador electrónico en Norteamérica. Es un hecho de la máxima trascendencia humana, que en principio sorprende a Europa, aunque ésta no le conceda por entonces la importancia que habría de tener para la vida toda de la humanidad. El hecho es tan trascendente que hoy se juzga que, a partir de él y debido a él, la humanidad ha progresado más que en toda su larga vida. El progreso en los últimos 30 años es superior al logrado en tantos milenios anteriores.
La creación de tal máquina electrónica produce instantáneamente una convulsión inaudita. El progreso todo lo desborda, rompiendo vertiginosamente toda inercia de la vida anterior. Se consiguió, de alguna manera, aplicar la «máquina», surgida 100 años antes (Primera Revolución Industrial) al pensamiento humano. Se abrieron los caminos a la máquina pensante.
Nace así la llamada 2ª Revolución Industrial o tecnológica, en la cual nos hallamos inmersos. La vida toda de la sociedad cambió, cambia y cambiará. La marcha es vertiginosa, los logros sucesivos, sorprendentes. Mas ¿hacia dónde vamos? Nadie lo sabe.
Los frutos conseguidos, día a día, son tan ubérrimos que el hombre se limita a recogerlos sobre la marcha y digerirlos rápidamente. Traen el bienestar corporal, mas no el espiritual. Tanta velocidad impide reconocer el camino. El espíritu vive preocupado.
Y mientras, cada cual ha de ir resolviendo su vida y previniendo, en lo posible, su futuro. Labor difícil y muy aleatoria. La sociedad toda está convulsa, alterada, desorientada, ante tanta sorprendente maravilla. Se está más dispuesto al aprovechamiento propio de los frutos logrados que a pensar en las consecuencias de los mismos. Todos, a ver la televisión y a ser posible en color; cada cual, a aportar toda clase de automatismos a su labor; cada cual, a comunicarse con los demás, por radiofrecuencia y si es preciso por vía satélite; algunos, a escudriñar con aeronaves, a millones de kilómetros de la Tierra; otros, a buscar la ayuda de los rayos láser para sus específicas labores, y, en fin, algún privilegiado... a dar un paseo por la Luna. ¡Sorprendente!
Damos así una idea sobre el panorama que sirve de fondo a nuestra visión de hoy de la labor de ayer en Gijón.
El ojo de este observador, ¿cómo no?, también está alterado. Mira desde la función docente, que al final de su activa vida de trabajo le trajo la felicidad a través de la convivencia educativa con nuestra maravillosa juventud actual. Impartimos, ahora, la apertura hacia la formación matemática en un Instituto Femenino de Bachillerato de la capital. Precisamente de la materia filosófica, que trajo tan inconmensurable progreso.
El hecho actual es que la sociedad anterior, la que había a la hora de concebir nuestra obra, ya no vale. Ha de cambiar para atemperarse. La formación de la juventud hoy ha de ser muy distinta a la concebible entonces. Es una realidad que nos cuesta, en nuestro añejo país, asimilar. Hay que enfocar los caminos a seguir por cada cual, por encima de todo, en el terreno de la eficacia del servicio a la sociedad, pero absolutamente desprovistos de prejuicios anacrónicos, que ya no deben existir. Esto al país le cuesta tanto que por ahora la frustración es palpable. Todos hacia el pomposo título académico y, a ser posible, que éste sea el superior. Grave desprecio del trabajo manual: la llamada Formación Profesional, como recurso de fracasados. Disparate total, que ahora mismo el M.E.C. trata de eliminar. Mas ¿cómo? Dignificando como se merece el trabajo total, sea instelectual, sea corporal.
Los valores humanos son tantos que sólo una mínima parte de ellos se pone en rendimiento. La mayoría muere con la persona, en estado potencial. Lo razonable ha de ser, sin discriminación alguna, analizar el caudal de valores de cada individuo y poner en rendimiento la parcela de los mismos que mejor pueda producir un resultado óptimo profesional y ello enfocado objetivamente a llenar los huecos que la sociedad pueda demandar. Lo demás es gravemente erróneo en una sociedad presidida por la eficacia.
Trabajo cerebral y trabajo corporal no son conjuntos disjuntos, sino complementarios. Ambos merecen el máximo respeto. Así ha de ser y así es, en efecto, en los países a la cabeza del desarrollo (USA, Suiza, Japón, etc.). En España no se acaba de entender así. Esperemos que muy pronto la feliz iniciativa del MEC pueda resolverlo.
En Estados Unidos se aplica el ordenador para componer con las cualidades que comporta cada individuo un perfecto profesional para cada uno de las miles de profesiones que allí existen.
En Suiza, sin ninguna clase de prejuicios sociales, cada educndo es encajado hacia la profesión que mejor le va. Si ha de acabar de ingeniero superior en Zurich, previamente realizará cuatro cursos de aprendizaje y práctica de oficios manuales. Si ha de acabar en albañil, se le dará una sólida base cultural adecuada a su función, con clases teóricas debidamente programadas y clases prácticas proporcionadas. (Al darnos cuenta en una importante conferencia dada por un «Orientador Profesional» de aquel país, en el Colejo Suizo de Madrid, cierto padre español observó: «Veo yo que es más difícil ser albañil en Suiza que ingeniero de Caminos en España». Curioso.)
En Alemania todas las enseñanzas de todas las profesiones llevan tal complemento de trabajos manuales que da lugar, al final, al hecho de que cuando dos profesionales se casan lo corriente sea que entre ambos se decoren y amueblen su alojamiento. (Cierto español inteligente, precisamente de la familia leonesa-gijonesa, al acabar brillantemente su carrera de Ingeniero Superior, inició por propia iniciativa su vida profesional con los más variados oficios, como obrero en industrias de Alemania. A su vuelta, una empresa japonesa, para su nueva factoría en España, solicitaba, por un anuncio en un diario, ingeniero español con curriculum vitae adecuado. Rápidamente, nuestro hombre acudió a la llamada y tuvo éxito contundente; con sueldo mensual superior a las 400.000 pesetas, fue designado director de la factoría.)
En Japón el trabajo corporal está casi eliminado. Las factorías trabajan a base de automátas, que han de ser creados a base de culturizar extraordinariamente a los que deberían ser operarios. No existe paro y las huelgas consisten en trabajar en exceso, alterando lo previsto por la dirección de empresa. Culminación del progreso actual, con el resentimiento competitivo del mercado mundial.
Y siendo así los tiempos que vivimos, resulta reconfortante mirar nuestro Censo de Enseñanzas Integradas y descubrir que, para el mundo de hoy, resulta tan atemperado que hasta el tan pomposo, como inadecuado, título que se le dio a su final, Universidad Laboral, respondía, aunque por exceso, al deseo de dignificar la llamada Formación Profesional. Así mismo, las miras de entonces de que arquitectónica y funcionalmente fuera algo extraordinario con soluciones y ambientes fuera de lo común, ¿no respondería a lo mismo?
Lo cierto es que hoy día resulta muy acorde con la época. La conveniente orientación entre lo teórico o cerebral y lo práctico o manual está aquí y debidamente adobado. Inclusive, tanta simplicidad y ligereza como suele llevar la arquitectura hasta ahora vigente resulta aquí superado, algo de acuerdo con la reacción, que ya se apunta, de contenido histórico-espiritual.
Desde el punto de vista de la eficacia en su función, también resulta grato observar que lo que se llama en lenguaje industrial el «producto terminado» es aquí óptimo. Las personas aquí formadas están tan solicitdas que para ellas no hay problema de paro. Sin salir de la región siquiera, todas, prácticamente todas, laboran felices, en bien de todo nuestro gran país.
Apuntemos, finalmente, otro síntoma reconfortante: En la creciente visita del ministro de Educación de la URSS al Centro, mostró asombro y admiración, a la par que hacía ver que éste era el camino, al margen de lo que se viene haciendo por el mundo de hoy.
Meditación final
Analizado el inaudito progreso actual, fácilmente se colige que afecta especialmente a lo puramente material, mas no así a lo espiritual. Cualquier profesión, hoy, ejercida con eficacia, se ve compensada ampliamente, en lo material (todos con coche, televisión, vacación, electrodomésticos, etc.). Mas la verdadera felicidad anda por otros caminos, más bien espirituales. Es el caso de una boyante empresa de ahora que organiza un viaje de recreo a Florencia, o Siena, por ejemplo. Todos llegan triunfantes allí, mas sus aires triunfales poco a poco decaen ante tanta maravilla espiritual. El inverosímil cúmulo de creaciones humanas espirituales (religiosas, artísticas, etc.) les deja absortos y bastante deprimidos. La vuelta es más bien depresiva.
Pues bien, traducido este aspecto al ejercicio profesional del arquitecto, la cuestión es clara. La arquitectura que hoy ha de practicarse perdió con el progreso actual la mayoría de sus indiscutibles encantos espirituales. La clave de hoy está en encajar a través de los proyectos toda clase de dispositivos logrados con el progreso. Labor penosamente aburrida y difícil. ¡Son tantos! El objetivo final indiscutible: producir beneficios (?). (Recientemente, un compañero arquitecto de Madrid trazaba las ideas primeras de un complejo e importante conjunto de bloques de viviendas para una empresa francesa de prefabricación. Al mostrar dos variantes posibles al directivo de tal empresa, opinó: «Esta solución me parece más bonita». «Bien —respondió el empresario—, y la estética ¿cuánto me renta a mí?». Es lo de hoy.)
Vistas así las cosas y así son. ¿Qué duda cabe que los arquitectos que hace unos treinta años tuvimos la suerte de poder hacer nuestra arquitectura en Gijón fuimos por encima de todo felices con ello?
Trabajo excesivo, superlativo. Del estudio, al tren; del tren, a la obra, y vuelta rápida al estudio. Planos y planos y miles de planos. Felicidad de crear en libertad total, un algo nuevo, útil a la sociedad, pero todo ello regido por el agrado espiritual.
Y ¿qué decir de la atmósfera vivida en las obras, rodeados de tantos y tantos maravillosos artesanos, que ya no hay apenas, llámense albañiles, canteros, cerrajeros, carpinteros, etc.?
Queremos, en esta ocasión, rendir tributo de admiración y cariño al recuerdo de todo aquel plantel de personas, de todas las condiciones sociales, que tanto y tanto y con tanta satisfacción y esmero hicieron para que todas nuestras buenas intenciones fueran una realidad, que hoy tonifica nuestra ya 3ª edad.
Y un último triste recuerdo a aquel modesto trabajador que en un trágico día halló la muerte, bajo una pesada dovela pétrea, de nuestro porche de recreo cubierto, en las clases de estudiantes. Desgraciada maniobra de desapuntalamiento, análoga a otra que causó muchas víctimas al realizar las obras del Canal de Isabel II, en Madrid. Los empujes transmitidos por una sucesión de arcos se absorben en los extremos, al final. En ambos casos, se pensó que ya estaban absorbidos, erróneamente. La impresión de aquel triste entierro sigue en nosotros. Descanse en paz.
catedraleseiglesias.com
© Álbum 0076
By Catedrales e Iglesias
Arquidiócesis de Puebla
Beato Sebastián de Aparicio
Capilla Interior Convento San Francisco de Asís
Puebla de los Ángeles,Estado de Puebla,México
Blvd. Héroes del 5 de mayo y 14 Ote. 1009
C.P. 72000
RR. PP. FRANCISCANOS
Tel. 222 235 83 08
La capilla anexa al presbiterio alberga la pequeña escultura de la Virgen Conquistadora que trajo consigo Hernán Cortés y el cuerpo incorrupto del Beato Sebastián de Aparicio.
Es aquí donde los peregrinos vienen a venerar los restos del Beato Sebastián de Aparicio (1502-1600). Su momia se expone en una urna ataúd de vidrio.
Aunque todavía no se ha canonizado, los poblanos lo consideran el santo patrono de los choferes y todos aquellos que manejan vehículos.
Beato Sebastián de Aparicio, el de las carretas
Vida de el Frayle lego Sebastián de Aparicio
Resumen del Texto copiado de
hispanidad.tripod.com/hechos14.htm
Un santo analfabeto
Conocemos bien la santa vida del Beato Sebastián de Aparicio, pues al morir en 1600 la fama de santidad de este gallego-mexicano es tan grande, que ya en 1603 el rey Felipe III escribe al obispo de Tlaxcala para que haga información procesal de su vida y milagros. Y el obispo, en 1604, le remite la biografía escrita por fray Juan de Torquemada. Muy tempranas son también las vidas escritas por el médico Bartolomé Sánchez Parejo, fray Bartolomé de Letona (1662) y fray Diego de Leyva (1685). En ellas y en otros antiguos documentos se apoyan las recientes biografías de los franciscanos Alejandro Torres (19682), Gaspar Calvo Moralejo (19762) y Matías Campazas (19852), según las cuales va mi relato.
El 20 de enero de 1502, en el pueblo gallego de Gudiña, en el matrimonio de Juan Aparicio y Teresa del Prado, nace después de dos niñas un varón, al que le ponen por nombre el santo del día: Sebastián. Nada hace presagiar que la vida de este niño va a ser tan preciosa. En realidad no es sino un chico gallego como otros tantos, que nunca aprenderá a leer y a escribir -la escuela entonces era cosa de pocos-, y que desde niño, en cambio, será instruido en las oraciones, en el catecismo, y en las muy diversas artes campesinas: hacer leña, cuidar los animales, regar, cultivar el campo, arreglar el carro, las cercas y tejados, y tantas cosas más que va a seguir ejercitando toda su vida. A los cinco o seis años, aquejado de una grave enfermedad contagiosa, y aislado por su madre en una choza solitaria, recibe en la noche la visita misteriosa de una loba que le libra de su tumor. Según Sánchez Parejo, el mismo Sebastián «refirió este suceso varias veces a sus amigos, cuando ya era fraile»
Un hombre casto
Pasada la adolescencia entre los suyos, emigra a Castilla en su primera juventud, buscando trabajo. Lo encuentra en Salamanca, en la casa de una viuda joven y rica, que se enamoró perdidamente del mozo. Asistido por la gracia del Salvador, huyó Sebastián a tiempo de aquel incendio de lujuria, sin chamuscarse en él siquiera. En la extremeña Zafra, entra al servicio de Pedro de Figueroa, pariente del Duque de Feria.
También de allí, alertado por Cristo, hubo de huir Sebastián, pues una de las hijas del amo comenzó a rondarle con exceso. Así dispuso la Providencia que se llegara Sebastián a Sanlúcar de Barrameda, de donde partían los barcos hacia América. Allí sirvió siete años, muy bien pagado, en una casa fuerte, lo que le permitió enviar a sus hermanas las dotes matrimoniales entonces en uso. En este lugar venció otra vez, sostenido por Cristo, violentos asedios femeninos, que procedieron esta vez de la hija del dueño y también de una joven de Ayamonte. De estos sucesos dio noticia él mismo, siendo ya fraile.
Se ve que las mujeres sentían gran atracción por este joven gallego. Pero aún era más amado y preferido por nuestro Señor Jesucristo.
Puebla de los Angeles
A los 31 años, en 1533, se decide Sebastián a entrar en la corriente migratoria hacia América, y se radica hasta 1542 en la ciudad mexicana de Puebla de los Angeles, fundada por Motolinía dos años antes con cuarenta familias, precisamente para acoger emigrantes españoles. Llega, pues, cuando la ciudad está naciendo, y todo tipo de trabajo y profesión son necesarios...
Sebastián cultiva, sin gran provecho, trigo y maíz. Pero pronto inicia una labor de más envergadura. Por aquellos años el ganado caballar y vacuno llevado por los españoles se ha multiplicado de tal modo que es ya, concretamente en la región de Puebla, ganado cimarrón. Sebastián, iniciador del charro mexicano, se dedica a perseguir novillos, lacearlos y domarlos, para formar con ellos buenas yuntas de bueyes.
Por otra parte, por Puebla pasan interminables caravanas que del puerto de Veracruz se dirigen a la ciudad de México, siguiendo un camino ya abierto desde 1522. Asociado Sebastián con otro gallego, probablemente carpintero, forma una pequeña sociedad de carretas de transporte -quizá la primera del Nuevo Mundo-, que evita a los indígenas el duro trabajo de portear cargas. Más aún, conseguido el permiso de la Audiencia Real, abre aquel camino al tráfico rodado, trabajando de ingeniero y de peón, y enseñando a trabajar a indios y españoles. Las carretas de Aparicio, durante siete años, recorren sin cesar aquellas primeras «carreteras» de América, como buenas carretas gallegas, chirriantes y seguras...
La casa de Aparicio en Tlalnepantla fue testigo de muchas obras de misericordia, así corporales como espirituales. En efecto, en palabras del doctor Pareja, era «refrigerio de sedientos, hartura de hambrientos, posada de peregrinos, alivio de caminantes, albergue y roca de los miserables indios» (Calvo 77). Allí Aparicio enseñaba a trabajar, daba aperos y semillas, perdonaba deudas, arreglaba carretas, enseñaba las oraciones, se esforzaba en aprender la lengua de los indios...
En su forma de vivir, no obstante su riqueza, se distinguía por una austeridad desconcertante. Vestía como cualquiera, aunque sabía trajearse adecuadamente en las ocasiones señaladas. No tenía cama, sino que dormía sobre un petate o en una manta tendida al suelo. Comía como la gente pobre tortillas de maíz con chile y poco más, y añadía algo de carne cocida en domingos y fiestas. No pocas veces pasaba la noche a caballo, protegiendo su hacienda de animales malignos, y alguna vez le vieron dormido sobre su montura, apoyado en su lanza. Todos los días rezaba el rosario, y de su tierra gallega conservó siempre una gran devoción al santo Señor Santiago.
Chapultepec y Atzcapotzalco, dos bodas
A los 55 años pasó Aparicio a vivir al pueblo de Atzcapotzalco, donde un hidalgo, con más pretensiones que riquezas, trató de conseguirle como rico y honesto marido para su hija. Aparicio preguntó al padre cuál era la dote que pretendían para la joven, y cuando supo que eran 600 pesos, los entregó al padre y él quedó libre de ulteriores apremios.
Pocos años después ha de trasladarse a Chapultepec, donde la abundancia de ganado requería su presencia. Allí tiene una enfermedad muy grave y recibe los últimos sacramentos, pensando ya en morirse. Recuparada la salud, muchos le recomiendan que se case. Tras muchas dudas y oraciones, acepta el consejo, y a los 60 años, en 1562, se casa con la hija de un amigo vecino de Chapultepec en la iglesia de los franciscanos de Tacuba, haciendo con su esposa vida virginal. Pensando estaban sus suegros en entablar proceso para obtener la nulidad del matrimonio, cuando la esposa muere, en el primer año de casados, y Aparicio, después de entregar a sus suegros los 2.000 pesos de la dote, de nuevo se va a vivir a Atzcapotzalco.
Un segundo matrimonio contrajo a los 67 años en Atzcapotzalco, con una «indita noble y virtuosa, llamada María Esteban», hija jovencita, como su primera esposa, de un amigo suyo. Fue también éste un matrimonio virginal, como Sebastián lo asegura en cláusula del testamento hecho entonces: «Para mayor gloria y honra de Dios declaro que mi mujer queda virgen como la recibí de sus padres, porque me desposé con ella para tener algún regalo en su compañía, por hallarme mal solo y para ampararla y servirla de mi hacienda». Para ésta, como para su primera esposa, fue como un padre muy bueno.
Pero tampoco esta felicidad terrena había de durarle, pues antes del año la esposa muere en un accidente, al caerse de un árbol donde recogía fruta. Aparicio la quiso mucho, como también a su primera esposa, y de ellas decía muchos años después que «había criado dos palomitas para el cielo, blancas como la leche».
Los extraños caminos del Señor
Sebastián de Aparicio, humilde y casto al estilo de San José, debió sentir como éste muchas veces profundas perplejidades ante los planes de Dios sobre él. Siempre inclinado a la austeridad de vida, el Señor ponía en sus manos la riqueza. Siempre inclinado al celibato, la Providencia le llevaba a dos matrimonios, seguidos -nuevo desconcierto- de prematura viudez. Pasando por graves enfermedades, el Señor le daba larga vida... Muchas veces se preguntaría Sebastián «¿pero qué es lo que el Señor quiere hacer conmigo?». Y una y otra vez su perplejidad tomaría forma de súplica incesante: «enséñame, Señor, tu camino, para que siga tu verdad» (Sal 85,11)...
Una gravísima enfermedad ahora le inclina a hacer su testamento, dejando todos sus bienes a los dominicos de Atzcapotzalco, con el encargo de que parte de su hacienda se empleara en favor de sus queridos indios mexicanos. Pero la salud vuelve completamente, y aumenta el desconcierto interior en Sebastián, a quien Dios da al mismo tiempo graves enfermedades y muy larga vida. Cada vez está más ajeno a sus tierras y ganados, y pasa más horas de oración en la iglesia. Cada vez son más largas y frecuentes sus visitas al convento franciscano de Tlanepantla. Una voz interior, probablemente antigua, le llama con fuerza siempre creciente a la vida religiosa, pero esta inclinación no halla en sí mismo sino dudas, y se ve contrariada por los consejos de sus amigos, incluso por las evasivas y largas de su mismo confesor.
Tiene ya 70 años, y aún no conoce su vocación definitiva. ¿Cómo se explica esto?... «¿Qué he de hacer, Señor?» (Hch 22,10). ¿Será que una pertinaz infidelidad a la gracia, obstinadamente mantenida durante tantos años, le ha impedido conocer su verdadera vocación? ¿O será más bien que esta misma vida suya, llena de zig zags, no es sino fidelidad a un misterioso plan divino?... Todo hace pensar que Sebastián de Aparicio pasó realmente las moradas, las Moradas del Castillo interior teresiano, con todas sus purificaciones e iluminaciones progresivas, hasta llegar a la cámara real, donde había de consumarse su unión con el Señor.
Verdaderamente la vida de Sebastián de Aparicio nos asegura una vez más que los caminos de la Providencia divina son misteriosos. Si él mantuvo su castidad virginal incólume en dos matrimonios y tras los graves peligros pasados en Salamanca, San Lúcar y Zafra; si guardó su devoción cristiana viviendo solo y en continuos viajes de carretero; si conservó su corazón de pobre en medio de no pequeñas riquezas, es porque siempre estuvo guardado y animado por el mismo Cristo. Ahora bien, si continuamente fue guiado por el Señor, esto nos lleva a pensar que su extraña y cambiante vida no fue sino el desarrollo fiel de un misterioso plan divino. Quiso Dios que Sebastián de Aparicio fuera todo lo que fue hasta llegar a fraile franciscano.
Portero de clarisas en México
El tiempo de «Aparicio el Rico» ha terminado ya definitivamente. Este hombre bueno, aunque parezca cosa imposible, «en todo el tiempo que fue señor de carros y labranza ganó cosa mal ganada -dice el doctor Parejo-, ni que le remordiese la conciencia a la restitución» (Calvo 81). Un verdadero milagro de la gracia de Cristo. Él mismo, ya viejo, pudo decir con toda verdad: «Siempre he trabajado por el amor de Dios» (Calvo 48).
Las clarisas de México, a poco de su fundación, pasan por graves penurias económicas. Y el confesor de Aparicio sugiere a éste que les ayude con sus bienes y sus conocimientos de la Nueva España. La respuesta es inmediata: «Padre, delo por hecho; mas de mi persona ¿qué he de hacer?»... El mismo confesor le indica la posibilidad de que sirviera a las clarisas como donado, portero y mandadero. Aquí es cuando Sebastián comienza a entrever la claridad de la vida religiosa... A fines de 1573, ante notario, cede todos sus bienes, que ascendían a unos 20.000 pesos, a las clarisas, y sólo de mala gana, por contentar a su precavido confesor, deja 1.000 pesos a su disposición por si no persevera.
Y entonces, cuando en México los numerosos conocidos de Sebastián empiezan a no entender nada de su vida, viendo que el antiguo empresario y rico hacendado se ha transformado en modesto criado de un convento femenino de clausura, entonces es precisamente cuando a él se le van aclarando las cosas: por fin su vida exterior va coincidiendo con sus inclinaciones interiores más profundas y persistentes. Es la primera vez que ocurre en su vida.
Fraile francisco
La vocación religiosa de Sebastián, después de más de un año de mandadero y sacristán de las clarisas, queda probada suficientemente, y el 9 de junio de 1574, a los 72 años de edad, es investido del hábito franciscano en el convento de México. Los buenos frailes de San Francisco, que le conocían y estimaban hacía mucho tiempo, tuvieron la generosidad de recibir a este anciano, que probablemente estimarían próximo a su fin... Pero el buen hermano lego Sebastián da en el noviciado muestras no solo de oración y virtud, sino también de laboriosidad: barre, friega, cocina, atiende a cien cosas, siempre con serena alegría.
Sin embargo, en este año de noviciado fray Sebastián va a sufrir no poco, por una parte de la convivencia, no siempre respetuosa, de sus jóvenes compañeros de noviciado, y por otra, sobre todo, de las impugnaciones del Demonio... Y además de todo esto, sus hermanos de comunidad no acaban de ponerse de acuerdo sobre la conveniencia de admitirlo definitivamente a la profesión religiosa, pues aunque reconocen su bondad, lo ven muy anciano para tomar sobre sí las austeridades de la Regla franciscana. En ese tiempo tan duro para él, fray Sebastián tiene visiones de San Francisco y de su querido apóstol Santiago, el de Galicia, que le confirman en su vocación. Al referir con toda sencillez estas visiones a un novicio que dudaba de volverse al mundo, confirmó a éste en su vocación.
Finalmente, llegado el momento, y después de tres días de deliberación, deciden recibirlo, de modo que el 13 de junio de 1575 recita la solemne fórmula:
«Yo, fray Sebastián de Aparicio, hago voto y prometo a Dios vivir en obediencia, sin cosa alguna propia y en castidad, vivir el Evangelio de nuestro Señor Jesucristo, guardando la Regla de los frailes menores».
Y un fraile firma por él, pues es analfabeto.
Mendigo de Dios en Puebla
Fray Sebastián, ya fraile, con toda la alegría del Evangelio en el pecho, y con sus 73 años, se va a pie a su primer destino, Santiago de Tecali, convento situado a unos treinta kilómetros al este de Puebla. En este pueblo de unos 6.000 vecinos, siendo el único hermano lego, sirve un año de portero, cocinero, hortelano y limosnero.
Pero en seguida le llaman a Puebla de los Angeles, donde el gran convento franciscano, con su centenar de frailes, empeñados en mil tareas de evangelización y educación de los indios, necesitan un buen limosnero. Aquí, donde había comenzado su vida seglar en Nueva España, va a transcurrir el resto de su vida.
A sus 75 años, con el sombrero de paja a la espalda, el hábito remendado, la bota, «su compañera», siempre al hombro, el rosario en una mano y la aguijada en la otra para conducir sus bueyes, fray Sebastián retoma su carreta y se hace de nuevo a los caminos, recorriendo sin cesar una región de unos 250 kilómetros a la redonda, esta vez para recoger ayudas no sólo para los frailes de su comunidad, sino también para los pobres que en el convento se atienden día a día. «Ahí viene Aparicio», se decían con alegría los que le veían llegar. Y su fórmula era: «Guárdeos Dios, hermano, ¿hay algo que dar, por Dios, a San Francisco?»... «Aparicio el Rico» se ha transformado de verdad en un «fraile mendicante».
A los otros limosneros les dice siempre: «No pidáis a los pobres, que harto hacen los miserables en sustentarse en su pobreza». Más aún, él daba a los pobres muchas veces su propia ropa o les repartía de los bienes que había reunido para el convento. El superior no veía clara la conveniencia de tal proceder, pero fray Sebastián le decía: «Más que me dé cien azotes, que no tengo de dejar de dar lo que me piden por amor de Dios».
A los sesenta años había comenzado el Hermano Aparicio a beber algo de vino, que «casi no era nada». Y ahora, ya fraile y penitente, siempre llevaba consigo la bota, quizá para que no le tuvieran por santo, quizá para reconfortarse en momentos de agotamiento, tal vez para ambas cosas. Un día del Corpus se encontró con él don Diego Romano, obispo de Tlaxcala, y como le apreciaba mucho, le dijo a fray Sebastián si podía ayudarle en algo. No tuvo mucho que pensar el buen fraile. Acercándole la bota, le dijo: «Que me llenéis esta pobretilla» (Calvo 150)...
A la sombra de la Cruz
El viejito que los frailes franciscos han recibido por pura generosidad, va a servirles de limosnero 23 años, de los 75 a los 98. Siempre de aquí para allá, muchas noches las pasa al sereno, a la luz de las estrellas, al cobijo de su carreta. Incluso cuando estaba en el convento, no necesitaba celda y prefería dormir en el patio bajo su carro. El padre Alonso Ponce, Comisario General franciscano, en una Relación breve de 1586, decía de fray Sebastián:
«Siendo de casi 90 años de edad, anda con su carreta de cuatro bueyes, sin ayuda ninguna de fraile español, ni indio, ni otra persona, acarreando leña y maíz y otras cosas necesarias para el sustento de aquel convento, y nunca le hace mal dormir en el campo al sol, ni al agua, antes este es su contento y regalo, y cuando está en el convento ha de tener la puerta de la celda abierta y ver el cielo desde la cama en que duerme, porque de otra manera se angustia y muere; si se le moja la ropa nunca se la quita, sino que el mismo cuerpo la enjuga, y si por estar sucia la ha de lavar, sin aguardar a que se seque se la viste y él la enjuga y seca con el calor del cuerpo, sin que de nada de esto se le renazca enfermedad, ni indisposición alguna» (Campaza 40).
Los datos son ciertos, pero no parece tan exacta la apreciación idílica de los mismos. En realidad fray Aparicio pasó en estos años de ancianidad, siempre de camino, innumerables penalidades. A veces sus penitencias eran consideradas como manías; pero eran en realidad mortificaciones. Así, poco antes de morir, le dice a su mismo superior: «Piensa, padre Guardián, que el dormir yo en el campo y fuera de techado es por mi gusto; no, sino porque este bellaco gusanillo del cuerpo padezca, porque si no hacemos penitencia, no iremos al cielo» (Calvo 108).
Y según refiere el doctor Pareja, a un fraile que le aconsejaba ofrecerlo todo a Dios, le responde: «Hartos días ha que se lo he ofrecido, y bien veo que si no fuera por su amor, era imposible tolerarlo; porque os certifico, Padre, que ando tan molido y cansado, que ya no hay miembro en el cuerpo que no me duela; y a un puedo certificaros que hasta los cabellos de la cabeza siento que me afligen, cuando de noche me quiero acostar o tomar algún reposo» (Campazas 40).
Consolado por los ángeles
También es cierto que el Hermano Aparicio se vio asistido muchas veces por consolaciones celestiales, como suele suceder tantas veces a los santos, cuando por amor de Dios renuncian a todo placer mundano. Él tuvo, concretamente, una gran devoción a los ángeles, especialmente al de su guarda, y experimentó muchas veces sus favores.
El mismo fray Sebastián contó al provincial Alonso de Cepeda una anécdota bien significativa. Le refirió que «caminando para Puebla hizo noche junto a una gran barranca que está en el camino de Huejotzingo. Y estando acostado en el suelo, debajo de una carreta, como acostumbraba, era tanta el agua que llovía que corrían arroyos hacia él, sin poderlo remediar, ni hacer otra diligencia más que ofrecer a Dios nuestro Señor aquel trabajo que padecía, con una total resignación y conformidad con su voluntad santísima».
Pero Dios acudió en auxilio de su siervo. Un hermosísimo mancebo se apareció y con una vihuela comenzó a tocar tan suave y dulcemente, que le pareció estar en la gloria, olvidándose de la incomodidad de la lluvia, y levantándose para acercarse al músico, éste se iba retirando, hasta que saltando la barranca de un salto, desapareció, dejando a Aparicio muy consolado» (Campazas 57). Otra vez, con la carreta atascada en el barro, se le presenta un joven vestido de blanco para ofrecerle su ayuda. «¡Qué ayuda me podéis dar vos, le dice, cuando ocho bueyes no pueden sacarla!». Pero cuando ve que el joven sacaba el carro con toda facilidad, comenta en voz alta: «¡A fe que no sois vos de acá!» (Campazas 71)...
Fueron numerosas las ocasiones en que a fray Sebastián, como a Cristo después del ayuno en el desierto, «se acercaron los ángeles y le servían» (Mt 4,11), o como en la agonía de Getsemaní, «un ángel del cielo se le apareció para confortarle» (Lc 22,43).
Impugnado por los demonios
Como también es normal en quienes han vencido ya el mundo y la carne, fray Sebastián experimentó terribles impugnaciones del Demonio en muchas ocasiones. En la hacienda de Tlanepantla, agarrado a las astas de un toro furioso, luchó a brazo partido contra el Demonio. En las clarisas de México los combates contra el Maligno era tan fuertes que la abadesa le puso una noche dos hombres para su defensa, pero salieron tan molidos y aterrados por dos leones que por nada del mundo aceptaron volver a cumplir tal oficio.
Ya de fraile, según cuenta el doctor Pareja, el demonio «le quitaba de su pobre cama la poca ropa con que se cubría y abrigaba, y, echándosela por la ventana del dormitorio, lo dejaba yerto de frío y en punto de acabársele la vida. Otras veces, dándole grandes golpazos, lo atormentaba y molía; otras lo cogía en alto y, dejándolo caer como quien juega a la pelota, lo atormentaba, inquietándolo; de manera que muchas veces se vio desconsoladísimo y afligido» (Campazas 31).
Los ataques continuaron en muchas ocasiones. En una de ellas los demonios le dijeron que iban a despeñarlo porque Dios les había dado orden de hacerlo. A lo que respondió fray Sebastián muy tranquilo: «Pues si Dios os lo mandó ¿qué aguardáis? Haced lo que Él os manda, que yo estoy muy contento de hacer lo que a Dios le agrada»...
Tan acostumbrado estaba nuestro Hermano a estos combates, que al Provincial de los Descalzos, fray Juan de Santa Ana, le dijo que ya no le importaban nada, «aunque viese más demonios que mosquitos». Y poco antes de morir, a los hermanos que le recomendaban acogerse a Dios para librarse de los asedios del Malo les dice: «Gracias a Dios, ha mucho tiempo que ese maldito no llega a mí, por haberle ya muchas veces vencido».
«Florecillas» de fray Sebastián
De los 568 testigos que depusieron en el proceso que la Iglesia hizo a su muerte, y de otros relatos, nos quedan muchas anécdotas, de las que referiremos algunas. Al mismo fray Juan de Santa Ana, buen amigo suyo, le contó fray Sebastián esta anécdota:
«Habéis de saber que todas las veces que voy al convento, procuro llevar a los coristas y estudiantes fruta u otra cosa que merienden, y cuando no lo hago me esconden las herramientas de las carretas (que sin duda las letras deben hacer golosos a los mozos), y esta vez que no les llevé nada, me cercaron con mucho ruido y alboroto; me pusieron tendido sobre una tabla, diciendo que ya estaba muerto, y cantando lo que cantan cuando entierran a los muertos, me llevaban por el claustro adelante a enterrar entre las coles de la huerta, donde tenían ya hecho el hoyo. Acertolo a ver desde su corredor el Guardián, que era entonces el R. P. fray Buenaventura Paredes, y preguntó: -¿Dónde lleváis a Aparicio? Y respondieron: -Padre nuestro, está muerto y lo llevamos a enterrar. Entonces dije yo: -Padre Guardián, ¿yo estoy muerto? Y visto por el Guardián que había yo respondido, les dijo: -¿Pues cómo habla si está muerto? A lo cual los dichos coristas dijeron: -Padre nuestro, muchos muertos hablan y uno de ellos es el Hermano Aparicio. Y por último el Guardián les mandó que me dejasen, que de otra suerte ya estuviera enterrado» (Campazas 47).
En una ocasión un religioso le exhortaba a amar a Dios, ya que Dios tanto le quería. A lo que fray Sebastián respondió con dudosa exactitud teológica, pero con toda veracidad de corazón: «Más le quiero yo a Él, pues sólo por Él he trabajado toda mi vida, sin descansar un punto, y por su amor me dejaría hacer pedazos». Aquel gallego analfabeto, pura bondad para todos, tenía en cambio sus problemas para amar a los judíos, y alegaba: «No son nuestros prójimos los que no creen en Jesucristo, sino herejes». Y cuando le hacían ver que Jesucristo, la Virgen María y San José, así como los santos apóstoles, eran judíos, respondía conteniendo su indignación: «Mirad que decís herejía»...
El Hermano Aparicio, tan devoto de la Eucaristía, sufría no poco a veces por no poder estar siempre presente en los oficios litúrgicos. Por eso en ocasiones, cuando estaba con el ganado en el monte, lo dejaba abandonado y se iba al convento a la hora de la misa. Y a los que ponían objeciones les decía: «Allá queda mi Padre San Francisco, cuya hacienda es ésa; él la guardará, y yo os aseguro que no faltará nada». Como así fue siempre.
Regresaba fray Sebastián con su carro bien cargado de Tlaxcala a Puebla, cuando se le rompió un eje. No habiendo en el momento remedio humano posible, invoca a San Francisco, y el carro sigue rodando como antes. Y a uno que le dice asombrado al ver la escena: «Padre Aparicio, ¿qué diremos de esto?», le contesta simplemente: «Qué hemos de decir, sino que mi Padre San Francisco va teniendo la rueda para que no se caiga» (Campazas 53-4).
Señorío fraternal sobre los animales
En realidad, fray Sebastián era bueno con todos, con los novicios de coro, a quienes les llamaba «novillos», y también con los mismos novillos, a quienes les decía «coristillas». Tenía sobre los animales un ascendiente verdaderamente sorprendente. A sus bueyes, Blanquillo, Aceituno..., hasta una docena que tenía, o al jefe de ellos, Gachupín, les hablaba y reconvenía como a hermanos pequeños, y le hacían caso siempre. Cuando se le meten a comer en una milpa, y una mujer se acerca gritando desolada, fray Sebastián le tranquiliza: «No se preocupe, hermana, mis bueyes no hacen daño». Y éstos obedientes se retiran, dejando los maizales intactos.
En otra ocasión, acarreando piedra para la construcción del convento de Puebla, un buey se le cansó hasta el agotamiento, y hubo que desuncirlo. Fray Sebastián entonces, por seguir con el trabajo, se acerca a una vaca que está por allí paciendo con su ternero, le echa su cordón franciscano al cuello, y sin que ella se resista, la pone al yugo y sigue en su trabajo. Y al ternerillo, que protesta sin cesar con grandes mugidos, le manda callar y calla. El antiguo domador de novillos los amansa ahora en el nombre de Jesús o de San Francisco.
Regresando una vez de Atlixco con unas carretas bien cargadas de trigo, se detiene el Hermano Aparicio a descansar, momento que las hormigas aprovechan para hacer su trabajo. «Padre, le dice un indio, las hormigas están hurtando el trigo a toda prisa, y si no lo remedia, tienen traza de llevárselo todo». Fray Sebastián se acerca allí muy serio y les dice: «De San Francisco es el trigo que habéis hurtado; ahora mirad lo que hacéis». Fue suficiente para que lo devolvieran todo.
A un hermano le confesaba una vez: «Muchas veces me coge la noche en la sabana y, sin otra ayuda que la misericordia de Dios, como me veo solo y tan enfermo, vuelvo los ojos al cielo, al Padre universal de la clemencia, y dígole: «Ya sabe que esto que llevo en esta carreta es para el sustento de vuestros siervos y que estos bueyes que me ayudan a jalar la carreta son de San Francisco; también sabéis mi imposibilidad para poderlos guardar y recoger esta noche, y así los pongo en vuestras manos y dejo en vuestra guardia para que me los guardéis y traigáis en pastos cercanos, donde con facilidad los halle». Con esto me acuesto debajo de la carreta y paso la noche; y a la mañana, cuando me levanto con el cuidado de buscarlos, los veo tan cerca de mí que, llamándolos, se vienen al yugo y los unzo, y sigo mi jornada» (Calvo 146).
«No perder a Dios de vista»
Fray Sebastián de Aparicio, con todas estos prodigios, nada tenía de hombre excéntrico; bien al contrario, su vida estaba perfectamente centrada en su centro, que es Dios. Desde Él actuaba siempre, y con Él y para Él vivía en todo momento. Y si San Francisco mandaba en su Regla a todos los hermanos legos rezar 76 Padrenuestros cada día, ésta era, con el Ave María, la oración continua del Hermano Aparicio. No salía de ahí, y en el «hágase tu voluntad» él decía todo lo que tenía que decir, y no tenía más que pensar o expresar. Fray Sebastián era, como bien dice Calvo Moralejo, «el Santo del Padre Nuestro» (131).
Noches enteras pasaba en oración de rodillas, mirando al cielo. «No tenía horas determinadas de oración, refiere el padre Letona, porque la tenía continua. en especial los últimos años de su vida andaba siempre tan absorto en Dios que no atendía a las palabras y preguntas que le hacían... Los 24 años que vivió en el convento de Puebla, jamás durmió debajo de techado, sino siempre en campo raso por no perder de vista el cielo» (Campazas 87). Varias veces le vieron, frailes y seglares, elevado durante la oración en éxtasis, pero lo más común era verle entre sus bueyes, a veces, cuando no podía menos, hasta en días de fiesta.
«Lo que yo hago -le confesaba a un fraile- es hacer lo que me manda la obediencia: duermo donde puedo, como lo que Dios me envía, visto lo que me da el convento; pero lo mejor es no perder a Dios de vista, que con eso vivo seguro». Y a esto añadía: «Si no fuera así, ¿quién había de pasar la vida que yo paso? A Él ofrezco los trabajos ordinarios de cada día, y a mi Padre San Francisco, por quienes los hago; ellos me lo reciban en descuento de mis pecados para que con eso me salve».
Como decía su biógrafo Sánchez Parejo, «toda su confianza y cuidado estaba puesto en sólo Dios. Él era su compañía, su comida, su bebida, su techo y amparo y, como dijo su padre San Francisco, y todas mis cosas» (Calvo 133).
Devoto seguro de la Virgen María
El Señor, San Francisco, el apóstol Santiago, y la dulcísima Virgen María... Muchos testigos afirmaron que la mano de fray Sebastián de Aparicio, siempre que no estaba ocupada en algún trabajo, se ocupaba en pasar una y otra vez el Rosario de la Virgen, sin cansarse de ello nunca.
En una fiesta de la Virgen, llega fray Sebastián al convento de Cholula en el momento de la comunión, y allá se acerca a comulgar, desaliñado y con la bota al cinto, recogiéndose después a dar gracias. En ello está cuando se le aparece la Virgen, y él la contempla arrobado... Cuando el padre Sancho de Landa se le interpone, le dice el hermano Aparicio: «Quitáos, quitáos, ¿no veis aquella gran Señora, que baja por las escaleras? ¡Miradla! ¿No es muy hermosa?». Pero el padre Sancho no ve nada: «¿Estás loco, Sebastián?... ¿Dónde hay mujer?»... Luego comprendió que se trataba de una visión del santo Hermano (Compazas 89).
98 años...
El 20 de enero, día de San Sebastián, de 1600, el Hermano Aparicio cumple 98 años, y una vez honrado su patrono, está trabajando con sus carretas. Todavía le aguantaba la salud, aunque una antigua hernia le daba cada vez más sufrimientos. El 20 de febrero, viene a casa desde el monte de Tlaxcala con un carro de leña, cuando los dolores de la hernia se le agudizan hasta producirle náusea y vómitos. Se las arregla, quién sabe cómo, para llegar al convento de Puebla, donde fray Juan de San Buenaventura, también gallego, le recibe, espantándose de verle tan desfallecido.
Allá queda fray Sebastián en el patio, bajo la carreta, en el lugar acostumbrado. Pero el padre Guardián le obliga a guardar cama en la enfermería. Cinco días dura allí, sobre la cama inusual. Y a su paisano fray Juan de San Buenaventura se le queja: «¿Qué os parece?, cómo no me quieren dejar donde tengo consuelo»... Él, de hacía tiempo, como los indios, tenía preferencia por sentarse directamente en el suelo: «Mejor está la tierra sobre la tierra», solía decir.
Pide entonces que le traigan a la celda el Santísimo, y que le dejen adorarlo postrado en tierra. Más tarde el padre Guardián le acerca el crucifijo, para que le pida perdón al Señor por sus pecados: «¿Ahora habíamos de aguardar a eso? -le dice fray Sebastián-. Muchos días ha que somos viejos amigos»... Otro fraile le pone en guardia contra posibles asaltos del demonio: «Ya está vencido -le responde-. Todo lo veo en paz. El Señor sea bendito».
El 25 de febrero, con 98 años, postrado en tierra, al modo de San Francisco, fray Sebastián de Aparicio entrega a Dios su espíritu al tiempo que dice «Jesús».
En seguida se abre su proceso de beatificación, y llegan a documentarse hasta 968 milagros... Por fin, tras tantas demoras, en 1789 es declarado Beato, y desde entonces su cuerpo incorrupto -parece un hombre dormido, de unos 60 años- descansa en una urna de plata y cristal en el convento franciscano de Puebla de los Angeles. Hay en la plaza, sin esperar a Roma, un hermoso monumento en granito y bronce, con una inscripción bien clara:
San Sebastián de Aparicio
Precursor de los caminos de América
1502-1600
In very scruffy Mainline Freight livery, 09019 shunts engineers wagons in the yard adjacent to Eastleigh station on March 23rd, 2009.
I fund my Flickr membership, scanner and software myself. So, if you like my pictures please consider buying me a coffee! www.buymeacoffee.com/seanl
© Sean Lancastle, all rights reserved. Please do not share or post elsewhere without permission.
MAR Museo d'Arte Ravenna
Via di Roma, Ravenna
Dal 9 ottobre al 10 novembre 2009
Dave McKean, Peter Kuper,
Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini
Venerdì 9 e sabato 10 ottobre 2009 Ravenna ospita la quinta edizione di Komikazen – Festival internazionale del fumetto di realtà, a cura dell’Associazione culturale Mirada.
Il Festival è realizzato nell’ambito delle iniziative del GAER Emilia Romagna (network regionali del GAI – Giovani Artisti Italiani) e di Italia Creativa.
La tendenza autobiografica, memorialistica, storica e di reportage del reale è sempre stata presente in molti dei grandi maestri dell’arte sequenziale. È proprio questo l’aspetto del fumetto che il Festival Komikazen prende in considerazione. In questa edizione in particolare sono presentate soprattutto storie che nascono da una tensione individuale, dalla ricerca e dalla sperimentazione.
Sei gli autori ospiti della quinta edizione di Komikazen, protagonisti di workshop e incontri insieme ad autorevoli rappresentanti dell’ambito culturale nazionale e presenti a Ravenna con le tavole originali di alcuni dei loro lavori più significativi, in mostra per un mese (fino al 8 novembre 2009) in vari luoghi della città.
Ospite d’onore il disegnatore inglese Dave McKean, che al MAR, Museo d’arte della città, espone La comica tragedia o la tragica commedia di Mr Punch, lavoro sul diabolico personaggio Mr Punch, antieroe mutuato dalla Commedia dell’Arte, la cui storia si intreccia a ricordi d’infanzia del protagonista e narratore della storia. McKean, illustratore, designer, fotografo e perfino musicista è stato definito “un vulcano” per la creatività visionaria, che caratterizza tutta la sua opera: fumetti, lungometraggi e albi illustrati.
Fumetto di realtà nel senso più classico è invece quello delle opere dell’americano Peter Kuper, altra importante presenza del Festival, che a Ravenna espone le tavole di due suoi lavori: La giungla, e la sua ultima creazione Diario de Oaxaca.
La realtà del fumetto nazionale dell’ultima generazione di disegnatori è rappresentata da Paolo Bacilieri, con le tavole della storia dell’omicida Pietro Maso, vicenda rimasta impressa nella memoria di chi ha vissuto consapevolmente gli anni ’80; Gianluca Costantini, artista ravennate che si è contraddistinto negli ultimi anni per un fumetto dalle tematiche di interesse politico nazionale e internazionale e che presenta due mostre una sulla storia tragica della guerra di liberazione algerina, e l’altra dal titolo Opus quotidianum in cui sono esposte sue tavole di argomento politico scomposte e ricostruite in mosaico da Koko Mosaico; e Davide Toffolo che si confronta con lo scrittore più eclettico della nostra cultura contemporanea: Pier Paolo Pasolini.
Venerdì 9 ottobre (ore 10.00 – 13.00 e 14.00 - 17.30) presso il Teatro Rasi (Via di Roma, 39) il Festival si apre con il workshop per disegnatori e appassionati dell’intellettuale e disegnatore americano Peter Kuper. Newyorkese d’adozione, Kuper nasce nel 1958 ed è noto soprattutto per il carattere politico delle sue pubblicazioni. Illustrazioni di Kuper sono apparse su numerose riviste e quotidiani statunitensi, tra i quali «The New Yorker», «Time», «The Washington Post» e «The Progressive». Tra le sue graphic novel più famose, un adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (lavoro esposto a Ravenna) e Comics-Strips, cronistoria del suo viaggio di otto mesi in Africa e nel Sud-Est asiatico (iscrizione obbligatoria a info@mirada.it).
Sabato 10 ottobre dalle 9.30 al Teatro Rasi incontro dal titolo Supermaso attitude e gli eredi: storie dal vero con il disegnatore Paolo Bacilieri e lo scrittore e saggista veneto Gianfranco Bettin, che nel ’92 pubblicò per Feltrinelli L’erede. Pietro Maso, una storia dal vero.
Veneto anche Bacilieri, nasce a Verona nel 1965, diplomatosi presso l’Accademia di Belle Arti di Bologna, lavora nel mondo dei comics dal 1982. Autore eclettico, sintetizza nella sua cifra personale il bagaglio di immagini del fumetto seriale e le soluzioni più azzardate dei comics underground.
Tra le sue opere: Barokko (1988-1995, Black Velvet), Durasagra (1994, Black Velvet), The Supermaso Attitude (Phoenix, 1996), alcuni albi delle serie Napoleone e Jan Dix (Sergio Bonelli Editore, 1999-2008), Zeno Porno (Kappa edizioni, 2005) e La magnifica desolazione (Kappa edizioni, 2007).
Alle 11.30 incontro con il disegnatore Peter Kuper che parla di Oaxaca: raccontare il Messico. Nel 2006 Kuper si trasferì per un periodo da New York a Oaxaca in Messico con la famiglia, per sfuggire alla metropoli caotica alla ricerca di un’oasi di pace, ma come scrive lui, Diario di Oaxaca è il risultato del trovarsi nel posto giusto al momento sbagliato. Infatti Oaxaca, cittadina solitamente tranquilla, fu teatro di violenti scontri tra le forze di polizia del Governo e gli scioperanti, in particolare insegnanti, che chiedevano maggiori garanzie e aumenti di stipendio.
Nel pomeriggio alle 15.30 appuntamento con Dave McKean, presentato da Paul Gravett, giornalista inglese e direttore del Festival di fumetto londinese Comica.
McKean nasce in Inghilterra nel 1963. I suoi lavori sono caratterizzati dalla commistione di varie tecniche quali disegno tradizionale, fotografia, collage, scultura e computer grafica. La sua carriera ha inizio con un fallimento: nel 1986 si reca a New York per un colloquio di lavoro come disegnatore di fumetti, che non ha esito positivo; tuttavia in quell'occasione incontra lo scrittore di testi, anche lui inglese, Neil Gaiman, con cui stabilirà un sodalizio che ancora continua. Gaiman lo coinvolge nella lavorazione di una breve graphic novel, Violent Cases pubblicata nel 1987. Nel 1988 pubblicano insieme il capolavoro Black Orchid. Tra il 1990 e il 1996 Dave McKean scrive e disegna il suo capolavoro: Cages (pubblicato in Italia da Macchia Nera nel 1999), una graphic novel sul tema dell’ispirazione e della creatività artistica, disegnata con uno stile molto scarno che ricorda le opere di José Muñoz e Lorenzo Mattotti.
Dalla collaborazione con Neil Gaiman nascono anche le graphic novel Signal to Noise nel 1992, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film, Mr Punch e i libri illustrati per bambini The day I swapped my dad for two goldfish (1997 - In Italia: "Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi" ed. Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 - In Italia: "I lupi nei muri"ed. Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre con Gaiman, il libro Coraline (2002 - In Italia: "Coraline" - ed. Mondadori, 2003).
Durante la sua carriera, McKean ha realizzato anche numerose copertine di CD per artisti internazionali, copertine di libri, illustrazioni per The New Yorker, e contribuito alla realizzazione di pubblicità e piccole clip promozionali. Ha inoltre pubblicato due libri di fotografie.
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta ancora in collaborazione con Gaiman prende vita sullo schermo con l'ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion.
Alle 19 presso il MAR, Museo d’arte della città (Via di Roma, 13), nell’ambito delle manifestazioni per la Notte d’oro di Ravenna, inaugurazione della mostra L’ombra di Peter Pan con le tavole originali di Dave McKean, Peter Kuper, Paolo Bacilieri e Gianluca Costantini.
La mostra di McKean si compone in gran parte di tavole tratte dal suo lavoro con Gaiman su Mr Punch, in cui l'affiatata coppia di artisti propone una summa dei rispettivi stili e modi di affrontare l'arte grafica. Gaiman presenta al pubblico i personaggi di Mr. Punch, il chiassoso e popolare burattino anglosassone derivato da Pulcinella, e Judy, la sua compagna, e crea una raffinata storia nella storia, una favola oscura che mescola l'infantile innocenza con l'oscurità degli adulti. In perfetta armonia con dialoghi e didascalie, McKean accompagna ogni pensiero di Gaiman con sofisticate immagini che superano il canonico concetto di vignetta e fumetto e fondono insieme abilità fotografica, gusto per la sperimentazione e puro disegno. Saranno inoltre esposte numerose tavole originali tratte da uno dei suoi lavori più noti Cages, una graphic novel scritta e disegnata da lui stesso sul duro mestiere dell’artista, che ha al centro il tema dell’ispirazione e della creatività, e con i testi dell’inseparabile Gaiman Signal to noise, la storia di un regista moribondo e del suo ipotetico ultimo film.
In occasione dell’inaugurazione della mostra di Mckean è allestito di fronte alle tavole del maestro inglese, uno spettacolo dal titolo Omaggio al Punch di Dave Mckean, un intervento burattinesco del poliedrico burattinaio Luca Ronga, vincitore nel 2009 del premio Eolo Awards per il miglior Teatro di Figura in Italia. Ronga, nel suo breve intervento, ricrea l’atmosfera dei teatrini ambulanti esistenti fin dal ‘600 della tradizione del Mr Punch-Pulcinella, ricostruendo dentro lo spazio del MAR un vero e proprio teatro dei burattini con tanto di struttura in legno e pizzi, una “guarattella”, e usando la “pivetta”, antico strumento creato per dotare Pulcinella della sua tipica voce dal suono a chioccia.
Nell’esposizione di Kuper (50 tavole) sono insieme Diario di Oaxaca e La giungla, il romanzo più importante e di successo di Upton Sinclair; una denuncia delle misere condizioni di vita degli immigrati, costretti a lavorare in situazioni pericolose e anti-igieniche nelle fabbriche di inscatolamento del cibo confezionato. La potenza immaginifica delle illustrazioni di Kuper cattura l’intensità del romanzo di Sinclair, in un audace contrappunto fra testo e disegno.
Paolo Bacilieri espone 20 tavole del suo lavoro del 1996 The Supermaso Attitude, sulla terribile vicenda di Pietro Maso, che nel ’91 a 19 anni organizzò l’assassinio dei suoi genitori con la collaborazione di due amici, per acquisirne l’eredità. Un’opera che al momento della sua uscita, non passò sicuramente inosservata, per la tematica scottante, affrontata con toni ai limiti del grottesco e per il suo essere in controtendenza rispetto all’imperversare, in quegli anni, di manga e supereroi. Bacilieri si è documentato a lungo sugli atti processuali con l'aiuto dello psichiatra Vittorino Andreoli, anche lui personaggio del fumetto, ma il risultato artistico è tutt'altro che realistico e la sottile ironia del disegnatore affiora in tutte le pagine, nonostante la drammaticità della storia.
Gianluca Costantini, artista visivo e disegnatore di fumetti, vive e lavora a Ravenna. Come illustratore e autore di fumetti, pubblica su numerose riviste e quotidiani italiani fra cui "Il Nuovo Male", "Blue", "Il Manifesto", "Internazionale", e stranieri "Babel" (Grecia), "Kuhinja" (Serbia) e "WarWorldIII" (U.S.A.). Dal 2002 è direttore della rivista italiana di fumetti "inguineMAH!gazine" e cura diverse pubblicazioni di graphic novelist internazionali. A partire dai primi anni Novanta espone in numerose mostre collettive in tutta Europa; nei festivals di fumetto internazionali come Lucca Comics, Stribburger e Angouleme, in manifestazioni artistiche come la Biennale dei Giovani artisti dell'Europa e del Mediterraneo o in gallerie private italiane. Alcune delle ultime mostre personali sono state Political Comics (Atene, 2006), Banda desenhada politica (Lisbona, 2006), Sangue in Algeria (Perugia, 2008) e Channeldraw (Belgrado, 2008).
A Komikazen espone le 20 tavole di Sangue d’Algeria, un lavoro sulla guerra di liberazione algerina dal colonialismo francese, svoltasi dal 1954 al ‘62. In poche tavole, in cui il testo delle didascalie è parte integrante del disegno stesso, Costantini mette in scena con abilità la volontà di mostrare tutti gli aspetti della Guerra d’Algeria, senza aver la pretesa di creare un documento storico, ma incitando a leggere la storia diversamente, a prendere coscienza di una storia occultata dai francesi e dagli stessi algerini. La mostra è stata prodotto dalla Galleria Miomao di Perugia ed è stata esposta al Salon du Dessin Contemporain di Parigi nel marzo 2009.
Dave Mckean
(Maidenhead , 29 dicembre 1963)
rtista poliedrico, è disegnatore, illustratore, regista e fotografo, oltreché musicista. Ha messo a punto, grazie all’utilizzo di tecniche miste spaesanti, uno stile inconfondibile e allo stesso tempo imitatissimo.
La sua produzione è potente e unica, eppure in continua evoluzione. Considerato il guru dalla generazione Photoshop negli anni ’90, continua ad avere questo ruolo di apripista nell’universo dell’animazione digitale.
Eppure la sua carriera iniziò con un fallimento: giunto nell’86 a New York per un colloquio, il lavoro gli venne rifiutato. in compenso conobbe Neil Gaiman con il quale continua ad avere un sodalizio incorruttibile.
Insieme realizzano Violent Cases (1987) e l’indimenticabile Black Orchid nell’anno successivo. Il 1989 vede ancora la coppia autoriale al lavoro nella serie culto di Sandman, di cui egli cura il progetto grafico. Sempre per la DC Comics disegna Arkham Asylum, una storia di Batman sui testi dell’altro ragazzo terribile di questa straordinaria stagione inglese, Grant Morrison.
Negli anni ’90 realizza invece il suo capolavoro, l’unica opera di cui cura sia disegno che sceneggiatura, Cages. Realizzata in dieci numeri, è un romanzo che è anche un trattato sull’arte, la creatività e gli usi e abusi della tecnica. Lo stile che va da disegni che ricordano Egon Schiele., a interventi su fotografie, silografie quasi astratte, fino a dipinti in quadricromia e collage, ha un effetto straniante. L’approccio filosofico al disegno costituisce sicuramente l’aspetto più innovativo di questo ampio progetto.
Signal to Noise, del 1992 e Mr Punch del 1994 sono altri risultati del rapporto duraturo con Gaiman: quest’ultimo fa parte della tradizione del teatro di figura inglese del ‘600 ed è il risultato contaminato della figura tradizionale napoletana di Pulcinella (originariamente in inglese punchiniello). Si tratta di un classico trickster, che come la figura napoletana, ha aspetti molesti, dissacratori e liberatori. La versione illustrata da McKean rende un tributo malinconico a questo personaggio seguendo l’unico testo di cui Gaiman ha detto di essere veramente fiero. Oltre ad affrontare la paura e la morte la storia è un’epica del ricordo: “il pensiero della memoria non è né dritto né sicuro, e noi lo intraprendiamo a nostro rischio. E’ più facile fare brevi viaggi nel passato, ricordare in miniatura, costruire piccole recite di marionette nella nostra testa”.
Sempre per l’infanzia, con Gaiman ha illustrato The day I swapped my dad for two goldfish (1997 – In Italia: Il giorno che scambiai mio padre per 2 pesci rossi, Macchia nera, 2000) e Wolves in the wall (2003 – In Italia: I lupi nei muri, Mondadori, 2003). Ha inoltre illustrato, sempre per Neil Gaiman, il romanzo Coraline (2002) da cui è stato tratto recentemente un film.
Molto importante è inoltre la sua collaborazione con musicisti per copertine di CD o di libri. Come fotografo ha realizzato due libri A Small Book of Black and White Lies (1995 – In Italia: Un libretto di bugie bianche e nere, Macchia nera, 2000) e Option: click (1998 – In Italia: Opzione: click,Macchia nera, 2000);
Nel 2005 ha realizzato il suo primo lungometraggio, MirrorMask. La sceneggiatura scritta in collaborazione con l’amico Neil Gaiman prende vita sullo schermo con l’ausilio di tecniche miste, un incrocio tra ripresa dal vivo, animazione digitale e stop-motion. Al momento sta lavorando su un nuovo lungometraggio che prevede l’utilizzo sia di animazione che di ripresa filmica su un tema caro sia a lui che Gaiman, ovvero tra mondo reale ed immaginario.
Peter Kuper
(Summit – New Jersey, 22 settembre 1958)
Kuper è uno dei nomi fondamentali della scena impegnata e visualmente militante degli Stati Uniti. Ha conosciuto Seth Tobocman, con cui ha fondato la rivista World War III Illustrated, all’università a New York alla fine degli anni ‘70. Negli stessi anni è stato assistente di studio di Chaykin.
La rivista WW III esce dal 1979 e costituisce un luogo non solo di pensiero, ma anche di intersezione tra azione politica e rappresentazione, quasi unico al mondo. Gli illustratori e i disegnatori che partecipano alla rivista creano figure che poi vengono usate per manifesti dalla Turchia al Marocco alla Francia e via dicendo. Una sorta di comunità internazionale visiva.
Il lavoro che lo ha reso maggiormente famoso negli USA e all’estero è la sua versione SPY VS SPY apparso sulla rivista MAD. Kuper ha continuato la storia creata da Prohias e passata da varie mani senza soluzione di continuità dal 1997.
Accanito viaggiatore, ha attraversato l’America Latina e ha visitato Europa, Africa, Asia Medio Oriente: questa sua propensione all’andare è testimoniata dal libro uscito nel 1992 ComicsTrips: A Journal of Travels Through Africa and Southeast Asia.
Collabora inoltre regolarmente con Time, Newsweek, The New York Times come illustratore.
La sua produzione di graphic novel è piuttosto ampia, in particolare oltre a Stripped – An Unauthorized Autobiography, Mind’s Eye, The System, si è cimentato anche con la versione grafica dei racconti di Kafka dal titolo Give It Up! (tr. it. Lascia stare!E altri racconti brevi, Hazard) ma anche del capolavoro kafkiano The Metamorphosis (tr. it. La metamorfosi, Guanda 2008), oltre all’adattamento di The Jungle di Upton Sinclair (tr. it. La giungla, 001 edizioni) e Sticks and Stones, un romanzo grafico senza parole sull’ascesa e deglino degli imperi che ha ricevuto la medaglia d’oro nel 2004 dalla Society of Illustrators americana. Il tema del narrare senza parole è trasversale nella produzione di Kuper: anche in The System la narrazione delle vite intrecciate di una ragazza madre, di un serial killer, di un anziano poliziotto e altri personaggi senza nome avviene mostrando esclusivamente azioni e reazioni in una città che parla solo attraverso i titoli di giornale e in cui ognuno è assolutamente inconsapevole degli effetti che le proprie azioni hanno sulla vita altrui.
Il più recente Stop Forgetting to Remember racconta elementi autobiografici come la nascita della figlia, l’11 settembre e altre personali vicissitudini del decennio 1995-2005.
La sua permanenza nel 2006 a Oaxaca in Messico, dovuta a ragioni strettamente personali, lo ha portato ad essere testimone e narratore delle rivolte degli insegnati e dei riot scoppiati nella città messicana.
Coniuga all’attività di disegnatore anche la docenza. Dal 1986 infatti he tenuto regolari corsi di fumetto e illustrazione alla School of Visual Arts e ora anche alla Parsons di New York. È inoltre l’art director di INX, un’agenzia ora sito che dagli anni ‘80 mette a disposizione delle testate editoriali illustrazioni di tipo politico.
Nel 2004 è stato sottoposto a giudizio a seguito dell’ispezione della polizia doganale di un pacco che conteneva la rivista slovena Stripburger, dove compariva la parodia di Kuper di Richie Rich intitolata Richie Bush. Dopo che i legali fecero notare che la parodia non è pirateria, gli agenti doganali decisero di non procedere oltre.
Paolo Bacilieri
(Verona, 23 febbraio 1965)
Bacilieri, che ha studiato all’Accademia di Bologna e vive a Milano, è un fagocitatore di immaginario, che risputa su carta visualizzandone le più oscure ambiguità.
Le sue prime esperienze professionali sono legate a Milo Manara, con il quale collabora nei primi anni di apprendistato a Russi. Storia dei popoli a fumetti (testi di Enzo Biagi), Mondadori.
La sua prima storia, pubblicata nel 1986 in Francia da Casterman sulla celebre rivista «A Suivre» e in Italia su «Corto Maltese», è Il tesoro degli Imbala su testi di Franco Mescola. Farà seguito l’incursione nell’erotismo venato di umorismo di Una storia del cazzo, prima apparsa sulla rivista«Blue» e in seguito raccolta in volume da Blue Press.
Influenzato nei primi anni dal segno manariano, mostra la propria personale espressività grafica con il primo episodio della serie Barokko, pubblicato per Casterman in Francia e poi in Italia sulle pagine di «Comic Art». Bacilieri alternerà sempre nella propria produzione la disponibilità alla serialità, che non si trasforma mai nell’asservimento al segno e allo stile di altri ma porta sempre una ventata di nuovo, e la realizzazione di storie autoriali di suo pugno.
Nel 1994 realizza per le edizioni R&R il volume Durasagra – Venezia über alles in cui rivisita, sullo sfondo di una Venezia preda di turisti e deliri grafici, la triade Zanardi-Colasanti-Petrilli, personaggi eccellenti di uno dei numi tutelari dell’autore, Andrea Pazienza. Con Durasagra darà ulteriore dimostrazione dell’evoluzione del suo segno, in una ricerca stilistica indirizzata anche allo studio delle forme dell’arte rinascimentale, oltre a palesare la perfetta assimilazione dell’eredità spirituale del fumetto degli anni Ottanta. Nel 1995 farà ritorno alla rivista «Blue» con la serie Phonx, a cui seguirà l’anno dopo The Supermaso attitude (Phoenix, ristampa sul inguinemah!2008), ispirato a crudi e sanguinari fatti di cronaca della provincia veronese del 1991. La storia comparve nel 1996: il clima italiano era gelido per i fumetti. Le riviste d’autore erano al crepuscolo e i supereroi e i manga avevano conquistato il mondo editoriale. Alcuni quotidiani lo recensirono scandalizzati, leggendolo come una celebrazione criminale. L’interpretazione visiva del putrido che si nasconde anche nella provincia apparentemente perfetta del veneto non è decodificata. Maso che uccide con la tuta della Fiat come un vendicatore di nessuna pena, i dialoghi tra personaggi che discutono ex post l’accaduto, rappresentati come boccette di profumo costoso da uomo oppure il giudice in versione l’uomo pietra, non è interpretato all’epoca come capacità di sintesi, di un’analisi che semplicemente non usa le parole ma le immagini per raccontare più in profondità quanto stava avvenendo, non solo quanto già accaduto, nella nostra Italia. Un raccontare l’accaduto che non si ferma all’apparenza, ma che attraverso l’uso disvelatore del disegno ci mostra quanto non appare.
Nel 1997 appare sempre su «Blue» la serie Zeno Porno, succedutesi poi su «Mondo Naif», raccolte in volume dalla Kappa nel 2005. Zeno è uno sceneggiatore di fumetti Disney ed ex agente segreto della C.I.A., protagonista disilluso di avventure surreali, bizzarre e oniriche, nelle quali non è difficile cogliere elementi autobiografici dell’autore. Bacilieri si nutre da sempre dei gerghi delle controculture. La saga di Zeno prosegue poi con La magnifica desolazione, pubblicato nel 2007 sempre da Kappa
Nel 1999 fa il suo ingresso in casa Bonelli come disegnatore e, subito dopo, sceneggiatore della serie Napoleone. Sulla testata creata da Carlo Ambrosini il segno di Bacilieri incredibilmente non si comprime o contiene e, in aperta violazione con i canoni non scritti della casa editrice milanese, espande formati e numeri di vignette per tavola. Le sporcature a cui si erano abituati i lettori scompaiono, rilasciando sulla tavola come effetto “ultimo non ultimo” un amalgama di segni e disegni unitario e compatto ma perfettamente leggibile. In seguito ha illustrato, in collaborazione con Franco Busatta, Patty Paradise e Scusa Sadik, hai visto Diabolik? (Punto Zero), mentre le Edizioni Hazard gli hanno reso omaggio con The making of Napoleone.
La raccolta di disegni ispirati alla musica Canzoni in A4 è stato invece commissionato dalla galleria Miomao di Perugia e stampato da Kappa nel 2008.
Gianluca Costantini
(Ravenna, 19 dicembre 1971)
Mosaicista di formazione, si è dilpomato all’Accademia di Belle Arti di Ravenna in Decorazione: proprio l’aspetto fortemente decorativo, che riprende la bidimensionalità del mosaico bizantino e l’ambientazione notturna delle scene, costituisce la sua prima cifra stilistica.
Comincia a pubblicare nel 1993 su Schizzo dove compare una storia scritta da Scianamé, L’ultimo appuntamento. Nell’anno successivo compaiono sue illustrazioni su Il Manifesto e Neural, nonché altre due storie brevi sulla rivista allora edita dall’Arci. Da allora sue illustrazioni sono apparse in numerosissime pubblicazioni editoriali, copertine di libri, produzioni musicali e materiali editoriali. Nel 1995 inizia la collaborazione con lo sceneggiatore Giovanni Barbieri, con la storia breve Probabilità. Nel 1996 inaugura la collana Schizzo presenta, del Centro Fumetto Andrea Pazienza, con Animalingua. Il suo mondo è popolato di figure arcane, simbologie tratte con sciamanica casualità dalla tradizione giapponese, russa, da uccelli mitologici e da frasi evocative. Nel 1998 vince proprio per il fumetto il premio Guercino. Alterna alla propria produzione, che si muove sempre nei confini labili di arte contemporanea, fumetto e illustrazione, iniziative culturali ed editoriali. Nel 2001 fonda il collettivo inguine, inizialmente un sito di sperimentazione del fumetto in internet. La sperimentazione è subito accolta con grande attenzione proprio dal mondo dell’arte contemporanea e inguine.net viene presentato in numerose mostre, tra cui la Biennale dei Giovani Artisti di Sarajevo del 2001 e vince tra gli altri il Premio Palinsesto nel 2004. Ma è nel 2006, con la pubblicazione del diario autobiografico Vorrei incontrarti (Fernandel edizioni) che il suo stile acquista un carattere più asciutto. L’aspetto fortemente decorativo e quasi orientale, lascia spazio ad un segno a linea chiara, in cui è lasciata alla scrittura la veste di decorazione. Un segno più gestuale e innocente, che apre le porte ad un mutamento anche nelle modalità di realizzazione delle tavole stesse. Il libro successivo, Diario di un qualunquista (Fernandel edizioni, 2007) raccoglie i disegni realizzati in tempo reale seguendo sulla rete gli eventi del mondo, raccogliendo con modalità di cut up immagini e parole di notizie magari passate velocemente in secondo piano, ma che sono effettivamente accadute e il cui spessore reclama una narrazione. Sempre nel 2007 pubblica, su testo di Carnoli – Colombari, Ultimo, Storia di ordinaria guerra civile.Un libro che ripercorre con taglio fiction la misteriosa uccisione di Arpinati, gerarca bolognese, dopo la liberazione. Il suo stile si libera, per modellarsi sulla base delle necessità narrative e la forma si adatta al contenuto, mostrando una molteplicità camaleontica di utilizzo delle tecniche e del segno. Nel 2008 per la comma 22 esce L’ammaestratore di Istanbul, su testo di Elettra Stamboulis, diario di viaggio della coppia ad Istanbul sulle tracce dell’intellettuale e pittore ottomano Osman Hamdi. Nel 2009 è uscito invece Officina del Macello (Edizioni del Vento), sulla decimazione di S. Maria La Longa nella Prima Guerra Mondiale, il più grave episodio di rivolta e di uccisioni sommarie di cui abbiamo testimonianza nella Grande Guerra. Il progetto Sangue in Algeria è stato invece realizzato per la galleria di fumetto contemporaneo di Perugia Miomao ed è stato esposto al Salon du Dessin di Parigi nel marzo 2009. Le sue storie sono apparse in moltissime pubblicazioni all’estero, in particolare del circuito alternativo, tra cui Stripburger (Slovenia), Laikku (Finlandia), Babel (Grecia), World War III (Usa).
catedraleseiglesias.com
© Álbum 0076
By Catedrales e Iglesias
Arquidiócesis de Puebla
Beato Sebastián de Aparicio
Capilla Interior Convento San Francisco de Asís
Puebla de los Ángeles,Estado de Puebla,México
Blvd. Héroes del 5 de mayo y 14 Ote. 1009
C.P. 72000
RR. PP. FRANCISCANOS
Tel. 222 235 83 08
La capilla anexa al presbiterio alberga la pequeña escultura de la Virgen Conquistadora que trajo consigo Hernán Cortés y el cuerpo incorrupto del Beato Sebastián de Aparicio.
Es aquí donde los peregrinos vienen a venerar los restos del Beato Sebastián de Aparicio (1502-1600). Su momia se expone en una urna ataúd de vidrio.
Aunque todavía no se ha canonizado, los poblanos lo consideran el santo patrono de los choferes y todos aquellos que manejan vehículos.
Beato Sebastián de Aparicio, el de las carretas
Vida de el Frayle lego Sebastián de Aparicio
Resumen del Texto copiado de
hispanidad.tripod.com/hechos14.htm
Un santo analfabeto
Conocemos bien la santa vida del Beato Sebastián de Aparicio, pues al morir en 1600 la fama de santidad de este gallego-mexicano es tan grande, que ya en 1603 el rey Felipe III escribe al obispo de Tlaxcala para que haga información procesal de su vida y milagros. Y el obispo, en 1604, le remite la biografía escrita por fray Juan de Torquemada. Muy tempranas son también las vidas escritas por el médico Bartolomé Sánchez Parejo, fray Bartolomé de Letona (1662) y fray Diego de Leyva (1685). En ellas y en otros antiguos documentos se apoyan las recientes biografías de los franciscanos Alejandro Torres (19682), Gaspar Calvo Moralejo (19762) y Matías Campazas (19852), según las cuales va mi relato.
El 20 de enero de 1502, en el pueblo gallego de Gudiña, en el matrimonio de Juan Aparicio y Teresa del Prado, nace después de dos niñas un varón, al que le ponen por nombre el santo del día: Sebastián. Nada hace presagiar que la vida de este niño va a ser tan preciosa. En realidad no es sino un chico gallego como otros tantos, que nunca aprenderá a leer y a escribir -la escuela entonces era cosa de pocos-, y que desde niño, en cambio, será instruido en las oraciones, en el catecismo, y en las muy diversas artes campesinas: hacer leña, cuidar los animales, regar, cultivar el campo, arreglar el carro, las cercas y tejados, y tantas cosas más que va a seguir ejercitando toda su vida. A los cinco o seis años, aquejado de una grave enfermedad contagiosa, y aislado por su madre en una choza solitaria, recibe en la noche la visita misteriosa de una loba que le libra de su tumor. Según Sánchez Parejo, el mismo Sebastián «refirió este suceso varias veces a sus amigos, cuando ya era fraile»
Un hombre casto
Pasada la adolescencia entre los suyos, emigra a Castilla en su primera juventud, buscando trabajo. Lo encuentra en Salamanca, en la casa de una viuda joven y rica, que se enamoró perdidamente del mozo. Asistido por la gracia del Salvador, huyó Sebastián a tiempo de aquel incendio de lujuria, sin chamuscarse en él siquiera. En la extremeña Zafra, entra al servicio de Pedro de Figueroa, pariente del Duque de Feria.
También de allí, alertado por Cristo, hubo de huir Sebastián, pues una de las hijas del amo comenzó a rondarle con exceso. Así dispuso la Providencia que se llegara Sebastián a Sanlúcar de Barrameda, de donde partían los barcos hacia América. Allí sirvió siete años, muy bien pagado, en una casa fuerte, lo que le permitió enviar a sus hermanas las dotes matrimoniales entonces en uso. En este lugar venció otra vez, sostenido por Cristo, violentos asedios femeninos, que procedieron esta vez de la hija del dueño y también de una joven de Ayamonte. De estos sucesos dio noticia él mismo, siendo ya fraile.
Se ve que las mujeres sentían gran atracción por este joven gallego. Pero aún era más amado y preferido por nuestro Señor Jesucristo.
Puebla de los Angeles
A los 31 años, en 1533, se decide Sebastián a entrar en la corriente migratoria hacia América, y se radica hasta 1542 en la ciudad mexicana de Puebla de los Angeles, fundada por Motolinía dos años antes con cuarenta familias, precisamente para acoger emigrantes españoles. Llega, pues, cuando la ciudad está naciendo, y todo tipo de trabajo y profesión son necesarios...
Sebastián cultiva, sin gran provecho, trigo y maíz. Pero pronto inicia una labor de más envergadura. Por aquellos años el ganado caballar y vacuno llevado por los españoles se ha multiplicado de tal modo que es ya, concretamente en la región de Puebla, ganado cimarrón. Sebastián, iniciador del charro mexicano, se dedica a perseguir novillos, lacearlos y domarlos, para formar con ellos buenas yuntas de bueyes.
Por otra parte, por Puebla pasan interminables caravanas que del puerto de Veracruz se dirigen a la ciudad de México, siguiendo un camino ya abierto desde 1522. Asociado Sebastián con otro gallego, probablemente carpintero, forma una pequeña sociedad de carretas de transporte -quizá la primera del Nuevo Mundo-, que evita a los indígenas el duro trabajo de portear cargas. Más aún, conseguido el permiso de la Audiencia Real, abre aquel camino al tráfico rodado, trabajando de ingeniero y de peón, y enseñando a trabajar a indios y españoles. Las carretas de Aparicio, durante siete años, recorren sin cesar aquellas primeras «carreteras» de América, como buenas carretas gallegas, chirriantes y seguras...
La casa de Aparicio en Tlalnepantla fue testigo de muchas obras de misericordia, así corporales como espirituales. En efecto, en palabras del doctor Pareja, era «refrigerio de sedientos, hartura de hambrientos, posada de peregrinos, alivio de caminantes, albergue y roca de los miserables indios» (Calvo 77). Allí Aparicio enseñaba a trabajar, daba aperos y semillas, perdonaba deudas, arreglaba carretas, enseñaba las oraciones, se esforzaba en aprender la lengua de los indios...
En su forma de vivir, no obstante su riqueza, se distinguía por una austeridad desconcertante. Vestía como cualquiera, aunque sabía trajearse adecuadamente en las ocasiones señaladas. No tenía cama, sino que dormía sobre un petate o en una manta tendida al suelo. Comía como la gente pobre tortillas de maíz con chile y poco más, y añadía algo de carne cocida en domingos y fiestas. No pocas veces pasaba la noche a caballo, protegiendo su hacienda de animales malignos, y alguna vez le vieron dormido sobre su montura, apoyado en su lanza. Todos los días rezaba el rosario, y de su tierra gallega conservó siempre una gran devoción al santo Señor Santiago.
Chapultepec y Atzcapotzalco, dos bodas
A los 55 años pasó Aparicio a vivir al pueblo de Atzcapotzalco, donde un hidalgo, con más pretensiones que riquezas, trató de conseguirle como rico y honesto marido para su hija. Aparicio preguntó al padre cuál era la dote que pretendían para la joven, y cuando supo que eran 600 pesos, los entregó al padre y él quedó libre de ulteriores apremios.
Pocos años después ha de trasladarse a Chapultepec, donde la abundancia de ganado requería su presencia. Allí tiene una enfermedad muy grave y recibe los últimos sacramentos, pensando ya en morirse. Recuparada la salud, muchos le recomiendan que se case. Tras muchas dudas y oraciones, acepta el consejo, y a los 60 años, en 1562, se casa con la hija de un amigo vecino de Chapultepec en la iglesia de los franciscanos de Tacuba, haciendo con su esposa vida virginal. Pensando estaban sus suegros en entablar proceso para obtener la nulidad del matrimonio, cuando la esposa muere, en el primer año de casados, y Aparicio, después de entregar a sus suegros los 2.000 pesos de la dote, de nuevo se va a vivir a Atzcapotzalco.
Un segundo matrimonio contrajo a los 67 años en Atzcapotzalco, con una «indita noble y virtuosa, llamada María Esteban», hija jovencita, como su primera esposa, de un amigo suyo. Fue también éste un matrimonio virginal, como Sebastián lo asegura en cláusula del testamento hecho entonces: «Para mayor gloria y honra de Dios declaro que mi mujer queda virgen como la recibí de sus padres, porque me desposé con ella para tener algún regalo en su compañía, por hallarme mal solo y para ampararla y servirla de mi hacienda». Para ésta, como para su primera esposa, fue como un padre muy bueno.
Pero tampoco esta felicidad terrena había de durarle, pues antes del año la esposa muere en un accidente, al caerse de un árbol donde recogía fruta. Aparicio la quiso mucho, como también a su primera esposa, y de ellas decía muchos años después que «había criado dos palomitas para el cielo, blancas como la leche».
Los extraños caminos del Señor
Sebastián de Aparicio, humilde y casto al estilo de San José, debió sentir como éste muchas veces profundas perplejidades ante los planes de Dios sobre él. Siempre inclinado a la austeridad de vida, el Señor ponía en sus manos la riqueza. Siempre inclinado al celibato, la Providencia le llevaba a dos matrimonios, seguidos -nuevo desconcierto- de prematura viudez. Pasando por graves enfermedades, el Señor le daba larga vida... Muchas veces se preguntaría Sebastián «¿pero qué es lo que el Señor quiere hacer conmigo?». Y una y otra vez su perplejidad tomaría forma de súplica incesante: «enséñame, Señor, tu camino, para que siga tu verdad» (Sal 85,11)...
Una gravísima enfermedad ahora le inclina a hacer su testamento, dejando todos sus bienes a los dominicos de Atzcapotzalco, con el encargo de que parte de su hacienda se empleara en favor de sus queridos indios mexicanos. Pero la salud vuelve completamente, y aumenta el desconcierto interior en Sebastián, a quien Dios da al mismo tiempo graves enfermedades y muy larga vida. Cada vez está más ajeno a sus tierras y ganados, y pasa más horas de oración en la iglesia. Cada vez son más largas y frecuentes sus visitas al convento franciscano de Tlanepantla. Una voz interior, probablemente antigua, le llama con fuerza siempre creciente a la vida religiosa, pero esta inclinación no halla en sí mismo sino dudas, y se ve contrariada por los consejos de sus amigos, incluso por las evasivas y largas de su mismo confesor.
Tiene ya 70 años, y aún no conoce su vocación definitiva. ¿Cómo se explica esto?... «¿Qué he de hacer, Señor?» (Hch 22,10). ¿Será que una pertinaz infidelidad a la gracia, obstinadamente mantenida durante tantos años, le ha impedido conocer su verdadera vocación? ¿O será más bien que esta misma vida suya, llena de zig zags, no es sino fidelidad a un misterioso plan divino?... Todo hace pensar que Sebastián de Aparicio pasó realmente las moradas, las Moradas del Castillo interior teresiano, con todas sus purificaciones e iluminaciones progresivas, hasta llegar a la cámara real, donde había de consumarse su unión con el Señor.
Verdaderamente la vida de Sebastián de Aparicio nos asegura una vez más que los caminos de la Providencia divina son misteriosos. Si él mantuvo su castidad virginal incólume en dos matrimonios y tras los graves peligros pasados en Salamanca, San Lúcar y Zafra; si guardó su devoción cristiana viviendo solo y en continuos viajes de carretero; si conservó su corazón de pobre en medio de no pequeñas riquezas, es porque siempre estuvo guardado y animado por el mismo Cristo. Ahora bien, si continuamente fue guiado por el Señor, esto nos lleva a pensar que su extraña y cambiante vida no fue sino el desarrollo fiel de un misterioso plan divino. Quiso Dios que Sebastián de Aparicio fuera todo lo que fue hasta llegar a fraile franciscano.
Portero de clarisas en México
El tiempo de «Aparicio el Rico» ha terminado ya definitivamente. Este hombre bueno, aunque parezca cosa imposible, «en todo el tiempo que fue señor de carros y labranza ganó cosa mal ganada -dice el doctor Parejo-, ni que le remordiese la conciencia a la restitución» (Calvo 81). Un verdadero milagro de la gracia de Cristo. Él mismo, ya viejo, pudo decir con toda verdad: «Siempre he trabajado por el amor de Dios» (Calvo 48).
Las clarisas de México, a poco de su fundación, pasan por graves penurias económicas. Y el confesor de Aparicio sugiere a éste que les ayude con sus bienes y sus conocimientos de la Nueva España. La respuesta es inmediata: «Padre, delo por hecho; mas de mi persona ¿qué he de hacer?»... El mismo confesor le indica la posibilidad de que sirviera a las clarisas como donado, portero y mandadero. Aquí es cuando Sebastián comienza a entrever la claridad de la vida religiosa... A fines de 1573, ante notario, cede todos sus bienes, que ascendían a unos 20.000 pesos, a las clarisas, y sólo de mala gana, por contentar a su precavido confesor, deja 1.000 pesos a su disposición por si no persevera.
Y entonces, cuando en México los numerosos conocidos de Sebastián empiezan a no entender nada de su vida, viendo que el antiguo empresario y rico hacendado se ha transformado en modesto criado de un convento femenino de clausura, entonces es precisamente cuando a él se le van aclarando las cosas: por fin su vida exterior va coincidiendo con sus inclinaciones interiores más profundas y persistentes. Es la primera vez que ocurre en su vida.
Fraile francisco
La vocación religiosa de Sebastián, después de más de un año de mandadero y sacristán de las clarisas, queda probada suficientemente, y el 9 de junio de 1574, a los 72 años de edad, es investido del hábito franciscano en el convento de México. Los buenos frailes de San Francisco, que le conocían y estimaban hacía mucho tiempo, tuvieron la generosidad de recibir a este anciano, que probablemente estimarían próximo a su fin... Pero el buen hermano lego Sebastián da en el noviciado muestras no solo de oración y virtud, sino también de laboriosidad: barre, friega, cocina, atiende a cien cosas, siempre con serena alegría.
Sin embargo, en este año de noviciado fray Sebastián va a sufrir no poco, por una parte de la convivencia, no siempre respetuosa, de sus jóvenes compañeros de noviciado, y por otra, sobre todo, de las impugnaciones del Demonio... Y además de todo esto, sus hermanos de comunidad no acaban de ponerse de acuerdo sobre la conveniencia de admitirlo definitivamente a la profesión religiosa, pues aunque reconocen su bondad, lo ven muy anciano para tomar sobre sí las austeridades de la Regla franciscana. En ese tiempo tan duro para él, fray Sebastián tiene visiones de San Francisco y de su querido apóstol Santiago, el de Galicia, que le confirman en su vocación. Al referir con toda sencillez estas visiones a un novicio que dudaba de volverse al mundo, confirmó a éste en su vocación.
Finalmente, llegado el momento, y después de tres días de deliberación, deciden recibirlo, de modo que el 13 de junio de 1575 recita la solemne fórmula:
«Yo, fray Sebastián de Aparicio, hago voto y prometo a Dios vivir en obediencia, sin cosa alguna propia y en castidad, vivir el Evangelio de nuestro Señor Jesucristo, guardando la Regla de los frailes menores».
Y un fraile firma por él, pues es analfabeto.
Mendigo de Dios en Puebla
Fray Sebastián, ya fraile, con toda la alegría del Evangelio en el pecho, y con sus 73 años, se va a pie a su primer destino, Santiago de Tecali, convento situado a unos treinta kilómetros al este de Puebla. En este pueblo de unos 6.000 vecinos, siendo el único hermano lego, sirve un año de portero, cocinero, hortelano y limosnero.
Pero en seguida le llaman a Puebla de los Angeles, donde el gran convento franciscano, con su centenar de frailes, empeñados en mil tareas de evangelización y educación de los indios, necesitan un buen limosnero. Aquí, donde había comenzado su vida seglar en Nueva España, va a transcurrir el resto de su vida.
A sus 75 años, con el sombrero de paja a la espalda, el hábito remendado, la bota, «su compañera», siempre al hombro, el rosario en una mano y la aguijada en la otra para conducir sus bueyes, fray Sebastián retoma su carreta y se hace de nuevo a los caminos, recorriendo sin cesar una región de unos 250 kilómetros a la redonda, esta vez para recoger ayudas no sólo para los frailes de su comunidad, sino también para los pobres que en el convento se atienden día a día. «Ahí viene Aparicio», se decían con alegría los que le veían llegar. Y su fórmula era: «Guárdeos Dios, hermano, ¿hay algo que dar, por Dios, a San Francisco?»... «Aparicio el Rico» se ha transformado de verdad en un «fraile mendicante».
A los otros limosneros les dice siempre: «No pidáis a los pobres, que harto hacen los miserables en sustentarse en su pobreza». Más aún, él daba a los pobres muchas veces su propia ropa o les repartía de los bienes que había reunido para el convento. El superior no veía clara la conveniencia de tal proceder, pero fray Sebastián le decía: «Más que me dé cien azotes, que no tengo de dejar de dar lo que me piden por amor de Dios».
A los sesenta años había comenzado el Hermano Aparicio a beber algo de vino, que «casi no era nada». Y ahora, ya fraile y penitente, siempre llevaba consigo la bota, quizá para que no le tuvieran por santo, quizá para reconfortarse en momentos de agotamiento, tal vez para ambas cosas. Un día del Corpus se encontró con él don Diego Romano, obispo de Tlaxcala, y como le apreciaba mucho, le dijo a fray Sebastián si podía ayudarle en algo. No tuvo mucho que pensar el buen fraile. Acercándole la bota, le dijo: «Que me llenéis esta pobretilla» (Calvo 150)...
A la sombra de la Cruz
El viejito que los frailes franciscos han recibido por pura generosidad, va a servirles de limosnero 23 años, de los 75 a los 98. Siempre de aquí para allá, muchas noches las pasa al sereno, a la luz de las estrellas, al cobijo de su carreta. Incluso cuando estaba en el convento, no necesitaba celda y prefería dormir en el patio bajo su carro. El padre Alonso Ponce, Comisario General franciscano, en una Relación breve de 1586, decía de fray Sebastián:
«Siendo de casi 90 años de edad, anda con su carreta de cuatro bueyes, sin ayuda ninguna de fraile español, ni indio, ni otra persona, acarreando leña y maíz y otras cosas necesarias para el sustento de aquel convento, y nunca le hace mal dormir en el campo al sol, ni al agua, antes este es su contento y regalo, y cuando está en el convento ha de tener la puerta de la celda abierta y ver el cielo desde la cama en que duerme, porque de otra manera se angustia y muere; si se le moja la ropa nunca se la quita, sino que el mismo cuerpo la enjuga, y si por estar sucia la ha de lavar, sin aguardar a que se seque se la viste y él la enjuga y seca con el calor del cuerpo, sin que de nada de esto se le renazca enfermedad, ni indisposición alguna» (Campaza 40).
Los datos son ciertos, pero no parece tan exacta la apreciación idílica de los mismos. En realidad fray Aparicio pasó en estos años de ancianidad, siempre de camino, innumerables penalidades. A veces sus penitencias eran consideradas como manías; pero eran en realidad mortificaciones. Así, poco antes de morir, le dice a su mismo superior: «Piensa, padre Guardián, que el dormir yo en el campo y fuera de techado es por mi gusto; no, sino porque este bellaco gusanillo del cuerpo padezca, porque si no hacemos penitencia, no iremos al cielo» (Calvo 108).
Y según refiere el doctor Pareja, a un fraile que le aconsejaba ofrecerlo todo a Dios, le responde: «Hartos días ha que se lo he ofrecido, y bien veo que si no fuera por su amor, era imposible tolerarlo; porque os certifico, Padre, que ando tan molido y cansado, que ya no hay miembro en el cuerpo que no me duela; y a un puedo certificaros que hasta los cabellos de la cabeza siento que me afligen, cuando de noche me quiero acostar o tomar algún reposo» (Campazas 40).
Consolado por los ángeles
También es cierto que el Hermano Aparicio se vio asistido muchas veces por consolaciones celestiales, como suele suceder tantas veces a los santos, cuando por amor de Dios renuncian a todo placer mundano. Él tuvo, concretamente, una gran devoción a los ángeles, especialmente al de su guarda, y experimentó muchas veces sus favores.
El mismo fray Sebastián contó al provincial Alonso de Cepeda una anécdota bien significativa. Le refirió que «caminando para Puebla hizo noche junto a una gran barranca que está en el camino de Huejotzingo. Y estando acostado en el suelo, debajo de una carreta, como acostumbraba, era tanta el agua que llovía que corrían arroyos hacia él, sin poderlo remediar, ni hacer otra diligencia más que ofrecer a Dios nuestro Señor aquel trabajo que padecía, con una total resignación y conformidad con su voluntad santísima».
Pero Dios acudió en auxilio de su siervo. Un hermosísimo mancebo se apareció y con una vihuela comenzó a tocar tan suave y dulcemente, que le pareció estar en la gloria, olvidándose de la incomodidad de la lluvia, y levantándose para acercarse al músico, éste se iba retirando, hasta que saltando la barranca de un salto, desapareció, dejando a Aparicio muy consolado» (Campazas 57). Otra vez, con la carreta atascada en el barro, se le presenta un joven vestido de blanco para ofrecerle su ayuda. «¡Qué ayuda me podéis dar vos, le dice, cuando ocho bueyes no pueden sacarla!». Pero cuando ve que el joven sacaba el carro con toda facilidad, comenta en voz alta: «¡A fe que no sois vos de acá!» (Campazas 71)...
Fueron numerosas las ocasiones en que a fray Sebastián, como a Cristo después del ayuno en el desierto, «se acercaron los ángeles y le servían» (Mt 4,11), o como en la agonía de Getsemaní, «un ángel del cielo se le apareció para confortarle» (Lc 22,43).
Impugnado por los demonios
Como también es normal en quienes han vencido ya el mundo y la carne, fray Sebastián experimentó terribles impugnaciones del Demonio en muchas ocasiones. En la hacienda de Tlanepantla, agarrado a las astas de un toro furioso, luchó a brazo partido contra el Demonio. En las clarisas de México los combates contra el Maligno era tan fuertes que la abadesa le puso una noche dos hombres para su defensa, pero salieron tan molidos y aterrados por dos leones que por nada del mundo aceptaron volver a cumplir tal oficio.
Ya de fraile, según cuenta el doctor Pareja, el demonio «le quitaba de su pobre cama la poca ropa con que se cubría y abrigaba, y, echándosela por la ventana del dormitorio, lo dejaba yerto de frío y en punto de acabársele la vida. Otras veces, dándole grandes golpazos, lo atormentaba y molía; otras lo cogía en alto y, dejándolo caer como quien juega a la pelota, lo atormentaba, inquietándolo; de manera que muchas veces se vio desconsoladísimo y afligido» (Campazas 31).
Los ataques continuaron en muchas ocasiones. En una de ellas los demonios le dijeron que iban a despeñarlo porque Dios les había dado orden de hacerlo. A lo que respondió fray Sebastián muy tranquilo: «Pues si Dios os lo mandó ¿qué aguardáis? Haced lo que Él os manda, que yo estoy muy contento de hacer lo que a Dios le agrada»...
Tan acostumbrado estaba nuestro Hermano a estos combates, que al Provincial de los Descalzos, fray Juan de Santa Ana, le dijo que ya no le importaban nada, «aunque viese más demonios que mosquitos». Y poco antes de morir, a los hermanos que le recomendaban acogerse a Dios para librarse de los asedios del Malo les dice: «Gracias a Dios, ha mucho tiempo que ese maldito no llega a mí, por haberle ya muchas veces vencido».
«Florecillas» de fray Sebastián
De los 568 testigos que depusieron en el proceso que la Iglesia hizo a su muerte, y de otros relatos, nos quedan muchas anécdotas, de las que referiremos algunas. Al mismo fray Juan de Santa Ana, buen amigo suyo, le contó fray Sebastián esta anécdota:
«Habéis de saber que todas las veces que voy al convento, procuro llevar a los coristas y estudiantes fruta u otra cosa que merienden, y cuando no lo hago me esconden las herramientas de las carretas (que sin duda las letras deben hacer golosos a los mozos), y esta vez que no les llevé nada, me cercaron con mucho ruido y alboroto; me pusieron tendido sobre una tabla, diciendo que ya estaba muerto, y cantando lo que cantan cuando entierran a los muertos, me llevaban por el claustro adelante a enterrar entre las coles de la huerta, donde tenían ya hecho el hoyo. Acertolo a ver desde su corredor el Guardián, que era entonces el R. P. fray Buenaventura Paredes, y preguntó: -¿Dónde lleváis a Aparicio? Y respondieron: -Padre nuestro, está muerto y lo llevamos a enterrar. Entonces dije yo: -Padre Guardián, ¿yo estoy muerto? Y visto por el Guardián que había yo respondido, les dijo: -¿Pues cómo habla si está muerto? A lo cual los dichos coristas dijeron: -Padre nuestro, muchos muertos hablan y uno de ellos es el Hermano Aparicio. Y por último el Guardián les mandó que me dejasen, que de otra suerte ya estuviera enterrado» (Campazas 47).
En una ocasión un religioso le exhortaba a amar a Dios, ya que Dios tanto le quería. A lo que fray Sebastián respondió con dudosa exactitud teológica, pero con toda veracidad de corazón: «Más le quiero yo a Él, pues sólo por Él he trabajado toda mi vida, sin descansar un punto, y por su amor me dejaría hacer pedazos». Aquel gallego analfabeto, pura bondad para todos, tenía en cambio sus problemas para amar a los judíos, y alegaba: «No son nuestros prójimos los que no creen en Jesucristo, sino herejes». Y cuando le hacían ver que Jesucristo, la Virgen María y San José, así como los santos apóstoles, eran judíos, respondía conteniendo su indignación: «Mirad que decís herejía»...
El Hermano Aparicio, tan devoto de la Eucaristía, sufría no poco a veces por no poder estar siempre presente en los oficios litúrgicos. Por eso en ocasiones, cuando estaba con el ganado en el monte, lo dejaba abandonado y se iba al convento a la hora de la misa. Y a los que ponían objeciones les decía: «Allá queda mi Padre San Francisco, cuya hacienda es ésa; él la guardará, y yo os aseguro que no faltará nada». Como así fue siempre.
Regresaba fray Sebastián con su carro bien cargado de Tlaxcala a Puebla, cuando se le rompió un eje. No habiendo en el momento remedio humano posible, invoca a San Francisco, y el carro sigue rodando como antes. Y a uno que le dice asombrado al ver la escena: «Padre Aparicio, ¿qué diremos de esto?», le contesta simplemente: «Qué hemos de decir, sino que mi Padre San Francisco va teniendo la rueda para que no se caiga» (Campazas 53-4).
Señorío fraternal sobre los animales
En realidad, fray Sebastián era bueno con todos, con los novicios de coro, a quienes les llamaba «novillos», y también con los mismos novillos, a quienes les decía «coristillas». Tenía sobre los animales un ascendiente verdaderamente sorprendente. A sus bueyes, Blanquillo, Aceituno..., hasta una docena que tenía, o al jefe de ellos, Gachupín, les hablaba y reconvenía como a hermanos pequeños, y le hacían caso siempre. Cuando se le meten a comer en una milpa, y una mujer se acerca gritando desolada, fray Sebastián le tranquiliza: «No se preocupe, hermana, mis bueyes no hacen daño». Y éstos obedientes se retiran, dejando los maizales intactos.
En otra ocasión, acarreando piedra para la construcción del convento de Puebla, un buey se le cansó hasta el agotamiento, y hubo que desuncirlo. Fray Sebastián entonces, por seguir con el trabajo, se acerca a una vaca que está por allí paciendo con su ternero, le echa su cordón franciscano al cuello, y sin que ella se resista, la pone al yugo y sigue en su trabajo. Y al ternerillo, que protesta sin cesar con grandes mugidos, le manda callar y calla. El antiguo domador de novillos los amansa ahora en el nombre de Jesús o de San Francisco.
Regresando una vez de Atlixco con unas carretas bien cargadas de trigo, se detiene el Hermano Aparicio a descansar, momento que las hormigas aprovechan para hacer su trabajo. «Padre, le dice un indio, las hormigas están hurtando el trigo a toda prisa, y si no lo remedia, tienen traza de llevárselo todo». Fray Sebastián se acerca allí muy serio y les dice: «De San Francisco es el trigo que habéis hurtado; ahora mirad lo que hacéis». Fue suficiente para que lo devolvieran todo.
A un hermano le confesaba una vez: «Muchas veces me coge la noche en la sabana y, sin otra ayuda que la misericordia de Dios, como me veo solo y tan enfermo, vuelvo los ojos al cielo, al Padre universal de la clemencia, y dígole: «Ya sabe que esto que llevo en esta carreta es para el sustento de vuestros siervos y que estos bueyes que me ayudan a jalar la carreta son de San Francisco; también sabéis mi imposibilidad para poderlos guardar y recoger esta noche, y así los pongo en vuestras manos y dejo en vuestra guardia para que me los guardéis y traigáis en pastos cercanos, donde con facilidad los halle». Con esto me acuesto debajo de la carreta y paso la noche; y a la mañana, cuando me levanto con el cuidado de buscarlos, los veo tan cerca de mí que, llamándolos, se vienen al yugo y los unzo, y sigo mi jornada» (Calvo 146).
«No perder a Dios de vista»
Fray Sebastián de Aparicio, con todas estos prodigios, nada tenía de hombre excéntrico; bien al contrario, su vida estaba perfectamente centrada en su centro, que es Dios. Desde Él actuaba siempre, y con Él y para Él vivía en todo momento. Y si San Francisco mandaba en su Regla a todos los hermanos legos rezar 76 Padrenuestros cada día, ésta era, con el Ave María, la oración continua del Hermano Aparicio. No salía de ahí, y en el «hágase tu voluntad» él decía todo lo que tenía que decir, y no tenía más que pensar o expresar. Fray Sebastián era, como bien dice Calvo Moralejo, «el Santo del Padre Nuestro» (131).
Noches enteras pasaba en oración de rodillas, mirando al cielo. «No tenía horas determinadas de oración, refiere el padre Letona, porque la tenía continua. en especial los últimos años de su vida andaba siempre tan absorto en Dios que no atendía a las palabras y preguntas que le hacían... Los 24 años que vivió en el convento de Puebla, jamás durmió debajo de techado, sino siempre en campo raso por no perder de vista el cielo» (Campazas 87). Varias veces le vieron, frailes y seglares, elevado durante la oración en éxtasis, pero lo más común era verle entre sus bueyes, a veces, cuando no podía menos, hasta en días de fiesta.
«Lo que yo hago -le confesaba a un fraile- es hacer lo que me manda la obediencia: duermo donde puedo, como lo que Dios me envía, visto lo que me da el convento; pero lo mejor es no perder a Dios de vista, que con eso vivo seguro». Y a esto añadía: «Si no fuera así, ¿quién había de pasar la vida que yo paso? A Él ofrezco los trabajos ordinarios de cada día, y a mi Padre San Francisco, por quienes los hago; ellos me lo reciban en descuento de mis pecados para que con eso me salve».
Como decía su biógrafo Sánchez Parejo, «toda su confianza y cuidado estaba puesto en sólo Dios. Él era su compañía, su comida, su bebida, su techo y amparo y, como dijo su padre San Francisco, y todas mis cosas» (Calvo 133).
Devoto seguro de la Virgen María
El Señor, San Francisco, el apóstol Santiago, y la dulcísima Virgen María... Muchos testigos afirmaron que la mano de fray Sebastián de Aparicio, siempre que no estaba ocupada en algún trabajo, se ocupaba en pasar una y otra vez el Rosario de la Virgen, sin cansarse de ello nunca.
En una fiesta de la Virgen, llega fray Sebastián al convento de Cholula en el momento de la comunión, y allá se acerca a comulgar, desaliñado y con la bota al cinto, recogiéndose después a dar gracias. En ello está cuando se le aparece la Virgen, y él la contempla arrobado... Cuando el padre Sancho de Landa se le interpone, le dice el hermano Aparicio: «Quitáos, quitáos, ¿no veis aquella gran Señora, que baja por las escaleras? ¡Miradla! ¿No es muy hermosa?». Pero el padre Sancho no ve nada: «¿Estás loco, Sebastián?... ¿Dónde hay mujer?»... Luego comprendió que se trataba de una visión del santo Hermano (Compazas 89).
98 años...
El 20 de enero, día de San Sebastián, de 1600, el Hermano Aparicio cumple 98 años, y una vez honrado su patrono, está trabajando con sus carretas. Todavía le aguantaba la salud, aunque una antigua hernia le daba cada vez más sufrimientos. El 20 de febrero, viene a casa desde el monte de Tlaxcala con un carro de leña, cuando los dolores de la hernia se le agudizan hasta producirle náusea y vómitos. Se las arregla, quién sabe cómo, para llegar al convento de Puebla, donde fray Juan de San Buenaventura, también gallego, le recibe, espantándose de verle tan desfallecido.
Allá queda fray Sebastián en el patio, bajo la carreta, en el lugar acostumbrado. Pero el padre Guardián le obliga a guardar cama en la enfermería. Cinco días dura allí, sobre la cama inusual. Y a su paisano fray Juan de San Buenaventura se le queja: «¿Qué os parece?, cómo no me quieren dejar donde tengo consuelo»... Él, de hacía tiempo, como los indios, tenía preferencia por sentarse directamente en el suelo: «Mejor está la tierra sobre la tierra», solía decir.
Pide entonces que le traigan a la celda el Santísimo, y que le dejen adorarlo postrado en tierra. Más tarde el padre Guardián le acerca el crucifijo, para que le pida perdón al Señor por sus pecados: «¿Ahora habíamos de aguardar a eso? -le dice fray Sebastián-. Muchos días ha que somos viejos amigos»... Otro fraile le pone en guardia contra posibles asaltos del demonio: «Ya está vencido -le responde-. Todo lo veo en paz. El Señor sea bendito».
El 25 de febrero, con 98 años, postrado en tierra, al modo de San Francisco, fray Sebastián de Aparicio entrega a Dios su espíritu al tiempo que dice «Jesús».
En seguida se abre su proceso de beatificación, y llegan a documentarse hasta 968 milagros... Por fin, tras tantas demoras, en 1789 es declarado Beato, y desde entonces su cuerpo incorrupto -parece un hombre dormido, de unos 60 años- descansa en una urna de plata y cristal en el convento franciscano de Puebla de los Angeles. Hay en la plaza, sin esperar a Roma, un hermoso monumento en granito y bronce, con una inscripción bien clara:
San Sebastián de Aparicio
Precursor de los caminos de América
1502-1600
catedraleseiglesias.com
© Álbum 0076
By Catedrales e Iglesias
Arquidiócesis de Puebla
Beato Sebastián de Aparicio
Capilla Interior Convento San Francisco de Asís
Puebla de los Ángeles,Estado de Puebla,México
Blvd. Héroes del 5 de mayo y 14 Ote. 1009
C.P. 72000
RR. PP. FRANCISCANOS
Tel. 222 235 83 08
La capilla anexa al presbiterio alberga la pequeña escultura de la Virgen Conquistadora que trajo consigo Hernán Cortés y el cuerpo incorrupto del Beato Sebastián de Aparicio.
Es aquí donde los peregrinos vienen a venerar los restos del Beato Sebastián de Aparicio (1502-1600). Su momia se expone en una urna ataúd de vidrio.
Aunque todavía no se ha canonizado, los poblanos lo consideran el santo patrono de los choferes y todos aquellos que manejan vehículos.
Beato Sebastián de Aparicio, el de las carretas
Vida de el Frayle lego Sebastián de Aparicio
Resumen del Texto copiado de
hispanidad.tripod.com/hechos14.htm
Un santo analfabeto
Conocemos bien la santa vida del Beato Sebastián de Aparicio, pues al morir en 1600 la fama de santidad de este gallego-mexicano es tan grande, que ya en 1603 el rey Felipe III escribe al obispo de Tlaxcala para que haga información procesal de su vida y milagros. Y el obispo, en 1604, le remite la biografía escrita por fray Juan de Torquemada. Muy tempranas son también las vidas escritas por el médico Bartolomé Sánchez Parejo, fray Bartolomé de Letona (1662) y fray Diego de Leyva (1685). En ellas y en otros antiguos documentos se apoyan las recientes biografías de los franciscanos Alejandro Torres (19682), Gaspar Calvo Moralejo (19762) y Matías Campazas (19852), según las cuales va mi relato.
El 20 de enero de 1502, en el pueblo gallego de Gudiña, en el matrimonio de Juan Aparicio y Teresa del Prado, nace después de dos niñas un varón, al que le ponen por nombre el santo del día: Sebastián. Nada hace presagiar que la vida de este niño va a ser tan preciosa. En realidad no es sino un chico gallego como otros tantos, que nunca aprenderá a leer y a escribir -la escuela entonces era cosa de pocos-, y que desde niño, en cambio, será instruido en las oraciones, en el catecismo, y en las muy diversas artes campesinas: hacer leña, cuidar los animales, regar, cultivar el campo, arreglar el carro, las cercas y tejados, y tantas cosas más que va a seguir ejercitando toda su vida. A los cinco o seis años, aquejado de una grave enfermedad contagiosa, y aislado por su madre en una choza solitaria, recibe en la noche la visita misteriosa de una loba que le libra de su tumor. Según Sánchez Parejo, el mismo Sebastián «refirió este suceso varias veces a sus amigos, cuando ya era fraile»
Un hombre casto
Pasada la adolescencia entre los suyos, emigra a Castilla en su primera juventud, buscando trabajo. Lo encuentra en Salamanca, en la casa de una viuda joven y rica, que se enamoró perdidamente del mozo. Asistido por la gracia del Salvador, huyó Sebastián a tiempo de aquel incendio de lujuria, sin chamuscarse en él siquiera. En la extremeña Zafra, entra al servicio de Pedro de Figueroa, pariente del Duque de Feria.
También de allí, alertado por Cristo, hubo de huir Sebastián, pues una de las hijas del amo comenzó a rondarle con exceso. Así dispuso la Providencia que se llegara Sebastián a Sanlúcar de Barrameda, de donde partían los barcos hacia América. Allí sirvió siete años, muy bien pagado, en una casa fuerte, lo que le permitió enviar a sus hermanas las dotes matrimoniales entonces en uso. En este lugar venció otra vez, sostenido por Cristo, violentos asedios femeninos, que procedieron esta vez de la hija del dueño y también de una joven de Ayamonte. De estos sucesos dio noticia él mismo, siendo ya fraile.
Se ve que las mujeres sentían gran atracción por este joven gallego. Pero aún era más amado y preferido por nuestro Señor Jesucristo.
Puebla de los Angeles
A los 31 años, en 1533, se decide Sebastián a entrar en la corriente migratoria hacia América, y se radica hasta 1542 en la ciudad mexicana de Puebla de los Angeles, fundada por Motolinía dos años antes con cuarenta familias, precisamente para acoger emigrantes españoles. Llega, pues, cuando la ciudad está naciendo, y todo tipo de trabajo y profesión son necesarios...
Sebastián cultiva, sin gran provecho, trigo y maíz. Pero pronto inicia una labor de más envergadura. Por aquellos años el ganado caballar y vacuno llevado por los españoles se ha multiplicado de tal modo que es ya, concretamente en la región de Puebla, ganado cimarrón. Sebastián, iniciador del charro mexicano, se dedica a perseguir novillos, lacearlos y domarlos, para formar con ellos buenas yuntas de bueyes.
Por otra parte, por Puebla pasan interminables caravanas que del puerto de Veracruz se dirigen a la ciudad de México, siguiendo un camino ya abierto desde 1522. Asociado Sebastián con otro gallego, probablemente carpintero, forma una pequeña sociedad de carretas de transporte -quizá la primera del Nuevo Mundo-, que evita a los indígenas el duro trabajo de portear cargas. Más aún, conseguido el permiso de la Audiencia Real, abre aquel camino al tráfico rodado, trabajando de ingeniero y de peón, y enseñando a trabajar a indios y españoles. Las carretas de Aparicio, durante siete años, recorren sin cesar aquellas primeras «carreteras» de América, como buenas carretas gallegas, chirriantes y seguras...
La casa de Aparicio en Tlalnepantla fue testigo de muchas obras de misericordia, así corporales como espirituales. En efecto, en palabras del doctor Pareja, era «refrigerio de sedientos, hartura de hambrientos, posada de peregrinos, alivio de caminantes, albergue y roca de los miserables indios» (Calvo 77). Allí Aparicio enseñaba a trabajar, daba aperos y semillas, perdonaba deudas, arreglaba carretas, enseñaba las oraciones, se esforzaba en aprender la lengua de los indios...
En su forma de vivir, no obstante su riqueza, se distinguía por una austeridad desconcertante. Vestía como cualquiera, aunque sabía trajearse adecuadamente en las ocasiones señaladas. No tenía cama, sino que dormía sobre un petate o en una manta tendida al suelo. Comía como la gente pobre tortillas de maíz con chile y poco más, y añadía algo de carne cocida en domingos y fiestas. No pocas veces pasaba la noche a caballo, protegiendo su hacienda de animales malignos, y alguna vez le vieron dormido sobre su montura, apoyado en su lanza. Todos los días rezaba el rosario, y de su tierra gallega conservó siempre una gran devoción al santo Señor Santiago.
Chapultepec y Atzcapotzalco, dos bodas
A los 55 años pasó Aparicio a vivir al pueblo de Atzcapotzalco, donde un hidalgo, con más pretensiones que riquezas, trató de conseguirle como rico y honesto marido para su hija. Aparicio preguntó al padre cuál era la dote que pretendían para la joven, y cuando supo que eran 600 pesos, los entregó al padre y él quedó libre de ulteriores apremios.
Pocos años después ha de trasladarse a Chapultepec, donde la abundancia de ganado requería su presencia. Allí tiene una enfermedad muy grave y recibe los últimos sacramentos, pensando ya en morirse. Recuparada la salud, muchos le recomiendan que se case. Tras muchas dudas y oraciones, acepta el consejo, y a los 60 años, en 1562, se casa con la hija de un amigo vecino de Chapultepec en la iglesia de los franciscanos de Tacuba, haciendo con su esposa vida virginal. Pensando estaban sus suegros en entablar proceso para obtener la nulidad del matrimonio, cuando la esposa muere, en el primer año de casados, y Aparicio, después de entregar a sus suegros los 2.000 pesos de la dote, de nuevo se va a vivir a Atzcapotzalco.
Un segundo matrimonio contrajo a los 67 años en Atzcapotzalco, con una «indita noble y virtuosa, llamada María Esteban», hija jovencita, como su primera esposa, de un amigo suyo. Fue también éste un matrimonio virginal, como Sebastián lo asegura en cláusula del testamento hecho entonces: «Para mayor gloria y honra de Dios declaro que mi mujer queda virgen como la recibí de sus padres, porque me desposé con ella para tener algún regalo en su compañía, por hallarme mal solo y para ampararla y servirla de mi hacienda». Para ésta, como para su primera esposa, fue como un padre muy bueno.
Pero tampoco esta felicidad terrena había de durarle, pues antes del año la esposa muere en un accidente, al caerse de un árbol donde recogía fruta. Aparicio la quiso mucho, como también a su primera esposa, y de ellas decía muchos años después que «había criado dos palomitas para el cielo, blancas como la leche».
Los extraños caminos del Señor
Sebastián de Aparicio, humilde y casto al estilo de San José, debió sentir como éste muchas veces profundas perplejidades ante los planes de Dios sobre él. Siempre inclinado a la austeridad de vida, el Señor ponía en sus manos la riqueza. Siempre inclinado al celibato, la Providencia le llevaba a dos matrimonios, seguidos -nuevo desconcierto- de prematura viudez. Pasando por graves enfermedades, el Señor le daba larga vida... Muchas veces se preguntaría Sebastián «¿pero qué es lo que el Señor quiere hacer conmigo?». Y una y otra vez su perplejidad tomaría forma de súplica incesante: «enséñame, Señor, tu camino, para que siga tu verdad» (Sal 85,11)...
Una gravísima enfermedad ahora le inclina a hacer su testamento, dejando todos sus bienes a los dominicos de Atzcapotzalco, con el encargo de que parte de su hacienda se empleara en favor de sus queridos indios mexicanos. Pero la salud vuelve completamente, y aumenta el desconcierto interior en Sebastián, a quien Dios da al mismo tiempo graves enfermedades y muy larga vida. Cada vez está más ajeno a sus tierras y ganados, y pasa más horas de oración en la iglesia. Cada vez son más largas y frecuentes sus visitas al convento franciscano de Tlanepantla. Una voz interior, probablemente antigua, le llama con fuerza siempre creciente a la vida religiosa, pero esta inclinación no halla en sí mismo sino dudas, y se ve contrariada por los consejos de sus amigos, incluso por las evasivas y largas de su mismo confesor.
Tiene ya 70 años, y aún no conoce su vocación definitiva. ¿Cómo se explica esto?... «¿Qué he de hacer, Señor?» (Hch 22,10). ¿Será que una pertinaz infidelidad a la gracia, obstinadamente mantenida durante tantos años, le ha impedido conocer su verdadera vocación? ¿O será más bien que esta misma vida suya, llena de zig zags, no es sino fidelidad a un misterioso plan divino?... Todo hace pensar que Sebastián de Aparicio pasó realmente las moradas, las Moradas del Castillo interior teresiano, con todas sus purificaciones e iluminaciones progresivas, hasta llegar a la cámara real, donde había de consumarse su unión con el Señor.
Verdaderamente la vida de Sebastián de Aparicio nos asegura una vez más que los caminos de la Providencia divina son misteriosos. Si él mantuvo su castidad virginal incólume en dos matrimonios y tras los graves peligros pasados en Salamanca, San Lúcar y Zafra; si guardó su devoción cristiana viviendo solo y en continuos viajes de carretero; si conservó su corazón de pobre en medio de no pequeñas riquezas, es porque siempre estuvo guardado y animado por el mismo Cristo. Ahora bien, si continuamente fue guiado por el Señor, esto nos lleva a pensar que su extraña y cambiante vida no fue sino el desarrollo fiel de un misterioso plan divino. Quiso Dios que Sebastián de Aparicio fuera todo lo que fue hasta llegar a fraile franciscano.
Portero de clarisas en México
El tiempo de «Aparicio el Rico» ha terminado ya definitivamente. Este hombre bueno, aunque parezca cosa imposible, «en todo el tiempo que fue señor de carros y labranza ganó cosa mal ganada -dice el doctor Parejo-, ni que le remordiese la conciencia a la restitución» (Calvo 81). Un verdadero milagro de la gracia de Cristo. Él mismo, ya viejo, pudo decir con toda verdad: «Siempre he trabajado por el amor de Dios» (Calvo 48).
Las clarisas de México, a poco de su fundación, pasan por graves penurias económicas. Y el confesor de Aparicio sugiere a éste que les ayude con sus bienes y sus conocimientos de la Nueva España. La respuesta es inmediata: «Padre, delo por hecho; mas de mi persona ¿qué he de hacer?»... El mismo confesor le indica la posibilidad de que sirviera a las clarisas como donado, portero y mandadero. Aquí es cuando Sebastián comienza a entrever la claridad de la vida religiosa... A fines de 1573, ante notario, cede todos sus bienes, que ascendían a unos 20.000 pesos, a las clarisas, y sólo de mala gana, por contentar a su precavido confesor, deja 1.000 pesos a su disposición por si no persevera.
Y entonces, cuando en México los numerosos conocidos de Sebastián empiezan a no entender nada de su vida, viendo que el antiguo empresario y rico hacendado se ha transformado en modesto criado de un convento femenino de clausura, entonces es precisamente cuando a él se le van aclarando las cosas: por fin su vida exterior va coincidiendo con sus inclinaciones interiores más profundas y persistentes. Es la primera vez que ocurre en su vida.
Fraile francisco
La vocación religiosa de Sebastián, después de más de un año de mandadero y sacristán de las clarisas, queda probada suficientemente, y el 9 de junio de 1574, a los 72 años de edad, es investido del hábito franciscano en el convento de México. Los buenos frailes de San Francisco, que le conocían y estimaban hacía mucho tiempo, tuvieron la generosidad de recibir a este anciano, que probablemente estimarían próximo a su fin... Pero el buen hermano lego Sebastián da en el noviciado muestras no solo de oración y virtud, sino también de laboriosidad: barre, friega, cocina, atiende a cien cosas, siempre con serena alegría.
Sin embargo, en este año de noviciado fray Sebastián va a sufrir no poco, por una parte de la convivencia, no siempre respetuosa, de sus jóvenes compañeros de noviciado, y por otra, sobre todo, de las impugnaciones del Demonio... Y además de todo esto, sus hermanos de comunidad no acaban de ponerse de acuerdo sobre la conveniencia de admitirlo definitivamente a la profesión religiosa, pues aunque reconocen su bondad, lo ven muy anciano para tomar sobre sí las austeridades de la Regla franciscana. En ese tiempo tan duro para él, fray Sebastián tiene visiones de San Francisco y de su querido apóstol Santiago, el de Galicia, que le confirman en su vocación. Al referir con toda sencillez estas visiones a un novicio que dudaba de volverse al mundo, confirmó a éste en su vocación.
Finalmente, llegado el momento, y después de tres días de deliberación, deciden recibirlo, de modo que el 13 de junio de 1575 recita la solemne fórmula:
«Yo, fray Sebastián de Aparicio, hago voto y prometo a Dios vivir en obediencia, sin cosa alguna propia y en castidad, vivir el Evangelio de nuestro Señor Jesucristo, guardando la Regla de los frailes menores».
Y un fraile firma por él, pues es analfabeto.
Mendigo de Dios en Puebla
Fray Sebastián, ya fraile, con toda la alegría del Evangelio en el pecho, y con sus 73 años, se va a pie a su primer destino, Santiago de Tecali, convento situado a unos treinta kilómetros al este de Puebla. En este pueblo de unos 6.000 vecinos, siendo el único hermano lego, sirve un año de portero, cocinero, hortelano y limosnero.
Pero en seguida le llaman a Puebla de los Angeles, donde el gran convento franciscano, con su centenar de frailes, empeñados en mil tareas de evangelización y educación de los indios, necesitan un buen limosnero. Aquí, donde había comenzado su vida seglar en Nueva España, va a transcurrir el resto de su vida.
A sus 75 años, con el sombrero de paja a la espalda, el hábito remendado, la bota, «su compañera», siempre al hombro, el rosario en una mano y la aguijada en la otra para conducir sus bueyes, fray Sebastián retoma su carreta y se hace de nuevo a los caminos, recorriendo sin cesar una región de unos 250 kilómetros a la redonda, esta vez para recoger ayudas no sólo para los frailes de su comunidad, sino también para los pobres que en el convento se atienden día a día. «Ahí viene Aparicio», se decían con alegría los que le veían llegar. Y su fórmula era: «Guárdeos Dios, hermano, ¿hay algo que dar, por Dios, a San Francisco?»... «Aparicio el Rico» se ha transformado de verdad en un «fraile mendicante».
A los otros limosneros les dice siempre: «No pidáis a los pobres, que harto hacen los miserables en sustentarse en su pobreza». Más aún, él daba a los pobres muchas veces su propia ropa o les repartía de los bienes que había reunido para el convento. El superior no veía clara la conveniencia de tal proceder, pero fray Sebastián le decía: «Más que me dé cien azotes, que no tengo de dejar de dar lo que me piden por amor de Dios».
A los sesenta años había comenzado el Hermano Aparicio a beber algo de vino, que «casi no era nada». Y ahora, ya fraile y penitente, siempre llevaba consigo la bota, quizá para que no le tuvieran por santo, quizá para reconfortarse en momentos de agotamiento, tal vez para ambas cosas. Un día del Corpus se encontró con él don Diego Romano, obispo de Tlaxcala, y como le apreciaba mucho, le dijo a fray Sebastián si podía ayudarle en algo. No tuvo mucho que pensar el buen fraile. Acercándole la bota, le dijo: «Que me llenéis esta pobretilla» (Calvo 150)...
A la sombra de la Cruz
El viejito que los frailes franciscos han recibido por pura generosidad, va a servirles de limosnero 23 años, de los 75 a los 98. Siempre de aquí para allá, muchas noches las pasa al sereno, a la luz de las estrellas, al cobijo de su carreta. Incluso cuando estaba en el convento, no necesitaba celda y prefería dormir en el patio bajo su carro. El padre Alonso Ponce, Comisario General franciscano, en una Relación breve de 1586, decía de fray Sebastián:
«Siendo de casi 90 años de edad, anda con su carreta de cuatro bueyes, sin ayuda ninguna de fraile español, ni indio, ni otra persona, acarreando leña y maíz y otras cosas necesarias para el sustento de aquel convento, y nunca le hace mal dormir en el campo al sol, ni al agua, antes este es su contento y regalo, y cuando está en el convento ha de tener la puerta de la celda abierta y ver el cielo desde la cama en que duerme, porque de otra manera se angustia y muere; si se le moja la ropa nunca se la quita, sino que el mismo cuerpo la enjuga, y si por estar sucia la ha de lavar, sin aguardar a que se seque se la viste y él la enjuga y seca con el calor del cuerpo, sin que de nada de esto se le renazca enfermedad, ni indisposición alguna» (Campaza 40).
Los datos son ciertos, pero no parece tan exacta la apreciación idílica de los mismos. En realidad fray Aparicio pasó en estos años de ancianidad, siempre de camino, innumerables penalidades. A veces sus penitencias eran consideradas como manías; pero eran en realidad mortificaciones. Así, poco antes de morir, le dice a su mismo superior: «Piensa, padre Guardián, que el dormir yo en el campo y fuera de techado es por mi gusto; no, sino porque este bellaco gusanillo del cuerpo padezca, porque si no hacemos penitencia, no iremos al cielo» (Calvo 108).
Y según refiere el doctor Pareja, a un fraile que le aconsejaba ofrecerlo todo a Dios, le responde: «Hartos días ha que se lo he ofrecido, y bien veo que si no fuera por su amor, era imposible tolerarlo; porque os certifico, Padre, que ando tan molido y cansado, que ya no hay miembro en el cuerpo que no me duela; y a un puedo certificaros que hasta los cabellos de la cabeza siento que me afligen, cuando de noche me quiero acostar o tomar algún reposo» (Campazas 40).
Consolado por los ángeles
También es cierto que el Hermano Aparicio se vio asistido muchas veces por consolaciones celestiales, como suele suceder tantas veces a los santos, cuando por amor de Dios renuncian a todo placer mundano. Él tuvo, concretamente, una gran devoción a los ángeles, especialmente al de su guarda, y experimentó muchas veces sus favores.
El mismo fray Sebastián contó al provincial Alonso de Cepeda una anécdota bien significativa. Le refirió que «caminando para Puebla hizo noche junto a una gran barranca que está en el camino de Huejotzingo. Y estando acostado en el suelo, debajo de una carreta, como acostumbraba, era tanta el agua que llovía que corrían arroyos hacia él, sin poderlo remediar, ni hacer otra diligencia más que ofrecer a Dios nuestro Señor aquel trabajo que padecía, con una total resignación y conformidad con su voluntad santísima».
Pero Dios acudió en auxilio de su siervo. Un hermosísimo mancebo se apareció y con una vihuela comenzó a tocar tan suave y dulcemente, que le pareció estar en la gloria, olvidándose de la incomodidad de la lluvia, y levantándose para acercarse al músico, éste se iba retirando, hasta que saltando la barranca de un salto, desapareció, dejando a Aparicio muy consolado» (Campazas 57). Otra vez, con la carreta atascada en el barro, se le presenta un joven vestido de blanco para ofrecerle su ayuda. «¡Qué ayuda me podéis dar vos, le dice, cuando ocho bueyes no pueden sacarla!». Pero cuando ve que el joven sacaba el carro con toda facilidad, comenta en voz alta: «¡A fe que no sois vos de acá!» (Campazas 71)...
Fueron numerosas las ocasiones en que a fray Sebastián, como a Cristo después del ayuno en el desierto, «se acercaron los ángeles y le servían» (Mt 4,11), o como en la agonía de Getsemaní, «un ángel del cielo se le apareció para confortarle» (Lc 22,43).
Impugnado por los demonios
Como también es normal en quienes han vencido ya el mundo y la carne, fray Sebastián experimentó terribles impugnaciones del Demonio en muchas ocasiones. En la hacienda de Tlanepantla, agarrado a las astas de un toro furioso, luchó a brazo partido contra el Demonio. En las clarisas de México los combates contra el Maligno era tan fuertes que la abadesa le puso una noche dos hombres para su defensa, pero salieron tan molidos y aterrados por dos leones que por nada del mundo aceptaron volver a cumplir tal oficio.
Ya de fraile, según cuenta el doctor Pareja, el demonio «le quitaba de su pobre cama la poca ropa con que se cubría y abrigaba, y, echándosela por la ventana del dormitorio, lo dejaba yerto de frío y en punto de acabársele la vida. Otras veces, dándole grandes golpazos, lo atormentaba y molía; otras lo cogía en alto y, dejándolo caer como quien juega a la pelota, lo atormentaba, inquietándolo; de manera que muchas veces se vio desconsoladísimo y afligido» (Campazas 31).
Los ataques continuaron en muchas ocasiones. En una de ellas los demonios le dijeron que iban a despeñarlo porque Dios les había dado orden de hacerlo. A lo que respondió fray Sebastián muy tranquilo: «Pues si Dios os lo mandó ¿qué aguardáis? Haced lo que Él os manda, que yo estoy muy contento de hacer lo que a Dios le agrada»...
Tan acostumbrado estaba nuestro Hermano a estos combates, que al Provincial de los Descalzos, fray Juan de Santa Ana, le dijo que ya no le importaban nada, «aunque viese más demonios que mosquitos». Y poco antes de morir, a los hermanos que le recomendaban acogerse a Dios para librarse de los asedios del Malo les dice: «Gracias a Dios, ha mucho tiempo que ese maldito no llega a mí, por haberle ya muchas veces vencido».
«Florecillas» de fray Sebastián
De los 568 testigos que depusieron en el proceso que la Iglesia hizo a su muerte, y de otros relatos, nos quedan muchas anécdotas, de las que referiremos algunas. Al mismo fray Juan de Santa Ana, buen amigo suyo, le contó fray Sebastián esta anécdota:
«Habéis de saber que todas las veces que voy al convento, procuro llevar a los coristas y estudiantes fruta u otra cosa que merienden, y cuando no lo hago me esconden las herramientas de las carretas (que sin duda las letras deben hacer golosos a los mozos), y esta vez que no les llevé nada, me cercaron con mucho ruido y alboroto; me pusieron tendido sobre una tabla, diciendo que ya estaba muerto, y cantando lo que cantan cuando entierran a los muertos, me llevaban por el claustro adelante a enterrar entre las coles de la huerta, donde tenían ya hecho el hoyo. Acertolo a ver desde su corredor el Guardián, que era entonces el R. P. fray Buenaventura Paredes, y preguntó: -¿Dónde lleváis a Aparicio? Y respondieron: -Padre nuestro, está muerto y lo llevamos a enterrar. Entonces dije yo: -Padre Guardián, ¿yo estoy muerto? Y visto por el Guardián que había yo respondido, les dijo: -¿Pues cómo habla si está muerto? A lo cual los dichos coristas dijeron: -Padre nuestro, muchos muertos hablan y uno de ellos es el Hermano Aparicio. Y por último el Guardián les mandó que me dejasen, que de otra suerte ya estuviera enterrado» (Campazas 47).
En una ocasión un religioso le exhortaba a amar a Dios, ya que Dios tanto le quería. A lo que fray Sebastián respondió con dudosa exactitud teológica, pero con toda veracidad de corazón: «Más le quiero yo a Él, pues sólo por Él he trabajado toda mi vida, sin descansar un punto, y por su amor me dejaría hacer pedazos». Aquel gallego analfabeto, pura bondad para todos, tenía en cambio sus problemas para amar a los judíos, y alegaba: «No son nuestros prójimos los que no creen en Jesucristo, sino herejes». Y cuando le hacían ver que Jesucristo, la Virgen María y San José, así como los santos apóstoles, eran judíos, respondía conteniendo su indignación: «Mirad que decís herejía»...
El Hermano Aparicio, tan devoto de la Eucaristía, sufría no poco a veces por no poder estar siempre presente en los oficios litúrgicos. Por eso en ocasiones, cuando estaba con el ganado en el monte, lo dejaba abandonado y se iba al convento a la hora de la misa. Y a los que ponían objeciones les decía: «Allá queda mi Padre San Francisco, cuya hacienda es ésa; él la guardará, y yo os aseguro que no faltará nada». Como así fue siempre.
Regresaba fray Sebastián con su carro bien cargado de Tlaxcala a Puebla, cuando se le rompió un eje. No habiendo en el momento remedio humano posible, invoca a San Francisco, y el carro sigue rodando como antes. Y a uno que le dice asombrado al ver la escena: «Padre Aparicio, ¿qué diremos de esto?», le contesta simplemente: «Qué hemos de decir, sino que mi Padre San Francisco va teniendo la rueda para que no se caiga» (Campazas 53-4).
Señorío fraternal sobre los animales
En realidad, fray Sebastián era bueno con todos, con los novicios de coro, a quienes les llamaba «novillos», y también con los mismos novillos, a quienes les decía «coristillas». Tenía sobre los animales un ascendiente verdaderamente sorprendente. A sus bueyes, Blanquillo, Aceituno..., hasta una docena que tenía, o al jefe de ellos, Gachupín, les hablaba y reconvenía como a hermanos pequeños, y le hacían caso siempre. Cuando se le meten a comer en una milpa, y una mujer se acerca gritando desolada, fray Sebastián le tranquiliza: «No se preocupe, hermana, mis bueyes no hacen daño». Y éstos obedientes se retiran, dejando los maizales intactos.
En otra ocasión, acarreando piedra para la construcción del convento de Puebla, un buey se le cansó hasta el agotamiento, y hubo que desuncirlo. Fray Sebastián entonces, por seguir con el trabajo, se acerca a una vaca que está por allí paciendo con su ternero, le echa su cordón franciscano al cuello, y sin que ella se resista, la pone al yugo y sigue en su trabajo. Y al ternerillo, que protesta sin cesar con grandes mugidos, le manda callar y calla. El antiguo domador de novillos los amansa ahora en el nombre de Jesús o de San Francisco.
Regresando una vez de Atlixco con unas carretas bien cargadas de trigo, se detiene el Hermano Aparicio a descansar, momento que las hormigas aprovechan para hacer su trabajo. «Padre, le dice un indio, las hormigas están hurtando el trigo a toda prisa, y si no lo remedia, tienen traza de llevárselo todo». Fray Sebastián se acerca allí muy serio y les dice: «De San Francisco es el trigo que habéis hurtado; ahora mirad lo que hacéis». Fue suficiente para que lo devolvieran todo.
A un hermano le confesaba una vez: «Muchas veces me coge la noche en la sabana y, sin otra ayuda que la misericordia de Dios, como me veo solo y tan enfermo, vuelvo los ojos al cielo, al Padre universal de la clemencia, y dígole: «Ya sabe que esto que llevo en esta carreta es para el sustento de vuestros siervos y que estos bueyes que me ayudan a jalar la carreta son de San Francisco; también sabéis mi imposibilidad para poderlos guardar y recoger esta noche, y así los pongo en vuestras manos y dejo en vuestra guardia para que me los guardéis y traigáis en pastos cercanos, donde con facilidad los halle». Con esto me acuesto debajo de la carreta y paso la noche; y a la mañana, cuando me levanto con el cuidado de buscarlos, los veo tan cerca de mí que, llamándolos, se vienen al yugo y los unzo, y sigo mi jornada» (Calvo 146).
«No perder a Dios de vista»
Fray Sebastián de Aparicio, con todas estos prodigios, nada tenía de hombre excéntrico; bien al contrario, su vida estaba perfectamente centrada en su centro, que es Dios. Desde Él actuaba siempre, y con Él y para Él vivía en todo momento. Y si San Francisco mandaba en su Regla a todos los hermanos legos rezar 76 Padrenuestros cada día, ésta era, con el Ave María, la oración continua del Hermano Aparicio. No salía de ahí, y en el «hágase tu voluntad» él decía todo lo que tenía que decir, y no tenía más que pensar o expresar. Fray Sebastián era, como bien dice Calvo Moralejo, «el Santo del Padre Nuestro» (131).
Noches enteras pasaba en oración de rodillas, mirando al cielo. «No tenía horas determinadas de oración, refiere el padre Letona, porque la tenía continua. en especial los últimos años de su vida andaba siempre tan absorto en Dios que no atendía a las palabras y preguntas que le hacían... Los 24 años que vivió en el convento de Puebla, jamás durmió debajo de techado, sino siempre en campo raso por no perder de vista el cielo» (Campazas 87). Varias veces le vieron, frailes y seglares, elevado durante la oración en éxtasis, pero lo más común era verle entre sus bueyes, a veces, cuando no podía menos, hasta en días de fiesta.
«Lo que yo hago -le confesaba a un fraile- es hacer lo que me manda la obediencia: duermo donde puedo, como lo que Dios me envía, visto lo que me da el convento; pero lo mejor es no perder a Dios de vista, que con eso vivo seguro». Y a esto añadía: «Si no fuera así, ¿quién había de pasar la vida que yo paso? A Él ofrezco los trabajos ordinarios de cada día, y a mi Padre San Francisco, por quienes los hago; ellos me lo reciban en descuento de mis pecados para que con eso me salve».
Como decía su biógrafo Sánchez Parejo, «toda su confianza y cuidado estaba puesto en sólo Dios. Él era su compañía, su comida, su bebida, su techo y amparo y, como dijo su padre San Francisco, y todas mis cosas» (Calvo 133).
Devoto seguro de la Virgen María
El Señor, San Francisco, el apóstol Santiago, y la dulcísima Virgen María... Muchos testigos afirmaron que la mano de fray Sebastián de Aparicio, siempre que no estaba ocupada en algún trabajo, se ocupaba en pasar una y otra vez el Rosario de la Virgen, sin cansarse de ello nunca.
En una fiesta de la Virgen, llega fray Sebastián al convento de Cholula en el momento de la comunión, y allá se acerca a comulgar, desaliñado y con la bota al cinto, recogiéndose después a dar gracias. En ello está cuando se le aparece la Virgen, y él la contempla arrobado... Cuando el padre Sancho de Landa se le interpone, le dice el hermano Aparicio: «Quitáos, quitáos, ¿no veis aquella gran Señora, que baja por las escaleras? ¡Miradla! ¿No es muy hermosa?». Pero el padre Sancho no ve nada: «¿Estás loco, Sebastián?... ¿Dónde hay mujer?»... Luego comprendió que se trataba de una visión del santo Hermano (Compazas 89).
98 años...
El 20 de enero, día de San Sebastián, de 1600, el Hermano Aparicio cumple 98 años, y una vez honrado su patrono, está trabajando con sus carretas. Todavía le aguantaba la salud, aunque una antigua hernia le daba cada vez más sufrimientos. El 20 de febrero, viene a casa desde el monte de Tlaxcala con un carro de leña, cuando los dolores de la hernia se le agudizan hasta producirle náusea y vómitos. Se las arregla, quién sabe cómo, para llegar al convento de Puebla, donde fray Juan de San Buenaventura, también gallego, le recibe, espantándose de verle tan desfallecido.
Allá queda fray Sebastián en el patio, bajo la carreta, en el lugar acostumbrado. Pero el padre Guardián le obliga a guardar cama en la enfermería. Cinco días dura allí, sobre la cama inusual. Y a su paisano fray Juan de San Buenaventura se le queja: «¿Qué os parece?, cómo no me quieren dejar donde tengo consuelo»... Él, de hacía tiempo, como los indios, tenía preferencia por sentarse directamente en el suelo: «Mejor está la tierra sobre la tierra», solía decir.
Pide entonces que le traigan a la celda el Santísimo, y que le dejen adorarlo postrado en tierra. Más tarde el padre Guardián le acerca el crucifijo, para que le pida perdón al Señor por sus pecados: «¿Ahora habíamos de aguardar a eso? -le dice fray Sebastián-. Muchos días ha que somos viejos amigos»... Otro fraile le pone en guardia contra posibles asaltos del demonio: «Ya está vencido -le responde-. Todo lo veo en paz. El Señor sea bendito».
El 25 de febrero, con 98 años, postrado en tierra, al modo de San Francisco, fray Sebastián de Aparicio entrega a Dios su espíritu al tiempo que dice «Jesús».
En seguida se abre su proceso de beatificación, y llegan a documentarse hasta 968 milagros... Por fin, tras tantas demoras, en 1789 es declarado Beato, y desde entonces su cuerpo incorrupto -parece un hombre dormido, de unos 60 años- descansa en una urna de plata y cristal en el convento franciscano de Puebla de los Angeles. Hay en la plaza, sin esperar a Roma, un hermoso monumento en granito y bronce, con una inscripción bien clara:
San Sebastián de Aparicio
Precursor de los caminos de América
1502-1600
Historicamente, a Pateira deve ser considerada como um antigo braço marinho onde desaguavam, independentemente uns dos outros, os rios Cértima, Águeda e Vouga, antes da constituição da Ria de Aveiro. Aquele braço que os aluviões dos três rios fecharam originou um só curso de água - o rio Vouga - passando a foz a situar-se muito mais a noroeste, como actualmente (Almeida, 2006).
Pinho et al. (1988) cit Gomes Andrade escreve, em relação à Pateira, que o vale do Certoma, naquele ponte era dantes terreno firme, coberto de espessos arvoredos, por entre os quais o rio mansamente deslizava.
Também Morais em Sousa Batista (1945) cita um excerto de uma carta do almoxarife de Aveiro a D. Manuel em que fala da Mata de Perrães (eventualmente compreendida entre Perrães e a frente da freguesia de Fermentelos) dizendo que esta sempre fora coutada para nela se colherem porcos (provavelmente javalis) e veados, referindo ainda que era apaúlada.
Aliás, segundo Pinho et al, 1988, parece admissível supor que se trataria de uma zona bastante rica do ponto de vista faunístico e florístico, muito embora as referências à flora e fauna sejam escassas.
A Pateira ter-se-ia começado a formar em finais do século XV, provavelmente ainda na Idade Média, devido às sucessivas inundações dos rios Certoma e Águeda, e alagamento dos campos ribeirinhos.
Presentemente, a Pateira corresponde ao assoreamento e espraiamento do rio Cértima, perto do local onde desagua no rio Águeda.
A maior lagoa natural da Península Ibérica ocupa actualmente uma área de superfície e profundidade variáveis, de acordo com a estação do ano, que, no seu expoente máximo, atinge mais de 5 Km2. Estes, estendem-se, maioritariamente, pelo concelho de Águeda, abrangendo também o concelho de Aveiro e Oliveira do Bairro.
O termo “Pateira” encerra a especificidade da região do Vouga e afluentes designando, por si só, abundância de patos.
Em termos hidrográficos, a lagoa está compreendida na bacia hidrográfica do rio Cértima a qual, por sua vez, se insere na bacia hidrográfica do rio Águeda e esta, na bacia do rio Vouga.
A lagoa é alimentada pelo rio Cértima (a montante), pela ribeira do Pano (a poente), pontualmente por outras escorrências, e por água subterrânea (sistema aquífero Cretácico de Aveiro), sendo o rio Cértima o principal curso a condicionar a hidrologia.
No que diz respeito ao relevo, a zona envolvente da Pateira apresenta um relevo suave, a oeste, registando-se uma zona com altitude superior a 50 metros em Fermentelos (concelho de Águeda).
A este, na zona de Espinhel, ocorre uma elevação que atinge os 78 metros, revelando declives com relativo significado dadas as características da área envolvente. A noroeste, sensivelmente entre a Oliveirinha e Requeixo (concelho de Aveiro) destaca-se uma faixa com altitude entre os 50 e os 70 metros, com declive suave em direcção à Pateira.
A sudoeste, as áreas de cultivo, na margem esquerda do rio Cértima e de Perrães ladeiam a Pateira com relevos suaves de cotas mínimas.
Estatatuto de Protecção
A Pateira de Fermentelos apresenta características de um sistema semi-lêntico que integra a Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro (PTZPE0004) e, como tal, incluída na Rede Natura 2000.
Protegida pela Directiva Aves, está ainda classificada como “Zona Sensível” de acordo com o Decreto-lei n.º 152/97, de 19 de Julho, Anexo II, tratando-se de uma importante e extensa zona húmida (cit. ICN, 2006).
Por definição as Zonas Húmidas (ZH) são áreas de sapal, paul, turfeiras ou águas, naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias, estáticas ou correntes, doces , salobras ou salgadas, incluindo extensões de água do mar, cuja profundidade na maré baixa não exceda os 6 metros e zonas costeiras e ribeirinhas (Convenção Ramsar).
Estas ZH, onde se inclui a Pateira, desempenham importantes funções nos ecossistemas como a regularização hídrica e climática, a purificação da água, contrariam o efeito de estufa, protegem a costa, alimentam reservatórios naturais subterrâneos, suportando uma elevada biodiversidade, entre outras.
As zonas húmidas são, aliás, áreas de grande produtividade primária da Terra (a par com as florestas tropicais), suportando assim uma fauna e flora riquíssimas.
Biodiversidade Faunística
No que diz respeito à diversidade faunística, a Pateira e zonas envolventes destacam-se, particularmente, pela importante componente ornitológica. Nestas áreas ocorrem espécies com estatutos de protecção a nível nacional e internacional — classificadas pela Directiva Aves (Directiva 79/409/CEE), Convenção de Bona, Convenção de Berna.
Surgem espécies de importância comunitária, como:
O Garçote (Ixobrychus minutus) frequenta normalmente zonas com abundante vegetação palustre, sendo difícil a sua observação. Não necessita de grandes áreas para nidificar, sendo uma espécie essencialmente solitária durante a reprodução. Os ninhos são construídos no meio do caniçal, acima da água. Alimenta-se essencialmente de insectos e por vezes de pequenos peixes, anfíbios, moluscos, crustáceos, ovos e crias de outras aves, entre outros.
A Garça-vermelha (Ardea purpurea) prefere zonas húmidas com áreas de vegetação densa de caniçais, procurando águas ricas em nutrientes (eutróficas), pouco profundas, paradas ou com pouca corrente. Os ninhos são construídos junto ou sobre a água, geralmente em caniçais inundados, não voltando a ocupar ninhos de anos anteriores. Alimenta-se principalmente de peixes e insectos (larvas e adultos). Segundo observações realizadas ao longo dos últimos anos, a população de Garça-vermelha tem aumentado na Pateira.
A Águia-sapeira (Circus aeruginosus) também designada como Tartaranhão-ruivo-dos-pauis, nidifica em zonas húmidas onde ocorra uma vegetação aquática emergente abundante, preferencialmente manchas de caniçal, onde são construídos os ninhos. Nestas áreas procura ainda alimento, bem como em águas pouco profundas e com vegetação aquática, caçando frequentemente em campos agrícolas nas imediações. Alimenta-se de animais de pequeno e médio porte, nomeadamente aves, mamíferos (roedores), e, em menor proporção, insectos, sapos, cobras e peixes.
O Milhafre-preto (Milvus migrans) frequenta um número diversificado de habitats embora apareça, principalmente, associado a massas de água. Nidifica nos pinhais e matas ripícolas associadas à lagoa, construindo o ninho nas árvores. Procura alimento em áreas abertas ou semi-abertas, alimentando-se de presas de pequeno porte, como roedores, lagomorfos, aves terrestres e ouriços-cacheiros, especialmente indivíduos jovens, doentes ou feridos mas também répteis, peixes, anfíbios e insectos.
Ocorrem ainda espécies como o Perna-longa (Himantopus himantopus), o Guarda-rios (Alcedo athis), a Petinha-dos-campos (Anthus campestris), a Garça-branca-pequena (Egretta garzetta), entre outras, incluídas no Anexo I da Directiva 79/409/CEE.
Estas e outras espécies, ocorrem na ZPE da Ria de Aveiro, fazendo a Pateira, assim, parte do sistema que “suporta, regularmente, mais de 1% da população biogeográfica de Alfaiate (Recurvirostra avosetta), de Negrola (Melanitta nigra), de Borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) e de Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus)” (ICN, 2006).
Refere-se ainda a ocorrência de vários passeriformes migradores de matos e bosques, assim como passeriformes de caniçais e galerias ripícolas. A diversidade de biótopos é propícia à reprodução, refúgio e alimento de aves invernantes, nidificantes e migradoras, sendo a Pateira cada vez mais procurada pelos observadores de aves - Birdwatching - e amantes da natureza para a realização de actividades.
As condições biofísicas propiciam também a diversidade de peixes que se encontra na Pateira. Inserida na bacia hidrográfica do Rio Vouga, ocorrem, ou têm potencial para ocorrer, espécies como o Barbo-do-Norte (Barbus bocagei), a Boga (Chondrostoma polylepis), a Boga–portuguesa (Chondrostoma lusitanicum), o Ruivaco (Rutilus macrolepidotus ), o Bordalo (Rutilus alburnoides ) - com estatuto de protecção comunitário (pelo Anexo II e/ou V da Directiva Habitats).
Ocorrem ainda espécies como a Tainha (Chelon labrosus), a Carpa (Cyprinius carpio), o Escalo-do-norte (Leucistus carolitertii), o Lúcio (Esox lucius), a Enguia (Anguilla anguilla), a Pardelha (Cobitis calderoni), o Achigã (Micropterus salmoides ), etc.
Tratam-se de animais sobretudo nocturnos e que, alimentando-se de larvas de insectos, crustáceos e peixes mortos, podem atingir cerca de 1 metro.
A fauna piscícola encontra na Pateira e sistema hídrico adjacente as condições ecológicas que permitem a vitalidade e subsistência das diversas comunidades, condições que permitem o refúgio e a desova em tempo de reprodução. Surgem então na lagoa áreas que são identificadas, pelas gentes locais, como “verdadeiras maternidades” de peixe.
Entre as várias espécies de bivalves que se observam na Bacia Hidrográfica do Vouga, ocorre na lagoa um, cujas dimensões o transformam numa espécie emblemática - a Anodonta.
Este molusco bivalve de água doce, comummente designado como Mexilhão-do-rio, passa despercebido à maioria da população, devido aos seus hábitos ecológicos discretos, que privilegiam o substrato lodoso, onde se enterram.
É muito importante para o ecossistema, uma vez que se alimenta através da filtração de um grande volume de água (de que retira detritos e plâncton), sendo apontada como um indicador da qualidade da água. A degradação das condições ambientais afecta negativamente a população destes bivalves.
Associada aos habitats de zonas húmidas está também uma elevada diversidade de répteis e anfíbios, característicos destes sistemas e que se localizam sobretudo no interface terra-água e cuja ocorrência potencial se lista de seguida.
Ainda neste interface, bem como nas zonas mais secas adjacentes à lagoa, ocorrem diversas espécies de mamíferos. Destas, destaca-se a Lontra (Lutra lutra), emblemática pelos afectos (e desafectos) que provoca na população, mas também por se tratar de uma espécie protegida pelos anexos II e IV do Decreto-lei nº 49/2005 de 24 de Fevereiro.
A Lontra (Lutra lutra) procura de forma selectiva os locais de descanso e abrigo, sendo possível encontrar os seus refúgios nas margens mais tranquilas da lagoa e onde abunda vegetação. Esta espécie solitária alimenta-se sobretudo de fauna piscícola, embora possa alimentar-se também de anfíbios e crustáceos (como o lagostim-do-Louisiana). Pode reproduzir-se durante todo o ano, dependendo da disponibilidade de recursos alimentares, nascendo as crias (uma a quatro) ao fim de 61—63 dias em tocas dissimuladas na vegetação.
Surgem ainda espécies como o Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), a Raposa (Vulpes vulpes), o Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), o Javali (Sus scrofa), vários roedores, entre outras, que encontram protecção no Direito Comunitário, e Nacional.
Assim, a diversidade de biótopos existentes na região (juncais, caniçais, arrozais, margens com vegetação ripícola, etc.) transforma esta região num complexo ecossistema e, por conseguinte, num importante refúgio para a vida animal..
Biodiversidade Florística
Na zona húmida, que engloba as águas livres e a vegetação alagada das margens e linhas, dominam habitats com povoamentos de Caniço (Phragmites communis), juntamente com a Tabúa (Typha sp.) e o Bunho (Scirpus lacustris). Ocorrem ainda comunidades (ou mosaicos de comunidades) de plantas vasculares com macrófitas flutuantes, enraizadas ou suspensas entre o fundo e a superfície: a Erva-pinheirinha (Myriophyllum sp.), os Nenúfares (Nymphaea sp., Nuphar luteo ) ou mesmo o Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes).
Em algumas zonas marginais ao longo da Pateira, verifica-se a ocorrência de diversas espécies arbóreas e arbustivas como:
Salgueiros (Salix alba, Salix sp.), Choupos (Populus canescens, Populus nigra, Populus sp.), Amieiros (Alnus glutinosa), Amieiro-negro (Frangula alnus), Freixos (Fraxinus angustifolia), Pilriteiros (Crataegus monogyna), Sabugueiros (Sambucus nigra), Borrazeiras (Salix atrocinerea ), pontualmente Carvalhos (Quercus robur), Loureiros (Laurus nobilis ), Ulmeiros (Ulmus sp.) ...
Entre as espécies alóctones encontra-se o Eucalyptus globulus (predominante no coberto florestal das áreas adjacentes à lagoa), e outras árvores dos géneros Acacia e Hakea , estas com comportamento infestante e que se encontram disseminadas pelas imediações da lagoa.
Do grupo das herbáceas e sub-arbustivas refere-se apenas a presença do Lírio-amarelo-dos-pântanos (Íris pseudacorus), do Agrião (Nasturtium officinale), do Embude (Oenanthe crocata), da Erva-pessegueira (Polygonum persicaria), Hortelã-de-água (Mentha aquatica), entre tantas outras. Ocorrem espécies com estatuto de protecção como a Gilbardeira (Ruscus aculeatus ) pelo anexo V, e a Marsilea quadrifolia.
Peculiar, e pouco divulgado, é o facto de, em áreas adjacentes à lagoa, ocorrerem ainda espécies de plantas carnívoras como a Pinguicula lusitanica; potencialmente poderão ocorrer ainda outras espécies, embora sejam cada vez mais difíceis de encontrar.
Esta carnívora ocorre sobretudo em sítios húmidos, por vezes turfosos das margens da lagoa (e rios), florescendo entre Março e Maio. É nas folhas que é libertado o muco adesivo que aprisiona os insectos, que se aproximam atraídos pelo odor libertado. Assim que detectam a presa, as folhas começam a enrolar-se de forma a envolver a presa nas enzimas digestivas libertadas.
Um aspecto que se encontra ainda pouco desenvolvido diz respeito à diversidade micológica. Assim, a variedade de fungos que ocorre começa agora a ser inventariada e estudada de forma mais exaustiva, apresentando-se nas imagens laterais alguns exemplos.
Na breve resenha biológica apresentada, ainda que incompleta, fica patente a vasta diversidade biológica e potencial natural (e conservacionista) da Pateira, como é referido para as demais Zonas Húmidas. Não obstante, são alguns os problemas que afectam esta área, entre os quais a infestação com Jacinto-de-água.
Jacinto-de-água
O jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) é uma espécie infestante originária da bacia do Amazonas (Brasil), encontrando-se actualmente disseminado nos cinco continentes. Alastra-se pelos sistemas aquáticos de climas tropicais e temperados, causando rapidamente a ruptura dos sistemas naturais infestados. É considerada por muitos autores como “uma das piores pragas de plantas aquáticas a nível global” (HOLM et al., 1977).
Como tal, a ocorrência e disseminação desta espécie exótica infestante na Pateira constitui um dos principais factores que contribui para a degradação das condições ecológicas, económicas e sociais desta zona húmida que urge recuperar e preservar.
A ceifeira-aquática
Dada a área em questão e a dimensão da infestação, as metodologias a adoptar e tecnologias de apoio foram seleccionadas de acordo com a avaliação do risco sobre a ZPE, do efeito ambiental das diferentes metodologias e a eficácia da remoção a curto, médio e longo prazo.
A gravidade do problema da infestação de sistemas aquáticos ao nível global levou ao desenvolvimento de tecnologia específica para a sua resolução e/ou controlo.
Assim sendo, recorreu-se à remoção mecânica, sendo a extracção feita com recurso a uma máquina – ceifeira-aquática – que começou a laborar na lagoa a 13 de Dezembro de 2006.
Com um tapete incorporado, e movido por um motor, extrai as massas de jacintos-de-água. Controlada por um operador, a ceifeira-aquática possui um sistema simples e eficaz: duas rodas de pás com um funcionamento hidráulico independente que garantem a grande manobrabilidade do equipamento.
Em apenas dois meses e meio, foi possível melhorar as condições ecológicas e hidrológicas do sistema aquático, recuperar o espelho de água, melhorar a capacidade para suportar actividades lúdicas e de lazer na área, bem como melhorar as condições para a prática das actividades tradicionais no espelho da lagoa.
Requalificação Ambiental e Paisagística da Pateira
A remoção do jacinto-de-água da lagoa foi apenas a 1ª fase de um vasto e complexo processo, que engloba várias outras medidas e acções que visam o desenvolvimento sustentável, a conservação e protecção da Natureza e, consequentemente, a Requalificação Ambiental e Paisagística da maior lagoa natural da Península Ibérica, a Pateira de Fermentelos.
Após o levantamento topo-hidrográfico realizado, concluiu-se que o leito da lagoa se encontra fortemente assoreado, em particular na zona mais a jusante da Pateira.
Desta forma, ficou patente a necessidade de, a curto prazo, se proceder à normalização do leito natural da Pateira, pela remoção (dragagem) do excesso de sedimentos entretanto acumulados, bem como à reconstrução do pequeno açude localizado na confluência da Pateira e rio Águeda.
Numa área classificada como a Pateira, englobada numa importante bacia hidrográfica (bacia hidrográfica do Rio Vouga), com valores paisagísticos e a nível da conservação da natureza, que se traduzem na elevada diversidade biológica, alguma com estatuto de protecção a nível nacional e internacional, é importante dotar o espaço com infra-estruturas adequadas que permitam a conservação, mas também a observação e a interpretação da natureza.
Neste âmbito, são desenvolvidas várias acções de educação ambiental, como a organização de palestras e acções de sensibilização ambiental, observação de aves, realização de percursos interpretativos, workshops para a construção de ninhos, entre outras actividades promovidas pela Autarquia ou por outras entidades como a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), a UA (Universidade de Aveiro), a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza).
A definição de percursos com temas e finalidades várias (educação ambiental, prática de desporto, observação de aves, etc.) está a ser estudada numa perspectiva intermunicipal.
A Pateira é, desta forma, vista como um todo, onde o objectivo é conduzir o visitante pelo espaço natural dando-lhe a conhecer os valores naturais da área (com descritores de paisagem, de espécies), bem como dotar estes percursos do mobiliário adequado (observatórios de aves, pontos de encontro e descanso, material de apoio à prática desportiva, etc) e que dê ao visitante o conforto, a segurança e o equilíbrio natural que procura neste local.
São várias as propostas de actividades que o visitante encontra ao seu dispor na lagoa ou nas áreas adjacentes e que o levam ao contacto quer com a natureza, quer com as dinâmicas culturais e tradições locais. Desde os momentos de descontracção que pode passar nos parques de lazer, a uma travessia nas tradicionais bateiras, a uma viagem nas bicicletas aquáticas, de um passeio a cavalo, de bicicleta ou a pé, a uma tarde de pesca, um dia desportivo, ou simplesmente um momento de pausa a vislumbrar a paisagem, só ou em família, são algumas das ideias já praticáveis na Pateira de Fermentelos.
Considerações finais
Numa época em que o ambiente se assume no contexto nacional e internacional como tema prioritário e se procura evitar a continuação da degradação dos recursos hídricos, surge a Directiva-Quadro da Água (DQA) – 2000/60/CE – transposta para a ordem jurídica nacional pela Lei nº 58/2005, de 29 de Dezembro. Esta vem estabelecer como objectivo a alcançar, até 2015, “o bom estado ecológico ou o bom potencial ecológico e químico de todas as massas de água”.
Como tal, “proteger e melhorar o estado dos ecossistemas aquáticos e também dos ecossistemas terrestres e zonas húmidas, directamente dependentes dos ecossistemas aquáticos”, constitui uma atribuição das entidades públicas e um dever dos particulares.
Não obstante, e tal como referido no início deste documento, além da dimensão ambiental, prevalece uma forte componente social, sendo incalculável a importância que a Pateira e ecossistemas associados representam para as populações limítrofes desta área.
Assim, torna-se premente assegurar a continuidade deste projecto, com o desenvolvimento e implementação das acções previstas para a requalificação ambiental e paisagística da Pateira. Pretende-se pois que a Pateira de Fermentelos volte a ser um ex libris natural da região, motivo de referência e orgulho nacional.
Texto retirado do livro
Pateira de Fermentelos: Paisagem a proteger
Célia Laranjeira (CMA) www.cm-agueda.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=28901