View allAll Photos Tagged Wik

Brighton - july - 12

Manila International Autoshow 2013

 

World Trade Center Pasay City

Plastik "Hafen 77" (1977) von Felix Fehlmann an der Kiellinie in der Wik, Kiel (s. KUNST@SH - Felix Fehlmann, Hafen 77).

Vue d'Ushimachi à Takanawa sous une lune voilée

œuvre de Kobayashi Kiyochika (1847-1915)

fr.wikipedia.org/wiki/Kobayashi_Kiyochika

 

1879

Estampe nishiki-e

Collection du Tokyo Metropolitan Edo-Tokyo Museum.

 

Cette œuvre représente la première ligne de chemin de fer du Japon, mise en service en 1872. La scène figure la digue de Takanawa, mur de pierre haut de 4 mètres, sur laquelle circulaient les trains entre Shinbashi et Yokohama, le long de la baie de Tokyo. La locomotive à vapeur est un sujet très prisé de l'estampe. Kiyochika la met en scène à la façon des estampes de sites célèbres. Les trains en usage sur cette ligne étaient de fabrication anglaise, mais la cheminée ou le chasse-buffles de la locomotive ici représentée suggèrent que son dessin a été réalisé à partir de lithographies américaines.<\I> (Extrait du cartel de salle)

 

----------------

 

Exposition "Tokyo, naissance d’une ville moderne"

Estampes des années 1920-1930 du Edo-Tokyo Museum (ce musée est actuellement en rénovation)

Maison de la Culture du Japon, Paris

 

Edo devient Tokyo en 1868 et se modernise à grande vitesse tout au long de l’ère Meiji. Mais en 1923, durant l’ère Taishô, le grand tremblement de terre du Kantô dévaste la ville. Si les derniers quartiers qui avaient conservé l’atmosphère d’autrefois disparaissent, la reconstruction va permettre à Tokyo d’accélérer sa modernisation. C’est cette transformation radicale de Tokyo en ville moderne durant les années 1920 et 1930 que donne à voir la nouvelle exposition de la MCJP... Extrait du site de l'exposition

 

www.mcjp.fr/fr/la-mcjp/actualites/tokyo-naissance-d-une-v...

Typical Fall/Winter scenery in this neighbourhood. Love those colours in this time of year.

Wiking VW 181 Fernmeldedienst – Deutsche Bundespost.

From the set of five vehicles Post Museums Shop Edition '94.

Wiking-Datenbank ref 049A-11-1.

Info: it.m.wikipedia.org/wiki/Armeria_Reale

 

L'Armeria Reale di Torino è una delle più ricche collezioni di armi e armature antiche del mondo. Ha sede nella manica di collegamento tra Palazzo Reale e le Segreterie di Stato (oggi sede della Prefettura), all'interno di un complesso appartenente al sito UNESCO delle Residenze Sabaude, iscritto alla lista del Patrimonio dell'umanità dal 1997. L'Armeria fa parte del percorso di visita del Polo Reale, che dal 2012 ha riunito ad essa il Palazzo Reale, la Galleria Sabauda, il Museo Archeologico e la Biblioteca Reale.

 

Fanno parte della struttura lo scalone di Benedetto Alfieri (1738-1740), la sala della Rotonda (1842), la galleria Beaumont, progettata da Filippo Juvarra (1732-1734), completata da Alfieri dopo il 1762 e decorata ad olio su muro da Claudio Francesco Beaumont, che rappresentò sulla volta le Storie di Enea (1738-1743), e infine il Medagliere disegnato da Pelagio Palagi (1835-1838).

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_da_Gra%C3%A7a_(Santar%C3%A9m)

 

A Igreja de Santa Maria da Graça, igualmente conhecida como Igreja da Graça ou como Igreja de Santo Agostinho, localiza-se no Largo Pedro Álvares Cabral (também conhecido como Largo da Graça), em pleno centro histórico da cidade de Santarém. A igreja, inserida no conjunto do convento dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade, constituindo um dos mais importantes exemplares da arte gótica no país. Neste templo, Monumento Nacional desde 1910, encontra-se sepultado Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil.

 

História

 

A igreja é o último grande monumento gótico monacal que a cidade actualmente conserva, tendo a sua construção ficado a dever-se à iniciativa dos agostinhos de Lisboa. Esta ordem religiosa instalou-se na cidade a partir de 1376, conseguindo o patrocínio de vários membros importantes da nobreza escalabitana, entre os quais os primeiros Condes de Ourém, D. João Afonso Telo de Menezes e D. Guiomar de Vilalobos, sua esposa. Os Condes de Ourém ofereceram mesmo guarida aos agostinhos, que permaneceram instalados no seu solar até à inauguração do templo. As obras da igreja iniciaram-se em 1380, mas as dificuldades económicas e a própria história conturbada da família fundadora levaram a que apenas ficassem concluídas no segundo quartel do século XV.

 

Apesar de concluídas as obras de construção, a campanha artística prosseguiria nos séculos seguintes, tendo a igreja sido várias vezes objecto de renovação. Continuando a tradição funerária do espaço, muitos foram os poderosos escalabitanos que aqui se fizeram enterrar. Cerca de 1437, foi executado o túmulo de D. Pedro de Menezes, governador de Ceuta, conde de Vila Real e de Viana do Alentejo e neto dos fundadores, e de D. Beatriz Coutinho, sua esposa. Em 1535, foi edificada a Capela do Senhor Jesus dos Passos, na nave lateral sul, sob o patrocínio de D. Mécia Mendes de Aguiar, esposa do navegador Gonçalo Gil Barbosa. Na segunda metade do século, construiu-se a capela de D. Gil Eanes da Costa, presidente do Desembargo do Paço e da Câmara de Lisboa, com assento no Conselho de Estado de Filipe II de Espanha. Para esta obra, desmantelada pelo restauro do século XX, o promotor escolheu nomes cimeiros da arte nacional, como o arquitecto Pedro Nunes Tinoco e o pintor Diogo Teixeira. Os actuais tectos de madeira foram colocados em meados do século XVI, após o desmoronamento das abóbadas das naves, tendo o transepto sido então adequado ao estilo manuelino. A Capela de São Nicolau Tolentino foi edificada já no final do século, em 1594. Durante os séculos XVII e XVIII, foram executadas decorações várias nos altares e nas capelas, nomeadamente pinturas, painéis cerâmicos e retábulos.

 

No exterior da igreja, os trabalhos não foram de menor relevância. O claustro, datado de 1597, foi edificado por António Dias e, no século seguinte, as alas conventuais foram totalmente reformadas, sendo estas empreitadas marcadas por inscrições epigráficas em alguns portais, como as de 1638 e 1673. Ainda na década de 1570, acrescentou-se um terceiro piso ao convento.

 

Com a extinção das ordens religiosas masculinas em 1834, o convento foi fechado e vendido. Em 1872, o conjunto foi ocupado pelo Asilo de Santo António. Em meados do século XX, foi levado a cabo um restauro selectivo que visou suprimir todos os elementos posteriores a 1500. Com esta intervenção, foi desmantelada a maioria das obras maneiristas e barrocas, nomeadamente o coro-alto e os revestimentos e retábulos dos altares e das capelas.

 

Este templo apresenta uma fachada principal de três panos, definidos por contrafortes. O pórtico, em querena, é formado por cinco arquivoltas de arcos quebrados, de cairéis, sobre colunas capitelizadas de motivos vegetalistas, e é envolvido por um painel de pedraria bordada, onde entre linhas de arcadura trilobadas se releva o escudo do fundador. O conjunto é rematado, ao alto, por um friso de motivos florais, interrompido ao centro pelo gomo terminal do arco de querena. A enorme rosácea, que domina toda a frontaria, foi esculpida numa só pedra.

 

As fachadas laterais são rasgadas inferiormente por janelas em arco quebrado e, ao nível da nave central, por janelas idênticas abertas no eixo dos pilares. Os topos dos braços do transepto também apresentam grandes janelões. A cabeceira é tripartida, escalonada com abside e absíolos de planta poligonal. O exterior das absides ostenta contrafortes gigantes, que enquadram altas frestas ogivais, onde corre uma cachorrada de modilhões.

 

O interior da igreja é de três naves amplas, de cinco tramos cada, separadas por doze colunas capitelizadas de onde irrompem arcos ogivais. A capela-mor e as absíolas são cobertas por uma abóbada de nervuras firmada, num dos fechos, pelo escudo do fundador.

 

A colecção de mausoléus e de lajes sepulcrais brasonadas, que se encontra disposta em vários locais da igreja, é notável. Na Capela de São João Evangelista, no braço direito do cruzeiro, encontra-se o túmulo de D. Pedro de Menezes e de D. Beatriz Coutinho, constituído por uma grande arca de calcário, assente em oito leões com despojos humanos e animais entre as garras. A tampa da arca contém os jacentes de mãos dadas, com as cabeças sobre almofadas protegidas individualmente por grandes baldaquinos. D. Pedro traja arnês sob cota de armas com o seu escudo, enquanto que D. Beatriz segura na mão esquerda o livro de horas, vestindo uma túnica com capa. Os frisos são decorados com anjinhos, querubins, carrancas e cordas floridas. As quatro faces da arca apresentam ramos de azinheira, envolvendo a divisa Áleo, dispondo no frontal direito e nos faciais o brasão de D. Pedro, enquanto que no frontal oposto se encontram representados os de D. Beatriz e de D. Margarida Sarmento de Miranda, sua primeira mulher. À direita deste túmulo, em campa rasa, ergue-se o de D. Leonor Coutinho, filha de D. Pedro e de D. Margarida. No absíolo direito, diante da mesa do altar, encontra-se a sepultura de Pedro Álvares Cabral, em campa rasa, constituída por uma laje rectangular simples gravada com inscrições em caracteres góticos. Dispersas pela igreja, encontram-se várias outras sepulturas constituídas por arcas tumulares inseridas em arcossólios.

 

Fruto do longo período de construção, o templo engloba elementos de duas correntes distintas do gótico português: o chamado gótico mendicante, de forte tradição na vila de Santarém, nomeadamente nos conventos dos Dominicanos e dos Franciscanos do século XIII, e o gótico flamejante, bem patente no Mosteiro da Batalha. À primeira corrente arquitectónica obedecem a cabeceira tripartida, o transepto e as naves. Por sua vez, a fachada principal, com o seu portal e com a enorme rosácea, é claramente representativa do gótico flamejante, apresentando evidentes semelhanças com o emblemático mosteiro batalhino, cuja construção foi contemporânea à deste templo. Também as sepulturas da família Menezes, que aproveitaram a igreja para seu panteão, revelam a influência da Batalha, designadamente do túmulo duplo de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, modelo adoptado por D. Pedro de Menezes e sua esposa.

 

Ford Maverick

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. pt.wikipedia.org/wiki/Ford_Maverick

 

O Maverick foi um automóvel criado pela Ford dos Estados Unidos que obteve grande sucesso em seu país de origem. Também foi fabricado no Brasil entre 1973 e 1979, onde foi lançado com enfoque comercial bem diferente do americano, e apesar de não ter obtido o mesmo sucesso de vendas, tornou-se lendário e hoje é cultuado por pessoas de várias idades.

O modelo americano

Ao fim dos anos 60, ainda antes da crise do petróleo da década seguinte, a Ford norte-americana buscava um veículo compacto, barato e econômico --- pelo menos para os padrões do país --- que pudesse fazer frente à crescente concorrência dos carros europeus e japoneses. O modelo compacto que a fábrica tinha até então, o Falcon, não era tão compacto assim e já estava obsoleto, ainda mais depois que a própria fábrica lançou o moderno e bem-sucedido Mustang em 1964.

No dia 17 de abril de 1969 o Maverick foi lançado por US$ 1.995, com 15 cores disponíveis e motores de 2,8 e 3,3 litros, ambos de seis cilindros. A Ford o anunciou como o veículo ideal para jovens casais, ou como segundo carro da casa. O estilo foi claramente copiado do Mustang, mas suavizado. O sucesso foi imediato e logo no primeiro ano foram vendidas 579.000 unidades --- uma marca melhor do que a do próprio Mustang.

Logo vieram outras versões, com apelo esportivo ou de luxo e motorizações diferentes, como os Maverick Sprint e Grabber. Em 1971 outra marca do grupo Ford, a Mercury, lançou o Comet, que basicamente era o mesmo Maverick com grade e capô diferentes. Os dois modelos fizeram sucesso mesmo depois do estouro da crise do petróleo, em 1973, apesar de neste período ter ficado evidente a necessidade de carros ainda mais compactos. Os dois modelos foram produzidos, com poucas modificações, até 1977.

 

O Maverick no Brasil

Em 1968 a Ford, que tinha operações ainda pequenas no Brasil, adquiriu o controle acionário da fábrica da Willys Overland no país. A Ford logo finalizou o projeto que a Willys vinha fazendo em parceria com a fábrica francesa Renault para substituir o Dauphine --- e lançou o bem-sucedido Corcel. Além do novo compacto, foram mantidos em fabricação os modelos já existentes Aero Willys 2600 e sua versão de luxo Itamaraty.

Porém, os modelos da Willys, que haviam sido remodelados em 1962 mas ainda eram originários do pós-guerra, já estavam bastante defasados no início da década de 70. O Galaxie já vinha sendo fabricado desde 1967 mas era demasiadamente luxuoso e caro, com acessórios como direção hidráulica, ar condicionado e câmbio automático. E a General Motors do Brasil, com a marca Chevrolet, lançou em 1968 o Opala, baseado no modelo europeu Opel Rekord e no modelo americano Chevy impala . A Ford, então, precisava de um carro com estilo e, para os padrões brasileiros, de médio-grande porte.

A fábrica fez um evento secreto com 1.300 consumidores em que diferentes veículos foram apresentados sem distintivos e logomarcas que permitissem a identificação --- entre eles, estavam o modelo da Ford alemã Taunus, o Cortina da Ford inglesa, o Maverick e até mesmo um Chevrolet Opala. Essa pesquisa de opinião indicou o moderno Taunus como o carro favorito dos consumidores brasileiros para aquele momento.

Mas a produção do Taunus no Brasil se mostrou financeiramente inviável, especialmente pela tecnologia da suspensão traseira independente e pelo motor pequeno e muito moderno para a época. Preocupada em não perder mais tempo, com o Salão do Automóvel de São Paulo se aproximando, a Ford preferiu o Maverick, que, por ter originalmente motor de seis cilindros, tinha espaço suficiente no capô para abrigar o motor já fabricado para os modelos Willys, e a sua suspensão traseira de molas semi-elípticas era simples e já disponível. Apesar do motor Willys ter sido concebido originalmente na década de 30, esse foi o meio que a Ford encontrou para economizar em torno de US$ 70 milhões em investimentos para a produção do Taunus. Esse procedimento, que mais tarde chegaria ao conhecimento público, acabou manchando a imagem do Maverick antes mesmo do seu lançamento.

O velho motor Willys de seis cilindros ainda era grande demais para o capô do Maverick, e por isso a Ford precisou fazer um redesenho do coletor de exaustão, e nos testes isso causou constantemente a queima da junta do cabeçote. Para amenizar o problema, foi criada uma galeria externa de refrigeração específica para o cilindro mais distante da frente, com uma mangueira específica só para ele. A primeira modificação no motor 184 (3 litros), como era conhecido na Engenharia de Produtos da Ford, foi a redução da taxa de compressão para 7,7:1. Esse motor, que em pouco tempo se tornou o maior vilão da história do Maverick no Brasil, seria o básico da linha, pois a fábrica já previa o lançamento do modelo com o famoso motor 302 V8, importado do Canadá, como opcional. Dados coletados pelos jornalistas informavam que a Ford gastou 18 meses e 3 milhões de cruzeiros em engenharia, e mais 12 milhões de cruzeiros em manufatura, para modernizar o velho motor 184.

A Ford organizou uma pré-apresentação do Maverick com o motor 184 a cerca de 40 jornalistas no dia 14 de maio de 1973 no prédio do seu Centro de Pesquisas. No dia seguinte à apresentação, o Jornal da Tarde de São Paulo publicou uma reportagem intitulada "O Primeiro Passeio no Maverick --- o repórter Luis Carlos Secco dirigiu o Maverick na pista de teste da Ford, em São Bernardo do Campo". Os comentários foram de que o carro era silencioso, confortável e ágil.

O primeiro Maverick nacional de produção deixou a linha de montagem em 4 de junho de 1973. O público já começava a interessar-se pelo modelo desde o Salão do Automóvel de São Paulo de 1972, quando o carro foi apresentado. O que seguiu foi uma das maiores campanhas de marketing da indústria automobilística nacional, contando inclusive com filmagens nos Andes e na Bolívia.

A apresentação oficial à imprensa ocorreu no dia 20 de junho de 1973, no Rio de Janeiro. Como parte da campanha de publicidade do novo carro, o primeiro exemplar foi sorteado. No Autódromo Internacional do Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, foi realizado um test-drive, onde os jornalistas convidados puderam dirigir nove Mavericks, seis deles com motor de 6 cilindros e três com o V8 302.

O carro apresentava inicialmente três versões: Super (modelo standard), Super Luxo (SL) e o GT . Os Super e Super Luxo apresentavam-se tanto na opção sedã (quatro portas) como cupê (duas portas), sendo sua motorização seis cilindros em linha ou, opcionalmente, V8, todos com opção de câmbio manual de quatro marchas no assoalho ou automático de três marchas na coluna de direção. Já o Maverick GT era o top de linha, com produção limitada, e equipado com motor de 8 cilindros em V, potência de 195 HP (potência Bruta, 135 HP líquido), e 4.950 cm3 de cilindrada, oferecido somente com câmbio manual .

Porém, pouco potente e com consumo injustificavelmente elevado, o motor de seis cilindros deu ao Maverick a fama de beberrão que muito pesou nos anos da crise do petróleo. Em 1976 ele foi abandonado e substituído por um motor de 2,3 litros e quatro cilindros, mais potente, bem mais econômico e moderno, com comando de válvulas no cabeçote e correia dentada, que deu ao veículo um desempenho mais satisfatório. Infelizmente o motor 4 cilindros injustamente herdou parte da fama do seis cilindros, pois muitos se perguntavam, se o motor de seis cilindros é tão fraco como pode a ford oferecer um motor ainda menor?. As críticas, ainda que infundadas se tratando do novo motor, e somadas ao fato de o modelo 4 cilindros ter potência alegada de 99 cv devido a uma estratégia da Ford para pagar menos taxas na fabricação contribuiu para o rápido declínio do Ford Maverick.

No final de 1976, já como modelo 77 foi apresentada a denominada Fase 2 do Maverick. Além de algumas alterações estéticas como novo interior, grade dianteira e novas lanternas traseiras, maiores, também trazia algumas melhorias mecânicas como sistema de freios mais eficiente, eixo traseiro com bitola mais larga e suspensão revista para o uso de pneus radiais. Nesta fase foi introduzida a versão LDO (Luxuosa Decoração Opcional) e o modelo GT passou a ser oferecido com o econômico motor 2.3 OHC de série, tendo o 302-V8 se tornado opcional.

O Ford Maverick nacional teve sua produção encerrada em 1979, após 108.106 unidades produzidas.

O Maverick com motor V8 é na atualidade um objeto de desejo dos admiradores de carros antigos nacionais. Um modelo GT bem conservado e com as características originais pode ultrapassar o valor de R$ 50.000,00.

O modelo 6 cilindros é encontrado a preços rázoaveis, entretanto é bastante desvalorizado pelos conhecedores do carro. O carro é popularmente chamado de Aerovick, uma analogia ao uso da mecânica Willys no modelo da Ford.

O Maverick com motor 4 cilindros atualmente é o mais comum dentre os apreciadores, devido ao maior número produzido (com relação ao modelo V8), seu custo e as grandes possibilidades de preparação. As peças do motor citado são relativamente baratas, afinal o mesmo foi produzido até 2003 e equipou diversos carros, dentre eles a Ford Ranger,Jeep,Ford Mustang e etc. É um motor muito utilizado em carros de performance e corridas baja nos E.U.A.

Sucesso nas pistas

Os Maverick equipados com o potente motor V8 fizeram grande sucesso nas pistas brasileiras, reinando de 1973 a 1977 em praticamente todas as provas das quais participou, como o Campeonato Brasileiro de Turismo, provas de Endurance e a antiga Divisão 3.

Alguns Maverick receberam extensas modificações, como por exemplo o modelo construído pela Ford especialmente para a Divisão 3, por intermédio do preparador Luiz Antonio Greco. O motor recebeu, entre outros itens, cabeçotes de alumínio Gurney-Weslake, iguais aos usados no lendário Ford GT-40, comando de válvulas especial e 4 carburadores de corpo duplo Weber 48 IDA. Segundo relatos, com esta modificação o motor atingiu a potência de 450cv líquidos, cerca de 3 vezes a potência original.

No Campeonato Brasileiro de Turismo o maior rival do Maverick era o Chevrolet Opala, um carro um pouco mais leve e econômico com seu motor de 6 cilindros e 4,1 litros. Tal disputa durou até a retirada do apoio oficial da Ford do Brasil a esta competição, o que acabou originando o Campeonato Brasileiro de Stock Car, uma categoria que por anos foi monomarca e só teve Opalas.

Grandes pilotos tiveram o Maverick sob seu comando nas competições, entre eles José Carlos Pace, Bob Sharp, Edgar Mello Filho e Paulo Gomes, o "Paulão" e o argentino Luís Ruben Di Palma.

A partir dos anos 90, devido à maior facilidade de importação no Brasil, muitos proprietários equiparam seus Maverick com peças para alta performance de origem norte-americana, o que fez o carro ser largamente usado em provas de arrancada que se multiplicaram no país. Neste tipo de prova os Maverick têm logrado grande sucesso, sempre arrancando vibração do público com o ronco característico de seu potente motor.

Wiking Mercedes-Benz 207 D van – PTT Swiss postal service.

From a set of three vehicles which wiking-datenbank describes as 'Post 7'. There seem to have been different versions of this set released between 1982 and 1987, but the inscription of the side of the bus in three languages would appear to mark the set I have as a version only sold in Switzerland. This van seems also to have been sold in Switzerland as a separate model.

Wiking 43f Mercedes-Benz LP 321 Truck 1:90 scale. This model was produced in this colour with minor variations from 1960-65.

www.wiking-datenbank.de/viewtopic.php?f=507&t=1035&am...

I also have a couple of the 'Version 3' 43f with the wider body and canvas cover - see the Wiking set.

Wiking set 'Im Dienste der Forstwirtschaft' – Mercedes-Benz LPS 332 log transporter International Harvester Loadstar with trailer, DKW Munga and forklift truck. 1:87 / HO scale.

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

Wiking Mercedes-Benz L 911 lorry Deutsche Bundespost.

From the set of five vehicles Post Museums Shop Edition '94.

 

2022.12.21 2,312

2023.01.28 12.04 3,167

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

Das Denkmal "Wik" oder "Feuer aus den Kesseln" von Hans-Jürgen Breuste (1982) im Ratsdienergarten in Kiel-Altstadt am Kleinen Kiel erinnert an den Kieler Matrosenaufstand.

Siehe KulturSpuren Kiel: Matrosenaufstand - Denkmal Wik

KUNST@SH: Hans-Juergen Breuste, Wik-Denkmal zum Matrosenaufstand 1918

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

pt.wikipedia.org/wiki/Reservat%C3%B3rio_da_M%C3%A3e_d%27%...

 

O Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, comummente conhecido por apenas Mãe d'Água das Amoreiras, é o depósito (o cálice) que recolhe as águas provinientes do aqueduto das Águas Livres, no distrito de Lisboa. Foi projectado em 1745 e construído no Jardim das Amoreiras, ficando concluido em 1834.

 

Inicialmente pensada para ser construída entre São Roque e os terrenos do Palácio dos Condes de Soure, a Mãe d'Água foi desenhada pelo arquitecto húngaro Carlos Mardel (1696 - 1763). Foram demolidas algumas casas e o solo terraplenado. Acabou por ser edificada em Campolide de Baixo, junto ao Rato por ordem de Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal.

 

Mardel trabalhou na Mãe d'Água a partir de 1745 até 1763, ano da sua morte. O projecto estava inacabado e foi retomado por Reinaldo Manuel dos Santos (1731 - 1791) em 1772. A alteração de arquitecto fez com que também o desenho do edifício tenha sido alterado, tanto no interior como no exterior. O projecto foi terminado apenas em 1834, já no reinado de D. Maria II, com a construção da cobertura, tendo apenas nessa altura começado a trabalhar em pleno.

 

A este edifício está anexado um outro, a Casa do Registo, de onde partem duas das principais galerias distribuidoras das Águas Livres, a do Loreto e a da Esperança, para além de uma terceira, mais pequena, que abastece o Chafariz do Rato.

 

Actualmente esse espaço, integrado no Museu da Água da EPAL, é utilizado para exposições de arte, desfiles de moda e outros eventos.

 

De linhas arquitectónicas de uma sobriedade invulgar, a construção assenta sobre um envasamento elevado em relação às ruas circundantes e onde, no interior, surge a cascata e a Arca d'Água com 7,5 metros de profundidade e uma capacidade de 5.460 m³

Fonte Wiki Aves

  

O socozinho é uma ave da ordem Pelecaniformes da família Ardeidae. Conhecido também como socó-estudante, soco-í e socó-mirim (Pará), socó-mijão e socó-tripa.

 

Seu nome significa: Butorides - do gênero Butor = bútio + ides, do grego = semelhante, parecido; striatus - do latim striatus = faixa, listra.

 

Características

 

Tem cerca de 36 centímetros. É inconfundível, devido às suas pernas curtas e amarelas e pelo seu andar agachado. Pode exibir um eriçado topete azulado quando agitado.

 

Alimentação

 

Alimenta-se de peixes, insetos aquáticos (imagos e larvas), caranguejos, moluscos, anfíbios e répteis. Permanece imóvel por longos períodos, empoleirado sobre a água ou em suas proximidades, à espera de presas.

 

Reprodução

 

Vive solitário o ano inteiro. No período reprodutivo, costuma fazer seus ninhos separado das demais aves da família ou mesmo da espécie, sendo raro encontrar colônias desse socó. Não chega a desenvolver uma plumagem especial de reprodução como as garças. A íris e as pernas ficam vermelhas nessa fase. Às vezes nidifica em colônias. Constrói seu ninho sobre árvores ou arbustos nos brejais. Os ovos são esverdeados ou verde-azulados (às vezes brancos ou esbranquiçados), uniformes. Põe 3 a 4 ovos.

Os adultos costumam coletar o alimento da prole a grande distância do ninhal. A procriação procede geralmente no início ou no fim da estação seca, quando o alimento para as aves aquáticas é normalmente mais farto.

 

Hábitos

  

Qualquer lugar que haja água. Tanto no interior do continente como nos manguezais. É migratório. Anda como se esgueirasse, a passos largos e como se observasse um perigo ou uma oportunidade. Voa devagar, com o pescoço encolhido e as pernas esticadas. Para dormir, não volta a cabeça para trás, e sim mantém o bico dirigido para a frente. Costuma colocar o bico verticalmente para baixo de encontro ao peito dentre a plumagem, o qual oculta completamente. Gosta de dias chuvosos e escuros, sente-se à vontade tanto com espécies noturnas como diurnas.

 

Distribuição Geográfica

 

Presente em todo o Brasil e nas regiões de clima quente ao redor do planeta, na América, África, Ásia, Austrália e ilhas do oeste do Oceano Pacífico.

   

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

Wiks Rd, Dairy Flat, Auckland.

24 Nov 2025

Format: Lysbilde / Dias

Dato / Date: 1987

Fotograf / Photographer: Birgit Piene (1902-1989)

Sted / Place: Munkegata 32, Trondheim

 

Eier / Owner Institution: Trondheim byarkiv, The Municipal Archives of Trondheim

Arkivreferanse / Archive reference: Tor.H30.B01-04.BP115

  

Merknad

 

En samling lysbilder som bygger på søstrene Birgit og Walborg Pienes samling, og er supplert med bilder fra bl.a. Byantikvaren. Søstrene Piene avfotograferte systematisk hus og miljøer før det var for sent på 60-tallet. Hver gang det ble varslet riving rykket Birgit ut med sitt kamera, for så å komme tilbake senere for å fotografere det som ble oppført på samme tomt. Bildene Birgit Piene tok ble i 1989 gitt som gave til kommunearkivet, med ønske om at de ble brukt i foredragsøyemed.

  

Kilder

 

- Lars Fasting: Trondheims bybilde - Innstilling om verneverdige bygninger og bygningsmiljøer i Trondheims sentrale områder (Trondheim 1976)

- Wilhelm K. Støren: Sted og navn i Trondheim (Trondheim 1983)

- 01.03.1986 Adresseavisen s. 11: ´Tugthuset trøndersk´ [Birgit og Walborg Piene viste sine lysbilder under årsmøtet i Foreningen til norske fortidsminnemerkers bevaring - Den Trønderske Avdeling]

- 19.04.1989 Adresseavisen s. 3: Birgit Piene viser lysbilder fra gamle og nye Trondheim i Domkirkens Menighetshus

- 17.11.1989 Adresseavisen s. 15: Dødsannonse - Birgit Piene (1902-1989)

- 26.03.1994 Adresseavisen - UKE-Adressa s. 16-17: ´Den levende byhistorien´ [Om Isachsen og Nordmarks lysbildeforedrag «En vandring fra 1960 og frem til i dag»]

- 15.06.1996 Adresseavisen s. 2: ´De samler på den gamle by´

- Terje Bratberg: Trondheim byleksikon (Oslo 1996)

- 08.06.1998 Adresseavisen s. 19: Dødsannonse - Walborg Piene (1899-1998)

- 08.02.2000 Adresseavisen s. 36: ´Med blikk for forandring´ [Haldis Isachsens lysbildeforedrag «Trondheim før og nå» basert på Birgit Pienes bilder]

St. Lukas Kirche in KIel-Wik, Einweihung 9. August 1981, Architekt: Diethelm Hoffmann

Wiking 392 1:87 scale Mercedes-Benz Unimog U 1700 with 3-axle trailer and scaffold load.

Compare this with a similar item where the trailer load is steel beams: www.flickr.com/photos/adrianz-toyz/52681984394

Brighton - march - 12

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

English

 

en.wikipedia.org/wiki/%C3%81guas_Livres_Aqueduct

 

The Águas Livres Aqueduct (Portuguese: Aqueduto das Águas Livres, pronounced: [ɐkɨˈdutu dɐʃ ˈaɡwɐʃ ˈlivɾɨʃ], "Aqueduct of the Free Waters") is a historic aqueduct in the city of Lisbon, Portugal. It is one of the most remarkable examples of 18th-century Portuguese engineering. The main course of the aqueduct covers 18 km, but the whole network of canals extends through nearly 58 km.

 

The city of Lisbon has always suffered from the lack of drinking water, and King John V decided to build an aqueduct to bring water from sources in the parish of Caneças, in the modern municipality of Odivelas. The project was paid for by a special sales tax on beef, olive oil, wine, and other products.

 

Construction started in 1731 under the direction of Italian architect Antonio Canevari, replaced in 1732 by a group of Portuguese architects and engineers, including Manuel da Maia, Azevedo Fortes and José da Silva Pais. Between 1733 and 1736, the project was directed by Manuel da Maia, who in turn was replaced by Custódio Vieira, who would remain at the head of the project until around 1747.

 

Custódio Vieira conceived the centerpiece of the aqueduct, the arches over the Alcantara valley, completed in 1744. A total of 35 arches cross the valley, covering 941 m. The tallest arches reach a height of 65 m, and many are pointed, reminiscent of arches in Gothic style. It is considered a masterpiece of engineering in the Baroque period.

 

In 1748, although the project was still unfinished, the aqueduct finally started to bring water to the city of Lisbon, a fact celebrated in a commemorative arch built in the Amoreiras neighbourhood. From this period on, construction was overseen by other architects, including Carlos Mardel of Hungary and others. During the reigns of José I and Maria I, the network of canals and fountains was greatly enlarged.

 

The Mãe d'Água (Mother of the Water) reservoir of the Amoreiras, the largest of the water reservoirs, was finished in 1834. This reservoir, with a capacity of 5,500 m³ of water, was designed by Carlos Mardel. It is now deactivated and can be visited as part of the Museu da Água (Water Museum).

 

Starting in 1836, the aqueduct was where criminal Diogo Alves committed most of his murders. He was sentenced to death and hanged in 1841.

 

Português

 

pt.wikipedia.org/wiki/Aqueduto_das_%C3%81guas_Livres

 

O Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água à cidade de Lisboa, em Portugal, e que tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara, um dos bilhetes postais de Lisboa.

 

O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, Sintra, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755.

 

Desde que as populações se começaram a instalar na região de Lisboa, que a escassez de água potável foi uma constante. Apesar da existência de um rio no local, o Tejo, a sua água é imprópria para consumo, pois a ampla foz do rio faz com que a água seja contaminada pelo mar, tendo por isso níveis de salinidade inadequados. A única área de Lisboa com nascentes de água era o bairro de Alfama. Com o crescimento da cidade para fora das cercas medievais foi-se instalando uma situação de défice crónico no abastecimento de água. Foi ganhando então força a ideia de aproveitar as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas. Estas águas foram primeiramente utilizadas pelos romanos, que aí haviam construído uma barragem e um aqueduto.

 

Em 1571, Francisco de Holanda (1517 - 1585) propõe a D. Sebastião (1554 - 1578) na sua obra Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa que estabelecesse uma rede de abastecimento de água que servisse a cidade de Lisboa, rede essa que tinha já sido iniciada pelos romanos. Os vestígios do aqueduto romano eram ainda suficientes para que tivessem sido considerados, em 1620, para a passagem das Águas Livres de Lisboa. Anos mais tarde, D. Filipe II (1578 - 1621) instituiu o real da água, um imposto sobre a carne e vinho que tinha como objectivo principal o financiamento das obras de construção do sistema de abastecimento de água para a capital. Porém, o projecto não foi sequer iniciado, tendo o dinheiro angariado por esse imposto sido utilizado para ajudar pobres e doentes.

 

Preocupado com a falta de água na cidade, o Procurador da Cidade, em 1728, estabeleceu, à semelhança de D. Filipe II, uma taxa sobre a carne, vinho, azeite e outros produtos alimentares com o intuito de arranjar financiamento para a construção do aqueduto. Um ano depois, em 1729, foram nomeados três homens para a elaboração do plano de construção do sistema que incluiria a construção de um troço monumental do aqueduto sobre o vale de Alcântara. Esses três homens eram António Canevari, arquitecto italiano, o Coronel Engenheiro Manuel da Maia e João Frederico Ludovice, arquitecto alemão, responsável também pelo Convento de Mafra.

 

Em 1731, o Alvará Régio do rei D. João V ditou o início do projecto. Um ano depois, Canevari é afastado da direcção do empreendimento, tendo sido substituído por Manuel da Maia. Este orientou o traçado que o aqueduto deveria seguir desde a nascente até à cidade. O sistema iria terminar num enorme "cálice" a partir do qual sairiam várias condutas que ligariam aos muitos chafarizes espalhados por Lisboa. Optou-se por um aqueduto forte mas não magnífico, fazendo contudo um castelo monumental já dentro da cidade onde chegaria a água, edifício o qual a população poderia melhor apreciar devido à sua proximidade.

 

Passados cinco anos do Alvará Régio, e as obras ainda não tinham sequer sido iniciadas. Manuel da Maia, então responsável pelo projecto, foi substituído por Custódio Vieira. As obras começaram muito lentamente devido a atritos com os mais altos responsáveis pela obra, tal como prior de S. Nicolau. Em 1740 começou a ser construído o troço mais conhecido e mais visível do aqueduto. Quatro anos depois, em 1744, é finalizado o Arco Grande, e morre Custódio Vieira. A obra passou a ser dirigida pelo húngaro Carlos Mardel, que haveria de ter, após o grande terramoto de 1755, um papel crucial na reconstrução da Baixa Pombalina. Foi ele que decidiu instalar a Mãe d'Água perto do Rato, nas Amoreiras, ao invés da proposta inicial de se localizar em S. Pedro de Alcântara. A solução foi muito questionada e criticada, sobretudo por Ludovice, que queria que o "cálice" fosse construído onde inicialmente tinha sido pensado, mas mesmo assim a obra continuou. Em 1748, com a finalização dos 12 arcos de volta perfeita das Amoreiras, o aqueduto ficou terminado, transportando diariamente cerca de 1300 m³ de água, três vezes mais que a oferta original.

 

Depois de ter entrado em funcionamento, em 1748, toda uma nova rede de chafarizes e fontes foi construída na cidade, alimentados por gravidade, como por exemplo o Chafariz da Esperança. Desde logo, também, a capacidade do aqueduto foi aumentada devido às crescentes necessidades de água potenciadas pelo crescimento demográfico da cidade. Os sucessivos aumentos do aqueduto, principalmente a montante, com o objectivo de fazer chegar até ele mais água, totalizaram um comprimento de 58 135 metros de galerias subterrâneas e também elevadas.

 

O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves (o Pancadas), um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos depois de as roubar, simulando um suicídio, e que foi enforcado. Foi o último condenado à morte da História de Portugal.

 

Em 1880, a importância do aqueduto diminuiu bastante devido ao início da exploração das águas do Alviela, através do Aqueduto do Alviela que levava a água até ao reservatório dos Barbadinhos onde a água era elevada com máquinas a vapor, alimentando Lisboa de água potável. O aqueduto manteve-se porém em funcionamento até 1967, tendo sido definitivamente desactivado pela Companhia das Águas de Lisboa em 1968.

 

[Taken in Janakpur (Nepal) - 28Sep10]

 

28/09/2010

 

JANAKPUR BY DAWN

 

Arrivés à Janakpur à 5:00, après 23h45 de voyage.

Usés.

Poisseux.

Fatigués.

Le bus nous a laissés à l’extrémité opposée de la ville par rapport à l’hôtel que nous visions. A alors commencé une balade d’une heure dans des rues qui petit à petit s’éveillaient, jonchées de détritus et de bouses de vaches, défoncées, envahies de moustiques.

Des gens se lavaient au bord d’une sorte d’étang. A côté d’eux une femme y faisait sa vaisselle.

Finalement arrivés à la Kathmandu Guest House, pour ma part épuisé et trempé, l’endroit s’est avéré ne pas avoir de chambres libres. On nous a renvoyés vers un autre hôtel, plus luxueux, finalement tout aussi complet, où l’on nous a orientés vers un hôtel que nous avions noté lors de notre passage devant, trente minutes plus tôt, et qui s’est avéré fermé.

Nous nous sommes donc trainés vers un hôtel au hasard, à proximité, le Janaki Raj, avec une chambre à 1500 Roupies (13,50 Euros) la nuit, le grand luxe, avec climatisation. Là j’ai sauté sous la douche, installé ma moustiquaire et me suis couché, alors que Rémi repartait en vadrouille. Cet homme est inusable.

Dormi 3h, jusque 10:00.

Une anecdote tout de même. Alors que, douche prise, je discutais, en boxer, avec Rémi, lui-même en chemise et slip, quelqu’un frappa à la porte. Le temps d'enfiler un pantalon, Rémi alla ouvrir. Entra alors un employé de l’hôtel, une télécommande à la main, qui sans un mot alluma la clim, la régla sur 22°C, et reparti avec la télécommande.

 

JANAKPUR BY DAY

 

Après mon réveil, nous avons chacun fait une lessive et je me suis rendu compte que dans la précipitation du départ, j’avais oublié ma chouette chemise sable séchant dans la chambre à Bhurigan.

Rémi quant à lui s’est rendu compte qu’il avait perdu ou qu’on lui avait volé son enregistreur durant le trajet de la nuit. Il avait pour idée de retourner à la gare routière où devait repasser le bus de Htapa vers 15:00, histoire de vérifier, au cas où il pourrait récupérer sa machine.

Nous sommes d’abord allés changer quelques euros histoire de terminer la partie népalaise de notre périple, ce qui m’a permit d’être de nouveau trempé.

Puis nous sommes allés à la gare routière d’où nous devons également partir demain matin.

Rémi et sa boussole magique nous ont fait faire un détour par les bas-fonds de Janakpur qui a triplé, au moins, notre temps de marche, et donc de ma sudation.

Rémi ayant très peu d’espoir, je lui signifiais qu’il avait une chance sur un million de retrouver son enregistreur et que de ce fait, selon Terry Pratchett, cela arriverait inévitablement.

Nous avons acheté nos tickets pour Dharan, avons bu un coup, et sommes finalement allés dans un cybercafé.

Je suis resté 1h20 sur internet (pour 40 Rs, soit 0.45 Euros), entrecoupée de pannes de courant, et ai peut-être booké un certain nombre de nuits à Kolkata en couchsurfing.

Rémi n’est resté qu’une demi-heure, pour ensuite retourner à la gare routière. D’où il est revenu avec son enregistreur, qui avait été soigneusement mis de côté par Htapa !

De là, nous sommes partis en rickshaw pour une banlieue de Janakpur, le village de Kuwa, afin de visiter l’intéressant Women’s Development Centre, où des femmes font des tableaux, poteries, tissus, … représentant l’art Mithila.

En repartant, traversant Kuwa, j’ai été assailli par les enfants voulant tous être pris en photo. Les mères étaient heureuses et me demandaient de photographier leurs filles et fils. Les enfants se bousculaient et enchainaient les « Photo ! » et les « Chocolat ! ».

Très beau moment à rire avec eux, à leur montrer leurs visages en photo, qu’ils se précipitaient, immédiatement après avoir entendu le clic de l’appareil, pour voir. Le plus dur a été de s’extraire de la petite foule enthousiaste.

A part cela, la constatation récurrente est l’absence totale d’hygiène publique dans laquelle ces gens vivent, au milieu d’immondices et de canaux à l’eau croupie.

 

LE MAUVAIS CÔTÉ DE LA ROUTE, ET LE TEMPLE INTERDIT MAIS PAS VRAIMENT

 

Retour à pied à Janakpur, dégustant un bon samossa et une autre spécialité frite à base de pomme de terre, de haricots, et de curry.

Un trio de jeunes hommes d’une vingtaine d’années est ensuite venu nous trouver alors que nous marchions à droite de la route pour nous demander :

« - Why are you walking on the wrong side of the road? »

Effectivement, tous les piétons de ce côté-ci marchaient dans le sens inverse du notre.

La discussion s’est engagée, comme d’habitude, sur d’où nous venions, ce que nous avions vu au Népal, … Ils étaient tous trois étudiants, très concernés par la pollution de leur pays, et très curieux.

Quand ils ont appris que j’écris, ils ont voulu connaître les titres de mes livres, pour les lire et ont été déçus qu’ils ne soient qu’en français.

Alors que nous étions arrêtés pour nous dire au-revoir et que je leur donnais ma carte, un attroupement s’est immédiatement formé autour de nous, par pure curiosité.

Nous avons ensuite visité deux temples, dont le premier, le Janaki Mandir, immense, n’est pas autorisé aux étrangers, du moins l’intérieur. Demandant à un policier assis sur une chaise si nous pouvions entrer, il nous a fait asseoir à côté de lui, puis nous a répondu que non, puis nous a dit de le suivre et nous a amenés à l’intérieur.

Par deux fois là encore, des jeunes ont hésité puis se sont décidés à venir nous parler, créant des attroupements. La taille de Rémi fait toujours sensation.

Le diner aura été constitué d’un très bon plat de pâtes, épicé juste ce qu’il fallait, sous les yeux d’une vache sacrée. Le patron de l’endroit est venu s’asseoir près de notre table… et le sympathique interrogatoire a recommencé.

De retour à l’hôtel, nous nous sommes rendu compte que Rémi avait mélangé l’argent de notre caisse commune avec ses fonds propres changés dans l’après-midi. Il nous a fallu vingt bonnes minutes pour tout recalculer. Et je lui ai fait mettre les fonds communs à part, dans un ziploc, et non plus dans sa poche de chemise, qui me stresse toujours.

La ville semble beaucoup plus « indienne » que celles que nous avons traversé jusque là.

Il est 22:10. Le réveil sonne à 3:45, départ à 4:30 pour un bus à 5:15. C’est l’enfer.

 

See all the photos of this trip in this set : 20Sep-14Oct10 - Nepal & India [Trip]

See all the photos of Nepal in this set : Nepal [Country]

See all the photos of landscapes in this set : [Landscapes]

See all the Lomo LC-A+ photos in this set : [Lomo LC-A+]

english

 

en.wikipedia.org/wiki/Roman_Walls_of_Lugo

 

The Roman Walls of Lugo (Spanish, Galician: Muralla Romana de Lugo) were constructed in the 3rd Century and are still largely intact today, stretching over 2 kilometers around the historic centre of Lugo in Galicia (Spain). The fortifications were inscribed on UNESCO's World Heritage List in late 2000 as "the finest example of late Roman fortifications in western Europe." The walls have also held Spanish monument status (Bien de Interés Cultural) since 1921. In 2007, the walls were twinned with the Great Wall of China during a ceremony attended by China's then-ambassador to Spain, Qiu Xiaoqi.

A walkway over the walls now allows visitors to stroll along the entire length. The town also has a visitor's centre dedicated to the walls, the Centro de Interpretación de la Muralla. Since the inscription of the walls on the World Heritage List in 2000, Lugo holds a popular festival called Arde Lucus each year to celebrate its Roman past.

The city walls were built between 263 and 276 A.D. to defend the Roman town of Lucus Augusti (present-day Lugo) against local tribesmen and Germanic invaders. The walls formed part of a complex of fortifications which also included a moat and an intervallum (the clearing between the walls and the city). The entire length of the walls is around 2,120 m, enclosing an area of 34.4 hectares. Not all of the town was enclosed by walls: much of the southeastern part of the town remained unprotected, while in other places unused areas were enclosed by walls.

The width of the walls is around 4.2 m and the height of the walls varies between 8 and 12 m. The walls consist of internal and external stone facing with a core of earth mixes with gravel, pebbles and worked Roman stone recycled from demolished buildings, cemented with water.

There are 10 gates in the walls: five dating to Roman times and five added after 1853 to accommodate the expanding town population. The best preserved of the five original gates are the Porta Falsa and the Porta Miña, the latter of which still has the original vaulted arch set between two towers. Five stairways and a ramp provide access to the parapet walk over the walls. Within the walls, a number of double staircases provide access to the towers from the parapet walk.

Of the original towers, 49 are still intact, and another 39 have partially survived. The towers were built at irregular intervals along the walls. They consist of two stories and are mostly semicircular; a few are rectangular. The gaps in the wall for the towers vary in length from 5.35 m to 12.80 m. Different materials were used for the construction of the towers. Often the base of the tower was constructed of dressed granite, with the remainder in slate.

During the Middle Ages, pilgrims passed through the gates of the Lugo walls, particularly Porta Miña, on their way to Santiago de Compostela.

 

Português

 

A muralha romana de Lugo rodeia a zona histórica da cidade de Lugo na província homónima, na Galiza.

A antiga cidade romana de Lucus Augusti, fundada por Paulo Fábio Máximo em nome do imperador Augusto em 13 a.C. com a finalidade de anexar definitivamente o nordeste da península Ibérica ao Império Romano, foi dotada de um muro de defesa que perdurou, com escassas reformas, até aos tempos atuais.

A muralha, com um comprimento de mais de dois quilómetros, delimita a zona histórica da urbe galega. Construída como separação e defesa, transformou-se num elemento integrador entre a antiga Lucus e a que se desenvolveu ao redor dela. Suas dez portas realizam a função de ligar uma parte da cidade com a outra, e o seu adarve tornou-se uma rua, percorrida pelos viandantes autóctones e visitantes. Passou, portanto, de ser um obstáculo para sua evolução e crescimento a ser um monumento integrado na estrutura urbana e fonte de riqueza turística.

A muralha romana foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2000 e está irmanada desde 6 de Outubro de 2007 com a Muralha da China de Qinhuangdao.

 

A muralha da antiga Lucus Augusti é a melhor conservada das muralhas romanas situadas na península Ibérica. As modificações que sofreu ao longo dos seus mais de dezessete séculos de existência não chegaram a modificar substancialmente o seu aspeto original, que segue as diretrizes do engenheiro romano Vitrúvio.

 

O conjunto defensivo tem um comprimento de 2.117 metros, embora haja divergências na medida, e abrange uma extensão de 34,4 Ha. A largura dos muros é de 4,20 metros atingindo os 7 metros em alguns trechos.

A muralha mantém uma série de torres defensivas entre as quais se erguem os muros da mesma. A distância entre torres, varia entre os 8,80 e 9,80 metros até os 15,90 e 16,40 metros, com uma altura entre os 8 e os 12 metros pela parte exterior. Tem-se registro de que havia 85 ou 86, 46 delas conservam-se íntegras enquanto há vestígios das outras 39

As torres têm umas dimensões de 5,35 metros até 12,80 metros no oco ou segmento, e de 4,80 até 6 metros, na flecha. Uma das torres tem vitrais de meio ponto de 1,15 m de largo e de 1,43 m de alto (algum alcança 1,53 m).

 

Traçado

 

O traçado da construção defensiva está envolvido em mistério, pois ninguém consegue explicar por que deixou fora importantes núcleos residenciais da antiga cidade ao mesmo tempo em que protegia zonas desabitadas.

Estende-se por uma orografia irregular, mais alto a noroeste e em descenso para sudeste. A forma é quadrangular, com vértices suavizados.

 

Materiais

 

Os materiais dos quais esta construída a muralha são, nomeadamente, o granito, para os remates das portas e ângulos de reforço das torres, e as lajes de lousa, que constitui a exterior dos muros. O interior está recheio com um morteiro composto de terra, pedras e seixos cimentados com água. Todos estes materiais são abundantes na zona.

 

Torres

 

Das 85 ou 86 torres originais conservam-se 71, de elas 60 são de planta circular e 11 quadrangulares. Deveram estar coroadas por torres de dois pavimentos que tinham vitrais, como testemunha a torre chamada de A Mosqueira na qual ainda permanecem.

A disposição das torres evita a existência de ângulos mortos. Os trechos de muro entre duas torres têm um comprimento dentre 6,30 m. e 13,50 m.

Os vestígios da torre chamada A Mosqueira fazem supor que cada uma das torres, ou cubos, tinha na origem uma estrutura superior que contava, ao menos, com dois pavimentos. Estes pavimentos teriam grandes vitrais onde se estima que seriam situadas armas defensivas como bestas, onagris ou escorpiões.

 

Portas

 

A muralha dispunha de cinco portas de acesso que correspondiam às vias principais do traçado urbano. Entre 1853 e 1921 de abriram outras cinco por necessidades da expansão da cidade, das dez portas existentes, seis são de pedestres e quatro permitem o tráfego rodado.

 

Na época romana havia cinco portas que coincidem com as atuais de Porta Miñá (Minhã), Porta Falsa, Porta de São Pedro, Porta Nova e Porta de Santiago. Delas, a Porta Miñá e, possivelmente, a Falsa são de fatura original, as outras três são posteriores. A porta principal estava em onde se construiu o Reduto de Cristina e era conhecida pelo nome de Porta Castelli.

 

As portas abertas a partir de 1853 são as de São Fernando (1853), a Estação (1875), Bispo Izquierdo (1888), Bispo Aguirre (1894) e Bispo Odoário (1921).

 

Pela porta de São Pedro entravam as pistas XIX e XX procedentes de Asturica Augusta, atual Astorga e Braccara Augusta, atual cidade de Braga em Portugal. Pela Porta Nova ligava-se com Brigantium, Betanzos e pela Porta Miñá ia-se para Iria Flavia (Padrón) enquanto pela Porta Falsa ia-se para a costa e o porto de Lucus Asturum (Lugo de Llanera).

 

A muralha não somente era um elemento defensivo, mas também servia para delimitar o foro e com ele os impostos da cidade. Nelas cobrava-se o imposto de portagem e realizava-se o controlo das pessoas que entravam e saíam do recinto.

 

As portas de madeira que permitiam fechar o acesso permaneceram até ao século XIX. A partir de 1877 desapareceram definitivamente. O controlo do trânsito manteve-se até bem entrado o século XX permanecendo como testemunha do mesmo as portagens em várias das portas.

Porta de Santiago

 

A antiga porta do Poxigo (do Postigo), que existia já na época romana; o nome referiria a uma portela existente dentro de uma porta de maiores dimensões. Suas dimensões são 4,15 m de largo, 5,50 m de alto e até ao adarve 6,90 m.

 

Em 1759 foi reformada para permitir a passagem de carruagens e decorada pela sua parte interior com um nicho com a imagem de Santiago Maior e o escudo de armas do Bispo Izquierdo. Foi porta particular para uso exclusivo dos cônegos para aceder às suas hortas até 1589. Na época de pestes era a porta que permanecia aberta e tinha uma ponte levadiça.

Porta Miñá

 

De indubitável origem romana, é a que menos modificações teve. Está situada num talvegue e tem 3,65 m de largo. É chamada de Miñá (Minhã, lat. Mineana) devido a que por ela se acede ao rio Minho; também é conhecida como Porta do Carme e foi chamada Minei ou Miñá.

 

Sua obra é em abóbada de berço e arco de volta perfeita. Está guarnecida por dois torreões e tem um recinto destinado ao corpo de guarda (usado como capela durante algum tempo). Graças à crise econômica do município em 1870, livrou-se de ser demolida.

Porta do Bispo Odoário

 

A construção desta porta, realizada ilegalmente, deu lugar a que a muralha fora declarada Monumento Nacional. Abriu-se o vão em 1921 como parte das obras do novo Hospital de Santa Maria e construiu-se em 1928 pelo arquiteto Ramiro Sainz Martínez, arquiteto oficial do monumento.

 

Mede 12 m de largo e 9,10 de alto. Tem um arco de tipo carpanel e uma abóbada de corno de vaca.

Porta Nova

 

A porta medieval foi demolida em 1899 e, no seu lugar, foi construída outra mais moderna e de maior tamanho. Tem 4,60 m de largo e 8 de alto com arco tipo carpanel e aparelho de silhar. Perdura o habitáculo destinado à portagem.

 

A atual construção deve-se ao arquiteto Juan Álvarez de Mendoza e foi inaugurada em Abril de 1900. Constava de um recinto para o corpo de guarda, de origem romano, que se utilizou como capela.

Porta de São Fernando

 

Inaugurada em 1858 pela rainha Isabel II da Espanha, foi começada em 1853 e finalizado no ano seguinte. Chamou-se de porta do príncipe em honra do filho de Isabel II. Em 1962 foi reformada, aumentando a largura da mesma e dando-lhe seu aspeto atual. As suas medidas são, largo 12,5 m, alto 7,50m. Tem uma abóbada de corno de vaca, ou de passagem oblíqua.

 

Converteu-se no principal acesso à cidade velha e é a única que permite o passo de veículos e pedestres ao mesmo tempo. Comunica as zonas mais povoadas da urbe.

Porta Falsa

 

Nos séculos XVII e XVIII era conhecida como Porta do Boquete e é, pelas suas dimensões, uma das originais romanas. Responde ao tipo de portas romanas chamadas de posterulae de uso militar, embora fosse muito modificada.

 

Mede 3,45 m de largo e 5,65 de alto. Em 1798 foi modificada; é formada por um arco de volta perfeita. Durante a Idade Média foi condenada e reaberta em 1602, ainda que até 20 anos depois não se estabilizaria essa apertura.

Porta da Estação

 

A chegada da ferrovia à cidade e a situação da estação forçou a apertura desta porta, que foi projeto de Nemesio Cobreros Cuevillas e abriu-se em 1875. Um ano mais tarde foi ampliada, tirando as duas torres situadas a seus lados. Em 1921 foi demolida e construída a atual. Tem 10 m de largura e 8 de altura. É de arco tipo carpanel e tem encostados dois recintos que serviram como portagens.

 

Porta de São Pedro

 

situada no lugar de uma porta romana era denominada na Idade Média como Porta de Sancti Petri bem como como Porta Toletana ao ser a que dá acesso ao caminho de Castela. É por onde entra o Caminho de Santiago na variante Caminho Primitivo de Lugo.

 

Mede 3,70m de largo e 4,85 m de alto e é constituída por uma abóbada de meio canhão e uma abóbada de berço. Está ladeada por dois torreões e tem um recinto de corpo de guarda. Salvou-se da modificação em 1865 por motivos econômicos. No exterior ostenta o escudo da cidade e a data da remodelação data de 1781.

Porta do Bispo Izquierdo

 

Batizada en honra do Bispo Izquierdo que é considerado como um dos benfeitores da cidade. É também conhecida como Porta do cárcere, já que se abriu, em 1888, por necessidades de acesso ao novo recinto carcerário. Foi a terceira nova porta que se abriu no século XIX.

 

Tem uma largura de 4,32m e uma altura de 7,15. Com arco de volta perfeita e abóbada de berço, tem recinto que servia como portagem. O arquiteto foi Nemesio Cobreros Cuevillas.

Porta do Bispo Aguirre

 

Em 1894 abriu-se esta porta com o objeto de facilitar a comunicação com o seminário que se construíra nas cercanias em 1885 por ordem do Bispo Aguirre e com o cemitério que se inaugurara em 1858.

 

Tem uma largura de 10 m e uma altura de 8,15. É de arco tipo carpanel e está dotada de recintos para o uso de portagens. Assim como o seminário, foi realizada pelo arquiteto Nemesio Cobreros Cuevillas. Na sua construção foram demolidas duas torres da muralha que continham lápidas romanas.

 

Escadas

 

O acesso para o adarve realizava-se mediante escadas embutidas nos muros das torres. Estas escadas eram duplas, de padrão imperial. Há rasto de 16 destas construções.

Em 1962 acharam-se os primeiros vestígios da existência destas escadas de acesso ao adarve, mas estavam totalmente tapadas por lixo e terra. Foram reabilitadas quando a posta em marcha do Plano Integral da Muralha. Estima-se que havia uma escada por cada torre.

As escadas não chegavam à altura do chão. Para aceder ao primeiro degrau era preciso utilizar escadas móveis. Isto permitiria, caso necessidade, isolar a muralha retirando-as.

Atualmente, acede-se mediante quatro escadas exteriores aos muros e uma rampa, construídos a partir do século XVIII.

 

Estrutura defensiva

 

A estrutura defensiva que formava a muralha estava formada pelo fosso, a própria muralha e o intervallum.

O fosso ficava a cerca de 5 metros das torres; tinha uma largura de 20 metros e uma profundeza de 4. Embora apenas fiquem vestígios do mesmo, foi documentado em 1987 mediante diferentes estudos arqueológicos, sendo comprovado que não era um fosso contínuo, mas formado por diversos trechos independentes com encontros acoplados. Têm no fundo uma série de canais cuja finalidade está sem definir.

O intervallum era um espaço que ficava entre a muralha e as edificações urbanas. Recorria o contorno todo da mesma, como um passeio de ronda inferior, e servia para a intendência da defesa. Com o passar do tempo este espaço foi sendo ocupado por edificações. Em meados do século XX havia mais de 30 edifícios encostados à muralha, invadindo o intervallum.

Um fosso perimetral funcionava como primeiro elemento defensivo, documentado nas distintas intervenções arqueológicas levadas a cabo no século XXI. Ficava a unha distancia de 32 metros em relação as muralhas e 25 metros en relación ao eixo dos cubos.[

 

História

 

A datação da muralha de Lugo, baseada nos materiais construtivos e nos achados arqueológicos, a situa na segunda metade do século III. A sua construção coincide com a percepção da ameaça bárbara pelas autoridades do Império. Estima-se que sua construção foi um único projeto, que rematou em finais do século III ou na primeira metade do século IV.

Além da ameaça bárbara, a situação e importância estratégica da cidade aconselharam a sua construção. A própria situação da cidade, bem resguarda ao ficar no alto de uma pequena colina e rodeada por um lado pelo rio Minho e pelos outros pelos arroios Rato, Paradai e Chanca. A muralha protegeu a cidade do vento frio de Norte.

A construção da linha defensiva deixou fora bairros inteiros como o de Recatelo e incluiu terras de trabalho e despovoadas. Enquanto outras cidades se reduziam quando se fortificavam, Lugo cresceu.

Sob o domínio dos suevos e visigodos Lugo vai despovoando-se. Afonso I tentou frear essa perda populacional, mas não foi até depois da sua conquista aos muçulmanos que se inverteu a tendência.

No século VIII a cidade cai em mãos de Musa, e em 998 é atacada por Almançor, que demoliu um dos muros embora não atingisse conquistar a urbe.

Na Baixa Idade Média forma-se um novo núcleo urbano ao redor da praça central. Mas ainda há grandes zonas despovoadas dentro do núcleo defensivo, tal é, portanto a princípios do século XXI ainda existem áreas sem urbanizar compreendidas em ele.

Erguem-se complexos defensivos sobre a muralha, há documentação do realizado sobre a chamada porta de São Pedro pelo Infante D. Enrique, no século XIV. Em 1621 reabre-se a chamada «porta Falsa».

No século XVI começa a construção de moradias nos ocos entre as torres pela parte exterior, propiciando o crescimento ultra-muros da cidade.

Em 1837 realiza-se a construção do chamado Reduto Cristina e entre 1853 e 1921 vão-se abrindo novas portas nas muralhas. Chegariam a ser cinco. Estas são;

1853, a do Príncipe Alfonso.

1875, a da Estação.

1888, a do Bispo Izquierdo.

1894, a do Bispo Aguirre.

1921, a do Bispo Odoário.

A 16 de Abril de 1921 a muralha é declarada Monumento Nacional, a partir da apertura dum vão num dos muros para a construção de uma das portas. Em 1971 inicia-se o plano conhecido como Operação Muralha Limpa que tem como objetivo o livrar o monumento de todas as edificações encostadas ao seu paramento exterior.

 

O reduto de María Cristina

 

Em 1837 foi construído um baluarte defensivo para a situação de artilharia entre a porta do Bispo Aguirre e a torre da Mosqueira. É de jeito triangular e tem frestas artilheiras.

Realizou-se por motivo das Guerras Carlistas e veio ligar dois trechos separados por uma série de edifícios medievais utilizados como fortaleza. Em 1990 foi descoberto um cubo original que se acredita fazia parte da porta ali existente, a principal, chamada Porta Castelli.

Esta construção foi batizada de reduto de María Cristina em honra da rainha Regente, Maria Cristina de Bourbon, mãe de Isabel II da Espanha.

 

English

en.wikipedia.org/wiki/Manueline

 

The Manueline, or Portuguese late Gothic, is the sumptuous, composite Portuguese style of architectural ornamentation of the first decades of the 16th century, incorporating maritime elements and representations of the discoveries brought from the voyages of Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral. This innovative style synthesizes aspects of Late Gothic architecture with influences of the Spanish Plateresque style, Italian urban architecture, and Flemish elements. It marks the transition from Late Gothic to Renaissance. The construction of churches and monasteries in Manueline was largely financed by proceeds of the lucrative spice trade with Africa and India.

 

The style was given its name, many years later, by Francisco Adolfo de Varnhagen, Viscount of Porto Seguro, in his 1842 book, Noticia historica e descriptiva do Mosteiro de Belem, com um glossario de varios termos respectivos principalmente a architectura gothica, in his description of the Jerónimos Monastery. Varnhagen named the style after King Manuel I, whose reign (1495–1521) coincided with its development. The style was much influenced by the astonishing successes of the voyages of discovery of Portuguese navigators, from the coastal areas of Africa to the discovery of Brazil and the ocean routes to the Far East, drawing heavily on the style and decorations of East Indian temples.

 

Although the period of this style did not last long (from 1490 to 1520), it played an important part in the development of Portuguese art. The influence of the style outlived the king. Celebrating the newly maritime power, it manifested itself in architecture (churches, monasteries, palaces, castles) and extended into other arts such as sculpture, painting, works of art made of precious metals, faience and furniture.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_manuelino

 

O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.

 

Esta tendência artística era conhecida, na época, como a variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica "ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo antigo ou ao romano.

 

No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.

 

Na componente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.

 

Escultura Manuelina

 

1.Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

2.Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

3.Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

4.Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

5.Folhas de hera;

6.Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

7.Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

8.Animais vários

9.Putti (crianças)

 

Principais Autores

 

No Norte de Portugal, os principais autores deste estilo, provenientes da Galiza ou de Biscaia, foram Tomé de Tolosa, Francisco Fial e Pêro Galego, que participaram na criação da Igreja Matriz de Caminha, bem como João de Vargas e João de Parmenes, que trabalharam juntamente com o português João Lopes na Sé de Lamego. O cantábrico João de Castilho, responsável pela galilé e pela capela-mor da Sé de Braga, também deixou a sua marca no Mosteiro dos Jerónimos, onde avulta a figura de Diogo Boitaca, criador do Mosteiro de Jesus de Setúbal. Além de Boitaca, o centro de Portugal conta também com a obra notável de Mateus Fernandes, bem representada no portal das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

 

Fala-se ainda de um "Manuelino de segunda geração", após o recrudescimento económico em Portugal, em consequência das Descobertas. Castilho, Boitaca e os irmãos Francisco e Diogo de Arruda, que desenharam a Torre de Belém, são os seus principais representantes.

 

Há ainda a referir os nomes de Manuel Pires, João Favacho, Pêro e Filipe Rodrigues, Álvaro Rodrigues, André Pires, João Dias, Diogo Pires, o Moço, entre outros.

  

Obras Principais

 

Entre as obras mais notáveis do manuelino, temos a referir:

No Norte de Portugal, onde está presente desde o início do século XVI e onde são características dominantes a decoração ao estilo "flamejante" e as Igrejas divididas em três naves: Igreja Matriz de Vila do Conde;

Igreja Matriz de Caminha;

Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta;

Mosteiro de Leça do Balio (pia baptismal);

Pelourinho de Arcos de Valdevez;

 

No Centro de Portugal: Convento de Cristo, onde sobressai a magnífica janela do Capítulo;

Mosteiro dos Jerónimos;

Cruzeiro do Cartaxo;

Determinadas partes do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha);

Igreja Matriz da Golegã;

Igreja de São João Baptista de Tomar;

Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; (túmulos, igreja, claustro);

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, em Setúbal;

A sala dos Brasões no Paço Real de Sintra;

Torre de Belém;

O arco triunfal da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Caldas da Rainha;

Sé Nova de Coimbra, (pia baptismal);

 

No Sul de Portugal: Igreja de São Francisco, em Évora;

Igreja Matriz de Monchique, num das mais características variantes locais do estilo.

Igreja Matriz de Odiáxere, bem característica do chamado Manuelino de Lagos.

Igreja da Misericórdia de Loulé;

 

O Estilo ainda se faz notar, mesmo fora de Portugal Continental Nas Regiões Autónomas: Sé do Funchal

Igreja Matriz de Ponta Delgada

 

Em Marrocos: Safim

Mazagão

 

Na Índia: Igreja do Priorado do Rosário

Igreja de São Francisco

 

Em Espanha:

  

Igreja de santa Maria Madalena, em Olivença

Em Moçambique:

 

Capela de Nossa Senhora do Baluarte, Ilha de Moçambique

 

Motivos Ornamentais

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

 

Os motivos mais importantes da arquitectura manuelina são:

Símbolos nacionais: A esfera armilar ("a esfera dos matemáticos" conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, D. Manuel (futuro rei D. Manuel I), que, tendo escrito no meridiano "Spera Mundi" - Esfera do Mundo - foi, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel que se apresenta nos motivos artísticos do estilo como "Esperança do Mundo", como também poderia ser interpretada a expressão aí inscrita)

A Cruz da Ordem de Cristo;

Escudo nacional;

 

Elementos naturalistas: Corais;

Algas;

Guizeiras

Árvores secas. Aparecem também no gótico final da Europa Central, usando-se o termo "astwerk" para descrever a sua utilização - são, portanto, um elemento característico do tardo-gótico e remetem para a estética franciscana, de cariz marcadamente naturalista e austera. Por outro lado, é um elemento que foi utilizado pelos detractores do gótico que consideravam o estilo bárbaro e primitivo - estéril como uma árvore seca. As suas raízes e troncos nodosos têm presença notável no Mosteiro de Alcobaça, na janela do Capítulo de Tomar, sobre o busto fundeiro; na Igreja de Vilar de Frades ou no Paço de Sintra.

Alcachofras (símbolo da regeneração e da ressurreição - sendo por isso queimada nos festejos de São João, esperando que volte a reverdecer);

Folhas de loureiro, como no Claustro de D. João I, no Mosteiro da Batalha;

Romãs (como nas portas laterais da Igreja Matriz de Golegã - símbolo de fertilidade, pela quantidade extraordinária de sementes que contêm)

Folhas de hera;

Pinhas (fertilidade e/ou imortalidade - por vezes interpretadas como sendo espigas de milho ou maçarocas) - são visíveis, por exemplo, sobre o portal da Igreja Matriz da Golegã;

Caracóis ou conchas de nautilus (como na Igreja da Vestiaria, em Alcobaça; ou na entrada das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha, simbolizando, talvez, a lentidão dos trabalhos);

Animais vários

Putti (crianças)

 

Elementos fantásticos: Ouroboros (a serpente que morde a sua própria cauda: símbolo do Universo: a união do princípio e do fim)

Sereias (motivo de arte profana, talvez fossem uma referência a várias palavras semelhantes e ao simbolismo associado: serão, ou a altura em que o ciclo produtivo do cardar da lã se realizava; serenata, ritual de namoro ligado ao pecado da carne, tal como em serralho, etc);

Monstros (principalmente as gárgulas, mas também outros, como dragões e animais de boca aberta, devorando o seu próprio corpo)

Orelhudos (cabeças com orelhas descomunalmente grandes, como no cadeiral de Santa Cruz de Coimbra);

Animais realizando acções humanas, numa perspectiva carnavalesca, como a tocar instrumentos musicais.

 

Simbolismo cristão: Cachos de uvas e sarmentos (relacionado com a "Vinha do Senhor" e com a Eucaristia), como em Luz de Tavira;

Agnus Dei

Querubins

 

Outros motivos: As cordas entrelaçadas e cabos, fazendo muitas vezes nós, como na Sé de Viseu, na Torre de Belém ou na Casa dos Alpoins, em Coimbra.

Redes;

Cinturões com grandes fivelas, como no Coro do Convento de Cristo, em Tomar;

Meias esferas, como na Igreja da Conceição, em Beja;

Pináculos cónicos com cogulhos de formas diversas;

Colunas torsas (como no portal da Igreja Matriz da Golegã ou na Sé da Guarda)

Correntes, como na arquivolta do portal principal da Casa de Sub-Ripas, em Coimbra;

Bustos de personagens históricas;

Cabeças de infantes (crianças)

Desenhos finos, semelhantes aos das pratas espanholas, suas contemporâneas.

Referências à cestaria;

  

Note-se que estes mesmos motivos aparecem também noutras construções, como pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria.

  

O Rei

 

O "discurso" artístico presente no estilo manuelino, ainda que tenha começado a ser construído ainda antes do reinado de D. Manuel, teve uma influência considerável da própria personalidade do monarca, das suas aspirações no contexto mundial, em especial o projecto de uma cruzada que unificaria o mundo cristão do ocidente com o mítico reino Cristão oriental do Preste João, tornando-o o "Rei dos Mares" (e foi, de facto, assim designado por diversos autores estrangeiros).

 

O estilo manuelino transmite em grande parte estas aspirações messiânicas de um rei cuja ascensão ao poder foi, no mínimo insólita, depois da morte seguida de outros herdeiros directos ao trono (como o príncipe D. Afonso e o seu irmão, D. Diogo, assassinado). No entanto, desde a interpretação dada à expressão "Spera Mundi", na esfera armilar, que lhe fora concedida como divisa, até à interpretação do seu próprio nome, Emanuel ("Deus connosco", em hebraico), dado por sua mãe quando este nasceu, após um trabalho de parto longo e doloroso que só terminou quando a procissão do Corpo de Deus passava na rua, vários foram os "sinais" que indicavam que este rei fora o "Escolhido" por Deus para grandes feitos. A própria concepção política deste rei, influenciada pelo seu perceptor Diogo Rebelo e pelo joaquimismo fá-lo-ia crer que estava destinado a fundar o Quinto Império da Profecia de Daniel.

 

Estas referências messiânicas e apocalípticas estão também presentes na pintura (como nos frescos das "Casas Pintadas", em Évora e na "Aparição de Cristo à Virgem" de Jorge Afonso). Um exemplo claro aparece também na representação do rei e da rainha D. Maria, em primeiro plano, no quadro "Fons Vitae", pertencente à Misericórdia do Porto, de pintor anónimo mas segundo alguns de Colijn de Coter, numa cena da crucificação e onde o sangue de Cristo escorre para dentro de um gigantesco Graal.

 

A seguir, um texto, em português, da Wikipédia, a Enciclopédia Livre:

pt.wikipedia.org/wiki/Café_Tortoni

 

Café Tortoni

O Café Tortoni, localizado no 825 da Avenida de Maio, na Cidade de Buenos Aires, é o más representativo do espírito tradicional de dita avenida e uma lenda da cidade. Nele funcionou a associação literária de maior predicamento de Buenos Aires, liderada pelo pintor Benito Quinquela Martín.

Na atualidade segue sendo um lugar de difusão cultural e turístico por excelência.

Apesar da chuva eu tenho saído

para tomar um café. Estou sentado

sob o toldo tirante e empapado

de este velho Tortoni conhecido.

(Baldomero Fernández Moreno)

 

Bar notável:

Este bar pertence ao seleto grupo de "bares notáveis" da Cidade de Buenos Aires, um grupo cuja principal característica é contar-se entre os más representativos da cidade e estar oficialmente apoiados por programas oficiais do Governo da Cidade de Buenos Aires.

A origem:

Sabe-se que foi inaugurado em 1858, mas existem duas versões a respeito ao porque de seu nome: uma delas diz que um imigrante francês de apelido Touan o havia estabelecido na esquina de Rivadavia e Esmeralda, nomeando-o Tortoni dado que assim se chamava um estabelecimento do Boulevard des Italiens onde se reunia a elite da cultura parisiense do século XIX. É chamativo que o escritor francês Stendhal (Henri M.Beyle) em sua novela O vermelho e o Negro, de 1830, menciona a existência de um café Tortoni em Paris. Também Machado de Assis referiu-se ao homônimo café francês no conto "A Parasita Azul", em "Histórias da Meia Noite", compilação de contos publicada em 1873. A outra versão, afirma que foi um tal Oreste Tortoni quem haveria estabelecido o café sobre a Rua Defensa ao 200. Um dos últimos donos do Tortoni, o senhor Fanego, está a favor da primeira versão e afirma que a segunda nasceu de um erro de um articulista de um folheto publicitário de um dos provedores, que inventou ao tal Oreste Tortoni. No entanto, Enrique Puccia, historiador de Buenos Aires, descobriu que efetivamente existiu um guia da cidade donde aparece o Café Tortoni na Defensa ao 200. No obstante, o Grande Mapa Mercantil da Cidade de Buenos Aires, editado em 1870, por Rodolfo Kratzenstein o localiza na Avenida Rivadavia e Esmeralda com Monsieur Touan como proprietário.

O certo é que em 1880 foi trasladado para seu lugar atual, onde anteriormente se encontrava o denominado Templo Escocês de Buenos Aires, mas sua entrada era pela Avenida Rivadavia. A partir de 1898 teve sua entrada principal pela Avenida de Maio, (que havia sido inaugurada em 1894), e a fachada foi realizada pelo arquiteto Alejandro Christophersen. A finais do século XIX o café é comprado por outro francês, Celestino Curutchet, que habitava nos altos do café.

A Bodega:

No café funcionou La Peña, inaugurada em 1926, que fomentou a proteção das artes e as letras até seu desaparecimento, em 1943, e que era capitaneada por Benito Quinquela Martín. Este grupo havia nascido no café La Cosechera (Rua Peru e Avenida de Maio), trasladando-se logo para as mesas do Tortoni. Como com o tempo o lugar ficou refinado, Curutchet ofereceu a bodega de vinhos para que se puderam reunir com mais comodidade, trasladando a adega a outro lugar. Assim a sede do grupo, a que autodenominavam Agrupação Gente de Artes e Letras, se inaugurou em 24 de maio de 1926, r realizou tarefas de difusão cultural mediante concertos, recitais, conferencias, debates, etc. Entre os assistentes se encontravam Alfonsina Storni, Baldomero Fernández Moreno, Juana de Ibarbourou, Arthur Rubinstein, Conrado Nalé Roxlo, Ricardo Viñes, Roberto Arlt, José Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges, e Molina Campos entre outros. As mesas viram passar figuras da política como Lisandro de la Torre, Ernesto Palacio e Marcelo Torcuato de Alvear; figuras populares como Carlos Gardel (que cantou uma vez um tango em homenagem ao autor italiano Luigi Pirandello, que acabava de dar una conferencia em La Bodega) e Juan Manuel Fangio; prestigiosas figuras internacionais como Albert Einstein y Federico García Lorca; e chefes de Estado como Juan Carlos de Borbón.

Quando a agrupação fechou em 1943, se aproveitou o rescaldado pela a venda dos móveis (entre eles um piano Steinway no que tocaram Arthur Rubinstein, Alejandro Brailowsky, Lía Cimaglia Espinosa e Héctor Panizza) para obter o granito com o qual Luis Perlotti criou o monumento a Alfonsina Storni em Mar del Plata, comprar os mobiliário para o recreio no Tigre onde morrera Leopoldo Lugones e erguer um monumento a memória de Fernando Fader, em Mendoza.

Atualmente o proprietário do café é o Touring Club Argentino e a sala La Bodega, no subsolo, é cenário de diferentes artistas de tango y jazz. Neste último rubro, é destacável a permanência da Fénix Jazz Band, conjunto argentino de jazz tradicional que atua todos os sábados, desde 1978. Também se realizam apresentações de livros e concursos de poesia. O café conserva a decoração de seus primeiros anos, a saída pela Rua Rivadavia, tem uma biblioteca e ao fundo mesas de bilhar e salões para jogar ao dominó e aos dados.

O programa de rádio "La venganza será terrible" de Alejandro Dolina se transmitia desde a bodega do Café Tortoni com presença de público ao vivo. Logo da tragédia ocorrida na República Cromañón em dezembro de 2004 se decidiu trasladar as transmissões a um ambiente mais amplo e seguro: o Hotel Bauen.

Café Tortoni no tango:

O Café Tortoni se encontra em uma canção cantada por Susana Rinaldi, música de Eladia Blázquez e letra de Héctor Negro:

Se me faz que o palco improvisa recordações,

que há lá na avenida se somam, tal vez,

boêmios de antanho e que estão voltando

aquelrs baluartes do velho café.

 

Tortoni de agora te habita aquele tempo.

Historia que vive em tua muda parede.

E um eco próximo de vocês que foram,

se acorda nas mesas, cordial habitué...

(Héctor Negro)

 

Following, a text, in english, from Wikipedia, the Free Encyclopedia:

en.wikipedia.org/wiki/Café_Tortoni

 

Café Tortoni

The Café Tortoni is a coffeehouse located at #825 of Avenida de Mayo in Buenos Aires, Argentina. Inaugurated on 1858 by a French immigrant whose surname was Touan, it was named Tortoni after the local in Paris at Boulevard des Italiens where the elite of the Parissiense culture gathered in the 19th century. Inspired by Fin de siècle coffee houses.

History:

Previously it was the location of the Templo Escocés ("Scottish Temple"), and the Tortoni was located on the corner of Rivadavia and Esmeralda. In 1880 it was moved to its present location, but had its entrance on the other side of the block in Rivadavia street. In 1898 the entrance in Avenida de Mayo was opened, and the facade was redesigned by the architect Alejandro Christophersen. At the end of the 19th century the café was bought by another Frenchman, Celestino Curutchet.

In the basement, La Peña (see peña) was inaugurated in 1926, which fomented the protection of the arts and literature until its disintegration in 1943. Among its visitors were Alfonsina Storni, Baldomero Fernández Moreno, Juana de Ibarbourou, Arthur Rubinstein, Ricardo Vines, Roberto Arlt, José Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges, Molina Campos and Benito Quinquela Martín.

Over the years the café has been visited by many renowned people including politicians Lisandro de la Torre and Marcelo Torcuato de Alvear, popular idols Carlos Gardel and Juan Manuel Fangio, international figures like Albert Einstein, Federico García Lorca, Hillary Clinton, Robert Duvall and Juan Carlos de Borbón.

Currently the basement works as stage for jazz and tango artists, and for the presentation of book and poetry contests. The café has conserved the decoration of its early years, has a library and at the back facilities to play billiards, dominoes and dice.

 

Veja mais em:

See more at:

www.cafetortoni.com.ar/index_ingles.html

www.cafetortoni.com.ar/html/historia.html

English

en.wikipedia.org/wiki/Church_of_Santa_Maria_do_Olival

  

The Church of Santa Maria do Olival is a Roman Catholic church in the city of Tomar, in Portugal.

 

The church was built in the second half of the 12th century by the provincial master of the Order of the Knights Templar in Portugal, Gualdim Pais. It was used as a burial place for the Knights Templar of Tomar and, later, by the Knights of the Order of Christ, which succeeded the Templars in the 14th century. Gualdim Pais is buried in the church, and his original tomb slab, dated from 1195 and bearing a gothic inscription, is still preserved inside.

 

The current building is mostly the result of a reconstruction carried out in the 13th century in early Gothic style. The main façade has a beautiful rose window and a simple portal with several archivolts, and is flanked by a free-standing bell tower. The interior is very simple. The church has three naves covered by a wooden roof, and the columns of the pointed arches of the naves are devoid of capitals. The main chapel of the apse is covered by a Gothic ribbed vault. The tracery of the small rose window in the Eastern wall of the nave has the shape of a pentagram.

 

In the 16th century the church was restored and several chapels were added to the Southern side of the church. Notable are the polychromed statue of the Virgin Mary and Child (early 16-century) in the main altar and the funerary monument of Diogo Pinheiro, first Bishop of Funchal, a fine Renaissance work dated from 1525, located on the wall of the main chapel.

 

Português

pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Santa_Maria_dos_Olivais

 

A Igreja de Santa Maria dos Olivais, também conhecida como Igreja de Santa Maria do Olival, situa-se na cidade de Tomar, na margem esquerda do Rio Nabão. O templo, cuja fundação remonta ao século XII, foi a sede da Ordem do Templo em Portugal, tendo servido como panteão dos mestres templários. Após a extinção desta ordem, a igreja tornou-se a cabeça da nova Ordem de Cristo, tornando-se na matriz de todas as igrejas do Império Português, com honras de Sé Catedral. Este templo, Monumento Nacional desde 1910, é um dos exemplares mais emblemáticos da arte gótica em Portugal, tendo servido de modelo às igrejas de três naves construídas até ao período manuelino.

 

A igreja primitiva foi fundada por volta de 1160 por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, no local onde anteriormente se erguia um mosteiro beneditino, mandado edificar no século VII por São Frutuoso, Arcebispo de Braga. Esta zona fazia parte da antiga cidade romana de Sellium, facto confirmado por escavações levadas a cabo nas imediações do templo, e que puseram a descoberto alicerces e estruturas dos antigos edifícios e arruamentos. Não muito longe dali, foi encontrado o antigo fórum da cidade. A igreja e a sua envolvente serviram como necrópole dos freires da ordem, tendo o próprio Gualdim Pais sido sepultado no interior do templo, em túmulo datado de 1195 do qual resta a inscrição funerária.

 

Na segunda metade do século XIII, durante o reinado de D. Afonso III, a primitiva igreja sofre uma ampla reforma, dando lugar ao edifício gótico actual. Da feição românica inicial, apenas resta a porta de arco de volta perfeita da fachada norte. O novo templo tornou-se uma referência para a arquitectura gótica mendicante portuguesa, tendo servido como protótipo a várias igrejas paroquiais, monacais e catedralícias de norte a sul do país. Após a extinção da Ordem do Templo, em 1314, a igreja tornou-se a sede da recém-instituída Ordem de Cristo, mantendo a sua função funerária.

 

A grande importância da igreja na época medieval é comprovada pela existência de uma bula papal, passada ainda durante o período templário, que colocou o templo a depender directamente do Papa e da Santa Sé, fora da alçada de qualquer diocese. Mais tarde, em 1455, uma bula do Papa Calisto III tornou-a matriz de todas as igrejas dos territórios descobertos na Ásia, na África e na América, sendo-lhe conferida a honra de Sé Catedral. A este facto não foi estranha a intensa participação da Ordem de Cristo nas viagens de descoberta quatrocentistas.

 

No século XVI, durante os reinados de D. Manuel I e de D. João III, foram levadas a cabo obras de reparação e de alteração, que resultaram na construção da abóbada e da janela de verga golpeada da sacristia, da galeria corrida da fachada sul, do púlpito, das capelas maneiristas do lado sul e, do túmulo renascentista de D. Diogo Pinheiro, primeiro bispo do Funchal – executado em 1528 e atribuído a João de Ruão. Durante esta campanha de obras, dirigida por Frei António de Moniz e Silva, foram destruídos os túmulos e epigrafias dos mestres templários e da Ordem de Cristo, sendo poupados apenas quatro deles.

 

Já no século XVII, foi colocado o revestimento azulejar das capelas do lado sul, que viriam a ser destruídas no século XIX, durante a realização de obras de restauro. A campanha de obras levada a cabo na primeira metade do século XX, pretendeu recuperar a aparência gótica da igreja, sendo então reconstituídas a cantaria do altar-mor e a grande rosácea da fachada principal. A janela moderna que existia sobre o arco do cruzeiro foi substituída por uma rosácea, enquanto que a primitiva porta românica da fachada norte foi desentaipada. Ainda nesta intervenção, foram reconstruídos, nas capelas laterais, os altares de alvenaria com frontal de azulejo, que haviam sido apeados no século anterior.

 

A igreja, de invocação de Nossa Senhora da Assunção, é uma obra marcante da arquitectura gótica mendicante, apresentando ainda diversos elementos característicos do renascimento e do maneirismo.

 

A fachada principal apresenta três corpos, que definem as naves. O corpo central inclui o pórtico gabletado, de quatro arquivoltas ogivais assentes em colunas capitelizadas, sobrepujando-o uma magnífica rosácea de doze folhas trilobadas. No frontão do gablete, que envolve o portal, está gravado um signo-saimão. Nos corpos laterais, separados do central por dois gigantes, rasgam-se duas frestas de verga trilobada e espelho duplo. A abside, flanqueada por gigantes, é rasgada por altas frestas de ogiva pouco apontada, que iluminam amplamente a capela-mor. A fachada sul apresenta uma galeria corrida, ao nível das naves, enquadrada por colunas toscanas. No adro, ergue-se uma vigorosa torre de fundação medieval que serve como sineira, possuindo a particularidade de se apresentar separada da igreja. Esta torre teve inicialmente a função de atalaia, tendo sido adaptada a sineira na época de D. Manuel I.

 

O interior é constituído por três naves, de cinco tramos, de diferentes alturas, sendo a central a mais elevada. A cobertura das três naves é em madeira, com as arcadas quebradas suportadas por pilares cruciformes facetados sem capitel. Do lado do evangelho, merece destaque o púlpito de balaústres, adossado ao último pilar e constituído por um feixe de colunas, que assenta numa coluna coríntia estriada. A inexistência de transepto, leva a que a capela-mor abra imediatamente para as naves, através de um arco triunfal gótico, coroado por um espelho que rompe a empena. A cabeceira, abobadada, compõe-se de capela-mor de dois tramos, sendo o derradeiro de sete faces, e é ladeada por dois absidíolos rectangulares. A sacristia encontra-se adossada ao absidíolo do lado sul, sendo ladeada por um pequeno torreão quadrangular. Esta dependência, à qual se tem acesso através de uma porta renascença, tem uma cobertura quinhentista em abóbada de florões e é iluminada por uma janela manuelina de verga golpeada.

 

Do lado da epístola, abrem-se cinco capelas, com arcos de pedraria quinhentistas, de volta perfeita, sobre pilastras com capitéis jónicos. As capelas são intercomunicantes, sendo iluminadas por frestas e cobertas por abóbadas nervuradas, cujos fechos possuem ornatos diferenciados. Os altares, em alvenaria, são revestidos de azulejos policromos seiscentistas, com excepção do da terceira capela, que é em talha dourada. Nestas capelas, é possível admirar imagens de Santa Ana, escultura dos finais do século XVI, de Santa Maria Madalena e de São Brás.

 

A capela-mor, que apresenta uma cobertura em abóbada nervurada, possui dois altares, sendo o altar-mor de calcário e o outro de madeira. Nesta capela, admiram-se uma escultura de pedra quinhentista, exposta no altar-mor, representando Nossa Senhora do Leite, e a arqueta renascença do bispo D. Diogo Pinheiro, abrigada sob um arcossólio de volta perfeita, com intradorso em abóbada de caixotões e decoração com querubins na arquivolta. As capelas colaterais, que se acedem através de arcos de volta quebrada, são revestidas por azulejos do tipo padrão e apresentam altares em alvenaria, cujos frontais são revestidos com azulejos policromos. A capela do lado da epístola, conhecida como Capela de Simão Preto, tem uma cobertura em abóbada nervurada azulejada, apresentando uma imagem de Nossa Senhora da Conceição no altar. A capela do lado do evangelho é coberta por uma abóbada de berço quebrada e azulejada.

 

Algumas das lápides parietais, que se encontram espalhadas um pouco por toda a igreja, são dignas de registo, nomeadamente a de D. Gualdim Pais e a do Mestre Lourenço Martins, ambas embebidas no paramento da segunda capela do lado da epístola, e a do Mestre D. Gil Martins, na capela-mor, todas elas com inscrições em caracteres góticos.

english

 

en.wikipedia.org/wiki/Roman_Walls_of_Lugo

 

The Roman Walls of Lugo (Spanish, Galician: Muralla Romana de Lugo) were constructed in the 3rd Century and are still largely intact today, stretching over 2 kilometers around the historic centre of Lugo in Galicia (Spain). The fortifications were inscribed on UNESCO's World Heritage List in late 2000 as "the finest example of late Roman fortifications in western Europe." The walls have also held Spanish monument status (Bien de Interés Cultural) since 1921. In 2007, the walls were twinned with the Great Wall of China during a ceremony attended by China's then-ambassador to Spain, Qiu Xiaoqi.

A walkway over the walls now allows visitors to stroll along the entire length. The town also has a visitor's centre dedicated to the walls, the Centro de Interpretación de la Muralla. Since the inscription of the walls on the World Heritage List in 2000, Lugo holds a popular festival called Arde Lucus each year to celebrate its Roman past.

The city walls were built between 263 and 276 A.D. to defend the Roman town of Lucus Augusti (present-day Lugo) against local tribesmen and Germanic invaders. The walls formed part of a complex of fortifications which also included a moat and an intervallum (the clearing between the walls and the city). The entire length of the walls is around 2,120 m, enclosing an area of 34.4 hectares. Not all of the town was enclosed by walls: much of the southeastern part of the town remained unprotected, while in other places unused areas were enclosed by walls.

The width of the walls is around 4.2 m and the height of the walls varies between 8 and 12 m. The walls consist of internal and external stone facing with a core of earth mixes with gravel, pebbles and worked Roman stone recycled from demolished buildings, cemented with water.

There are 10 gates in the walls: five dating to Roman times and five added after 1853 to accommodate the expanding town population. The best preserved of the five original gates are the Porta Falsa and the Porta Miña, the latter of which still has the original vaulted arch set between two towers. Five stairways and a ramp provide access to the parapet walk over the walls. Within the walls, a number of double staircases provide access to the towers from the parapet walk.

Of the original towers, 49 are still intact, and another 39 have partially survived. The towers were built at irregular intervals along the walls. They consist of two stories and are mostly semicircular; a few are rectangular. The gaps in the wall for the towers vary in length from 5.35 m to 12.80 m. Different materials were used for the construction of the towers. Often the base of the tower was constructed of dressed granite, with the remainder in slate.

During the Middle Ages, pilgrims passed through the gates of the Lugo walls, particularly Porta Miña, on their way to Santiago de Compostela.

 

Português

 

A muralha romana de Lugo rodeia a zona histórica da cidade de Lugo na província homónima, na Galiza.

A antiga cidade romana de Lucus Augusti, fundada por Paulo Fábio Máximo em nome do imperador Augusto em 13 a.C. com a finalidade de anexar definitivamente o nordeste da península Ibérica ao Império Romano, foi dotada de um muro de defesa que perdurou, com escassas reformas, até aos tempos atuais.

A muralha, com um comprimento de mais de dois quilómetros, delimita a zona histórica da urbe galega. Construída como separação e defesa, transformou-se num elemento integrador entre a antiga Lucus e a que se desenvolveu ao redor dela. Suas dez portas realizam a função de ligar uma parte da cidade com a outra, e o seu adarve tornou-se uma rua, percorrida pelos viandantes autóctones e visitantes. Passou, portanto, de ser um obstáculo para sua evolução e crescimento a ser um monumento integrado na estrutura urbana e fonte de riqueza turística.

A muralha romana foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2000 e está irmanada desde 6 de Outubro de 2007 com a Muralha da China de Qinhuangdao.

A muralha da antiga Lucus Augusti é a melhor conservada das muralhas romanas situadas na península Ibérica. As modificações que sofreu ao longo dos seus mais de dezessete séculos de existência não chegaram a modificar substancialmente o seu aspeto original, que segue as diretrizes do engenheiro romano Vitrúvio.

O conjunto defensivo tem um comprimento de 2.117 metros, embora haja divergências na medida, e abrange uma extensão de 34,4 Ha. A largura dos muros é de 4,20 metros atingindo os 7 metros em alguns trechos.

A muralha mantém uma série de torres defensivas entre as quais se erguem os muros da mesma. A distância entre torres, varia entre os 8,80 e 9,80 metros até os 15,90 e 16,40 metros, com uma altura entre os 8 e os 12 metros pela parte exterior. Tem-se registro de que havia 85 ou 86, 46 delas conservam-se íntegras enquanto há vestígios das outras 39

As torres têm umas dimensões de 5,35 metros até 12,80 metros no oco ou segmento, e de 4,80 até 6 metros, na flecha. Uma das torres tem vitrais de meio ponto de 1,15 m de largo e de 1,43 m de alto (algum alcança 1,53 m).

 

Traçado

O traçado da construção defensiva está envolvido em mistério, pois ninguém consegue explicar por que deixou fora importantes núcleos residenciais da antiga cidade ao mesmo tempo em que protegia zonas desabitadas.

Estende-se por uma orografia irregular, mais alto a noroeste e em descenso para sudeste. A forma é quadrangular, com vértices suavizados.

 

Materiais

Os materiais dos quais esta construída a muralha são, nomeadamente, o granito, para os remates das portas e ângulos de reforço das torres, e as lajes de lousa, que constitui a exterior dos muros. O interior está recheio com um morteiro composto de terra, pedras e seixos cimentados com água. Todos estes materiais são abundantes na zona.

 

Torres

Das 85 ou 86 torres originais conservam-se 71, de elas 60 são de planta circular e 11 quadrangulares. Deveram estar coroadas por torres de dois pavimentos que tinham vitrais, como testemunha a torre chamada de A Mosqueira na qual ainda permanecem.

A disposição das torres evita a existência de ângulos mortos. Os trechos de muro entre duas torres têm um comprimento dentre 6,30 m. e 13,50 m.

Os vestígios da torre chamada A Mosqueira fazem supor que cada uma das torres, ou cubos, tinha na origem uma estrutura superior que contava, ao menos, com dois pavimentos. Estes pavimentos teriam grandes vitrais onde se estima que seriam situadas armas defensivas como bestas, onagris ou escorpiões.

 

Portas

A muralha dispunha de cinco portas de acesso que correspondiam às vias principais do traçado urbano. Entre 1853 e 1921 de abriram outras cinco por necessidades da expansão da cidade, das dez portas existentes, seis são de pedestres e quatro permitem o tráfego rodado.

Na época romana havia cinco portas que coincidem com as atuais de Porta Miñá (Minhã), Porta Falsa, Porta de São Pedro, Porta Nova e Porta de Santiago. Delas, a Porta Miñá e, possivelmente, a Falsa são de fatura original, as outras três são posteriores. A porta principal estava em onde se construiu o Reduto de Cristina e era conhecida pelo nome de Porta Castelli.

As portas abertas a partir de 1853 são as de São Fernando (1853), a Estação (1875), Bispo Izquierdo (1888), Bispo Aguirre (1894) e Bispo Odoário (1921).

Pela porta de São Pedro entravam as pistas XIX e XX procedentes de Asturica Augusta, atual Astorga e Braccara Augusta, atual cidade de Braga em Portugal. Pela Porta Nova ligava-se com Brigantium, Betanzos e pela Porta Miñá ia-se para Iria Flavia (Padrón) enquanto pela Porta Falsa ia-se para a costa e o porto de Lucus Asturum (Lugo de Llanera).

A muralha não somente era um elemento defensivo, mas também servia para delimitar o foro e com ele os impostos da cidade. Nelas cobrava-se o imposto de portagem e realizava-se o controlo das pessoas que entravam e saíam do recinto.

As portas de madeira que permitiam fechar o acesso permaneceram até ao século XIX. A partir de 1877 desapareceram definitivamente. O controlo do trânsito manteve-se até bem entrado o século XX permanecendo como testemunha do mesmo as portagens em várias das portas.

 

Porta de Santiago

A antiga porta do Poxigo (do Postigo), que existia já na época romana; o nome referiria a uma portela existente dentro de uma porta de maiores dimensões. Suas dimensões são 4,15 m de largo, 5,50 m de alto e até ao adarve 6,90 m.

Em 1759 foi reformada para permitir a passagem de carruagens e decorada pela sua parte interior com um nicho com a imagem de Santiago Maior e o escudo de armas do Bispo Izquierdo. Foi porta particular para uso exclusivo dos cônegos para aceder às suas hortas até 1589. Na época de pestes era a porta que permanecia aberta e tinha uma ponte levadiça.

 

Porta Miñá

De indubitável origem romana, é a que menos modificações teve. Está situada num talvegue e tem 3,65 m de largo. É chamada de Miñá (Minhã, lat. Mineana) devido a que por ela se acede ao rio Minho; também é conhecida como Porta do Carme e foi chamada Minei ou Miñá.

Sua obra é em abóbada de berço e arco de volta perfeita. Está guarnecida por dois torreões e tem um recinto destinado ao corpo de guarda (usado como capela durante algum tempo). Graças à crise econômica do município em 1870, livrou-se de ser demolida.

 

Porta do Bispo Odoário

A construção desta porta, realizada ilegalmente, deu lugar a que a muralha fora declarada Monumento Nacional. Abriu-se o vão em 1921 como parte das obras do novo Hospital de Santa Maria e construiu-se em 1928 pelo arquiteto Ramiro Sainz Martínez, arquiteto oficial do monumento.

Mede 12 m de largo e 9,10 de alto. Tem um arco de tipo carpanel e uma abóbada de corno de vaca.

 

Porta Nova

A porta medieval foi demolida em 1899 e, no seu lugar, foi construída outra mais moderna e de maior tamanho. Tem 4,60 m de largo e 8 de alto com arco tipo carpanel e aparelho de silhar. Perdura o habitáculo destinado à portagem.

A atual construção deve-se ao arquiteto Juan Álvarez de Mendoza e foi inaugurada em Abril de 1900. Constava de um recinto para o corpo de guarda, de origem romano, que se utilizou como capela.

 

Porta de São Fernando

Inaugurada em 1858 pela rainha Isabel II da Espanha, foi começada em 1853 e finalizado no ano seguinte. Chamou-se de porta do príncipe em honra do filho de Isabel II. Em 1962 foi reformada, aumentando a largura da mesma e dando-lhe seu aspeto atual. As suas medidas são, largo 12,5 m, alto 7,50m. Tem uma abóbada de corno de vaca, ou de passagem oblíqua.

Converteu-se no principal acesso à cidade velha e é a única que permite o passo de veículos e pedestres ao mesmo tempo. Comunica as zonas mais povoadas da urbe.

 

Porta Falsa

Nos séculos XVII e XVIII era conhecida como Porta do Boquete e é, pelas suas dimensões, uma das originais romanas. Responde ao tipo de portas romanas chamadas de posterulae de uso militar, embora fosse muito modificada.

Mede 3,45 m de largo e 5,65 de alto. Em 1798 foi modificada; é formada por um arco de volta perfeita. Durante a Idade Média foi condenada e reaberta em 1602, ainda que até 20 anos depois não se estabilizaria essa apertura.

 

Porta da Estação

A chegada da ferrovia à cidade e a situação da estação forçou a apertura desta porta, que foi projeto de Nemesio Cobreros Cuevillas e abriu-se em 1875. Um ano mais tarde foi ampliada, tirando as duas torres situadas a seus lados. Em 1921 foi demolida e construída a atual. Tem 10 m de largura e 8 de altura. É de arco tipo carpanel e tem encostados dois recintos que serviram como portagens.

 

Porta de São Pedro

situada no lugar de uma porta romana era denominada na Idade Média como Porta de Sancti Petri bem como como Porta Toletana ao ser a que dá acesso ao caminho de Castela. É por onde entra o Caminho de Santiago na variante Caminho Primitivo de Lugo.

Mede 3,70m de largo e 4,85 m de alto e é constituída por uma abóbada de meio canhão e uma abóbada de berço. Está ladeada por dois torreões e tem um recinto de corpo de guarda. Salvou-se da modificação em 1865 por motivos econômicos. No exterior ostenta o escudo da cidade e a data da remodelação data de 1781.

 

Porta do Bispo Izquierdo

Batizada en honra do Bispo Izquierdo que é considerado como um dos benfeitores da cidade. É também conhecida como Porta do cárcere, já que se abriu, em 1888, por necessidades de acesso ao novo recinto carcerário. Foi a terceira nova porta que se abriu no século XIX.

Tem uma largura de 4,32m e uma altura de 7,15. Com arco de volta perfeita e abóbada de berço, tem recinto que servia como portagem. O arquiteto foi Nemesio Cobreros Cuevillas.

 

Porta do Bispo Aguirre

Em 1894 abriu-se esta porta com o objeto de facilitar a comunicação com o seminário que se construíra nas cercanias em 1885 por ordem do Bispo Aguirre e com o cemitério que se inaugurara em 1858.

Tem uma largura de 10 m e uma altura de 8,15. É de arco tipo carpanel e está dotada de recintos para o uso de portagens. Assim como o seminário, foi realizada pelo arquiteto Nemesio Cobreros Cuevillas. Na sua construção foram demolidas duas torres da muralha que continham lápidas romanas.

 

Escadas

O acesso para o adarve realizava-se mediante escadas embutidas nos muros das torres. Estas escadas eram duplas, de padrão imperial. Há rasto de 16 destas construções.

Em 1962 acharam-se os primeiros vestígios da existência destas escadas de acesso ao adarve, mas estavam totalmente tapadas por lixo e terra. Foram reabilitadas quando a posta em marcha do Plano Integral da Muralha. Estima-se que havia uma escada por cada torre.

As escadas não chegavam à altura do chão. Para aceder ao primeiro degrau era preciso utilizar escadas móveis. Isto permitiria, caso necessidade, isolar a muralha retirando-as.

Atualmente, acede-se mediante quatro escadas exteriores aos muros e uma rampa, construídos a partir do século XVIII.

 

Estrutura defensiva

A estrutura defensiva que formava a muralha estava formada pelo fosso, a própria muralha e o intervallum.

O fosso ficava a cerca de 5 metros das torres; tinha uma largura de 20 metros e uma profundeza de 4. Embora apenas fiquem vestígios do mesmo, foi documentado em 1987 mediante diferentes estudos arqueológicos, sendo comprovado que não era um fosso contínuo, mas formado por diversos trechos independentes com encontros acoplados. Têm no fundo uma série de canais cuja finalidade está sem definir.

O intervallum era um espaço que ficava entre a muralha e as edificações urbanas. Recorria o contorno todo da mesma, como um passeio de ronda inferior, e servia para a intendência da defesa. Com o passar do tempo este espaço foi sendo ocupado por edificações. Em meados do século XX havia mais de 30 edifícios encostados à muralha, invadindo o intervallum.

Um fosso perimetral funcionava como primeiro elemento defensivo, documentado nas distintas intervenções arqueológicas levadas a cabo no século XXI. Ficava a unha distancia de 32 metros em relação as muralhas e 25 metros en relación ao eixo dos cubos.[

 

História

A datação da muralha de Lugo, baseada nos materiais construtivos e nos achados arqueológicos, a situa na segunda metade do século III. A sua construção coincide com a percepção da ameaça bárbara pelas autoridades do Império. Estima-se que sua construção foi um único projeto, que rematou em finais do século III ou na primeira metade do século IV.

Além da ameaça bárbara, a situação e importância estratégica da cidade aconselharam a sua construção. A própria situação da cidade, bem resguarda ao ficar no alto de uma pequena colina e rodeada por um lado pelo rio Minho e pelos outros pelos arroios Rato, Paradai e Chanca. A muralha protegeu a cidade do vento frio de Norte.

A construção da linha defensiva deixou fora bairros inteiros como o de Recatelo e incluiu terras de trabalho e despovoadas. Enquanto outras cidades se reduziam quando se fortificavam, Lugo cresceu.

Sob o domínio dos suevos e visigodos Lugo vai despovoando-se. Afonso I tentou frear essa perda populacional, mas não foi até depois da sua conquista aos muçulmanos que se inverteu a tendência.

No século VIII a cidade cai em mãos de Musa, e em 998 é atacada por Almançor, que demoliu um dos muros embora não atingisse conquistar a urbe.

Na Baixa Idade Média forma-se um novo núcleo urbano ao redor da praça central. Mas ainda há grandes zonas despovoadas dentro do núcleo defensivo, tal é, portanto a princípios do século XXI ainda existem áreas sem urbanizar compreendidas em ele.

Erguem-se complexos defensivos sobre a muralha, há documentação do realizado sobre a chamada porta de São Pedro pelo Infante D. Enrique, no século XIV. Em 1621 reabre-se a chamada «porta Falsa».

No século XVI começa a construção de moradias nos ocos entre as torres pela parte exterior, propiciando o crescimento ultra-muros da cidade.

Em 1837 realiza-se a construção do chamado Reduto Cristina e entre 1853 e 1921 vão-se abrindo novas portas nas muralhas. Chegariam a ser cinco. Estas são;

1853, a do Príncipe Alfonso.

1875, a da Estação.

1888, a do Bispo Izquierdo.

1894, a do Bispo Aguirre.

1921, a do Bispo Odoário.

A 16 de Abril de 1921 a muralha é declarada Monumento Nacional, a partir da apertura dum vão num dos muros para a construção de uma das portas. Em 1971 inicia-se o plano conhecido como Operação Muralha Limpa que tem como objetivo o livrar o monumento de todas as edificações encostadas ao seu paramento exterior.

 

O reduto de María Cristina

1 2 ••• 6 7 9 11 12 ••• 79 80