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India, Goa, Arambol Beach | 1/4, f/10, ISO 100, FL 15 mm

sunset in GOA

These bunch I got at Colva beach Goa

Status 08.01.17

Foundation stone laid for the 556-bedded district hospital, including a 50-bedded Cancer unit and a 100 bedded super specialty Cardiac Centre etc on 30.12.2008. Estimated cost 92.66 crore, to be completed in 3 years or 36 months

 

Feb 2009,

The under-construction 400-bedded district hospital at Margao is estimated to cost Rs 150 crore including an amount required for the civil works

 

March 2011

 

193 crores including ancillary works like underground drainage, a shopping complex, development of parks, , residential quarters, landscaping etc.

 

Feb 2013

 

CM Parrikar said it will ready in 10 months

 

New district hospital ready by 19/12/13 he said at the time of new collectorate inauguration

 

Jan 2014

 

Ready by May 2015 - This announcement was made by chief minister Manohar Parrikar while inaugurating the Navelim panchayat ghar

 

April 2014: Health minister Laxmikant Parsekar has expressed hope of commissioning the new South Goa district hospital in Margao within the next 17-18 months.

 

23. 03. 2016

 

CM Parsekar says it will be ready by Nov 2016

 

He said it on site on 23.3.16

 

Dec 11 2016

 

Margao: After having failed to honour their promise of inaugurating the much- delayed under-construction Margao district hospital in December, chief minister Laxmikant Parsekar on Saturday assured that the hospital will now be completed by February 2017.

 

April 2017

New Health Minister Viswajit Rane on 29.4.2017 said the Hospital will be ready and inaugurated in April 2018

December 15, 2017

Chief minister Manohar Parrikar said in the House that the hospital sill be ready by May 2018

 

Again, New Health Minister Viswajit Rane on 29.4.2017 said the Hospital will be ready and inaugurated in April 2018

In July 2017, Health Minister Rane said in the Assembly House that the hospital will be ready by May 2018

Jan 21, 2018

Now CM Parrikar says it may be ready by May but it will be inaugurated in August with all equipment inside

 

April 10, 2018

TCP Minister and local MLA Vijay Sardessai said that the new hospital likely to be commissioned by December 2018 or Dec 19 as per other news on 11.4.18

 

18. 1 2019

South Goa District hospital building ready by June 2019

and handed over to DHS it will then furnish it and ready to use / Occupancy /Inauguration by Sept 30,2019

Says GSIDC and Committee on Public undertaking that conducted inspection of the premises on 18.1.19

The Committee headed by Margao MLA Digambar Kamat, Nuvem MLA Wilfred de Sa, Cuncolim MLA Clafacio Dias, NT dtd 19.1.19

 

Mapusa voit son activité s'accroître considérablement le vendredi, jour traditionnel de marché. Les habitants des villes et villages alentour s'y rendent alors pour vendre leurs produits. Ce marché propose beaucoup de produits locaux (contrairement à ceux qui proposent des articles pour les touristes) et est spécialisée tant dans les produits agricoles, que les légumes, les fruits locaux, les épices, les vêtements ou les plantes (principalement pendant la durée de la saison de plantation de la mousson).

A Imprensa Portuguesa em Goa - Índia

 

Resumo

 

O artigo analisa a história da imprensa portuguesa em Goa, na Índia, no contexto da

expansão da língua portuguesa. Identificado o início da imprensa periódica em Goa em 22 de dezembro de 1821, com a publicação do primeiro jornal oficial, a Gazeta de Goa,

o autor realiza a divisão da história da cultura literária de Goa Lusófona em quatro

períodos, relacionando ainda as publicações em língua portuguesa - jornais e periódicos

- que foram publicadas naquele País no período.

 

Imprensa Portuguesa em Goa, lusofonia, comunidades lusófonas.

 

Eduardo Judas Barros

 

Diretor do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Estadual de Londrina (UEL),

 

Introdução

 

O mundo lusófono hoje não é uma utopia mas sim uma realidade onde estão

integradas as comunidades que tem um elo forte de ligação baseado na língua

portuguesa e numa cultura proveniente da mesma fala.

Com efeito a lusofonia tem uma dupla dinâmica cultural: projeta cada uma das

culturas nacionais e comunitárias no espaço alargado da lusofonia e fortalece a cultura

portuguesa no mundo através das múltiplas pertenças dos países e comunidades

lusofónas nas áreas geoculturais em que se situam.

A fundação e a expansão de Portugal foram a precondição da existência das

comunidades lusófonas.

Neste contexto as viagens dos descobrimentos portugueses permitiram contatos

e relacionamentos duradouros com o Extremo Oriente de que ainda hoje se encontram

frutuosos vestígios.

A política de miscegenação, de casamentos e cruzamentos com os povos

encontrados foi uma constante da presença portuguesa que hoje constitui o Mundo da

Lusofonia que em estrito senso não é aplicável às presenças portuguesas na região da

Ásia-Pacífico, parecendo difícil, com exceção de Timor, a sua articulação com os

objetivos da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

Mas convêm alargar o entendimento da lusofonia e considerar que o legado

histórico-cultural de Portugal na região com marcas bem visíveis de Goa a Nagasaqui,

de Malaca a Macau, de Ceilão à Tailândia, partilham e incluem-se nessa comunidade de

entendimentos que tem sobrevivido às vicissitudes do tempo e encontra a sua forma de

linguagem em modos tão expressivos como a música, a literatura, a culinária, a

arquitetura e, sobretudo, formas de ser e estar em português, conseqüências do processo

de aculturação que marcou a colonização portuguesa.

Por toda a Ásia, o português tornou-se até ao século XVIII, a língua franca do

comércio à distância. Não apenas as povoações locais, mas, mais tarde, holandeses e

ingleses igualmente, tinham de aprender os rudimentos de português para serem

compreendidos dos intérpretes.

É neste contexto da expansão da língua portuguesa que se deve analisar a

história da imprensa portuguesa em Goa, na Índia.

Situada no sul, no litoral do Concão, na costa Ocidental da Índia, Goa, o atual

Estado indiano, foi a principal colônia portuguesa desde 1510 até 1961, ano em que foi

integrada na União Indiana.

 

Descoberto o caminho marítimo das Índias Orientais em 1498, por Vasco da

Gama, toda a base da expansão comercial portuguesa, que motivara os descobrimentos

mudou. Na primeira metade do século XV as expedições à África Ocidental buscavam,

primordialmente, adquirir o ouro da costa da Mina e da Guiné. As caravelas deixavam

as metrópoles carregadas de utensílios de latão e cobre, pano de linho e bugigangas,

mais tarde na Costa Oriental da África, rosários e miçangas, negociando esses artigos

contra ouro e escravos.

Uma vez descoberto o caminho marítimo para a Índia, o objetivo comercial

mudou e passou a ser o comércio das especiarias, pimenta, cravo, canela, noz moscada e não o ouro.

O acesso direto à Índia permitiu aos portugueses eliminar radicalmente os

intermediários árabes que haviam controlado o mercado de exportação europeu, até

aquela data, com base no Cairo e Alexandria. As especiarias eram compradas com ouro

de Guiné e com a prata alemã recebida em pagamento das mercadorias vendidas na

Europa. Veneza, o anterior empório do comércio das especiarias, na Europa, sofreu uma

severa crise e aliou-se aos traficantes árabes do Mar Vermelho numa tentativa de

desalojar, pela força, os portugueses das posições vantajosas que haviam conquistado na

Índia. Mas, em 1509, sob o comando de D. Francisco Almeida, que foi o primeiro vicerei

português na Índia, o controle português de navegação no Oriente Médio estava

assegurado. Os portugueses tinham conseguido monopolizar o comércio na Índia e em

grande parte do Oriente.

 

Em 1510, Afonso de Albuquerque conseguiu conquistar Goa e dominar toda a costa indiana.

E foi aqui em Goa, capital desde o início do império Português no Oriente que se

desenvolveu o processo de colonização portuguesa na Índia.

 

A língua portuguesa durante o período colonial foi a língua oficial do Estado,

tendo sido o veículo de instrução nas escolas primárias e secundárias até o Liceu, pois,

até a sua integração na Índia a colônia não tinha ensino superior universitário.

O domínio e a expansão da língua portuguesa em Goa criou uma base cultural

portuguesa, formada pelos portugueses bem como pelos Goeses que tinham assimilado

bem a língua portuguesa.

É neste sentido que se deve entender a presença da imprensa portuguesa em Goa.

 

Imprensa Portuguesa em Goa

 

O início da imprensa periódica em Goa, se deu em 22 de dezembro de 1821,

com a publicação do primeiro jornal oficial, a Gazeta de Goa.

Este jornal, órgão oficial do governo, era semanal e continha as deliberações do

governo, o cadastro mensal da receita e despesas do tesouro público, do senado da

câmara, da Santa Casa de Misericórdia, inserindo também algumas informações sobre a

metrópole e do estrangeiro.

A Gazeta de Goa teve como seu primeiro redator o físico-mor Dr. Antônio José

de Lima Leitão e em seguida foi editada pelo oficial-maior da secretaria, Luís Prates de

Almeida Albuquerque, a quem sucedeu José Aniceto da Silva.

O jornal perdeu o seu valor primitivo de publicação após a morte do seu redator

Luís Prates, convertendo-se em veículo de discussões e animosidades, como observa

Antônio Maria da Cunha, na sua obra A evolução do jornalismo. Em 1826, a Junta que

sucedeu ao Vice-rei D. Manuel de Câmara, lavrou em 29 de agosto de 1826 uma

portaria mandando cessar a publicação da Gazeta de Goa afirmando que “sempre o

governo passou sem imprensa e sem Gazeta até a infeliz época da Revolução, e nestes

tempos desastrosos só produziu males, e que achando-se atualmente os tipos

imprestáveis, não havia inconveniente em se suspender a Gazeta”.

Em conseqüência das lutas públicas no Estado, o governo que estava no poder,

criou em 13 de junho de 1835, um novo jornal periódico Chronica Constitucional de

Goa, que foi, portanto, o segundo jornal, igualmente oficial e semanal como o primeiro

e redigido pelo mesmo José Aniceto da Silva, que na sua parte não-oficial se consagrava

à política em combate violento com os jornais portugueses de Bombaim como o

Investigador Português, de José Valério Capela.

 

A Chrónica suspendeu a sua publicação em 30 de novembro de 1837. Sucedeu a

este jornal, o periódico oficial, Boletim do Governo do Estado da Índia, que teve

iniciada a sua publicação em 7 de dezembro de 1837. Conforme o decreto de 7 de

dezembro de 1936 que nas províncias ultramarinas fosse publicado em Boletim, tendo

por seu Editor Chefe o Secretário Antônio Mariano de Azevedo, auxiliado pelo cônego

Caetano João Peres e por Cláudio Lagrange Monteiro Barbuda. O Boletim foi publicado

semanalmente, à exceção dos primeiros cinco meses de 1843, em que se publicaram

dois números por semana, como se veio fazendo depois desde o começo de 1856 até

agosto de 1879. Tanto a Chronica Constitucional como a Gazeta de Goa segundo

observa Antônio Maria da Cunha no seu livreto A Evolução do Jornal tinham o cunho

de jornais oficiais. O primeiro jornal político da Índia Portuguesa foi o Echo da

Lusitânia, também impresso nos prelos do Governo por uma única razão de que não

havia outra tipografia no país. Tendo por editor o desembargador Manoel Felicíssimo

Lousada de Araújo, o jornal teve a periodicidade semanal com início em 7 de Janeiro de

1836 e terminado em 5 de março de 1837.

Na mesma Tipografia do Governo, foram ainda publicados O Vigilante, do

Major do Exército de Moçambique, João de Souza Machado, que se publicou de 13 de

julho de 1838 a 22 de outubro do mesmo ano; O Observador, de José Aniceto da Silva,

publicado de 15 de fevereiro de 1839 a 31 de outubro de 1840, tendo sido quinzenal nos

seus primeiros 24 exemplares e depois mensal; o Correio de Nova-Goa, semanal, de

Bento Zeferino Gonçalves de Macedo, de 4 de janeiro de 1844 a 8 de março de mesmo

ano; A Voz dos Povos da Índia, semanal também, da redação coletiva de José Aniceto

da Silva e outros que durou de 3 de julho de 1845 a 3 de março de 1846; o Defensor da

Ordem e da Verdade, da redação de José Antônio de Oliveira e outros, com a duração

de 24 de agosto de 1852 a 31 de agosto de 1853 e o Defensor do Real Padroado, com

os mesmos redatores do anterior que iniciaram a sua publicação, em 1º de setembro de

1853 e terminando em março de 1854.

Saiu à luz também nessa mesma época, outro órgão oficial que foi publicado de

22 de maio de 1844 até o fim do ano de 1845, com o nome de Apenso aos Boletins do

Governo e que tomou o nome depois de Jornal da Santa Igreja Lusitana publicado sob

a orientação do Arcebispo D. José Maria da Silva Torres, defensor vigoroso do

Padroado do Oriente contra a Propaganda, tendo sido publicado de janeiro de 1846 até

março de 1849.

Essa é a fase do primeiro período da Imprensa Periódica de Goa Colonial que saiu do prelo oficial do governo.

 

A Segunda Fase do Desenvolvimento

 

A segunda fase da imprensa portuguesa em Goa se inicia com a introdução da

primeira gráfica particular por Bernardo Francisco da Costa, em 1859, e é considerado o

mais fecundo período da imprensa e do progresso literário de Goa.

E foi ele que fundou o primeiro jornal com tipografia própria, O Ultramar. O

primeiro número de O Ultramar foi publicado na cidade de Margão, no Conselho de

Salcete em 6 de Abril de 1859, tendo o próprio Bernardo Francisco Costa como seu

Editor principal e seu irmão Antônio Anastácio Bruto da Costa como redator

responsável. Tendo Bernardo Francisco Costa sido eleito deputado às Cortes em Lisboa,

ficou desde 15 de agosto de 1867 como editor o seu irmão Antônio Anastácio Bruto da

Costa e continuou até a sua morte, 24 de abril de 1911. Conforme atesta Antônio Maria

da Cunha foi “o único jornalista da Índia Portuguesa cujo cinqüentenário se celebrou.

Após a sua morte o jornal foi dirigido pelo seu filho, o advogado Condorcê Bruto da

Costa, assumido o mesmo desde 1º de maio de 1911.

Inicialmente semanal, passou a ser bi-semanal desde 2 de novembro de 1905. Ao

Ultramar seguiu-se outro importante jornal A Índia Portuguesa, tendo como editor

Manuel Lourenço de Miranda. Foi publicado na Tipografia estabelecida em Margão e

depois transferida para Orlim no mesmo Conselho de Salcete, onde continuou a ser

publicado desde 29 de dezembro de 1864. Após a morte de Manoel de Miranda Franco,

passou em 13 demMaio de 1866 a ser editado por Dr. José Inácio de Loyola, que esteve

já trabalhando no jornal e permaneceu como editor até 17 de maio de 1902, seguindose-

lhe o seu irmão Avertano de Loiola que o editou de 4 de julho de 1892 até 21 de

Agosto de 1911, em que, por últimos acontecimentos políticos suspendeu a sua

publicação empreendendo a do outro jornal semanal, O Popular, em Varcá no mesmo

conselho de Salcete, que se publicou de 4 de outubro de 1911 a 20 de maio de 1912.

Renasce a Índia Portuguesa em 10 de agosto de 1912 sob a direção do Dr.

Miguel Loyola Furtado que a dirige até a sua morte em 14 de setembro de 1918, ficando

suspensa mais uma vez a sua publicação.

Porém, a Índia Portuguesa volta a ser publicada mais uma vez, mas desta vez

em São Tomé, uma aldeia do mesmo conselho de Salcete, sob a direção de Vicente de

Bragança Cunha e é publicada até 26 de novembro de 1921, interrompendo mais uma vez a sua publicação.

Com esses jornais encerra-se o segundo período da imprensa portuguesa em

Goa.

 

A Terceira Fase da Imprensa

 

O terceiro período da imprensa portuguesa em Goa pode ser marcado com a publicação do jornal diário O Heraldo.

As bases para o lançamento do jornal diário em Goa já se iniciam em 1899 e, em

22 de janeiro de 1900, é publicado o seu primeiro número, tendo como diretor e

proprietário Messias Gomes. Em 1901, com a partida de Messias Gomes a Lisboa,

assume a direção do jornal o jornalista Antônio Maria da Cunha, até 8 de maio de 1908,

que em seguida finda o seu próprio jornal Heraldo.

O jornal O Heraldo amplia as suas dimensões e, no mesmo dia, A Era Nova,

semanário da capital, torna-se diário mas termina a sua publicação em 1905.

Ainda em 1905 se inicia em Margão outro periódico, Echo da Índia, cujo

primeiro número sai, portanto, em 9 de setembro de 1905. Passa a ser semanal até que é

interrompida a sua publicação em 1907.

Mas no mesmo ano de 1905 publicou-se na capital do Estado de Goa, o Diário de Goa, que termina em 1906.

Também desde 14 de setembro de 1911 até 31 de novembro de 1912 é publicado

como diário o Correio da Índia, que passa depois a ser semanal.

Em 1 de dezembro de 1919 é publicado o Diário da Noite, de formato pequeno,

pelos irmãos Luís Menezes e Antônio Meneses. Temos ainda o diário publicado em

Margão no Conselho de Salcete, A Vida, fundado pelo médico Sales da Veiga Coutinho,

que continuou a ser publicado até depois da integração de Goa na Índia em 1964, tendo

como editor o seu filho, Pe. Lúcio da Veiga Coutinho, tendo sido transformado mais

tarde em diário de língua Concani, pelo nome de Divtti, do qual tive a oportunidade de

ser o seu primeiro editor.

Os quatro diários em língua Portuguesa – O Heraldo, Heraldo, Diário da Noite e

A vida –, continuaram a ser publicados em Goa até depois de 1964, ano em que Goa

começou a fazer parte da União Indiana. Hoje não existe nenhum jornal nem periódico

em língua portuguesa em Goa.

  

O Jornal diário O Heraldo se transformou em diário em inglês com o nome de

Herald.

 

Embora a colonização portuguesa se deva à exploração comercial, como se

qualificou todo o processo de colonização européia na Índia, esse processo se diferiu

tanto do processo de colonização francesa bem como inglesa, na própria Índia.

Esta diferenciação se baseia especificamente na política colonial portuguesa em

Goa, começada por Afonso de Albuquerque imediatamente após a sua tomada.

Esta política se firmava em construir uma comunidade luso-tropical cristã, sendo

que a colonização portuguesa e a cristianização se tornaram inseparáveis, o que não

aconteceu nem com a francesa nem com a inglesa nas outras regiões da Índia.

Por isso mesmo, como nota K. M. Pannikar (1956: 55). “de todos os povos que

colonizaram a Índia, os portugueses deixaram um rastro indelével da sua passagem

colonial”. Isso enquanto criaram em Goa uma comunidade cristã, adaptando-se o

conceito de luso-tropicalismo, qual foi proposto por Gilberto Freyre, às considerações

de situação histórico-social de Goa.

O processo colonial português chegou a criar uma comunidade cristã que se

ocidentalizou nos seus modos, hábitos de vida e valores culturais. Esse processo se

desenvolveu precisamente numa situação de transmissão cultural direto, considerada a

própria missiologia da época, segundo a qual cristianizar era ao mesmo tempo ocidentalizar.

Conforme o escritor goês Mariano Saldanha (1948;8), em Goa, a cultura

portuguesa teve rápida assimilação, tornando-se imediatamente reprodutiva, dado que o

secular sistema educativo dos hindus havia preparado o terreno intelectual propício.

Dentro de meio século, ou menos ainda, da dominação portuguesa, estava esta pequena

capital do império luso-oriental por tal forma lusitanizada no seu elemento intelectual

cristão, que se achava em condições de auxiliar o próprio governo português, tanto na

administração como na propagação do cristianismo no Oriente, fornecendo burocratas e

missionários nativos habilitados nos seus seminários e colégios”.

 

Conclusão

 

É neste contexto de colonização Portuguesa na Índia que a língua portuguesa,

remotamente aparentada com a língua local de Goa, o Concani, e com outras línguas de

procedência sanscrítica, espalha-se em todos os territórios de Goa, Damão e Diu que

constituem a Índia Portuguesa. Mais particularmente em Goa, devido às escolas

governamentais que se multiplicam e sobe a tal altura a assimilação do novo idioma por

parte duma elite sempre crescente de Goeses que não tarda a desabrochar em

apreciáveis produções de pensamento e de arte.

Com efeito, a história da cultura literária de Goa Lusófona poderá ser dividida

em quatro períodos. O primeiro abrange o tempo que vai desde a criação de escolas

paroquiais em 1545 até o início da imprensa periódica com a publicação de Gazeta de

Goa, em 22 de Dezembro de 1821. A segunda fase seria o tempo que vai até a criação

do Instituto Vasco da Gama em 1871, hoje chamado Instituto Menezes de Bragança,

nome de um dos lideres nacionalistas de Goa. O terceiro período poder-se-ia situar

desde 1871 até 19 de dezembro de 1961, data em que Goa foi integrada na União

Indiana. O período inicial da produção literária em língua portuguesa em Goa, tem

início em 1545, quando o Vice-Rei D. João de Castro, manda abrir escolas com o

objetivo de doutrinar nelas os meninos nos rudimentos da fé cristã e de ensiná-los, ao

mesmo tempo, a ler, escrever e cantar em português. Foram estas escolas os primeiros

estabelecimentos públicos da Instituição Primária em Goa em língua portuguesa.

É neste contexto que a imprensa portuguesa em Goa Colonial marca o

desenvolvimento da língua portuguesa em Goa e terá de ser estudada mais

profundamente para analisar a formação das elites intelectuais goesas, considerando que

todos os quatro diários se sustentaram e sobreviveram até pouco tempo depois da

integração de Goa na Índia, quando começa a desmoronar-se o mundo lusófono de Goa

na Índia

 

Numa análise das publicações em língua portuguesa encontramos uns cento e

oitenta e nove jornais e periódicos que foram publicados em Goa, a saber:

 

Jornais publicados em Goa

 

Número Títulos

 

1 Gazeta de Goa - semanal, 22/12/1821 a agosto de 1826

2 Chronica Constitucional de Goa - semanal, 13/06/1835 a 30/11/1837

3 Echo de Lusotânia - semanal, 07/01/1836 a 05/03/1837

4 Boletim do Governo do Estado da Índia - 07/12/1837

5 O Vigilante - semanal, 13/07/1838 a 22/10/1838

6 A Biblioteca de Goa - janeiro de 1839 (único número publicado)

7 O Observador - quinzenal, 15/02/1839 a 31/10/1840

8 O Encyclopedico - julho de 1841 a junho de 1842

9 O Compilador - mensal, 07/10/1843 a 31/12/1847

10 O Correio de Nova Goa - semanal, 04/01/1844 a 24/09/1844

11 Appenso ao Boletim do Governo - semanal, 22/05/1844 a dezembro de 1844

12 A Voz dos Povos da Índia - semanal, 03/07/1845 a 03/03/1846

13 Jornal da Santa Igreja Lusitana do Oriente - semanal, janeiro de 1846 a março 1849

14 Gabinete Literário das fontainhas - mensal, 15/01/1846 a dezembro de 1848

15 O Mosaico - mensal, janeiro de 1848 a junho de 1848

16 O Defensor da Ordem e da Verdade - quinzenal, 24/08/1852 a 31/08/1853

17 O Defensor do Real Padroado - mensal, setembro de 1953 a março de 1854

18 Revista Ilustrativa - mensal, 06/11/1854 a 16/07/1855

19 O Ultramar - bissemanal, 06/04/1859 a novembro de 1941

20 A Índia Portuguesa - semanal, 04/01/1861 a 26/11/1921

21 A Phoenix de Goa - semanal, 06/04/1861 a 30/12/1862

22 A Harmonia - semanal, 12/04/1862 a 27/10/1864

23 A Aurora de Goa - semanal, 06/01/1863 a 01/071865

24 A Sentinella da Liberdade - semanal, 07/10/1864 a 31/12/1869

25 Jornal de Notícias - semanal, 01/10/1868 a 30/04/1869

26 A Imprensa - semanal, 18/10/1870 a abril de 1876

27 A Gazeta de Goa - semanal, 16/07/1872 a 30/12/1873

28 O Mensageiro - semanal, 16/08/1872 a 12/11/1873

29 O Paiz - semanal, 04/02/1873 a 27/10/1874

30 O Progresso - semanal, 07/04/1873 a 21/06/1873

31 Opinião Pública - semanal, 02/07/1873 a 22/12/1875

32 O Oriente - semanal, 07/03/1874 a 27/11/1874

33 Gazeta de Bardêz - semanal, 17/10/1874 a 22/01/1884

34 Nova Goa - semanal, 04/05/1876 a 12/03/1878

35 A Cruz - semanal, 15/07/1876 a 26/07/1882

36 A Patria - semanal, 10/01/1877 a 14/12/1894

37 A Civilização – semanal – 6.2.1877 a 28.11.1878

38 O Imparcial – 1.7.1878 a Agosto de 1899

39 A União – semanal – 5.9.1878 a 18.10.1880

40 A Semana – semanal – 4.3.1880 a 10.9.1880

41 A Verdade – semanal – 16.7.1882 a 31.12.1885

42 O Echo Popular – semanal – 7.1.1883 a 7.8.1884

43 O Correio da Índia – semanal – 7.8.1883 a 28.12.1892

44 O Correio de Goa – semanal – 7.8.1883 a 14.4.1888

45 O Crente – semanal – 9.8.1883 a 1928

46 Periódico do Povo – semanal – 25.10.1883 a 11.12.1886

47 O Progresso de Goa – semanal – 1883

48 The Times of Goa – semanal – 21.9.1885 a 1889

49 A Discussão – semanal – 12.08.1886 a 1889

50 A Convicção – semanal – 15.1.1887 a 1895

51 Farpas – semanal – Setembro 1887 a

52 O Repórter da Índia – semanal – 3.10.1888 a 22.3.1889

53 Archivo Portuguez Oriental – 1857 – 1866

54 O Patriota – 1858-1874

55 O Recreio – 1859-860 – 1865-1866

56 Tirocínio Literário – 1862-1863

57 Jornal de pharmacia e sciencias médicas da Índia Portugueza – 1862-1863

58 Revista médico-militar da Índia portuguesa – 1862-1864

59 Recreio das damas – 1863

60 O Periódico militar do ultramar portuguez – 1863

61 Ilustração goana – 1864-1866

62 Archivo de pharmacia e sciencias accessorias da Índia portugueza – 1864-1871

63 Harpa do Mandovy – 1865

64 O Chronista de Tissuary – 1866-1869

65 Goa sociavel – 1866

66 O Ramalhetinho – 1866-1870

67 O Oriente Catholico – 1867-1870

68 Instituto Vasco da Gama – 1872-1875

69 Jornal de pharmacia, chimica e historia natural medida – 1872-1873

70 Album litterario – 1875-1880

71 Dexâssudhârânetxo – (em port. E marata)- 1876-1880

72 Estreia Litteraria – 1877

73 Goamitra – 1882-1883

74 Jornal das Novas Conquistas – 1882-1886

75 O Arya-Bondir – 1885-1886

76 O Goa Pancha – 1885-1889 e 1890-1892

77 Cavaco Instructivo – 1887

78 Sudarxana – 1888

79 A Democracia – semanal – 11.10.1888 a 3.10.1889

80 Ortigas – semanal – 1.1.1889 (Único exemplar)

81 O Niaya Chacxu – 1889-1890

82 Mandovy – semanal – 7.1890 a 27.10.1890

83 Gomantac – 1890-1892

84 O Vinte e um de Setembro – semanal – 28.10.1890 a 29.12.1892

85 A Voz do Povo – semanal – 7.11.1890 a 1907

86 Correspondência de Goa – semanal – 1891

87 Gazeta de Perném – 1893-1894

88 Gazeta da Índia – semanal – 1.2.1893 a 18.8.1894

89 O Investigador – quinzenal – 29.1.1894 a 21.7.1894

90 O Indispensável – 1.4.1894 a 12.1895 – 28.12.1909 a 7.1915. Ed. Ingl. 1.1913 a 1.1914

91 Divan Litterario – 1894

92 Archivo Medico da Índia – 8.1894 a 4.1896

93 Notícias – 1.9.1894 a 1937

94 O Brado Indiano – semanal – 15.12.1894 a 12.1895

95 O Liberal – mansal – 1.1895 a 10.1895

96 O Paiz – quinzenal – 1.1.1895 a 10.1895

97 A Evolução – semanal – 2.1.1895 a 13.11.1895

98 Bibliotheca de Notícias – mensal – 3.8.1895 a 11.1895

99 A Era Nova – semanal – 3.11.1897 a 30.4.1903

100 O Portuguez – semanal – 16.12.1897 a 16.11.1901

101 O Atheta – semanal – 1899 a 22.12.1906

102 O Heraldo – diário – 22.1.1900 até hoje

103 O Bardezano – semanal – 4.2.1904 a 22.12.1906

104 O Índio – semanal – 9.2.1904 a 6.4.1908

105 O Nacionalista – semanal – 11.10.1904 a 12.12.1910

106 O Oriente – semanal – 9.3.1905 a 22.12.1905

107 Echo da Índia –9.9.1905 a 28.6.1907

108 A Reforma – semanal – 16.10.1905 a 1.1.1906

109 Diário de Goa – 16.10.1905 a 22.2.1906

110 O Imparcial – semanal – 5.3.1906 a 18.8.1906

111 O Pygmeu – diário – 4.2.1908 a 31.12.1909

112 Heraldo- diário – 21.5.1908 até hoje

113 O Ariano – semanal – 16.7.1908 a 27.12.1911

114 O Futuro – semanal – 11.4.1909 a 12.1.1917

115 O Commercio – diário – 1.10.1909 a 30.12.1912

116 O Debate – semanal – 3.4.1911 a 16.2.1921

117 O Popular – semanal - 4.10.1911 a 20.5.1912

118 O Povo – bisemanal – 26.7.1912 a 12.2.1913

119 Students’ Progress – 12.9.1912 a 8.1914

120 Jornal da Índia – semanal –14.3.1913 a 26.8.1913

121 Boletim do Commercio – semanal – 29.3.1913 a 29.3.1915.

122 A Pátria – semanal – 6.8.1913 a 29.10.1914.

123 Rebate – semanal – 1.10.1913 a 12.6.1914.

124 Vida Nova - semanal, 17/11/1913 a 22/09/1917

125 Jornal do Povo - semanal, 14/07/1914 a 10/10/1918

126 A Lanterna - semanal, 01/10/1914 a 02/12/1916

127 A Terra - bissemanal, 01/01/1916 a 1932

128 O Liberal - semanal, 05/10/1916 a 12/03/1919

129 O Progresso - semanal, 10/03/1917 a 15/11/1919

130 Opinião - semanal, 12/11/1917 a 29/03/1919

131 O Português - semanal, 08/06/1919 a 26/09/1919

132 Nacional - semanal, 03/11/1919 a 09/03/1920

133 Diário da Noite - diário, 01/12/1919 até hoje

134 A Tribuna - semanal, 02/01/1920 a 1925

135 Provincia - semanal, 07/06/1920 a 27/03/1922

136 O Bharat - 1920 a 1949

137 Boletim Geral de Medicina e Farmácia - 03/1921

138 Gazeta da Relação de Nova-Goa - semanal, 1921-1932

139 A Época - 1924-1930

140 Boletim do Instituto Vasco da Gama - 1926

141 Sandalcalo

142 Lubadhe - semanal

143 Arquivos da Escolas Médico-cirurgica de Nova-Goa - 06/1927 até hoje

144 Pracasha - 1928-1937

145 Correio de Bardez - semanal, 1928-1948

146 Filha, Mãe e Esposa - 1928-1938

147 Esplendores da Religião - 1928-1930

148 Vem. Padre José Vaz - mensal, Ed. Port. 05/1928; Ed. conc. 07/10/1929; Ed. ing. 01/1931.

149 Ariavidnyana - semanal, 1929

150 Estado da Índia

151 Pradipa - 1929-1930

152 Amchó Gão - semanal, 1929-1933

153 Niz Bhavarti - semanal, 01/1930

154 Voluntário - semanal, 1930

155 Porjecho Adar - 1930 até hoje

156 Diário da Tarde - 1931-1933

157 A Voz de S. Francisco Xavier - semanal, 1931-1942

158 Índia - mensal (ing.), 10/1931

159 Correio de Bicholim - semanal, 1931-1932

160 Vaisha - 1931

161 Patita pavana - trimensal, 1931

162 O Tempo - semanal, 1931-1951

163 Índia - Suplemneto (ing.), 08/1932

164 Mascote - semanal, 1933-1936

165 A Luta - 1933-1937

166 Bharat-Mitra - mensal, 1933 até hoje

167 Jornal da Índia - 1933-1945

168 O Médico - mensal, 01/1934 até hoje

169 O Independente - semanal, 25/12/1933 a 09/09/1946

170 Vauraddeanchó Ixtt (Amigo do Operário) - 12/1933 até hoje

171 Jornal das Comunidades - semanal, 1934-1937

172 Boletim da Comissão de Arqueologia - 10/1935

173 O Clínico - mensal, 11/12/1938 até hoje

174 A Vida - diário, 15/09/1938 até 1963

175 O Esculápio - 11/1940 a 05/1941

176 Boletim Eclesiástico da Arquidiocese de Goa - mensal, 07/1942 até hoje

177 Ala - anual, Revista do Liceu Nacional de Albuquerque, 1944

178 Oratório Salesiano de D. Bosco – 03/1946 até hoje

179 A Voz da Índia – 1946-1950

180 Avante - 10/1946

181 Aitarachem Vachop - quinzenal, 1947 até hoje

182 India - mensal, 01/1950 a 1964

183 Notícias do Estado da Índia - 08/1950 a 1961

184 Luz da Infância - mensal, 13/10/1951 a 1959

185 Portuguese India - quinzenal, 01/1952

186 Diário de Goa – 01/02/1953 a 1961

187 Revista Farmacêutica - trimestral, 01/1954 a 1959

188 Vanguarda - 10/1954 a 1961

189 Heraldo - ed. ingl., semanal, 31/04/1956 a 1962

190 O Heraldo - ed. conc. 02/02/1956 até hoje

 

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Goa, India, 2006

King Momo

Entourage, carriage

Panaji 6.2.2016

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Candolim beach at Goa ... You can sit and spend hours at this calm and peaceful beach

 

Goa

© Rui Delgado Alves, 2003

Palolem beach, Goa, India.

A Imprensa Portuguesa em Goa - Índia

 

Resumo

 

O artigo analisa a história da imprensa portuguesa em Goa, na Índia, no contexto da

expansão da língua portuguesa. Identificado o início da imprensa periódica em Goa em 22 de dezembro de 1821, com a publicação do primeiro jornal oficial, a Gazeta de Goa,

o autor realiza a divisão da história da cultura literária de Goa Lusófona em quatro

períodos, relacionando ainda as publicações em língua portuguesa - jornais e periódicos

- que foram publicadas naquele País no período.

 

Imprensa Portuguesa em Goa, lusofonia, comunidades lusófonas.

 

Eduardo Judas Barros

 

Diretor do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Estadual de Londrina (UEL),

 

Introdução

 

O mundo lusófono hoje não é uma utopia mas sim uma realidade onde estão

integradas as comunidades que tem um elo forte de ligação baseado na língua

portuguesa e numa cultura proveniente da mesma fala.

Com efeito a lusofonia tem uma dupla dinâmica cultural: projeta cada uma das

culturas nacionais e comunitárias no espaço alargado da lusofonia e fortalece a cultura

portuguesa no mundo através das múltiplas pertenças dos países e comunidades

lusofónas nas áreas geoculturais em que se situam.

A fundação e a expansão de Portugal foram a precondição da existência das

comunidades lusófonas.

Neste contexto as viagens dos descobrimentos portugueses permitiram contatos

e relacionamentos duradouros com o Extremo Oriente de que ainda hoje se encontram

frutuosos vestígios.

A política de miscegenação, de casamentos e cruzamentos com os povos

encontrados foi uma constante da presença portuguesa que hoje constitui o Mundo da

Lusofonia que em estrito senso não é aplicável às presenças portuguesas na região da

Ásia-Pacífico, parecendo difícil, com exceção de Timor, a sua articulação com os

objetivos da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

Mas convêm alargar o entendimento da lusofonia e considerar que o legado

histórico-cultural de Portugal na região com marcas bem visíveis de Goa a Nagasaqui,

de Malaca a Macau, de Ceilão à Tailândia, partilham e incluem-se nessa comunidade de

entendimentos que tem sobrevivido às vicissitudes do tempo e encontra a sua forma de

linguagem em modos tão expressivos como a música, a literatura, a culinária, a

arquitetura e, sobretudo, formas de ser e estar em português, conseqüências do processo

de aculturação que marcou a colonização portuguesa.

Por toda a Ásia, o português tornou-se até ao século XVIII, a língua franca do

comércio à distância. Não apenas as povoações locais, mas, mais tarde, holandeses e

ingleses igualmente, tinham de aprender os rudimentos de português para serem

compreendidos dos intérpretes.

É neste contexto da expansão da língua portuguesa que se deve analisar a

história da imprensa portuguesa em Goa, na Índia.

Situada no sul, no litoral do Concão, na costa Ocidental da Índia, Goa, o atual

Estado indiano, foi a principal colônia portuguesa desde 1510 até 1961, ano em que foi

integrada na União Indiana.

 

Descoberto o caminho marítimo das Índias Orientais em 1498, por Vasco da

Gama, toda a base da expansão comercial portuguesa, que motivara os descobrimentos

mudou. Na primeira metade do século XV as expedições à África Ocidental buscavam,

primordialmente, adquirir o ouro da costa da Mina e da Guiné. As caravelas deixavam

as metrópoles carregadas de utensílios de latão e cobre, pano de linho e bugigangas,

mais tarde na Costa Oriental da África, rosários e miçangas, negociando esses artigos

contra ouro e escravos.

Uma vez descoberto o caminho marítimo para a Índia, o objetivo comercial

mudou e passou a ser o comércio das especiarias, pimenta, cravo, canela, noz moscada e não o ouro.

O acesso direto à Índia permitiu aos portugueses eliminar radicalmente os

intermediários árabes que haviam controlado o mercado de exportação europeu, até

aquela data, com base no Cairo e Alexandria. As especiarias eram compradas com ouro

de Guiné e com a prata alemã recebida em pagamento das mercadorias vendidas na

Europa. Veneza, o anterior empório do comércio das especiarias, na Europa, sofreu uma

severa crise e aliou-se aos traficantes árabes do Mar Vermelho numa tentativa de

desalojar, pela força, os portugueses das posições vantajosas que haviam conquistado na

Índia. Mas, em 1509, sob o comando de D. Francisco Almeida, que foi o primeiro vicerei

português na Índia, o controle português de navegação no Oriente Médio estava

assegurado. Os portugueses tinham conseguido monopolizar o comércio na Índia e em

grande parte do Oriente.

 

Em 1510, Afonso de Albuquerque conseguiu conquistar Goa e dominar toda a costa indiana.

E foi aqui em Goa, capital desde o início do império Português no Oriente que se

desenvolveu o processo de colonização portuguesa na Índia.

 

A língua portuguesa durante o período colonial foi a língua oficial do Estado,

tendo sido o veículo de instrução nas escolas primárias e secundárias até o Liceu, pois,

até a sua integração na Índia a colônia não tinha ensino superior universitário.

O domínio e a expansão da língua portuguesa em Goa criou uma base cultural

portuguesa, formada pelos portugueses bem como pelos Goeses que tinham assimilado

bem a língua portuguesa.

É neste sentido que se deve entender a presença da imprensa portuguesa em Goa.

 

Imprensa Portuguesa em Goa

 

O início da imprensa periódica em Goa, se deu em 22 de dezembro de 1821,

com a publicação do primeiro jornal oficial, a Gazeta de Goa.

Este jornal, órgão oficial do governo, era semanal e continha as deliberações do

governo, o cadastro mensal da receita e despesas do tesouro público, do senado da

câmara, da Santa Casa de Misericórdia, inserindo também algumas informações sobre a

metrópole e do estrangeiro.

A Gazeta de Goa teve como seu primeiro redator o físico-mor Dr. Antônio José

de Lima Leitão e em seguida foi editada pelo oficial-maior da secretaria, Luís Prates de

Almeida Albuquerque, a quem sucedeu José Aniceto da Silva.

O jornal perdeu o seu valor primitivo de publicação após a morte do seu redator

Luís Prates, convertendo-se em veículo de discussões e animosidades, como observa

Antônio Maria da Cunha, na sua obra A evolução do jornalismo. Em 1826, a Junta que

sucedeu ao Vice-rei D. Manuel de Câmara, lavrou em 29 de agosto de 1826 uma

portaria mandando cessar a publicação da Gazeta de Goa afirmando que “sempre o

governo passou sem imprensa e sem Gazeta até a infeliz época da Revolução, e nestes

tempos desastrosos só produziu males, e que achando-se atualmente os tipos

imprestáveis, não havia inconveniente em se suspender a Gazeta”.

Em conseqüência das lutas públicas no Estado, o governo que estava no poder,

criou em 13 de junho de 1835, um novo jornal periódico Chronica Constitucional de

Goa, que foi, portanto, o segundo jornal, igualmente oficial e semanal como o primeiro

e redigido pelo mesmo José Aniceto da Silva, que na sua parte não-oficial se consagrava

à política em combate violento com os jornais portugueses de Bombaim como o

Investigador Português, de José Valério Capela.

 

A Chrónica suspendeu a sua publicação em 30 de novembro de 1837. Sucedeu a

este jornal, o periódico oficial, Boletim do Governo do Estado da Índia, que teve

iniciada a sua publicação em 7 de dezembro de 1837. Conforme o decreto de 7 de

dezembro de 1936 que nas províncias ultramarinas fosse publicado em Boletim, tendo

por seu Editor Chefe o Secretário Antônio Mariano de Azevedo, auxiliado pelo cônego

Caetano João Peres e por Cláudio Lagrange Monteiro Barbuda. O Boletim foi publicado

semanalmente, à exceção dos primeiros cinco meses de 1843, em que se publicaram

dois números por semana, como se veio fazendo depois desde o começo de 1856 até

agosto de 1879. Tanto a Chronica Constitucional como a Gazeta de Goa segundo

observa Antônio Maria da Cunha no seu livreto A Evolução do Jornal tinham o cunho

de jornais oficiais. O primeiro jornal político da Índia Portuguesa foi o Echo da

Lusitânia, também impresso nos prelos do Governo por uma única razão de que não

havia outra tipografia no país. Tendo por editor o desembargador Manoel Felicíssimo

Lousada de Araújo, o jornal teve a periodicidade semanal com início em 7 de Janeiro de

1836 e terminado em 5 de março de 1837.

Na mesma Tipografia do Governo, foram ainda publicados O Vigilante, do

Major do Exército de Moçambique, João de Souza Machado, que se publicou de 13 de

julho de 1838 a 22 de outubro do mesmo ano; O Observador, de José Aniceto da Silva,

publicado de 15 de fevereiro de 1839 a 31 de outubro de 1840, tendo sido quinzenal nos

seus primeiros 24 exemplares e depois mensal; o Correio de Nova-Goa, semanal, de

Bento Zeferino Gonçalves de Macedo, de 4 de janeiro de 1844 a 8 de março de mesmo

ano; A Voz dos Povos da Índia, semanal também, da redação coletiva de José Aniceto

da Silva e outros que durou de 3 de julho de 1845 a 3 de março de 1846; o Defensor da

Ordem e da Verdade, da redação de José Antônio de Oliveira e outros, com a duração

de 24 de agosto de 1852 a 31 de agosto de 1853 e o Defensor do Real Padroado, com

os mesmos redatores do anterior que iniciaram a sua publicação, em 1º de setembro de

1853 e terminando em março de 1854.

Saiu à luz também nessa mesma época, outro órgão oficial que foi publicado de

22 de maio de 1844 até o fim do ano de 1845, com o nome de Apenso aos Boletins do

Governo e que tomou o nome depois de Jornal da Santa Igreja Lusitana publicado sob

a orientação do Arcebispo D. José Maria da Silva Torres, defensor vigoroso do

Padroado do Oriente contra a Propaganda, tendo sido publicado de janeiro de 1846 até

março de 1849.

Essa é a fase do primeiro período da Imprensa Periódica de Goa Colonial que saiu do prelo oficial do governo.

 

A Segunda Fase do Desenvolvimento

 

A segunda fase da imprensa portuguesa em Goa se inicia com a introdução da

primeira gráfica particular por Bernardo Francisco da Costa, em 1859, e é considerado o

mais fecundo período da imprensa e do progresso literário de Goa.

E foi ele que fundou o primeiro jornal com tipografia própria, O Ultramar. O

primeiro número de O Ultramar foi publicado na cidade de Margão, no Conselho de

Salcete em 6 de Abril de 1859, tendo o próprio Bernardo Francisco Costa como seu

Editor principal e seu irmão Antônio Anastácio Bruto da Costa como redator

responsável. Tendo Bernardo Francisco Costa sido eleito deputado às Cortes em Lisboa,

ficou desde 15 de agosto de 1867 como editor o seu irmão Antônio Anastácio Bruto da

Costa e continuou até a sua morte, 24 de abril de 1911. Conforme atesta Antônio Maria

da Cunha foi “o único jornalista da Índia Portuguesa cujo cinqüentenário se celebrou.

Após a sua morte o jornal foi dirigido pelo seu filho, o advogado Condorcê Bruto da

Costa, assumido o mesmo desde 1º de maio de 1911.

Inicialmente semanal, passou a ser bi-semanal desde 2 de novembro de 1905. Ao

Ultramar seguiu-se outro importante jornal A Índia Portuguesa, tendo como editor

Manuel Lourenço de Miranda. Foi publicado na Tipografia estabelecida em Margão e

depois transferida para Orlim no mesmo Conselho de Salcete, onde continuou a ser

publicado desde 29 de dezembro de 1864. Após a morte de Manoel de Miranda Franco,

passou em 13 demMaio de 1866 a ser editado por Dr. José Inácio de Loyola, que esteve

já trabalhando no jornal e permaneceu como editor até 17 de maio de 1902, seguindose-

lhe o seu irmão Avertano de Loiola que o editou de 4 de julho de 1892 até 21 de

Agosto de 1911, em que, por últimos acontecimentos políticos suspendeu a sua

publicação empreendendo a do outro jornal semanal, O Popular, em Varcá no mesmo

conselho de Salcete, que se publicou de 4 de outubro de 1911 a 20 de maio de 1912.

Renasce a Índia Portuguesa em 10 de agosto de 1912 sob a direção do Dr.

Miguel Loyola Furtado que a dirige até a sua morte em 14 de setembro de 1918, ficando

suspensa mais uma vez a sua publicação.

Porém, a Índia Portuguesa volta a ser publicada mais uma vez, mas desta vez

em São Tomé, uma aldeia do mesmo conselho de Salcete, sob a direção de Vicente de

Bragança Cunha e é publicada até 26 de novembro de 1921, interrompendo mais uma vez a sua publicação.

Com esses jornais encerra-se o segundo período da imprensa portuguesa em

Goa.

 

A Terceira Fase da Imprensa

 

O terceiro período da imprensa portuguesa em Goa pode ser marcado com a publicação do jornal diário O Heraldo.

As bases para o lançamento do jornal diário em Goa já se iniciam em 1899 e, em

22 de janeiro de 1900, é publicado o seu primeiro número, tendo como diretor e

proprietário Messias Gomes. Em 1901, com a partida de Messias Gomes a Lisboa,

assume a direção do jornal o jornalista Antônio Maria da Cunha, até 8 de maio de 1908,

que em seguida finda o seu próprio jornal Heraldo.

O jornal O Heraldo amplia as suas dimensões e, no mesmo dia, A Era Nova,

semanário da capital, torna-se diário mas termina a sua publicação em 1905.

Ainda em 1905 se inicia em Margão outro periódico, Echo da Índia, cujo

primeiro número sai, portanto, em 9 de setembro de 1905. Passa a ser semanal até que é

interrompida a sua publicação em 1907.

Mas no mesmo ano de 1905 publicou-se na capital do Estado de Goa, o Diário de Goa, que termina em 1906.

Também desde 14 de setembro de 1911 até 31 de novembro de 1912 é publicado

como diário o Correio da Índia, que passa depois a ser semanal.

Em 1 de dezembro de 1919 é publicado o Diário da Noite, de formato pequeno,

pelos irmãos Luís Menezes e Antônio Meneses. Temos ainda o diário publicado em

Margão no Conselho de Salcete, A Vida, fundado pelo médico Sales da Veiga Coutinho,

que continuou a ser publicado até depois da integração de Goa na Índia em 1964, tendo

como editor o seu filho, Pe. Lúcio da Veiga Coutinho, tendo sido transformado mais

tarde em diário de língua Concani, pelo nome de Divtti, do qual tive a oportunidade de

ser o seu primeiro editor.

Os quatro diários em língua Portuguesa – O Heraldo, Heraldo, Diário da Noite e

A vida –, continuaram a ser publicados em Goa até depois de 1964, ano em que Goa

começou a fazer parte da União Indiana. Hoje não existe nenhum jornal nem periódico

em língua portuguesa em Goa.

  

O Jornal diário O Heraldo se transformou em diário em inglês com o nome de

Herald.

 

Embora a colonização portuguesa se deva à exploração comercial, como se

qualificou todo o processo de colonização européia na Índia, esse processo se diferiu

tanto do processo de colonização francesa bem como inglesa, na própria Índia.

Esta diferenciação se baseia especificamente na política colonial portuguesa em

Goa, começada por Afonso de Albuquerque imediatamente após a sua tomada.

Esta política se firmava em construir uma comunidade luso-tropical cristã, sendo

que a colonização portuguesa e a cristianização se tornaram inseparáveis, o que não

aconteceu nem com a francesa nem com a inglesa nas outras regiões da Índia.

Por isso mesmo, como nota K. M. Pannikar (1956: 55). “de todos os povos que

colonizaram a Índia, os portugueses deixaram um rastro indelével da sua passagem

colonial”. Isso enquanto criaram em Goa uma comunidade cristã, adaptando-se o

conceito de luso-tropicalismo, qual foi proposto por Gilberto Freyre, às considerações

de situação histórico-social de Goa.

O processo colonial português chegou a criar uma comunidade cristã que se

ocidentalizou nos seus modos, hábitos de vida e valores culturais. Esse processo se

desenvolveu precisamente numa situação de transmissão cultural direto, considerada a

própria missiologia da época, segundo a qual cristianizar era ao mesmo tempo ocidentalizar.

Conforme o escritor goês Mariano Saldanha (1948;8), em Goa, a cultura

portuguesa teve rápida assimilação, tornando-se imediatamente reprodutiva, dado que o

secular sistema educativo dos hindus havia preparado o terreno intelectual propício.

Dentro de meio século, ou menos ainda, da dominação portuguesa, estava esta pequena

capital do império luso-oriental por tal forma lusitanizada no seu elemento intelectual

cristão, que se achava em condições de auxiliar o próprio governo português, tanto na

administração como na propagação do cristianismo no Oriente, fornecendo burocratas e

missionários nativos habilitados nos seus seminários e colégios”.

 

Conclusão

 

É neste contexto de colonização Portuguesa na Índia que a língua portuguesa,

remotamente aparentada com a língua local de Goa, o Concani, e com outras línguas de

procedência sanscrítica, espalha-se em todos os territórios de Goa, Damão e Diu que

constituem a Índia Portuguesa. Mais particularmente em Goa, devido às escolas

governamentais que se multiplicam e sobe a tal altura a assimilação do novo idioma por

parte duma elite sempre crescente de Goeses que não tarda a desabrochar em

apreciáveis produções de pensamento e de arte.

Com efeito, a história da cultura literária de Goa Lusófona poderá ser dividida

em quatro períodos. O primeiro abrange o tempo que vai desde a criação de escolas

paroquiais em 1545 até o início da imprensa periódica com a publicação de Gazeta de

Goa, em 22 de Dezembro de 1821. A segunda fase seria o tempo que vai até a criação

do Instituto Vasco da Gama em 1871, hoje chamado Instituto Menezes de Bragança,

nome de um dos lideres nacionalistas de Goa. O terceiro período poder-se-ia situar

desde 1871 até 19 de dezembro de 1961, data em que Goa foi integrada na União

Indiana. O período inicial da produção literária em língua portuguesa em Goa, tem

início em 1545, quando o Vice-Rei D. João de Castro, manda abrir escolas com o

objetivo de doutrinar nelas os meninos nos rudimentos da fé cristã e de ensiná-los, ao

mesmo tempo, a ler, escrever e cantar em português. Foram estas escolas os primeiros

estabelecimentos públicos da Instituição Primária em Goa em língua portuguesa.

É neste contexto que a imprensa portuguesa em Goa Colonial marca o

desenvolvimento da língua portuguesa em Goa e terá de ser estudada mais

profundamente para analisar a formação das elites intelectuais goesas, considerando que

todos os quatro diários se sustentaram e sobreviveram até pouco tempo depois da

integração de Goa na Índia, quando começa a desmoronar-se o mundo lusófono de Goa

na Índia

 

Numa análise das publicações em língua portuguesa encontramos uns cento e

oitenta e nove jornais e periódicos que foram publicados em Goa, a saber:

 

Jornais publicados em Goa

 

Número Títulos

 

1 Gazeta de Goa - semanal, 22/12/1821 a agosto de 1826

2 Chronica Constitucional de Goa - semanal, 13/06/1835 a 30/11/1837

3 Echo de Lusotânia - semanal, 07/01/1836 a 05/03/1837

4 Boletim do Governo do Estado da Índia - 07/12/1837

5 O Vigilante - semanal, 13/07/1838 a 22/10/1838

6 A Biblioteca de Goa - janeiro de 1839 (único número publicado)

7 O Observador - quinzenal, 15/02/1839 a 31/10/1840

8 O Encyclopedico - julho de 1841 a junho de 1842

9 O Compilador - mensal, 07/10/1843 a 31/12/1847

10 O Correio de Nova Goa - semanal, 04/01/1844 a 24/09/1844

11 Appenso ao Boletim do Governo - semanal, 22/05/1844 a dezembro de 1844

12 A Voz dos Povos da Índia - semanal, 03/07/1845 a 03/03/1846

13 Jornal da Santa Igreja Lusitana do Oriente - semanal, janeiro de 1846 a março de 1849

14 Gabinete Literário das fontainhas - mensal, 15/01/1846 a dezembro de 1848

15 O Mosaico - mensal, janeiro de 1848 a junho de 1848

16 O Defensor da Ordem e da Verdade - quinzenal, 24/08/1852 a 31/08/1853

17 O Defensor do Real Padroado - mensal, setembro de 1953 a março de 1854

18 Revista Ilustrativa - mensal, 06/11/1854 a 16/07/1855

19 O Ultramar - bissemanal, 06/04/1859 a novembro de 1941

20 A Índia Portuguesa - semanal, 04/01/1861 a 26/11/1921

21 A Phoenix de Goa - semanal, 06/04/1861 a 30/12/1862

22 A Harmonia - semanal, 12/04/1862 a 27/10/1864

23 A Aurora de Goa - semanal, 06/01/1863 a 01/071865

24 A Sentinella da Liberdade - semanal, 07/10/1864 a 31/12/1869

25 Jornal de Notícias - semanal, 01/10/1868 a 30/04/1869

26 A Imprensa - semanal, 18/10/1870 a abril de 1876

27 A Gazeta de Goa - semanal, 16/07/1872 a 30/12/1873

28 O Mensageiro - semanal, 16/08/1872 a 12/11/1873

29 O Paiz - semanal, 04/02/1873 a 27/10/1874

30 O Progresso - semanal, 07/04/1873 a 21/06/1873

31 Opinião Pública - semanal, 02/07/1873 a 22/12/1875

32 O Oriente - semanal, 07/03/1874 a 27/11/1874

33 Gazeta de Bardêz - semanal, 17/10/1874 a 22/01/1884

34 Nova Goa - semanal, 04/05/1876 a 12/03/1878

35 A Cruz - semanal, 15/07/1876 a 26/07/1882

36 A Patria - semanal, 10/01/1877 a 14/12/1894

37 A Civilização – semanal – 6.2.1877 a 28.11.1878

38 O Imparcial – 1.7.1878 a Agosto de 1899

39 A União – semanal – 5.9.1878 a 18.10.1880

40 A Semana – semanal – 4.3.1880 a 10.9.1880

41 A Verdade – semanal – 16.7.1882 a 31.12.1885

42 O Echo Popular – semanal – 7.1.1883 a 7.8.1884

43 O Correio da Índia – semanal – 7.8.1883 a 28.12.1892

44 O Correio de Goa – semanal – 7.8.1883 a 14.4.1888

45 O Crente – semanal – 9.8.1883 a 1928

46 Periódico do Povo – semanal – 25.10.1883 a 11.12.1886

47 O Progresso de Goa – semanal – 1883

48 The Times of Goa – semanal – 21.9.1885 a 1889

49 A Discussão – semanal – 12.08.1886 a 1889

50 A Convicção – semanal – 15.1.1887 a 1895

51 Farpas – semanal – Setembro 1887 a

52 O Repórter da Índia – semanal – 3.10.1888 a 22.3.1889

53 Archivo Portuguez Oriental – 1857 – 1866

54 O Patriota – 1858-1874

55 O Recreio – 1859-860 – 1865-1866

56 Tirocínio Literário – 1862-1863

57 Jornal de pharmacia e sciencias médicas da Índia Portugueza – 1862-1863

58 Revista médico-militar da Índia portuguesa – 1862-1864

59 Recreio das damas – 1863

60 O Periódico militar do ultramar portuguez – 1863

61 Ilustração goana – 1864-1866

62 Archivo de pharmacia e sciencias accessorias da Índia portugueza – 1864-1871

63 Harpa do Mandovy – 1865

64 O Chronista de Tissuary – 1866-1869

65 Goa sociavel – 1866

66 O Ramalhetinho – 1866-1870

67 O Oriente Catholico – 1867-1870

68 Instituto Vasco da Gama – 1872-1875

69 Jornal de pharmacia, chimica e historia natural medida – 1872-1873

70 Album litterario – 1875-1880

71 Dexâssudhârânetxo – (em port. E marata)- 1876-1880

72 Estreia Litteraria – 1877

73 Goamitra – 1882-1883

74 Jornal das Novas Conquistas – 1882-1886

75 O Arya-Bondir – 1885-1886

76 O Goa Pancha – 1885-1889 e 1890-1892

77 Cavaco Instructivo – 1887

78 Sudarxana – 1888

79 A Democracia – semanal – 11.10.1888 a 3.10.1889

80 Ortigas – semanal – 1.1.1889 (Único exemplar)

81 O Niaya Chacxu – 1889-1890

82 Mandovy – semanal – 7.1890 a 27.10.1890

83 Gomantac – 1890-1892

84 O Vinte e um de Setembro – semanal – 28.10.1890 a 29.12.1892

85 A Voz do Povo – semanal – 7.11.1890 a 1907

86 Correspondência de Goa – semanal – 1891

87 Gazeta de Perném – 1893-1894

88 Gazeta da Índia – semanal – 1.2.1893 a 18.8.1894

89 O Investigador – quinzenal – 29.1.1894 a 21.7.1894

90 O Indispensável – 1.4.1894 a 12.1895 – 28.12.1909 a 7.1915. Ed. Ingl. 1.1913 a 1.1914

91 Divan Litterario – 1894

92 Archivo Medico da Índia – 8.1894 a 4.1896

93 Notícias – 1.9.1894 a 1937

94 O Brado Indiano – semanal – 15.12.1894 a 12.1895

95 O Liberal – mansal – 1.1895 a 10.1895

96 O Paiz – quinzenal – 1.1.1895 a 10.1895

97 A Evolução – semanal – 2.1.1895 a 13.11.1895

98 Bibliotheca de Notícias – mensal – 3.8.1895 a 11.1895

99 A Era Nova – semanal – 3.11.1897 a 30.4.1903

100 O Portuguez – semanal – 16.12.1897 a 16.11.1901

101 O Atheta – semanal – 1899 a 22.12.1906

102 O Heraldo – diário – 22.1.1900 até hoje

103 O Bardezano – semanal – 4.2.1904 a 22.12.1906

104 O Índio – semanal – 9.2.1904 a 6.4.1908

105 O Nacionalista – semanal – 11.10.1904 a 12.12.1910

106 O Oriente – semanal – 9.3.1905 a 22.12.1905

107 Echo da Índia –9.9.1905 a 28.6.1907

108 A Reforma – semanal – 16.10.1905 a 1.1.1906

109 Diário de Goa – 16.10.1905 a 22.2.1906

110 O Imparcial – semanal – 5.3.1906 a 18.8.1906

111 O Pygmeu – diário – 4.2.1908 a 31.12.1909

112 Heraldo- diário – 21.5.1908 até hoje

113 O Ariano – semanal – 16.7.1908 a 27.12.1911

114 O Futuro – semanal – 11.4.1909 a 12.1.1917

115 O Commercio – diário – 1.10.1909 a 30.12.1912

116 O Debate – semanal – 3.4.1911 a 16.2.1921

117 O Popular – semanal - 4.10.1911 a 20.5.1912

118 O Povo – bisemanal – 26.7.1912 a 12.2.1913

119 Students’ Progress – 12.9.1912 a 8.1914

120 Jornal da Índia – semanal –14.3.1913 a 26.8.1913

121 Boletim do Commercio – semanal – 29.3.1913 a 29.3.1915.

122 A Pátria – semanal – 6.8.1913 a 29.10.1914.

123 Rebate – semanal – 1.10.1913 a 12.6.1914.

124 Vida Nova - semanal, 17/11/1913 a 22/09/1917

125 Jornal do Povo - semanal, 14/07/1914 a 10/10/1918

126 A Lanterna - semanal, 01/10/1914 a 02/12/1916

127 A Terra - bissemanal, 01/01/1916 a 1932

128 O Liberal - semanal, 05/10/1916 a 12/03/1919

129 O Progresso - semanal, 10/03/1917 a 15/11/1919

130 Opinião - semanal, 12/11/1917 a 29/03/1919

131 O Português - semanal, 08/06/1919 a 26/09/1919

132 Nacional - semanal, 03/11/1919 a 09/03/1920

133 Diário da Noite - diário, 01/12/1919 até hoje

134 A Tribuna - semanal, 02/01/1920 a 1925

135 Provincia - semanal, 07/06/1920 a 27/03/1922

136 O Bharat - 1920 a 1949

137 Boletim Geral de Medicina e Farmácia - 03/1921

138 Gazeta da Relação de Nova-Goa - semanal, 1921-1932

139 A Época - 1924-1930

140 Boletim do Instituto Vasco da Gama - 1926

141 Sandalcalo

142 Lubadhe - semanal

143 Arquivos da Escolas Médico-cirurgica de Nova-Goa - 06/1927 até hoje

144 Pracasha - 1928-1937

145 Correio de Bardez - semanal, 1928-1948

146 Filha, Mãe e Esposa - 1928-1938

147 Esplendores da Religião - 1928-1930

148 Vem. Padre José Vaz - mensal, Ed. Port. 05/1928; Ed. conc. 07/10/1929; Ed. ing. 01/1931.

149 Ariavidnyana - semanal, 1929

150 Estado da Índia

151 Pradipa - 1929-1930

152 Amchó Gão - semanal, 1929-1933

153 Niz Bhavarti - semanal, 01/1930

154 Voluntário - semanal, 1930

155 Porjecho Adar - 1930 até hoje

156 Diário da Tarde - 1931-1933

157 A Voz de S. Francisco Xavier - semanal, 1931-1942

158 Índia - mensal (ing.), 10/1931

159 Correio de Bicholim - semanal, 1931-1932

160 Vaisha - 1931

161 Patita pavana - trimensal, 1931

162 O Tempo - semanal, 1931-1951

163 Índia - Suplemneto (ing.), 08/1932

164 Mascote - semanal, 1933-1936

165 A Luta - 1933-1937

166 Bharat-Mitra - mensal, 1933 até hoje

167 Jornal da Índia - 1933-1945

168 O Médico - mensal, 01/1934 até hoje

169 O Independente - semanal, 25/12/1933 a 09/09/1946

170 Vauraddeanchó Ixtt (Amigo do Operário) - 12/1933 até hoje

171 Jornal das Comunidades - semanal, 1934-1937

172 Boletim da Comissão de Arqueologia - 10/1935

173 O Clínico - mensal, 11/12/1938 até hoje

174 A Vida - diário, 15/09/1938 até 1963

175 O Esculápio - 11/1940 a 05/1941

176 Boletim Eclesiástico da Arquidiocese de Goa - mensal, 07/1942 até hoje

177 Ala - anual, Revista do Liceu Nacional de Albuquerque, 1944

178 Oratório Salesiano de D. Bosco – 03/1946 até hoje

179 A Voz da Índia – 1946-1950

180 Avante - 10/1946

181 Aitarachem Vachop - quinzenal, 1947 até hoje

182 India - mensal, 01/1950 a 1964

183 Notícias do Estado da Índia - 08/1950 a 1961

184 Luz da Infância - mensal, 13/10/1951 a 1959

185 Portuguese India - quinzenal, 01/1952

186 Diário de Goa – 01/02/1953 a 1961

187 Revista Farmacêutica - trimestral, 01/1954 a 1959

188 Vanguarda - 10/1954 a 1961

189 Heraldo - ed. ingl., semanal, 31/04/1956 a 1962

190 O Heraldo - ed. conc. 02/02/1956 até hoje

 

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Goa - River Desilting in progress.

As soon as you enter the premises of a Church in old Goa, these candle men will approach you . I cought a group of ladies buying candles.

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