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Young girl running on the Continental Viaduct spanning the Trinity River, recently transformed into a city park in Dallas, Texas.
Editors e Cigarettes After Sex in concerto a Taranto per Medimex 2019, foto di Annita Fanizza per www.rockon.it
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Sunrise and sunset, the sun finds it's way through the trees and paints a picture in the yard, at camp,
Western, NY
Happy Slider Sunday, HSS
Editors e Cigarettes After Sex in concerto a Taranto per Medimex 2019, foto di Annita Fanizza per www.rockon.it
Editors
Unaltrofestival Day 2
Circolo Magnolia Segrate Milan, Italy IT
02 september 2016
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Editors
Pinkpop Festival 2018 - Day 3
Landgraaf, Megaland, Netherlands NL
17th June 2018
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This was one of many tree carvings in Galveston TX. A few years back when hurricane Ike did a lot of damage. Artist in Galveston took the damaged trees and made many carvings throughout the town.
Editors live at Royal Albert Hall. Lovely show to raise funds for TCT. I bought a pretty bad seat but managed to ninja my way to any awesome box seat and then to a seat with an awesome view :)
Editors
City Sound 2014
Ippodromo del Galoppo Milan, Italy IT
20th July 2014
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Editors
Unaltrofestival Day 2
Circolo Magnolia Segrate Milan, Italy IT
02 september 2016
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Peter Greenberg, Travel editor, CBS News led a panel discussion on "Growing sustainably through infrastructure developments with (left to right: Satoshi Seino, Chairman and Director, East Japan Railway Company; Angela Gittens, Director General, ACI World; James Mueller, Vice President- Atlantic and Pacific Sales, United Airlines; Pier Luigi Foschi, Chairman and CEO, Carnival Asia and Chairman of the Board, Costa Crociere SPA; Ricco De Blank, Chief Executive Officer, SHKP Hotels
Editors e Cigarettes After Sex in concerto a Taranto per Medimex 2019, foto di Annita Fanizza per www.rockon.it
live @ Colos Saal, Aschaffenburg (Germany), 2009-06-27
more photos and review (in German): www.laxmag.de/laxlive/1020-editors-aschaffenburg
José EGITO de Oliveira GONÇALVES, poeta, tradutor, editor e ator (1.ª parte) -
Nasceu na freguesia de Matosinhos a 08/04/1920, tal como sua irmã Jesuína do Egipto de Oliveira Gonçalves (Amador) que casou com Moisés Amador e do qual teve como filhos Carlos Maurício Gonçalves Amador (já falecido) e Carlos Nelson Gonçalves Amador (tradutor e militante do PCP, foi preso pela PIDE na madrugada de 29/04 no ano letivo em que frequentava o 7.º ano de Letras no então Liceu Nacional D. Manoel II, em2012 era membro da Direção do Sector Intelectual da Organização Regional do Porto do PCP e em 2014 fazia parte da Assembleia Municipal de Matosinhos):
seus pais eram de origem camponesa transmontana, pelo que teve um ambiente familiar com essa componente rural e com o marítimo urbano da vila em que nasceu junto da cidade do Porto, mistura esta que, no seu entender, foi muito importante para sua vida;
«As minhas relações com meu pai foram más - era um homem com alguns traumas. Com o resto da família as relações foram boas. Mas era gente que não exteriorizava muito a ternura, do que resultou uma infância seca e carente, sem deixar marcas de amargura mas também não produziu alegria. É um período que não se esvaziou, a memória encarregou-se de relegar»;
durante este período da sua juventude, em que frequentou no Porto o Curso Técnico de Eletrotecnia não o chegando a concluir por ter sido obrigado a interrompê-lo para prestar o serviço militar, «Ninguém me orientou leituras; sempre li muito, tudo o que me vinha à mão; Victor Hugo, Emilio Salgari, Julio Verne, Eça de Queirós foram certamente os primeiros autores que li. Quanto aos poetas, quase nada. Poemas avulsos de Guerra Junqueiro, Florbela Espanca, Antero e outros.»;
foi afilhado do comerciante conhecido por ‘Egito da Louça’ que tinha uma loja na R. de Brito Capelo quase em frente à sede do jornal ‘O Comércio de Leixões’, o qual o apoiou muito durante a sua infância e juventude;
a sua irmã Jesuína foi professora de Francês, foi politicamente combatente antifascista e militante do PCP, foi medalhada pela Câmara Municipal de Matosinhos com a Medalha de Mérito Dourado a 08/03/2005 pelo seu combate pela liberdade, faleceu no início de janeiro de 2012 em Matosinhos e o seu funeral realizou-se pelas 14:30 de 04/01/2012 no Tanatório de Matosinhos onde foi cremada.
Entre 1940 e 1942, durante a sua estada em Ponta Delgada como radiotelegrafista militar cumprindo o serviço militar, Egito Gonçalves iniciou a sua atividade literária começando a escrever poesia depois de ter aí conhecido alguns poetas açorianos que aí viviam:
particularmente, Armando César Côrtes-Rodrigues, Diogo Ivens Tavares e Ruy Galvão de Carvalho, para além de João da Silva Júnior do ‘Bureau de Turismo de Ponta Delgada’ que não era poeta, os quais puseram as suas boas e atualizadas bibliotecas à disposição dele e a quem ele chamou de seus ‘padrinhos literários’;
segundo palavras suas no n.º 32 do Boletim da Casa dos Açores do Norte, de junho de 1992 (pág. 7 e 8), «transitando pela cidade, ou enchendo os olhos pelas estradas de Nordeste aos Mosteiros, frequentando assiduamente no Largo da Matriz o Bureau de Turismo que me fornecia as últimas novidades em livros, eu ia crescendo…» e «sei quanto devo, na minha formação, aos dois anos que ali passei… trouxe dos Açores um acréscimo de cultura, o interesse por coisas que antes desconhecia, e os olhos cheios de uma paisagem inesquecível»;
iniciou-se na crítica de cinema em Ponta Delgada, como crítico do ‘Cine-Jade’;
o seu primeiro texto publicado, no ‘Correio dos Açores’ em 1943 (quando já tinha regressado a Matosinhos), foi o ‘Poema para os Companheiros da Ilha’.
Passou a residir no Porto desde 1948 até à sua morte, tendo vindo a casar nos anos 50 com Fernanda Gonçalves que foi atriz no Teatro Experimental do Porto (TEP) e da qual teve a sua filha Cláudia Gonçalves (atual colaboradora da Fundação Serralves desde pelo menos 2001, e também tradutora como o pai, desde pelo menos 1990, já que em 1991 foi publicado em São Paulo pela editora Ebradil o 4.º volume ‘História das mulheres no Ocidente: o século XIX.’ com tradução de Cláudia Gonçalves e seu pai Egito Gonçalves).
Em termos profissionais, foi administrador duma Editora e chefe do Gabinete de Marketing duma Companhia de Seguros.
Em 1950, os seus primeiros 2 livros foram publicados na coleção ‘Cítara’:
‘Poema para os Companheiros da Ilha’ (uma homenagem aos seus amigos residentes em Ponta Delgada entre 1942 e 1944 e um produto da nostalgia da ilha de S. Miguel que nunca o abandonou) e ‘Um homem na Neblina’.
A sua intensa atividade de divulgação cultural e literária concretizou-se, a partir dos anos 50, na fundação e/ou direção de diversas revistas literárias que foram importantes para a divulgação da poesia portuguesa neorrealista e surrealista dos anos 50 e 60 do séc. XX:
‘A Serpente’ em 1951, ‘Árvore’ de 1952 a 1954 (dirigida com Ramos Rosa), ‘Notícias do Bloqueio’ de 1957 a 1961 (fascículos de poesia) e ‘Plano’ de 1965 a 1968 (publicada pelo Cineclube do Porto, o Clube Português de Cinema fundado por Hipólito Duarte Cardoso de Carvalho e outros a 13/04/1945 e que acrescentou o nome de Cine-Clube do Porto em 1948), tendo sido desde 1992 o diretor da coleção de poesia ‘Os olhos e a memória’ da editora portuense ‘Limiar’ que ele tinha fundado em 1975;
participaram nestas revistas autores das vertentes poéticas neorrealista e surrealista, bem como de correntes anteriores, entre os quais José Gomes Ferreira, Alexandre Pinheiro Torres, Mário Cesariny de Vasconcelos e Adolfo Casais Monteiro;
nos fascículos de poesia ‘Notícias do Bloqueio’, sem uma dimensão ideológica explícita, colaboraram também autores de poesia empenhada, bem como autores africanos de Angola e Moçambique tais como José Craveirinha, Rui Knopfli e Agostinho Neto;
a coleção "Os Olhos e a memória", exclusivamente reservada à poesia, publicou, entre muitos outros poetas, Ramos Rosa, Fernando Guimarães, Pedro Tamen, Fiama Hasse Pais Brandão, Armando Silva Carvalho, Gastão Cruz e Carlos Poças Falcão;
o n.º 2 da revista literária portuense ‘Limiar’, de 1993, teve a direção de Egito Gonçalves, Fernando Guimarães, Laureano Silveira, Rosa Alice Branco e Rui Magalhães, incluiu poemas de Fernando Echevarría, Carlos Alberto Braga, Carlos Marques Queirós, João Rui de Sousa, José Blanc de Portugal e Rui Magalhães, também um Ensaio sobre Fernando Echevarría por Fernando Pinto do Amaral e ainda ‘Poesia e Corpo’ por António Pedro Pita, Fernando Guimarães, Rosa Alice Branco e Diogo Alcoforado, bem como ‘Experiências de tradução’ por Egito Gonçalves com 29 poemas de Edoardo Sanguineti (Book reviews por Fernando Guimarães, João Rui de Sousa, Laureano Silveira, Luís Miguel Nava, Rosa Alice Branco e Rui Magalhães).