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O “Castelo de Numão” localiza-se na freguesia e vila de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, em Portugal.

 

Situado na vertente leste da serra da Lapa, inscreve-se atualmente no Parque Arqueológico do Vale do Côa. De seus muros avista-se para leste, do vale da Ribeira de Teja até São João da Pesqueira, e os castelos de Ansiães, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Ranhados e Penedono. Não deve ser confundido com o sítio arqueológico de “Castelo de Freixo de Numão”, um antigo castro na região.

 

História

 

Antecedentes

 

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Calcolítico e à Idade do Bronze, conforme vestígios arqueológicos. Alguns autores pretendem que o local tenha-se constituído em ponto de relativa importância durante o período romano, embora sem evidências nesse sentido conforme as campanhas arqueológicas levadas a cabo no recinto medieval.

 

O castelo medieval

 

Acredita-se que a primitiva feição do castelo remonte à época da Reconquista cristã, no início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma em Lalim, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (“penellas et populaturas”) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, referido como “Nauman”:

 

“(…) nostros castellos id est Trancoso, Moraria, Longobria, Nauman, Vacinata, Amindula, Pena de Dono, Alcobria, Seniorzelli, Caria, cum alias penellas et populaturas que sunt in ipsa stremadura (…).” (Portugalia Monumenta Henricina, Diplomata et Chartae, 81, Lisboa, 1867; Vimaranis Monumenta Historica, 11, Guimarães, 1929-1931.)

 

A região foi conquistada em 997 pelas forças de Almançor (938-1002). Em 1030 terá sido arrasada pelos irmãos Tedom e Rausendo Ramires, ficando despovoada, vindo ser definitivamente reconquistada quando, entre 1055 e 1057, Fernando I de Leão (1037-1065) dela expulsou os Muçulmanos. Pouco depois, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059 relaciona o Castelo de Numão.

 

Integrante do Condado Portucalense, no alvorecer da nacionalidade, em 1128 recebeu o primeiro foral. Posteriormente, contexto da afirmação da nacionalidade, D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), em 1130 doou os domínios de Numão a Fernão Mendes de Bragança II, "tenens" da Terra de Chaves e senhor de Bragança, seu cunhado por casamento com a sua irmã, a infanta D. Sancha Henriques. Este nobre concedeu foral à povoação, então referida como “Civitate Noman” (8 de julho de 1130), conforme o modelo do de Salamanca, e promoveu a edificação ou reedificação do antigo castelo. Observe-se que o território do concelho à época englobava quase todas as freguesias do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa. Em 1148 a administração eclesiástica da povoação pela diocese de Braga foi confirmada pelo Papa Eugénio II.

 

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) foram concluídas obras de recuperação das muralhas e erguida a torre de menagem, conforme inscrição epigráfica (hoje desaparecida) datada de 1189.

 

Sob o reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), os domínios de Numão e seu castelo foram doados temporariamente a Abril Peres de Lumiares. Em 1247, era “tenens” da Terra, D. Afonso Lopes de Baião, a quem, como representante régio, competia exercer funções de caráter administrativo e militar.

 

Afonso III de Portugal (1248-1279) confirmou o foral à vila (outubro de 1265). Uma nova etapa construtiva nas suas defesas, entretanto, só terá tido lugar a partir da confirmação deste diploma por Dinis I de Portugal (1279-1325), em 27 de outubro de 1285. Neste período, o soberano doou o padroado da Igreja de Santa Maria e das suas anexas ao bispado de Lamego (1302).

 

Durante o século XIV, Numão desfrutou de alguma importância, certamente motivada pela posição estratégica face ao rio Douro e à recentemente consolidada fronteira com Leão.

 

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), em 1373 era alcaide-mor de Numão Vasco Fernandes Coutinho, de Marialva, um dos homens mais poderosos das Beiras. Este cargo permaneceu em mãos desta família até ao reinado de João III de Portugal (1521-1557), na pessoa de D. Francisco Coutinho, 4.° conde de Marialva.

 

Quando da crise de sucessão de 1383-1385, Numão tomou o partido por Beatriz de Portugal, juntamente com as vilas e castelos vizinhos de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Sabugal, e Trancoso. Recorde-se que será pela Guarda que as forças de João I de Castela invadirão Portugal em fins de dezembro de 1383.

 

De acordo com o “Rol de Besteiros do Conto” (1421-1422), no reinado de João I de Portugal (1385-1433) o julgado de Numão era obrigado a contribuir com 12 besteiros.

 

Sob o curto reinado de Duarte I de Portugal (1433-1438) aqui foi instituído um couto de homiziados (1436), o que parece indicar alguma dificuldade com o seu povoamento à época.

 

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o “Foral Novo” à vila (25 de agosto de 1512) que, à época, era Comenda da Ordem de Cristo. O Cadastro da População do Reino, em 1527, mostra que a vila de Numão contava com apenas 15 fogos intra-muros, e mais 41 nos arrabaldes.

 

Com a extinção da família dos Coutinho por falta de descendentes (1534), a povoação e seu castelo tiveram o seu processo de decadência acentuado: em abril de 1568 o alcaide-mor, Diogo Cardoso, habitava em Freixo de Numão, o que atesta a decadência da povoação. Dois séculos mais tarde a povoação mudava-se para novo local, no sopé do monte até que, no século XVII, foi integrada no concelho de Freixo de Numão.

 

No século XVIII registava-se a progressiva ruína do castelo, e a cerca muralhada da povoação possuía 15 torres. É possível que Numão tenha sido afetada pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, dadas as várias datas oitocentistas inscritas nas paredes da Igreja Matriz. As “Memórias Paroquiais” (1758) sobre Numão referem que se encontra no termo de Freixo de Numão, computando-lhe 134 fogos; na mesma fonte, a 20 de junho, o pároco de Freixo de Numão, António Vaz Dias, refere que a povoação integrava o termo de Freixo de Numão, com 80 vizinhos.

 

Sobre a defesa, ao final desse século Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (O.F.M.) referiu:

 

“O seu antiquíssimo castelo se acha, pela maior parte arruinado. Saindo dele para a vila pela porta, que fica ao Poente, se vê uma pedra inscrita no muro, e à mão direita (...).” (SANTA ROSA DE VITERBO, 1798-1799)

 

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho, embora incorretamente designado no diploma como “Castelo de Freixo de Numão”.

 

O imóvel foi afeto à Junta de Freguesia por decreto ministerial de 17 de fevereiro de 1940.

 

A intervenção do poder público fez-se sentir de 1944 a 1950, através da ação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), quando foram procedidos trabalhos de consolidação e limpeza, reconstrução de muralhas, desentulhamento da cisterna e recuperação da torre de menagem. Novas campanhas de obras tiveram lugar em 1973-1974, devido ao desmoronamento de um troço a norte das muralhas, e em 1984, com a reconstrução de dois panos de muralha na zona sudeste e reparações diversas.

 

No início do século XXI, a Câmara Municipal fez instalar iluminação cénica, com o apoio de fundos comunitários, valorizando o monumento.

 

O imóvel encontra-se afeto à DRCNorte pela Portaria n.º 829/2009, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 163 de 24 de agosto de 2009.

 

Características

 

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado, num cabeço muito declivoso e desnivelado, na encosta leste da serra da Lapa, a cerca de 677 metros acima do nível do mar, na margem sul da foz da Ribeira da Teja, afluente do rio Douro.

 

Apresenta planta oval irregular (orgânica) como foi habitual no programa urbanístico das chamadas "vilas novas" de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupando uma área de 336 hectares. As muralhas, ameadas em um pequeno trecho, são reforçadas por torres (primitivamente quinze, atualmente seis), as que se erguem a nordeste e a leste adossadas pelo exterior.

 

Nas muralhas rasgam-se quatro portas:

 

• A Porta de São Pedro, a leste, guarnecida por uma torre, apresenta arco apontado, com cobertura em abóbada de berço ligeiramente apontada;

 

• A Porta do Poente, a oeste, de figura semelhante;

 

• A Porta Falsa (poterna) a sudeste, em arco quebrado; e

 

• A porta principal, a sul, abrindo apenas até às impostas do arranque do arco, defendida por torres.

 

A Torre de Menagem, a nordeste, apresenta planta quadrada, em cantaria de granito aparente, rematada por cornija com cachorrada apresentando decoração geométrica. A fachada virada a leste é cega no primeiro registo, tendo, no segundo, duas frestas altas em arco pleno; as fachadas viradas a sul e a oeste são idênticas, cegas no primeiro registo, tendo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita; a fachada norte tem, no primeiro registo, porta de verga reta e umbrais curvos, surgindo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita. Em seu interior não apresenta marcação de pisos e cobertura. Gravada no único silhar coevo da antiga torre (os que atualmente se observam são do período da reconstrução encontra-se a inscrição: “INCEPIT TVRREM IN ERA MCCXXVII” (correspondente ao ano de 1189 da Era Cristã).

 

A Torre Norte apresenta de planta retangular, algo arruinada, apresenta porta virada a sul e acesso pelo adarve.

 

A Torre da Vaca, a oeste, apresenta planta quadrada, percorrida por embasamento escalonado, tendo, na fachada norte seteira no segundo registo, com remate em merlões cúbicos de alvenaria; a fachada leste ostenta seteira no segundo registo e a sul porta de verga reta com arco de descarga quebrado ao nível do adarve, sendo a fachada oeste cega.

 

As torres sul e nordeste, e a denominada Torre Larga, são de planta quadrada, cegas e vãs.

 

Ao centro da praça de armas abre-se uma cisterna de planta circular, com cerca de sete metros de diâmetro, sem cobertura.

 

No interior, junto à porta principal, observam-se as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo (em estilo românico, de planta longitudinal com portais em arco quebrado, cachorrada com decoração geométrica e arco triunfal quebrado com impostas decoradas com meias esferas) e o cemitério.

 

Na encosta leste, extramuros, junto à Porta de São Pedro e onde existiu um templo homónimo, observa-se uma necrópole com cerca de 10 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, popularmente denominada como “Cemitério dos Mouros”. A Igreja de São Pedro de Numão, templo de raiz pré-românica, tem vindo a ser escavada arqueologicamente desde 1995.

 

fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=18...

O “Castelo de Numão” localiza-se na freguesia e vila de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, em Portugal.

 

Situado na vertente leste da serra da Lapa, inscreve-se atualmente no Parque Arqueológico do Vale do Côa. De seus muros avista-se para leste, do vale da Ribeira de Teja até São João da Pesqueira, e os castelos de Ansiães, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Ranhados e Penedono. Não deve ser confundido com o sítio arqueológico de “Castelo de Freixo de Numão”, um antigo castro na região.

 

História

 

Antecedentes

 

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Calcolítico e à Idade do Bronze, conforme vestígios arqueológicos. Alguns autores pretendem que o local tenha-se constituído em ponto de relativa importância durante o período romano, embora sem evidências nesse sentido conforme as campanhas arqueológicas levadas a cabo no recinto medieval.

 

O castelo medieval

 

Acredita-se que a primitiva feição do castelo remonte à época da Reconquista cristã, no início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma em Lalim, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (“penellas et populaturas”) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, referido como “Nauman”:

 

“(…) nostros castellos id est Trancoso, Moraria, Longobria, Nauman, Vacinata, Amindula, Pena de Dono, Alcobria, Seniorzelli, Caria, cum alias penellas et populaturas que sunt in ipsa stremadura (…).” (Portugalia Monumenta Henricina, Diplomata et Chartae, 81, Lisboa, 1867; Vimaranis Monumenta Historica, 11, Guimarães, 1929-1931.)

 

A região foi conquistada em 997 pelas forças de Almançor (938-1002). Em 1030 terá sido arrasada pelos irmãos Tedom e Rausendo Ramires, ficando despovoada, vindo ser definitivamente reconquistada quando, entre 1055 e 1057, Fernando I de Leão (1037-1065) dela expulsou os Muçulmanos. Pouco depois, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059 relaciona o Castelo de Numão.

 

Integrante do Condado Portucalense, no alvorecer da nacionalidade, em 1128 recebeu o primeiro foral. Posteriormente, contexto da afirmação da nacionalidade, D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), em 1130 doou os domínios de Numão a Fernão Mendes de Bragança II, "tenens" da Terra de Chaves e senhor de Bragança, seu cunhado por casamento com a sua irmã, a infanta D. Sancha Henriques. Este nobre concedeu foral à povoação, então referida como “Civitate Noman” (8 de julho de 1130), conforme o modelo do de Salamanca, e promoveu a edificação ou reedificação do antigo castelo. Observe-se que o território do concelho à época englobava quase todas as freguesias do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa. Em 1148 a administração eclesiástica da povoação pela diocese de Braga foi confirmada pelo Papa Eugénio II.

 

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) foram concluídas obras de recuperação das muralhas e erguida a torre de menagem, conforme inscrição epigráfica (hoje desaparecida) datada de 1189.

 

Sob o reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), os domínios de Numão e seu castelo foram doados temporariamente a Abril Peres de Lumiares. Em 1247, era “tenens” da Terra, D. Afonso Lopes de Baião, a quem, como representante régio, competia exercer funções de caráter administrativo e militar.

 

Afonso III de Portugal (1248-1279) confirmou o foral à vila (outubro de 1265). Uma nova etapa construtiva nas suas defesas, entretanto, só terá tido lugar a partir da confirmação deste diploma por Dinis I de Portugal (1279-1325), em 27 de outubro de 1285. Neste período, o soberano doou o padroado da Igreja de Santa Maria e das suas anexas ao bispado de Lamego (1302).

 

Durante o século XIV, Numão desfrutou de alguma importância, certamente motivada pela posição estratégica face ao rio Douro e à recentemente consolidada fronteira com Leão.

 

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), em 1373 era alcaide-mor de Numão Vasco Fernandes Coutinho, de Marialva, um dos homens mais poderosos das Beiras. Este cargo permaneceu em mãos desta família até ao reinado de João III de Portugal (1521-1557), na pessoa de D. Francisco Coutinho, 4.° conde de Marialva.

 

Quando da crise de sucessão de 1383-1385, Numão tomou o partido por Beatriz de Portugal, juntamente com as vilas e castelos vizinhos de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Sabugal, e Trancoso. Recorde-se que será pela Guarda que as forças de João I de Castela invadirão Portugal em fins de dezembro de 1383.

 

De acordo com o “Rol de Besteiros do Conto” (1421-1422), no reinado de João I de Portugal (1385-1433) o julgado de Numão era obrigado a contribuir com 12 besteiros.

 

Sob o curto reinado de Duarte I de Portugal (1433-1438) aqui foi instituído um couto de homiziados (1436), o que parece indicar alguma dificuldade com o seu povoamento à época.

 

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o “Foral Novo” à vila (25 de agosto de 1512) que, à época, era Comenda da Ordem de Cristo. O Cadastro da População do Reino, em 1527, mostra que a vila de Numão contava com apenas 15 fogos intra-muros, e mais 41 nos arrabaldes.

 

Com a extinção da família dos Coutinho por falta de descendentes (1534), a povoação e seu castelo tiveram o seu processo de decadência acentuado: em abril de 1568 o alcaide-mor, Diogo Cardoso, habitava em Freixo de Numão, o que atesta a decadência da povoação. Dois séculos mais tarde a povoação mudava-se para novo local, no sopé do monte até que, no século XVII, foi integrada no concelho de Freixo de Numão.

 

No século XVIII registava-se a progressiva ruína do castelo, e a cerca muralhada da povoação possuía 15 torres. É possível que Numão tenha sido afetada pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, dadas as várias datas oitocentistas inscritas nas paredes da Igreja Matriz. As “Memórias Paroquiais” (1758) sobre Numão referem que se encontra no termo de Freixo de Numão, computando-lhe 134 fogos; na mesma fonte, a 20 de junho, o pároco de Freixo de Numão, António Vaz Dias, refere que a povoação integrava o termo de Freixo de Numão, com 80 vizinhos.

 

Sobre a defesa, ao final desse século Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (O.F.M.) referiu:

 

“O seu antiquíssimo castelo se acha, pela maior parte arruinado. Saindo dele para a vila pela porta, que fica ao Poente, se vê uma pedra inscrita no muro, e à mão direita (...).” (SANTA ROSA DE VITERBO, 1798-1799)

 

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho, embora incorretamente designado no diploma como “Castelo de Freixo de Numão”.

 

O imóvel foi afeto à Junta de Freguesia por decreto ministerial de 17 de fevereiro de 1940.

 

A intervenção do poder público fez-se sentir de 1944 a 1950, através da ação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), quando foram procedidos trabalhos de consolidação e limpeza, reconstrução de muralhas, desentulhamento da cisterna e recuperação da torre de menagem. Novas campanhas de obras tiveram lugar em 1973-1974, devido ao desmoronamento de um troço a norte das muralhas, e em 1984, com a reconstrução de dois panos de muralha na zona sudeste e reparações diversas.

 

No início do século XXI, a Câmara Municipal fez instalar iluminação cénica, com o apoio de fundos comunitários, valorizando o monumento.

 

O imóvel encontra-se afeto à DRCNorte pela Portaria n.º 829/2009, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 163 de 24 de agosto de 2009.

 

Características

 

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado, num cabeço muito declivoso e desnivelado, na encosta leste da serra da Lapa, a cerca de 677 metros acima do nível do mar, na margem sul da foz da Ribeira da Teja, afluente do rio Douro.

 

Apresenta planta oval irregular (orgânica) como foi habitual no programa urbanístico das chamadas "vilas novas" de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupando uma área de 336 hectares. As muralhas, ameadas em um pequeno trecho, são reforçadas por torres (primitivamente quinze, atualmente seis), as que se erguem a nordeste e a leste adossadas pelo exterior.

 

Nas muralhas rasgam-se quatro portas:

 

• A Porta de São Pedro, a leste, guarnecida por uma torre, apresenta arco apontado, com cobertura em abóbada de berço ligeiramente apontada;

 

• A Porta do Poente, a oeste, de figura semelhante;

 

• A Porta Falsa (poterna) a sudeste, em arco quebrado; e

 

• A porta principal, a sul, abrindo apenas até às impostas do arranque do arco, defendida por torres.

 

A Torre de Menagem, a nordeste, apresenta planta quadrada, em cantaria de granito aparente, rematada por cornija com cachorrada apresentando decoração geométrica. A fachada virada a leste é cega no primeiro registo, tendo, no segundo, duas frestas altas em arco pleno; as fachadas viradas a sul e a oeste são idênticas, cegas no primeiro registo, tendo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita; a fachada norte tem, no primeiro registo, porta de verga reta e umbrais curvos, surgindo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita. Em seu interior não apresenta marcação de pisos e cobertura. Gravada no único silhar coevo da antiga torre (os que atualmente se observam são do período da reconstrução encontra-se a inscrição: “INCEPIT TVRREM IN ERA MCCXXVII” (correspondente ao ano de 1189 da Era Cristã).

 

A Torre Norte apresenta de planta retangular, algo arruinada, apresenta porta virada a sul e acesso pelo adarve.

 

A Torre da Vaca, a oeste, apresenta planta quadrada, percorrida por embasamento escalonado, tendo, na fachada norte seteira no segundo registo, com remate em merlões cúbicos de alvenaria; a fachada leste ostenta seteira no segundo registo e a sul porta de verga reta com arco de descarga quebrado ao nível do adarve, sendo a fachada oeste cega.

 

As torres sul e nordeste, e a denominada Torre Larga, são de planta quadrada, cegas e vãs.

 

Ao centro da praça de armas abre-se uma cisterna de planta circular, com cerca de sete metros de diâmetro, sem cobertura.

 

No interior, junto à porta principal, observam-se as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo (em estilo românico, de planta longitudinal com portais em arco quebrado, cachorrada com decoração geométrica e arco triunfal quebrado com impostas decoradas com meias esferas) e o cemitério.

 

Na encosta leste, extramuros, junto à Porta de São Pedro e onde existiu um templo homónimo, observa-se uma necrópole com cerca de 10 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, popularmente denominada como “Cemitério dos Mouros”. A Igreja de São Pedro de Numão, templo de raiz pré-românica, tem vindo a ser escavada arqueologicamente desde 1995.

 

fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=18...

O “Castelo de Numão” localiza-se na freguesia e vila de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, em Portugal.

 

Situado na vertente leste da serra da Lapa, inscreve-se atualmente no Parque Arqueológico do Vale do Côa. De seus muros avista-se para leste, do vale da Ribeira de Teja até São João da Pesqueira, e os castelos de Ansiães, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Ranhados e Penedono. Não deve ser confundido com o sítio arqueológico de “Castelo de Freixo de Numão”, um antigo castro na região.

 

História

 

Antecedentes

 

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Calcolítico e à Idade do Bronze, conforme vestígios arqueológicos. Alguns autores pretendem que o local tenha-se constituído em ponto de relativa importância durante o período romano, embora sem evidências nesse sentido conforme as campanhas arqueológicas levadas a cabo no recinto medieval.

 

O castelo medieval

 

Acredita-se que a primitiva feição do castelo remonte à época da Reconquista cristã, no início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma em Lalim, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (“penellas et populaturas”) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, referido como “Nauman”:

 

“(…) nostros castellos id est Trancoso, Moraria, Longobria, Nauman, Vacinata, Amindula, Pena de Dono, Alcobria, Seniorzelli, Caria, cum alias penellas et populaturas que sunt in ipsa stremadura (…).” (Portugalia Monumenta Henricina, Diplomata et Chartae, 81, Lisboa, 1867; Vimaranis Monumenta Historica, 11, Guimarães, 1929-1931.)

 

A região foi conquistada em 997 pelas forças de Almançor (938-1002). Em 1030 terá sido arrasada pelos irmãos Tedom e Rausendo Ramires, ficando despovoada, vindo ser definitivamente reconquistada quando, entre 1055 e 1057, Fernando I de Leão (1037-1065) dela expulsou os Muçulmanos. Pouco depois, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059 relaciona o Castelo de Numão.

 

Integrante do Condado Portucalense, no alvorecer da nacionalidade, em 1128 recebeu o primeiro foral. Posteriormente, contexto da afirmação da nacionalidade, D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), em 1130 doou os domínios de Numão a Fernão Mendes de Bragança II, "tenens" da Terra de Chaves e senhor de Bragança, seu cunhado por casamento com a sua irmã, a infanta D. Sancha Henriques. Este nobre concedeu foral à povoação, então referida como “Civitate Noman” (8 de julho de 1130), conforme o modelo do de Salamanca, e promoveu a edificação ou reedificação do antigo castelo. Observe-se que o território do concelho à época englobava quase todas as freguesias do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa. Em 1148 a administração eclesiástica da povoação pela diocese de Braga foi confirmada pelo Papa Eugénio II.

 

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) foram concluídas obras de recuperação das muralhas e erguida a torre de menagem, conforme inscrição epigráfica (hoje desaparecida) datada de 1189.

 

Sob o reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), os domínios de Numão e seu castelo foram doados temporariamente a Abril Peres de Lumiares. Em 1247, era “tenens” da Terra, D. Afonso Lopes de Baião, a quem, como representante régio, competia exercer funções de caráter administrativo e militar.

 

Afonso III de Portugal (1248-1279) confirmou o foral à vila (outubro de 1265). Uma nova etapa construtiva nas suas defesas, entretanto, só terá tido lugar a partir da confirmação deste diploma por Dinis I de Portugal (1279-1325), em 27 de outubro de 1285. Neste período, o soberano doou o padroado da Igreja de Santa Maria e das suas anexas ao bispado de Lamego (1302).

 

Durante o século XIV, Numão desfrutou de alguma importância, certamente motivada pela posição estratégica face ao rio Douro e à recentemente consolidada fronteira com Leão.

 

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), em 1373 era alcaide-mor de Numão Vasco Fernandes Coutinho, de Marialva, um dos homens mais poderosos das Beiras. Este cargo permaneceu em mãos desta família até ao reinado de João III de Portugal (1521-1557), na pessoa de D. Francisco Coutinho, 4.° conde de Marialva.

 

Quando da crise de sucessão de 1383-1385, Numão tomou o partido por Beatriz de Portugal, juntamente com as vilas e castelos vizinhos de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Sabugal, e Trancoso. Recorde-se que será pela Guarda que as forças de João I de Castela invadirão Portugal em fins de dezembro de 1383.

 

De acordo com o “Rol de Besteiros do Conto” (1421-1422), no reinado de João I de Portugal (1385-1433) o julgado de Numão era obrigado a contribuir com 12 besteiros.

 

Sob o curto reinado de Duarte I de Portugal (1433-1438) aqui foi instituído um couto de homiziados (1436), o que parece indicar alguma dificuldade com o seu povoamento à época.

 

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o “Foral Novo” à vila (25 de agosto de 1512) que, à época, era Comenda da Ordem de Cristo. O Cadastro da População do Reino, em 1527, mostra que a vila de Numão contava com apenas 15 fogos intra-muros, e mais 41 nos arrabaldes.

 

Com a extinção da família dos Coutinho por falta de descendentes (1534), a povoação e seu castelo tiveram o seu processo de decadência acentuado: em abril de 1568 o alcaide-mor, Diogo Cardoso, habitava em Freixo de Numão, o que atesta a decadência da povoação. Dois séculos mais tarde a povoação mudava-se para novo local, no sopé do monte até que, no século XVII, foi integrada no concelho de Freixo de Numão.

 

No século XVIII registava-se a progressiva ruína do castelo, e a cerca muralhada da povoação possuía 15 torres. É possível que Numão tenha sido afetada pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, dadas as várias datas oitocentistas inscritas nas paredes da Igreja Matriz. As “Memórias Paroquiais” (1758) sobre Numão referem que se encontra no termo de Freixo de Numão, computando-lhe 134 fogos; na mesma fonte, a 20 de junho, o pároco de Freixo de Numão, António Vaz Dias, refere que a povoação integrava o termo de Freixo de Numão, com 80 vizinhos.

 

Sobre a defesa, ao final desse século Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (O.F.M.) referiu:

 

“O seu antiquíssimo castelo se acha, pela maior parte arruinado. Saindo dele para a vila pela porta, que fica ao Poente, se vê uma pedra inscrita no muro, e à mão direita (...).” (SANTA ROSA DE VITERBO, 1798-1799)

 

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho, embora incorretamente designado no diploma como “Castelo de Freixo de Numão”.

 

O imóvel foi afeto à Junta de Freguesia por decreto ministerial de 17 de fevereiro de 1940.

 

A intervenção do poder público fez-se sentir de 1944 a 1950, através da ação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), quando foram procedidos trabalhos de consolidação e limpeza, reconstrução de muralhas, desentulhamento da cisterna e recuperação da torre de menagem. Novas campanhas de obras tiveram lugar em 1973-1974, devido ao desmoronamento de um troço a norte das muralhas, e em 1984, com a reconstrução de dois panos de muralha na zona sudeste e reparações diversas.

 

No início do século XXI, a Câmara Municipal fez instalar iluminação cénica, com o apoio de fundos comunitários, valorizando o monumento.

 

O imóvel encontra-se afeto à DRCNorte pela Portaria n.º 829/2009, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 163 de 24 de agosto de 2009.

 

Características

 

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado, num cabeço muito declivoso e desnivelado, na encosta leste da serra da Lapa, a cerca de 677 metros acima do nível do mar, na margem sul da foz da Ribeira da Teja, afluente do rio Douro.

 

Apresenta planta oval irregular (orgânica) como foi habitual no programa urbanístico das chamadas "vilas novas" de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupando uma área de 336 hectares. As muralhas, ameadas em um pequeno trecho, são reforçadas por torres (primitivamente quinze, atualmente seis), as que se erguem a nordeste e a leste adossadas pelo exterior.

 

Nas muralhas rasgam-se quatro portas:

 

• A Porta de São Pedro, a leste, guarnecida por uma torre, apresenta arco apontado, com cobertura em abóbada de berço ligeiramente apontada;

 

• A Porta do Poente, a oeste, de figura semelhante;

 

• A Porta Falsa (poterna) a sudeste, em arco quebrado; e

 

• A porta principal, a sul, abrindo apenas até às impostas do arranque do arco, defendida por torres.

 

A Torre de Menagem, a nordeste, apresenta planta quadrada, em cantaria de granito aparente, rematada por cornija com cachorrada apresentando decoração geométrica. A fachada virada a leste é cega no primeiro registo, tendo, no segundo, duas frestas altas em arco pleno; as fachadas viradas a sul e a oeste são idênticas, cegas no primeiro registo, tendo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita; a fachada norte tem, no primeiro registo, porta de verga reta e umbrais curvos, surgindo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita. Em seu interior não apresenta marcação de pisos e cobertura. Gravada no único silhar coevo da antiga torre (os que atualmente se observam são do período da reconstrução encontra-se a inscrição: “INCEPIT TVRREM IN ERA MCCXXVII” (correspondente ao ano de 1189 da Era Cristã).

 

A Torre Norte apresenta de planta retangular, algo arruinada, apresenta porta virada a sul e acesso pelo adarve.

 

A Torre da Vaca, a oeste, apresenta planta quadrada, percorrida por embasamento escalonado, tendo, na fachada norte seteira no segundo registo, com remate em merlões cúbicos de alvenaria; a fachada leste ostenta seteira no segundo registo e a sul porta de verga reta com arco de descarga quebrado ao nível do adarve, sendo a fachada oeste cega.

 

As torres sul e nordeste, e a denominada Torre Larga, são de planta quadrada, cegas e vãs.

 

Ao centro da praça de armas abre-se uma cisterna de planta circular, com cerca de sete metros de diâmetro, sem cobertura.

 

No interior, junto à porta principal, observam-se as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo (em estilo românico, de planta longitudinal com portais em arco quebrado, cachorrada com decoração geométrica e arco triunfal quebrado com impostas decoradas com meias esferas) e o cemitério.

 

Na encosta leste, extramuros, junto à Porta de São Pedro e onde existiu um templo homónimo, observa-se uma necrópole com cerca de 10 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, popularmente denominada como “Cemitério dos Mouros”. A Igreja de São Pedro de Numão, templo de raiz pré-românica, tem vindo a ser escavada arqueologicamente desde 1995.

 

fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=18...

25.4.2011: inscription outside S. Maria in Trastevere, Rome.

 

Si quis forte velit tumuli cognoscere fatum

Et quorum moestus contegat ossa lapis

Accipiat paucis, ne sit mora longior aequo,

Si tumulus teneat, quem vocat ipsa via.

Hic situs est annis plenus vitaque beatus

Et laetus omni more Rhodanthidion.

Nec sit mirum, quod comis, quod dulcis, amoenus

In vita fuerit: nomine floris erat.

Hunc coniunx talem nimio dilexit amore

Inque diem vitae una fide coluit.

Et postquam fatis morientia lumina solvit,

Supremumque suis reddit officium.

Invita hoc munus coniunx Victoria fecit,

Quodque virum vicit, aegra dolore fuit.

Sed quoniam fatis nulli est obstare potestas,

Quin teneant cursum, quem statuere semel,

Quod solum licuit, coniunx fidissmia fecit:

Post illum nulli fas violare loros.

Servatamque diu vitam habitamque pudice

Post mortis casum pertulit ad tumulum.

Namque simul posita est fatorque tenetur eodem,

Quodque modo potuit, morte secuta virum.

Haec est sancta fides, haec sunt felicia vota,

Amplexus vitae ei reddere post obitum.

Fortunati ambo, si qua est ea gloria mortis,

Quos iungit tumulus, iunxerat et thalamus.

 

CIL 06, 25427 (1), cfr. p. 3532 (2); CLE 1142 (3)

In the chancel is a very large altar monument of veined marble, on which lies the statue of a woman in a recumbent posture,, resting her right hand on a cushion, and holding in her left hand a book; behind the woman, higher up, lies the statue of a man in complete armour, resting his right hand on a cushion; these statues are of alabaster, and painted over; on the summit whereof are two arches, one on the right hand, the other on the left; in the arch on the right hand kneels a small boy; within the arch are the arms of Spelman, and over it Spelman quartering Narburgh, Froyk and Sturgeon. In the arch on the left hand is a tent or pavilion, and under that, an infant male child; in that arch are the arms of Spelman, and over it Spelman quartering Narburgh, Froyk, and Sturgeon, and impaling, Or, on two bars gul. three waterbudgets arg. Willoughby, Quartering in the 2d quarter, gul. a lion passant guardant arg.; and in the 3d, sable a fess humettè ermine, between three griffins heads erased arg. Hawe of Helgey in Norfolk, and in the fourth, Willoughby. In the opening between these arches is this inscription:

"Clementi Spelman Equiti Aurato, Norfolciœ (Anno Domini 1599) Vice-Comiti, qui primò duxit Annam filiam unicam et Hæredem Edmundi Carvill Armig' eâque sine prole defuncta, secundò duxit Ursulam filiam alteram Johan' Willoughby de Risley in Comitatu Derbiœ militis, susceptisq; Johanne et Clemente filijs obiit 24 die Septemb' 1607, Conjugi suo charissimo ipsa Dna' Ursula ob merita pietatis, et concordiæ, memoriæ et as hoc mœrens posuit Monumentum".

("to Clement Spelman, knight, Sheriff of Norfolk, AD 1599, who first married Anna, the only daughter and heiress of Edmund Carvill Esqre, and on her death without issue, married secondly Ursula second daughter of John Willugby of Risley in the county of Derby, knight, and having had two sons, John and Clement, died 24th September 1607. To her beloved husband Dame Ursula in pity and remembered harmony & as a symbol of love has placed this monument )

At the top are the arms of Spelman quartering in the second quarter Narburgh, in the 3d, Froyk, in the 4th arg. two bars wavy gul. a chief cheque or and azure, Adrian. In the 5th, gul. two wings conjoined in a bordure argent, Pouncy. In the 6th, azure, semy of cross croslets, and three crescents arg. Mansell. In the 7th, arg. on a cross fleury sab. five bezants, Cornwall. In the 8th, gul. two pales vairy arg. and az. on a chief or, a lion passant sab. Patrick. In the 9th az. frettè gul. The crest is a woodman holding a tree plucked up by the roots, environed with a serpent. The whole monument was enclosed with wooden rails and balisters..

 

Clement was the son of John Spelman 1581 www.flickr.com/gp/52219527@N00/8726nd & 1st wife Judith daughter of Sir Clement Higham of Barrow Suffolk flic.kr/p/ag3hJy by 2nd wife Anne Waldegrave Bures

 

He m1 1602 Anna dsp c1610 only daughter and heiress of Edmund Carvill / Kervyll

 

He m2 Ursula 1647 daughter of Sir John Willoughby of Risley 1602 by Frances daughter of Henry Hun

Children

1. John 1662 www.flickr.com/gp/52219527@N00/1iaeeR m 1632 Ann daughter of Sir John Hevingham 1633 of Ketteringham & 2nd wife Bridget daughter of Christopher Paston

2. Clement 1607-1679 www.flickr.com/gp/52219527@N00/P9m3F9

 

Ursula m2 John 1673 son of John Potts 1597 & 2nd wife Anne flic.kr/p/kbeXdx daughter of John Dodge of Mannington (John was the widower of Ann Mebwoke, his mother Ann Dodge Potts m2 Sir Christopher Heydon 1623)

Children

1. Sir John Potts 2nd bart m1 Elizabeth daughter of Sir Samuel Browne & Elizabeth Mead m2 Susan daughter of Sir John Heveningham by 2nd wife Bridget daughter of Christopher Paston

2. Ursula 1624-1677 m Philip Thomas Bedingfield son of Philip Bedingfield& Anne daughter of Sir Edward Bacon of Shrubland Hall by Helen Lyttle - Church of All Saints, Narborough Norfolk

via Rottenstein Law Group LLP

. DES Breast Cancer Injury Lawsuit.

. Free DES Lawsuits Informational Brochure.

. Rottenstein Contact - Twitter.

 

About DES Lawsuits

 

Law Papers and Theories (in Reference to DES Cases)

. 2016 The Dutch Act on Collective Settlement of Mass Claims (WCAM) Goes Global Again: A Forum Outside the United States to Resolve Mass Claims Disputes Internationally.

. 2014 DES daughters in France: experts’ points of viewon the various genital, uterine and obstetric pathologies, and in utero DES exposure.

. 2013 Synthetic Hormone Use in Beef and The Us Regulatory Dilemma.

. 2012 Market Share Liability – Did New York Go Too Far?

. 2011 Boston Federal Courthouse holds the first DES Breast Cancer court cases on behalf of 53 DES Daughters.

. 2011 Distilbène®: 20 Years of Legal Battle – DES French lawsuits 1991-2011, DES French court cases history.

. 2011 Pharmaceutical Product Liability.

. 2011 Transgenerational Tort Liability for Epigenetic Disease.

. 2008 Alternative Liability and Deprivation of Remedy: Teaching Old Tort Law New Tricks.

. 2008 The Bitterest Pill.

. 2008 The Dutch Class Action (Financial Settlement) Act (WCAM).

. 2007 Against Genetic Exceptionalism: An Argument in Favor of the Viability ofPreconception Genetic Torts.

. 2007 Compensation for Diethylstilbestrol Injury, an opinion.

. 2007 Defendant Indeterminacy: New Wine into Old Skins.

. 2007 (Collective) Settlement effected for damages for victims of diethylstilbestrol (DES).

. 2005 The Challenge to the Individual Causation Requirement in Mass Products Torts.

. 2002 Hormones as growth promoters: the precautionary principle or a political risk assessment?

. 2002 The DES story: long-term consequences of prenatal exposure – Late lessons from early warnings: the precautionary principle 1896–2000.

. 2001 Consequences of diethylstilbestrol during pregnancy; 50 years later still a significant problem – How long should medical records be kept for the DES-exposed?

. 2001 Preconception Tort Law in an Era of Assisted Reproduction: Applying a Nexus Test for Duty.

. 2000 An Examination of the Legal and Ethical Public Policy Consideration Underlying DES Market Share Liability.

. 1999 Book: Causation and Risk in the Law of Torts – Scientific Evidence and Medicinal Product Liability.

. 1999 Concert of action by substantial assistance : what ever happened tounconscious aiding and abetting?

. 1999 Expert witness testimony: a trial judge’s perspective.

. 1998 HIV, Women and Access to Clinical Trials: Tort Liability and Lessons from DES.

. 1996 Judicially Compelled Disclosure of Researcher’s Data: A Judge’s View.

. 1996 Researchers’ Reactions to Compelled Disclosure of Scientific Information.

. 1994 Book: Women and Health Research: Ethical and Legal Issues of Including Women in Clinical Studies (with DES Case Study – DES administration without consent).

. 1994 The Birth of Preconception Torts in Missouri.

. 1993 Adapting Due Process to Match Your Tort: In re DES: A Novel Approach to Jurisdiction.

. 1993 Suspended Judgment – The 1953 Clinical Trial of Diethylstilbestrol During Pregnancy: Could It Have Stopped DES Use?

. 1991 Market Share Liability in DES Cases: The Unwarranted Erosion of Causation in Fact.

. 1991 Medicine and the Law; Diethylstilboestrol third-generation injury claims.

. 1991 Preconception tort liability: recognizing a strict liability cause of action for DES grandchildren.

. 1991 Preconception Tort Liability – The Duty to Third Generations – Enright v. Eli Lilly & Co.

. 1991 The Causation Requirement: Guardian of Fairness or Obstacle to Justice – Making Sense of a Decade of DES Litigation.

. 1991 The Indeterminate Defendant in Products Liability Litigation and a Suggested Approach for Ohio.

. 1990 Appellate Division Recognizes Preconception Tort Liability in Favor of DES Granddaughter.

. 1990 Diethylstilbestrol, teratogenesis, and carcinogenesis: medical/legal implications of its long-term sequelae, including third generation effects.

. 1990 From Res Ipsa Loquitur to Diethylstilbestrol: The Unidentifiable Tortfeasor in California.

. 1990 Market Share Liability New York Style: Negligence in the Air.

. 1990 Risk Exposure as Injury: Alleviating the Injustice of Tort Causation Rules.

. 1988 The Paradox of Statutes of Limitations in Toxic Substances Litigation.

. 1986 Intra-Industry Joint Liability: Implications for Marketing.

. 1986 The DES Manufacturer Identification Problem: A Florida Public Policy Approach.

. 1985 Clinical findings and legal resolution in sexual assault.

. 1985 Failure to Identify the Defendant in Tort Law: Towards a Legislative Solution.

. 1984 Fear of Disease and Delayed Manifestation of Injuries: A Solution or a Pandora’s Box?

. 1984 The diethylstilbestrol dilemma. Who should pay?

. 1983 DES and the Identification Problem.

. 1983 Book: DES: The Bitter Pill.

. 1983 Generic Product Risks: The Case Against Comment k and for Strict Tort Liability.

. 1983 Identifying and Tracing a Population at Risk : The DESAD ProjectExperience

. 1983 Proving Causation in Toxic Torts Litigation.

. 1983 Theories of recovery for DES damage: is tort liability the answer?

. 1982 Bichler v. Lilly: Applying Concerted Action to the DES Cases.

. 1982 DES and Emotional Distress: Payton v. Abbott Labs.

. 1982 Book: Multiple Causation in Tort Law: Reflections on the DES Cases.

. 1982 Overcoming the indentification burden in DES litigation: the Market Share Liability theory.

. 1982 Product Liability of the 1980s: Repose Is Not the Destiny of Manufacturers.

. 1982 Toxic Substances Litigation: DES Cases and Identification of Parties.

. 1981 California Expands Tort Liability under the Novel Market Share Theory: Sindell v. Abbott Laboratories.

. 1981 Compensation for Drug Injury, Product liability all dressed up American style.

. 1981 Book: Daughters at risk: A personal DES history.

. 1981 Book: DES Daughter: The Joyce Bichler story.

. 1981 Book: DES: The Complete Story.

. 1981 Emerging Theories of Proof in Products Liability: Resolving the Problem of Identifying DES Manufacturers.

. 1981 Lilly, DES and the law.

. 1981 Market Share Liability: A New Method of Recovery for D.E.S. Litigants.

. 1981 Book: Market Share Liability: an Answer to the DES Causation Problem.

. 1981 Market Share Liability adopted to Overcome Defendant Identification Requirement in DES Litigation, Sindell v. Abbott Laboratories.

. 1981 Market Share Liability for DES (Diethylstilbestrol) Injury: A New High Water Mark in Tort Law: Sindell v. Abbott Laboratories.

. 1981 Sindell v. Abbott Labs: a Market Share Approach to DES Causation.

. 1981 Statutes of limitations: the special problem of DES suits.

. 1981 The Relevancy of Drug Efficacy Evidence in Strict Liability Actions: Needham v. White Laboratories, Inc.

. 1980 Liability in Mass Immunization Programs.

. 1980 Limitation of Collateral Estoppel in Products Liability Litigation, Katz v. Eli Lilly & Co.

. 1980 Manufacturers’ Liability Based on a Market Share Theory: Sindell v. Abbott Laboratories.

. 1980 Payton v. Abbott Laboratories: an analysis of the Massachusetts DES class action suit.

. 1980 The Liability of Pharmaceutical Manufacturers for Unforeseen Adverse Drug Reactions.

. 1978 DES and a Proposed Theory of Enterprise Liability.

. 1978 Products-Liability Class Suits for Injunctive Relief Under Federal Rule 23.

 

Famous DES Cases

2013 DES Breast Cancer Trial – Settlement reached for the Melnick sisters.

2013 DES Breast Cancer Trial – Jury Selected.

2013 DES Breast Cancer Trial – Jackie White Interview.

2013 DES Breast Cancer Trial – MacCormack Interview.

2013 DES Breast Cancer Trial – McCarthy Interviews.

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1985 McCormack v. Abbott Laboratories.

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1983 Glater v. Eli Lilly & Co. (1).

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1981 Mizell v. Eli Lilly & Co.

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I created a new group, destined to fail, for We're Here!

 

Portraits with HST

O “Castelo de Numão” localiza-se na freguesia e vila de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, em Portugal.

 

Situado na vertente leste da serra da Lapa, inscreve-se atualmente no Parque Arqueológico do Vale do Côa. De seus muros avista-se para leste, do vale da Ribeira de Teja até São João da Pesqueira, e os castelos de Ansiães, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Ranhados e Penedono. Não deve ser confundido com o sítio arqueológico de “Castelo de Freixo de Numão”, um antigo castro na região.

 

História

 

Antecedentes

 

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Calcolítico e à Idade do Bronze, conforme vestígios arqueológicos. Alguns autores pretendem que o local tenha-se constituído em ponto de relativa importância durante o período romano, embora sem evidências nesse sentido conforme as campanhas arqueológicas levadas a cabo no recinto medieval.

 

O castelo medieval

 

Acredita-se que a primitiva feição do castelo remonte à época da Reconquista cristã, no início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma em Lalim, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (“penellas et populaturas”) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, referido como “Nauman”:

 

“(…) nostros castellos id est Trancoso, Moraria, Longobria, Nauman, Vacinata, Amindula, Pena de Dono, Alcobria, Seniorzelli, Caria, cum alias penellas et populaturas que sunt in ipsa stremadura (…).” (Portugalia Monumenta Henricina, Diplomata et Chartae, 81, Lisboa, 1867; Vimaranis Monumenta Historica, 11, Guimarães, 1929-1931.)

 

A região foi conquistada em 997 pelas forças de Almançor (938-1002). Em 1030 terá sido arrasada pelos irmãos Tedom e Rausendo Ramires, ficando despovoada, vindo ser definitivamente reconquistada quando, entre 1055 e 1057, Fernando I de Leão (1037-1065) dela expulsou os Muçulmanos. Pouco depois, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059 relaciona o Castelo de Numão.

 

Integrante do Condado Portucalense, no alvorecer da nacionalidade, em 1128 recebeu o primeiro foral. Posteriormente, contexto da afirmação da nacionalidade, D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), em 1130 doou os domínios de Numão a Fernão Mendes de Bragança II, "tenens" da Terra de Chaves e senhor de Bragança, seu cunhado por casamento com a sua irmã, a infanta D. Sancha Henriques. Este nobre concedeu foral à povoação, então referida como “Civitate Noman” (8 de julho de 1130), conforme o modelo do de Salamanca, e promoveu a edificação ou reedificação do antigo castelo. Observe-se que o território do concelho à época englobava quase todas as freguesias do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa. Em 1148 a administração eclesiástica da povoação pela diocese de Braga foi confirmada pelo Papa Eugénio II.

 

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) foram concluídas obras de recuperação das muralhas e erguida a torre de menagem, conforme inscrição epigráfica (hoje desaparecida) datada de 1189.

 

Sob o reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), os domínios de Numão e seu castelo foram doados temporariamente a Abril Peres de Lumiares. Em 1247, era “tenens” da Terra, D. Afonso Lopes de Baião, a quem, como representante régio, competia exercer funções de caráter administrativo e militar.

 

Afonso III de Portugal (1248-1279) confirmou o foral à vila (outubro de 1265). Uma nova etapa construtiva nas suas defesas, entretanto, só terá tido lugar a partir da confirmação deste diploma por Dinis I de Portugal (1279-1325), em 27 de outubro de 1285. Neste período, o soberano doou o padroado da Igreja de Santa Maria e das suas anexas ao bispado de Lamego (1302).

 

Durante o século XIV, Numão desfrutou de alguma importância, certamente motivada pela posição estratégica face ao rio Douro e à recentemente consolidada fronteira com Leão.

 

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), em 1373 era alcaide-mor de Numão Vasco Fernandes Coutinho, de Marialva, um dos homens mais poderosos das Beiras. Este cargo permaneceu em mãos desta família até ao reinado de João III de Portugal (1521-1557), na pessoa de D. Francisco Coutinho, 4.° conde de Marialva.

 

Quando da crise de sucessão de 1383-1385, Numão tomou o partido por Beatriz de Portugal, juntamente com as vilas e castelos vizinhos de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Sabugal, e Trancoso. Recorde-se que será pela Guarda que as forças de João I de Castela invadirão Portugal em fins de dezembro de 1383.

 

De acordo com o “Rol de Besteiros do Conto” (1421-1422), no reinado de João I de Portugal (1385-1433) o julgado de Numão era obrigado a contribuir com 12 besteiros.

 

Sob o curto reinado de Duarte I de Portugal (1433-1438) aqui foi instituído um couto de homiziados (1436), o que parece indicar alguma dificuldade com o seu povoamento à época.

 

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o “Foral Novo” à vila (25 de agosto de 1512) que, à época, era Comenda da Ordem de Cristo. O Cadastro da População do Reino, em 1527, mostra que a vila de Numão contava com apenas 15 fogos intra-muros, e mais 41 nos arrabaldes.

 

Com a extinção da família dos Coutinho por falta de descendentes (1534), a povoação e seu castelo tiveram o seu processo de decadência acentuado: em abril de 1568 o alcaide-mor, Diogo Cardoso, habitava em Freixo de Numão, o que atesta a decadência da povoação. Dois séculos mais tarde a povoação mudava-se para novo local, no sopé do monte até que, no século XVII, foi integrada no concelho de Freixo de Numão.

 

No século XVIII registava-se a progressiva ruína do castelo, e a cerca muralhada da povoação possuía 15 torres. É possível que Numão tenha sido afetada pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, dadas as várias datas oitocentistas inscritas nas paredes da Igreja Matriz. As “Memórias Paroquiais” (1758) sobre Numão referem que se encontra no termo de Freixo de Numão, computando-lhe 134 fogos; na mesma fonte, a 20 de junho, o pároco de Freixo de Numão, António Vaz Dias, refere que a povoação integrava o termo de Freixo de Numão, com 80 vizinhos.

 

Sobre a defesa, ao final desse século Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (O.F.M.) referiu:

 

“O seu antiquíssimo castelo se acha, pela maior parte arruinado. Saindo dele para a vila pela porta, que fica ao Poente, se vê uma pedra inscrita no muro, e à mão direita (...).” (SANTA ROSA DE VITERBO, 1798-1799)

 

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho, embora incorretamente designado no diploma como “Castelo de Freixo de Numão”.

 

O imóvel foi afeto à Junta de Freguesia por decreto ministerial de 17 de fevereiro de 1940.

 

A intervenção do poder público fez-se sentir de 1944 a 1950, através da ação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), quando foram procedidos trabalhos de consolidação e limpeza, reconstrução de muralhas, desentulhamento da cisterna e recuperação da torre de menagem. Novas campanhas de obras tiveram lugar em 1973-1974, devido ao desmoronamento de um troço a norte das muralhas, e em 1984, com a reconstrução de dois panos de muralha na zona sudeste e reparações diversas.

 

No início do século XXI, a Câmara Municipal fez instalar iluminação cénica, com o apoio de fundos comunitários, valorizando o monumento.

 

O imóvel encontra-se afeto à DRCNorte pela Portaria n.º 829/2009, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 163 de 24 de agosto de 2009.

 

Características

 

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado, num cabeço muito declivoso e desnivelado, na encosta leste da serra da Lapa, a cerca de 677 metros acima do nível do mar, na margem sul da foz da Ribeira da Teja, afluente do rio Douro.

 

Apresenta planta oval irregular (orgânica) como foi habitual no programa urbanístico das chamadas "vilas novas" de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupando uma área de 336 hectares. As muralhas, ameadas em um pequeno trecho, são reforçadas por torres (primitivamente quinze, atualmente seis), as que se erguem a nordeste e a leste adossadas pelo exterior.

 

Nas muralhas rasgam-se quatro portas:

 

• A Porta de São Pedro, a leste, guarnecida por uma torre, apresenta arco apontado, com cobertura em abóbada de berço ligeiramente apontada;

 

• A Porta do Poente, a oeste, de figura semelhante;

 

• A Porta Falsa (poterna) a sudeste, em arco quebrado; e

 

• A porta principal, a sul, abrindo apenas até às impostas do arranque do arco, defendida por torres.

 

A Torre de Menagem, a nordeste, apresenta planta quadrada, em cantaria de granito aparente, rematada por cornija com cachorrada apresentando decoração geométrica. A fachada virada a leste é cega no primeiro registo, tendo, no segundo, duas frestas altas em arco pleno; as fachadas viradas a sul e a oeste são idênticas, cegas no primeiro registo, tendo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita; a fachada norte tem, no primeiro registo, porta de verga reta e umbrais curvos, surgindo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita. Em seu interior não apresenta marcação de pisos e cobertura. Gravada no único silhar coevo da antiga torre (os que atualmente se observam são do período da reconstrução encontra-se a inscrição: “INCEPIT TVRREM IN ERA MCCXXVII” (correspondente ao ano de 1189 da Era Cristã).

 

A Torre Norte apresenta de planta retangular, algo arruinada, apresenta porta virada a sul e acesso pelo adarve.

 

A Torre da Vaca, a oeste, apresenta planta quadrada, percorrida por embasamento escalonado, tendo, na fachada norte seteira no segundo registo, com remate em merlões cúbicos de alvenaria; a fachada leste ostenta seteira no segundo registo e a sul porta de verga reta com arco de descarga quebrado ao nível do adarve, sendo a fachada oeste cega.

 

As torres sul e nordeste, e a denominada Torre Larga, são de planta quadrada, cegas e vãs.

 

Ao centro da praça de armas abre-se uma cisterna de planta circular, com cerca de sete metros de diâmetro, sem cobertura.

 

No interior, junto à porta principal, observam-se as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo (em estilo românico, de planta longitudinal com portais em arco quebrado, cachorrada com decoração geométrica e arco triunfal quebrado com impostas decoradas com meias esferas) e o cemitério.

 

Na encosta leste, extramuros, junto à Porta de São Pedro e onde existiu um templo homónimo, observa-se uma necrópole com cerca de 10 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, popularmente denominada como “Cemitério dos Mouros”. A Igreja de São Pedro de Numão, templo de raiz pré-românica, tem vindo a ser escavada arqueologicamente desde 1995.

 

fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=18...

A bible displayed in the museum of the San Augustin Church, Manila, the oldest church in The Philippines, built between 1587 and 1606.

 

Ex Officina Christopher Platini

Antverpiae (Amberes / Antwerp), 1583 AD

 

Displayed are the 24th chapter of Luke and the first chapter of John.

 

Lucas 24 Biblia Sacra Vulgata (Vulgate)

 

24 una autem sabbati valde diluculo venerunt ad monumentum portantes quae paraverant aromata

2 et invenerunt lapidem revolutum a monumento

3 et ingressae non invenerunt corpus Domini Iesu

4 et factum est dum mente consternatae essent de isto ecce duo viri steterunt secus illas in veste fulgenti

5 cum timerent autem et declinarent vultum in terram dixerunt ad illas quid quaeritis viventem cum mortuis

6 non est hic sed surrexit recordamini qualiter locutus est vobis cum adhuc in Galilaea esset

7 dicens quia oportet Filium hominis tradi in manus hominum peccatorum et crucifigi et die tertia resurgere

8 et recordatae sunt verborum eius

9 et regressae a monumento nuntiaverunt haec omnia illis undecim et ceteris omnibus

10 erat autem Maria Magdalene et Iohanna et Maria Iacobi et ceterae quae cum eis erant quae dicebant ad apostolos haec

11 et visa sunt ante illos sicut deliramentum verba ista et non credebant illis

12 Petrus autem surgens cucurrit ad monumentum et procumbens videt linteamina sola posita et abiit secum mirans quod factum fuerat

13 et ecce duo ex illis ibant ipsa die in castellum quod erat in spatio stadiorum sexaginta ab Hierusalem nomine Emmaus

14 et ipsi loquebantur ad invicem de his omnibus quae acciderant

15 et factum est dum fabularentur et secum quaererent et ipse Iesus adpropinquans ibat cum illis

16 oculi autem illorum tenebantur ne eum agnoscerent

17 et ait ad illos qui sunt hii sermones quos confertis ad invicem ambulantes et estis tristes

18 et respondens unus cui nomen Cleopas dixit ei tu solus peregrinus es in Hierusalem et non cognovisti quae facta sunt in illa his diebus

19 quibus ille dixit quae et dixerunt de Iesu Nazareno qui fuit vir propheta potens in opere et sermone coram Deo et omni populo

20 et quomodo eum tradiderunt summi sacerdotum et principes nostri in damnationem mortis et crucifixerunt eum

21 nos autem sperabamus quia ipse esset redempturus Israhel et nunc super haec omnia tertia dies hodie quod haec facta sunt

22 sed et mulieres quaedam ex nostris terruerunt nos quae ante lucem fuerunt ad monumentum

23 et non invento corpore eius venerunt dicentes se etiam visionem angelorum vidisse qui dicunt eum vivere

24 et abierunt quidam ex nostris ad monumentum et ita invenerunt sicut mulieres dixerunt ipsum vero non viderunt

25 et ipse dixit ad eos o stulti et tardi corde ad credendum in omnibus quae locuti sunt prophetae

26 nonne haec oportuit pati Christum et ita intrare in gloriam suam

27 et incipiens a Mose et omnibus prophetis interpretabatur illis in omnibus scripturis quae de ipso erant

28 et adpropinquaverunt castello quo ibant et ipse se finxit longius ire

29 et coegerunt illum dicentes mane nobiscum quoniam advesperascit et inclinata est iam dies et intravit cum illis

30 et factum est dum recumberet cum illis accepit panem et benedixit ac fregit et porrigebat illis

31 et aperti sunt oculi eorum et cognoverunt eum et ipse evanuit ex oculis eorum

32 et dixerunt ad invicem nonne cor nostrum ardens erat in nobis dum loqueretur in via et aperiret nobis scripturas

33 et surgentes eadem hora regressi sunt in Hierusalem et invenerunt congregatos undecim et eos qui cum ipsis erant

34 dicentes quod surrexit Dominus vere et apparuit Simoni

35 et ipsi narrabant quae gesta erant in via et quomodo cognoverunt eum in fractione panis

36 dum haec autem loquuntur Iesus stetit in medio eorum et dicit eis pax vobis ego sum nolite timere

37 conturbati vero et conterriti existimabant se spiritum videre

38 et dixit eis quid turbati estis et cogitationes ascendunt in corda vestra

39 videte manus meas et pedes quia ipse ego sum palpate et videte quia spiritus carnem et ossa non habet sicut me videtis habere

40 et cum hoc dixisset ostendit eis manus et pedes

41 adhuc autem illis non credentibus et mirantibus prae gaudio dixit habetis hic aliquid quod manducetur

42 at illi obtulerunt ei partem piscis assi et favum mellis

43 et cum manducasset coram eis sumens reliquias dedit eis

44 et dixit ad eos haec sunt verba quae locutus sum ad vos cum adhuc essem vobiscum quoniam necesse est impleri omnia quae scripta sunt in lege Mosi et prophetis et psalmis de me

45 tunc aperuit illis sensum ut intellegerent scripturas

46 et dixit eis quoniam sic scriptum est et sic oportebat Christum pati et resurgere a mortuis die tertia

47 et praedicari in nomine eius paenitentiam et remissionem peccatorum in omnes gentes incipientibus ab Hierosolyma

48 vos autem estis testes horum

49 et ego mitto promissum Patris mei in vos vos autem sedete in civitate quoadusque induamini virtutem ex alto

50 eduxit autem eos foras in Bethaniam et elevatis manibus suis benedixit eis

51 et factum est dum benediceret illis recessit ab eis et ferebatur in caelum

52 et ipsi adorantes regressi sunt in Hierusalem cum gaudio magno

53 et erant semper in templo laudantes et benedicentes Deum amen

  

Luke 24 King James Version (KJV)

 

24 Now upon the first day of the week, very early in the morning, they came unto the sepulchre, bringing the spices which they had prepared, and certain others with them.

 

2 And they found the stone rolled away from the sepulchre.

 

3 And they entered in, and found not the body of the Lord Jesus.

 

4 And it came to pass, as they were much perplexed thereabout, behold, two men stood by them in shining garments:

 

5 And as they were afraid, and bowed down their faces to the earth, they said unto them, Why seek ye the living among the dead?

 

6 He is not here, but is risen: remember how he spake unto you when he was yet in Galilee,

 

7 Saying, The Son of man must be delivered into the hands of sinful men, and be crucified, and the third day rise again.

 

8 And they remembered his words,

 

9 And returned from the sepulchre, and told all these things unto the eleven, and to all the rest.

 

10 It was Mary Magdalene and Joanna, and Mary the mother of James, and other women that were with them, which told these things unto the apostles.

 

11 And their words seemed to them as idle tales, and they believed them not.

 

12 Then arose Peter, and ran unto the sepulchre; and stooping down, he beheld the linen clothes laid by themselves, and departed, wondering in himself at that which was come to pass.

 

13 And, behold, two of them went that same day to a village called Emmaus, which was from Jerusalem about threescore furlongs.

 

14 And they talked together of all these things which had happened.

 

15 And it came to pass, that, while they communed together and reasoned, Jesus himself drew near, and went with them.

 

16 But their eyes were holden that they should not know him.

 

17 And he said unto them, What manner of communications are these that ye have one to another, as ye walk, and are sad?

 

18 And the one of them, whose name was Cleopas, answering said unto him, Art thou only a stranger in Jerusalem, and hast not known the things which are come to pass there in these days?

 

19 And he said unto them, What things? And they said unto him, Concerning Jesus of Nazareth, which was a prophet mighty in deed and word before God and all the people:

 

20 And how the chief priests and our rulers delivered him to be condemned to death, and have crucified him.

 

21 But we trusted that it had been he which should have redeemed Israel: and beside all this, to day is the third day since these things were done.

 

22 Yea, and certain women also of our company made us astonished, which were early at the sepulchre;

 

23 And when they found not his body, they came, saying, that they had also seen a vision of angels, which said that he was alive.

 

24 And certain of them which were with us went to the sepulchre, and found it even so as the women had said: but him they saw not.

 

25 Then he said unto them, O fools, and slow of heart to believe all that the prophets have spoken:

 

26 Ought not Christ to have suffered these things, and to enter into his glory?

 

27 And beginning at Moses and all the prophets, he expounded unto them in all the scriptures the things concerning himself.

 

28 And they drew nigh unto the village, whither they went: and he made as though he would have gone further.

 

29 But they constrained him, saying, Abide with us: for it is toward evening, and the day is far spent. And he went in to tarry with them.

 

30 And it came to pass, as he sat at meat with them, he took bread, and blessed it, and brake, and gave to them.

 

31 And their eyes were opened, and they knew him; and he vanished out of their sight.

 

32 And they said one to another, Did not our heart burn within us, while he talked with us by the way, and while he opened to us the scriptures?

 

33 And they rose up the same hour, and returned to Jerusalem, and found the eleven gathered together, and them that were with them,

 

34 Saying, The Lord is risen indeed, and hath appeared to Simon.

 

35 And they told what things were done in the way, and how he was known of them in breaking of bread.

 

36 And as they thus spake, Jesus himself stood in the midst of them, and saith unto them, Peace be unto you.

 

37 But they were terrified and affrighted, and supposed that they had seen a spirit.

 

38 And he said unto them, Why are ye troubled? and why do thoughts arise in your hearts?

 

39 Behold my hands and my feet, that it is I myself: handle me, and see; for a spirit hath not flesh and bones, as ye see me have.

 

40 And when he had thus spoken, he shewed them his hands and his feet.

 

41 And while they yet believed not for joy, and wondered, he said unto them, Have ye here any meat?

 

42 And they gave him a piece of a broiled fish, and of an honeycomb.

 

43 And he took it, and did eat before them.

 

44 And he said unto them, These are the words which I spake unto you, while I was yet with you, that all things must be fulfilled, which were written in the law of Moses, and in the prophets, and in the psalms, concerning me.

 

45 Then opened he their understanding, that they might understand the scriptures,

 

46 And said unto them, Thus it is written, and thus it behooved Christ to suffer, and to rise from the dead the third day:

 

47 And that repentance and remission of sins should be preached in his name among all nations, beginning at Jerusalem.

 

48 And ye are witnesses of these things.

 

49 And, behold, I send the promise of my Father upon you: but tarry ye in the city of Jerusalem, until ye be endued with power from on high.

 

50 And he led them out as far as to Bethany, and he lifted up his hands, and blessed them.

 

51 And it came to pass, while he blessed them, he was parted from them, and carried up into heaven.

 

52 And they worshipped him, and returned to Jerusalem with great joy:

 

53 And were continually in the temple, praising and blessing God. Amen.

an old cottage, beside the lake, where I wandered the other day....it had beautiful peeling paint......but I could not resist adding some extra texture and colour. The name of the cottage is " res ipsa loquitur "

 

Law types inhabit this cottage in the summer.

 

Textures for all these photos courtesy of lenabem-anna...thank you anna !

  

from Wikipedia :

" Latin phrase

The term comes from Latin and is literally translated "the thing itself speaks", but the sense is well conveyed in the more common translation, "the thing speaks for itself." The earliest known use of the phrase was by Cicero in his speech Pro Milone. "

This is a leaf from a Book of hours that was for the Use of Rome and was produced in France at either Paris or Burgundy c.1400.

 

The text is the opening of the Penitential Psalms, Psalm 6 from the beginning through to verse 8.

 

The size of the leaf is 141mm x 103mm (5 11/20ins. x 4 1/20ins.).

 

On the recto is a large miniature of Christ in Majesty fully described against the detail scan. It is more or less surrounded by bar borders of burnished gold and colours and branches of burnished gold and coloured leaves.

 

PROVENANCE: -

A

The leaf was folio 117 in a Book of Hours that was Lot 61, in Sotheby's, London, auction of Medieval Manuscripts and Miniatures on 1st. December 1987 and described as for the Use of Rome and as being made in either Paris or Burgundy, c.1400. It sold for £7,260 (including buyer's premium). The provenance set out in that catalogue was: -

1. Elegant French “international gothic” Books of Hours of around 1400 are usually (and no doubt rightly) ascribed to workshops in Paris where the booktrade was flourishing as never before. The text here, however, is not characteristically Parisian. A very unusual name in the calendar is St. Merri (Medericus, 29th. August); he died on a pilgrimage to Paris but was a Bergundian saint, abbot of St-Martin d'Autun (P. Perdrizet, Le Calendrier à la Fin du Moyen Age, 1933, p.214.

2. In Italy in the fifteenth century, and bought by a nun in 1453: “Liber iste est Sororis Margerite de gilino, quem ipsa emit a frabcisco pincerna de mense Martii anni 1453” (inscription at front and back). The O intemerata at the front is added in an Italian hand and so are the additions to the calendar and ff.18v-20 and 115. At the end are two inscriptions in Hebrew recording that the book was pledged for 6 ducats by Lorenzo on 14th. April 1462.

3. Bought in Ferrara in the seventeenth century: Emptus ferrarie anno 1628 a me Mutio Btido pretio 12-” (inscription on flyleaf).

4. Bought in Livorna (Leghorn) by Sir Charles Frederick, 30th. August 1738 (signature at front); his manuscripts were sold by Gerard, London, 5th. July 1786.

5. John Paget (1761-1825), of Newberry House and Cranmore Hall, Somerset, with signature dated 1793; by descent to the present owner.

 

B

The Book of Hours reappeared as Lot 107 in Sotheby's, London, auction of Medieval Manuscripts and Miniatures on 5th. December 1989 when it sold for £8,800 (including buyer's premium).

 

GENERAL COMMENTS: -

Whilst the miniature is a little smudged around the bottom of the bench and the inside edge of the recto is a little grubby, this is a superb leaf with an image that is infrequently seen at vthe opening of the Penitential Psalms.

 

Ipsa Linnaei conchylia

London,Williams and Norgate,1855.

biodiversitylibrary.org/page/12236782

Capella romànica. La nau és rectangular i la porta d'entrada presenta un arc de mig punt, a sobre de la porta hi ha un ull de bou i coronant la façana principal un campanar de cadireta amb una campana amb la inscripció: Margarita, 1981 Viladellops. A la façana N hi ha una antiga porta paredada de dovelles petites i arc de mig punt, a la S hi ha un cos afegit que fa les funcions de sagristia. Uns contraforts col·locats asimètricament als murs N i S donen solidesa a la construcció. L'aparell del que sembla és la part original és de carreus de pedra calcària, simplement escairats, disposades en filades uniformes i regulars. A l'exterior, una pedra en forma rectangular recuperada dels voltants de la capella, podria ser l'ara que s'hagués utilitzat com altar a l'interior originàriament. Les parets interiors estan arrebossades modernament, no es veu la pedra. De l'interior cal destacar unes restes de pintures als arcs laterals; una talla barroca de Sant Joan; una columna i un capitell que avui dia no fa cap funció arquitectònica i resta de guarniment al costat d'una paret; una pica que podria ser baptismal (molt petita i sustentada per una columneta), un quadre de Sant Isidre i un altre amb els goigs en llaor del Gloriós Sant Joan Baptista -expliquen quan i com va ser restaurada la capella i la vinculació dels marquesos d'Alfarràs amb la capella-, també destaca el document emmarcat, de l'any 1950, pel qual s'autoritza a la capella a fer missa, autorització que avui dia no es fa servir ja que no hi ha culte habitualment. Una peça destacada és el frontal de l'altar del s. XVII (obra de Fancehs Funtanal) dedicat a Sant Joan, la Mare de Déu i Sant Ramon de Penyafort. Les seves dimensions són 97 cm d'alçada i 177 cm de llargada, és policromat.

Observacions: Referència cartogràfica: mapa topogràfic de Catalunya 1:5000. Viladellops 447-7-2 (279-130). Institut Cartogràfic de Catalunya. Tercera edició: març 2000. El frontal de l'altar va ser robat durant la guerra civil i retornat novament després de la seva finalització.

La primera menció al lloc de Viladellops és de l'any 976, quan els esposos Àlbar i Bonadona llegaren a Sant Cugat del Vallès una sèrie de propietats que afrontaven a migdia amb la "villa de Lobos". L'església de Viladellops es documenta poc després. L'any 992 Ènnyec Bonfill i Erovigi, marmessors de Teudiscle, jutge, donaren a l'esmentat cenobi i a Sant Pere de les Puelles l'alou o vila anomenada de Viladellops, amb tot els seus termes i adjacències, terres, vinyes, cases, corts i "cum ipsa ecclesia que infra est et altaria venerata". Aquesta darrera referència ha de relacionar-se necessàriament amb la capella de Sant Joan. Segons una visita pastoral de l'any 1414, la capella tenia en aquella època un altar dedicat a santa Cecília. Depenia de la parròquia de Sant Miquel d'Olèrdola i mai no passà d'ésser una simple capella del terme. L'edifici, en la seva forma actual, és el resultat dels processos de reconstrucció que s'efectuaren sobre l'edifici original, especialment al segle XVII, moment en què es construí la sagristia adossada al mur sud, se'n remodelà l'interior, i molt probablement es construí la forma actual de l'edifici, per al qual s'aprofità part del mur nord de l'església original.

patrimonicultural.diba.cat/?fitxa=145000047

  

Descripció

 

Capella d'una nau rectangular restaurada el 1950 pels Marquesos d'Alfarràs. A la façana de ponent, porta de punt rodó i ull de bou de doble esqueixada. Campanar de cadireta. A la façana S hi ha afegida la sagristia, obra barroca temps en que es feren reformes d'enriquiment en el temple. L'ara primitiva d'altar, amb forats per les reliquies, l'han posada a fora amb un peu de pedra i hi celebren missa quan no s'hi cap a l'interior. De l'interior, cal esmentar: les restes d'unes pintures, possiblement romàniques a un arc lateral, la talla barroca de fusta de Sant Joan, un quadre de Sant Isidre i sobretot el frontal d'altar del segle XVII, fet de rajoles policromades signat per l'autor "Fancehs Funtanal" representant Sant Joan, la Mare de Déu i Sant Ramon de Penyafort.

patmapa.gencat.cat/web/guest/patrimoni/arquitectura?artic...

 

Torre de planta circular. Té al nivell inferior un diàmetre de 3 m i els seus murs fan un gruix de 1,4 m. Només es conserva fins al nivell del pis principal, on hi devia haver la porta. L'aparell és format per carreus de pedra irregulars petits disposats en fileres horitzontals. Al seu costat s'adossa una petita construcció amb sostre de doble vessant que el té el seu interior acondicionat com a capella (es podria considerar la presó de la torre. La torre està parcialment esberlada i en procés de ruïna.

La primera menció al lloc de Viladellops és de l'any 976. L'alou de Viladellops fou donat el 992, en parts iguals, al monestir de Sant Cugat del Vallès i al monestir de Sant Pere de les Puelles pel jutge Teudiscle. Més tard fou una posessió de l'orde dels hospitalers. El prior de la comanda de Sant Valentí reclamà el 1297 al lloctinent del veguer de Vilafranca que defensés el lloc, que era de jurisdicció hospitalera, contra Bernat Soler i l'abadessa de les Puelles. Aquest plet fou molt llarg i no fou reconegut fins el 1451, quan la reina Maria dictà sentència. En un acta que aixecà un advocat l'any 1809 en nom dels hospitalers d'aquesta possessió es diu que la torre estava en ruïnes. La Torre de Viladellops és BCIN en virtut del decret de castells de 22.4.1949

patrimonicultural.diba.cat/?fitxa=145000048

  

Descripció:

La torre de Viladellops es troba situada dintre del recinte d'una gran masia, adossada a una petita construcció. La torre té planta circular i és construïda amb carreus irregulars disposats en fileres horitzontals.

Notícies històriques:

L'antic alou de Viladellops és documentat des del segle X, quan fou donat pel seu propietari als monestirs de Sant Cugat del Vallès i Sant Pere de les Puelles. Esdevingué propietat de l'orde de l'Hospital.

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O “Castelo de Numão” localiza-se na freguesia e vila de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, em Portugal.

 

Situado na vertente leste da serra da Lapa, inscreve-se atualmente no Parque Arqueológico do Vale do Côa. De seus muros avista-se para leste, do vale da Ribeira de Teja até São João da Pesqueira, e os castelos de Ansiães, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Ranhados e Penedono. Não deve ser confundido com o sítio arqueológico de “Castelo de Freixo de Numão”, um antigo castro na região.

 

História

 

Antecedentes

 

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Calcolítico e à Idade do Bronze, conforme vestígios arqueológicos. Alguns autores pretendem que o local tenha-se constituído em ponto de relativa importância durante o período romano, embora sem evidências nesse sentido conforme as campanhas arqueológicas levadas a cabo no recinto medieval.

 

O castelo medieval

 

Acredita-se que a primitiva feição do castelo remonte à época da Reconquista cristã, no início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma em Lalim, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (“penellas et populaturas”) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, referido como “Nauman”:

 

“(…) nostros castellos id est Trancoso, Moraria, Longobria, Nauman, Vacinata, Amindula, Pena de Dono, Alcobria, Seniorzelli, Caria, cum alias penellas et populaturas que sunt in ipsa stremadura (…).” (Portugalia Monumenta Henricina, Diplomata et Chartae, 81, Lisboa, 1867; Vimaranis Monumenta Historica, 11, Guimarães, 1929-1931.)

 

A região foi conquistada em 997 pelas forças de Almançor (938-1002). Em 1030 terá sido arrasada pelos irmãos Tedom e Rausendo Ramires, ficando despovoada, vindo ser definitivamente reconquistada quando, entre 1055 e 1057, Fernando I de Leão (1037-1065) dela expulsou os Muçulmanos. Pouco depois, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059 relaciona o Castelo de Numão.

 

Integrante do Condado Portucalense, no alvorecer da nacionalidade, em 1128 recebeu o primeiro foral. Posteriormente, contexto da afirmação da nacionalidade, D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), em 1130 doou os domínios de Numão a Fernão Mendes de Bragança II, "tenens" da Terra de Chaves e senhor de Bragança, seu cunhado por casamento com a sua irmã, a infanta D. Sancha Henriques. Este nobre concedeu foral à povoação, então referida como “Civitate Noman” (8 de julho de 1130), conforme o modelo do de Salamanca, e promoveu a edificação ou reedificação do antigo castelo. Observe-se que o território do concelho à época englobava quase todas as freguesias do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa. Em 1148 a administração eclesiástica da povoação pela diocese de Braga foi confirmada pelo Papa Eugénio II.

 

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) foram concluídas obras de recuperação das muralhas e erguida a torre de menagem, conforme inscrição epigráfica (hoje desaparecida) datada de 1189.

 

Sob o reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), os domínios de Numão e seu castelo foram doados temporariamente a Abril Peres de Lumiares. Em 1247, era “tenens” da Terra, D. Afonso Lopes de Baião, a quem, como representante régio, competia exercer funções de caráter administrativo e militar.

 

Afonso III de Portugal (1248-1279) confirmou o foral à vila (outubro de 1265). Uma nova etapa construtiva nas suas defesas, entretanto, só terá tido lugar a partir da confirmação deste diploma por Dinis I de Portugal (1279-1325), em 27 de outubro de 1285. Neste período, o soberano doou o padroado da Igreja de Santa Maria e das suas anexas ao bispado de Lamego (1302).

 

Durante o século XIV, Numão desfrutou de alguma importância, certamente motivada pela posição estratégica face ao rio Douro e à recentemente consolidada fronteira com Leão.

 

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), em 1373 era alcaide-mor de Numão Vasco Fernandes Coutinho, de Marialva, um dos homens mais poderosos das Beiras. Este cargo permaneceu em mãos desta família até ao reinado de João III de Portugal (1521-1557), na pessoa de D. Francisco Coutinho, 4.° conde de Marialva.

 

Quando da crise de sucessão de 1383-1385, Numão tomou o partido por Beatriz de Portugal, juntamente com as vilas e castelos vizinhos de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Sabugal, e Trancoso. Recorde-se que será pela Guarda que as forças de João I de Castela invadirão Portugal em fins de dezembro de 1383.

 

De acordo com o “Rol de Besteiros do Conto” (1421-1422), no reinado de João I de Portugal (1385-1433) o julgado de Numão era obrigado a contribuir com 12 besteiros.

 

Sob o curto reinado de Duarte I de Portugal (1433-1438) aqui foi instituído um couto de homiziados (1436), o que parece indicar alguma dificuldade com o seu povoamento à época.

 

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o “Foral Novo” à vila (25 de agosto de 1512) que, à época, era Comenda da Ordem de Cristo. O Cadastro da População do Reino, em 1527, mostra que a vila de Numão contava com apenas 15 fogos intra-muros, e mais 41 nos arrabaldes.

 

Com a extinção da família dos Coutinho por falta de descendentes (1534), a povoação e seu castelo tiveram o seu processo de decadência acentuado: em abril de 1568 o alcaide-mor, Diogo Cardoso, habitava em Freixo de Numão, o que atesta a decadência da povoação. Dois séculos mais tarde a povoação mudava-se para novo local, no sopé do monte até que, no século XVII, foi integrada no concelho de Freixo de Numão.

 

No século XVIII registava-se a progressiva ruína do castelo, e a cerca muralhada da povoação possuía 15 torres. É possível que Numão tenha sido afetada pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, dadas as várias datas oitocentistas inscritas nas paredes da Igreja Matriz. As “Memórias Paroquiais” (1758) sobre Numão referem que se encontra no termo de Freixo de Numão, computando-lhe 134 fogos; na mesma fonte, a 20 de junho, o pároco de Freixo de Numão, António Vaz Dias, refere que a povoação integrava o termo de Freixo de Numão, com 80 vizinhos.

 

Sobre a defesa, ao final desse século Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (O.F.M.) referiu:

 

“O seu antiquíssimo castelo se acha, pela maior parte arruinado. Saindo dele para a vila pela porta, que fica ao Poente, se vê uma pedra inscrita no muro, e à mão direita (...).” (SANTA ROSA DE VITERBO, 1798-1799)

 

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho, embora incorretamente designado no diploma como “Castelo de Freixo de Numão”.

 

O imóvel foi afeto à Junta de Freguesia por decreto ministerial de 17 de fevereiro de 1940.

 

A intervenção do poder público fez-se sentir de 1944 a 1950, através da ação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), quando foram procedidos trabalhos de consolidação e limpeza, reconstrução de muralhas, desentulhamento da cisterna e recuperação da torre de menagem. Novas campanhas de obras tiveram lugar em 1973-1974, devido ao desmoronamento de um troço a norte das muralhas, e em 1984, com a reconstrução de dois panos de muralha na zona sudeste e reparações diversas.

 

No início do século XXI, a Câmara Municipal fez instalar iluminação cénica, com o apoio de fundos comunitários, valorizando o monumento.

 

O imóvel encontra-se afeto à DRCNorte pela Portaria n.º 829/2009, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 163 de 24 de agosto de 2009.

 

Características

 

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado, num cabeço muito declivoso e desnivelado, na encosta leste da serra da Lapa, a cerca de 677 metros acima do nível do mar, na margem sul da foz da Ribeira da Teja, afluente do rio Douro.

 

Apresenta planta oval irregular (orgânica) como foi habitual no programa urbanístico das chamadas "vilas novas" de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupando uma área de 336 hectares. As muralhas, ameadas em um pequeno trecho, são reforçadas por torres (primitivamente quinze, atualmente seis), as que se erguem a nordeste e a leste adossadas pelo exterior.

 

Nas muralhas rasgam-se quatro portas:

 

• A Porta de São Pedro, a leste, guarnecida por uma torre, apresenta arco apontado, com cobertura em abóbada de berço ligeiramente apontada;

 

• A Porta do Poente, a oeste, de figura semelhante;

 

• A Porta Falsa (poterna) a sudeste, em arco quebrado; e

 

• A porta principal, a sul, abrindo apenas até às impostas do arranque do arco, defendida por torres.

 

A Torre de Menagem, a nordeste, apresenta planta quadrada, em cantaria de granito aparente, rematada por cornija com cachorrada apresentando decoração geométrica. A fachada virada a leste é cega no primeiro registo, tendo, no segundo, duas frestas altas em arco pleno; as fachadas viradas a sul e a oeste são idênticas, cegas no primeiro registo, tendo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita; a fachada norte tem, no primeiro registo, porta de verga reta e umbrais curvos, surgindo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita. Em seu interior não apresenta marcação de pisos e cobertura. Gravada no único silhar coevo da antiga torre (os que atualmente se observam são do período da reconstrução encontra-se a inscrição: “INCEPIT TVRREM IN ERA MCCXXVII” (correspondente ao ano de 1189 da Era Cristã).

 

A Torre Norte apresenta de planta retangular, algo arruinada, apresenta porta virada a sul e acesso pelo adarve.

 

A Torre da Vaca, a oeste, apresenta planta quadrada, percorrida por embasamento escalonado, tendo, na fachada norte seteira no segundo registo, com remate em merlões cúbicos de alvenaria; a fachada leste ostenta seteira no segundo registo e a sul porta de verga reta com arco de descarga quebrado ao nível do adarve, sendo a fachada oeste cega.

 

As torres sul e nordeste, e a denominada Torre Larga, são de planta quadrada, cegas e vãs.

 

Ao centro da praça de armas abre-se uma cisterna de planta circular, com cerca de sete metros de diâmetro, sem cobertura.

 

No interior, junto à porta principal, observam-se as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo (em estilo românico, de planta longitudinal com portais em arco quebrado, cachorrada com decoração geométrica e arco triunfal quebrado com impostas decoradas com meias esferas) e o cemitério.

 

Na encosta leste, extramuros, junto à Porta de São Pedro e onde existiu um templo homónimo, observa-se uma necrópole com cerca de 10 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, popularmente denominada como “Cemitério dos Mouros”. A Igreja de São Pedro de Numão, templo de raiz pré-românica, tem vindo a ser escavada arqueologicamente desde 1995.

 

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Grabenhotel (1, Dorotheergasse 3), wurde 1922 von Franz Matuschek umgebaut. Im Grabenhotel wohnte Peter Altenberg (1913-1919; Gedenktafel); auch Franz Kafka und Max Brod stiegen hier ab.

Altenberg Peter (eigentlich Richard Engländer), * 9. März 1859 Wien 2, Franzensbrückenstraße 3 (Gedenktafel, enthüllt 19. April 1969), † 8. Jänner 1919 Wien 9, Alser Straße 4 (Allgemeines Krankenhaus Wien; Zentrafriedhof, Gruppe 0, Grab 84 (Alte Ehrengräber), Grabkreuz von Adolf Loos), Schriftsteller.

Sohn eines wohlhabenden jüdischen Kaufmanns, besuchte Altenberg das Akademische Gymnasium und hörte danach juridische und medizinische Vorlesungen an der Universität (ohne Studienabschluss). In Stuttgart versuchte er vergeblich, den Buchhandel zu erlernen, kehrte bald darauf nach Wien zurück und wurde hier durch seine exzentrische Lebensführung und als ständiger Gast renommierter Kaffeehäuser (Central, Herrenhof) eine legendäre Figur. Ab 1892 schrieb er seine Beobachtungen, Einfälle und Kritiken nieder, 1896 erschien sein erstes Buch ("Wie ich es sehe"). Mit der Schilderung des Alltagslebens und seinen Merkwürdigkeiten, seiner Fin-de-siècle-Stimmung und seinen Aufzeichnungen kultureller Begebenheiten zählt Altenberg zu den Hauptvertretern des literarischen Impressionismus in Wien.

Mit Adolf Loos gab er 1903/1904 die Zeitschrift "Die Kunst" heraus, arbeitete an der "Wiener Rundschau", am "Simplicissimus" und an der "Jugend" mit. Er bewohnte keine eigene Wohnung, sondern zog es vor, bei Bekannten oder in Hotels zu logieren; 1913-1919 wohnte er im (neueröffneten) Grabenhotel (1, Dorotheergasse 3, Zimmer 51). Besonders berühmt wurden seine Bände:

"Was der Tag mir zuträgt" (1901),

"Prodromos" (1906),

"Märchen des Lebens" (1908),

"Bilderbögen des kleinen Lebens" (1909),

"Neues Altes" (1911),

"Semmering" (1912),

"Fechsung" (1915),

"Nachfechsung" (1916),

"Vita ipsa" (1918) und

"Mein Lebensabend" (1919).

Seine Freunde Karl Kraus (1932) und Egon Friedell ehrten Altenberg nach seinem Tod durch die Herausgabe ausgewählter Werke, Alfred Polgar gab den "Nachlass" heraus (1925). Die Wiener Stadt- und Landesbibliothek besitzt Handschriften Altenbergs, das Historische Museum der Stadt Wien Erinnerungsgegenstände und Fotos; lebensgroße bemalte Sitzfigur Altenbergs im wiedereröffneten Cafe Central.

Peter-Altenberg-Gasse.

www.wien.gv.at/wiki/index.php?title=Peter_Altenberg

 

El Castellot sobre el Penedès

Cim emblemàtic del Penedàs, a metres d'alçada, la muntanya del Castellot es troba situada en un pronunciat contrafort voltat d'espadats de la Serralada Prelitoral, just sobre la sortida a la plana de la riera de Marmellar. Des d'allà, l'antic castell domina bona part de la comarca, amb contacte visual directe amb altres fortificacions. En els dies més clars, des del cim s'albiren tant el Pirineu com l'illa de Mallorca, i tant el Montseny com les Muntanyes de Prades.

Lloc força conegut i freqüentat por la gent del Penedès, fins fa pocs anys tan sols s'hi coneixien les restes enrunades de la capella, la torre i la cisterna adossada, tot i que en alguns punts afloraven construccions que ja permetien intuir l'existència d'una o més muralles. El castell ha estat objecte d'investigació des de l'any 2014 per part del "Grup de recerca en Ocupació, organització i defensa del territori medieval" de la Universitat Autònoma de Barcelona, amb un primer projecte de prospecció del castell i del seu entorn. Posteriorment, l'Ajuntament de Castellví de la Marca n'ha promogut, entre els anys 2018 i 2021, l'escavació completa i la restauració, per tal de conèixer amb detall la seva evolució històrica i de facilitar-ne la visita.

El Castell Vell de la Marca, notícies històriques

La primera documentació relativa al castell de Castellví de la Marca ("Castro Vetulo extremum in ipsa Marchia") situa el comte Sunyer (911-947) com el seu primer detentor, en el marc de la incorporació del Penedès al comtat de Barcelona. Sunyer el posava posteriorment en mans dels germans Calabuig i Guadamir, prevere, que li permutaven pel castell de la Guàrdia del Bruc. En una data desconeguda, propera a mitjans de segle, el castell podria haver estat venut al vicari Sendred, senyor del Castellvell de Rosanes i personatge molt pròxim a la casa comtal, i haver passat d'aquest al seu fill, Unifred Amat, que tambó havia adquirit dels comtes el proper castell de Castellet l'any 977. No obstant, no és fins l'any 1023 que tenim testimonis segurs de l'adscripció del castell a la nissaga dels Castellvell, quan Guillem, fill d'Unifred Amat, adquiria definitivament del comte drets sobre el terme castral.

El castell, integrat en la baronia de Castellvell juntament amb el seu homònim de Rosanes i d'altres fortificacions i termes, es mantingué en poder de la família fins el seu pas a mans dels Montcada al segle XIII i, posteriorment, dels comtes de Foix. Finalment, el castell s'integrà al patrimoni reial en temps de Martí l'Humà i consta en mans de senyors diversos fins la fi dels senyorius jurisdiccionals al segle XIX.

Pel que fa a l'edifici de la capella de Sant Miquel, és esmentat per primer cop en els textos l'any 1026 ("aula sancti Michaelis archangeli qui est sita in capud Castri Vetuli"), tot i que els seus orígens s'han de situar en el segle X. Aquesta església castral devia perdre importància en construir-se la parroquial de Sant Sadurní als peus del castell, de la que tenim notícia des de l'any 1065 i que fou consagrada l'any 1101. En aquest procés de declivi paral-lel al del castell, sabem que l'església de Sant Miquel era assistida per diversos clergues l'any 1109, mentre que només ho era per un de sol al segle XIII, quan sabem que tenia també advocacions a Sant Pere i Santa Maria. Algunes poques notícies testimonien el manteniment del temple, tot i la seva gradual desafecció, fins entrada l'època moderna, com ha corroborat la seva excavació.

(Text del cartell informatiu)

 

Traduzco:

El Castellot sobre el Penedès

Cumbre emblemática del Penedàs, a 465 metros de altura, la montaña del Castellot se encuentra situada en un pronunciado contrafuerte rodeado de acantilados de la Cordillera Prelitoral, justo sobre la salida a la llanura de la riera de Marmellar. Desde allí, el antiguo castillo domina buena parte de la comarca, en contacto visual directo con otras fortificaciones. En los días más claros, desde la cima se divisan tanto el Pirineo como la isla de Mallorca, y tanto el Montseny como las Montañas de Prades.

Lugar bastante conocido y frecuentado por la gente del Penedès, hasta hace pocos años tan sólo se conocían los restos en ruinas de la capilla, la torre y la cisterna adosada, aunque en algunos puntos afloraban construcciones que ya permitían intuir la existencia de una o más murallas. El castillo ha sido objeto de investigación desde el año 2014 por parte del "Grupo de investigación en Ocupación, organización y defensa del territorio medieval" de la Universidad Autónoma de Barcelona, ​​con un primer proyecto de prospección del castillo y de su entorno. Posteriormente, el Ayuntamiento de Castellví de la Marca ha promovido, entre los años 2018 y 2021, la excavación completa y la restauración, para conocer con detalle su evolución histórica y facilitar su visita.

El Castell Vell (Castillo Viejo) de la Marca, noticias históricas

La primera documentación relativa al castillo de Castellví de la Marca ("Castro Vetulo extremum in ipsa Marchia") sitúa al conde Sunyer (911-947) como su primer detentor, en el marco de la incorporación del Penedès al condado de Barcelona. Sunyer lo ponía posteriormente en manos de los hermanos Calabuig y Guadamir, presbítero, que le permutaban por el castillo de la Guardia del Bruc. En una fecha desconocida, cercana a mediados de siglo, el castillo podría haber sido vendido al vicario Sendred, señor del Castellvell de Rosanes y personaje muy cercano a la casa condal, y haber pasado de éste a su hijo, Unifred Amat, que también había adquirido de los condes el cercano castillo de Castellet en el año 977. Sin embargo, no es hasta el año 1023 que tenemos testimonios seguros de la adscripción del castillo a la estirpe de los Castellvell, cuando Guillem, hijo de Unifred Amat, adquiría definitivamente del conde derechos sobre el término castral.

El castillo, integrado en la baronía de Castellvell junto con su homónimo de Rosanes y otras fortificaciones y términos, se mantuvo en poder de la familia hasta su paso a manos de los Montcada en el siglo XIII y, posteriormente, de los condes de Foix. Finalmente, el castillo se integró en el patrimonio real en tiempos de Martín el Humano y consta en manos de señores diversos hasta el fin de los señoríos jurisdiccionales en el siglo XIX.

En cuanto al edificio de la capilla de San Miguel, es mencionado por primera vez en los textos en el año 1026 ("aula sancti Michaelis archangeli qui est sita in capud Castri Vetuli"), aunque sus orígenes se deben situar en el siglo X. Esta iglesia castral debió de perder importancia al construirse la parroquial de Sant Sadurní a los pies del castillo, de la que tenemos noticia desde el año 1065 y que fue consagrada en el año 1101. En este proceso de declive paralelo al del castillo, sabemos que la iglesia de San Miguel era asistida por varios clérigos en el año 1109, mientras que lo era por uno solo en el siglo XIII, cuando sabemos que tenía también advocaciones a San Pedro y Santa María. Algunas pocas noticias atestiguan el mantenimiento del templo, a pesar de su paulatina desafección, hasta entrada la época moderna, como ha corroborado su excavación.

(Texto del panel informativo)

  

Fortalesa de gran importància històrica d'època medieval. Actualment només en resta la torre mestra o de l'homenatge, de planta circular de 5,5 m de diàmetre i 11 m d'alçada conservada; enterament en el pis inferior mentre que de la part superior només en queda la meitat. Aquesta torre era envoltada per una muralla, de la qual encara es conserven alguns llenços de poca alçària.

Castell termenat. Esmentat vàries vegades en documents medievals. Hi ha referències històriques del "castro Vetulo extremi marchia" de l'any 901 ó 929 i altra del "Kastrum Vetere" de l'any 977.

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Cova del Castellví o del Castellot:

30 metres sota "el castellot", en la cinglera nord.

Cova gran que s'obre en la cinglera N del Castellot, en la part alta. Actualment aquesta cavitat està totalment buida, el seu pis és de rocallís.

Vessant nord del turó del Castellot:

Jaciment arqueològic amb troballes ocasionals en superfície de material lític, sílex. Genèricament es pot atribuir el material localitzat al període neolític. Es pot pensar que els materials arqueològics trobats en superfície pel vessant, poden ser fruit del desmantellament del sediment que possiblement estava dipositat en la gran cova que s'obre a la part alta de la cinglera nord del Castellot. Actualment aquesta cavitat està totalment buida.

El jaciment fou descobert de manera fortuïta en els anys setanta-vuitanta (s.XX) per en Pere Giró, de la Secció d'Arqueologia del Museu de Vilafranca. Les anotacions que es conserven són una mica imprecises.

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El lloc de Ral (en francès Réal) apareix citat per primer cop el 908 en un document de Carles el Simple en el qual confirmava a l'abadia de Sant Jaume de Jocó la possessió de l'església de Sant Romà de Ral (eccl. S. Romanus de Real, en francès St. Romain de Réal). El testament del comte Guifré (futur bisbe de Girona) llega al seu fill, Berenguer, la muntanya del Capcir (ipsa montania) amb les "villae" pròximes a l'Aude (flumen Ataze) anomenades Creu (ara Matamala) i Ral (Crucem i Ral) i que després de mort Berenguer els bens retornarien al comte de Cerdanya. Passà dels comtes de Cerdanya a ser domini reial i a la fi del segle XV fou adquirit per Joan de Banyuls, senyor de Nyer, nomenat veguer de Conflent Capcir el 1510. la família Banyuls va conservar la senyoria fins la fi de l'Antic Règim.

 

El nucli urbà, a 1445 metres d'altitud, és el cap del municipi del mateix nom i està format per un agrupament de cases separades de l'església parroquial de Sant Romà. Aquesta és un edifici romànic de nau única amb volta apuntada de cronologia posterior. En un dels murs es pot veure una decoració d'arcuacions llombardes (s. XI) i el seu interior restes de pintura mural (formant un teixit o sanefa) i algun retaule barroc.

 

Aquesta imatge ha jugat a Pels camins dels Països Catalans.

 

A Google Maps.

Résidence des rois de Castille depuis le XVe siècle jusqu'à ce que Philippe II d'Espagne fasse de Madrid la capitale du royaume en 1561, Valladolid redevint temporairement capitale de 1600 à 1606. La ville se révolta contre Charles Quint en 1520 au cours de la Guerre des Communautés de Castille. En 1527 s'y tint la Conférence de Valladolid, réunion théologique visant à débattre de l'orthodoxie des idées d'Érasme.

 

La ville fut le théâtre de la controverse de Valladolid qui porta en 1550 sur le statut des Indiens d'Amérique (appartiennent-ils à l'humanité ? Quel traitement leur accorder ?) et qui opposa le dominicain Bartolomé de Las Casas (défenseur des Indiens) et le théologien Juan Ginés de Sepúlveda (leur détracteur). Cette controverse venait pourtant 13 ans après la bulle Veritas ipsa du 2 juin 1537 qui condamnait l'esclavage des Indiens et affirmait leur droit en tant qu'êtres humains à la liberté et à la propriété.

 

Santa Susanna de Peralta

L'Església de Santa Susanna de Peralta és un monument del municipi de Forallac (Baix Empordà) protegit com a bé cultural d'interès local.

Descripció

 

L'edifici és d'una nau amb absis semicircular originàriament romànic, època de la qual resta l'absis decorat exteriorment amb arcuacions llombardes i amb una finestra de doble esqueixada, coberta amb volta de quart d'esfera. El mur meridional de la nau i la base d'un cloquer de torre que restà inacabat a la banda Nord. Les restants estructures de la nau corresponen a un engrandiment del temple fet a les darreries del segle xviii, ja que fou gravat l'any 1791 a la portada del frontis, mur en el qual hi ha també un petit òcul. Al mur meridional de la nau hi ha una porta lateral d'arc de mig punt adovellat i s'hi conserva una altra finestra romànica de doble biaix.

 

Damunt del campanar inacabat s'hi construí una espadanya de dues arcades. La volta de la nau és de llunetes. L'aparell romànic és de carreu i el dels sectors més tardans de rebles grans amb carreus angulars. Unes obres de restauració fetes els anus 1976-77 consistiren a descobrir els aparells, enderrocar una sagristia datada el 1650 en la seva porta que s'afegia a migdia i enretirar el cementiri situat vora el temple.

Història

 

L'església de Santa Susanna es troba a uns 200 metres al nord de les ruïnes del castell de Peralta, possessió medieval dels Cruïlles-Peratallada. A aquest lloc es deu referir la butlla del papa Benet VIII de l'any 1017 que confirma, entre molts d'altres, els dominis de l'abadia de Sant Esteve de Banyoles: " ... ipsa vinea de Susanna cum suo termino, cum eremo et culto, sicut in scriptura Sancti Stephani resonat. In Peralta et infra ejus termines."

 

L'església no figura en els nomenclàtors de parròquies del segle xiv ni del XVII; cal suposar que ha estat des de sempre sufragània de la veïna parròquia de Sant Climent de Peralta.

2018/11/26, Ricoh GR (GR LENS 28mm F2.8), 18.3 mm, f/5.0, 1/30sec, ISO100

gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b6000451c/ Titre : Gautier de Coinci, Miracles de Nostre Dame(Livres I et II); Saluts de Notre Dame ; Prières à Notre Dame ; Prière à Dieu .

Date d'édition : 1328-1332

Type : manuscrit

Langue : Français

Format : Paris. - Écriture gothique. - La décoration du manuscrit a été attribuée à Jean Pucelle (déc. 1334), artiste dont le nom est cité au nombre des enlumineurs parisiens à partir de 1320 : cf. Rouse, II, p. 83-84. On lui doit notamment la décoration du Bréviaire de Belleville (Bnf., Latin 10483-10484), de la Bible de Robert de Billyng (BnF, ms. latin 11935) et du Livre d’Heures de Jeanne d’Evreux (New York, Cloister Museum, Acc. 54. 1.2) cf. Fastes du gothique…, p. 434. Le manuscrit, richement décoré, a été sans doute exécuté pour la reine Jeanne de Bourgogne, représentée en prières aux ff. 232v, 235v, 238v, 241, 242 et 243v. Il s’agit de l’une des dernières œuvres de l’artiste qui décéda en 1334. Illustrant 66 miracles de la Vierge, le cycle iconographique fait défiler devant nos yeux des personnages appartenant à toutes les classes de la société. Ses représentations d’architecture intérieure et extérieure reflètent l’influence italienne que l’artiste retira d’un voyage dans la Péninsule : cf. ff. 4 et 70v (Avril, L’enluminure à la cour de France…, fig. V et VI). « L’exécution un peu pâteuse de certaines scènes, les tonalités sombre et riches, rehaussées par endroits de vifs accents de lumière, sont un aspect nouveau de l’art de Pucelle » (Avril, ibid., p. 19). L’illustration comporte une peinture pleine page (f. Av) divisée en trois colonnes, fragmentées en 3 compartiments pour les col. de droite et de gauche, en 2 compartiments pour la col. centrale (cf. légendes et détail dans Poquet, Les miracles de la sainte Vierge) et 77 images de la largeur d’une colonne d’écriture. Légende des peintures d’après la base mandragore.bnf.fr : F. Av (page frontispice) : Vierge à l’enfant assise sur le trône de Salomon, entourée de sept colombes symbolisant les sept dons du Saint Esprit ; crucifixion (col. centrale) ; apôtres et prophètes avec leurs écrits sur des phylactères (compartiments supérieurs des colonnes latérales) ; allégories des vertus (compartiments centraux des col. latérales) ; lions sur un escalier se rapportant selon l’abbé Poquet aux versets 18-20 du Livre des Rois (compartiments inférieurs). – F. 2 : Gautier de Coincy dictant. – F. 4 : Gautier de Coincy lisant. – F. 8v : miracle de Notre-Dame : Théophile. – F. 21 : vision de s. Ildefonse. – F. 29v : miracle de Notre-Dame : homme pieux accusé d'hypocrisie. – F. 35 : miracle de Notre-Dame un enfant juif sauvé du brasier. – F. 36 : miracle de Notre-Dame : l’icône de Byzance. – F. 37 : miracle de Notre-Dame : le prêtre simple. – F. 37v : miracle de Notre Dame: le clerc de Chartres. – F. 38v : miracle de Notre Dame: le moine ivre. – F. 39v : miracle de Notre Dame: le clerc malade. – F.41 : miracle de Notre Dame: la mère incestueuse. – F. 45v : miracle de Notre Dame: le diacre et le riche. – F. 49 : miracle de Notre Dame: l'abbesse grosse. – F. 51v : miracle de Notre Dame: l'enfant à l'anneau. – F. 52v : miracle de Notre Dame: l'enfant voué à Satan. – F. 55v : miracle de Notre Dame: les cinq psaumes transformés en roses sur la bouche d’un moine après sa mort. – F. 56 : miracle de Notre Dame: le moine de Cologne. – F. 57v : miracle de Notre Dame: Girart se tuant sur la route de Saint-Jacques. – F. 59 : miracle de Notre Dame: la moniale tentée. – F. 60v : miracle de Notre Dame: le moine de Pavie. – F. 61v : miracle de Notre Dame: le chevalier repenti. – F. 63 : miracle de Notre Dame: la Vierge apparaissant à une religieuse et diminuant le nombre des Ave Maria qu’elle récitait. – F. 65 : miracle de Notre Dame : la vierge délivrant le larron du gibet. – F. 66 : miracle de Notre Dame: visite de la Vierge au sacristain. – F. 67v : miracle de Notre Dame: le sarrasin converti. – F. 69v : miracle de Notre Dame: l'épouse et la maîtresse. – F. 70v : miracle de Notre Dame: le siège d'Avernon. – F.72 : miracle de Notre Dame :la Vierge secourant un abbé et ses moines naviguant. – F. 73 : miracle de Notre Dame: s. Bonet, évêque de Clermont. – F. 75 : miracle de Notre Dame: le paroissien excommunié. – F. 80v : miracle de Notre Dame: Satan servant le dîner d’un homme riche. – F. 82v : miracle de Notre Dame: le clerc de Chartres. – F. 84v : miracle de Notre Dame: guérison du moine malade. – F. 86v : miracle de Notre Dame: apparition de la Vierge à un chevalier en prière. – F. 89 : miracle de Notre Dame: le sacristain ressuscité. – F. 93 : miracle de Notre Dame : enlèvement de la nonne. – F. 96v : Gautier de Coincy présentant son livre. – F. 97 : prière dans une église. – F.105 : vol des reliques de s. Léocadie. – F. 110 : Gautier de Coincy se lamentant. – F. 111 : invention de s. Léocadie. – F. 111v : miracle de s. Léocadie. – F. 112v (début de la seconde partie des miracles de Notre Dame) : miracle de Notre Dame: l'impératrice diffamée. – F. 119 : miracle de Notre Dame: l'impératrice diffamée. – F. 143 : abbé exhortant des moniales. – F. 149v : mort de Julien l'Apostat. – F. 154v : miracle de Notre Dame : le siège de Byzance. – F. 156 : miracle de Notre Dame: l'enfant anglais. – F. 160v : miracle de Notre Dame: l'orfèvre d'Arras. – F. 165v : miracle de Notre Dame: le gageur du Christ. – F. 169 : miracle de Notre Dame: Pierre et Étienne. – F. 172 : miracle de Notre Dame: le pieux laboureur. – F. 175 : miracle de Notre Dame: Pierre Ivern, cierge descendant sur la viole devant l’image de la Vierge. – F. 177v : miracle de Notre Dame: les malades à Soissons. – F. 179 : miracle de Notre Dame: guérison du bouvier. – F. 181 : miracle de Notre Dame: guérison de Gondrée atteinte du mal des ardents. – F. 185v : miracle de Notre Dame: guérison de Robert de Jouy. – F. 188v : miracle de Notre Dame: l'homicide de Laon. – F. 193v : miracle de Notre Dame: apparition de la Vierge à la pucelle d'Arras. – F. 197v : miracle de Notre Dame : sauvetage d’un pèlerin se noyant. – F. 200v : miracle de Notre Dame : le chanoine de Pise. – F.206 : miracle de Notre Dame: l'icône de Sardenay. – F. 212v : miracle de Notre Dame : l'icône voilée. – F. 214v (fin des miracles de Notre Dame du second Livre) : Gautier de Coincy envoyant son livre ; Robert de Dive, abbé de Saint-Éloi de Noyon, recevant le livre. – F. 215v (fin du second Livre des Miracles, début du Despit du monde) : scène de présentation de son livre par Gautier de Coincy. – F. 231v (fin du livre) : Gautier de Coincy priant la Vierge à l’enfant. – F. 232 (début de l’Ave Maria) : Annonciation. – F. 232v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 232v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 234 : Philippe VI de Valois priant la Vierge à l’enfant. – F. 235v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 237 : Philippe VI de Valois priant la Vierge à l’enfant. – F. 238v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 241 : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F 242 : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 242v : Philippe VI de Valois priant la vierge à l’enfant. – F. 243v : Jeanne de Bourgogne priant devant le Dieu créateur. Décoration secondaire luxueuse: Encadrements vignettés. Initiales vignettées (6-7 lignes) à prolongements marginaux introduisant le texte de chaque miracle et des différentes divisions du ms. – Initiales vignettées (2 lignes) à prolongements marginaux marquant le changement des laisses. – Lettrines filigranées (1 ligne) alternativement champies et bleues au début des rubriques de la table. Ff. 232-238v : texte de l’Ave Maria inscrit en majuscules or filigranées rouge et bleu dans des bandeaux, au-dessus de la peinture correspondante. - Parchemin. - 244 ff., précédés de 2 gardes parchemin A, B et d’1 garde papier ; suivis d’1 garde papier. F. 244 blanc. Peinture pleine page sur le verso du f. A. Poème en l’honneur de la Vierge (écriture moderne) sur le recto du f. B. Lettre de Léopold Delisle (17 oct. 1904) au supérieur du séminaire de Soissons collée sur le recto de la garde papier du plat supérieure. - 335 x 240 mm (justification :230 x 150 mm). - 32 cahiers de 8 ff. à l’exception du 1er cahier composé des deux feuillets de garde, des 5e, 29e et 32e cahiers comportant 6 ff. et du 30e cahier formé de 10 ff. : 12 (A, B), 28 (ff. 1-8), 38 (ff. 9-16), 48 (ff. 17-24), 56 (ff. 25-30), 68 (ff. 31-38), 78 (ff. 39-46), 88 (ff. 47-54), 98 (ff. 55-62), 108 (ff. 63-70), 118 (ff. 71-78), 128 (ff. 79-86), 138 (ff. 87-92), 148 (ff. 95-102), 158 (ff. 103-110), 168 (ff. 111-118), 178 (ff. 119-126), 188 (ff. 127-134), 198 (ff. 135-142), 208 (ff. 143-150), 218 (ff. 151-158), 228 (ff. 159-166), 238 (ff. 167-174), 248 (ff. 175-182), 258 (ff. 183-190), 268 (ff. 191-198), 278 (ff. 199-206), 288 (ff. 207-214), 296 (ff. 215-220), 3010 (ff. 221-230), 318 (ff. 231-238), 326 (ff. 239-244). - Réclames à l’encre brune. – Foliotation moderne imprimée. – Rubriques de la table (f. 1r-v) correspondant aux titres rubriqués introduisant chaque miracle. Explicit rubriqués. – Majuscules rehaussées à l’encre ocre. – F. 104 blanc (fin de la 1. - ère. - partie des. - Miracles de Notre Dame. - , début des miracles de s. Léocadie), f. 118vb blanc (fin du prologue de la 2. - e. - partie des Miracles), f. 231vb blanc (fin du. - Livre des Miracles. - , début de l’. - Ave Maria. - ). - Mise en page :. - La mise en page est luxueuse. Texte inscrit sur deux colonnes de 42 vers. Parties notées (ff. 4v-8, 101v-103v, f. 111-112, 113-118, 240. cf. - supra. - décoration secondaire. - Annotations marginales en latin, très soignées, en écriture gothique, introduites par une lettrine filigranée bleue ou champie. Les noms des auteurs-sources sont rubriqués (ff. 2-17v), puis soulignés à l’encre rouge (ff. 18-206v). Bouts-de-ligne. Majuscules rehaussées à l’encre rouge : cf. Väänänen. - Glose marginales des Miracles de Gautier de Coinci. - , Helsinki, 1945. - La table qui a été copiée au f. 1r-v annonce aux n. - os. - .LXVI. - us. - -.LXXXI. - us. - la vie et la passion de saintes qui n’ont pas été insérées dans le volume : elle a été, vraisemblablement, transcrite d’après un autre modèle : « Ci comencent les vies de saintes (. - rubr. - .) ». Y sont citées les vies et passions de s. Katherine, Agnes, Cretine, Agace, Luce, Magdalene, l’Egyptiane s. Cecile, s. Anastasie, s. Genevieve, s. Tecle, s. Honorine, s. Marguerite, s. Justine, la conversion de s. Cyprien et sa passion, la passion de s. Justine. - F. B : poème en l’honneur du soulier de la Vierge, relique conservée à l’abbaye Notre-Dame de Soissons, dont Henriette de Lorraine, propriétaire de l’ouvrage fut abbesse (écriture XVII. - e. - s.) : « Au sainct soulier de la vierge. Soulier, ce pied divin que tu couvrois jadis, / S’environne a present du croissant de la lune. / S’il regle de ses pas le cours de ma fortune / Tu conduiras les miens devers le paradis. /. - Ipsa conteret caput tuum. - / Effroy des ames et des yeux, / Demons, je vous offre la guerre. / Ma reine, en montant sur les cieux, / M’a laissé son soulier en terre. / En vain, vous menacez de flames et de fer. / D’un coup de ce soulier, je renverse l’enfer ». - Réglure à la mine de plomb. - Reliure anciennement de soie rose et verte à décor floral (XVIIe s. ?). Le dos a gardé le motif ancien ; les plats ont été recouverts d'une autre protection de soie verte. - Timbre ovale de la « Bibliothèque nationale. Mss » (Troisième République) sur chaque feuillet du ms

Description : Contenu : Le ms se divise en deux livres plus ou moins symétriques. Tous deux commencent pr un, prologue suivi de 7 chansons. Suivent les miracles. Appendus au Livre I, sont trois poèmes en l’honneur de sainte Léocade, et au second les Saluts de Notre Dame, avec leur prologue, une chanson et 4 prières : cf. Koenig, I, p. VIII. Trois poèmes du début du Livre I sont retranscrits à la fin du même livre : « Amours qui bien set enchanter » (f. 4v/103) ; « Qui que face rotruenge novele.. ; » (f. 5/101v) ; « Royne celeste … » (f. 5/102v). Le ms a été doté du sigle S par les différents éditeurs. Il a servi de ms. de base à l’édition de l’abbé Poquet. Koenig lui a préféré L (BNF, Fr. 22928) dont la version est meilleure. F. 1r-v. Table du contenu, contenant 16 rubriques sur la vie et passions de saintes qui n’ont pas été transcrites dans le volume (.LXVIus-.LXXXI.us)». F. 2-4v. [Prologues]. F. 2-4. [1er Prologue]. « A la loenge et a la gloire / En ramembrance et en memoire / De la roine et de la dame / Cui je commant mon cors et m’ame …-… Pour ses miracles biau rimer / La langue Gautier de Coinsi / Qui pour s’amour commence einsi ». – F. 4r-v. [2e Prologue]. « Ainz qu’ovrir vueille le grant livre / Qui mout me donne et moult me livre …-…Tuit cil qui chantent son douz chant / Or escoutez comment j’en chant » (Poquet, 3-14 ; Koenig, I, 1-23). F. 4v-8v. [Chansons]. F. 4v. « Amours qui bien set enchanter … » (cf. f. 103). – F. 5. « Qui que face rotruenge novele … » (cf. f. 101v). – F. 5. « Royne celeste buer fusses / tu nee … » (cf. f. 102). – F. 5v. « Talenz m’est pris orendroit / qu’a mout haut ton… ». – F. 6. « Efforcier m’estuet ma / voiz… ». – F. 6v. « Quant ces flouretes flour voi… ». – F. 6v. « Pour confort mon cuer et / mon courage… » (Poquet, 11-26). – F. 7v. Ave gloriosa virginum regina… » (Poquet, 755; Koenig, 24-49). F. 8v-111v. [Miracles Notre-Dame, Livre I]. « Ci commencent les Miracles de Nostre Dame. Premierement de Theophile. .I. (rubr.) ». F. 8v-21. [Miracle de Theophile]. « Pour ceus esbatre et deporter, Qui se deportent emporter ...-…Moult tost rompra cordons et cordes / Et fera toutes les concordes » (Poquet, 29-74 ; Koenig, I, 50-176 ; Garnier, 72-196). F. 21-35. « De saint Hyldefonde, arcevesque / De Tholete (rubr.) ». « Un arcevesque out a Tholete/ Qui mena vie sainte et nete : / Hyldefonsus estoit nommez …-… Por ce nous doivent tuit li membre / Souzlever quant de lui nous membre » (Poquet, 77-106; Koenig, II, 5-94). F. 29r-v. « Ci devise des papelars et des begins (rubr.) ». « Des preudommes ne di pas fi, / Ainçoins les lo et magnefi… » (omis dans l’éd. de Poquet). F. 35-36. « Du filz au juif qui a Borges fu delivré du brasier par le miracle Nostre Dame (rubr.) ». «A Bourges, ce truis lisant / D’un juif verriers mesdisant …-… S’estoie roys pour toute roie / Un seul durer je n’en l’airoie » (Poquet, 283-286; Koenig, II, 95-100). F. 36r-v. « Comment saint Jeroime raconte de l’ymage Nostre Dame que le juif geta en la chambre coie (rubr.) ». « Un biau miracle nous recite / sainz Jeroimes qui nous escite …-…Por ce sunt il tout enfondu, / Flestri, froncié, fade et fondu » (Poquet, 423-426 ; Koenig, II, 101-104). F. 36v-37v. « Du prestre que Nostre Dame deffendi de l’injure que son evesque li vouloit faire por ce que il ne savoit chanter que une messe de Nostre Dame (rubr.) ». « Un miracle, truis, d’un prouvoire, / Qui la puissant mere de gloire …-… que cil qui de bon cuer les chante / Le deable endort et enchante » (Poquet, 323-326 ; Koenig, II, 105-108). F. 37v-38v. « Du cler de Chartres en qui bouche .V. roses furent trouvees, quant il deffouy du fossé (rubr.) ». « A Chartres fu, ce truis, un clers. / Orgueilleus estoit et despers …-…A lui servir a riche emploite / Son esploit fait qui s’en esploite » (Poquet, 297-300 ; Koenig, II, 109-113). F. 38v-39v. « Du moine que Nostre Dame deffendi du deable qui le vouloit tuer en guise de lion (rubr.) ». « Uns moines fu d’une abbeie, / Qui ma dame sainte Marie …-… A luxure est moult tost livrez / qui n’est d’ivresce delivrez » ( Poquet, 328-332 ; Koenig, II, 114-121). F. 39v-40v. « Comment Nostre Dame guari un clerc de son let, qui trop griement estoit malades (rubr.) ». « Pour plusieurs genz plus enflammer / Et Nostre Dame miex amer …-… Cil qui sa cointe mere a cointe / Nule acointance n’est si cointe » (Poquet, 341-346 ; Koenig, II, 122-129). F. 40v-45. « De une noble dame de Rome, que le deable acusa a l’empereeur comment ele avoit eu un enfant de son filz, et comment ele murtri l’enfant qu’ele avoit eu de son filz (rubr.) ». « Un hault miracle moult piteus / Douz a oïr et deliteus …-… Seront li pois de la puree / Qui iert ou puis d’enfer puree » (omis par Poquet ; Koenig, II, 130-157). F. 43-49. « Le miracle du riche homme / Et de la povre vielleté (rubr.) ». « Tuit li miracles Nostre Dame / Sont si piteus et douz par m’ame …-… Que tuit de male mort morrunt / Chastient s’en cil qui morrunt » (Poquet, 429-442 ; Koenig, II, 158-180). F. 49-51v. « D’une abeesse que Nostre Dame deffendi de grant angoisse par sa pitié (rubr.) ». « Une abbeesse fu jadis / Qui la dame de paradis …-… Sa douce mere tiex nous face / Qu’en paradis voions sa face » (omis par Poquet ; Koenig, II, 181-196). F. 51v-52v. « Du clerc qui mist l’anel ou doi Nostre Dame (rubr.) ». « Tenez silence ; bele gent. / Un miracle qui est moult gent …-…Si nous marions a Marie / Qui ses amis es ciex marie » (Poquet, 355-360 ; Koenig, II, 197-204). F. 52v-55v. « De l’enfant que le deable en vouloit porter (rubr.) ». « Entendez tuit, faites silence / Ni a si fol que cil en ce / Que je dirai …-… Or doint Diex que ne le fausommes / Et bons nous face le faus sommes » (Poquet, 443-454 ; Koenig, II, 205-223). F. 55v-56. « Des cinc roses qui furent trouvees en la bouche du moine aprés sa mort (rubr.) ». « Un brief miracle moult aoine / Conter vous weil d’un simple moine …-… Diex doint chascuns de nous la serve / Tant que sa douce amour deserve » (Poquet, 359-362 ; Koenig, II, 224-226). F. 56-57v. « D’un moine resuscité de l’une et de l’autre mort par (deserte : exponctué) la deserte Nostre Dame (rubr.) ». « Si com mon livre me tesmoigne / A saint Pierre devant Coloigne …-… Quar n’est pas si tost mau baillie / L’ame en cloistre com en baillie » (Poquet, 455-460 ; Koenig, II, 227-236). F. 57v-59. « De Girart qui s’ocist par le deceuement au deable, com il aloit a Saint Jaque (rubr.) ». « Un biau miracle vous weil dire / Qu’en son tempoire fist escrire …-… D’enfer touz nous destournera / Et touz ou ciel nous tornera » (Poquet, 291-296 ; Koenig, II, 237-245). F. 59-60v. « De la nonnain que Nostre Dame delivra de grant blasme et de grant poine (rubr.) ». « Mes livres me dit et revele / D’une nonnain qui moult fu bele …-… De lui ne fait mie despense / Celui qui a tel espous pense » (Poquet, 475-480 ; Koenig, II, 246-254). F. 60v-61v. « Du moine qui onques ne fist as heures de Nostre Dame et por ce fu il sauf (rubr.) ». « En escript truis qu’en l’abbeie / De Saint Sauveur de Pavie …-… Ou se reposent cil et sient / Qui font les choses qui li sient (Poquet, 489-492 ; Koenig, II, 255-260). F. 61v-63. « Du chevalier a cui la volenté fu contee pour fait aprés sa mort (rubr.) ». « A ceus qui aimment doucement, / La mere au douz roy qui ne ment …-… Sa sainte Eglise ne raportent / Ce qu’a force et a tort enportent » (Poquet, 493- 500 ; Koenig, II, 261-272). F. 63-65. « De la nonnain a cui Nostre Dame abreja son Ave Maria (rubr.) ». « A la loenge de la virge / Qui Dieu porta, me ratier ge …-… Bien doit de nous estre honouree / Quant ele est des angres aouree » (Poquet, 481-488). F. 65-66. « Du larron que Nostre Dame soustint par .III. jours as fourches pendant et (delim : exponctué) le delivra de mort (rubr.) ». « Ci aprés vueil metre en brief / Un miracle et court et brief …-… Nus desconforz ne desconforte / Celui qui tes confors conforte » (Poquet, 501-504 ; Koenig, II, 285-290). F. 66-67v. « Du secrestain que Nostre Dame visita (rubr.) ». « Se prés de moi vous voulés traire / Ja vous vorrai dire et retraire …-… En joies qui sanz fin durront / Qui a servir bien l’endurront » (Poquet, 333-340; Koenig, III, 11-22). F. 67v-69. « Le miracle du sarrazin qui aoura l’ymage Nostre Dame (rubr.) ». « Queques d’oïr este en grant, / Oés un miracle moult grant …-…Diex nous i doinst touz atorner / Por faire a joie sejorner » (Poquet, 505-512; Koeing, III, 23-33). F. 69-70v. « Des deus fames qui s’entrehaoient, que Nostre Dame racorda (rubr.) ». « Queque talent avez d’oïr / Conter vous weil, pour resjoir …-… Qui vont sa mere saluant / Chascun lo que c’est salu hant » (Poquet, 511-516 ; Koenig, III, 35-41). F. 70v-71v. « Le miracle comment Nostre Dame fu serve d’un quarrel ou genoil (rubr.) ». « En escript, truis queprés d’Orliens / Un chastel a, ou moult de biens ...-… Sachiez qu’entour li saint umbre a / Quant Diex en son cors s'aumbra » ( Poquet, 275-280 ; Koenig, III, 42-50). F. 71v-73. « D’un abbé et ses compaignons et autres / Genz qui Nostre Dame secourut / En la mer (rubr.) ». « Entendez tuit et cler et lai, / Dire vous vueil sanz nul delai …-… Quar du ciel es fenestre et porte / Buer fu portez qui s’i deporte » (Poquet, 517-522 ; Koenig, III, 51-59). F. 73-75. « De saint Bon qui fu evesque / De Clermont (rubr.) ». « Queque volentez me semont / D’un saint evesque de Clermont …-…Bien est gardé quanqu’ele garde / Aprés Dieu n’est si gardant garde » (Poquet, 303-310 ; Koenig, III, 60-73). F. 75-80v. « Le miracle de l’excommenié qui ne / Povait trouver qui l’asousist (rubr.) ». « Un miracle weil reciter / qui durement doit esciter …-… Que Dieu ne le tenist por sot / Se ses cors, s’ame amer ne sot » (Poquet, 575-592 ; Koenig, III, 74-106). F. 80v-82v. « Du riche homme a cui le deable / Servi par .VII. anz por lui decevoir (rubr.) ». « Pour ce qu’oiseuse est morz a l’ame, / En aucun dit de Nostre Dame …-… Se j’ai loisir et se je puis / Un biau miracle que j’en truis » (Poquet, 523-532 ; Koenig, III, 107-120). F. 82v-84v. « Du clerc a qui on trouva une rose / En la bouche aprés sa mort (rubr.) ». « Il fu uns clers, uns damoiseaus, / Qui le cuer out si plain d’oiseaus …-… A touz ses besoins secourra / Celui qui de cuer y courra » (Poquet, 363-370 ; Koenig, III, 121-133). F. 84v-86v. « Du moine que Nostre Dame gueri de son let (rubr.) ». « Biens est que nous le bien dions / Car male collocutions …-… Sainz Esperis le nous apraigne / Et de s’amor touz nous espraigne » (Poquet, 347-354 ; Koenig, III, 134-146). F. 86v-89. « D’un chevalier a qui Nostre Dame / S’apparut quant il oroit (rubr.) ». « Il fu, ce truis, uns chevaliers / Joennes et biaus, cointes et fiers …-…Tuit cil, Dame, qui bien t’enbracent, / Bon bracement aus ames bracent (Poquet, 533-542 ; Koenig, III, 150-164). F. 89-93. « Du moine que Nostre Dame resuscita, qui estoit peris par son pechié (rubr.) ». « Cele en qui prist humanité / Li puissanz roys de verité …-… Plungiez et enbourbez sera, / Touz jours com Boz bourbetera » (Poquet, 461-474 : les deux derniers vers manquent chez Poquet; Koenig, III, 165-190). F. 93-96v. « De la nonnain qui lessa s’abbeie et s‘en ala au siecle (rubr.) ». « A la gloire la glorieuse, / une merveille merveilleuse …-… Et seront tant com Diex durra, / Beneois soit qui l’endurra » (omis par Poquet; Koenig, III, 191-212). F. 96v-101v. « De la doutance, / De la mort / Et de la chetiveté du monde (rubr.) ». « Gautiers qui est de cors et d’ame / Sers a touz les sers Nostre Dame …-… A cest vers ci mon livre fin. /Diex nous maint touz / A bonne fin. Amen » (Poquet, 689-706 ; Koenig, IV, 439-543). Le texte est transcrit à la fin du Livre II dans L. On le retoruve, demême, dans S aux ff. 215v-231, sous le titre "Du despit du monde". F. 101v-104. [Chansons]. F. 101v. « Qui que face rotruenge nouvele » (cf. f. 5, et Poquet 15). – F. 102v. « Royne celeste buer fusses tu nee » (cf. f. 5, et Poquet, 15). – F. 103. « Pour la pucele en chantant » (cf. f. 115). – F. 103. « Amours qui bien ses enchanter » (cf. f. 4v). – F. 103v. « Entendez tuit ensemble et li clerc et li lai » (cf. f. 240, et Poquet, 753). F. 104. « Hoc opus expletur, deitati gloria detur / Et matri Domini que nostro sit pia fini ». F. 105-112. [Miracle de sainte Léocade]. F. 105-110. « Comment sainte Leochade fu trouvee (rubr.). – F. 110-111. « Comment le corps de sainte Leochade fu parduz (rubr.) » (cantique noté). – F. 111r-v. « Commen le cors sainte Leochade fu retrouvez (rubr.) » (cantique noté). – F. 111v-112. « Coment sainte Leochade par sa priere deffendi tout le païs de la foudre (rubr.) (cantique noté) (Poquet, 111-138; Koenig, III, 214-261). F. 113-215v. [Miracles de Nostre Dame, Livre II]. F. 112v-114v. [Prologue]. « Ci aprez commence le prologue des miracles de Nostre Dame en la seconde partie (rubr.) ». « A saint Maarc ou biau livraire / Truis un biau livre donc biau traire …-… Or entendez par grant deport / Comment por lui je me deport » (Poquet, 365-384; Koenig, III,265-280). F. 115-118v. [Cantiques notés]. F. 115r-v. « Pour la pucele en chantant… » (cf. f. 103 ; Poquet, 385 ; Koenig, III, 281-282). – F. 115v-116. « Mere Dieu, Virge senee nee… » (omis par Poquet ; Koenig, III, 283-285). – F. 116r-v. « S’amour dont sui espris… » (Poquet, 387-390 ; Koenig, III, 286-288). – F. 116v-117. « D’une amour qu’oïe et serie… » (Poquet, 391-393 ; Koenig, III, 289-291). – F. 117r-v. « Hui matin a la journee… » (Poquet, 389-392; Koenig, 292-296). – F. 117v-118. « Ja pour yver, pour noif, / ne pour gelee… » (Poquet, 393-395 ; Koenig, III, 297-299). – F. 118r-v. « Ma viele vieler veut un / biau son… » (Poquet, 385-388 ; Koenig, 300-302). F. 119-142v. « De l’empereris de Romme, qui garda chastee en moult temptacions (rubr.) ». « As sages dit et fait savoir / Li sages livres de savoir …-… Un petitet de mon froument / Vueil a semer et de ma nonne / Par encor vueil de ma nonne ». « Ici fenist le miracle de l’empereris (rubr.) » (omis par Poquet ; Koenig, III, 303-459). F. 142v-149v. [De la chastee aus nonnains]. F. 142v-143. [Prologue]. « Et me prent ici m’aart / Grant volentez par saint Maart …-… Et cest vil siecle seurmonter / Qu’en paradis puissons monter. Amen ». – F.143-149v. « De la chastee aus nonains (rubr.) ». « Vous, damoiseles, et vous, dames / Qui de cuer et de cors et d’ames …-…Vous et lui doint bone vie / Et sa douce compaignie / Per eterna secula. Amen » (Poquet, 707-734 ; Koenig, III, 460-505). F. 149v-154v. « Le miracle de saint Basile (rubr.) ». « Un miracle trop merveilleus / Qui les princes trop orgueilleus / Poindre doit moult et esciter …-…La ou Diex maint lassus amont / Ta grant douceur touz jours nous y mont » (Poquet, 399-416 ; Koenig, IV, 1-30). F. 154v-156. « Comment Nostre Dame deffendi la cité de Costentinnoble (rubr.). « Au tens que de la cité noble / Qui nommee est Costentinnoble …-… Ains est honnis au chief du tour / Cil qui de toi ne fait sa tour » (Poquet, 417-422 ; Koenig, IV, 31-41). F. 156-160v. « De l’enfant que Nostre /Dame resuscita, qui / Chantoit le respons / Gaude Maria (rubr.) ». « Sainte Escriture nous esclaire / Com doit couvrir et com doit taire / Les secrez le roy et celer …-…Et nous touz aussi y escit ; / Or, aus autres, finez est cit » (Poquet, 557-572 ; Koenig, IV, 42-72). F. 160v-165v. « Les miracles de la fiertre de Loon / Et du cyerge qui y aluma (rubr.) ». « Assez savez qu’assez lo on / La bele eglise de Loon / Et en a droit riche est et bele …-… Si grant douceur si bien nous duie / Qu’au port du ciel touz nous conduie ». – F. 161. « Des marcheans qui donnerent l’offrende / Nostre Dame et puis li retolirent (rubr.) ». – F. 162. « De la laine aus marcheans qui fu arse (rubr.) ». – F. 162. « Comment la fiertre fu boutee hors de l’eglise (rubr.) ». – F. 163v. « Comment le dragon arst l’eglyse et toute la vile (rubr.) » (Poquet, 209-232 ; Koenig, IV, 73-109). F. 165v-169. « Du juif qui prist en gage / L’Ymage Nostre Dame (rubr.) ». « Tant truis escrit, foi que doit m’ame, / De douz miracles Nostre Dame …-… Mais siecles riens ne guerredonne / Por ce est trop foux qui trop li donne » (Poquet, 543-536 ; Koenig, IV, 110-133). F. 169-172. « Des deus freres qui furent a Romme (rubr.) ». « Li bons livraires vieut cerchier / Et les bons livres reverchier …-… Por ce que tout guilent et boulent / En enfer ardent tuit et boulent » (Poquet, 593-604 ; Koenig, IV, 134-153). F. 172-175. « Du vilain qui a grant poinne savoit / La moitié de son Ave Maria (rubr.) ». « Conter vous veil sans nul delai, / Un miracle d’un homme lai …-… aus et nous doint tel batement / Du ciel aions l’esbatement » (Poquet, 617-628 ; Koenig, IV, 154-174). F. 175-177v. « Du cyerge qui decendi sus la viele au / Vieleur devant l’ymage Nostre Dame (rubr.) ». « La douce mere au createur / a l’eglise a Roche Amadeur …-… Tes cordes se descorderont / Si qu’au cors Dieu t’acorderont » (Poquet, 315-322 ; Koenig, IV, 175-189). F. 177v-188v. « Les miracles Nostre Dame de Soissons (rubr.) ». F. 177v. [Prologue]. « Se Diex m’ait huy et demain, / Tant miracles me vient a main a main …-…De ces flaons et de ses miches, / Mes sires saint Maart, li riches ». – F. 177v-179. « De l’enfant qui fu ravi en avision (rubr.) ». « Quant a Soissons tant de genz vindrent …-… Que quant venra au definer / De fine fin puissent finer ». – F. 179-181. « Du bouvier puni et gari (rubr.) ». « Ici aprés weil remoller / Un miracle du saint soller …-… Car plus est foz que fole muse / Amusez est qui ainsi muse ». – F. 181-185v. « De la fame qui recouvra son nés qu’elle avoit perdu (rubr.) ». « Ançois que fors du livre issons / Des miracles qui a Soissons …-… Ce seroit certes moult bons cous / Maufez leur rompe a touz les cous ». – F. 185v-188v. « Comment Nostre Dame guari celui qui avoit le pié perdu (rubr.) ». « Qui vieut oïr vers moi se traie, / Talent me prent qu’encor retraie …-… Por Dieu chascun si si aerde / Que de s’amour jor et mout arde » (Poquet, 145-190 ; Koenig, IV, 190-264). F. 188v-193. « De une fame / De Loon qui / Fu delivree / Du feu par / Le miracle / Nostre Dame (rubr.) ». « Cele qui est de tel maniere / Que de touz biens faire est maniere …-… Loons la tuit, loons, loons, / Bien le nous loe ici, loons » (Poquet, 237-256 ; Koenig, IV, 265-294). F. 193-197v. « De la pucele d’Arras a qui Nostre Dame s’aparut (rubr.) ». « Mes livres me dit et narraz / Qu’en la riche cité d’Arras …-… Qui veut a Dieu trouver la sente / A bien sa Mere amer s’asente » (Poquet, 261-274 ; Koenig, IV, 295-320). F. 197v-200v. « Comment uns hons noié en la mer / Fu délivré par l’ayde Nostre Dame (rubr.) ». « Qui veut oïr, qui veut entendre / En quel maniere set deffendre …-… En paradis ariveront / Cil qui la bien la serviront » (Poquet, 605-616 ; Koenig, IV, 321-339). F. 200v-206. « Du clerc qui fame espousa / Et puis la lessa (rubr.) ». « Vous qui amez de cuer entier / La fleur de lis et d’englentier …-… Alons nous y tost garitant, / Ainz garite ne gari tant » (Poquet, 631-648 ; Koenig, IV, 340-377). F. 206-211v. « Le miracle Nostre Dame de Sardinay (rubr.) ». « A la loenge de la dame / De l’esmeraude et de la gemme …-… Et termine cil qui s’estuve / Auques souvent en tel estuve » (Poquet, 649-667 ; Koenig, IV, 378).F. 211v-212v. [De un moine de Chartrose : le miracle n’est pas introduit par une rubrique]. « Il fu un moine de Chartreuse / Qui la Virge, la Diu espeuse …- … Vooir poissons sine fine. Amen / Amen, Amen. Ci ai finé » (Poquet, 649-672 ; Koenig, IV). F. 212v-214. « Le miracle Nostre Dame de Sardenay (rubr.) ». « A Bisance la cité noble / Qui dite or est Costentinoble …-… Que chascuns se doit déporter, / En lui tenir et comporter » (Poquet, 671-680 ; Koenig, IV, 418-430). F. 214-215v. [Épilogue]. « Ici fenissent les miracles Nostre Dame du second Livre (rubr.) ». « Qui ces miracles a leuz / Bien est chaitiz, bien durfeuz …-… Que ne li puet riens nee estordre / Maint poing a fet batre et detordre ». « Ci fenit le secont Livre des miracles Nostre Dame (rubr.) » (Poquet, 681-686 ; Koenig, IV, 431-438). F. 215v-231. «Et commance du Despit du monde (rubr.) ». « Gautier qui est de cors et d’ame / Sers a touz les sers Notre Dame …-… A cest vers ci mon livre fin / Touz nous maint Diex a bone fin » (Poquet, 685-705 ; Koenig, IV, 439-543). Le poème commence et finit comme celui qui est intitulé « De la doutance de la mort et de la chetiveté du monde » (ff. 96v-101v). Il est cependant plus développé, le premier poème comprenant environ 788 vers, tandis que ce dernier en compte près de 2714 : cf. Delisle, Recherches, I, p. 301. F. 231v. « A la fin de cest livre ou j’ai pené jour maint, / Saluer vueil la dame ou toute douceur maint. / A sa douceur depri doucement que tant maint, / Que bone fin me doint et que m’ame ou ciel maint. / Amen, Amen, Amen » (Poquet, 733). F. 231v-243. [Saluts de Notre Dame]. F. 231v. [Prologue]. « A la fin de cest livre ou j’ai pené jour maint, / Saluer vueil la dame ou toute douceur maint. / A sa douceur depri doucement que tant maint, / Que bone fin me doint et que m’ame ou ciel maint. / Amen, Amen, Amen » (Poquet, 733).–F. 232r-v. [Prologue]. « Ave. Maria. gracia. plena. Dominus. tecum. benedicta tu. in mulieribus. et. benedictus. fructus. ventris. tui. Amen (titre en bandeau surmontant la peinture) ». « De par la mere Dieu cent / mile foiz salu ...-… Ce puist estre a mon preu / et a vostre salu. Amen ». – F. 232v-234. « Ave Maria (titre) ». « Ave, Dame de gloire, ave des angres …-… Tes douz filz par tes preces nous doint metre a sa destre ». – F. 234-235v. « Gracia plena (titre) ». « Ave a cui li angres dist : plena gracia …-… Moi et touz pecheurs a ton douz Fil acorde. Amen ». – F. 235v-237. « Dominus tecum (titre) ». « Ave a cui li angres dist Dominus tecum …-… Qu’en paradis voier puissons sa clere face ». – F. 237-238v. « Benedicta. tu. in mulieribus (titre) ». « Ave a cui les angres dist Benedicta tu …-… Aus et moi a la gloire de paradis adresce ». – F. 238v-240. « Et. benedictus. fructus. ventris. tui. Amen (titre) ». « Ave, fructus ventris tui soit benoiz …-… En la croiz devia. Ci fine ton salu le prieur de Vi a. » (Poquet, 737-753 ; Koenig, IV, 544-574). F. 240r-v. [Chanson]. « Entendez tuit ensemble et li clerc et li lai …-… Sa chançon ci finee, le prieur de Vi a. Eve (cf. f. 103v ; Poquet, 753-755 ; Koenig, IV, 575-579). F. 241-243. [Prières à Notre Dame]. F. 241-242. « Gemme resplendissant, / royne glorieuse …-… Par sa tres grant douceur / Qu’a bone fin me maint. Amen » (Poquet, 757-761 ; Koenig, IV, 580-584). – F. 242r-v. « Marie, mere de concorde / A Jhesu Crist ton filz m’acorde …-… Le roy qui n’aura finement / Venir me face a bone fin. Amen » (omis par Poquet ; Koenig, IV, 585-588). F. 243. [Les cinq joies Nostre Dame]. « Dame de paradis, / dame de tout le monde …-… Qu’aions la fine joie / qui n’aura finement. / Amen. Amen. Amen » (Poquet, 761-762 ; Koenig, IV, 589-590). F. 243v. [Prière à Dieu]. « Douz Diex qui sanz fin ies / et sans inition …-… La mort perpetuel / et la dampnation / Ubi erit fletus et stridor dentium. Amen » (Poquet, 763 ; Koenig, IV, 591-592). « Ci fenissent les miracles Nostre Dame ».

Description : Le ms. fut exécuté pour la reine Jeanne de Bourgogne, qui est représentée dans plusieurs vignettes peintes à la fin du volume. La date exacte de sa composition a été controversée. Pour Christian de Mérindol, l’ouvrage fut commandé lors de la fondation d’une chapelle royale, en septembre 1329, au Gué-de-Maulny (« Le livre peint », cité par Black, p. 271). Anna Russakoff suggère d’autres hypothèses : le couronnement de Philippe VI et de Jeanne en1332 (Imaging the miraculous…, p. 258-259), le mariage de Bonne de Luxembourg avec le duc de Normandie en 1332. Pour Alison Stones, le ms. fut exécuté autour de 1329 (« Notes of the Artist Content », dans Gautier de Coinci: miracles, music and manuscripts, p. 91). La notice qui est consacrée au manuscrit dans l’inventaire de la librairie du Louvre incite à penser qu’il fut confisqué à Jean le Bon par les Anglais à la bataille de Poitiers en 1356 : « Les miracles de Nostre Dame, rymés, couvert de veluyau ynde, et furent racheteez des Anglais » : BnF., Français 2700, f. 9v, n° 153 [inv. A] et Bnf., Baluze, 397, f. 4 n°154 [inv. B]. Il fut racheté par Charles V et placé dans la Librairie du Louvre. Le récolement fait en 1411 [inv. C] indique que le volume fut cédé par Charles VI à Jean duc de Berry : « Les Miracles Notre Dame rymez, couvert de veluyau inde et fermouers, rachatez des Anglois, bien escripz et historiez. Addition : lequel livre fu baillié a monseigneur de Berry, comme appert par lettre signee R » (BnF. Français 2700, f. 43, n° 45). Le manuscrit est, en effet, répertorié sous le n° 946, dans l’inventaire de la Librairie de Jean duc de Berry établi en 1413 : « Item un Livre des miracles Nostre Dame, escript en françoys, de lettre de fourme, et noté en aucuns lieux ; et au commancement du second fueillet a escript : comment que ; et est couvert de viez veluiau violet, doublé de tiercelin vermeil ; et fermant a deux fermouers d’argent dorez, esmaillez aux armes de France ; lequel mondit seigneur a eu du roy (Guiffrey, Inventaires de Jean duc de Berry, I, p. 248, n° 946). Il est répertorié sous le n° 542 dans les comptes établis par le trésorier Jean Lebourne à la mort de Jean de Berry (Bibl. Sainte-Geneviève, ms. 841, n° 542). Il fut alors prisé 30 livres tournois. L’incipit du deuxième feuillet figure à la première ligne du f. 3 (2e f. après la table) : « Comment que die [Evan. ou Eve…] ». Au bas du f. 243v, se devine à la lampe de wood la signature de Jean de Berry, soigneusement grattée : « Ce livre est au duc de Berry. – JEHAN ». À la mort du duc de Berry, le volume fut vendu par les exécuteurs testamentaires et on perdit sa trace jusqu’au milieu du XVIIe siècle. En 1645, il faisait partie de la bibliothèque d’Henriette de Lorraine, abbesse de Soissons. Le f. A porte ces mots à peine visibles aujourd’hui : « A tres haulte, tres illustre, tres vertueuse princes[se] H[enri]ette de ( ?) [Lorraine ?...] tres glorieuse vierge,mere de Jhesu, du precieux soulier de la[quelle…] (suite illisible). Au bas du f. une inscription a été raturée : « Ce livre appartient a son Altesse madame de Lorraine […], abbesse de ce monastère ». Cette appartenance est confirmée par dom Michel Germain qui écrivit avoir vu entre les mains de l’abbesse de Notre Dame de Soissons « un livre manuscrit dont l’écriture est ancienne de près de cinq cents ans, et contenant les vers de Gautier de Coincy touchant les miracles de la sainte Vierge, dont ceux qui sont arrivés à Soissons font la meilleure partie et sont représentés avec des tailles douces fort agréables » (Histoire de l’abbaye royale de Notre-Dame de Soissons, Paris, 1675, p. 287 , cité par Delisle, Recherches…, I, p. 287-288). Sur la page de garde B, texte évoquant le saint soulier de la Vierge, relique qui était conservée à l’abbaye notre-Dame de Soissons. On ignore comment le ms. sortit de l’abbaye Notre-Dame pour entrer par la suite dans la bibliothèque du séminaire de Soissons. En 1904, le supérieur du séminaire prêta le volume pour l’Exposition des Primitifs français et Léopold Delisle put en faire un examen attentif, ainsi que l’indique sa lettre insérée au début du volume (garde papier) : cf. Delisle, Recherches…, I, p. 285-305. Le ms. fut déposé en 1940 par Mgr. Mennechet, à la Bibliothèque nationale : cf. Ph. Lauer, Catalogue des Nouvelles acquisitions latines et française du département des Manuscrits pendant les années 1936-1940, Paris, 1941, p. 8 et fit désormais partie du fonds des Nouvelles acquisitions françaises sous la cote 24541.Ancienne cote inscrite sur le volume : « FR. Nouv. acq. 24541 » (contregarde du plat supérieur, garde papier au début du volume).

Droits : domaine public

Identifiant : ark:/12148/btv1b6000451c

Source : Bibliothèque nationale de France, Département des Manuscrits, NAF 24541

Provenance : Bibliothèque nationale de France

Date de mise en ligne : 09/10/2009

S. Pantaleo

 

Una chiesolina assai antica e già dedicata a s. Pantaleo sorge tuttora ai piedi dell' Esquilino dove comincia la salita di s. Pietro in Vincoli dietro la chiesa di s. Andrea in Portogallo. Da ciò nel secolo XV la chiesa si chiamava ancora s. Pantaleo delli Monti.

 

Nel catalogo del Camerario è ricordata colla denominazione trium clibanorum, ed in altri cataloghi è detta in tribus foris. Un' antica tradizione vuole che quivi giacessero per qualche tempo le reliquie del martire Pantaleo trasferite da Nicomedia. Vi fu annesso un monastero di monaci basiliani di Grottaferrata, i quali dimorarono in quel luogo più di un secolo, finchè l' anno 1635 si trasferirono in s. Giovanni de Mercatello, oggi s. Venanzo dei Camerinesi: dell' antico monastero dei basiliani si vedono ancora le traccie presso la chiesa. In un manoscritto posseduto dall' egregio rettore della medesima, il rev. Bertaccini, che gentilmente me lo ha mostrato, raccolgo non poche notizie relative alla sua storia. In quel documento si dice che ai monaci basiliani fu sostituito un ospizio di sacerdoti secolari, e si accenna ad antichissime grotte sottostanti alla chiesa ove è un antico pozzo detto di s. Pantaleo, in cui fu tenuto nascosto il suo corpo, e la cui acqua dai fedeli era bevuta per divozione. Anche a s. Pantaleo presso piazza Navona esiste un pozzo, la cui acqua si dà a bere il giorno della festa del santo.

 

Sotto Clemente XII la chiesa fu affidata all' archiconfraternita della Dottrina cristiana. Il Bruzio vi lesse la seguente memoria sepolcrale, che egli dice era a mano destra vicino alla porta, e scolpita su piccola pietra:

 

HEC EST SEPVLTVRA NICOLAI

IOANNIS ASTALLI ET PETRI

FILII EIVS ET EORVM HEREDVM.

p144

 

Da ciò risulta che la famiglia Astalli avea qui una sua sepoltura gentilizia e ve la ebbero eziandio i Paparone, i de Meo, i de Stefano, i de Nofrio, i Maccarone, i Vendettini, tutte celebri famiglie monticiane, le quali possedeano le loro case nelle vicinanze della chiesa. Il Sodo scrive che la chiesa è antica ed è parrocchia, e spesso ve se scongiurano i spiritati. A sinistra della chiesa v' è una camera, ridotta oggi ad uso di sacrestia, le cui pareti sono adorne di pitture del secolo XIV, rappresentanti il Salvatore, colle parole: Ego sum via, veritas et vita: a destra ha s. Giovanni Battista coll' agnellino e sotto Ecce Agnus Dei, a sinistra s. Lorenzo vestito da diacono che porta la graticola, più in basso s. Anna colla Madonna che ha il suo Figliuolo nel seno, seguono quindi s. Pietro e s. Sebastiano.

 

Presso quella stanza è murata la epigrafe di Madonna Paola de Iacobello Paparone, che restaurò una vicina ed oggi distrutta chiesa di s. Biagio.

 

Dietro l' altare, in un cippo marmoreo adorno di fogliami ad alto rilievo, che io credo essere stato un frammento di decorazioni d' un edifizio romano, si legge la seguente epigrafe che ricorda la consacrazione di quell' altare medesimo, fatta sotto Pasquale II l' anno 1113. Ecco il testo dell' epigrafe sciolta però dai nessi di scrittura:

 

ANNO DOMINICE INCARNATIONIS MCXIII

INDIC. VI. DIE KAL. MARII. V. HOC AL

TARE CONSECRATVM EST IN HONORE DOMINI NOSTRI IESV

CHRISTI ET BEATE MARIE SEMPER VIRGINIS ET B. M. ET B.

PETRI ET S. IOANNIS BAPTISTE ATQVE EVANGELISTE

ET OMNIVM APOSTOLORVM ET SANCTO

RVM MARTYRVM SEBASTIANI ET PANTALEONIS

TEMPORE DOMINI PASCHALIS SECVNDI PAPAE ET HIS

RELIQVIIS DOTATVM EST. DE LIGNO SANCTE CRVCIS

ET DE SINDONE DOMINI ET DENTE BEATI

PETRI ET DE COXA S. IOANNIS BAPTISTE

ET TVNICA SANCTI IOANNIS EVANGELISTE ET

DE OSSIBVS SANCTI SEBASTIANI ET PANTALEONIS

MATRYIS.

 

La chiesa attuale nulla o quasi nulla conserva più dell' antica; anche in origine fu assai piccola e non ebbe che pochissimi altari.

 

Ma la epigrafe più importante e che oggi è perita si leggeva fino ai tempi del Mellini a mano sinistra vicino alla porta, in lettere pessimamente abbreviate, la maggior parte minuscole. p145Eccone il testo che traggo dal manoscritto del Mellini nell' archivio vaticano:

 

THEODORVS ANNO DOMINI MCCLX INDICT. IIII MENSE DECEMBRIS DIE

XII ALEXANDER EPISCOPVS SERVVS SERVORVM DEI DILECTO FILIO

PRESBYTERO BERNARDO RECTORI ECCLESIE S. PANTALEONIS IN TRIBVS

FORIS DE VRBE SALVTEM ET APOSTOLICAM BENEDITIONEM

CONSECRATIONES ALTARVOMO IN QVIBVS XVS IMMORTALITER

VIVENS AD NOSTRORVM ABOLENDAM CRIMINVM CORRVPTE-

LAM IN MINISTERIO IMMOLATVR ALTARIS XIANVS POPVLVS

CVM PVRITATE ANIMI VENERARE TENETVR DEDICANDO

MEMBRA SVA DNO SERVITVRA IVSTITIE IN SANCTIFICATIONE

QVE DVM INIQVITATI ED IMMVNDITIE

SERVIEBANT VT QVE PRO CHRISTI MINISTROS IN ECCLESIIS VISIBILITER EXHIBENTVR MISTICE IN TEMPLO DIVINITVS

PERFICIANTVR CVM ITAQVE FELICIS RECORDATIONIS PASCHALIS

SECVNDVS ROMANVS PONTIFEX PREDECESSOR NOSTER

KALENDARVM MARTII ALTARE ECCLESIE TVE SICVT ASSERIS

PROPRIIS SVIS MANIBVS DVXERIT DEDICANDVM NOS DEDICA-

TIONEMHVIVSMODI IN SECVNDAM FERIAM PRIORIS

EBDOMADE QVADRAGESIME TRASNFERENTES

CVPIENTES QVOQVE QVOD ECCLESIA IPSA CONGRVIS HONORIBVS

A CHRISTI FIDELIBVS FREQVENTETVR ET FREQVENTATIBVS

CVM TALI SOLEMNITATE QVAM PERAGVNT SPIRITVALI

MVNERE CONSVLE . . . . . BR DE OMNIPOTENTIS DEI MISERICORDIA ET BEATORVM

PETRI ET PAVLI APOSTOLORVM EIVS AVCTORITATE

CONFISI OMNIBVS VERE PENITENTIBVS ET CONFESSIS

QVI AD ECCLESIAM IPSAM IN SECVNDA FERIA SVPRADICTA

CAVSA DEVOTIONIS ACCESSERINT ANNVATIM QVADRAGINTA

DIES DE INIVNCTA SIBI PENITENTIA MISERICORDITER RELAXAMVS

DAT. IN LAT. II. ID. DECEMB. PONTIFICATVS NOSTRI ANNO VI.

FIERI FECIT . . . S . . .

BENEDICT . . . ET . . . IT . . HIC SANCTORVM RELIQVIAE

NOTANTVR BEATORVM SIGNI VENERABILIS CRVCIS SINDONIS

DNI. DENTIVM BEATI PETRI APOSTOLI COSTES IOHANNIS

BAPTISTE TVNICE SANCTI IOHANNIS EVANGELISTE

OSSIVM SANCTORVM SEBASTIANI ET PANTALEONIS

MARTYRVM BEATORVM QVICVMQVE VENERANTVR

PRO ALTISSIMI FIDELIBVS HABEANTVR INVITA ET

FINE A CHRISTO RECIPIANTVR AMEN.

 

Presso la chiesa visse alcuni anni e morì il ven. p. Pignatelli gesuita, poichè quivi dimorarono alcuni dei padri di quella benemerita religione durante la dolororsa soppressione di quella insigne società.

 

Il papa Benedetto XIV, nel 1749, concesse la chiesa all' archiconfraternita, istituita allora in Roma, sotto l' invocazione della Beata Vergine del Buon Consiglio. Il pio sodalizio rifabbricò p146il maggior altare della chiesa, ponendovi copia della imagine di Maria che sotto quel titolo si venera in Gennazzano. La chiesuola ha una sola nave; oltre il maggiore ha due altari laterali.

 

Da Le chiese di Mariano Armellini 1891

Raccolta Internet de Le Chiese di Bill Thayer

Acquerello di Achille Pinelli

Raccolta Foto de Alvariis

gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b6000451c/ Titre : Gautier de Coinci, Miracles de Nostre Dame(Livres I et II); Saluts de Notre Dame ; Prières à Notre Dame ; Prière à Dieu .

Date d'édition : 1328-1332

Type : manuscrit

Langue : Français

Format : Paris. - Écriture gothique. - La décoration du manuscrit a été attribuée à Jean Pucelle (déc. 1334), artiste dont le nom est cité au nombre des enlumineurs parisiens à partir de 1320 : cf. Rouse, II, p. 83-84. On lui doit notamment la décoration du Bréviaire de Belleville (Bnf., Latin 10483-10484), de la Bible de Robert de Billyng (BnF, ms. latin 11935) et du Livre d’Heures de Jeanne d’Evreux (New York, Cloister Museum, Acc. 54. 1.2) cf. Fastes du gothique…, p. 434. Le manuscrit, richement décoré, a été sans doute exécuté pour la reine Jeanne de Bourgogne, représentée en prières aux ff. 232v, 235v, 238v, 241, 242 et 243v. Il s’agit de l’une des dernières œuvres de l’artiste qui décéda en 1334. Illustrant 66 miracles de la Vierge, le cycle iconographique fait défiler devant nos yeux des personnages appartenant à toutes les classes de la société. Ses représentations d’architecture intérieure et extérieure reflètent l’influence italienne que l’artiste retira d’un voyage dans la Péninsule : cf. ff. 4 et 70v (Avril, L’enluminure à la cour de France…, fig. V et VI). « L’exécution un peu pâteuse de certaines scènes, les tonalités sombre et riches, rehaussées par endroits de vifs accents de lumière, sont un aspect nouveau de l’art de Pucelle » (Avril, ibid., p. 19). L’illustration comporte une peinture pleine page (f. Av) divisée en trois colonnes, fragmentées en 3 compartiments pour les col. de droite et de gauche, en 2 compartiments pour la col. centrale (cf. légendes et détail dans Poquet, Les miracles de la sainte Vierge) et 77 images de la largeur d’une colonne d’écriture. Légende des peintures d’après la base mandragore.bnf.fr : F. Av (page frontispice) : Vierge à l’enfant assise sur le trône de Salomon, entourée de sept colombes symbolisant les sept dons du Saint Esprit ; crucifixion (col. centrale) ; apôtres et prophètes avec leurs écrits sur des phylactères (compartiments supérieurs des colonnes latérales) ; allégories des vertus (compartiments centraux des col. latérales) ; lions sur un escalier se rapportant selon l’abbé Poquet aux versets 18-20 du Livre des Rois (compartiments inférieurs). – F. 2 : Gautier de Coincy dictant. – F. 4 : Gautier de Coincy lisant. – F. 8v : miracle de Notre-Dame : Théophile. – F. 21 : vision de s. Ildefonse. – F. 29v : miracle de Notre-Dame : homme pieux accusé d'hypocrisie. – F. 35 : miracle de Notre-Dame un enfant juif sauvé du brasier. – F. 36 : miracle de Notre-Dame : l’icône de Byzance. – F. 37 : miracle de Notre-Dame : le prêtre simple. – F. 37v : miracle de Notre Dame: le clerc de Chartres. – F. 38v : miracle de Notre Dame: le moine ivre. – F. 39v : miracle de Notre Dame: le clerc malade. – F.41 : miracle de Notre Dame: la mère incestueuse. – F. 45v : miracle de Notre Dame: le diacre et le riche. – F. 49 : miracle de Notre Dame: l'abbesse grosse. – F. 51v : miracle de Notre Dame: l'enfant à l'anneau. – F. 52v : miracle de Notre Dame: l'enfant voué à Satan. – F. 55v : miracle de Notre Dame: les cinq psaumes transformés en roses sur la bouche d’un moine après sa mort. – F. 56 : miracle de Notre Dame: le moine de Cologne. – F. 57v : miracle de Notre Dame: Girart se tuant sur la route de Saint-Jacques. – F. 59 : miracle de Notre Dame: la moniale tentée. – F. 60v : miracle de Notre Dame: le moine de Pavie. – F. 61v : miracle de Notre Dame: le chevalier repenti. – F. 63 : miracle de Notre Dame: la Vierge apparaissant à une religieuse et diminuant le nombre des Ave Maria qu’elle récitait. – F. 65 : miracle de Notre Dame : la vierge délivrant le larron du gibet. – F. 66 : miracle de Notre Dame: visite de la Vierge au sacristain. – F. 67v : miracle de Notre Dame: le sarrasin converti. – F. 69v : miracle de Notre Dame: l'épouse et la maîtresse. – F. 70v : miracle de Notre Dame: le siège d'Avernon. – F.72 : miracle de Notre Dame :la Vierge secourant un abbé et ses moines naviguant. – F. 73 : miracle de Notre Dame: s. Bonet, évêque de Clermont. – F. 75 : miracle de Notre Dame: le paroissien excommunié. – F. 80v : miracle de Notre Dame: Satan servant le dîner d’un homme riche. – F. 82v : miracle de Notre Dame: le clerc de Chartres. – F. 84v : miracle de Notre Dame: guérison du moine malade. – F. 86v : miracle de Notre Dame: apparition de la Vierge à un chevalier en prière. – F. 89 : miracle de Notre Dame: le sacristain ressuscité. – F. 93 : miracle de Notre Dame : enlèvement de la nonne. – F. 96v : Gautier de Coincy présentant son livre. – F. 97 : prière dans une église. – F.105 : vol des reliques de s. Léocadie. – F. 110 : Gautier de Coincy se lamentant. – F. 111 : invention de s. Léocadie. – F. 111v : miracle de s. Léocadie. – F. 112v (début de la seconde partie des miracles de Notre Dame) : miracle de Notre Dame: l'impératrice diffamée. – F. 119 : miracle de Notre Dame: l'impératrice diffamée. – F. 143 : abbé exhortant des moniales. – F. 149v : mort de Julien l'Apostat. – F. 154v : miracle de Notre Dame : le siège de Byzance. – F. 156 : miracle de Notre Dame: l'enfant anglais. – F. 160v : miracle de Notre Dame: l'orfèvre d'Arras. – F. 165v : miracle de Notre Dame: le gageur du Christ. – F. 169 : miracle de Notre Dame: Pierre et Étienne. – F. 172 : miracle de Notre Dame: le pieux laboureur. – F. 175 : miracle de Notre Dame: Pierre Ivern, cierge descendant sur la viole devant l’image de la Vierge. – F. 177v : miracle de Notre Dame: les malades à Soissons. – F. 179 : miracle de Notre Dame: guérison du bouvier. – F. 181 : miracle de Notre Dame: guérison de Gondrée atteinte du mal des ardents. – F. 185v : miracle de Notre Dame: guérison de Robert de Jouy. – F. 188v : miracle de Notre Dame: l'homicide de Laon. – F. 193v : miracle de Notre Dame: apparition de la Vierge à la pucelle d'Arras. – F. 197v : miracle de Notre Dame : sauvetage d’un pèlerin se noyant. – F. 200v : miracle de Notre Dame : le chanoine de Pise. – F.206 : miracle de Notre Dame: l'icône de Sardenay. – F. 212v : miracle de Notre Dame : l'icône voilée. – F. 214v (fin des miracles de Notre Dame du second Livre) : Gautier de Coincy envoyant son livre ; Robert de Dive, abbé de Saint-Éloi de Noyon, recevant le livre. – F. 215v (fin du second Livre des Miracles, début du Despit du monde) : scène de présentation de son livre par Gautier de Coincy. – F. 231v (fin du livre) : Gautier de Coincy priant la Vierge à l’enfant. – F. 232 (début de l’Ave Maria) : Annonciation. – F. 232v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 232v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 234 : Philippe VI de Valois priant la Vierge à l’enfant. – F. 235v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 237 : Philippe VI de Valois priant la Vierge à l’enfant. – F. 238v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 241 : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F 242 : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 242v : Philippe VI de Valois priant la vierge à l’enfant. – F. 243v : Jeanne de Bourgogne priant devant le Dieu créateur. Décoration secondaire luxueuse: Encadrements vignettés. Initiales vignettées (6-7 lignes) à prolongements marginaux introduisant le texte de chaque miracle et des différentes divisions du ms. – Initiales vignettées (2 lignes) à prolongements marginaux marquant le changement des laisses. – Lettrines filigranées (1 ligne) alternativement champies et bleues au début des rubriques de la table. Ff. 232-238v : texte de l’Ave Maria inscrit en majuscules or filigranées rouge et bleu dans des bandeaux, au-dessus de la peinture correspondante. - Parchemin. - 244 ff., précédés de 2 gardes parchemin A, B et d’1 garde papier ; suivis d’1 garde papier. F. 244 blanc. Peinture pleine page sur le verso du f. A. Poème en l’honneur de la Vierge (écriture moderne) sur le recto du f. B. Lettre de Léopold Delisle (17 oct. 1904) au supérieur du séminaire de Soissons collée sur le recto de la garde papier du plat supérieure. - 335 x 240 mm (justification :230 x 150 mm). - 32 cahiers de 8 ff. à l’exception du 1er cahier composé des deux feuillets de garde, des 5e, 29e et 32e cahiers comportant 6 ff. et du 30e cahier formé de 10 ff. : 12 (A, B), 28 (ff. 1-8), 38 (ff. 9-16), 48 (ff. 17-24), 56 (ff. 25-30), 68 (ff. 31-38), 78 (ff. 39-46), 88 (ff. 47-54), 98 (ff. 55-62), 108 (ff. 63-70), 118 (ff. 71-78), 128 (ff. 79-86), 138 (ff. 87-92), 148 (ff. 95-102), 158 (ff. 103-110), 168 (ff. 111-118), 178 (ff. 119-126), 188 (ff. 127-134), 198 (ff. 135-142), 208 (ff. 143-150), 218 (ff. 151-158), 228 (ff. 159-166), 238 (ff. 167-174), 248 (ff. 175-182), 258 (ff. 183-190), 268 (ff. 191-198), 278 (ff. 199-206), 288 (ff. 207-214), 296 (ff. 215-220), 3010 (ff. 221-230), 318 (ff. 231-238), 326 (ff. 239-244). - Réclames à l’encre brune. – Foliotation moderne imprimée. – Rubriques de la table (f. 1r-v) correspondant aux titres rubriqués introduisant chaque miracle. Explicit rubriqués. – Majuscules rehaussées à l’encre ocre. – F. 104 blanc (fin de la 1. - ère. - partie des. - Miracles de Notre Dame. - , début des miracles de s. Léocadie), f. 118vb blanc (fin du prologue de la 2. - e. - partie des Miracles), f. 231vb blanc (fin du. - Livre des Miracles. - , début de l’. - Ave Maria. - ). - Mise en page :. - La mise en page est luxueuse. Texte inscrit sur deux colonnes de 42 vers. Parties notées (ff. 4v-8, 101v-103v, f. 111-112, 113-118, 240. cf. - supra. - décoration secondaire. - Annotations marginales en latin, très soignées, en écriture gothique, introduites par une lettrine filigranée bleue ou champie. Les noms des auteurs-sources sont rubriqués (ff. 2-17v), puis soulignés à l’encre rouge (ff. 18-206v). Bouts-de-ligne. Majuscules rehaussées à l’encre rouge : cf. Väänänen. - Glose marginales des Miracles de Gautier de Coinci. - , Helsinki, 1945. - La table qui a été copiée au f. 1r-v annonce aux n. - os. - .LXVI. - us. - -.LXXXI. - us. - la vie et la passion de saintes qui n’ont pas été insérées dans le volume : elle a été, vraisemblablement, transcrite d’après un autre modèle : « Ci comencent les vies de saintes (. - rubr. - .) ». Y sont citées les vies et passions de s. Katherine, Agnes, Cretine, Agace, Luce, Magdalene, l’Egyptiane s. Cecile, s. Anastasie, s. Genevieve, s. Tecle, s. Honorine, s. Marguerite, s. Justine, la conversion de s. Cyprien et sa passion, la passion de s. Justine. - F. B : poème en l’honneur du soulier de la Vierge, relique conservée à l’abbaye Notre-Dame de Soissons, dont Henriette de Lorraine, propriétaire de l’ouvrage fut abbesse (écriture XVII. - e. - s.) : « Au sainct soulier de la vierge. Soulier, ce pied divin que tu couvrois jadis, / S’environne a present du croissant de la lune. / S’il regle de ses pas le cours de ma fortune / Tu conduiras les miens devers le paradis. /. - Ipsa conteret caput tuum. - / Effroy des ames et des yeux, / Demons, je vous offre la guerre. / Ma reine, en montant sur les cieux, / M’a laissé son soulier en terre. / En vain, vous menacez de flames et de fer. / D’un coup de ce soulier, je renverse l’enfer ». - Réglure à la mine de plomb. - Reliure anciennement de soie rose et verte à décor floral (XVIIe s. ?). Le dos a gardé le motif ancien ; les plats ont été recouverts d'une autre protection de soie verte. - Timbre ovale de la « Bibliothèque nationale. Mss » (Troisième République) sur chaque feuillet du ms

Description : Contenu : Le ms se divise en deux livres plus ou moins symétriques. Tous deux commencent pr un, prologue suivi de 7 chansons. Suivent les miracles. Appendus au Livre I, sont trois poèmes en l’honneur de sainte Léocade, et au second les Saluts de Notre Dame, avec leur prologue, une chanson et 4 prières : cf. Koenig, I, p. VIII. Trois poèmes du début du Livre I sont retranscrits à la fin du même livre : « Amours qui bien set enchanter » (f. 4v/103) ; « Qui que face rotruenge novele.. ; » (f. 5/101v) ; « Royne celeste … » (f. 5/102v). Le ms a été doté du sigle S par les différents éditeurs. Il a servi de ms. de base à l’édition de l’abbé Poquet. Koenig lui a préféré L (BNF, Fr. 22928) dont la version est meilleure. F. 1r-v. Table du contenu, contenant 16 rubriques sur la vie et passions de saintes qui n’ont pas été transcrites dans le volume (.LXVIus-.LXXXI.us)». F. 2-4v. [Prologues]. F. 2-4. [1er Prologue]. « A la loenge et a la gloire / En ramembrance et en memoire / De la roine et de la dame / Cui je commant mon cors et m’ame …-… Pour ses miracles biau rimer / La langue Gautier de Coinsi / Qui pour s’amour commence einsi ». – F. 4r-v. [2e Prologue]. « Ainz qu’ovrir vueille le grant livre / Qui mout me donne et moult me livre …-…Tuit cil qui chantent son douz chant / Or escoutez comment j’en chant » (Poquet, 3-14 ; Koenig, I, 1-23). F. 4v-8v. [Chansons]. F. 4v. « Amours qui bien set enchanter … » (cf. f. 103). – F. 5. « Qui que face rotruenge novele … » (cf. f. 101v). – F. 5. « Royne celeste buer fusses / tu nee … » (cf. f. 102). – F. 5v. « Talenz m’est pris orendroit / qu’a mout haut ton… ». – F. 6. « Efforcier m’estuet ma / voiz… ». – F. 6v. « Quant ces flouretes flour voi… ». – F. 6v. « Pour confort mon cuer et / mon courage… » (Poquet, 11-26). – F. 7v. Ave gloriosa virginum regina… » (Poquet, 755; Koenig, 24-49). F. 8v-111v. [Miracles Notre-Dame, Livre I]. « Ci commencent les Miracles de Nostre Dame. Premierement de Theophile. .I. (rubr.) ». F. 8v-21. [Miracle de Theophile]. « Pour ceus esbatre et deporter, Qui se deportent emporter ...-…Moult tost rompra cordons et cordes / Et fera toutes les concordes » (Poquet, 29-74 ; Koenig, I, 50-176 ; Garnier, 72-196). F. 21-35. « De saint Hyldefonde, arcevesque / De Tholete (rubr.) ». « Un arcevesque out a Tholete/ Qui mena vie sainte et nete : / Hyldefonsus estoit nommez …-… Por ce nous doivent tuit li membre / Souzlever quant de lui nous membre » (Poquet, 77-106; Koenig, II, 5-94). F. 29r-v. « Ci devise des papelars et des begins (rubr.) ». « Des preudommes ne di pas fi, / Ainçoins les lo et magnefi… » (omis dans l’éd. de Poquet). F. 35-36. « Du filz au juif qui a Borges fu delivré du brasier par le miracle Nostre Dame (rubr.) ». «A Bourges, ce truis lisant / D’un juif verriers mesdisant …-… S’estoie roys pour toute roie / Un seul durer je n’en l’airoie » (Poquet, 283-286; Koenig, II, 95-100). F. 36r-v. « Comment saint Jeroime raconte de l’ymage Nostre Dame que le juif geta en la chambre coie (rubr.) ». « Un biau miracle nous recite / sainz Jeroimes qui nous escite …-…Por ce sunt il tout enfondu, / Flestri, froncié, fade et fondu » (Poquet, 423-426 ; Koenig, II, 101-104). F. 36v-37v. « Du prestre que Nostre Dame deffendi de l’injure que son evesque li vouloit faire por ce que il ne savoit chanter que une messe de Nostre Dame (rubr.) ». « Un miracle, truis, d’un prouvoire, / Qui la puissant mere de gloire …-… que cil qui de bon cuer les chante / Le deable endort et enchante » (Poquet, 323-326 ; Koenig, II, 105-108). F. 37v-38v. « Du cler de Chartres en qui bouche .V. roses furent trouvees, quant il deffouy du fossé (rubr.) ». « A Chartres fu, ce truis, un clers. / Orgueilleus estoit et despers …-…A lui servir a riche emploite / Son esploit fait qui s’en esploite » (Poquet, 297-300 ; Koenig, II, 109-113). F. 38v-39v. « Du moine que Nostre Dame deffendi du deable qui le vouloit tuer en guise de lion (rubr.) ». « Uns moines fu d’une abbeie, / Qui ma dame sainte Marie …-… A luxure est moult tost livrez / qui n’est d’ivresce delivrez » ( Poquet, 328-332 ; Koenig, II, 114-121). F. 39v-40v. « Comment Nostre Dame guari un clerc de son let, qui trop griement estoit malades (rubr.) ». « Pour plusieurs genz plus enflammer / Et Nostre Dame miex amer …-… Cil qui sa cointe mere a cointe / Nule acointance n’est si cointe » (Poquet, 341-346 ; Koenig, II, 122-129). F. 40v-45. « De une noble dame de Rome, que le deable acusa a l’empereeur comment ele avoit eu un enfant de son filz, et comment ele murtri l’enfant qu’ele avoit eu de son filz (rubr.) ». « Un hault miracle moult piteus / Douz a oïr et deliteus …-… Seront li pois de la puree / Qui iert ou puis d’enfer puree » (omis par Poquet ; Koenig, II, 130-157). F. 43-49. « Le miracle du riche homme / Et de la povre vielleté (rubr.) ». « Tuit li miracles Nostre Dame / Sont si piteus et douz par m’ame …-… Que tuit de male mort morrunt / Chastient s’en cil qui morrunt » (Poquet, 429-442 ; Koenig, II, 158-180). F. 49-51v. « D’une abeesse que Nostre Dame deffendi de grant angoisse par sa pitié (rubr.) ». « Une abbeesse fu jadis / Qui la dame de paradis …-… Sa douce mere tiex nous face / Qu’en paradis voions sa face » (omis par Poquet ; Koenig, II, 181-196). F. 51v-52v. « Du clerc qui mist l’anel ou doi Nostre Dame (rubr.) ». « Tenez silence ; bele gent. / Un miracle qui est moult gent …-…Si nous marions a Marie / Qui ses amis es ciex marie » (Poquet, 355-360 ; Koenig, II, 197-204). F. 52v-55v. « De l’enfant que le deable en vouloit porter (rubr.) ». « Entendez tuit, faites silence / Ni a si fol que cil en ce / Que je dirai …-… Or doint Diex que ne le fausommes / Et bons nous face le faus sommes » (Poquet, 443-454 ; Koenig, II, 205-223). F. 55v-56. « Des cinc roses qui furent trouvees en la bouche du moine aprés sa mort (rubr.) ». « Un brief miracle moult aoine / Conter vous weil d’un simple moine …-… Diex doint chascuns de nous la serve / Tant que sa douce amour deserve » (Poquet, 359-362 ; Koenig, II, 224-226). F. 56-57v. « D’un moine resuscité de l’une et de l’autre mort par (deserte : exponctué) la deserte Nostre Dame (rubr.) ». « Si com mon livre me tesmoigne / A saint Pierre devant Coloigne …-… Quar n’est pas si tost mau baillie / L’ame en cloistre com en baillie » (Poquet, 455-460 ; Koenig, II, 227-236). F. 57v-59. « De Girart qui s’ocist par le deceuement au deable, com il aloit a Saint Jaque (rubr.) ». « Un biau miracle vous weil dire / Qu’en son tempoire fist escrire …-… D’enfer touz nous destournera / Et touz ou ciel nous tornera » (Poquet, 291-296 ; Koenig, II, 237-245). F. 59-60v. « De la nonnain que Nostre Dame delivra de grant blasme et de grant poine (rubr.) ». « Mes livres me dit et revele / D’une nonnain qui moult fu bele …-… De lui ne fait mie despense / Celui qui a tel espous pense » (Poquet, 475-480 ; Koenig, II, 246-254). F. 60v-61v. « Du moine qui onques ne fist as heures de Nostre Dame et por ce fu il sauf (rubr.) ». « En escript truis qu’en l’abbeie / De Saint Sauveur de Pavie …-… Ou se reposent cil et sient / Qui font les choses qui li sient (Poquet, 489-492 ; Koenig, II, 255-260). F. 61v-63. « Du chevalier a cui la volenté fu contee pour fait aprés sa mort (rubr.) ». « A ceus qui aimment doucement, / La mere au douz roy qui ne ment …-… Sa sainte Eglise ne raportent / Ce qu’a force et a tort enportent » (Poquet, 493- 500 ; Koenig, II, 261-272). F. 63-65. « De la nonnain a cui Nostre Dame abreja son Ave Maria (rubr.) ». « A la loenge de la virge / Qui Dieu porta, me ratier ge …-… Bien doit de nous estre honouree / Quant ele est des angres aouree » (Poquet, 481-488). F. 65-66. « Du larron que Nostre Dame soustint par .III. jours as fourches pendant et (delim : exponctué) le delivra de mort (rubr.) ». « Ci aprés vueil metre en brief / Un miracle et court et brief …-… Nus desconforz ne desconforte / Celui qui tes confors conforte » (Poquet, 501-504 ; Koenig, II, 285-290). F. 66-67v. « Du secrestain que Nostre Dame visita (rubr.) ». « Se prés de moi vous voulés traire / Ja vous vorrai dire et retraire …-… En joies qui sanz fin durront / Qui a servir bien l’endurront » (Poquet, 333-340; Koenig, III, 11-22). F. 67v-69. « Le miracle du sarrazin qui aoura l’ymage Nostre Dame (rubr.) ». « Queques d’oïr este en grant, / Oés un miracle moult grant …-…Diex nous i doinst touz atorner / Por faire a joie sejorner » (Poquet, 505-512; Koeing, III, 23-33). F. 69-70v. « Des deus fames qui s’entrehaoient, que Nostre Dame racorda (rubr.) ». « Queque talent avez d’oïr / Conter vous weil, pour resjoir …-… Qui vont sa mere saluant / Chascun lo que c’est salu hant » (Poquet, 511-516 ; Koenig, III, 35-41). F. 70v-71v. « Le miracle comment Nostre Dame fu serve d’un quarrel ou genoil (rubr.) ». « En escript, truis queprés d’Orliens / Un chastel a, ou moult de biens ...-… Sachiez qu’entour li saint umbre a / Quant Diex en son cors s'aumbra » ( Poquet, 275-280 ; Koenig, III, 42-50). F. 71v-73. « D’un abbé et ses compaignons et autres / Genz qui Nostre Dame secourut / En la mer (rubr.) ». « Entendez tuit et cler et lai, / Dire vous vueil sanz nul delai …-… Quar du ciel es fenestre et porte / Buer fu portez qui s’i deporte » (Poquet, 517-522 ; Koenig, III, 51-59). F. 73-75. « De saint Bon qui fu evesque / De Clermont (rubr.) ». « Queque volentez me semont / D’un saint evesque de Clermont …-…Bien est gardé quanqu’ele garde / Aprés Dieu n’est si gardant garde » (Poquet, 303-310 ; Koenig, III, 60-73). F. 75-80v. « Le miracle de l’excommenié qui ne / Povait trouver qui l’asousist (rubr.) ». « Un miracle weil reciter / qui durement doit esciter …-… Que Dieu ne le tenist por sot / Se ses cors, s’ame amer ne sot » (Poquet, 575-592 ; Koenig, III, 74-106). F. 80v-82v. « Du riche homme a cui le deable / Servi par .VII. anz por lui decevoir (rubr.) ». « Pour ce qu’oiseuse est morz a l’ame, / En aucun dit de Nostre Dame …-… Se j’ai loisir et se je puis / Un biau miracle que j’en truis » (Poquet, 523-532 ; Koenig, III, 107-120). F. 82v-84v. « Du clerc a qui on trouva une rose / En la bouche aprés sa mort (rubr.) ». « Il fu uns clers, uns damoiseaus, / Qui le cuer out si plain d’oiseaus …-… A touz ses besoins secourra / Celui qui de cuer y courra » (Poquet, 363-370 ; Koenig, III, 121-133). F. 84v-86v. « Du moine que Nostre Dame gueri de son let (rubr.) ». « Biens est que nous le bien dions / Car male collocutions …-… Sainz Esperis le nous apraigne / Et de s’amor touz nous espraigne » (Poquet, 347-354 ; Koenig, III, 134-146). F. 86v-89. « D’un chevalier a qui Nostre Dame / S’apparut quant il oroit (rubr.) ». « Il fu, ce truis, uns chevaliers / Joennes et biaus, cointes et fiers …-…Tuit cil, Dame, qui bien t’enbracent, / Bon bracement aus ames bracent (Poquet, 533-542 ; Koenig, III, 150-164). F. 89-93. « Du moine que Nostre Dame resuscita, qui estoit peris par son pechié (rubr.) ». « Cele en qui prist humanité / Li puissanz roys de verité …-… Plungiez et enbourbez sera, / Touz jours com Boz bourbetera » (Poquet, 461-474 : les deux derniers vers manquent chez Poquet; Koenig, III, 165-190). F. 93-96v. « De la nonnain qui lessa s’abbeie et s‘en ala au siecle (rubr.) ». « A la gloire la glorieuse, / une merveille merveilleuse …-… Et seront tant com Diex durra, / Beneois soit qui l’endurra » (omis par Poquet; Koenig, III, 191-212). F. 96v-101v. « De la doutance, / De la mort / Et de la chetiveté du monde (rubr.) ». « Gautiers qui est de cors et d’ame / Sers a touz les sers Nostre Dame …-… A cest vers ci mon livre fin. /Diex nous maint touz / A bonne fin. Amen » (Poquet, 689-706 ; Koenig, IV, 439-543). Le texte est transcrit à la fin du Livre II dans L. On le retoruve, demême, dans S aux ff. 215v-231, sous le titre "Du despit du monde". F. 101v-104. [Chansons]. F. 101v. « Qui que face rotruenge nouvele » (cf. f. 5, et Poquet 15). – F. 102v. « Royne celeste buer fusses tu nee » (cf. f. 5, et Poquet, 15). – F. 103. « Pour la pucele en chantant » (cf. f. 115). – F. 103. « Amours qui bien ses enchanter » (cf. f. 4v). – F. 103v. « Entendez tuit ensemble et li clerc et li lai » (cf. f. 240, et Poquet, 753). F. 104. « Hoc opus expletur, deitati gloria detur / Et matri Domini que nostro sit pia fini ». F. 105-112. [Miracle de sainte Léocade]. F. 105-110. « Comment sainte Leochade fu trouvee (rubr.). – F. 110-111. « Comment le corps de sainte Leochade fu parduz (rubr.) » (cantique noté). – F. 111r-v. « Commen le cors sainte Leochade fu retrouvez (rubr.) » (cantique noté). – F. 111v-112. « Coment sainte Leochade par sa priere deffendi tout le païs de la foudre (rubr.) (cantique noté) (Poquet, 111-138; Koenig, III, 214-261). F. 113-215v. [Miracles de Nostre Dame, Livre II]. F. 112v-114v. [Prologue]. « Ci aprez commence le prologue des miracles de Nostre Dame en la seconde partie (rubr.) ». « A saint Maarc ou biau livraire / Truis un biau livre donc biau traire …-… Or entendez par grant deport / Comment por lui je me deport » (Poquet, 365-384; Koenig, III,265-280). F. 115-118v. [Cantiques notés]. F. 115r-v. « Pour la pucele en chantant… » (cf. f. 103 ; Poquet, 385 ; Koenig, III, 281-282). – F. 115v-116. « Mere Dieu, Virge senee nee… » (omis par Poquet ; Koenig, III, 283-285). – F. 116r-v. « S’amour dont sui espris… » (Poquet, 387-390 ; Koenig, III, 286-288). – F. 116v-117. « D’une amour qu’oïe et serie… » (Poquet, 391-393 ; Koenig, III, 289-291). – F. 117r-v. « Hui matin a la journee… » (Poquet, 389-392; Koenig, 292-296). – F. 117v-118. « Ja pour yver, pour noif, / ne pour gelee… » (Poquet, 393-395 ; Koenig, III, 297-299). – F. 118r-v. « Ma viele vieler veut un / biau son… » (Poquet, 385-388 ; Koenig, 300-302). F. 119-142v. « De l’empereris de Romme, qui garda chastee en moult temptacions (rubr.) ». « As sages dit et fait savoir / Li sages livres de savoir …-… Un petitet de mon froument / Vueil a semer et de ma nonne / Par encor vueil de ma nonne ». « Ici fenist le miracle de l’empereris (rubr.) » (omis par Poquet ; Koenig, III, 303-459). F. 142v-149v. [De la chastee aus nonnains]. F. 142v-143. [Prologue]. « Et me prent ici m’aart / Grant volentez par saint Maart …-… Et cest vil siecle seurmonter / Qu’en paradis puissons monter. Amen ». – F.143-149v. « De la chastee aus nonains (rubr.) ». « Vous, damoiseles, et vous, dames / Qui de cuer et de cors et d’ames …-…Vous et lui doint bone vie / Et sa douce compaignie / Per eterna secula. Amen » (Poquet, 707-734 ; Koenig, III, 460-505). F. 149v-154v. « Le miracle de saint Basile (rubr.) ». « Un miracle trop merveilleus / Qui les princes trop orgueilleus / Poindre doit moult et esciter …-…La ou Diex maint lassus amont / Ta grant douceur touz jours nous y mont » (Poquet, 399-416 ; Koenig, IV, 1-30). F. 154v-156. « Comment Nostre Dame deffendi la cité de Costentinnoble (rubr.). « Au tens que de la cité noble / Qui nommee est Costentinnoble …-… Ains est honnis au chief du tour / Cil qui de toi ne fait sa tour » (Poquet, 417-422 ; Koenig, IV, 31-41). F. 156-160v. « De l’enfant que Nostre /Dame resuscita, qui / Chantoit le respons / Gaude Maria (rubr.) ». « Sainte Escriture nous esclaire / Com doit couvrir et com doit taire / Les secrez le roy et celer …-…Et nous touz aussi y escit ; / Or, aus autres, finez est cit » (Poquet, 557-572 ; Koenig, IV, 42-72). F. 160v-165v. « Les miracles de la fiertre de Loon / Et du cyerge qui y aluma (rubr.) ». « Assez savez qu’assez lo on / La bele eglise de Loon / Et en a droit riche est et bele …-… Si grant douceur si bien nous duie / Qu’au port du ciel touz nous conduie ». – F. 161. « Des marcheans qui donnerent l’offrende / Nostre Dame et puis li retolirent (rubr.) ». – F. 162. « De la laine aus marcheans qui fu arse (rubr.) ». – F. 162. « Comment la fiertre fu boutee hors de l’eglise (rubr.) ». – F. 163v. « Comment le dragon arst l’eglyse et toute la vile (rubr.) » (Poquet, 209-232 ; Koenig, IV, 73-109). F. 165v-169. « Du juif qui prist en gage / L’Ymage Nostre Dame (rubr.) ». « Tant truis escrit, foi que doit m’ame, / De douz miracles Nostre Dame …-… Mais siecles riens ne guerredonne / Por ce est trop foux qui trop li donne » (Poquet, 543-536 ; Koenig, IV, 110-133). F. 169-172. « Des deus freres qui furent a Romme (rubr.) ». « Li bons livraires vieut cerchier / Et les bons livres reverchier …-… Por ce que tout guilent et boulent / En enfer ardent tuit et boulent » (Poquet, 593-604 ; Koenig, IV, 134-153). F. 172-175. « Du vilain qui a grant poinne savoit / La moitié de son Ave Maria (rubr.) ». « Conter vous veil sans nul delai, / Un miracle d’un homme lai …-… aus et nous doint tel batement / Du ciel aions l’esbatement » (Poquet, 617-628 ; Koenig, IV, 154-174). F. 175-177v. « Du cyerge qui decendi sus la viele au / Vieleur devant l’ymage Nostre Dame (rubr.) ». « La douce mere au createur / a l’eglise a Roche Amadeur …-… Tes cordes se descorderont / Si qu’au cors Dieu t’acorderont » (Poquet, 315-322 ; Koenig, IV, 175-189). F. 177v-188v. « Les miracles Nostre Dame de Soissons (rubr.) ». F. 177v. [Prologue]. « Se Diex m’ait huy et demain, / Tant miracles me vient a main a main …-…De ces flaons et de ses miches, / Mes sires saint Maart, li riches ». – F. 177v-179. « De l’enfant qui fu ravi en avision (rubr.) ». « Quant a Soissons tant de genz vindrent …-… Que quant venra au definer / De fine fin puissent finer ». – F. 179-181. « Du bouvier puni et gari (rubr.) ». « Ici aprés weil remoller / Un miracle du saint soller …-… Car plus est foz que fole muse / Amusez est qui ainsi muse ». – F. 181-185v. « De la fame qui recouvra son nés qu’elle avoit perdu (rubr.) ». « Ançois que fors du livre issons / Des miracles qui a Soissons …-… Ce seroit certes moult bons cous / Maufez leur rompe a touz les cous ». – F. 185v-188v. « Comment Nostre Dame guari celui qui avoit le pié perdu (rubr.) ». « Qui vieut oïr vers moi se traie, / Talent me prent qu’encor retraie …-… Por Dieu chascun si si aerde / Que de s’amour jor et mout arde » (Poquet, 145-190 ; Koenig, IV, 190-264). F. 188v-193. « De une fame / De Loon qui / Fu delivree / Du feu par / Le miracle / Nostre Dame (rubr.) ». « Cele qui est de tel maniere / Que de touz biens faire est maniere …-… Loons la tuit, loons, loons, / Bien le nous loe ici, loons » (Poquet, 237-256 ; Koenig, IV, 265-294). F. 193-197v. « De la pucele d’Arras a qui Nostre Dame s’aparut (rubr.) ». « Mes livres me dit et narraz / Qu’en la riche cité d’Arras …-… Qui veut a Dieu trouver la sente / A bien sa Mere amer s’asente » (Poquet, 261-274 ; Koenig, IV, 295-320). F. 197v-200v. « Comment uns hons noié en la mer / Fu délivré par l’ayde Nostre Dame (rubr.) ». « Qui veut oïr, qui veut entendre / En quel maniere set deffendre …-… En paradis ariveront / Cil qui la bien la serviront » (Poquet, 605-616 ; Koenig, IV, 321-339). F. 200v-206. « Du clerc qui fame espousa / Et puis la lessa (rubr.) ». « Vous qui amez de cuer entier / La fleur de lis et d’englentier …-… Alons nous y tost garitant, / Ainz garite ne gari tant » (Poquet, 631-648 ; Koenig, IV, 340-377). F. 206-211v. « Le miracle Nostre Dame de Sardinay (rubr.) ». « A la loenge de la dame / De l’esmeraude et de la gemme …-… Et termine cil qui s’estuve / Auques souvent en tel estuve » (Poquet, 649-667 ; Koenig, IV, 378).F. 211v-212v. [De un moine de Chartrose : le miracle n’est pas introduit par une rubrique]. « Il fu un moine de Chartreuse / Qui la Virge, la Diu espeuse …- … Vooir poissons sine fine. Amen / Amen, Amen. Ci ai finé » (Poquet, 649-672 ; Koenig, IV). F. 212v-214. « Le miracle Nostre Dame de Sardenay (rubr.) ». « A Bisance la cité noble / Qui dite or est Costentinoble …-… Que chascuns se doit déporter, / En lui tenir et comporter » (Poquet, 671-680 ; Koenig, IV, 418-430). F. 214-215v. [Épilogue]. « Ici fenissent les miracles Nostre Dame du second Livre (rubr.) ». « Qui ces miracles a leuz / Bien est chaitiz, bien durfeuz …-… Que ne li puet riens nee estordre / Maint poing a fet batre et detordre ». « Ci fenit le secont Livre des miracles Nostre Dame (rubr.) » (Poquet, 681-686 ; Koenig, IV, 431-438). F. 215v-231. «Et commance du Despit du monde (rubr.) ». « Gautier qui est de cors et d’ame / Sers a touz les sers Notre Dame …-… A cest vers ci mon livre fin / Touz nous maint Diex a bone fin » (Poquet, 685-705 ; Koenig, IV, 439-543). Le poème commence et finit comme celui qui est intitulé « De la doutance de la mort et de la chetiveté du monde » (ff. 96v-101v). Il est cependant plus développé, le premier poème comprenant environ 788 vers, tandis que ce dernier en compte près de 2714 : cf. Delisle, Recherches, I, p. 301. F. 231v. « A la fin de cest livre ou j’ai pené jour maint, / Saluer vueil la dame ou toute douceur maint. / A sa douceur depri doucement que tant maint, / Que bone fin me doint et que m’ame ou ciel maint. / Amen, Amen, Amen » (Poquet, 733). F. 231v-243. [Saluts de Notre Dame]. F. 231v. [Prologue]. « A la fin de cest livre ou j’ai pené jour maint, / Saluer vueil la dame ou toute douceur maint. / A sa douceur depri doucement que tant maint, / Que bone fin me doint et que m’ame ou ciel maint. / Amen, Amen, Amen » (Poquet, 733).–F. 232r-v. [Prologue]. « Ave. Maria. gracia. plena. Dominus. tecum. benedicta tu. in mulieribus. et. benedictus. fructus. ventris. tui. Amen (titre en bandeau surmontant la peinture) ». « De par la mere Dieu cent / mile foiz salu ...-… Ce puist estre a mon preu / et a vostre salu. Amen ». – F. 232v-234. « Ave Maria (titre) ». « Ave, Dame de gloire, ave des angres …-… Tes douz filz par tes preces nous doint metre a sa destre ». – F. 234-235v. « Gracia plena (titre) ». « Ave a cui li angres dist : plena gracia …-… Moi et touz pecheurs a ton douz Fil acorde. Amen ». – F. 235v-237. « Dominus tecum (titre) ». « Ave a cui li angres dist Dominus tecum …-… Qu’en paradis voier puissons sa clere face ». – F. 237-238v. « Benedicta. tu. in mulieribus (titre) ». « Ave a cui les angres dist Benedicta tu …-… Aus et moi a la gloire de paradis adresce ». – F. 238v-240. « Et. benedictus. fructus. ventris. tui. Amen (titre) ». « Ave, fructus ventris tui soit benoiz …-… En la croiz devia. Ci fine ton salu le prieur de Vi a. » (Poquet, 737-753 ; Koenig, IV, 544-574). F. 240r-v. [Chanson]. « Entendez tuit ensemble et li clerc et li lai …-… Sa chançon ci finee, le prieur de Vi a. Eve (cf. f. 103v ; Poquet, 753-755 ; Koenig, IV, 575-579). F. 241-243. [Prières à Notre Dame]. F. 241-242. « Gemme resplendissant, / royne glorieuse …-… Par sa tres grant douceur / Qu’a bone fin me maint. Amen » (Poquet, 757-761 ; Koenig, IV, 580-584). – F. 242r-v. « Marie, mere de concorde / A Jhesu Crist ton filz m’acorde …-… Le roy qui n’aura finement / Venir me face a bone fin. Amen » (omis par Poquet ; Koenig, IV, 585-588). F. 243. [Les cinq joies Nostre Dame]. « Dame de paradis, / dame de tout le monde …-… Qu’aions la fine joie / qui n’aura finement. / Amen. Amen. Amen » (Poquet, 761-762 ; Koenig, IV, 589-590). F. 243v. [Prière à Dieu]. « Douz Diex qui sanz fin ies / et sans inition …-… La mort perpetuel / et la dampnation / Ubi erit fletus et stridor dentium. Amen » (Poquet, 763 ; Koenig, IV, 591-592). « Ci fenissent les miracles Nostre Dame ».

Description : Le ms. fut exécuté pour la reine Jeanne de Bourgogne, qui est représentée dans plusieurs vignettes peintes à la fin du volume. La date exacte de sa composition a été controversée. Pour Christian de Mérindol, l’ouvrage fut commandé lors de la fondation d’une chapelle royale, en septembre 1329, au Gué-de-Maulny (« Le livre peint », cité par Black, p. 271). Anna Russakoff suggère d’autres hypothèses : le couronnement de Philippe VI et de Jeanne en1332 (Imaging the miraculous…, p. 258-259), le mariage de Bonne de Luxembourg avec le duc de Normandie en 1332. Pour Alison Stones, le ms. fut exécuté autour de 1329 (« Notes of the Artist Content », dans Gautier de Coinci: miracles, music and manuscripts, p. 91). La notice qui est consacrée au manuscrit dans l’inventaire de la librairie du Louvre incite à penser qu’il fut confisqué à Jean le Bon par les Anglais à la bataille de Poitiers en 1356 : « Les miracles de Nostre Dame, rymés, couvert de veluyau ynde, et furent racheteez des Anglais » : BnF., Français 2700, f. 9v, n° 153 [inv. A] et Bnf., Baluze, 397, f. 4 n°154 [inv. B]. Il fut racheté par Charles V et placé dans la Librairie du Louvre. Le récolement fait en 1411 [inv. C] indique que le volume fut cédé par Charles VI à Jean duc de Berry : « Les Miracles Notre Dame rymez, couvert de veluyau inde et fermouers, rachatez des Anglois, bien escripz et historiez. Addition : lequel livre fu baillié a monseigneur de Berry, comme appert par lettre signee R » (BnF. Français 2700, f. 43, n° 45). Le manuscrit est, en effet, répertorié sous le n° 946, dans l’inventaire de la Librairie de Jean duc de Berry établi en 1413 : « Item un Livre des miracles Nostre Dame, escript en françoys, de lettre de fourme, et noté en aucuns lieux ; et au commancement du second fueillet a escript : comment que ; et est couvert de viez veluiau violet, doublé de tiercelin vermeil ; et fermant a deux fermouers d’argent dorez, esmaillez aux armes de France ; lequel mondit seigneur a eu du roy (Guiffrey, Inventaires de Jean duc de Berry, I, p. 248, n° 946). Il est répertorié sous le n° 542 dans les comptes établis par le trésorier Jean Lebourne à la mort de Jean de Berry (Bibl. Sainte-Geneviève, ms. 841, n° 542). Il fut alors prisé 30 livres tournois. L’incipit du deuxième feuillet figure à la première ligne du f. 3 (2e f. après la table) : « Comment que die [Evan. ou Eve…] ». Au bas du f. 243v, se devine à la lampe de wood la signature de Jean de Berry, soigneusement grattée : « Ce livre est au duc de Berry. – JEHAN ». À la mort du duc de Berry, le volume fut vendu par les exécuteurs testamentaires et on perdit sa trace jusqu’au milieu du XVIIe siècle. En 1645, il faisait partie de la bibliothèque d’Henriette de Lorraine, abbesse de Soissons. Le f. A porte ces mots à peine visibles aujourd’hui : « A tres haulte, tres illustre, tres vertueuse princes[se] H[enri]ette de ( ?) [Lorraine ?...] tres glorieuse vierge,mere de Jhesu, du precieux soulier de la[quelle…] (suite illisible). Au bas du f. une inscription a été raturée : « Ce livre appartient a son Altesse madame de Lorraine […], abbesse de ce monastère ». Cette appartenance est confirmée par dom Michel Germain qui écrivit avoir vu entre les mains de l’abbesse de Notre Dame de Soissons « un livre manuscrit dont l’écriture est ancienne de près de cinq cents ans, et contenant les vers de Gautier de Coincy touchant les miracles de la sainte Vierge, dont ceux qui sont arrivés à Soissons font la meilleure partie et sont représentés avec des tailles douces fort agréables » (Histoire de l’abbaye royale de Notre-Dame de Soissons, Paris, 1675, p. 287 , cité par Delisle, Recherches…, I, p. 287-288). Sur la page de garde B, texte évoquant le saint soulier de la Vierge, relique qui était conservée à l’abbaye notre-Dame de Soissons. On ignore comment le ms. sortit de l’abbaye Notre-Dame pour entrer par la suite dans la bibliothèque du séminaire de Soissons. En 1904, le supérieur du séminaire prêta le volume pour l’Exposition des Primitifs français et Léopold Delisle put en faire un examen attentif, ainsi que l’indique sa lettre insérée au début du volume (garde papier) : cf. Delisle, Recherches…, I, p. 285-305. Le ms. fut déposé en 1940 par Mgr. Mennechet, à la Bibliothèque nationale : cf. Ph. Lauer, Catalogue des Nouvelles acquisitions latines et française du département des Manuscrits pendant les années 1936-1940, Paris, 1941, p. 8 et fit désormais partie du fonds des Nouvelles acquisitions françaises sous la cote 24541.Ancienne cote inscrite sur le volume : « FR. Nouv. acq. 24541 » (contregarde du plat supérieur, garde papier au début du volume).

Droits : domaine public

Identifiant : ark:/12148/btv1b6000451c

Source : Bibliothèque nationale de France, Département des Manuscrits, NAF 24541

Provenance : Bibliothèque nationale de France

Date de mise en ligne : 09/10/2009

"Drive fast on empty streets with music playing, and with nothing in mind except falling in love and, not getting arrested . . .

 

Res ipsa loquitur. (This speaks for itself.)

 

Let the good times roll. Let the good times shine.”

 

Generation of Swine: Tales of Shame and Degradation in the '80's (edited) - Hunter S. Thompson

 

Week thirteen theme - Out of Focus

Week 13 - 94/365

Iglesia de planta de cruz latina, una nave y ábside poligonal, espadaña y techo a doble vertiente con cobertura de tejas curvas. Tiene elementos de varias épocas: fachada de finales del románico, parte de la nave con arcos de nervaduras pertenecientes al gótico de los siglos XIII-XIV, y reformas estructurales del siglo XVII. Presenta claves de nervaduras con el cordero de Dios. Los paramentos son de sillares de piedra tallada y ligada con mortero. Presenta una capilla lateral dedicada a la advocación del Santo Cristo. El interior de la iglesia presenta una nave con arcos apuntados y bóveda de cañón. Los arranques de los arcos presentan pequeños capiteles. En la parte frente a la entrada se conservan restos de pintura de tonalidad roja mientras que la bóveda es actualmente de color azul. El pavimento es de baldosas y el altar de una sola pieza monolítica. La pila bautismal, románica, de gran formato y con restos de pigmentación roja en la base.

Observaciones: Fue restaurada por técnicos del Servicio del Patrimonio Arquitectónico de la Diputación de Barcelona, ​​concretamente por Eduard Calafell y Joan Pascual.

Según documento de 1059 del Monasterio de Sant Llorenç de Munt en el que se mencionan los gastos necesarios para reconstruir la iglesia de Magre, punto que testimonia la existencia anterior del enclave religioso. A partir del siglo XIV forma parte del pueblo de la Llacuna. Se documentan varias visitas pastorales desde 1.396 hasta 1682. Durante la Guerra Civil la iglesia se quema y se pierde el Santo Cristo y el retablo existente.

patrimonicultural.diba.cat/

 

Del conjunto defensivo quedan un portal de entrada, parte de la torre maestra y restos del recinto, en torno a la antigua parroquia de Sant Pere de Màger.

 

Está formado por una torre chimenea que protegía la parte más accesible. Anexo hay unos muros de un habitáculo del castillo. Restos de murallas que cierran las partes más vulnerables del conjunto, que en el sector norte están reforzadas por unas pequeñas torres de planta semicircular. En la parte este se pueden apreciar restos de muralla, el portal de entrada y el camino de acceso al castillo. Hay también la iglesia de origen románico de San Pedro. El conjunto está bastante arruinado. Los muros son de sillares con mortero, que en algunos sectores no están desbastados ni cortados.

 

Portal.

 

Es la entrada de las murallas del castillo. Tipológicamente es un portal de medio punto adovelado, cerca de un contrafuerte. Ubicado en la parte este del conjunto.

 

Iglesia

 

Está ubicada en el interior del recinto amurallado del Castillo de Vilademàger. Se pueden apreciar elementos de la iglesia románica como la pared de poniente, pero el portal de la fachada norte es de finales de esta etapa. La mayor parte de la construcción data del gótico, siglos XIV-XV y también con algunas ampliaciones correspondientes a los siglos XVI-XVII. Es de una nave con una puerta de doble arquivolta al norte. A poniente conserva una ventana en forma de cruz, un campanario de pared de dos ojos perteneciente al siglo XVII, y un ojo de buey en la parte alta. También conserva una pila bautismal de notable interés y de sabor románico. El ábside es poligonal, característico de nuestro gótico con bóvedas de crucería, nervios y una llave con el Agnus Dei. Los muros son sillares de piedra tallada y mortero. La cubierta ha sido restaurada a base de losas de piedra.

Las primeras referencias datan del año 987; un tal Màger antes de este año hizo construir en la cima del lugar un castillo en el límite de la marca Hispánica. El año 989 el conde de Barcelona, ​​Ramón Borrell, hizo donación del castillo a Sendret de Cervelló, y pasó a la familia Cervelló que lo tuvieron en propiedad hasta el siglo XIX. Entre 1053 y 1071 un tan Oliver prestó juramento al conde Berenguer I por la castlania del "castrum quod dicunt vila de Mager, videlicet, ipsas turres et ipsos murso et ipsa omnia edificia qui ibi modo sunt et antea erunt".

 

Portal.

 

Las primeras referencias datan del año 987. Màger hizo construir en este lugar, un castillo al límite de la Marca Hispánica.

 

Iglesia

 

Documento fechado el 1059 y procedente del Monasterio de Sant Llorenç de Munt, donde se reconoce la propiedad a un tal Selva de la parroquia de Màger y se mencionan los gastos para cubrir la reconstrucción de la iglesia; esto hace pensar que la primera capilla sería del siglo X, de la fecha de construcción del castillo. Es citada también en el 1.160.

 

Hasta el siglo XIV fue la parroquia del lugar; a partir de este siglo compartió estas funciones con la de La Llacuna.

 

Las visitas pastorales nos proporcionan noticias de modificaciones y ampliaciones en los años 1396, 1404, 1583 (nave lateral del Santo Cristo), 1609 y 1682.

 

En 1936 fue quemada y se destruyeron un famoso Santo Cristo y un retablo barroco.

 

Traducido de invarquit.cultura.gencat.cat/Cerca/Fitxa?index= 0 & conos ...

 

reconstrucción virtual del castillo:

www.youtube.com/embed/47tdns_TZsE?feEsgl%c3%a9sia de planta de creu llatina, una nau i absis poligonal, espadanya i sostre a doble vessant amb cobertura de teules corbes. T%c3%a9 elements de diverses %c3%a8poques: fa%c3%a7ana de finals del rom%c3%a0nic, part de la nau amb arcs de nervadures pertanyents al g%c3%b2tic de segles XIII-XIV, i reformes estructurals del segle XVII. Presenta claus de nervadures amb l'anyell de Deu. Els paraments s%c3%b3n de carreus de pedra tallada i lligada amb morter. Presenta una capella lateral dedicada a l'advocaci%c3%b3 del Sant Crist. L'interior de l'esgl%c3%a9sia presenta una nau amb arcades apuntades i volta de can%c3%b3. Els arrencaments de les arcades presenten petits capitells. A la part enfront l'entrada es conserven restes de pintura de tonalitat vermella mentre que la volta es actualment de color blau. El paviment %c3%a9s de rajoles i l'altar d'una sola pe%c3%a7a monol%c3%adtica. La pila baptismal, rom%c3%a0nica, de gran format i amb restes de pigmentaci%c3%b3 vermella a la base.Observacions: Va ser restaurada per t%c3%a8cnics del Servei del Patrimoni Arquitect%c3%b2nic de la Diputaci%c3%b3 de Barcelona, concretament per Eduard Calafell i Joan Pascual.Segons document de 1059 del Monestir de Sant Lloren%c3%a7 de Munt en el que es mencionen les despeses necess%c3%a0ries per reconstruir l'esgl%c3%a9sia de Magre, punt que testimonia l'exist%c3%a8ncia anterior de l'enclau religi%c3%b3s. A partir del segle XIV forma part del poble de la Llacuna. Es documenten diverses visites pastorals des de 1396 fins 1682. Durant la Guerra Civil l'esgl%c3%a9sia es crema i es perd el Sant Crist i el retaule existent.<a href=

 

Del conjunt defensiu en resten un portal d'entrada, part de la torre mestra i restes del recinte, entorn de l'antiga parròquia de Sant Pere de Màger.

 

Està format per una torre xemeneia que protegia la part més accessible. Annex hi ha uns murs d'un habitacle del castell. Restes de muralles que tanquen les parts més vulnerables del conjunt, que en el sector nord és reforçat per unes petites torres de planta semicircular. En la part est es poden apreciar restes de muralla, el portal d'entrada i el camí d'accés al castell. Hi ha també l'església d'origen romànic de Sant Pere. El conjunt està força arruïnat. Els murs són de carreus amb morter, que en alguns sectors no estan desbastats ni tallats.

 

Portal.

 

És l'entrada de les muralles del castell. Tipològicament és un portal de mig punt adovellat, prop d'un contrafort. Ubicat a la part est del conjunt.

 

Església

 

Està ubicada a l'interior del recinte murat del Castell de Vilademàger. Es poden apreciar elements de l'església romànica com la paret de ponent, però el portal de la façana nord és de finals d'aquesta etapa. La major part de la construcció data del gòtic, segles XIV-XV i també amb algunes ampliacions corresponents als segles XVI-XVII. És d'una nau amb una porta de doble arquivolta al nord. A ponent conserva una finestra en forma de creu, un campanar de paret de dos ulls pertanyent al segle XVII, i un ull de bou a la part aixecada. També conserva una pica baptismal de notable interès i de regust romànic. L'absis és poligonal, característic del nostre gòtic amb voltes de creueria, nervis i una clau amb l'Agnus Dei. Els murs són carreus de pedra tallada i morter. La coberta ha estat restaurada a base de lloses de pedra.

Les primeres referències daten de l'any 987; un tal Màger abans d'aquest any hi va fer construir en el cim de l'indret un castell en el límit de la marca Hispànica. L'any 989 el comte de Barcelona, Ramon Borrell, va fer donació del castell a Sendret de Cervelló, i passà a la família Cervelló que el tingueren en propietat fins al segle XIX. Entre 1053 i 1071 un tan Oliver prestà jurament al comte Berenguer I per la castlania del : "castrum quod dicunt vila de Mager, videlicet, ipsas turres et ipsos murso et ipsa omnia edificia qui ibi modo sunt et antea erunt".

 

Portal.

 

Les primeres referències daten de lany 987. Màger hi va fer construïr en aquest indret, un castell al límit de la Marca Hispànica.

 

Església

 

Document datat el 1059 i procedent del Monestir de Sant Llorenç de Munt, on es reconeix la propietat a un tal Selva de la parròquia de Màger i s'esmenten les despeses per tal de cobrir la reconstrucció de l'església; això fa pensar que la primera capella seria del segle X, de la data de construcció del castell. És citada també en el 1160.

 

Fins al segle XIV fou la parròquia del lloc; a partir d'aquest segle va compartir aquestes funcions amb la de La Llacuna.

 

Les visites pastorals ens proporcionen notícies de modificacions i ampliacions en els anys 1396, 1404, 1583 (nau lateral del Sant Crist), 1609 i 1682.

 

El 1936 fou cremada i es varen destruir un famós Sant Crist i un retaule barroc.

 

invarquit.cultura.gencat.cat/Cerca/Fitxa?index=0&cons...

 

reconstrucció virtual del castell:

www.youtube.com/embed/47tdns_TZsE?feature=oembed&rel=0

O “Castelo de Numão” localiza-se na freguesia e vila de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, em Portugal.

 

Situado na vertente leste da serra da Lapa, inscreve-se atualmente no Parque Arqueológico do Vale do Côa. De seus muros avista-se para leste, do vale da Ribeira de Teja até São João da Pesqueira, e os castelos de Ansiães, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Ranhados e Penedono. Não deve ser confundido com o sítio arqueológico de “Castelo de Freixo de Numão”, um antigo castro na região.

 

História

 

Antecedentes

 

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Calcolítico e à Idade do Bronze, conforme vestígios arqueológicos. Alguns autores pretendem que o local tenha-se constituído em ponto de relativa importância durante o período romano, embora sem evidências nesse sentido conforme as campanhas arqueológicas levadas a cabo no recinto medieval.

 

O castelo medieval

 

Acredita-se que a primitiva feição do castelo remonte à época da Reconquista cristã, no início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma em Lalim, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (“penellas et populaturas”) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, referido como “Nauman”:

 

“(…) nostros castellos id est Trancoso, Moraria, Longobria, Nauman, Vacinata, Amindula, Pena de Dono, Alcobria, Seniorzelli, Caria, cum alias penellas et populaturas que sunt in ipsa stremadura (…).” (Portugalia Monumenta Henricina, Diplomata et Chartae, 81, Lisboa, 1867; Vimaranis Monumenta Historica, 11, Guimarães, 1929-1931.)

 

A região foi conquistada em 997 pelas forças de Almançor (938-1002). Em 1030 terá sido arrasada pelos irmãos Tedom e Rausendo Ramires, ficando despovoada, vindo ser definitivamente reconquistada quando, entre 1055 e 1057, Fernando I de Leão (1037-1065) dela expulsou os Muçulmanos. Pouco depois, o inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, no ano de 1059 relaciona o Castelo de Numão.

 

Integrante do Condado Portucalense, no alvorecer da nacionalidade, em 1128 recebeu o primeiro foral. Posteriormente, contexto da afirmação da nacionalidade, D. Afonso Henriques, futuro Afonso I de Portugal (1143-1185), em 1130 doou os domínios de Numão a Fernão Mendes de Bragança II, "tenens" da Terra de Chaves e senhor de Bragança, seu cunhado por casamento com a sua irmã, a infanta D. Sancha Henriques. Este nobre concedeu foral à povoação, então referida como “Civitate Noman” (8 de julho de 1130), conforme o modelo do de Salamanca, e promoveu a edificação ou reedificação do antigo castelo. Observe-se que o território do concelho à época englobava quase todas as freguesias do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa. Em 1148 a administração eclesiástica da povoação pela diocese de Braga foi confirmada pelo Papa Eugénio II.

 

Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211) foram concluídas obras de recuperação das muralhas e erguida a torre de menagem, conforme inscrição epigráfica (hoje desaparecida) datada de 1189.

 

Sob o reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), os domínios de Numão e seu castelo foram doados temporariamente a Abril Peres de Lumiares. Em 1247, era “tenens” da Terra, D. Afonso Lopes de Baião, a quem, como representante régio, competia exercer funções de caráter administrativo e militar.

 

Afonso III de Portugal (1248-1279) confirmou o foral à vila (outubro de 1265). Uma nova etapa construtiva nas suas defesas, entretanto, só terá tido lugar a partir da confirmação deste diploma por Dinis I de Portugal (1279-1325), em 27 de outubro de 1285. Neste período, o soberano doou o padroado da Igreja de Santa Maria e das suas anexas ao bispado de Lamego (1302).

 

Durante o século XIV, Numão desfrutou de alguma importância, certamente motivada pela posição estratégica face ao rio Douro e à recentemente consolidada fronteira com Leão.

 

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383), em 1373 era alcaide-mor de Numão Vasco Fernandes Coutinho, de Marialva, um dos homens mais poderosos das Beiras. Este cargo permaneceu em mãos desta família até ao reinado de João III de Portugal (1521-1557), na pessoa de D. Francisco Coutinho, 4.° conde de Marialva.

 

Quando da crise de sucessão de 1383-1385, Numão tomou o partido por Beatriz de Portugal, juntamente com as vilas e castelos vizinhos de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Sabugal, e Trancoso. Recorde-se que será pela Guarda que as forças de João I de Castela invadirão Portugal em fins de dezembro de 1383.

 

De acordo com o “Rol de Besteiros do Conto” (1421-1422), no reinado de João I de Portugal (1385-1433) o julgado de Numão era obrigado a contribuir com 12 besteiros.

 

Sob o curto reinado de Duarte I de Portugal (1433-1438) aqui foi instituído um couto de homiziados (1436), o que parece indicar alguma dificuldade com o seu povoamento à época.

 

Manuel I de Portugal (1495-1521) outorgou o “Foral Novo” à vila (25 de agosto de 1512) que, à época, era Comenda da Ordem de Cristo. O Cadastro da População do Reino, em 1527, mostra que a vila de Numão contava com apenas 15 fogos intra-muros, e mais 41 nos arrabaldes.

 

Com a extinção da família dos Coutinho por falta de descendentes (1534), a povoação e seu castelo tiveram o seu processo de decadência acentuado: em abril de 1568 o alcaide-mor, Diogo Cardoso, habitava em Freixo de Numão, o que atesta a decadência da povoação. Dois séculos mais tarde a povoação mudava-se para novo local, no sopé do monte até que, no século XVII, foi integrada no concelho de Freixo de Numão.

 

No século XVIII registava-se a progressiva ruína do castelo, e a cerca muralhada da povoação possuía 15 torres. É possível que Numão tenha sido afetada pelo terramoto de 1 de novembro de 1755, dadas as várias datas oitocentistas inscritas nas paredes da Igreja Matriz. As “Memórias Paroquiais” (1758) sobre Numão referem que se encontra no termo de Freixo de Numão, computando-lhe 134 fogos; na mesma fonte, a 20 de junho, o pároco de Freixo de Numão, António Vaz Dias, refere que a povoação integrava o termo de Freixo de Numão, com 80 vizinhos.

 

Sobre a defesa, ao final desse século Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (O.F.M.) referiu:

 

“O seu antiquíssimo castelo se acha, pela maior parte arruinado. Saindo dele para a vila pela porta, que fica ao Poente, se vê uma pedra inscrita no muro, e à mão direita (...).” (SANTA ROSA DE VITERBO, 1798-1799)

 

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho, embora incorretamente designado no diploma como “Castelo de Freixo de Numão”.

 

O imóvel foi afeto à Junta de Freguesia por decreto ministerial de 17 de fevereiro de 1940.

 

A intervenção do poder público fez-se sentir de 1944 a 1950, através da ação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), quando foram procedidos trabalhos de consolidação e limpeza, reconstrução de muralhas, desentulhamento da cisterna e recuperação da torre de menagem. Novas campanhas de obras tiveram lugar em 1973-1974, devido ao desmoronamento de um troço a norte das muralhas, e em 1984, com a reconstrução de dois panos de muralha na zona sudeste e reparações diversas.

 

No início do século XXI, a Câmara Municipal fez instalar iluminação cénica, com o apoio de fundos comunitários, valorizando o monumento.

 

O imóvel encontra-se afeto à DRCNorte pela Portaria n.º 829/2009, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 163 de 24 de agosto de 2009.

 

Características

 

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, de enquadramento rural, isolado, num cabeço muito declivoso e desnivelado, na encosta leste da serra da Lapa, a cerca de 677 metros acima do nível do mar, na margem sul da foz da Ribeira da Teja, afluente do rio Douro.

 

Apresenta planta oval irregular (orgânica) como foi habitual no programa urbanístico das chamadas "vilas novas" de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupando uma área de 336 hectares. As muralhas, ameadas em um pequeno trecho, são reforçadas por torres (primitivamente quinze, atualmente seis), as que se erguem a nordeste e a leste adossadas pelo exterior.

 

Nas muralhas rasgam-se quatro portas:

 

• A Porta de São Pedro, a leste, guarnecida por uma torre, apresenta arco apontado, com cobertura em abóbada de berço ligeiramente apontada;

 

• A Porta do Poente, a oeste, de figura semelhante;

 

• A Porta Falsa (poterna) a sudeste, em arco quebrado; e

 

• A porta principal, a sul, abrindo apenas até às impostas do arranque do arco, defendida por torres.

 

A Torre de Menagem, a nordeste, apresenta planta quadrada, em cantaria de granito aparente, rematada por cornija com cachorrada apresentando decoração geométrica. A fachada virada a leste é cega no primeiro registo, tendo, no segundo, duas frestas altas em arco pleno; as fachadas viradas a sul e a oeste são idênticas, cegas no primeiro registo, tendo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita; a fachada norte tem, no primeiro registo, porta de verga reta e umbrais curvos, surgindo, no segundo, fresta em arco de volta perfeita. Em seu interior não apresenta marcação de pisos e cobertura. Gravada no único silhar coevo da antiga torre (os que atualmente se observam são do período da reconstrução encontra-se a inscrição: “INCEPIT TVRREM IN ERA MCCXXVII” (correspondente ao ano de 1189 da Era Cristã).

 

A Torre Norte apresenta de planta retangular, algo arruinada, apresenta porta virada a sul e acesso pelo adarve.

 

A Torre da Vaca, a oeste, apresenta planta quadrada, percorrida por embasamento escalonado, tendo, na fachada norte seteira no segundo registo, com remate em merlões cúbicos de alvenaria; a fachada leste ostenta seteira no segundo registo e a sul porta de verga reta com arco de descarga quebrado ao nível do adarve, sendo a fachada oeste cega.

 

As torres sul e nordeste, e a denominada Torre Larga, são de planta quadrada, cegas e vãs.

 

Ao centro da praça de armas abre-se uma cisterna de planta circular, com cerca de sete metros de diâmetro, sem cobertura.

 

No interior, junto à porta principal, observam-se as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo (em estilo românico, de planta longitudinal com portais em arco quebrado, cachorrada com decoração geométrica e arco triunfal quebrado com impostas decoradas com meias esferas) e o cemitério.

 

Na encosta leste, extramuros, junto à Porta de São Pedro e onde existiu um templo homónimo, observa-se uma necrópole com cerca de 10 sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, popularmente denominada como “Cemitério dos Mouros”. A Igreja de São Pedro de Numão, templo de raiz pré-românica, tem vindo a ser escavada arqueologicamente desde 1995.

 

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gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b6000451c/ Titre : Gautier de Coinci, Miracles de Nostre Dame(Livres I et II); Saluts de Notre Dame ; Prières à Notre Dame ; Prière à Dieu .

Date d'édition : 1328-1332

Type : manuscrit

Langue : Français

Format : Paris. - Écriture gothique. - La décoration du manuscrit a été attribuée à Jean Pucelle (déc. 1334), artiste dont le nom est cité au nombre des enlumineurs parisiens à partir de 1320 : cf. Rouse, II, p. 83-84. On lui doit notamment la décoration du Bréviaire de Belleville (Bnf., Latin 10483-10484), de la Bible de Robert de Billyng (BnF, ms. latin 11935) et du Livre d’Heures de Jeanne d’Evreux (New York, Cloister Museum, Acc. 54. 1.2) cf. Fastes du gothique…, p. 434. Le manuscrit, richement décoré, a été sans doute exécuté pour la reine Jeanne de Bourgogne, représentée en prières aux ff. 232v, 235v, 238v, 241, 242 et 243v. Il s’agit de l’une des dernières œuvres de l’artiste qui décéda en 1334. Illustrant 66 miracles de la Vierge, le cycle iconographique fait défiler devant nos yeux des personnages appartenant à toutes les classes de la société. Ses représentations d’architecture intérieure et extérieure reflètent l’influence italienne que l’artiste retira d’un voyage dans la Péninsule : cf. ff. 4 et 70v (Avril, L’enluminure à la cour de France…, fig. V et VI). « L’exécution un peu pâteuse de certaines scènes, les tonalités sombre et riches, rehaussées par endroits de vifs accents de lumière, sont un aspect nouveau de l’art de Pucelle » (Avril, ibid., p. 19). L’illustration comporte une peinture pleine page (f. Av) divisée en trois colonnes, fragmentées en 3 compartiments pour les col. de droite et de gauche, en 2 compartiments pour la col. centrale (cf. légendes et détail dans Poquet, Les miracles de la sainte Vierge) et 77 images de la largeur d’une colonne d’écriture. Légende des peintures d’après la base mandragore.bnf.fr : F. Av (page frontispice) : Vierge à l’enfant assise sur le trône de Salomon, entourée de sept colombes symbolisant les sept dons du Saint Esprit ; crucifixion (col. centrale) ; apôtres et prophètes avec leurs écrits sur des phylactères (compartiments supérieurs des colonnes latérales) ; allégories des vertus (compartiments centraux des col. latérales) ; lions sur un escalier se rapportant selon l’abbé Poquet aux versets 18-20 du Livre des Rois (compartiments inférieurs). – F. 2 : Gautier de Coincy dictant. – F. 4 : Gautier de Coincy lisant. – F. 8v : miracle de Notre-Dame : Théophile. – F. 21 : vision de s. Ildefonse. – F. 29v : miracle de Notre-Dame : homme pieux accusé d'hypocrisie. – F. 35 : miracle de Notre-Dame un enfant juif sauvé du brasier. – F. 36 : miracle de Notre-Dame : l’icône de Byzance. – F. 37 : miracle de Notre-Dame : le prêtre simple. – F. 37v : miracle de Notre Dame: le clerc de Chartres. – F. 38v : miracle de Notre Dame: le moine ivre. – F. 39v : miracle de Notre Dame: le clerc malade. – F.41 : miracle de Notre Dame: la mère incestueuse. – F. 45v : miracle de Notre Dame: le diacre et le riche. – F. 49 : miracle de Notre Dame: l'abbesse grosse. – F. 51v : miracle de Notre Dame: l'enfant à l'anneau. – F. 52v : miracle de Notre Dame: l'enfant voué à Satan. – F. 55v : miracle de Notre Dame: les cinq psaumes transformés en roses sur la bouche d’un moine après sa mort. – F. 56 : miracle de Notre Dame: le moine de Cologne. – F. 57v : miracle de Notre Dame: Girart se tuant sur la route de Saint-Jacques. – F. 59 : miracle de Notre Dame: la moniale tentée. – F. 60v : miracle de Notre Dame: le moine de Pavie. – F. 61v : miracle de Notre Dame: le chevalier repenti. – F. 63 : miracle de Notre Dame: la Vierge apparaissant à une religieuse et diminuant le nombre des Ave Maria qu’elle récitait. – F. 65 : miracle de Notre Dame : la vierge délivrant le larron du gibet. – F. 66 : miracle de Notre Dame: visite de la Vierge au sacristain. – F. 67v : miracle de Notre Dame: le sarrasin converti. – F. 69v : miracle de Notre Dame: l'épouse et la maîtresse. – F. 70v : miracle de Notre Dame: le siège d'Avernon. – F.72 : miracle de Notre Dame :la Vierge secourant un abbé et ses moines naviguant. – F. 73 : miracle de Notre Dame: s. Bonet, évêque de Clermont. – F. 75 : miracle de Notre Dame: le paroissien excommunié. – F. 80v : miracle de Notre Dame: Satan servant le dîner d’un homme riche. – F. 82v : miracle de Notre Dame: le clerc de Chartres. – F. 84v : miracle de Notre Dame: guérison du moine malade. – F. 86v : miracle de Notre Dame: apparition de la Vierge à un chevalier en prière. – F. 89 : miracle de Notre Dame: le sacristain ressuscité. – F. 93 : miracle de Notre Dame : enlèvement de la nonne. – F. 96v : Gautier de Coincy présentant son livre. – F. 97 : prière dans une église. – F.105 : vol des reliques de s. Léocadie. – F. 110 : Gautier de Coincy se lamentant. – F. 111 : invention de s. Léocadie. – F. 111v : miracle de s. Léocadie. – F. 112v (début de la seconde partie des miracles de Notre Dame) : miracle de Notre Dame: l'impératrice diffamée. – F. 119 : miracle de Notre Dame: l'impératrice diffamée. – F. 143 : abbé exhortant des moniales. – F. 149v : mort de Julien l'Apostat. – F. 154v : miracle de Notre Dame : le siège de Byzance. – F. 156 : miracle de Notre Dame: l'enfant anglais. – F. 160v : miracle de Notre Dame: l'orfèvre d'Arras. – F. 165v : miracle de Notre Dame: le gageur du Christ. – F. 169 : miracle de Notre Dame: Pierre et Étienne. – F. 172 : miracle de Notre Dame: le pieux laboureur. – F. 175 : miracle de Notre Dame: Pierre Ivern, cierge descendant sur la viole devant l’image de la Vierge. – F. 177v : miracle de Notre Dame: les malades à Soissons. – F. 179 : miracle de Notre Dame: guérison du bouvier. – F. 181 : miracle de Notre Dame: guérison de Gondrée atteinte du mal des ardents. – F. 185v : miracle de Notre Dame: guérison de Robert de Jouy. – F. 188v : miracle de Notre Dame: l'homicide de Laon. – F. 193v : miracle de Notre Dame: apparition de la Vierge à la pucelle d'Arras. – F. 197v : miracle de Notre Dame : sauvetage d’un pèlerin se noyant. – F. 200v : miracle de Notre Dame : le chanoine de Pise. – F.206 : miracle de Notre Dame: l'icône de Sardenay. – F. 212v : miracle de Notre Dame : l'icône voilée. – F. 214v (fin des miracles de Notre Dame du second Livre) : Gautier de Coincy envoyant son livre ; Robert de Dive, abbé de Saint-Éloi de Noyon, recevant le livre. – F. 215v (fin du second Livre des Miracles, début du Despit du monde) : scène de présentation de son livre par Gautier de Coincy. – F. 231v (fin du livre) : Gautier de Coincy priant la Vierge à l’enfant. – F. 232 (début de l’Ave Maria) : Annonciation. – F. 232v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 232v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 234 : Philippe VI de Valois priant la Vierge à l’enfant. – F. 235v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 237 : Philippe VI de Valois priant la Vierge à l’enfant. – F. 238v : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 241 : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F 242 : Jeanne de Bourgogne priant la Vierge à l’enfant. – F. 242v : Philippe VI de Valois priant la vierge à l’enfant. – F. 243v : Jeanne de Bourgogne priant devant le Dieu créateur. Décoration secondaire luxueuse: Encadrements vignettés. Initiales vignettées (6-7 lignes) à prolongements marginaux introduisant le texte de chaque miracle et des différentes divisions du ms. – Initiales vignettées (2 lignes) à prolongements marginaux marquant le changement des laisses. – Lettrines filigranées (1 ligne) alternativement champies et bleues au début des rubriques de la table. Ff. 232-238v : texte de l’Ave Maria inscrit en majuscules or filigranées rouge et bleu dans des bandeaux, au-dessus de la peinture correspondante. - Parchemin. - 244 ff., précédés de 2 gardes parchemin A, B et d’1 garde papier ; suivis d’1 garde papier. F. 244 blanc. Peinture pleine page sur le verso du f. A. Poème en l’honneur de la Vierge (écriture moderne) sur le recto du f. B. Lettre de Léopold Delisle (17 oct. 1904) au supérieur du séminaire de Soissons collée sur le recto de la garde papier du plat supérieure. - 335 x 240 mm (justification :230 x 150 mm). - 32 cahiers de 8 ff. à l’exception du 1er cahier composé des deux feuillets de garde, des 5e, 29e et 32e cahiers comportant 6 ff. et du 30e cahier formé de 10 ff. : 12 (A, B), 28 (ff. 1-8), 38 (ff. 9-16), 48 (ff. 17-24), 56 (ff. 25-30), 68 (ff. 31-38), 78 (ff. 39-46), 88 (ff. 47-54), 98 (ff. 55-62), 108 (ff. 63-70), 118 (ff. 71-78), 128 (ff. 79-86), 138 (ff. 87-92), 148 (ff. 95-102), 158 (ff. 103-110), 168 (ff. 111-118), 178 (ff. 119-126), 188 (ff. 127-134), 198 (ff. 135-142), 208 (ff. 143-150), 218 (ff. 151-158), 228 (ff. 159-166), 238 (ff. 167-174), 248 (ff. 175-182), 258 (ff. 183-190), 268 (ff. 191-198), 278 (ff. 199-206), 288 (ff. 207-214), 296 (ff. 215-220), 3010 (ff. 221-230), 318 (ff. 231-238), 326 (ff. 239-244). - Réclames à l’encre brune. – Foliotation moderne imprimée. – Rubriques de la table (f. 1r-v) correspondant aux titres rubriqués introduisant chaque miracle. Explicit rubriqués. – Majuscules rehaussées à l’encre ocre. – F. 104 blanc (fin de la 1. - ère. - partie des. - Miracles de Notre Dame. - , début des miracles de s. Léocadie), f. 118vb blanc (fin du prologue de la 2. - e. - partie des Miracles), f. 231vb blanc (fin du. - Livre des Miracles. - , début de l’. - Ave Maria. - ). - Mise en page :. - La mise en page est luxueuse. Texte inscrit sur deux colonnes de 42 vers. Parties notées (ff. 4v-8, 101v-103v, f. 111-112, 113-118, 240. cf. - supra. - décoration secondaire. - Annotations marginales en latin, très soignées, en écriture gothique, introduites par une lettrine filigranée bleue ou champie. Les noms des auteurs-sources sont rubriqués (ff. 2-17v), puis soulignés à l’encre rouge (ff. 18-206v). Bouts-de-ligne. Majuscules rehaussées à l’encre rouge : cf. Väänänen. - Glose marginales des Miracles de Gautier de Coinci. - , Helsinki, 1945. - La table qui a été copiée au f. 1r-v annonce aux n. - os. - .LXVI. - us. - -.LXXXI. - us. - la vie et la passion de saintes qui n’ont pas été insérées dans le volume : elle a été, vraisemblablement, transcrite d’après un autre modèle : « Ci comencent les vies de saintes (. - rubr. - .) ». Y sont citées les vies et passions de s. Katherine, Agnes, Cretine, Agace, Luce, Magdalene, l’Egyptiane s. Cecile, s. Anastasie, s. Genevieve, s. Tecle, s. Honorine, s. Marguerite, s. Justine, la conversion de s. Cyprien et sa passion, la passion de s. Justine. - F. B : poème en l’honneur du soulier de la Vierge, relique conservée à l’abbaye Notre-Dame de Soissons, dont Henriette de Lorraine, propriétaire de l’ouvrage fut abbesse (écriture XVII. - e. - s.) : « Au sainct soulier de la vierge. Soulier, ce pied divin que tu couvrois jadis, / S’environne a present du croissant de la lune. / S’il regle de ses pas le cours de ma fortune / Tu conduiras les miens devers le paradis. /. - Ipsa conteret caput tuum. - / Effroy des ames et des yeux, / Demons, je vous offre la guerre. / Ma reine, en montant sur les cieux, / M’a laissé son soulier en terre. / En vain, vous menacez de flames et de fer. / D’un coup de ce soulier, je renverse l’enfer ». - Réglure à la mine de plomb. - Reliure anciennement de soie rose et verte à décor floral (XVIIe s. ?). Le dos a gardé le motif ancien ; les plats ont été recouverts d'une autre protection de soie verte. - Timbre ovale de la « Bibliothèque nationale. Mss » (Troisième République) sur chaque feuillet du ms

Description : Contenu : Le ms se divise en deux livres plus ou moins symétriques. Tous deux commencent pr un, prologue suivi de 7 chansons. Suivent les miracles. Appendus au Livre I, sont trois poèmes en l’honneur de sainte Léocade, et au second les Saluts de Notre Dame, avec leur prologue, une chanson et 4 prières : cf. Koenig, I, p. VIII. Trois poèmes du début du Livre I sont retranscrits à la fin du même livre : « Amours qui bien set enchanter » (f. 4v/103) ; « Qui que face rotruenge novele.. ; » (f. 5/101v) ; « Royne celeste … » (f. 5/102v). Le ms a été doté du sigle S par les différents éditeurs. Il a servi de ms. de base à l’édition de l’abbé Poquet. Koenig lui a préféré L (BNF, Fr. 22928) dont la version est meilleure. F. 1r-v. Table du contenu, contenant 16 rubriques sur la vie et passions de saintes qui n’ont pas été transcrites dans le volume (.LXVIus-.LXXXI.us)». F. 2-4v. [Prologues]. F. 2-4. [1er Prologue]. « A la loenge et a la gloire / En ramembrance et en memoire / De la roine et de la dame / Cui je commant mon cors et m’ame …-… Pour ses miracles biau rimer / La langue Gautier de Coinsi / Qui pour s’amour commence einsi ». – F. 4r-v. [2e Prologue]. « Ainz qu’ovrir vueille le grant livre / Qui mout me donne et moult me livre …-…Tuit cil qui chantent son douz chant / Or escoutez comment j’en chant » (Poquet, 3-14 ; Koenig, I, 1-23). F. 4v-8v. [Chansons]. F. 4v. « Amours qui bien set enchanter … » (cf. f. 103). – F. 5. « Qui que face rotruenge novele … » (cf. f. 101v). – F. 5. « Royne celeste buer fusses / tu nee … » (cf. f. 102). – F. 5v. « Talenz m’est pris orendroit / qu’a mout haut ton… ». – F. 6. « Efforcier m’estuet ma / voiz… ». – F. 6v. « Quant ces flouretes flour voi… ». – F. 6v. « Pour confort mon cuer et / mon courage… » (Poquet, 11-26). – F. 7v. Ave gloriosa virginum regina… » (Poquet, 755; Koenig, 24-49). F. 8v-111v. [Miracles Notre-Dame, Livre I]. « Ci commencent les Miracles de Nostre Dame. Premierement de Theophile. .I. (rubr.) ». F. 8v-21. [Miracle de Theophile]. « Pour ceus esbatre et deporter, Qui se deportent emporter ...-…Moult tost rompra cordons et cordes / Et fera toutes les concordes » (Poquet, 29-74 ; Koenig, I, 50-176 ; Garnier, 72-196). F. 21-35. « De saint Hyldefonde, arcevesque / De Tholete (rubr.) ». « Un arcevesque out a Tholete/ Qui mena vie sainte et nete : / Hyldefonsus estoit nommez …-… Por ce nous doivent tuit li membre / Souzlever quant de lui nous membre » (Poquet, 77-106; Koenig, II, 5-94). F. 29r-v. « Ci devise des papelars et des begins (rubr.) ». « Des preudommes ne di pas fi, / Ainçoins les lo et magnefi… » (omis dans l’éd. de Poquet). F. 35-36. « Du filz au juif qui a Borges fu delivré du brasier par le miracle Nostre Dame (rubr.) ». «A Bourges, ce truis lisant / D’un juif verriers mesdisant …-… S’estoie roys pour toute roie / Un seul durer je n’en l’airoie » (Poquet, 283-286; Koenig, II, 95-100). F. 36r-v. « Comment saint Jeroime raconte de l’ymage Nostre Dame que le juif geta en la chambre coie (rubr.) ». « Un biau miracle nous recite / sainz Jeroimes qui nous escite …-…Por ce sunt il tout enfondu, / Flestri, froncié, fade et fondu » (Poquet, 423-426 ; Koenig, II, 101-104). F. 36v-37v. « Du prestre que Nostre Dame deffendi de l’injure que son evesque li vouloit faire por ce que il ne savoit chanter que une messe de Nostre Dame (rubr.) ». « Un miracle, truis, d’un prouvoire, / Qui la puissant mere de gloire …-… que cil qui de bon cuer les chante / Le deable endort et enchante » (Poquet, 323-326 ; Koenig, II, 105-108). F. 37v-38v. « Du cler de Chartres en qui bouche .V. roses furent trouvees, quant il deffouy du fossé (rubr.) ». « A Chartres fu, ce truis, un clers. / Orgueilleus estoit et despers …-…A lui servir a riche emploite / Son esploit fait qui s’en esploite » (Poquet, 297-300 ; Koenig, II, 109-113). F. 38v-39v. « Du moine que Nostre Dame deffendi du deable qui le vouloit tuer en guise de lion (rubr.) ». « Uns moines fu d’une abbeie, / Qui ma dame sainte Marie …-… A luxure est moult tost livrez / qui n’est d’ivresce delivrez » ( Poquet, 328-332 ; Koenig, II, 114-121). F. 39v-40v. « Comment Nostre Dame guari un clerc de son let, qui trop griement estoit malades (rubr.) ». « Pour plusieurs genz plus enflammer / Et Nostre Dame miex amer …-… Cil qui sa cointe mere a cointe / Nule acointance n’est si cointe » (Poquet, 341-346 ; Koenig, II, 122-129). F. 40v-45. « De une noble dame de Rome, que le deable acusa a l’empereeur comment ele avoit eu un enfant de son filz, et comment ele murtri l’enfant qu’ele avoit eu de son filz (rubr.) ». « Un hault miracle moult piteus / Douz a oïr et deliteus …-… Seront li pois de la puree / Qui iert ou puis d’enfer puree » (omis par Poquet ; Koenig, II, 130-157). F. 43-49. « Le miracle du riche homme / Et de la povre vielleté (rubr.) ». « Tuit li miracles Nostre Dame / Sont si piteus et douz par m’ame …-… Que tuit de male mort morrunt / Chastient s’en cil qui morrunt » (Poquet, 429-442 ; Koenig, II, 158-180). F. 49-51v. « D’une abeesse que Nostre Dame deffendi de grant angoisse par sa pitié (rubr.) ». « Une abbeesse fu jadis / Qui la dame de paradis …-… Sa douce mere tiex nous face / Qu’en paradis voions sa face » (omis par Poquet ; Koenig, II, 181-196). F. 51v-52v. « Du clerc qui mist l’anel ou doi Nostre Dame (rubr.) ». « Tenez silence ; bele gent. / Un miracle qui est moult gent …-…Si nous marions a Marie / Qui ses amis es ciex marie » (Poquet, 355-360 ; Koenig, II, 197-204). F. 52v-55v. « De l’enfant que le deable en vouloit porter (rubr.) ». « Entendez tuit, faites silence / Ni a si fol que cil en ce / Que je dirai …-… Or doint Diex que ne le fausommes / Et bons nous face le faus sommes » (Poquet, 443-454 ; Koenig, II, 205-223). F. 55v-56. « Des cinc roses qui furent trouvees en la bouche du moine aprés sa mort (rubr.) ». « Un brief miracle moult aoine / Conter vous weil d’un simple moine …-… Diex doint chascuns de nous la serve / Tant que sa douce amour deserve » (Poquet, 359-362 ; Koenig, II, 224-226). F. 56-57v. « D’un moine resuscité de l’une et de l’autre mort par (deserte : exponctué) la deserte Nostre Dame (rubr.) ». « Si com mon livre me tesmoigne / A saint Pierre devant Coloigne …-… Quar n’est pas si tost mau baillie / L’ame en cloistre com en baillie » (Poquet, 455-460 ; Koenig, II, 227-236). F. 57v-59. « De Girart qui s’ocist par le deceuement au deable, com il aloit a Saint Jaque (rubr.) ». « Un biau miracle vous weil dire / Qu’en son tempoire fist escrire …-… D’enfer touz nous destournera / Et touz ou ciel nous tornera » (Poquet, 291-296 ; Koenig, II, 237-245). F. 59-60v. « De la nonnain que Nostre Dame delivra de grant blasme et de grant poine (rubr.) ». « Mes livres me dit et revele / D’une nonnain qui moult fu bele …-… De lui ne fait mie despense / Celui qui a tel espous pense » (Poquet, 475-480 ; Koenig, II, 246-254). F. 60v-61v. « Du moine qui onques ne fist as heures de Nostre Dame et por ce fu il sauf (rubr.) ». « En escript truis qu’en l’abbeie / De Saint Sauveur de Pavie …-… Ou se reposent cil et sient / Qui font les choses qui li sient (Poquet, 489-492 ; Koenig, II, 255-260). F. 61v-63. « Du chevalier a cui la volenté fu contee pour fait aprés sa mort (rubr.) ». « A ceus qui aimment doucement, / La mere au douz roy qui ne ment …-… Sa sainte Eglise ne raportent / Ce qu’a force et a tort enportent » (Poquet, 493- 500 ; Koenig, II, 261-272). F. 63-65. « De la nonnain a cui Nostre Dame abreja son Ave Maria (rubr.) ». « A la loenge de la virge / Qui Dieu porta, me ratier ge …-… Bien doit de nous estre honouree / Quant ele est des angres aouree » (Poquet, 481-488). F. 65-66. « Du larron que Nostre Dame soustint par .III. jours as fourches pendant et (delim : exponctué) le delivra de mort (rubr.) ». « Ci aprés vueil metre en brief / Un miracle et court et brief …-… Nus desconforz ne desconforte / Celui qui tes confors conforte » (Poquet, 501-504 ; Koenig, II, 285-290). F. 66-67v. « Du secrestain que Nostre Dame visita (rubr.) ». « Se prés de moi vous voulés traire / Ja vous vorrai dire et retraire …-… En joies qui sanz fin durront / Qui a servir bien l’endurront » (Poquet, 333-340; Koenig, III, 11-22). F. 67v-69. « Le miracle du sarrazin qui aoura l’ymage Nostre Dame (rubr.) ». « Queques d’oïr este en grant, / Oés un miracle moult grant …-…Diex nous i doinst touz atorner / Por faire a joie sejorner » (Poquet, 505-512; Koeing, III, 23-33). F. 69-70v. « Des deus fames qui s’entrehaoient, que Nostre Dame racorda (rubr.) ». « Queque talent avez d’oïr / Conter vous weil, pour resjoir …-… Qui vont sa mere saluant / Chascun lo que c’est salu hant » (Poquet, 511-516 ; Koenig, III, 35-41). F. 70v-71v. « Le miracle comment Nostre Dame fu serve d’un quarrel ou genoil (rubr.) ». « En escript, truis queprés d’Orliens / Un chastel a, ou moult de biens ...-… Sachiez qu’entour li saint umbre a / Quant Diex en son cors s'aumbra » ( Poquet, 275-280 ; Koenig, III, 42-50). F. 71v-73. « D’un abbé et ses compaignons et autres / Genz qui Nostre Dame secourut / En la mer (rubr.) ». « Entendez tuit et cler et lai, / Dire vous vueil sanz nul delai …-… Quar du ciel es fenestre et porte / Buer fu portez qui s’i deporte » (Poquet, 517-522 ; Koenig, III, 51-59). F. 73-75. « De saint Bon qui fu evesque / De Clermont (rubr.) ». « Queque volentez me semont / D’un saint evesque de Clermont …-…Bien est gardé quanqu’ele garde / Aprés Dieu n’est si gardant garde » (Poquet, 303-310 ; Koenig, III, 60-73). F. 75-80v. « Le miracle de l’excommenié qui ne / Povait trouver qui l’asousist (rubr.) ». « Un miracle weil reciter / qui durement doit esciter …-… Que Dieu ne le tenist por sot / Se ses cors, s’ame amer ne sot » (Poquet, 575-592 ; Koenig, III, 74-106). F. 80v-82v. « Du riche homme a cui le deable / Servi par .VII. anz por lui decevoir (rubr.) ». « Pour ce qu’oiseuse est morz a l’ame, / En aucun dit de Nostre Dame …-… Se j’ai loisir et se je puis / Un biau miracle que j’en truis » (Poquet, 523-532 ; Koenig, III, 107-120). F. 82v-84v. « Du clerc a qui on trouva une rose / En la bouche aprés sa mort (rubr.) ». « Il fu uns clers, uns damoiseaus, / Qui le cuer out si plain d’oiseaus …-… A touz ses besoins secourra / Celui qui de cuer y courra » (Poquet, 363-370 ; Koenig, III, 121-133). F. 84v-86v. « Du moine que Nostre Dame gueri de son let (rubr.) ». « Biens est que nous le bien dions / Car male collocutions …-… Sainz Esperis le nous apraigne / Et de s’amor touz nous espraigne » (Poquet, 347-354 ; Koenig, III, 134-146). F. 86v-89. « D’un chevalier a qui Nostre Dame / S’apparut quant il oroit (rubr.) ». « Il fu, ce truis, uns chevaliers / Joennes et biaus, cointes et fiers …-…Tuit cil, Dame, qui bien t’enbracent, / Bon bracement aus ames bracent (Poquet, 533-542 ; Koenig, III, 150-164). F. 89-93. « Du moine que Nostre Dame resuscita, qui estoit peris par son pechié (rubr.) ». « Cele en qui prist humanité / Li puissanz roys de verité …-… Plungiez et enbourbez sera, / Touz jours com Boz bourbetera » (Poquet, 461-474 : les deux derniers vers manquent chez Poquet; Koenig, III, 165-190). F. 93-96v. « De la nonnain qui lessa s’abbeie et s‘en ala au siecle (rubr.) ». « A la gloire la glorieuse, / une merveille merveilleuse …-… Et seront tant com Diex durra, / Beneois soit qui l’endurra » (omis par Poquet; Koenig, III, 191-212). F. 96v-101v. « De la doutance, / De la mort / Et de la chetiveté du monde (rubr.) ». « Gautiers qui est de cors et d’ame / Sers a touz les sers Nostre Dame …-… A cest vers ci mon livre fin. /Diex nous maint touz / A bonne fin. Amen » (Poquet, 689-706 ; Koenig, IV, 439-543). Le texte est transcrit à la fin du Livre II dans L. On le retoruve, demême, dans S aux ff. 215v-231, sous le titre "Du despit du monde". F. 101v-104. [Chansons]. F. 101v. « Qui que face rotruenge nouvele » (cf. f. 5, et Poquet 15). – F. 102v. « Royne celeste buer fusses tu nee » (cf. f. 5, et Poquet, 15). – F. 103. « Pour la pucele en chantant » (cf. f. 115). – F. 103. « Amours qui bien ses enchanter » (cf. f. 4v). – F. 103v. « Entendez tuit ensemble et li clerc et li lai » (cf. f. 240, et Poquet, 753). F. 104. « Hoc opus expletur, deitati gloria detur / Et matri Domini que nostro sit pia fini ». F. 105-112. [Miracle de sainte Léocade]. F. 105-110. « Comment sainte Leochade fu trouvee (rubr.). – F. 110-111. « Comment le corps de sainte Leochade fu parduz (rubr.) » (cantique noté). – F. 111r-v. « Commen le cors sainte Leochade fu retrouvez (rubr.) » (cantique noté). – F. 111v-112. « Coment sainte Leochade par sa priere deffendi tout le païs de la foudre (rubr.) (cantique noté) (Poquet, 111-138; Koenig, III, 214-261). F. 113-215v. [Miracles de Nostre Dame, Livre II]. F. 112v-114v. [Prologue]. « Ci aprez commence le prologue des miracles de Nostre Dame en la seconde partie (rubr.) ». « A saint Maarc ou biau livraire / Truis un biau livre donc biau traire …-… Or entendez par grant deport / Comment por lui je me deport » (Poquet, 365-384; Koenig, III,265-280). F. 115-118v. [Cantiques notés]. F. 115r-v. « Pour la pucele en chantant… » (cf. f. 103 ; Poquet, 385 ; Koenig, III, 281-282). – F. 115v-116. « Mere Dieu, Virge senee nee… » (omis par Poquet ; Koenig, III, 283-285). – F. 116r-v. « S’amour dont sui espris… » (Poquet, 387-390 ; Koenig, III, 286-288). – F. 116v-117. « D’une amour qu’oïe et serie… » (Poquet, 391-393 ; Koenig, III, 289-291). – F. 117r-v. « Hui matin a la journee… » (Poquet, 389-392; Koenig, 292-296). – F. 117v-118. « Ja pour yver, pour noif, / ne pour gelee… » (Poquet, 393-395 ; Koenig, III, 297-299). – F. 118r-v. « Ma viele vieler veut un / biau son… » (Poquet, 385-388 ; Koenig, 300-302). F. 119-142v. « De l’empereris de Romme, qui garda chastee en moult temptacions (rubr.) ». « As sages dit et fait savoir / Li sages livres de savoir …-… Un petitet de mon froument / Vueil a semer et de ma nonne / Par encor vueil de ma nonne ». « Ici fenist le miracle de l’empereris (rubr.) » (omis par Poquet ; Koenig, III, 303-459). F. 142v-149v. [De la chastee aus nonnains]. F. 142v-143. [Prologue]. « Et me prent ici m’aart / Grant volentez par saint Maart …-… Et cest vil siecle seurmonter / Qu’en paradis puissons monter. Amen ». – F.143-149v. « De la chastee aus nonains (rubr.) ». « Vous, damoiseles, et vous, dames / Qui de cuer et de cors et d’ames …-…Vous et lui doint bone vie / Et sa douce compaignie / Per eterna secula. Amen » (Poquet, 707-734 ; Koenig, III, 460-505). F. 149v-154v. « Le miracle de saint Basile (rubr.) ». « Un miracle trop merveilleus / Qui les princes trop orgueilleus / Poindre doit moult et esciter …-…La ou Diex maint lassus amont / Ta grant douceur touz jours nous y mont » (Poquet, 399-416 ; Koenig, IV, 1-30). F. 154v-156. « Comment Nostre Dame deffendi la cité de Costentinnoble (rubr.). « Au tens que de la cité noble / Qui nommee est Costentinnoble …-… Ains est honnis au chief du tour / Cil qui de toi ne fait sa tour » (Poquet, 417-422 ; Koenig, IV, 31-41). F. 156-160v. « De l’enfant que Nostre /Dame resuscita, qui / Chantoit le respons / Gaude Maria (rubr.) ». « Sainte Escriture nous esclaire / Com doit couvrir et com doit taire / Les secrez le roy et celer …-…Et nous touz aussi y escit ; / Or, aus autres, finez est cit » (Poquet, 557-572 ; Koenig, IV, 42-72). F. 160v-165v. « Les miracles de la fiertre de Loon / Et du cyerge qui y aluma (rubr.) ». « Assez savez qu’assez lo on / La bele eglise de Loon / Et en a droit riche est et bele …-… Si grant douceur si bien nous duie / Qu’au port du ciel touz nous conduie ». – F. 161. « Des marcheans qui donnerent l’offrende / Nostre Dame et puis li retolirent (rubr.) ». – F. 162. « De la laine aus marcheans qui fu arse (rubr.) ». – F. 162. « Comment la fiertre fu boutee hors de l’eglise (rubr.) ». – F. 163v. « Comment le dragon arst l’eglyse et toute la vile (rubr.) » (Poquet, 209-232 ; Koenig, IV, 73-109). F. 165v-169. « Du juif qui prist en gage / L’Ymage Nostre Dame (rubr.) ». « Tant truis escrit, foi que doit m’ame, / De douz miracles Nostre Dame …-… Mais siecles riens ne guerredonne / Por ce est trop foux qui trop li donne » (Poquet, 543-536 ; Koenig, IV, 110-133). F. 169-172. « Des deus freres qui furent a Romme (rubr.) ». « Li bons livraires vieut cerchier / Et les bons livres reverchier …-… Por ce que tout guilent et boulent / En enfer ardent tuit et boulent » (Poquet, 593-604 ; Koenig, IV, 134-153). F. 172-175. « Du vilain qui a grant poinne savoit / La moitié de son Ave Maria (rubr.) ». « Conter vous veil sans nul delai, / Un miracle d’un homme lai …-… aus et nous doint tel batement / Du ciel aions l’esbatement » (Poquet, 617-628 ; Koenig, IV, 154-174). F. 175-177v. « Du cyerge qui decendi sus la viele au / Vieleur devant l’ymage Nostre Dame (rubr.) ». « La douce mere au createur / a l’eglise a Roche Amadeur …-… Tes cordes se descorderont / Si qu’au cors Dieu t’acorderont » (Poquet, 315-322 ; Koenig, IV, 175-189). F. 177v-188v. « Les miracles Nostre Dame de Soissons (rubr.) ». F. 177v. [Prologue]. « Se Diex m’ait huy et demain, / Tant miracles me vient a main a main …-…De ces flaons et de ses miches, / Mes sires saint Maart, li riches ». – F. 177v-179. « De l’enfant qui fu ravi en avision (rubr.) ». « Quant a Soissons tant de genz vindrent …-… Que quant venra au definer / De fine fin puissent finer ». – F. 179-181. « Du bouvier puni et gari (rubr.) ». « Ici aprés weil remoller / Un miracle du saint soller …-… Car plus est foz que fole muse / Amusez est qui ainsi muse ». – F. 181-185v. « De la fame qui recouvra son nés qu’elle avoit perdu (rubr.) ». « Ançois que fors du livre issons / Des miracles qui a Soissons …-… Ce seroit certes moult bons cous / Maufez leur rompe a touz les cous ». – F. 185v-188v. « Comment Nostre Dame guari celui qui avoit le pié perdu (rubr.) ». « Qui vieut oïr vers moi se traie, / Talent me prent qu’encor retraie …-… Por Dieu chascun si si aerde / Que de s’amour jor et mout arde » (Poquet, 145-190 ; Koenig, IV, 190-264). F. 188v-193. « De une fame / De Loon qui / Fu delivree / Du feu par / Le miracle / Nostre Dame (rubr.) ». « Cele qui est de tel maniere / Que de touz biens faire est maniere …-… Loons la tuit, loons, loons, / Bien le nous loe ici, loons » (Poquet, 237-256 ; Koenig, IV, 265-294). F. 193-197v. « De la pucele d’Arras a qui Nostre Dame s’aparut (rubr.) ». « Mes livres me dit et narraz / Qu’en la riche cité d’Arras …-… Qui veut a Dieu trouver la sente / A bien sa Mere amer s’asente » (Poquet, 261-274 ; Koenig, IV, 295-320). F. 197v-200v. « Comment uns hons noié en la mer / Fu délivré par l’ayde Nostre Dame (rubr.) ». « Qui veut oïr, qui veut entendre / En quel maniere set deffendre …-… En paradis ariveront / Cil qui la bien la serviront » (Poquet, 605-616 ; Koenig, IV, 321-339). F. 200v-206. « Du clerc qui fame espousa / Et puis la lessa (rubr.) ». « Vous qui amez de cuer entier / La fleur de lis et d’englentier …-… Alons nous y tost garitant, / Ainz garite ne gari tant » (Poquet, 631-648 ; Koenig, IV, 340-377). F. 206-211v. « Le miracle Nostre Dame de Sardinay (rubr.) ». « A la loenge de la dame / De l’esmeraude et de la gemme …-… Et termine cil qui s’estuve / Auques souvent en tel estuve » (Poquet, 649-667 ; Koenig, IV, 378).F. 211v-212v. [De un moine de Chartrose : le miracle n’est pas introduit par une rubrique]. « Il fu un moine de Chartreuse / Qui la Virge, la Diu espeuse …- … Vooir poissons sine fine. Amen / Amen, Amen. Ci ai finé » (Poquet, 649-672 ; Koenig, IV). F. 212v-214. « Le miracle Nostre Dame de Sardenay (rubr.) ». « A Bisance la cité noble / Qui dite or est Costentinoble …-… Que chascuns se doit déporter, / En lui tenir et comporter » (Poquet, 671-680 ; Koenig, IV, 418-430). F. 214-215v. [Épilogue]. « Ici fenissent les miracles Nostre Dame du second Livre (rubr.) ». « Qui ces miracles a leuz / Bien est chaitiz, bien durfeuz …-… Que ne li puet riens nee estordre / Maint poing a fet batre et detordre ». « Ci fenit le secont Livre des miracles Nostre Dame (rubr.) » (Poquet, 681-686 ; Koenig, IV, 431-438). F. 215v-231. «Et commance du Despit du monde (rubr.) ». « Gautier qui est de cors et d’ame / Sers a touz les sers Notre Dame …-… A cest vers ci mon livre fin / Touz nous maint Diex a bone fin » (Poquet, 685-705 ; Koenig, IV, 439-543). Le poème commence et finit comme celui qui est intitulé « De la doutance de la mort et de la chetiveté du monde » (ff. 96v-101v). Il est cependant plus développé, le premier poème comprenant environ 788 vers, tandis que ce dernier en compte près de 2714 : cf. Delisle, Recherches, I, p. 301. F. 231v. « A la fin de cest livre ou j’ai pené jour maint, / Saluer vueil la dame ou toute douceur maint. / A sa douceur depri doucement que tant maint, / Que bone fin me doint et que m’ame ou ciel maint. / Amen, Amen, Amen » (Poquet, 733). F. 231v-243. [Saluts de Notre Dame]. F. 231v. [Prologue]. « A la fin de cest livre ou j’ai pené jour maint, / Saluer vueil la dame ou toute douceur maint. / A sa douceur depri doucement que tant maint, / Que bone fin me doint et que m’ame ou ciel maint. / Amen, Amen, Amen » (Poquet, 733).–F. 232r-v. [Prologue]. « Ave. Maria. gracia. plena. Dominus. tecum. benedicta tu. in mulieribus. et. benedictus. fructus. ventris. tui. Amen (titre en bandeau surmontant la peinture) ». « De par la mere Dieu cent / mile foiz salu ...-… Ce puist estre a mon preu / et a vostre salu. Amen ». – F. 232v-234. « Ave Maria (titre) ». « Ave, Dame de gloire, ave des angres …-… Tes douz filz par tes preces nous doint metre a sa destre ». – F. 234-235v. « Gracia plena (titre) ». « Ave a cui li angres dist : plena gracia …-… Moi et touz pecheurs a ton douz Fil acorde. Amen ». – F. 235v-237. « Dominus tecum (titre) ». « Ave a cui li angres dist Dominus tecum …-… Qu’en paradis voier puissons sa clere face ». – F. 237-238v. « Benedicta. tu. in mulieribus (titre) ». « Ave a cui les angres dist Benedicta tu …-… Aus et moi a la gloire de paradis adresce ». – F. 238v-240. « Et. benedictus. fructus. ventris. tui. Amen (titre) ». « Ave, fructus ventris tui soit benoiz …-… En la croiz devia. Ci fine ton salu le prieur de Vi a. » (Poquet, 737-753 ; Koenig, IV, 544-574). F. 240r-v. [Chanson]. « Entendez tuit ensemble et li clerc et li lai …-… Sa chançon ci finee, le prieur de Vi a. Eve (cf. f. 103v ; Poquet, 753-755 ; Koenig, IV, 575-579). F. 241-243. [Prières à Notre Dame]. F. 241-242. « Gemme resplendissant, / royne glorieuse …-… Par sa tres grant douceur / Qu’a bone fin me maint. Amen » (Poquet, 757-761 ; Koenig, IV, 580-584). – F. 242r-v. « Marie, mere de concorde / A Jhesu Crist ton filz m’acorde …-… Le roy qui n’aura finement / Venir me face a bone fin. Amen » (omis par Poquet ; Koenig, IV, 585-588). F. 243. [Les cinq joies Nostre Dame]. « Dame de paradis, / dame de tout le monde …-… Qu’aions la fine joie / qui n’aura finement. / Amen. Amen. Amen » (Poquet, 761-762 ; Koenig, IV, 589-590). F. 243v. [Prière à Dieu]. « Douz Diex qui sanz fin ies / et sans inition …-… La mort perpetuel / et la dampnation / Ubi erit fletus et stridor dentium. Amen » (Poquet, 763 ; Koenig, IV, 591-592). « Ci fenissent les miracles Nostre Dame ».

Description : Le ms. fut exécuté pour la reine Jeanne de Bourgogne, qui est représentée dans plusieurs vignettes peintes à la fin du volume. La date exacte de sa composition a été controversée. Pour Christian de Mérindol, l’ouvrage fut commandé lors de la fondation d’une chapelle royale, en septembre 1329, au Gué-de-Maulny (« Le livre peint », cité par Black, p. 271). Anna Russakoff suggère d’autres hypothèses : le couronnement de Philippe VI et de Jeanne en1332 (Imaging the miraculous…, p. 258-259), le mariage de Bonne de Luxembourg avec le duc de Normandie en 1332. Pour Alison Stones, le ms. fut exécuté autour de 1329 (« Notes of the Artist Content », dans Gautier de Coinci: miracles, music and manuscripts, p. 91). La notice qui est consacrée au manuscrit dans l’inventaire de la librairie du Louvre incite à penser qu’il fut confisqué à Jean le Bon par les Anglais à la bataille de Poitiers en 1356 : « Les miracles de Nostre Dame, rymés, couvert de veluyau ynde, et furent racheteez des Anglais » : BnF., Français 2700, f. 9v, n° 153 [inv. A] et Bnf., Baluze, 397, f. 4 n°154 [inv. B]. Il fut racheté par Charles V et placé dans la Librairie du Louvre. Le récolement fait en 1411 [inv. C] indique que le volume fut cédé par Charles VI à Jean duc de Berry : « Les Miracles Notre Dame rymez, couvert de veluyau inde et fermouers, rachatez des Anglois, bien escripz et historiez. Addition : lequel livre fu baillié a monseigneur de Berry, comme appert par lettre signee R » (BnF. Français 2700, f. 43, n° 45). Le manuscrit est, en effet, répertorié sous le n° 946, dans l’inventaire de la Librairie de Jean duc de Berry établi en 1413 : « Item un Livre des miracles Nostre Dame, escript en françoys, de lettre de fourme, et noté en aucuns lieux ; et au commancement du second fueillet a escript : comment que ; et est couvert de viez veluiau violet, doublé de tiercelin vermeil ; et fermant a deux fermouers d’argent dorez, esmaillez aux armes de France ; lequel mondit seigneur a eu du roy (Guiffrey, Inventaires de Jean duc de Berry, I, p. 248, n° 946). Il est répertorié sous le n° 542 dans les comptes établis par le trésorier Jean Lebourne à la mort de Jean de Berry (Bibl. Sainte-Geneviève, ms. 841, n° 542). Il fut alors prisé 30 livres tournois. L’incipit du deuxième feuillet figure à la première ligne du f. 3 (2e f. après la table) : « Comment que die [Evan. ou Eve…] ». Au bas du f. 243v, se devine à la lampe de wood la signature de Jean de Berry, soigneusement grattée : « Ce livre est au duc de Berry. – JEHAN ». À la mort du duc de Berry, le volume fut vendu par les exécuteurs testamentaires et on perdit sa trace jusqu’au milieu du XVIIe siècle. En 1645, il faisait partie de la bibliothèque d’Henriette de Lorraine, abbesse de Soissons. Le f. A porte ces mots à peine visibles aujourd’hui : « A tres haulte, tres illustre, tres vertueuse princes[se] H[enri]ette de ( ?) [Lorraine ?...] tres glorieuse vierge,mere de Jhesu, du precieux soulier de la[quelle…] (suite illisible). Au bas du f. une inscription a été raturée : « Ce livre appartient a son Altesse madame de Lorraine […], abbesse de ce monastère ». Cette appartenance est confirmée par dom Michel Germain qui écrivit avoir vu entre les mains de l’abbesse de Notre Dame de Soissons « un livre manuscrit dont l’écriture est ancienne de près de cinq cents ans, et contenant les vers de Gautier de Coincy touchant les miracles de la sainte Vierge, dont ceux qui sont arrivés à Soissons font la meilleure partie et sont représentés avec des tailles douces fort agréables » (Histoire de l’abbaye royale de Notre-Dame de Soissons, Paris, 1675, p. 287 , cité par Delisle, Recherches…, I, p. 287-288). Sur la page de garde B, texte évoquant le saint soulier de la Vierge, relique qui était conservée à l’abbaye notre-Dame de Soissons. On ignore comment le ms. sortit de l’abbaye Notre-Dame pour entrer par la suite dans la bibliothèque du séminaire de Soissons. En 1904, le supérieur du séminaire prêta le volume pour l’Exposition des Primitifs français et Léopold Delisle put en faire un examen attentif, ainsi que l’indique sa lettre insérée au début du volume (garde papier) : cf. Delisle, Recherches…, I, p. 285-305. Le ms. fut déposé en 1940 par Mgr. Mennechet, à la Bibliothèque nationale : cf. Ph. Lauer, Catalogue des Nouvelles acquisitions latines et française du département des Manuscrits pendant les années 1936-1940, Paris, 1941, p. 8 et fit désormais partie du fonds des Nouvelles acquisitions françaises sous la cote 24541.Ancienne cote inscrite sur le volume : « FR. Nouv. acq. 24541 » (contregarde du plat supérieur, garde papier au début du volume).

Droits : domaine public

Identifiant : ark:/12148/btv1b6000451c

Source : Bibliothèque nationale de France, Département des Manuscrits, NAF 24541

Provenance : Bibliothèque nationale de France

Date de mise en ligne : 09/10/2009

  

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Passer, deliciae meae puellae,

quicum ludere, quem in sinu tenere,

cui primum digitum dare appetenti

et acris solet incitare morsus,

cum desiderio meo nitenti

karum nescio quid libet iocari

et solaciolum sui doloris,

credo ut tum gravis acquiescat ardor:

tecum ludere sicut ipsa possem

et tristis animi levare curas!

Catullo

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