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Os carros 'Ripert' fizeram concorrência ao carro 'Americano', ambos de transporte de passageiros por tração animal, desde 1883 até 1910, nomeadamente na linha que ligava a Praça de Carlos Alberto à praia fluvial do rio Leça junto à Ponte da Pedra.
O 'carro Ripert', um transporte urbano de passageiros puxado por cavalos (de tração animal) que não tinha assentos no tejadilho e que podia também circular sobre carris, foi inventado em 1870 pelo francês (de Marselha) Antoine Ripert que, em julho de 1883, fundou a 'Empreza Portuense de Carros Ripert' com sede na Praça de Carlos Alberto, a qual fazia a exploração das várias linhas dentro da cidade e arredores, sob a direção de outro francês, Henrique Latourrette (estabelecido no Porto, na Trindade, com uma oficina de carruagens), incluindo a linha para a Ponte da Pedra passando por S. Mamede de Infesta pela EN n.º 3 (Porto - Braga);
os próprios cavalos que puxavam os carros eram os célebres 'Percherons', também de origem francesa;
os Ripert começaram a fazer concorrência ao 'Americano' da Carris que já circulava desde 1872 chegando a utilizar então os seus carris, uma vez que tinham comprimento de eixo e rodas semelhantes;
isto originou um conflito e a consequente reclamação à Câmara do Porto que respondeu que o que estava na via pública era para ser utilizado pelo público, pelo que a Carris resolveu então alterar o sistema de rodas e de carris impedindo, assim, os carros Ripert de utilizarem os mesmos;
dissolvendo-se a 'Empreza Portuense de Carros Ripert' em 1885, foi um destes carros adquirido por Ignacio Bemfolga que continuou a explorar a carreira para S. Mamede de Infesta até à praia fluvial junto da Ponte da Pedra com partida da Praça Carlos Alberto em frente à Tabacaria Havaneza;
a partida era às 16:00 da Praça Carlos Alberto, em frente à Tabacaria Havaneza, com destino a São Mamede de Infesta, chegando, muitas vezes, ao amanhecer e já com o canto das aves a dar o anúncio de um novo dia (como o tempo dava para tudo, apreciavam a beleza da arquitetura e os rendilhados quer na pedra quer nos gradeamentos em ferro forjado das casas e edifícios que surgiam no trajeto da longa viagem);
A povoação de São Mamede de Infesta, considerada risonha e muito higiénica, era o ponto de encontro noturno das pândegas e boémias dos mais endinheirados portuenses.
O carro Ripert, um grande vagão de madeira e ferro também conhecido por char-à-banc, era, segundo Campos Monteiro in O Tripeiro de 25/02/1910:
'...Um pesado carroção, conjunto pavoroso de madeira e ferro, rastejando quase ao nível do solo. Sobre quatro rodas pequenas, assentava um largo estrado de madeira, com a área de uns bons oito metros quadrados. Dentro, dispostos longitudinalmente, transversalmente, em diagonal, e em todas as direcções imagináveis, incómodos bancos de tabuínhas onde um gárrulo grupo de viajantes viajava. Do tejadilho avantajado, de que uma curiosa renda de folha de zinco orlava, caíam cortinas de lona rendilhadas também pelos buracos que o tempo lhes fizera. Atrás e adiante, duas formidáveis plataformas, compridas como tabuleiros de ponte, largos corredores de hotel. Na frente, empunhando as rédeas, um cocheiro baixo, espadaúdo, de faces rosadas e bigode pendente, lembrava uma peça de louça de Bordallo. E ao poderoso puxão de três médias mulas, a formidável mole arrastava-se pesadamente, aos solavancos, com um estridor de ferragens que lembrava o largar de terra de uma galera antiga — ora mergulhando de proa a proa, de encontro aos paralelepípedos da calçada, enquanto dentro os passageiros abanavam, dançavam, e se entrechocavam, ameaçando desconjuntar-se com a nave colossal que os conduzia ...' e '... a uma velocidade útil de vinte metros á hora decorria a temerosa, fatigante, a interminável jornada!'
As viagens do carro Ripert, intermináveis e desconfortáveis, começavam e terminavam na Praça Carlos Alberto.
Os cocheiros raramente conseguiam cumprir os horários, assim como eram muitos os cocheiros que usavam indevidamente os carris dos carros americanos causando vários conflitos entre os proprietários dos dois meios de transporte distintos.
O Ripert fazia a ligação diária da Praça Carlos Alberto, em frente à Tabacaria Havaneza, com a Praia fluvial da Ponte da Pedra. Era considerado, pela empresa, o mais rápido e cómodo transporte que ligava o Porto e São Mamede de Infesta.
Al-Baqara (The Cow) Holy Qur'an Malayalam Translation
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Burning Man Decompression 2008
photo by Scott Beale / Laughing Squid
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MOHAWK COLLEGE
STUDENT CENTRE
1985
MICHAEL TORSNEY ARCHITECTS
FUNDED BY
STUDENT UNION CORPORATION
THE GOVERNMENT OF CANADA
AND MOHAWK COLLEGE
Lettering Project (2014–15)
Typography Class III
Porto Lettering: Bruna Carvalho
ESAD.CR (Caldas da Rainha)
Portugal
A digest of the laws of the state of Connecticut: in two volumes / by Zephaniah Swift (2 vols.; New-Haven: Printed and published by S. Converse, 1822-1823); 24 cm. Call # T Sw558di 1822 v.1 c.3.
Red roundel and blue bar. The lettering was designed by Edward Johnston in 1916 and is used throughout the system.
This sign is near Kiahanie Campground. This quiet, 19 site, family-friendly camp is located in a lush, mature Douglas-fir/vine maple/sword fern forest alongside the North Fork of the Middle Fork Willamette Wild and Scenic River. The campground sits off Forest Service Road 19 (also known as the Aufderheide Drive), which is a portion of the 220-mile long West Cascades Scenic Byway. (www.fs.usda.gov/recarea/willamette/recarea/?recid=4503)