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Pedra da Mina (2.798 m) - Passa Quatro/MG

vivemos acima das nossas possibilidades

Acima: “O Transe” acrílica s/ tela de JAIME PRADES.

Abaixo: texto escrito pelo artista JAIME PRADES

 

Divulgo porque concordo. Se você também concorda, divulgue!

 

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A legitimidade das ruas

A história que ainda não foi contada sobre o grafite de São Paulo.

 

de Jaime Prades*

  

Estavamos no começo da década de 80. As sirenes dos camburões da polícia militar rasgavam as avenidas da cidade. Quem viveu esses anos lembra-se da cena típica de criação de pânico - assustadoramente estudada - com os “meganhas” pendurados para fora dos furgões Chevrolet armados até os dentes e batendo na lataria das portas de forma insana como cães raivosos, no melhor estilo dos quadrinhos do Luis Gê.

 

As ruas eram um território dominado pela brutalidade e ignorância das forças armadas que sistematicamente alimentavam o medo nos espaços públicos e davam o tom de pavor no palco urbano. Mais de uma vez esse teatro patético de última categoria terminava em tragédia e gerando vítimas reais. Era o Brasil do final da ditadura e as ruas, as de São Paulo.

 

Da janela do ônibus lotado, voltando para casa carregando minhas coisas e meus 23 anos nas costas, em 1981 vi pela primeira vez um grafite do Alex Vallauri. Não estou falando de frases escritas que sempre existiram e existirão, imagino. Refiro-me a desenhos e bem gráficos: uma acrobata dando uma pirueta, quase um carimbo, uma bota sexy, um telefone estampado na parede...para falar com quem? Comigo?...

 

Anos depois descobri que essa acrobata é um detalhe de um quadro de Georges Seurat "O circo" de 1891 hoje no Musée d’Orsay de Paris. Alex, com o seu olhar erudito de gravador, indo além da releitura arrancou esse detalhe e o estampou por São Paulo e Nova York. Só essa citação nos permite criar associações e perceber a poética e a consciência da atitude do artista quando foi para a rua.

 

Alex Vallauri (1949/1987) foi o primeiro artista de rua do Brasil. Dessa nova arte urbana que hoje domina o cenário internacional e traz oxigênio para as artes plásticas.

Ele ultrapassou a fronteira invisível que separa o público do privado; o instituido do libertário; o templo da rua. E enfrentou o poder de exclusão do sistema de arte exercitando o poder de criar seu próprio espaço. Alex foi o primeiro a ter um trabalho público sistemático e a nos surpreender com seus comentários visuais.

 

Qualquer país que valorize sua própria cultura e se orgulhe de seus artistas nunca deixaria que um artista com o seu valor tivesse sua obra canibalizada e seu trabalho à beira do esquecimento.

Até hoje não temos sequer um livro e uma grande exposição sobre a sua obra.

 

Aqui no Brasil, como em muitas culturas que foram dominadas e sofreram isolamento, ainda há muito desprezo pelo que é original. Esse traço colonial ainda sobrevive escondido, embora

perceptível, no abandono do que não é avalizado pela Europa ou pelos EUA. Em outras palavras: o que tem valor é o que faz sucesso lá fora. Até hoje não foi escrito um texto crítico decente

sobre o grafite na década de 80. A instalação do MIS mostra mais uma vez o descaso e incompreensão do que fizemos.

 

Voltando para a nossa história, que é a que deve ser contada aqui. Na linha de frente Alex abriu a arte urbana e como o rastro de um cometa uma geração de artistas seguiu e expandiu o seu caminho mudando definitivamente a arte brasileira.

 

A distância do tempo permite-nos visualizar alguns momentos mais definidos dessa história. A partir de Alex a arte de máscara (papel recortado) com spray (stencil art) foi a que predominou nessa primeira fase. A rapidez para realizá-los e o grande efeito dos “carimbos” possibilitaram que esses pioneiros driblassem a polícia, o que não era brincadeira.

 

Carlos Matuck, Waldemar Zaidler, Maurício Villaça, Hudinilson Jr., Vado do Cachimbo, Ozéas Duarte e Julio Barreto são os representantes legítimos dessa linguagem.

 

Eu entro nessa história em 1983, quando atendo o telefonema que o Alex mandou naquele seu grafite:

-alô, quem fala?

-oi, aqui é o Tupinãodá...

-Tupinãodá?

 

Pois é, Tupinãodá... o que que é isso?

Um grupo de artistas pensando o espaço público.

 

A primeira formação dos seus fundadores: Zé Carratü, César Teixeira, Eduardo Duar e Milton Sogabe que com os geógrafos Antonio Robert de Moraes e Armando Correia da Silva da USP pensavam o espaço urbano e formas de interferências públicas.

 

O nome Tupinãodá é de um poema de Antonio Robert de Moraes que diz:

 

“Você é Tupi daqui

Ou Tupi de lá,

 

Você é Tupiniquim

ou Tupinãodá?”

 

A partir desse momento até 1989, apesar do grupo contar com muitos colaboradores, participantes esporádicos e convidados, a dupla que se manteve como eixo central foi

Zé Carratü e Jaime Prades, que nos últimos anos contaram com a presença permanente de Carlos Delfino. Fomos nós 3 que fizemos a histórica exposição do Tupinãodá na galeria Subdistrito em 1988 convidados por Rubem Breitman e João Satamini e no Museu de Arte Contemporânea MAC/USP em 1989.

 

O Tupinãodá foi o primeiro coletivo de artistas de rua do Brasil.

 

Em 1987, unidos por Alex Vallauri e Maurício Villaça no evento “A trama do gosto” da Fundação Bienal de São Paulo eu, Zé Carratü, Carlos Delfino, Rui Amaral, Alberto Lima e Claudia Reis saímos de lá decididos a conquistar as paredes públicas dos túneis que ligam a Av. Paulista às Avenidas Rebouças e Dr. Arnaldo, quando fizemos os primeiros mega grafites da história contemporânea brasileira, e à luz do dia.

 

Máquinas, seres, labirintos, estruturas, cidades, dragões surgiram do nada e até hoje estão na memória de todos os que pássaram por lá. Crianças que hoje tem 30 anos ou mais lembram delas. O impacto dessas pinturas feitas na raça com a cara e a coragem trouxeram para a nossa comunidade uma arte até esse momento numa dimensão desconhecida até por nós que as realizamos.

 

A rua foi um catalizador, nossa experiência ao fazê-las era aberta, não sabíamos onde chegaríamos. Criamos um repertório de símbolos e signos que se replicavam e ocupavam o espaço arquitetônico modelando-se sobre as paredes.

 

Jean Dubuffet - o grande artista francês fundador da “art brut” - é na minha opinião a referência essencial e precursor da arte urbana de grande escala. Ele conceituou o processo criativo de continuidade como “fluxo de consciência”. Esse fenômeno de permitir que a mente canalize a expressão como um fluxo tendo ao mesmo tempo consciência sobre isso é um processo criativo que de certa forma atemoriza algumas correntes artísticas que têm muita dificuldade em lidar com tudo que não deve ser controlado totalmente.

 

Quando o fazer artístico se atreve a soltar as amarras do intelecto e a aventurar-se nos planos da experiência unificando-se num estado de integração plena em uma espécie de meditação ativa, não pode haver controle total. Esses artístas são os que têm a coragem de pular do abismo sabendo que depois de pular não tem volta.

 

Estou aqui contando essa história porque, hoje mais de 20 anos depois, na exposição “i/legítimo: dentro e fora do circuíto” que inaugurou no sábado dia 18 de outubro passado e ficará aberta a visitação até dia 11 de Janeiro de 2009 no Museu da Imagem e do Som de São Paulo/MIS (www.mis-sp.org.br), o espaço dedicado a todo esse movimento vital na transformação da arte urbana brasileira, é um retângulo de 3 x 1,5 m.

 

Diante de tamanho desafio o curador convidado pelo museu, Marcos Mello, tentou fazer o impossível além de arrancar os cabelos. Como reduzir o projeto inicial, acordado com o museu de uma mega exposição sobre a história do grafite da década de 80 que ocuparia todo o MIS, para um espaço com menos de 5 m²?

 

Apesar de toda sua boa vontade e esforço a maneira como a pequena instalação está colocada diante do resto da mostra dá a impressão que está ali porque não deu para nos por para fora. Tentando explicar melhor a situação, se o museu fosse uma mansão gigante, um duplex último modelo, o espaço destinado à nós - quero dizer do Alex até o final que ainda não contei, mais de 10 anos de arte urbana - seria do tamanho do quarto de empregada. Mas aquele quarto de empregada minúsculo, cruel, para ela dormir em pé.

 

Mais uma vez a ironia apresenta-se neste artigo: como nós que conquistamos espaços enormes nas ruas da cidade, totalmente expostos, vulneráveis, sujeitos a violência, ataques, prisões, estamos alí num cubículo claustofóbico, humilhante, injusto, ilegítimo?

 

Que tipo de análise e visão pode atrever-se a nos espremer numa espécie de esquife, de caixão mortuário, ainda vivos? Vivíssimos, diga-se de passagem, já que muitos de nós estamos mais ativos do que nunca como artistas urbanos e plásticos.

 

Será que nosso trabalho ainda tem o poder de incomodar tanto uma certa elite do sistema de arte que até agora não entendeu nada do que fizemos, ou não quer reconhecer, ou, pior, trabalha para desacreditar nossas conquistas?

 

Seja lá o que for é uma injustiça com o público. É eticamente condenável impedir que as novas gerações saibam a importância do que aconteceu e tenham acesso à verdadeira história.

 

Que estas palavras tenham repercussão e cheguem a mentes mais generosas e inteligentes é a intenção deste texto. Todos aqueles que participaram desse momento e guardam na sua memória a experiência dos nossos grafites sabem que, naquele momento, traduzimos em imagens a transformação que vivíamos na nossa sociedade após anos de repressão.

 

Para concluir, a partir de 1990, como uma espécie de fermento descontrolado as gangues da periferia, que também experimentavam o processo democrático, começaram a pixar tudo. Nossos trabalhos foram os primeiros a tombar...e a cidade foi tomada pelos pixadores. Só anos depois que uma nova geração tomou conta da arte de rua.

 

E essa história está só começando.

    

*Jaime Prades é pintor, escultor, artista de rua, designer gráfico e inventor de coisas variadas.

Este texto está disponível no seu site assim como fotos dos grafites da década de 80 e atuais.

As opiniões expressas neste texto são de total e única responsabilidade do autor.

 

www.jaimeprades.art.br

 

Acima de tudo, além do mais, inclusive, por falar nisto...

O osso e os fragmentos acima e à esquerda são atribuídos ao braço esquerdo de Tiradentes.

Nos sacos plásticos, abaixo, fragmentos do crânio atribuídos à Ana Maria Barbosa de Matos.

 

Depois de esquartejado, o quarto superior esquerdo de Tiradentes ficou exposto na Fazenda Sebollas, de propriedade de Ana Maria Barbosa de Matos, que regularmente o hospedava em suas passagens pela região.

Após exposição por alguns dias no alto de um poste em frente a capela da fazenda, os restos mortais foram retirados em sigilo pelos filhos de Ana Maria e seu irmão, padre Paulo, e os sepultaram sob o altar da capela.

Em 1971, baseando-se nos registros do Livro de Tombo da Matriz de Santana, a prefeitura de Paraíba do Sul iniciou as escavações em busca dos restos mortais de Tiradentes no antigo cemitério e no local onde se calculava que ficaria o altar da capela, então demolida, encontrando os restos mortais de Ana Maria, alguns parentes e do braço esquerdo de Tiradentes, além de objetos religiosos.

 

Texto:

Folder Turístico de Sebollas - 2ª edição.

 

= = = = = = = = = =

 

Após o esquartejamento, o tronco do corpo de Tiradentes foi entregue à Santa Casa de Misericórdia (instituição responsável pelos cemitérios na época), sendo enterrado como indigente em lugar ignorado. A cabeça, braços e pernas foram salgados para não apodrecerem rapidamente, acondicionados em sacos de couro e enviados para exposição em pontos do Caminho Novo da Estrada Real onde Tiradentes pregou suas ideias revolucionárias: braço esquerdo em Santana de Cebolas (atual Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul); braço direito em Borda do Campo (atual Barbacena); perna esquerda no entroncamento do Caminho Novo (atual BR-040) com a estrada para o arraial de Santo Amaro (atual Queluzito) e perna direita na estalagem de Varginha do Lourenço (atualmente no município de Conselheiro Lafaiete). A cabeça, exposta em Vila Rica (atual Ouro Preto) no alto de um poste em frente à sede do governo, foi roubada na terceira noite (alguns estudiosos sobre o assunto afirmam que foi na primeira noite), sem que se conseguisse localizá-la ou descobrisse quem realizou o ato até os dias de hoje.

Localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, um pouco acima da Praia do Tupé, há uma comunidade cabocla, composta por 2 famílias de índios Dessanas (oriundos do alto Rio Negro), além de alguns representantes das etnias Tucano e Tuiúca. Na maloca indígena, organizam uma demonstração de seus ritos ancestrais, numa cerimônia realmente autêntica, que dá uma boa noção de suas músicas, cantos e danças. No final, vendem seus produtos artesanais. Cuidamos de retirar fotos não apenas das malocas cerimoniais, mas também das casas das tribos, para atentar quanto a sua humilde simplicidade.

 

Dessana-Tukana

Na mitologia Desana – Kehíripõrã a mulher ocupa um lugar privilegiado na criação do mundo. Enquanto na mitologia cristã destaca-se um ser do sexo masculino como fazedor do mundo ou como o Grande Criador, na mitologia dos índios Desana –Kehíripõrã aparece resplandecente uma figura feminina como a Grande Criadora – Yebá Buró.

Criação do Mundo para os Índios Dessana.

Deus criou o mundo em 7 dias...do Caos grego saíram os cinco primeiros deuses...Bhrama tudo criou...Estas são todas referências da criação mais ou menos conhecidas para a maioria de nós. A história bíblica é a mais conhecida no mundo cristão, a mitologia grega nos vem a partir de todo o legado cultural do Ocidente e já a mitologia hindu nos chega a partir do resgate mais recente da religiosidade e cultura orientais. Mas, e o que dizer dos mitos da criação dos índios brasileiros?

Enquanto o distante e exótico da cultura celta ou hindu nos desperta fascínio, pouco sabemos a respeito dos mitos de nossos próprios (e distantes) ancestrais. A alma brasileira, além da influência européia e africana, tem um importante componente indígena que precisa ser resgatado e melhor conhecido. Dizia Micea Eliade (1978) que o sagrado é parte da estrutura da consciência humana e a mitologia, neste caso, seria a expressão mais evidente desta nossa relação com o sagrado, manifestando-se em todos os povos conhecidos. Assim, o olhar para a mitologia dos índios brasileiros pode representar mais um importante caminho de conexão com o sagrado e lançar luz sobre a nossa busca por padrões e semelhanças que nos revelem um pouco mais sobre os mistérios da “criação”, formação humana e da natureza, entre outros.

O mito da criação dos índios Dessana, traz-nos, por exemplo, um pouco dessa inspiração e revela muitas semelhanças com outros mitos mais explorados.

“A princípio não havia nada e as trevas cobriam tudo. Uma mulher, Yebá bëló se fez a si mesma a partir de seis coisas invisíveis: bancos, suportes de panela, cuias, cuias de ipadu (coca), pés de maniva (muda de mandioca) e cigarros. Na sua morada de quartzo, enquanto mascava ipadu e fumava cigarro, começou a pensar em como deveria ser feito o mundo. Seu pensamento começou a tomar forma de uma esfera, culminando com uma torre. A esfera incorporou a escuridão. Ainda não havia luz, a não ser no compartimento onde estava a mulher, que era todo branco, de quartzo. Depois criou cinco trovões imortais, e deu a cada um deles um compartimento da esfera. Na extremidade da torre ficava um morcego de asas enormes. Esses compartimentos tornaram-se casas, e só neles havia luz, como no compartimento de Yebá bëló. Esta encarregou os trovões de fazerem o mundo, criarem a luz, os rios e a futura humanidade.

A casa do primeiro trovão ficava no sul. A do segundo, no leste, na cachoeira Tunuí, no rio Içana. A do terceiro ficava no alto; nesta é que ficavam as riquezas, os enfeites de dança mágicos para formar a futura humanidade. A casa do quarto trovão ficava a oeste, no rio Apaporis. A do quinto, no norte, na cabeceira. Yebá bëló, por sua vez, criou um ser invisível, Ëmëko sulãn Palãmin, e deu-lhe a ordem de fazer as camadas do universo e a futura humanidade. Ëmëko criou o sol. Os trovões ficaram enciumados com o poder de Ëmëko Sulãn Palãmin, mas ele posteriormente os apaziguou. Yebá bëló formou a terra a partir de sementes de tabaco tirados de seu seio esquerdo e a adubou com o leite do seio direito. Ëmëko sulãn Palãmin então, dirigiu-se para a casa do terceiro trovão e lá encontrou com o chefe dos Dessana e com o terceiro trovão. Este deu a eles riquezas e cada par de enfeites representava um homem e uma mulher. O trovão ensinou o rito para transformá-los em seres humanos. O trovão recomendou então, que cada um colhesse uma folha nova de ipadu de um pé que havia no pátio e a engolisse. Quando sentissem dor na barriga, deveriam acender o turi (madeira produtora de fogo), molhá-lo numa cuia d'água e beberem o conteúdo, em seguida vomitarem em um só buraco do rio. Assim fizeram os dois heróis e apareceram duas mulheres muito bonitas. Feito isso, o terceiro trovão decidiu acompanhá-los para ajudá-los a formar a futura humanidade.”

A história dos índios Dessana traz vários elementos recorrentes na mitologia de vários povos. “A princípio não havia nada e as trevas cobriam tudo. Uma mulher, Yebá bëló se fez a si mesma” – Os mitos sempre falam das águas primordiais e do nada de onde tudo surge, ou seja, a figura do Caos grego e que depois gera Gaia ou Bhrama que nascem deles mesmos. Yebá bëló depois que se cria, pensa em como deveria ser feito o mundo. O antigo Caibalion egípcio tem como um de seus aforismos a natureza mental do mundo – primeiro vem o pensamento, depois a manifestação. O próprio I Ching, no seu ciclo, tem o hexagrama Ch´ien, o criativo que representa a concepção ou a criação anterior a Chên que seria o impulso inicial da manifestação. Este início da história já revela um razoável nível de complexidade teológica que parece em desacordo com a nossa usual imagem dos índios brasileiros como povos altamente primitivos.

O pensamento de Yebá bëló começa a tomar a forma de uma esfera que culmina numa torre. Na ciência dos números, este movimento de criação é normalmente representado por um círculo inicial e logo após pelo surgimento de um ponto que seria análogo ao cone que Yebá bëló cria com o próprio pensamento. Depois disso, ela cria os cinco trovões imortais que estariam associados aos cinco elementos (terra, água, ar, fogo e éter) ou às quatro direções (norte, sul, leste e oeste) e à ponta do cone (centro). O número 5 é normalmente associado ao homem, são os quatro elementos que o compõe mais o elemento espiritual da consciência. O cone, neste caso, seria uma combinação entre o mundo manifestado e o mundo espiritual.

Quando Yebá bëló cria Ëmëko sulãn Palãmin, este se encarrega de criar o sistema solar. Os trovões sentem ciúme, assim como os Titãs, simbolizando a sucessão de forças da natureza que vão sendo substituídas na sequência da manifestação. O universo se expande passo a passo, assim como os elementos vão surgindo e os filhos vão destronando os pais, assim como Zeus faz com Cronos.

Na sequência da história, Yebá bëló cria a terra e a fertiliza a partir do seu próprio corpo. Da mesma forma, acontece com Tiamat da tradição mesopotâmica e com Yimir (deus) da tradição escandinava ou Gaia da tradição grega, só que no caso de Tiamat e Yimir, Marduk e Odin os mata para então utilizar o seu corpo na criação. E curioso, pois o elemento do conflito não é tão claramente expresso no mito dos Dessana, não há uma ruptura clara entre os Trovões e Ëmëko sulãn Palãmin, mas antes um acordo, diferente dos outros mitos mencionados. Talvez esta seja uma diferença entre uma sociedade que projete mais a cooperação (o acordo entre as várias forças da natureza) e não uma drástica ruptura (quando acontece no momento em que um deus destrona ou mata o outro).

Ëmëko sulãn Palãmin, ao se encontrar com o chefe dos Dessana e o terceiro trovão para criar os seres humanos pode ser visto como a ancestralidade celeste que os Dessana reconhecem do seu povo, a exemplo das Dinastias tidas como Divinas no caso do Egito, Suméria, Babilônia, Japão, China e outros povos.

São muitos os paralelos entre o mito da criação dos Dessana e o mito grego relatado por Hesíodo e em distintos mitos da criação. Este são apenas alguns dos elementos explorados.

Há muito resgate a se fazer - o estudo da mitologia dos índios brasileiros pode lançar significativa luz sobre os mistérios da cosmogênese e colaborar para esta conexão mencionada inicialmente entre o homem e o sagrado. O mito de criação do mundo dos Dessana é apenas um dos muitos mitos indígenas.

Localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, um pouco acima da Praia do Tupé, há uma comunidade cabocla, composta por 2 famílias de índios Dessanas (oriundos do alto Rio Negro), além de alguns representantes das etnias Tucano e Tuiúca. Na maloca indígena, organizam uma demonstração de seus ritos ancestrais, numa cerimônia realmente autêntica, que dá uma boa noção de suas músicas, cantos e danças. No final, vendem seus produtos artesanais. Cuidamos de retirar fotos não apenas das malocas cerimoniais, mas também das casas das tribos, para atentar quanto a sua humilde simplicidade.

 

Dessana-Tukana

Na mitologia Desana – Kehíripõrã a mulher ocupa um lugar privilegiado na criação do mundo. Enquanto na mitologia cristã destaca-se um ser do sexo masculino como fazedor do mundo ou como o Grande Criador, na mitologia dos índios Desana –Kehíripõrã aparece resplandecente uma figura feminina como a Grande Criadora – Yebá Buró.

Criação do Mundo para os Índios Dessana.

Deus criou o mundo em 7 dias...do Caos grego saíram os cinco primeiros deuses...Bhrama tudo criou...Estas são todas referências da criação mais ou menos conhecidas para a maioria de nós. A história bíblica é a mais conhecida no mundo cristão, a mitologia grega nos vem a partir de todo o legado cultural do Ocidente e já a mitologia hindu nos chega a partir do resgate mais recente da religiosidade e cultura orientais. Mas, e o que dizer dos mitos da criação dos índios brasileiros?

Enquanto o distante e exótico da cultura celta ou hindu nos desperta fascínio, pouco sabemos a respeito dos mitos de nossos próprios (e distantes) ancestrais. A alma brasileira, além da influência européia e africana, tem um importante componente indígena que precisa ser resgatado e melhor conhecido. Dizia Micea Eliade (1978) que o sagrado é parte da estrutura da consciência humana e a mitologia, neste caso, seria a expressão mais evidente desta nossa relação com o sagrado, manifestando-se em todos os povos conhecidos. Assim, o olhar para a mitologia dos índios brasileiros pode representar mais um importante caminho de conexão com o sagrado e lançar luz sobre a nossa busca por padrões e semelhanças que nos revelem um pouco mais sobre os mistérios da “criação”, formação humana e da natureza, entre outros.

O mito da criação dos índios Dessana, traz-nos, por exemplo, um pouco dessa inspiração e revela muitas semelhanças com outros mitos mais explorados.

“A princípio não havia nada e as trevas cobriam tudo. Uma mulher, Yebá bëló se fez a si mesma a partir de seis coisas invisíveis: bancos, suportes de panela, cuias, cuias de ipadu (coca), pés de maniva (muda de mandioca) e cigarros. Na sua morada de quartzo, enquanto mascava ipadu e fumava cigarro, começou a pensar em como deveria ser feito o mundo. Seu pensamento começou a tomar forma de uma esfera, culminando com uma torre. A esfera incorporou a escuridão. Ainda não havia luz, a não ser no compartimento onde estava a mulher, que era todo branco, de quartzo. Depois criou cinco trovões imortais, e deu a cada um deles um compartimento da esfera. Na extremidade da torre ficava um morcego de asas enormes. Esses compartimentos tornaram-se casas, e só neles havia luz, como no compartimento de Yebá bëló. Esta encarregou os trovões de fazerem o mundo, criarem a luz, os rios e a futura humanidade.

A casa do primeiro trovão ficava no sul. A do segundo, no leste, na cachoeira Tunuí, no rio Içana. A do terceiro ficava no alto; nesta é que ficavam as riquezas, os enfeites de dança mágicos para formar a futura humanidade. A casa do quarto trovão ficava a oeste, no rio Apaporis. A do quinto, no norte, na cabeceira. Yebá bëló, por sua vez, criou um ser invisível, Ëmëko sulãn Palãmin, e deu-lhe a ordem de fazer as camadas do universo e a futura humanidade. Ëmëko criou o sol. Os trovões ficaram enciumados com o poder de Ëmëko Sulãn Palãmin, mas ele posteriormente os apaziguou. Yebá bëló formou a terra a partir de sementes de tabaco tirados de seu seio esquerdo e a adubou com o leite do seio direito. Ëmëko sulãn Palãmin então, dirigiu-se para a casa do terceiro trovão e lá encontrou com o chefe dos Dessana e com o terceiro trovão. Este deu a eles riquezas e cada par de enfeites representava um homem e uma mulher. O trovão ensinou o rito para transformá-los em seres humanos. O trovão recomendou então, que cada um colhesse uma folha nova de ipadu de um pé que havia no pátio e a engolisse. Quando sentissem dor na barriga, deveriam acender o turi (madeira produtora de fogo), molhá-lo numa cuia d'água e beberem o conteúdo, em seguida vomitarem em um só buraco do rio. Assim fizeram os dois heróis e apareceram duas mulheres muito bonitas. Feito isso, o terceiro trovão decidiu acompanhá-los para ajudá-los a formar a futura humanidade.”

A história dos índios Dessana traz vários elementos recorrentes na mitologia de vários povos. “A princípio não havia nada e as trevas cobriam tudo. Uma mulher, Yebá bëló se fez a si mesma” – Os mitos sempre falam das águas primordiais e do nada de onde tudo surge, ou seja, a figura do Caos grego e que depois gera Gaia ou Bhrama que nascem deles mesmos. Yebá bëló depois que se cria, pensa em como deveria ser feito o mundo. O antigo Caibalion egípcio tem como um de seus aforismos a natureza mental do mundo – primeiro vem o pensamento, depois a manifestação. O próprio I Ching, no seu ciclo, tem o hexagrama Ch´ien, o criativo que representa a concepção ou a criação anterior a Chên que seria o impulso inicial da manifestação. Este início da história já revela um razoável nível de complexidade teológica que parece em desacordo com a nossa usual imagem dos índios brasileiros como povos altamente primitivos.

O pensamento de Yebá bëló começa a tomar a forma de uma esfera que culmina numa torre. Na ciência dos números, este movimento de criação é normalmente representado por um círculo inicial e logo após pelo surgimento de um ponto que seria análogo ao cone que Yebá bëló cria com o próprio pensamento. Depois disso, ela cria os cinco trovões imortais que estariam associados aos cinco elementos (terra, água, ar, fogo e éter) ou às quatro direções (norte, sul, leste e oeste) e à ponta do cone (centro). O número 5 é normalmente associado ao homem, são os quatro elementos que o compõe mais o elemento espiritual da consciência. O cone, neste caso, seria uma combinação entre o mundo manifestado e o mundo espiritual.

Quando Yebá bëló cria Ëmëko sulãn Palãmin, este se encarrega de criar o sistema solar. Os trovões sentem ciúme, assim como os Titãs, simbolizando a sucessão de forças da natureza que vão sendo substituídas na sequência da manifestação. O universo se expande passo a passo, assim como os elementos vão surgindo e os filhos vão destronando os pais, assim como Zeus faz com Cronos.

Na sequência da história, Yebá bëló cria a terra e a fertiliza a partir do seu próprio corpo. Da mesma forma, acontece com Tiamat da tradição mesopotâmica e com Yimir (deus) da tradição escandinava ou Gaia da tradição grega, só que no caso de Tiamat e Yimir, Marduk e Odin os mata para então utilizar o seu corpo na criação. E curioso, pois o elemento do conflito não é tão claramente expresso no mito dos Dessana, não há uma ruptura clara entre os Trovões e Ëmëko sulãn Palãmin, mas antes um acordo, diferente dos outros mitos mencionados. Talvez esta seja uma diferença entre uma sociedade que projete mais a cooperação (o acordo entre as várias forças da natureza) e não uma drástica ruptura (quando acontece no momento em que um deus destrona ou mata o outro).

Ëmëko sulãn Palãmin, ao se encontrar com o chefe dos Dessana e o terceiro trovão para criar os seres humanos pode ser visto como a ancestralidade celeste que os Dessana reconhecem do seu povo, a exemplo das Dinastias tidas como Divinas no caso do Egito, Suméria, Babilônia, Japão, China e outros povos.

São muitos os paralelos entre o mito da criação dos Dessana e o mito grego relatado por Hesíodo e em distintos mitos da criação. Este são apenas alguns dos elementos explorados.

Há muito resgate a se fazer - o estudo da mitologia dos índios brasileiros pode lançar significativa luz sobre os mistérios da cosmogênese e colaborar para esta conexão mencionada inicialmente entre o homem e o sagrado. O mito de criação do mundo dos Dessana é apenas um dos muitos mitos indígenas.

Localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, um pouco acima da Praia do Tupé, há uma comunidade cabocla, composta por 2 famílias de índios Dessanas (oriundos do alto Rio Negro), além de alguns representantes das etnias Tucano e Tuiúca. Na maloca indígena, organizam uma demonstração de seus ritos ancestrais, numa cerimônia realmente autêntica, que dá uma boa noção de suas músicas, cantos e danças. No final, vendem seus produtos artesanais. Cuidamos de retirar fotos não apenas das malocas cerimoniais, mas também das casas das tribos, para atentar quanto a sua humilde simplicidade.

 

Dessana-Tukana

Na mitologia Desana – Kehíripõrã a mulher ocupa um lugar privilegiado na criação do mundo. Enquanto na mitologia cristã destaca-se um ser do sexo masculino como fazedor do mundo ou como o Grande Criador, na mitologia dos índios Desana –Kehíripõrã aparece resplandecente uma figura feminina como a Grande Criadora – Yebá Buró.

Criação do Mundo para os Índios Dessana.

Deus criou o mundo em 7 dias...do Caos grego saíram os cinco primeiros deuses...Bhrama tudo criou...Estas são todas referências da criação mais ou menos conhecidas para a maioria de nós. A história bíblica é a mais conhecida no mundo cristão, a mitologia grega nos vem a partir de todo o legado cultural do Ocidente e já a mitologia hindu nos chega a partir do resgate mais recente da religiosidade e cultura orientais. Mas, e o que dizer dos mitos da criação dos índios brasileiros?

Enquanto o distante e exótico da cultura celta ou hindu nos desperta fascínio, pouco sabemos a respeito dos mitos de nossos próprios (e distantes) ancestrais. A alma brasileira, além da influência européia e africana, tem um importante componente indígena que precisa ser resgatado e melhor conhecido. Dizia Micea Eliade (1978) que o sagrado é parte da estrutura da consciência humana e a mitologia, neste caso, seria a expressão mais evidente desta nossa relação com o sagrado, manifestando-se em todos os povos conhecidos. Assim, o olhar para a mitologia dos índios brasileiros pode representar mais um importante caminho de conexão com o sagrado e lançar luz sobre a nossa busca por padrões e semelhanças que nos revelem um pouco mais sobre os mistérios da “criação”, formação humana e da natureza, entre outros.

O mito da criação dos índios Dessana, traz-nos, por exemplo, um pouco dessa inspiração e revela muitas semelhanças com outros mitos mais explorados.

“A princípio não havia nada e as trevas cobriam tudo. Uma mulher, Yebá bëló se fez a si mesma a partir de seis coisas invisíveis: bancos, suportes de panela, cuias, cuias de ipadu (coca), pés de maniva (muda de mandioca) e cigarros. Na sua morada de quartzo, enquanto mascava ipadu e fumava cigarro, começou a pensar em como deveria ser feito o mundo. Seu pensamento começou a tomar forma de uma esfera, culminando com uma torre. A esfera incorporou a escuridão. Ainda não havia luz, a não ser no compartimento onde estava a mulher, que era todo branco, de quartzo. Depois criou cinco trovões imortais, e deu a cada um deles um compartimento da esfera. Na extremidade da torre ficava um morcego de asas enormes. Esses compartimentos tornaram-se casas, e só neles havia luz, como no compartimento de Yebá bëló. Esta encarregou os trovões de fazerem o mundo, criarem a luz, os rios e a futura humanidade.

A casa do primeiro trovão ficava no sul. A do segundo, no leste, na cachoeira Tunuí, no rio Içana. A do terceiro ficava no alto; nesta é que ficavam as riquezas, os enfeites de dança mágicos para formar a futura humanidade. A casa do quarto trovão ficava a oeste, no rio Apaporis. A do quinto, no norte, na cabeceira. Yebá bëló, por sua vez, criou um ser invisível, Ëmëko sulãn Palãmin, e deu-lhe a ordem de fazer as camadas do universo e a futura humanidade. Ëmëko criou o sol. Os trovões ficaram enciumados com o poder de Ëmëko Sulãn Palãmin, mas ele posteriormente os apaziguou. Yebá bëló formou a terra a partir de sementes de tabaco tirados de seu seio esquerdo e a adubou com o leite do seio direito. Ëmëko sulãn Palãmin então, dirigiu-se para a casa do terceiro trovão e lá encontrou com o chefe dos Dessana e com o terceiro trovão. Este deu a eles riquezas e cada par de enfeites representava um homem e uma mulher. O trovão ensinou o rito para transformá-los em seres humanos. O trovão recomendou então, que cada um colhesse uma folha nova de ipadu de um pé que havia no pátio e a engolisse. Quando sentissem dor na barriga, deveriam acender o turi (madeira produtora de fogo), molhá-lo numa cuia d'água e beberem o conteúdo, em seguida vomitarem em um só buraco do rio. Assim fizeram os dois heróis e apareceram duas mulheres muito bonitas. Feito isso, o terceiro trovão decidiu acompanhá-los para ajudá-los a formar a futura humanidade.”

A história dos índios Dessana traz vários elementos recorrentes na mitologia de vários povos. “A princípio não havia nada e as trevas cobriam tudo. Uma mulher, Yebá bëló se fez a si mesma” – Os mitos sempre falam das águas primordiais e do nada de onde tudo surge, ou seja, a figura do Caos grego e que depois gera Gaia ou Bhrama que nascem deles mesmos. Yebá bëló depois que se cria, pensa em como deveria ser feito o mundo. O antigo Caibalion egípcio tem como um de seus aforismos a natureza mental do mundo – primeiro vem o pensamento, depois a manifestação. O próprio I Ching, no seu ciclo, tem o hexagrama Ch´ien, o criativo que representa a concepção ou a criação anterior a Chên que seria o impulso inicial da manifestação. Este início da história já revela um razoável nível de complexidade teológica que parece em desacordo com a nossa usual imagem dos índios brasileiros como povos altamente primitivos.

O pensamento de Yebá bëló começa a tomar a forma de uma esfera que culmina numa torre. Na ciência dos números, este movimento de criação é normalmente representado por um círculo inicial e logo após pelo surgimento de um ponto que seria análogo ao cone que Yebá bëló cria com o próprio pensamento. Depois disso, ela cria os cinco trovões imortais que estariam associados aos cinco elementos (terra, água, ar, fogo e éter) ou às quatro direções (norte, sul, leste e oeste) e à ponta do cone (centro). O número 5 é normalmente associado ao homem, são os quatro elementos que o compõe mais o elemento espiritual da consciência. O cone, neste caso, seria uma combinação entre o mundo manifestado e o mundo espiritual.

Quando Yebá bëló cria Ëmëko sulãn Palãmin, este se encarrega de criar o sistema solar. Os trovões sentem ciúme, assim como os Titãs, simbolizando a sucessão de forças da natureza que vão sendo substituídas na sequência da manifestação. O universo se expande passo a passo, assim como os elementos vão surgindo e os filhos vão destronando os pais, assim como Zeus faz com Cronos.

Na sequência da história, Yebá bëló cria a terra e a fertiliza a partir do seu próprio corpo. Da mesma forma, acontece com Tiamat da tradição mesopotâmica e com Yimir (deus) da tradição escandinava ou Gaia da tradição grega, só que no caso de Tiamat e Yimir, Marduk e Odin os mata para então utilizar o seu corpo na criação. E curioso, pois o elemento do conflito não é tão claramente expresso no mito dos Dessana, não há uma ruptura clara entre os Trovões e Ëmëko sulãn Palãmin, mas antes um acordo, diferente dos outros mitos mencionados. Talvez esta seja uma diferença entre uma sociedade que projete mais a cooperação (o acordo entre as várias forças da natureza) e não uma drástica ruptura (quando acontece no momento em que um deus destrona ou mata o outro).

Ëmëko sulãn Palãmin, ao se encontrar com o chefe dos Dessana e o terceiro trovão para criar os seres humanos pode ser visto como a ancestralidade celeste que os Dessana reconhecem do seu povo, a exemplo das Dinastias tidas como Divinas no caso do Egito, Suméria, Babilônia, Japão, China e outros povos.

São muitos os paralelos entre o mito da criação dos Dessana e o mito grego relatado por Hesíodo e em distintos mitos da criação. Este são apenas alguns dos elementos explorados.

Há muito resgate a se fazer - o estudo da mitologia dos índios brasileiros pode lançar significativa luz sobre os mistérios da cosmogênese e colaborar para esta conexão mencionada inicialmente entre o homem e o sagrado. O mito de criação do mundo dos Dessana é apenas um dos muitos mitos indígenas.

Relato de viagem

LENÇOIS MARANHENSES E SÃO LUÍS

  

Iniciamos nossa viagem, Eu (Adriano) e meu amigo (Glauco) no dia oito de julho de 2011, onde tomamos o vôo da Gol às 10:50 h com destino a São Luís, com conexão em Brasília. Nosso horário de chegada em São Luís foi às 16:00 horas, onde desembarcamos em um aeroporto improvisado, que mais parecia um circo do que um aeroporto propriamente dito, visto que o terminal estava interditado, pois o teto ameaçava ruir. Já na chegada, comprovamos o que tanto é falado na imprensa escrita e falada sobre a família Sarney e a degradação do estado do Maranhão.

Nós antes de partirmos para esta viagem-aventura, procuramos informações sobre os horários de ônibus de São Luís para Barreirinhas, e vimos que somente havia ônibus no horário das 19:00 horas saindo do terminal rodoviário visto que chegamos as 16:00 horas.

Assim que desembarcamos procurei saber com os presentes no aeroporto sobre como fazer para pegar uma van com destino a Barreirinhas e não fui feliz em obter informações de taxistas e militares ali presente, tentei andar no entorno do aeroporto e desisti da idéia, visto que este fica num local meio ermo e julguei ser perigoso.

Contratamos um serviço de taxi para que nos levasse até a rodoviária pelo valor de R$20 reais. Assim que entramos no taxi, perguntei ao motorista sobre transportes alternativos para Barreirinhas e o mesmo nos informou que ali próximo havia um local para que este fosse tomado. O taxi não andou nem 2 km e estávamos no ponto das vans e assim que o taxi parou veio um cara malucão, descalço e sem camisa que já foi abrindo a porta e descarregando nossas bagagens para que tomássemos a van. Ficamos muito assustados, pensamos que fossemos ser assaltado, e pedi ao motorista para não nos deixar ali até que estivéssemos dentro da van. Havia somente uma vaga na van e então desistimos, pois o lugar é sinistro, tem a cooperativa das vans e mais um tanto de clandestinos. Entramos no taxi novamente e assim que entramos surgiu uma nova van com vagas. Neste caso entramos e o loucão colocou nossas bagagens e partimos rumo Barreirinhas, numa viagem que durou aproximadamente três horas e dez minutos a um preço de R$30,00 por pessoa. Ganhamos 3 horas nesta baldeação, além de interagir com os moradores locais que nos falaram sobre a cultura da região, costumes, etc.

Na estrada rumo a Barreirinhas, pudemos observar muita pobreza, com casas de pau a pique e sem energia e também muitos animais e quebra molas na pista, mas o asfalto estava em ótimo estado.

Chegamos em Barreirinhas por volta das 19:30 horas, onde nos hospedamos na pousada da Deusa ( Rua Major Gallas, 08 – Centro – Barreirinhas – MA – CEP: 65590-000. Algumas fotos da pousada:

www.flickr.com/photos/viajaminas/5974073707/in/set-721576... ), onde pegamos um quarto com ar condicionado, banheiro e TV. O local é muito agradável, muito limpo e a dona uma pessoa excepcional. Também estava incluso na diária o café da manhã que era excelente. Pagamos o valor da diária de R$70,00 para duas pessoas, preço excelente! Nesta mesma noite fomos aos bares e restaurantes na avenida beira rio (margens do rio Preguiça), onde comemos um delicioso camarão acompanhado de uma cerveja estupidamente gelada. A pousada em que ficamos fica a uns 300 ou 400 metros desta avenida agradável. A cidade de Barreirinhas tem uma boa infra-estrutura para o turismo, um povo hospitaleiro, pousadas, hotéis, restaurantes, etc. Na própria pousada marcamos com a Deusa (Deusa é o nome da dona da pousada) o passeio do dia 09 de julho rumo a lagoa Azul pelo valor de R40,00 por pessoa, visto que os lençóis se situam longe da cidade e somente se chega por meio de veículos traçados 4x4, pois as trilhas são caminhos de areia com vegetação de capoeira, muitos baques, travessia de terrenos alagados, etc., além de que quem senta nas laterais dos veículos ter que se desviar dos galhos que ficam a margem da trilha.

É interessante ressaltar que os passeios que partem de Barreirinhas rumo aos passeios pelo parque tem dois horários de saída, às 8:30 horas com chegada em Barreirinhas às 13:30 horas e saída às 13:30 com chegada em Barreirinhas às 18:30 horas. Todas as agências padronizam estes horários para que o mesmo carro possa levar dois grupos de turistas por dia. No passeio do dia 09 fomos às 8:30 horas, mas saímos um pouco mais tarde devido a uma chuva muito forte que caiu na hora da saída e que passou após uns 20 minutos. É importante levar água, lanche, etc. pois nos lençóis não há estrutura alguma de apoio ao turista.

No sábado dia 09, antes de partirmos no passeio visitamos a feira local, onde são vendidos peixes de água doce e salgada, camarões, verduras, frutas, carne de sol, farinha de mandioca, etc. A cidade fica muito movimentada, com senhoras comprando a mistura do dia a dia, o comércio vendendo suas mercadorias, etc. Conhecer a feira livre de uma região é conhecer a cultura local e seus costumes. É essencial quando se quer realmente conhecer os costumes de uma região.

Depois de enfrentar trilhas com muita areia, baques, travessia de locais alagados que às vezes a água chegava ao piso da caminhonete da marca Toyota, chegamos aos lençóis. Iniciamos uma caminhada com o tempo limpo, céu azul, muito sol e areia branca e fina como sal onde nos deparamos primeiramente com a lagoa da preguiça e na sequência lagoa Azul e mais adiante a Lagoa do peixe. Muitos dos que fizeram a caminhada conosco não quiseram caminhar até a lagoa do peixe, que dura uns 15 a 20 minutos, recomendo a todos que façam esta caminhada pois a paisagem é exuberante, onde podemos observar o que realmente são os lençóis. As águas são translúcidas, límpida e o contraste com o céu e a luz do sol faz com que a mesma tenha tons que vão do azul celeste ao verde esmeralda, cercadas por dunas de areia branca que tem diversos contornos, um verdadeiro espetáculo da natureza ( www.flickr.com/photos/viajaminas/sets/72157627163677355/ ). Nestas lagoas existem uns peixinhos pequenos que as habitam e que morrem na época da seca (outubro a fevereiro), visto que a maioria das lagoas seca. Voltamos a Barreirinhas onde chegamos por volta das 14:30 horas, onde descançamos um pouco e depois saímos para bater perna pela cidade.

Contratamos com a Deusa o passeio para o dia 10 de julho, rumo a Lagoa Bonita pelo valor de R$40,00 reais com saída às 13:30 horas. Na manhã deste dia ficamos passeando nas lojinhas de artesanato local, lojas, etc. até a hora do passeio. Recomendamos a todos que forem fazer o passeio rumo a Lagoa Bonita que saiam à tarde, visto que a paisagem é excepcional e o pôr-do-sol espetacular nesta duna alta que dá uma visão do que realmente são os Lençóis Maranhenses. Lembro que todos tem que subir por uma duna íngreme, para que atinjam os lençóis e a lagoa Bonita, não precisando de se preocupar, pois há uma corda para que menos preparados se apóiem na subida. SE TIVEREM QUE OPTAR POR UM DOS 2 PASSEIOS SUGIRO ESSE ULTIMO!

Chegamos à noite em Barreirinhas e já contratamos com a Deusa um passeio de barco durante todo o dia pelo rio Preguiças pelo valor de R$50,00 por pessoa. Saímos às 8:00 horas com o barqueiro sobrinho da Deusa juntamente com mais 4 pessoas. O rio Preguiças é maravilhoso, com diversos igarapés, margens arborizadas com diversas espécies inclusive Buritizeiros, Açaizeiro, etc., um rio largo, águas cor de coca-cola, com muitos peixes que são a base de sustentação de várias famílias de moradores da região. Na região de Barreirinhas o rio é de água doce, alguns quilômetros em sentido ao oceano, inicia-se as águas salobras com vegetação de mangue. Nossa primeira parada foi em Vassouras, onde se situa os pequenos lençóis. Há um barzinho feito com palhas de palmeiras e uma família imensa de macacos pregos que vem pegar bananas em nossa mão. Caminhamos um pouco pelos pequenos lençóis onde observamos que a areia é avermelhada em comparação com os grandes Lençóis. A paisagem das dunas nas margens do rio Preguiças é espetacular onde se contrasta o verde das matas do outro lado do rio com a areia da margem em que ficamos, além das lagoas que se formaram entre estas dunas.

Após uma parada de aproximadamente 40 minutos partimos rumo a comunidade de Mandacaru, que é uma comunidade de pescadores e onde se situa o farol Preguiças. Existem várias casas de pescadores, lojinhas de artesanatos onde presenciamos senhoras trançando as palhas do buriti para confecção das peças artesanais. Subimos no Farol preguiças (ufa, aja fôlego e pernas) e pudemos observar a grandiosidade daquela região, de onde tivemos a visão do encontro do rio Preguiças com o mar, Caburé, Atins e parte dos lençóis.

Na saída do Farol encontramos com o Sr. Celico, responsável pela manutenção do farol. O mesmo nos disse que aprendeu a profissão com seu pai e que já está quase se aposentando e que ama o que faz.

Dando continuidade ao passeio fomos rumo a Caburé onde chegamos às 11:30horas e ficamos toda a tarde onde pudemos optar em banhar no rio Preguiças ou no mar. Comemos no almoço um escabeche de peixe maravilhoso, com arroz, feijão e farofa. Após o almoço pudemos descançar em uma das diversas redes disponíveis para os clientes do restaurante. Vimos o tempo passar de barriga cheia e para o ar. Saímos de Caburé com destino a Barreirinhas às 16 horas.

Procuramos nos informar previamente sobre qual o melhor horário para nos deslocarmos de Barreirinhas rumo a comunidade de Sangue que fica a margens da BR para que tomássemos o transporte 4x4 rumo a cidade de Santo Amaro do Maranhão. Fomos informados que teríamos que pegar o ônibus Cisne Branco às 6:00 horas da manhã, onde chegaríamos a Sangue às 7:15 horas, pelo valor de R$5,00 por pessoa, pois caso fossemos no horário das 9 horas, seria provável que não conseguiríamos transporte para Santo Amaro. Fizemos o que nos foi recomendado no dia 12 de julho e chegando a Sangue vimos que havia somente uma Toyota que já estava esperando passageiros que vinham de van de São Luís e que não sabia se haveria lugar para nós. Perguntamos quando poderia surgir a próxima condução e nos foi informado que somente no final da tarde, isto se houvesse algum condutor de Santo Amaro que fosse levar passageiro a Sangue. Ficamos preocupados em sobrar naquele bar beira de estrada. Por sorte, o dono do transporte conseguiu dois lugares para nós, onde não conseguimos entender como se encaixou tantas malas, mercadorias, etc. naquele meio de transporte. Ao todo, incluindo o motorista e a cabine a Toyota transportou 19 pessoas, incluindo crianças. Recomendamos a todos que desejam conhecer Santo Amaro que cheguem o mais cedo possível em Sangue, pois os meios de transporte que vão para Santo Amaro saem entre 06:40 às 7:00 horas da manhã, pois encontramos alguns turistas que chegaram às 8:30 horas e ficaram aguardando transporte até as 16 horas, com risco de não aparecer. Levem repelente a Sangue, pois há uns mosquitinhos que acabam com a perna dos turistas. O bicho ataca mesmo.

A viagem de Sangue a Santo Amaro ficou em R$15,00 reais por pessoa, e durou pouco mais de 2 horas para rodarmos por volta de 35 km em estrada de areia, cheia de altos e baixos. Vale a pena o sacrifício, pois os lençóis do lado da cidade de Santo Amaro do Maranhão são espetaculares, pois não há a presença de muitos turistas e você se sente no paraíso perdido. A cidade de Santo Amaro está iniciando sua estruturação para recepção aos turistas, pois é uma cidade pequena. Ficamos na pousada Encanto dos Lençóis ( www.flickr.com/photos/viajaminas/5974585874/in/set-721576... ) onde pagamos a diária de R$70,00 para duas pessoas, em quarto com TV, ar condicionado, ventilador e banheiro, com direito a café da manhã. A sra. Isabel é muito simpática e nos acolheu muito bem, marcando até nossa viagem de volta a São Luís. A pousada é nova e foi inaugurada em fevereiro de 2011. Chegamos a Santo Amaro às 10:00 horas e fomos almoçar e descansar um pouco, visto que acordamos às 5:00 horas para pegar o ônibus de Barreirinhas a Sangue. Almoçamos no restaurante do Fábio que fica em frente ao Centro de Artesanato, atrás da igreja matriz da cidade. O almoço foi espetacular, com um baião de dois, camarão frito ao alho e óleo, farofa e salada e uma cerveja estupendamente gelada. O preço melhor ainda, R$ 20,00 para 2 pessoas

A tarde decidimos caminhar até a lagoa da Gaivota, os guias locais não nos recomendaram ir sem acompanhamento, pois era arriscado se perder, mas fomos assim mesmo. Não há perigo de se perder pois seguimos beirando os lençóis e depois seguimos os rastros dos carros 4x4 e chegamos a lagoa da gaivota que é maravilhosa! Imensa e sem a presença de muitos turistas como é o caso de Barreirinhas (muitas das lagoas aqui em Santo Amaro são literalmente desertas). A caminhada de ida durou 1:30 horas, mas valeu a pena. Levem água, alimentos e muito protetor solar. Voltamos a cidade onde descansamos e saímos para comer uns petiscos com cerveja (bar do Fábio sempre). Valeu a pena nos sacrificarmos para chegarmos a Santo Amaro, pois se trata de um lugarejo isolado e a natureza muito preservada, quase intocada. É importante também informar para quem se desloca até este pequeno município que não há agências bancárias, somente um terminal do Bradesco, e uma casa lotérica que se pode fazer saques, mas fomos informados que quase sempre fica sem dinheiro no caixa. Ao lado deste município tem um rio maravilhoso para se banhar, com água doce e águas límpidas cor de coca-cola.

No dia seguinte, dia 13 de julho, nos juntamos a outros turistas para fecharmos um passeio rumo a comunidade Betânia que fica ao lado dos Lençóis. Foi uma experiência única, visto que nosso amigo Cláudio juntamente com sua namorada Maíra estava realizando um trabalho de doutorado junto aos moradores locais sobre a influência do parque nacional na vida daquela comunidade que já estava ali há anos e agora se situa dentro do parque. Existem uma série de restrições e ouvimos dos moradores locais uma série de reclamações, visto que agora não podem cultivar na área do parque para que se venda o excedente. São famílias simples, muito humildes, mas de um coração sem igual. Por este experiência vimos quão diverso é nosso país, enquanto às vezes reclamamos que estamos comendo muito frango, tinha famílias que somente tinha farinha e feijão para a alimentação diária. Para se chegar a esta comunidade passamos por dentro do parque e foi maravilhoso o passeio, onde observamos dunas e lagoas intocadas, gaivotas e muitos animais como jegue, gado e cabras que adentram os lençóis para comer alguma vegetação que se desponta nas baixadas. Almoçamos uma galinha caipira muito bem preparada por uma senhora da comunidade e foi maravilhosa a experiência. O passeio sai por R$30,00/pessoa.

No dia 14 de julho, último dia em Santo Amaro, fomos até a comunidade Queimada dos Britos que se situa no centro dos lençóis e se trata de um oásis no centro de uma imensidão de areia. Passamos pela lagoa da Gaivota, Lagoa Emendada (maravilhosa e gigante, pois se trata de várias lagoas unidas) e outras. Naquela comunidade que nem possuía energia elétrica, pudemos conversar com os moradores locais, seu modo de vida, pesca e coisas afim. Uma família nos acolheu muito bem e preparou nosso almoço, mais uma galinha caipira, maravilhosa, muito saborosa. O local é isolado e preservado. No fim do dia voltamos até a lagoa da Gaivota para vermos o por do sol. A noite nossa turma da aventura nos reunimos no restaurante do Fábio que fica ao lado do centro de artesanato para tomarmos uma cerveja, comer uns petiscos e fazer o balanço deste dia tão bem aproveitado.

Para nos deslocarmos até São Luís, dona Isabel marcou junto a um dono de van dois lugares para sairmos às 3:20 da manhã do dia 15 de julho. Lembro a todos que o horário de saída é bem cedo mesmo, tem dias que tem saídas à tarde. Chegamos a comunidade de Sangue às margens da BR às 06:20 horas, pois houve um atraso ao pegar os passageiros em Santo Amaro do Maranhão. Chegando lá, a van já estava esperando para irmos a São Luís. O valor da Toyota e Van ficou por R$40,00. Chegamos às 10:30 horas em São Luis, onde ficamos na pousada colonial (http://www.flickr.com/photos/viajaminas/5974668570/in/set-72157627160096791/ Rua Afonso Pena, 112 - São Luís - MA, CEP: 65010-030

Centro Histórico (98) 3232-2834 / 3232-1258), onde a van nos deixou na porta, pois o sistema de van deixa onde o passageiro for ficar pelo preço descrito acima. A pousada é muito boa, situada no centro histórico, mas nos decepcionamos com a capital, visto que se encontra em estado de abandono o centro histórico, com casarões desabando e mal conservados. A cidade tem um patrimônio histórico enorme mas que infelizmente esta sendo destruído pela administração da família Sarney. Presenciamos numa fonte famosa (que deveria ser um dos cartões postais da cidade), moradores de rua se banhando, a pintura da fonte parece que foi feita por crianças de tão mal pintada que foi. É uma lástima ver um patrimônio da Unesco tão bonito em total estado de abandono, por falta de apoio e vontade de políticos como Roseana (governadora) e o prefeito daquela capital. O presidente da câmara dos deputados, José Sarney, se diz tão influente na política, por que não investe na reforma de casarões presentes naquele centro histórico? Será que a cobiça não deixa sobrar um pouquinho de dinheiro para investir em sua própria cidade? É triste o que presenciamos. Somente próximo o mercado das Tuias é que o patrimônio encontra-se em “melhor” estado de conservação. À noite, fomos próximo ao mercado das Tuias onde tem vários barzinhos com música ao vivo, com mesas na calçada, mas não tivemos 1 minuto de sossego, de tantos pedintes que a todo momento batia em nossa mesa. No centro histórico existem muitos moradores de rua, usuários de craque, e outros que importunam a todo o momento, sem falar na insegurança que toma conta do centro histórico a partir das 21 ou 22 horas, visto que as ruas ficam quase desertas e há muito roubo. Para ser sincero, em São Luís foi uma decepção, ao ver uma cidade que era para ser tão bonita num estado de total abandono por parte dos governantes na esfera estadual e municipal. Também presenciamos que o museu do palácio dos leões estava fechado no dia 15 de julho, sexta-feira, devido ao casamento da filha da Roseana Sarney que iria realizar a festa do casamento naquele prédio que fica ao lado de sua morada. Um absurdo para nós que viemos de longe (MG) para conhecer um museu interessante. No dia seguinte, fomos a praia do Calhau, local onde há boas residências, lojas, e muitas barracas de praia. A cor da água do mar não é a mais clara, visto que existem vários rios que deságuam na capital. À tarde fomos ao shopping São Luís, onde andamos nas lojas e fomos a praça de alimentação fazer um lanche. À noite fomos ao centro Festejar, localizado na lagoa da Jança, onde presenciamos a tradição local, a dança do boi bumbá com apresentação de diversos grupos com músicas de boi de matraca e boi de orquestra. É mais tradicional o boi de matraca, é muito bonita a tradição e sentimos orgulho por sermos brasileiros e fazermos parte de uma população tão rica em costumes e danças, mas ao mesmo tempo triste por vermos um povo tão pacato que não exige a presença dos poderes públicos na melhoria das condições das cidades em que fazem parte (ex. São Luís). Havia muitas barracas com comidas típicas maranhenses e bebidas (Guaraná de Jesus). Valeu a pena a visita ao Vale Festejar, onde chegamos às 21 horas e saímos às 2:30 horas do dia 16 de julho. Esse espetáculo do Boi foi o que salvou nossa vista a São Luis. É realmente muito bonito a festa do boi (eu, Glauco, quase não fui porque estava tão decepcionado com a cidade que achei que seria péssimo, mas estava muuuito enganado visto que é muito legal a festa e a meu ver, foi sem duvida o que de mais bonito vi em são Luis). No dia 16 de julho andamos um pouco no centro histórico que se encontra vazio aos domingos (recomendamos visitar nos dias de semana ou aos sábados) e a tarde partimos de volta às Minas Gerais, terra do bom café, queijo e claro, do pão de queijo.

 

O Governador do Estado de São Paulo João Doria participa do Início da Vacinação em idosos acima de 90 anos no estádio do Pacaembu. Dia: 08/02/2021 Local: São Paulo/SP Foto: Governo do Estado de São Paulo

zerohum no Jornal Estado de Sao Paulo e a nova concorrencia da R. Agusta

 

A obra da foto acima foi feita em um ponto de ônibus na Rua Augusta que fica próxima ao centro da cidade de São Paulo. A técnica desse trabalho é chamada de lambe-lambe e consiste geralmente em impressões de variadas formas em papel sulfite de tamanho também variado e colados nos espaços públicos com uma cola feita com farinha, vinagre e água. Em suma, uma técnica expressiva bastante econômica. Essa técnica é muito utilizada na propaganda de shows e de casas noturnas.

Nesse lambe-lambe vemos a impressão de uma página de jornal destinada a classificados e que é chamada de “Relax Acompanhantes”. Os classificados contidos nessa página são diversos anúncios com nomes de garotas que oferecem seus serviços, que despertam e prometem a realização de diversos desejos e fantasias sexuais de seus prováveis clientes. Vale registrar que a recepção desses classificados pela sociedade, e mesmo pelos homens que é a quem eles se destinam não é tão agradável, pois provoca a libido e isso pode soar ou despertar velhos tabus. Muitos dos que vêem esses classificados, principalmente as mulheres, classificam essas anunciantes anônimas de prostitutas e mesmo os que aceitam esse tipo de anúncio os aceitam de modo velado e contido.

A princípio nos parece apenas mais uns desses anúncios já corriqueiros nas ruas de São Paulo e considerados por muitos como banais e vulgares, mas no meio desses anúncios encontramos algumas propagandas largamente conhecidas pela população e que tornam-se inusitadas no contexto dessa colagem.

Logo abaixo do título “relax acompanhantes” encontramos um logotipo e ao lado o nome “companhia Vale do Rio Doce”, de uma das maiores empresas do Brasil e nesse contexto podemos entender também como uma acompanhante e seu nome “Vale do Rio Doce” pode nos remeter, metaforicamente, a zonas erógenas do corpo humano que ganha dimensões geográficas.

Acima temos a foto de uma mulher nua que cobre seus seios e vagina com as mãos e ao lado seu nome e um número. Acompanhando essa foto encontramos as palavras indicativas “para vereadora” seguidas de um slogan imperativo “Vote na boa”, indicando que essa mulher é candidata a algum cargo político eletivo. Dentro dessas referencialidades de anúncios com apelos eróticos essa propaganda política ganha uma leitura irônica ao relacionar prostituta/política.

Abaixo temos o anúncio de uma famosa cafeteria chamada “Frans Café”, mas no lugar de café lemos Cafetão, que é um termo geralmente atribuído aos homens que agenciam garotas de programa e esse atributo profissional é atribuído a um provável homem chamado Frans. O slogan que acompanha esse anúncio é “estilo e arte de servir” que também nos remete ao trabalho tanto de um café como de um cafetão.

Ao lado temos a propaganda do Mc´Donalds, lanchonete de origem norte americana com o slogan “amo muito tudo isso” e que em meio a todos esses anúncios fetichistas parece-nos se referir a eles como uma declaração amorosa a esse caos de mensagens. Em seu logotipo, a letra “M” cujas pontas são arredondadas e associadas a nádegas ou a seios, encontramos entre essas pontas um símbolo fálico.

Finalizando as interferências das propagandas conhecidas e bastante populares encontradas nessa página temos a propaganda do Banco Bradesco na qual há um trocadilho entre o nome de um serviço oferecido pelo banco que é chamado “Prime” e que nesse anúncio está trocado pela palavra “Primas”, nome também usado para se referir a garotas de programa, insinuando talvez um novo serviço oferecido pelo banco.

Em um outro lado do ponto de ônibus que divide e distribui as páginas do jornal tanto para o lado da rua como para o lado da calçada, encontramos quatro interferências: A primeira ao lado do cabeçalho do jornal é a frase “Antiprojeto Zerohum – Cafetão de Políticos e empresas”, provável nome do artista ou grupo que desenvolveu o lambe-lambe seguido de um slogan que mostra a intenção do realizador do trabalho em satirizar as grandes empresas e políticos do Brasil e do mundo, comparando-os a cafetões prostitutas e mais do que isso relacionado-os , como é feito com relação à venda de desejos eróticos e sexuais tão comuns no mercado de consumo. Colocando lado a lado os dois tipos de exploração comercial dos desejos o autor nos faz pensar no que de fato é banal e vulgar na nossa sociedade e em como o consumo é explorado de forma apelativa pelas grandes empresas.

Na página que está virada para a calçada temos a propagada da marca de jóias “Vivara”, com um nome que quando lido pode sugerir ao leitor a visão de uma vara (Vi vara), expressão que nos remete a um objeto fálico, pois trata-se de um epíteto do órgão sexual masculino.

Abaixo, uma faixa grande ocupando quase todo o centro da página com um anúncio político como o anterior da mesma candidata à vereadora, mas agora vinculando a garota quase nua a um candidato ao Senado e que é notoriamente tido como conservador, portanto avesso a esse tipo de apelo.

Por último o anúncio da Petrobras que abaixo do seu nome tem escrito “Pietro Brás – c/ força” e mais abaixo o slogan: “O desafio é a nossa energia”, indicando nessas frases indícios de referência à energia dispendida no ato sexual.

Esse lambe-lambe revela um choque e uma subversão entre anúncios publicitários. Anúncios que são legalmente e socialmente aceitos e até apreciados (Mc Donalds, Vivara, Banco Bradesco, Candidatos políticos, Frans Café) surgem nesse lambe-lambe como vendedores ou incentivadores de práticas legalmente e socialmente reprováveis e por outro lado os anúncios de mulheres anônimas, por serem tão intensos, acabam por se tornarem naturais e aceitáveis. São as anônimas que fazem o bem e os consagrados que fazem o mal e isso revela uma grande ironia com os valores instituídos em nossa sociedade.

A localização desses lambe-lambes também é muito sugestiva e nos sugerem a ironia como conclusão final. Atualmente a vida noturna da Rua Augusta é muito famosa pelas casas de striptease, saunas e boates e também pelas suas calçadas onde transitam muitas garotas de programa, travestis e vários outros profissionais do sexo, ao mesmo tempo, é uma rua que abriga grandes lojas e um diversificado tipo de comércio além de cruzar com diversas ruas muito famosas por seu comércio de alto nível financeiro como a Av. Paulista e a Oscar Freire no bairro “nobre” dos Jardins. Com isso, o artista re-figura o conflito sócio-cultural do próprio local entre o comércio institucionalizado e sacralizado pela “nobreza” e aquele profanado e proletarizado pelas profissionais do sexo. E tudo isso nos revela esse conflito sócio-cultural por uma ótica que subverte os signos que já habitam o imaginário do espaço público local.

Prof. Urbano do Vale

Os Caldeus Da Nova Babilônia

 

O sucesso dos assírios foi menor que a sua ambição: os novos territórios rapidamente anexados fizeram o império se estender tanto que se tornou difícil governá-lo. Na verdade, a arte de administrar não era o forte dos assírios, de modo que não tardou a desagregação interna de seu poderio, causado pelas seguidas rebeliões dos povos submetidos. E quem acabou por dar o golpe final nos assírios foram justamente os caldeus, os semitas do sul. Chefiados por Nabopalassar, que já servira aos assírios como governador de província, organizaram a insurreição e tomaram Nínive, a capital assíria, em 612 a.C.

Aí começa o capítulo mais importante da história mesopotâmica: nasce o império caldeu, também chamado segundo império babilónico, e sete anos depois, morrendo Nabopalassar, entra em cena seu filho Nabucodonosor. Que tinha um objectivo bem definido, embora nada original: conquistar o que pudesse. Sem perder tempo, organizou o exército e lançou-se mundo a fora. Os primeiros a cair foram os egípcios; os assírios vieram logo a seguir. Os fortes dominados, chegou a vez dos fracos: o reino de Jerusalém, que havia conseguido resistir aos assírios, a Fenícia e a grande parte da Arábia. Ao todo foram 30 anos de guerras contínuas, Mas Nabucodonosor cumprira seu objectivo e podia então considerar-se, acima de qualquer suspeita, o mais poderoso soberano do Oriente.

Poderoso e inventivo. A fama de Nabucodonosor não lhe veio apenas por causa das façanhas militares – também é preciso levar em conta as obras que mandou realizar. Por exemplo: ruas pavimentadas com pedras de cal e com paredes revestidas de tijolos azuis polidos. Mas como diria Salomão, ‘vaidade das vaidades, tudo é vaidade’. Nabucodonosor ordenou que todas as pedras da calçada trouxessem a seguinte inscrição: ‘Nabucodonosor, rei da Babilónia, sou eu’. Assim, deveria ele pensar, ninguém poderá esquecer quem as tinha construído.

Modéstia à parte, Nabucodonosor fez de sua capital a cidade mais rica do Oriente. Ergueu templos maravilhosos, com estátuas de ouro maciço, edifícios grandiosos – tudo isso sem falar no palácio onde morava, cujo luxo envergonharia as mais sumptuosas moradas reais das Mil e Uma Noites. E, mais conhecidos que todo o resto, os jardins suspensos, desenhados sobre terraços elevados, cobertos de palmeiras e plantas raras. Dizem que foram construídos para matar a saudade que a Rainha Semíramis sentia dos jardins de sua terra de origem, a Média, que depois passou a Pérsia.

Tantas eram as riquezas acumuladas por Nabucodonosor na capital do império, que, para protege-las, plantou no coração da planície do Eufrates uma enorme muralha; por sinal não era a primeira: quando o vaidoso rei subiu ao poder, já existia em volta da cidade um duplo anel de muralhas; Nabucodonosor não apenas restaurou as duas como erigiu outra ainda maior.

 

Uns 2500 anos depois, ou seja, no século XIX, arqueólogos encontraram naquele local várias pedras com inscrições, entre elas a seguinte: ‘Para que nenhum ataque hostil se aproximasse dos muros da Babilónia, fiz algo diferente dos que me precederam. Desejei um terceiro muro ao redor da cidade. Cavei um fosso para ele. Forrei seus lados com asfalto e tijolos cozidos. Ergui uma parede de grande altura em sua borda exterior. Coloquei grandes passagens com portas de madeira decoradas com bronze. E, para humilhar os inimigos, para que eles jamais se ousassem a assediar o tríplice muro da Babilónia, eu cerquei a cidade com fortes correntes, como as ondas do mar. Atravessá-las seria como fazer a travessia do mar, mas, para que não ocorressem enchentes, cavei fossos e os provi de grandes represas de argila cozida.’ Declaração orgulhosamente assinada por Nabucodonosor.

Nabucodonosor acreditava num deus chamado Marduck. E ai de quem não se prostrasse ante sua estátua: era atirado num forno aceso. Loucura? A julgar pela Bíblia, sim. Conta o Livro que, em seus últimos anos de vida, o rei babilónico ficou demente, rastejava e comia grama. E louco morreu em 562 a.C.

Seus sucessores, menos insanos porém mais fracos, logo puseram a perder o que o filho de Nabopalassar conquistara. E, vinte anos depois, Ciro, rei dos persas, ocupou o império babilónico.

 

NB: Era tanta a mania de Nabucodonosor, que, um belo dia, resolveu reconstruir um grande templo desmoronado de modo que sua parte mais alta ‘rivaliza-se com o céu’, como gostava de dizer. Essa edificação só poderia ser comparada à Torre de Babel. Base e altura eram iguais: cerca de 100m2. Quantidade de tijolos empregues: 58 milhões. No alto da torre, Nabucodonosor mandou erigir um santuário consagrado a seu deus Marduk, ali representado por uma estátua de ouro, cujo brilho, de tão intenso, permitia vê-la a muitos quilómetros de distância.

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Foto que melhor exprime a alegria e a liberdade que é ter consigo familiares queridos, vindos de nossa terra natal para passar conosco a Semana Santa.

 

E saber que nesta comunhão podemos reviver a essência destes dias santos, lembrando que a cruz é acima de tudo lugar onde recomeça a união.

 

Abraço aos amigos virtuais, mas não menos reais.

 

***

 

Encontro do Mar com a Lagoa de Guaraíras – Tibau do Sul/RN/Nordeste do Brasil

 

"Modelos": Aline, Karine, Brenda, Levi e Lucas.

Primeira foténha do ano, primeira com a tag '2007' hehehe

Ah, é a primeira aqui com a minha cam nova (a minha 2ª geração da olympus heheh) - e direto dela (por isso o azulado, é a falta de photoshop...).

 

Passarela para a praia, em Tramandaí.

Passamos por aí o reveillon, pulando ondinhas!

(eheheh não que eu acredite que adianta alguma coisa, mas eu sempre quis fazer isso =P)

O mar tá feioso mas eu queria uma foto na praia!

 

Obrigada a todos que passaram por aqui! Não posso responder agora pq tô numa lan house (literalmente 'tempo é dinheiro'), mas semana que vem quando voltarmos pra PoA veremos as fotinhos novas de todos! Até!

=)

ACEMA - foto para ACIM, mtooo tempo atrás

Acima bairro de Botafogo - praia da Saudade, olhando-se em direção ao futuro bairro da Urca em 1908. Junto do morro ficava a estação das barcas da Cantareira, com saidas regulares, e havia outros pontos de cais menores ao longo da enseada.

 

Imagem Inferior, ano de 1938 - a enseada de Botafogo e o Morro do Pão de Açúcar, vistos do alto do antigo mirante do morro do Corcovado. Observar o detalhe engraçado do chapéu do visitante, será que turista sempre pagou mico no modo de se vestir, desde os tempos mais antigos, parece que sim. Nesta mesma foto descortinamos do corcovado todas as praias de Niterói.

 

Esta imagem pode ser vista ampliada, bastando ter um login ou nome cadastrado, o que é fácil.

 

Passo a passo para criar um Flickr, só seu.:

1- Basta ir em sign up ou sign in e optar pelo linque inferior - D'ont have a yahoo ID ? Não tenho um yahoo ID ?.

2- Dar clique em Sign Up

3- Entrar nessa janela escolher opção que prefere yahoo Brasil.

4- Ainda nesta página preencher nome, uma data de nascimento, e um e-mail válido, etc, ... aceitar as condições yahoo concordando

5- Retornar respondendo ao e-mail que vão remeter na mesma hora para sua caixa postal.

6- No email tem um linque basta clicar ali que já libera seu logim pelo Flickr, pronto já pode comentar, ou depois até postar suas fotos e ver as ampliações.

 

Obs: Falta postar só mais Uma !

Breve irei ativar novo Flickr deixando estas 200 imagens do Rio Antigo neste endereço para que possamos recorrer a elas sobre detalhes de como foi cada local do Rio, assim como outros Flickr e Fotologs, servindo de fonte para consulta futura na WEB.

  

Será que Hoje dia 7 - Feriado Nacional, os Frequentadores de fotologs etc,.. de Rio Antigo e imagens antigas vão se encontrar no Forte de Copacabana - na exposição que está acontecendo lá, houve uma tentativa de chamada nesse sentido, vamos ver se o evento se configura.

 

Bom proveito

André Costa

Subúrbio de Rio Acima, PN da Av. Francisco Salles. Autor George Palmer Wilson- 17-09-1978. Coleção Particular: Alexandre Almeida

Adicionado ao MGR por Landerson Egg em 2 novembro 2013

 

Comentário de paulo roberto de oliveira em 4 novembro 2013:

O prédio á direita era dos Elétricos dos subúrbios de Belo Horizonte. Ali fazia-se as manutenções e inspeções nos trens.

No Horto, era somente para Diesel. Os trens vinham acoplados para a estação Belo Horizonte e nela eram divididos, um partia às 04:30 h para Barreiro e outro às 04:35 h para Matadouro e circulavam o dia todo sendo o ultimo do Barreiro às 22:15 h e do Matadouro às 20:20 h , serviço acabou em 1971 com o desligamento da energia elétrica pela Cemig.

 

O Prédio hoje, se encontra debaixo do viaduto Francisco Salles.

 

Consta que foi fundado em 1º de Julho de 1894.

A construção acima foi a sua primeira sede oficial, até o ano de 1907.

Ao fundo vemos o Morro do Pasmado, onde, hoje, termina a Av. Pasteur, seu predio era um casarão já demolido, perto da Praia de Botafogo.

O postal como faz referência ao clube, deduzimos que essa foto é de meados de 1906 ou anterior.

Nos sites do clube e dos torcedores existem relatos de sua História e de quando se uniu ao outro clube de Regatas para se tornar um só, ver em:.

fotolog.terra.com.br/sdorio:521

 

Um clube feito de grandes aventuras e desventuras, representante do tradional bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro.

 

André Costa ( também em Só do Rio - www.fotolog.com/sorio/ )

Um crepúsculo acima das nuvens em algum ponto entre São Paulo/SP e Natal/RN.

 

A sunset above the clouds, somewhere between São Paulo / SP, Natal / RN.

Historicamente, a Pateira deve ser considerada como um antigo braço marinho onde desaguavam, independentemente uns dos outros, os rios Cértima, Águeda e Vouga, antes da constituição da Ria de Aveiro. Aquele braço que os aluviões dos três rios fecharam originou um só curso de água - o rio Vouga - passando a foz a situar-se muito mais a noroeste, como actualmente (Almeida, 2006).

 

Pinho et al. (1988) cit Gomes Andrade escreve, em relação à Pateira, que o vale do Certoma, naquele ponte era dantes terreno firme, coberto de espessos arvoredos, por entre os quais o rio mansamente deslizava.

 

Também Morais em Sousa Batista (1945) cita um excerto de uma carta do almoxarife de Aveiro a D. Manuel em que fala da Mata de Perrães (eventualmente compreendida entre Perrães e a frente da freguesia de Fermentelos) dizendo que esta sempre fora coutada para nela se colherem porcos (provavelmente javalis) e veados, referindo ainda que era apaúlada.

 

Aliás, segundo Pinho et al, 1988, parece admissível supor que se trataria de uma zona bastante rica do ponto de vista faunístico e florístico, muito embora as referências à flora e fauna sejam escassas.

 

A Pateira ter-se-ia começado a formar em finais do século XV, provavelmente ainda na Idade Média, devido às sucessivas inundações dos rios Certoma e Águeda, e alagamento dos campos ribeirinhos.

 

Presentemente, a Pateira corresponde ao assoreamento e espraiamento do rio Cértima, perto do local onde desagua no rio Águeda.

 

A maior lagoa natural da Península Ibérica ocupa actualmente uma área de superfície e profundidade variáveis, de acordo com a estação do ano, que, no seu expoente máximo, atinge mais de 5 Km2. Estes, estendem-se, maioritariamente, pelo concelho de Águeda, abrangendo também o concelho de Aveiro e Oliveira do Bairro.

 

O termo “Pateira” encerra a especificidade da região do Vouga e afluentes designando, por si só, abundância de patos.

 

Em termos hidrográficos, a lagoa está compreendida na bacia hidrográfica do rio Cértima a qual, por sua vez, se insere na bacia hidrográfica do rio Águeda e esta, na bacia do rio Vouga.

 

A lagoa é alimentada pelo rio Cértima (a montante), pela ribeira do Pano (a poente), pontualmente por outras escorrências, e por água subterrânea (sistema aquífero Cretácico de Aveiro), sendo o rio Cértima o principal curso a condicionar a hidrologia.

 

No que diz respeito ao relevo, a zona envolvente da Pateira apresenta um relevo suave, a oeste, registando-se uma zona com altitude superior a 50 metros em Fermentelos (concelho de Águeda).

 

A este, na zona de Espinhel, ocorre uma elevação que atinge os 78 metros, revelando declives com relativo significado dadas as características da área envolvente. A noroeste, sensivelmente entre a Oliveirinha e Requeixo (concelho de Aveiro) destaca-se uma faixa com altitude entre os 50 e os 70 metros, com declive suave em direcção à Pateira.

 

A sudoeste, as áreas de cultivo, na margem esquerda do rio Cértima e de Perrães ladeiam a Pateira com relevos suaves de cotas mínimas.

  

Estatatuto de Protecção

 

A Pateira de Fermentelos apresenta características de um sistema semi-lêntico que integra a Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro (PTZPE0004) e, como tal, incluída na Rede Natura 2000.

   

Protegida pela Directiva Aves, está ainda classificada como “Zona Sensível” de acordo com o Decreto-lei n.º 152/97, de 19 de Julho, Anexo II, tratando-se de uma importante e extensa zona húmida (cit. ICN, 2006).

   

Por definição as Zonas Húmidas (ZH) são áreas de sapal, paul, turfeiras ou águas, naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias, estáticas ou correntes, doces , salobras ou salgadas, incluindo extensões de água do mar, cuja profundidade na maré baixa não exceda os 6 metros e zonas costeiras e ribeirinhas (Convenção Ramsar).

   

Estas ZH, onde se inclui a Pateira, desempenham importantes funções nos ecossistemas como a regularização hídrica e climática, a purificação da água, contrariam o efeito de estufa, protegem a costa, alimentam reservatórios naturais subterrâneos, suportando uma elevada biodiversidade, entre outras.

   

As zonas húmidas são, aliás, áreas de grande produtividade primária da Terra (a par com as florestas tropicais), suportando assim uma fauna e flora riquíssimas.

   

Biodiversidade Faunística

No que diz respeito à diversidade faunística, a Pateira e zonas envolventes destacam-se, particularmente, pela importante componente ornitológica. Nestas áreas ocorrem espécies com estatutos de protecção a nível nacional e internacional — classificadas pela Directiva Aves (Directiva 79/409/CEE), Convenção de Bona, Convenção de Berna.

 

Surgem espécies de importância comunitária, como:

 

O Garçote (Ixobrychus minutus) frequenta normalmente zonas com abundante vegetação palustre, sendo difícil a sua observação. Não necessita de grandes áreas para nidificar, sendo uma espécie essencialmente solitária durante a reprodução. Os ninhos são construídos no meio do caniçal, acima da água. Alimenta-se essencialmente de insectos e por vezes de pequenos peixes, anfíbios, moluscos, crustáceos, ovos e crias de outras aves, entre outros.

 

A Garça-vermelha (Ardea purpurea) prefere zonas húmidas com áreas de vegetação densa de caniçais, procurando águas ricas em nutrientes (eutróficas), pouco profundas, paradas ou com pouca corrente. Os ninhos são construídos junto ou sobre a água, geralmente em caniçais inundados, não voltando a ocupar ninhos de anos anteriores. Alimenta-se principalmente de peixes e insectos (larvas e adultos). Segundo observações realizadas ao longo dos últimos anos, a população de Garça-vermelha tem aumentado na Pateira.

 

A Águia-sapeira (Circus aeruginosus) também designada como Tartaranhão-ruivo-dos-pauis, nidifica em zonas húmidas onde ocorra uma vegetação aquática emergente abundante, preferencialmente manchas de caniçal, onde são construídos os ninhos. Nestas áreas procura ainda alimento, bem como em águas pouco profundas e com vegetação aquática, caçando frequentemente em campos agrícolas nas imediações. Alimenta-se de animais de pequeno e médio porte, nomeadamente aves, mamíferos (roedores), e, em menor proporção, insectos, sapos, cobras e peixes.

 

O Milhafre-preto (Milvus migrans) frequenta um número diversificado de habitats embora apareça, principalmente, associado a massas de água. Nidifica nos pinhais e matas ripícolas associadas à lagoa, construindo o ninho nas árvores. Procura alimento em áreas abertas ou semi-abertas, alimentando-se de presas de pequeno porte, como roedores, lagomorfos, aves terrestres e ouriços-cacheiros, especialmente indivíduos jovens, doentes ou feridos mas também répteis, peixes, anfíbios e insectos.

 

Ocorrem ainda espécies como o Perna-longa (Himantopus himantopus), o Guarda-rios (Alcedo athis), a Petinha-dos-campos (Anthus campestris), a Garça-branca-pequena (Egretta garzetta), entre outras, incluídas no Anexo I da Directiva 79/409/CEE.

 

Estas e outras espécies, ocorrem na ZPE da Ria de Aveiro, fazendo a Pateira, assim, parte do sistema que “suporta, regularmente, mais de 1% da população biogeográfica de Alfaiate (Recurvirostra avosetta), de Negrola (Melanitta nigra), de Borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) e de Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus)” (ICN, 2006).

 

Refere-se ainda a ocorrência de vários passeriformes migradores de matos e bosques, assim como passeriformes de caniçais e galerias ripícolas. A diversidade de biótopos é propícia à reprodução, refúgio e alimento de aves invernantes, nidificantes e migradoras, sendo a Pateira cada vez mais procurada pelos observadores de aves - Birdwatching - e amantes da natureza para a realização de actividades.

 

As condições biofísicas propiciam também a diversidade de peixes que se encontra na Pateira. Inserida na bacia hidrográfica do Rio Vouga, ocorrem, ou têm potencial para ocorrer, espécies como o Barbo-do-Norte (Barbus bocagei), a Boga (Chondrostoma polylepis), a Boga–portuguesa (Chondrostoma lusitanicum), o Ruivaco (Rutilus macrolepidotus ), o Bordalo (Rutilus alburnoides ) - com estatuto de protecção comunitário (pelo Anexo II e/ou V da Directiva Habitats).

 

Ocorrem ainda espécies como a Tainha (Chelon labrosus), a Carpa (Cyprinius carpio), o Escalo-do-norte (Leucistus carolitertii), o Lúcio (Esox lucius), a Enguia (Anguilla anguilla), a Pardelha (Cobitis calderoni), o Achigã (Micropterus salmoides ), etc.

 

Tratam-se de animais sobretudo nocturnos e que, alimentando-se de larvas de insectos, crustáceos e peixes mortos, podem atingir cerca de 1 metro.

 

A fauna piscícola encontra na Pateira e sistema hídrico adjacente as condições ecológicas que permitem a vitalidade e subsistência das diversas comunidades, condições que permitem o refúgio e a desova em tempo de reprodução. Surgem então na lagoa áreas que são identificadas, pelas gentes locais, como “verdadeiras maternidades” de peixe.

 

Entre as várias espécies de bivalves que se observam na Bacia Hidrográfica do Vouga, ocorre na lagoa um, cujas dimensões o transformam numa espécie emblemática - a Anodonta.

 

Este molusco bivalve de água doce, comummente designado como Mexilhão-do-rio, passa despercebido à maioria da população, devido aos seus hábitos ecológicos discretos, que privilegiam o substrato lodoso, onde se enterram.

 

É muito importante para o ecossistema, uma vez que se alimenta através da filtração de um grande volume de água (de que retira detritos e plâncton), sendo apontada como um indicador da qualidade da água. A degradação das condições ambientais afecta negativamente a população destes bivalves.

 

Associada aos habitats de zonas húmidas está também uma elevada diversidade de répteis e anfíbios, característicos destes sistemas e que se localizam sobretudo no interface terra-água e cuja ocorrência potencial se lista de seguida.

 

Ainda neste interface, bem como nas zonas mais secas adjacentes à lagoa, ocorrem diversas espécies de mamíferos. Destas, destaca-se a Lontra (Lutra lutra), emblemática pelos afectos (e desafectos) que provoca na população, mas também por se tratar de uma espécie protegida pelos anexos II e IV do Decreto-lei nº 49/2005 de 24 de Fevereiro.

 

A Lontra (Lutra lutra) procura de forma selectiva os locais de descanso e abrigo, sendo possível encontrar os seus refúgios nas margens mais tranquilas da lagoa e onde abunda vegetação. Esta espécie solitária alimenta-se sobretudo de fauna piscícola, embora possa alimentar-se também de anfíbios e crustáceos (como o lagostim-do-Louisiana). Pode reproduzir-se durante todo o ano, dependendo da disponibilidade de recursos alimentares, nascendo as crias (uma a quatro) ao fim de 61—63 dias em tocas dissimuladas na vegetação.

 

Surgem ainda espécies como o Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), a Raposa (Vulpes vulpes), o Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), o Javali (Sus scrofa), vários roedores, entre outras, que encontram protecção no Direito Comunitário, e Nacional.

 

Assim, a diversidade de biótopos existentes na região (juncais, caniçais, arrozais, margens com vegetação ripícola, etc.) transforma esta região num complexo ecossistema e, por conseguinte, num importante refúgio para a vida animal..

 

Biodiversidade Florística

Na zona húmida, que engloba as águas livres e a vegetação alagada das margens e linhas, dominam habitats com povoamentos de Caniço (Phragmites communis), juntamente com a Tabúa (Typha sp.) e o Bunho (Scirpus lacustris). Ocorrem ainda comunidades (ou mosaicos de comunidades) de plantas vasculares com macrófitas flutuantes, enraizadas ou suspensas entre o fundo e a superfície: a Erva-pinheirinha (Myriophyllum sp.), os Nenúfares (Nymphaea sp., Nuphar luteo ) ou mesmo o Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes).

 

Em algumas zonas marginais ao longo da Pateira, verifica-se a ocorrência de diversas espécies arbóreas e arbustivas como:

 

Salgueiros (Salix alba, Salix sp.), Choupos (Populus canescens, Populus nigra, Populus sp.), Amieiros (Alnus glutinosa), Amieiro-negro (Frangula alnus), Freixos (Fraxinus angustifolia), Pilriteiros (Crataegus monogyna), Sabugueiros (Sambucus nigra), Borrazeiras (Salix atrocinerea ), pontualmente Carvalhos (Quercus robur), Loureiros (Laurus nobilis ), Ulmeiros (Ulmus sp.) ...

 

Entre as espécies alóctones encontra-se o Eucalyptus globulus (predominante no coberto florestal das áreas adjacentes à lagoa), e outras árvores dos géneros Acacia e Hakea , estas com comportamento infestante e que se encontram disseminadas pelas imediações da lagoa.

 

Do grupo das herbáceas e sub-arbustivas refere-se apenas a presença do Lírio-amarelo-dos-pântanos (Íris pseudacorus), do Agrião (Nasturtium officinale), do Embude (Oenanthe crocata), da Erva-pessegueira (Polygonum persicaria), Hortelã-de-água (Mentha aquatica), entre tantas outras. Ocorrem espécies com estatuto de protecção como a Gilbardeira (Ruscus aculeatus ) pelo anexo V, e a Marsilea quadrifolia.

 

Peculiar, e pouco divulgado, é o facto de, em áreas adjacentes à lagoa, ocorrerem ainda espécies de plantas carnívoras como a Pinguicula lusitanica; potencialmente poderão ocorrer ainda outras espécies, embora sejam cada vez mais difíceis de encontrar.

 

Esta carnívora ocorre sobretudo em sítios húmidos, por vezes turfosos das margens da lagoa (e rios), florescendo entre Março e Maio. É nas folhas que é libertado o muco adesivo que aprisiona os insectos, que se aproximam atraídos pelo odor libertado. Assim que detectam a presa, as folhas começam a enrolar-se de forma a envolver a presa nas enzimas digestivas libertadas.

 

Um aspecto que se encontra ainda pouco desenvolvido diz respeito à diversidade micológica. Assim, a variedade de fungos que ocorre começa agora a ser inventariada e estudada de forma mais exaustiva, apresentando-se nas imagens laterais alguns exemplos.

 

Na breve resenha biológica apresentada, ainda que incompleta, fica patente a vasta diversidade biológica e potencial natural (e conservacionista) da Pateira, como é referido para as demais Zonas Húmidas. Não obstante, são alguns os problemas que afectam esta área, entre os quais a infestação com Jacinto-de-água.

 

Jacinto-de-água

O jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) é uma espécie infestante originária da bacia do Amazonas (Brasil), encontrando-se actualmente disseminado nos cinco continentes. Alastra-se pelos sistemas aquáticos de climas tropicais e temperados, causando rapidamente a ruptura dos sistemas naturais infestados. É considerada por muitos autores como “uma das piores pragas de plantas aquáticas a nível global” (HOLM et al., 1977).

 

Como tal, a ocorrência e disseminação desta espécie exótica infestante na Pateira constitui um dos principais factores que contribui para a degradação das condições ecológicas, económicas e sociais desta zona húmida que urge recuperar e preservar.

 

A ceifeira-aquática

Dada a área em questão e a dimensão da infestação, as metodologias a adoptar e tecnologias de apoio foram seleccionadas de acordo com a avaliação do risco sobre a ZPE, do efeito ambiental das diferentes metodologias e a eficácia da remoção a curto, médio e longo prazo.

 

A gravidade do problema da infestação de sistemas aquáticos ao nível global levou ao desenvolvimento de tecnologia específica para a sua resolução e/ou controlo.

 

Assim sendo, recorreu-se à remoção mecânica, sendo a extracção feita com recurso a uma máquina – ceifeira-aquática – que começou a laborar na lagoa a 13 de Dezembro de 2006.

 

Com um tapete incorporado, e movido por um motor, extrai as massas de jacintos-de-água. Controlada por um operador, a ceifeira-aquática possui um sistema simples e eficaz: duas rodas de pás com um funcionamento hidráulico independente que garantem a grande manobrabilidade do equipamento.

 

Em apenas dois meses e meio, foi possível melhorar as condições ecológicas e hidrológicas do sistema aquático, recuperar o espelho de água, melhorar a capacidade para suportar actividades lúdicas e de lazer na área, bem como melhorar as condições para a prática das actividades tradicionais no espelho da lagoa.

 

Requalificação Ambiental e Paisagística da Pateira

A remoção do jacinto-de-água da lagoa foi apenas a 1ª fase de um vasto e complexo processo, que engloba várias outras medidas e acções que visam o desenvolvimento sustentável, a conservação e protecção da Natureza e, consequentemente, a Requalificação Ambiental e Paisagística da maior lagoa natural da Península Ibérica, a Pateira de Fermentelos.

 

Após o levantamento topo-hidrográfico realizado, concluiu-se que o leito da lagoa se encontra fortemente assoreado, em particular na zona mais a jusante da Pateira.

 

Desta forma, ficou patente a necessidade de, a curto prazo, se proceder à normalização do leito natural da Pateira, pela remoção (dragagem) do excesso de sedimentos entretanto acumulados, bem como à reconstrução do pequeno açude localizado na confluência da Pateira e rio Águeda.

 

Numa área classificada como a Pateira, englobada numa importante bacia hidrográfica (bacia hidrográfica do Rio Vouga), com valores paisagísticos e a nível da conservação da natureza, que se traduzem na elevada diversidade biológica, alguma com estatuto de protecção a nível nacional e internacional, é importante dotar o espaço com infra-estruturas adequadas que permitam a conservação, mas também a observação e a interpretação da natureza.

 

Neste âmbito, são desenvolvidas várias acções de educação ambiental, como a organização de palestras e acções de sensibilização ambiental, observação de aves, realização de percursos interpretativos, workshops para a construção de ninhos, entre outras actividades promovidas pela Autarquia ou por outras entidades como a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), a UA (Universidade de Aveiro), a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza).

 

A definição de percursos com temas e finalidades várias (educação ambiental, prática de desporto, observação de aves, etc.) está a ser estudada numa perspectiva intermunicipal.

 

A Pateira é, desta forma, vista como um todo, onde o objectivo é conduzir o visitante pelo espaço natural dando-lhe a conhecer os valores naturais da área (com descritores de paisagem, de espécies), bem como dotar estes percursos do mobiliário adequado (observatórios de aves, pontos de encontro e descanso, material de apoio à prática desportiva, etc) e que dê ao visitante o conforto, a segurança e o equilíbrio natural que procura neste local.

 

São várias as propostas de actividades que o visitante encontra ao seu dispor na lagoa ou nas áreas adjacentes e que o levam ao contacto quer com a natureza, quer com as dinâmicas culturais e tradições locais. Desde os momentos de descontracção que pode passar nos parques de lazer, a uma travessia nas tradicionais bateiras, a uma viagem nas bicicletas aquáticas, de um passeio a cavalo, de bicicleta ou a pé, a uma tarde de pesca, um dia desportivo, ou simplesmente um momento de pausa a vislumbrar a paisagem, só ou em família, são algumas das ideias já praticáveis na Pateira de Fermentelos.

 

Considerações finais

Numa época em que o ambiente se assume no contexto nacional e internacional como tema prioritário e se procura evitar a continuação da degradação dos recursos hídricos, surge a Directiva-Quadro da Água (DQA) – 2000/60/CE – transposta para a ordem jurídica nacional pela Lei nº 58/2005, de 29 de Dezembro. Esta vem estabelecer como objectivo a alcançar, até 2015, “o bom estado ecológico ou o bom potencial ecológico e químico de todas as massas de água”.

Como tal, “proteger e melhorar o estado dos ecossistemas aquáticos e também dos ecossistemas terrestres e zonas húmidas, directamente dependentes dos ecossistemas aquáticos”, constitui uma atribuição das entidades públicas e um dever dos particulares.

 

Não obstante, e tal como referido no início deste documento, além da dimensão ambiental, prevalece uma forte componente social, sendo incalculável a importância que a Pateira e ecossistemas associados representam para as populações limítrofes desta área.

 

Assim, torna-se premente assegurar a continuidade deste projecto, com o desenvolvimento e implementação das acções previstas para a requalificação ambiental e paisagística da Pateira. Pretende-se pois que a Pateira de Fermentelos volte a ser um ex libris natural da região, motivo de referência e orgulho nacional.

  

Texto retirado do livro

Pateira de Fermentelos: Paisagem a proteger

Célia Laranjeira (CMA) www.cm-agueda.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=28901

Rio Acima, MG. Condomínio Tangará. Região do Quadrilátero Ferrífero.

Minhas mulheres de Libra

29.setembro.2003

 

Sei que o título é pretensioso — MINHAS mulheres de Libra —, afinal quem sou eu para ter alguma mulher, ainda mais mulheres de Libra, que normalmente são graciosas e lindas além da conta... E acima de tudo sensíveis e independentes. Uma mulher de Libra, lendo essa palavra, MINHAS, não só se sentiria ofendida como me enviaria, mentalmente, desprezo suficiente para eu sofrer pelo resto de minha vida.

Se escrevo esta crônica nesse momento, é porque as mulheres de Libra não estão lendo. Tenho certeza disso porque as librianas todas estão envolvidas com seus aniversários, dando conta de preparativos e convidados para as suas festas de aniversário, e sendo felizes na companhia de seus amigos ao invés de lendo crônicas num site de internet. As librianas — não sem razão — estão muito ocupadas no final de setembro, início de outubro, e posso chamar de minhas pelo menos algumas delas, já que elas nem saberão disso. Os amigos da librianas, aqueles que poderiam fofocar sobre a minha pretensão, também estão preparando festas-surpresa para as aniversariantes.

Minhas librianas foram apenas três. E se digo "apenas" não é para humilhar os demais homens, que talvez não tenham tido a honra de ter uma libriana sequer. Para falar a verdade, das minhas três librianas, eu tive apenas uma. Librianas são difíceis de conseguir, porque há sempre cinco ou seis homens na fila. São aquelas mulheres de quem um homem pensa: Como posso morrer sem tê-la beijado uma vez sequer? E, tendo-a beijado, como morrer sem estar ao lado dela, feliz até o fim?

Quem já teve uma libriana e não tem mais — meu caso — é porque não sabe o que é bom. Ou então porque teve uma libriana quando ainda era muito novo — minha desculpa —, e não sabia o tesouro que tinha ao alcance das mãos e dos lábios.

Quem conversa com uma libriana tem a sensação de que está conversando com uma das pessoas mais inteligentes do mundo; e, quando acaba a conversa, tem a certeza de que está tocando, beijando, transando com a mulher mais potente e amorosa do mundo.

Das minhas librianas que não tive, uma tinha o poder de se transformar numa imagem de Nossa Senhora com Menino Jesus no colo, e de transformar a mim num monge contemplativo. A outra me fazia crer que eu a fazia subir pelas paredes, quando ela é que girava meu mundo e transformava teto em chão.

De vez em quando, vejo as minhas librianas que eu nunca tive por aí, ao lado de outros homens felizardos. Já passei da fase da inveja, já não considero mais tais homens pouco merecedores de uma libriana. As librianas também têm o dom de tornar os seus homens melhores, a ponto de eles se tornarem merecedores do amor delas.

Minha única libriana que tive um dia, só a vi uma vez depois de tê-la perdido, casualmente, num shopping. De vez em quando — agora, por exemplo —, paro e penso que aquela pode ter sido a última vez que a vi. E o que eu disse? Um boa-noite, um como vai?

Como posso morrer tendo dito tão pouco? A última coisa que se deve dizer a uma libriana é "eu te amo, sempre te amei, e sempre te amarei".

E se ela disser "eu também", não haverá mais crônicas a serem escritas no final de setembro, início de outubro. A vida com uma libriana deixa pouco tempo para a literatura.

 

Eduardo Loureiro Jr.

 

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Lindo né?!

Esse cara arrasou!

Movimentos defensores da criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela entregaram ao Instituto Chico Mendes (ICMBio), nesta semana, um dossiê com informações detalhadas sobre fauna, flora e as características da canga ferruginosa, bioma que só existe no quadrilátero ferrífero mineiro. A Serra da Gandarela está na divisa dos municípios de Rio Acima, Caeté (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Santa Bárbara, Barão de Cocais e Catas Altas (Região Central). A intenção dos ambientalistas é acelerar o processo de criação da reserva, em análise há dois anos.

 

O local também é alvo do maior projeto de mineração do quadrilátero ferrífero, a mina Apolo, novo empreendimento da Vale. O plano da mineradora é que, a partir de 2014, a mina produza cerca de 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Esse ritmo de mineração duraria pelos próximos 35 anos.

 

O projeto prevê também a construção de uma barragem de captação de água e acomodação de rejeitos. De acordo com a Vale, a expectativa é que mil postos de trabalho sejam gerados durante a operação.

 

A cava gigantesca seria implantada exatamente no meio da área determinada para abrigar o parque da Gandarela. Para que a mineração seja autorizada, no entanto, o projeto de extração ainda terá que passar por uma série de audiências públicas com as populações das cidades afetadas, direta e indiretamente.

 

As principais preocupações dos ambientalistas são com a Bacia do Rio Paraopeba, já que grande parte das nascentes que alimentam os cursos d’água nascem na Serra da Gandarela, e com a canga ferruginosa, bioma típico do quadrilátero ferrífero, cuja maior área contínua remanescente se localiza exatamente na área delimitada do possível parque.

 

“A Serra da Gandarela é a caixa d’água que abastece o Rio Paraopeba e também onde espécies ameaçadas, como o lobo-guará, se abrigam e se reproduzem”, destacou Benedito Ferreira Rocha, um dos responsáveis por parte das manifestações em defesa da Serra.http://www.onggasb.com.br/2010/07/dossie-contra-devastacao-da-serra-da.html

Acima - Avenida Oswaldo Cruz que liga o Flamengo a Botafogo, ainda cheia de casas aqui vemos uns 4 a 5 edifícios somente.

Atualmente é uma muralha de concreto, uma verdadeira selva de pedra de ponta a ponta.

 

Abaixo - Santa Teresa, voltada para a praia do Flamengo.

 

Os dois postais estão com pouca resolução por isso juntei numa única postagem, não possuindo informações sobre época ou autoria.

 

De qualquer modo são angulos distintos de um mesmo Rio Antigo, ou Rio Passado.

Acima, Recife, fundada em 1537.

Abaixo, Olinda, fundada em 1535.

Pernambuco, Brasil.

Rio Acima, MG. Condomínio Tangará. Região do Quadrilátero Ferrífero.

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O Governador do Estado de São Paulo João Doria participa do Início da Vacinação em idosos acima de 90 anos no estádio do Pacaembu. Dia: 08/02/2021 Local: São Paulo/SP Foto: Governo do Estado de São Paulo

O Governador do Estado de São Paulo João Doria participa do Início da Vacinação em idosos acima de 90 anos no estádio do Pacaembu. Dia: 08/02/2021 Local: São Paulo/SP Foto: Governo do Estado de São Paulo

Situado a 2.800 metros acima do nível do mar, o pequeno povoado de Cachora passa desapercebido de muitos turistas ansiosos por explorar o ainda pouco explorado sítio arqueológico de Choquequirao e suas antigas ruínas incas.

 

Ubicado a 2.800 metros sobre el nivel del mar, el pequeño pueblo de Cachora no llama la atención de los viajeros ansiosos por conocer el todavía poco conocido sitio arqueológico de Choquequirao y sus ruinas incas.

 

Located at 2.800 metres above sea level, the little village of Cachora don't call the attention of travellers anxious to explore the not yet explored archaeological site of Choquequirao and its ancient Inca ruins.

20220729 - RIO ACIMA-MG - CINEMA NA CIDADE

Cinema na cidade em Rio Acima - Foto Leo Lara/UP

No mapa acima vemos [em roxo] a rota histórica da ocupação das regiões mais secas pelas populações do sul. Explica a relação das espécies com o meio ambiente em sua história evolutiva.

 

O ponto de quebra de contato entre as duas grandes massas florestais é sempre o mesmo e fica na região indicada no mapa. Esse ponto foi inferido com base no relevo, na própria quebra climática que é nítida no mês de julho e nos padrões de distribuição das espécies.

 

Monodelphis brevicaudis se distribui ao "redor do rio Paraná e seus afluentes" essa região é ligada ao planalto e fica no limite da quebra climática, que é mais sutil, e a tendência dessa região é abrigar espécies do leste.

Essa é uma questão ecológica, M. macae é uma espécie muito mais sensível a seca que M. brevicaudis e "passou numa fase úmida" dos Andes para as florestas montanhosas da costa e aí se restringe apenas à zona úmida. M. kunsi se adaptou as florestas secas e fragmentos de todo corredor central, a redução de tamanho possibilitou essa adaptação. M. americana nunca foi encontrado além de Goiás [no corredor] e está em regiões mais altas, mas dispersou-se até os Andes na fase climática mais úmida e se introduziu na Amazônia na região do rio Tapajós [uma provável espécie nova está sendo descrita por Cleuton Miranda] .

 

Existe uma escala nas espécies ligadas às matas, na qual M. kunsi é a mais resistente à seca, seguida de M. brevicaudis que tem seu representante até nos pampas [M. dimidiata] com um fenótipo mais claro, seja qual for a denominação arbitrária que apliquem a ela.

 

A rota evolutiva parece que foi a mesma para todo o sistema florestal do leste litorâneo. No pleistoceno o centro mais úmido e conservador está distribuído de São Paulo até o sul do Espirito Santo. Desse centro ocorreu dispersão para o norte até a Bahia e nessa área, que sofreu a influência da seca, houve a pré-adaptação necessária para no primeiro sinal de aumento de umidade sair na frente e conquistar o Brasil central. Do Brasil central a dispersão seguindo a rota da seca, mas na fase de recuperação, devido à sua pré-adaptação segue para o nordeste brasileiro e ocupa o "vazio" Pliocênico. Outro espaço semelhante no sentido do "vazio" Pliocênico é o planalto das Guianas, ali também o grupo M. brevicaudata, seguindo a rota andina, encontrou nichos abertos assim como toda a fauna. Parte dessa fauna ocupante atravessou o rio Amazonas na região compreendida entre o rio Negro e o Xingú.

 

veja exposição completa

 

Acima esta o link para as fotos da expo ocorrida no último final de semana (5,6,7 de fevereiro durante o 'arte contrói'). Eu fui à cidade de São Luiz do Paraitinga para ser voluntário....mesmo sem conhecer a cidade anteriormente, e sinceramente não sabia o que esperar. Duas coisas eram muito fortes na minha mente... a idéia de catástrofe, e o ideal de ajudar a cidade no que fosse necessário.

 

E de fato, houve uma catástrofe...mas ha muito mais a ser visto, muito mais do que a mídia mostra, muito alem do que podemos imaginar....

 

Nesta foto, não são escombros de uma igreja somente, são referencias que vieram abaixo, uma longa história construída desde o séc XIX....pense nas pessoas viram seu local de batismo, crisma, casamento.....vir abaixo.

 

Ao subir mais de 14 metros, o rio Paraitinga retomou seu leito original....e com isso atingiu em cheio o centro da cidade, a praça dr. Oswaldo Cruz, levando tudo que encontrava em seu caminho, tijolos, telhas...histórias... os belissimos casarios que outrora exibiam um charme incontestável...

 

Vi camas em cima de telhados, colchões presos à árvores....e muitas familias carecendo de ajuda.....aquelas casas que não desabaram com a força do rio, tiveram tudo que estava em seu interior deixado em um estado lamentável...

 

Mas, acima de toda a catástrofe, algo me surpreendeu, e me atingiu diretamente no coração...a vitalidade, a força e a paixão do povo luizense.

 

Me surpreendi com a dedicação da Patty, uma das pessoas que conheci ao chegar com os voluntários no ginásio. Me surpreendi pois embora ela não queira ser chamada assim, ela é uma heroina. Uma dessas pessoas que tem um coração imensurável, que faz muito mais do que o possivel....

 

Patty, obrigado, você é um exemplo de humanidade!

 

E essa garra toda é hereditária!

 

Pois sua mãe ( foto da janela) , com um dos sorrisos mais encantadores que já vi, é outro exemplo de garra e superação!

 

Tive o imenso prazer de conhecer um dos padres mais divertidos que já vi! Padre Tarcisio, uma figura extremamente importante para a cidade...que com mais de 90 anos, ainda exibe um sorriso genuíno de quem tem muito amor para dar.

 

E toda essa garra, esse amor.... pode ser facilmente notado em todos os lugares para onde os olhos possam ir.....São Luiz é uma cidade de guerreiros!

 

bora para são luiz ser voluntário?

 

a cidade precisa de ajuda....quem puder ajudar, a cidade agradece!

 

ps: pelo amooor de DEUS, quando doar sapatos, JUNTE os pares com cadarço, fita....qualquer coisa, do contrário os mesmos se perdem.

 

Acima de 4.000m de altitude, com um ventinho gelado, até mesmo um carioca toma um mate amargo com prazer. :)

Yaesu FT-100 é um transceptor móvel que fornece cobertura das faixas de 160 a 6 metros mais as faixas de 144 MHz e 430 MHz! O ultra-compacto FT-100D combina um painel frontal único e fácil de usar com recursos de alta tecnologia, como o DSP, para proporcionar um desempenho bem acima de muitas estações base. A cobertura de recepção: 0.1-76, 108-174 e 420-900 MHz. Os refinamentos incluem: mudança IF, IF NB, dual VFO, CW, 300 memórias e CTCSS. Além disso, filtro de passagem de banda DSP, filtro de F.I, redução de ruído e equalizador.

  

O FT100D é uma versão posterior do FT100 que difere somente pela seguintes alterações: O altofalante um pouco maior que fica saltado fora da carcaça causando um visual de gosto duvidoso, um oscilador de cristal de alta estabilidade que não é inprescindivel ao funcionamento, um filtro CW de 500 Hz para quem pratica esta modalidade pode ser util e um decodificador CTCSS. Todos esses recursos, exceto o alto-falante, estavam anteriormente disponíveis como acessórios para o FT100. O FT100D foi anunciado em Maio de 2000.

 

Projeto de transmissor robusto e alto rendimento

 

A seção de amplificador de potência do FT-100D utiliza dispositivos MOS FET, proporcionando baixo ruído, baixa distorção e alta confiabilidade. A seção HF / 50 MHz produz 100 Watts de saída, enquanto a seção VHF / UHF gera 50 Watts de energia em 2 metros e 20 Watts em 70 cm.

 

Design de Receptor de Alto Desempenho

 

Com base no aclamado desempenho do FT-1000D, FT-1000MP e FT-847, a equipe de design da Yaesu criou o front-end do FT-100D para baixo ruído e ampla faixa dinâmica. Utilizando uma arquitetura de conversão ascendente para HF com uma IF IF de 68,985 MHz, o FT-100D possui um sistema superheterodino de dupla conversão (conversão tripla em FM) com o segundo IF a 11,705 MHz.

 

Processamento de sinal digital (DSP)

 

Para rejeição de interferência superior e "poder de conversação" do transmissor, o circuito DSP do FT-100D aumenta os dois lados do circuito de comunicação. A unidade DSP da FT-100D possui um chip D / A de tecnologia de 24 bits para processamento de sinal e inclui filtragem de band pass, redução de ruído, filtragem e um equalizador de microfone.

 

Recursos avançados para DXers ativos

 

Com os recursos tipicamente encontrados apenas em muitos transceptores de estação base maiores, o FT-100D inclui IF Shift, um emulador de ruído IF altamente eficaz, otimização de ponto de interceptação para ambientes de sinal forte, VOX, um Clarifier (RIT), AGC ajustável e um RF Ganhe o controle para uma configuração precisa do ganho do receptor.

 

Flexibilidade de operação CW

 

Para o amante CW, o FT-100D inclui recursos populares como um conversor iambico incorporado, memória de mensagens CW, QSK completo, capacidade CW "banda reversa", controle CW Pitch e disponibilidade de um cristal ultra-estreito de 300 Hz.

  

ESPECIFICAÇÕES:

  

Tipo: Transmissor amador HF / VHF / UHF

Alcance de frequência: TX: 10-160 m + WARC / 50-54 / 144-146 / 430-440 MHz (Europa)

TX: 10-160 m + WARC / 50-54 / 144-148 / 430-450 MHz (EUA)

RX: 0,1-970 MHz (celular bloqueado nos EUA)

Etapas de ajuste: 1.25 / 2.5 / 5/10/25/50/100 Hz

1/5/9/10 / 12.5 / 15/20/25/50/100 KHz

Modo: AM / FM / NFM / WFM / SSB / CW / Packet

Canais / gerenciamento de memória: 300 regulares

5 QMB - 20 divisão - 4 canais domésticos - 20 pares PMS

Armazenamento não volátil

Repetição de deslocamento / deslocamento: ± 10-10 MHz

Fonte de energia: 13,8 VDC ± 10%

Consumo atual de drenagem / energia: RX: Max 1.6 A

TX: Max 22 A

Impedância / conector da antena: 50 ohms / 1 * SO-239 + 1 * N-jack (em tranças)

Dimensões (W * H * D): 160 * 54 * 205 mm (6,3 * 2,2 * 8 ")

Peso: 3,0 Kg (6,6 lbs)

Outras características: NB. VOX. CTCSS / PL, DCS. Keyer. 9600 bd packet jack. DSP

 

SECÇÃO DO RECEPTOR

Sistema receptor: Conversão dupla superheterodino (SSB / CW / WFM)

1º IF: 68,985 MHz (SSB / CW), 67,98 MHz (WFM)

2ª FI: 11,705 MHz (SSB / CW), 10,7 MHz (WFM)

Superheterodino de conversão tripla (FM / NFM)

1º FI: 68,985 MHz

2ª FI: 11.705 KHz

3ª FI: 455 KHz

Sensibilidade: AM-N (10 dB S / N)

0,15-0,25 MHz: 40 uV

0,25-1,8 MHz: 32 uV

1,8-28 MHz: 2 uV

28-30 MHz: 2 uV

50-54 MHz: 2 uV

144-148 MHz: 2 uV

430-450 MHz: 2 uV

FM (12 dB SINAD)

28-30 MHz: 0,5 uV

50-54 MHz: 0,5 uV

144-148 MHz: 0,2 uV

430-450 MHz: 0,2 uV

SSB / CW (10 dB S / N)

0,15-0,25 MHz: 5 uV

0,25-1,8 MHz: 4 uV

1,8-28 MHz: 0,25 uV

28-30 MHz: 0,25 uV

50-54 MHz: 0,2 uV

144-148 MHz: 0,125 uV

430-450 MHz: 0,125 uV

Seletividade: SOU

5,2 KHz (-6 dB), 18 KHz (-60 dB), com XF-117A opcional

FM

15 KHz (-6 dB), 25 KHz (-60 dB)

SSB / CW

2,2 KHz (-6 dB), 5,2 KHz (-60 dB)

CW

450 Hz (-6 dB), 1,8 KHz (-60 dB), com XF-117C

CW-N

250 Hz (-6 dB), 1,2 KHz (-60 dB), com XF-117CN opcional

Rejeição da imagem: HF / 6 m: 70 dB

2 m / 70 cm: 60 dB

Potência de saída AF / alto-falante: 1,5 W a 10% de distorção / 8 ohms

Conector de alto-falante externo: 3,5 mm, 4-8 ohms

 

SEÇÃO DO TRANSMISSOR

Potência de saída de RF:

HF Max 100 W (25 W AM)

6 m Max 100 W (25 W AM)

2 m Max 50 W (12,5 W AM)

70 cm Max 20 W (5 W AM)

Sistema de modulação: AM: estágio inicial, baixo nível

FM: reatância variável

SSB: equilibrado

Desvio máximo de FM: FM: ± 5 KHz

NFM: ± 2,5 KHz

Emissões espúrias: HF: Menos de -40 dB

6 m / 2 m / 70 cm: Menos de -60 dB

Impedância / conector do microfone: 200 ohms a 10 kohm / 6 pinos (modular)

 

DIVERSOS

Fabricado:Japão

O Governador do Estado de São Paulo João Doria participa do Início da Vacinação em idosos acima de 90 anos no estádio do Pacaembu. Dia: 08/02/2021 Local: São Paulo/SP Foto: Governo do Estado de São Paulo

Quotations from A Course in Miracles book.

 

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