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Atlas Air B747-400F N409MC departing HKG/VHHH; Air Hong Kong A300-605R B-LDA, B-LDB, B-LDC, and B-LDG waiting to launch during the afternoon push
OE-LDA
Airbus A319-112
Austrian Airlines
London-Heathrow (LHR/EGLL)
13 Aug 2008
c/n 2131
Built in 2004
Test registration was D-AVWS
'Sofia'
Fabricante: Sikorsky
Modelo: S76-C2
Matrícula: PR-LDA
Número de Série: 760756
ICAO: S76
Ex: N756N, G-CFUM.
Fabricação: 2009
Operador: Lider Taxi Aereo
Local: Aeroporto Internacional de Belem /. Val de Cães (SBBE / BEL)
Data: 04.out.2015
1981 Mercedes 380SLC auto.
Anglia Car Auctions, King's Lynn -
"Chassis number: 10702522000496. The C107 SLC is a rarer machine than the R107 convertible on which it was based, and came with the added practicality of being a genuine four-seater, even if the roof was fixed. The vendor tells us that this is a genuine low mileage car which has just been recommissioned (during 2021), including four new tyres and a new radiator. The 3818cc V8 model is fitted with an electric sunroof. Registered in January 1981, there is an MoT valid until February 2023, with the odometer indicating 86,160 miles. The car comes with its current and past V5Cs, June 2021 bill for £755 for the recent recommissioning work, and some previous bills back to the mid-1990s. There are also some old tax discs, the original book pack, with two owner's manuals and a service book stamped up to 23,244 miles in July 1994. The MoT certificates date from 1989 to 1994, 1996 to 1997 to 2002, and 2004 to 2007. A spare set of keys is also included."
Sold for £7560 including premium (estimate: £7000 to £9000).
Chalkwell Garage & Coach Hire
LJ04 LDA
VDL DB250LF Wright Pulsar Gemini
New to Arriva London South as DW61.
Chalkwell Garage & Coach Hire
LJ04 LDA
VDL DB250LF Wright Pulsar Gemini
New to Arriva London South as DW61.
As of August 2021, these VDLs are for sale; their replacements are 3 ex First London/Tower Transit E400s SN11 BPV, SN11 BPX and SN11 BPU.
Chalkwell LJ04 LDA on lunchtime layover outside Tesco in Sheerness. Thursday 11th January 2018. DSCN43904A.
VDL DB250LF-Wrightbus Pulsar Gemini 10.3m. Ex-Arriva London South DW61.
Finally caught this truck! i've spent years trying to catch it, didn't even knew it's license plate! only ever saw one picture of it in Madeira Inerte website, but from the side, couldn't even believe it was this truck when he appered...
FACAR - Fábrica Nacional de Tubos Metálicos (1922 a 1974) -
A FACAR foi fundada em 1922 por Antonio de Carvalho como uma empresa singular (em nome individual) num barracão, depois de ele ter regressado do Brasil para onde tinha emigrado muito jovem e onde casou e criou em Manaus um estaleiro para a produção de 'CHATAS' (BARCOS DE FUNDO CHATO, calado de 3 a 5 pés,que eram muito úteis quando a navegação se tornava durante as secas extremamente difícil, quando os rios se estreitavam e descobriam as praias e as pedras, pois só estes barcos eram capazes de vencer as corredeiras e meandros, furos e paranás, tendo sido apelidados pelo povo marinheiro e ribeirinho de 'chatas' e 'chatinhas' porque eram capazes de navegar em situações difíceis e perigosas), o qual ainda existe.
Em 1926, a FACAR funcionava em pleno sendo a 1.ª fábrica em Portugal a produzir tubos de aço:
uma das inovações do processo fabril foi a introdução de um sistema de produção baseado na estandardização de tubos de aço, em medidas e moldes fixos.
Em 1946, o seu fundador deu sociedade aos seus filhos António de Carvalho Júnior e Fernando de Carvalho, passando a empresa a ser uma sociedade por quotas com a firma ‘António de Carvalho & Filhos, Lda.’ e iniciando-se um processo para lançar a FACAR como a maior fábrica de tubos da Europa com as suas novas instalações onde se destacavam a chaminé e o depósito de água.
Em 1958, Marcello Caetano formulou um Parecer sobre uma consulta da empresa ‘António de Carvalho & Filhos, Lda’ detentora da fábrica FACAR.
Em 1959, houve um diferendo entre a FACAR de ‘António de Carvalho & Filhos, Lda.’ e a sua rival ‘OLIVA - Indústrias A. J. Oliveira, Filhos & C.ª, Lda’, sobre o fabrico de tubos metálicos.
Já desde os anos 60 do séc. XX, a fábrica laborava continuamente com 3 turnos (0:00 - 06:00, 6:00 - 15:00 e 15:00 - 24.00).
A Capela de Santa Ana (vulgarmente denominada Santana) foi beneficiada nos anos 70 do séc. XX com obras suportadas pela família Carvalho (dos detentores da FACAR).
A empresa foi uma das primeiras a ter cantina para o pessoal havendo um toque para o al-moço, na qual também se faziam casamentos e festas de final do ano e de Carnaval.
Em 1971, a empresa tinha um campo de jogos nas suas instalações e já existia o Grupo Desportivo da Facar formado por trabalhadores da empresa:
foi um grupo desportivo eclético, pois teve várias modalidades desportivas para além do FUTEBOL, tais como ATLETISMO, PESCA e CICLISMO.
Em termos de FUTEBOL, o Grupo Desportivo da Facar participou pela 1.ª vez na 1.ª Fase do VIII Campeonato de Amadores (1971/1972) da Associação de Futebol do Porto (AFP) com o patrocínio do Jornal de Notícias (JN), juntamente com outras 66 equipas que se repartiram por 4 Séries que disputaram os jogos entre 23/10/1971 e 27/05/1972 aos sábados nas Séries A, B e C, e aos domingos na Série D:
integrado na Série A com outras 16 equipas, chegou ao fim da 1.ª Fase em 2.º lugar com 20 vitórias e 45 pontos, atrás do Futebol Clube Senhor do Padrão (equipa também de Leça da Palmeira) que, por ter sido o vencedor da Série A com 24 vitórias e 51 pontos, entrou com as equipas vencedoras das outras 3 Séries (União Desportiva da Sé, Associação Recreativa e Cultural Os Fluminenses e Clube Desportivo do Torrão, respetivamente os vencedores das Séries B, C e D) na 2.ª Fase do Campeonato que decorreu entre 10/07/1972 e 15/07/1972 tendo sido campeão por ‘goal-average’ (4 - 0 Senhor Padrão – União Desportiva da Sé 3 - 5) precisamente o Futebol Clube Senhor do Padrão com 3 vitórias e 7 pontos.
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Divisão do IX Campeonato de Amadores (1972/1973) da AFP com o patrocínio do JN, juntamente com outras 19 equipas que dispu-taram os jogos entre 21/10/1972 e 30/06/1973 principalmente aos sábados, mas também em alguns domingos:
chegou ao fim em 3.º lugar com 53 pontos, atrás do Futebol Clube Senhor do Padrão (o Campeão da 1.ª Divisão do IX Campeonato de Amadores da AFP com 57 pontos) tendo ficado em 2.º lugar o Clube de Futebol Os Passarinhos da Ribeira com 56 pontos.
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Divisão do X Campeonato de Amadores (1973/1974) da AFP juntamente com outras 19 equipas que disputaram os jogos entre 06/10/1973 e 22/06/1974 aos sábados:
chegou ao fim em 2.º lugar com 54 pontos, atrás do Clube de Futebol Os Passarinhos da Ribeira (o Campeão da 1.ª Divisão do X Campeonato de Amadores da AFP com 58 pontos) tendo ficado em 3.º lugar o Futebol Clube Senhor do Padrão com 53 pontos.
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Divisão do XI Campeonato de Amadores (1974/1975) da AFP juntamente com outras 19 equipas que disputaram os jogos entre 19/10/1974 e 28/06/1975 aos sábados:
chegou ao fim em 6.º lugar com 41 pontos, atrás do Clube de Futebol Os Passarinhos da Ribeira (o Campeão da 1.ª Divisão do XI Campeonato de Amadores da AFP com 63 pontos) e de mais 4 equipas, tendo ficado em 17.º lugar o Futebol Clube Senhor do Padrão com 28 pontos.
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Divisão do XII Campeonato de Amadores (1975/1976) da AFP juntamente com outras 19 equipas que disputaram os jogos entre 20/10/1975 e julho de 1976 aos sábados:
chegou ao fim em 13.º lugar com 33 pontos, atrás do Clube de Futebol Os Passarinhos da Ribeira (o Campeão da 1.ª Divisão do XII Campeonato de Amadores da AFP com 59 pontos) e de mais 11 equipas, tendo ficado em 7.º lugar o Futebol Clube Senhor do Padrão com 43 pontos (neste campeonato, a 1.ª Divisão teve 3 vencedores - Clube de Futebol Os Ribeirenses no fim do campeonato, União Desportiva da Sé após o julgamento dalguns protestos e, finalmente, o Clube de Futebol Os Passarinhos da Ribeira após a repetição de um jogo que havia perdido).
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Fase do XIII Campeonato de Amadores (1976/1977) da AFP juntamente com outras 83 equipas que se repartiram por 7 Séries que disputaram os jogos entre 06/11/1976 e 17/04/1977:
integrado na Série A com outras 11 equipas, chegou ao fim da 1.ª Fase em 1.º lugar com 57 pontos, à frente do Futebol Clube Senhor do Padrão com o mesmo n.º de pontos, tendo ambas disputado com as 2 primeiras equipas das outras 6 Séries a 2.ª Fase do Campeonato que decorreu após 17/04/1977 e até 09/07/1977 em 4 Séries tendo o Grupo Desportivo da Facar ficado em 2.º lugar com 9 pontos na Série B terminando aqui a sua participação nesse ano (os vencedores das 4 Séries seguiram para as meias-finais com Clube de Futebol Os Passarinhos Ribeira, Série C – Clube de Futebol Os Ribeirenses, Série D 3-1 e Unidos ao Porto Futebol Clube, Série B – Futebol Clube Senhor Padrão, Série A 2-1).
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Fase do XIV Campeonato de Amadores (1977/1978) da AFP juntamente com outras 90 equipas que se repartiram por 7 Séries que disputaram os jogos a partir de 15/10/1977:
integrado na Série E com outras 12 equipas, chegou ao fim da 1.ª Fase em 1.º lugar com 64 pontos, à frente do Portuguesa de Leça com o mesmo n.º de pontos, tendo ambas disputado com as 2 primeiras equipas das outras 6 Séries a 2.ª Fase do Campeonato que decorreu a seguir e até 10/06/1978 em 4 Séries tendo o Grupo Desportivo da Facar ficado em 2.º lugar com 8 pontos na Série A terminando aqui a sua participação nesse ano (os vencedores das 4 Séries seguiram para as meias-finais com Portuguesa de Leça, Série A – União Desportiva da Sé, Série B 4-0 e Fluminense, Série D – Pinheirense, Série C 1-0).
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Fase do XV Campeonato de Amadores (1978/1979) da AFP juntamente com outras 92 equipas que se repartiram por 7 Séries que disputaram os jogos entre 14/10/1978 e 15/04/1979:
integrado na Série E com outras 11 equipas, chegou ao fim da 1.ª Fase em 1.º lugar com 39 pontos, à frente do Café Lisbonense com o mesmo n.º de pontos (e da Portuguesa de Leça com 35 pontos), tendo ambas disputado com as 2 primeiras equipas das outras 6 Séries a 2.ª Fase do Campeonato que decorreu entre 28/04/1979 e 02/06/1979 em 4 Séries.
O Grupo Desportivo da Facar participou na 1.ª Fase do XVI Campeonato de Amadores (1979/1980) da AFP juntamente com outras 95 equipas que se repartiram por 7 Séries que disputaram os jogos entre 13/10/1979 e 23/03/1980:
integrado na Série E com outras 11 equipas, chegou ao fim da 1.ª Fase em 4.º lugar com 30 pontos, atrás do Café Lisbonense com 31 pontos e da Portuguesa de Leça com 33 pontos, tendo a seguir participado pela 1.ª vez na Prova Extraordinária entre 19/04/1980 e 05/07/1980 (vencedor com 15 pontos da 7.ª e última Série, a G, em que disputou jogos com 5 equipas, venceu o Bonfim por 3 – 1 a 22/06/1980 na 1.ª Eliminatória e o Nau Vitória por 1 – 0 após prolongamento a 28/06/1980 na 2.ª Eliminatória tendo assim chegado à Final da Prova Extraordinária a 05/07/1980 em que perdeu com o Grupo Desportivo Infante D. Henrique por 1 – 0 no Campo Moreira Marques em São Mamede de Infesta e assim ficou em 2.º lugar na Prova Extraordinária do XVI Campeonato de Amadores (1979/1980) da AFP.
O Grupo Desportivo da Facar continuou a participar no Campeonato de Amadores da AFP até ao seu 23.º (1986/1987) no qual participou na Série A2 do Grupo A com outras 17 equipas tendo ficado em 8.º lugar com 35 pontos, atrás do Café Lisbonense com o mesmo n.º de pontos.
Alguns dos descendentes de Antonio de Carvalho, filho de pais pobres e humildes que emigrou para o Brasil ainda jovem no séc. XIX (casou antes de 1914 com ? em Manaus onde fundou um estaleiro para a produção de ‘chatas’ - barcos de fundo chato) e regressou a Portugal antes de 1922, e dos seus 3 filhos Clara de Carvalho (nascida em Manaus no Brasil em 1914 ou 1915), António de Carvalho Júnior e Fernando de Carvalho (ambos foram condecorados como Comendadores pelo Presidente da República Américo Thomaz que se deslocou às instalações da FACAR para lhes entregar essas condecorações):
António Manuel de Carvalho, filho do Comendador António de Carvalho Júnior;
Fernando Simas Marques de Carvalho e Duarte Nuno Simas Marques de Carvalho (faleci-do quando saía da sua casa na Agudela, que tinha arrendado para viver com a sua esposa Maria Lucinda, para ir assistir às Corridas de Automóveis de Vila do Conde em 1975 ou 1976, morto a tiro pelo seu senhorio por causa de um litígio entre ambos relativo a águas tendo Maria Lucinda sido ferida pelo senhorio mas sobrevivido a este trágico incidente, grávida do seu 2.º filho que não vingou), filhos do Comendador Fernando de Carvalho que casou com ? Simas Marques (de Carvalho);
António Fernando Carvalho Silveira, Maria Clara Carvalho Silveira e Elsa Carvalho Silveira, filhos de Clara de Carvalho (Silveira) que nasceu em 1914 ou 1915 em Manaus, casou com ? Silveira e faleceu em 2014 com 99 anos;
Joana Silveira, filha de António Fernando Carvalho Silveira;
Marta Alexandra Carvalho Basílio Igrejas Moreira.
FACAR - Fábrica Nacional de Tubos Metálicos (desde 1974) -
Após 1974, o processo revolucionário em curso (PREC) e a criação na empresa duma Co-missão de Trabalhadores (dominada por elementos afetos ao PCP) alteraram as linhas ori-entadoras da sua gestão em 1975 -
A. ‘Resolução do Conselho de Ministros:
1. A Facar - António de Carvalho e Filhos, com sede em Leça da Palmeira, tem como objecto social o fabrico de tubos de aço para fins vários (construção civil, indústria de mobiliário, etc.), calhas e perfis de aço e plástico, laminagem e galvanização, e emprega actualmente 944 trabalhadores.
O seu capital social é de 5000 contos e em 1974 o seu volume de vendas foi superior a 613000 contos.
2. Os trabalhadores, preocupados com a situação difícil em que a empresa se encontra, par-te devido à má gestão sempre verificada, parte devido a irregularidades cometidas pela gerência, suspenderam a mesma, e solicitaram um inquérito à empresa, ao abrigo do Decreto-Lei 660/74.
3. Das conclusões do inquérito, elaborado pela Inspecção-Geral de Finanças, salientam-se as seguintes:
Embora a situação financeira da empresa actual (imediata e a curto prazo) seja bastante di-fícil, os sócios utilizavam os meios líquidos da empresa para financiamento próprio, sem que lhes fossem cobrados juros e outros encargos, cifrando-se o valor das suas dívidas à empresa, em 31 de Março de 1975, em cerca de 36000 contos;
Os lucros da empresa nos últimos dez anos foram inferiores ao total dos benefícios auferi-dos pelos sócios;
Grande empolamento de despesas não documentadas, que atingiram em 1973 cerca de 1170 contos;
Empregados e operários receberam mensalmente importâncias extra, para além das remu-nerações constantes da folha de ordenados e salários, prática de que resultava tais rendimentos pessoais não sofrerem os descontos devidos às instituições de previdência nem serem contemplados por tributações fiscais;
A contabilidade feita pela firma verificou-se precária e irregular relativamente ao movimento de algumas contas, pelo que se poderá formular a hipótese de terem existido «fugas» e outras evasões, inclusivamente de origem fiscal;
Em 1961 esta empresa requereu ao então Secretário de Estado da Indústria autorização para instalar uma linha de produção de tubo de aço sem costura. Embora as primeiras encomendas de equipamento para este projecto datem de 1963, até hoje esta linha de fabrico nunca funcionou senão a nível experimental;
Relativamente a este projecto, saliente-se ainda terem sido feitas afirmações falsas a enti-dades oficiais com o objectivo de obterem determinados benefícios fiscais, que em parte conseguiram. Estas afirmações foram sobretudo relativas à idade do equipamento, que afirmaram ser novo quando se tratava de equipamento já usado, e à data de arranque, que afirmaram ter-se verificado em 1969;
Em relação à organização da empresa (aspectos de trabalho técnicos e administrativos), ve-rifica-se que é deficiente ou inexistente se atendermos à dimensão da empresa.
4. Em face do que antecede, o Conselho de Ministros, reunido em 21 de Julho, resolveu de-terminar a intervenção do Estado, ao abrigo do Decreto-Lei 660/74, de 25 de Novembro, na empresa Facar - António de Carvalho e Filhos, nos seguintes termos:
a) Suspensão da gerência;
b) Nomeação de uma comissão administrativa, sugerida pela comissão de trabalhadores:
Dr. Manuel José Rocha Sarmento;
Engenheiro Amândio Fernandes Seca, presidente;
Dr. António Manuel Carvalho.
5. A comissão administrativa agora nomeada por um período de seis meses deve apresentar ao Ministro da Indústria e Tecnologia, de quem depende:
a) Relatório exaustivo sobre a situação económico-financeira da empresa, com vista ao apuramento de responsabilidades, se for caso disso;
b) Plano de tesouraria para 1975;
c) Plano de desenvolvimento a curto e médio prazo para a empresa, no sentido de aprovei-tar toda a capacidade disponível;
d) Findo o período de intervenção, a comissão administrativa deverá propor ao Ministro da Indústria e Tecnologia a solução que lhe pareça mais conveniente para salvaguardar os in-teresses de economia nacional.
Presidência do Conselho de Ministros, 21 de Julho de 1975. - O Primeiro-Ministro, Vasco dos Santos Gonçalves.’
B. Ministério do Trabalho - Informação de 15/09/1975: onde se pedia a imediata requisição civil da empresa FACAR, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 637/74, e sua ocupação por forcas militares ou policiais que desalojem os ilegais ocupantes (entre outros, o Fernando e o Antonio de Carvaiho) e garantam condições mínimas de segurança à Comissão Administrativa que deverá ser imediatamente reintegrada nas suas funções, assim como a liberdade de ex-pressão e reunião necessárias para que aquela Comissão, os delegados sindicais e os representantes do Governo possam esclarecer os trabalhadores, bem como procedimento criminal contra os responsáveis, entre eles os dois ex-gerentes que deverão ser detidos preventivamente pelas competentes autoridades, sem prejuízo dos poderes das autoridades militares contra a evidente sabotagem económica e política que estão a correte, entre outras coisas ‘de bradar aos céus’ (na minha opinião), em
drive.google.com/file/d/0B8qf4EMOlMBkQWN6M0lPenBVd0E/view.
C. Resolução n.º 20/77, de 26 de janeiro, que prorrogou o mandato da comissão administra-tiva:
‘Terminando em 31 de Dezembro de 1976 o mandato da comissão administrativa da Facar, António de Carvalho & Filhos, Lda., e tornando-se necessário manter a actual comissão de gestão até à conclusão do processo de cessação de intervenção actualmente em curso, o Conselho de Ministros, reunido em 30 de Dezembro de 1976, resolveu:
Prorrogar o mandato da actual comissão administrativa da Facar, António de Carvalho & Filhos, Lda., constituída por:
Engenheiro António José de Albuquerque Vasconcelos Claro da Fonseca;
Licenciado António Manuel da Silva Carvalho;
Licenciado Manuel José Rocha Sarmento;
até que se encontre concluído o processo de cessação da intervenção do Estado na empre-sa.
Presidência do Conselho de Ministros, 30 de Dezembro de 1976. - O Primeiro-Ministro, Má-rio Soares.’.
D. Resolução n.º 270/77, de 17 de outubro, que terminou a intervenção do Estado na ‘Facar - António de Carvalho & Filhos, Lda.’:
‘Considerando que, por resolução do Conselho de Ministros de 21 de Julho de 1975, publi-cada no Diário do Governo, de 22 de Agosto de 1975, foi determinada a intervenção do Es-tado na Facar - António de Carvalho & Filhos, Lda., ao abrigo do Decreto-Lei nº 660/74, de 25 de Novembro;
Considerando que, para os efeitos do Decreto-Lei nº 907/76, de 31 de Dezembro, por despacho conjunto dos Ministros do Plano e Coordenação Económica, das Finanças e da Indústria e Tecnologia, publicado no Diário da República, 2.ª série, de 4 de Maio de 1977, foi nomeada uma comissão inter-ministerial que apresentou um relatório sobre a empresa, nos termos do diploma legal atrás mencionado, para elaboração do qual procedeu à audição de todas as partes interessadas, nomeadamente dos trabalhadores;
Considerando que a situação económica e financeira da empresa se apresentava satisfatória antes da intervenção, situação que se mantém, e porque se não prevêem necessárias quaisquer medidas especiais de apoio financeiro;
Considerando que o exame feito pela Inspecção-Geral de Finanças à escrita da empresa, embora concluindo, como meras possibilidades, fugas de natureza fiscal (nomeadamente subavaliação de existências, com consequente encobrimento de lucros - infracções cujas participações seguem os seus trâmites nas instâncias competentes), não conduziu, porém, a qualquer inculpação judicial da gerência em exercício antes da intervenção;
Considerando que, ainda que por ligeira maioria, os trabalhadores se pronunciaram pela restituição da gestão da empresa aos titulares;
Considerando que os titulares da Facar estão interessados em retomar a empresa, sem condições, propondo-se promover o seu desenvolvimento e o aumento da sua capacidade produtiva, reputados de interesse para a economia do País;
Considerando, por último, que a actividade exercida pela empresa, além de não constituir monopólio, tão-pouco se inclui em qualquer das actividades económicas ou sectores de base vedados às empresas privadas, encontrando-se, portanto, aberta ao livre exercício da iniciativa económica privada, nos termos do artigo 1º da Lei nº 46/77, de 8 de Julho:
O Conselho de Ministros, reunido em 28 de Setembro de 1977, resolveu:
a) Determinar, com efeitos a partir de 17 de Outubro de 1977, a cessação da intervenção do Estado instituída na Facar - António de Carvalho & Filhos, Lda., em 21 de Julho de 1975, por resolução do Conselho de Ministros, tomada ao abrigo do Decreto-Lei nº 660/74, de 25 de Novembro, e a sua restituição aos respectivos titulares, conforme previsto na alínea d) do nº 1 do artigo 24º do Decreto-Lei nº 422/76, de 29 de Maio;
b) Exonerar, a partir da mesma data de 17 de Outubro de 1977, a comissão administrativa actualmente em funções e levantar a suspensão da gerência dos titulares da empresa, de-terminada pela resolução que instituiu a intervenção do Estado;
c) Imputar a «Reservas livres» os resultados apurados nos exercícios de 1975 e 1976, abrangidos pelo período da intervenção do Estado, tendo em vista o autofinanciamento dos investimentos a fazer na ampliação das instalações fabris e desenvolvimento das actividades da empresa;
d) Assegurar a normalidade das actividades da empresa, salvaguardando a segurança do emprego dos actuais trabalhadores, com observância rigorosa do disposto na lei.
Presidência do Conselho de Ministros, 28 de Setembro de 1977. - O Primeiro-Ministro, Mário Soares.’.
Nos anos 80 do séc. XX, a empresa encerrou gradualmente as suas instalações, até ter sido adquirida em 1991 pela ‘FERPINTA - Fábrica Nacional de Construções Metálicas, Lda.’ sediada em Carregosa no concelho de Oliveira de Azeméis.
Em 1999, a família do Comendador Fernando Carvalho, filho do fundador da FACAR, ofe-receu algumas peças à Portugal Telecom para integrarem o espólio do Núcleo Museológico de Vilar em Vila do Conde, onde se pode ver retratados episódios da história das telecomu-nicações em Portugal, conhecer diversos modelos de telefones antigos e perceber como funcionavam as antigas Centrais Telefónicas de Comutação Manual (assistidas por telefo-nistas).
Em maio de 2000, já decorriam as obras de construção de 2 torres de 21 andares com 300 habitações de qualidade em Leça da Palmeira, na zona sul da freguesia, junto à Exponor e ao Itinerário Complementar n.º 1 (IC1):
batizado com o sugestivo nome de ‘Entre-Quintas’, aproveitando o facto de os prédios em construção se situarem precisamente nas ‘traseiras’ da Quinta de Santiago e confrontarem com a rua que liga à vizinha Quinta da Conceição, este empreendimento imobiliário pertencente à empresa Imoloc foi apenas uma das peças de um novo e denso pedaço de cidade que nasceu em Leça da Palmeira onde outrora existiu uma das maiores unidades metalúr-gicas do país, a fábrica Facar;
a Imoloc foi a empresa que se antecipou na ocupação de uma vasta área na altura na posse do Banco Comercial Português, na sequência do processo de falência da metalurgia Facar;
com efeito, quando o plano de urbanização daquela zona ficou concretizado (um enorme quarteirão que se estende entre as Ruas de Entrequintas, Vila Franca, Camposinhos e Ós-car da Silva) estavam construídas 4 outras torres de mais de 20 pisos e um conjunto de pré-dios a distribuir por um total de 20 lotes e cuja altura varia entre os 10 andares (autorizados para 10 lotes), 5 e 6 pisos;
o plano previa que 3 dos lotes fossem ocupados com espaços comerciais de rés-do-chão e um andar e que se construíssem hotéis em 2 lotes;
no total, seriam 199 mil metros quadrados de construção, 85 por cento dos quais destinados a habitação, 10 por cento para comércio e cinco por cento reservados a equipamentos;
de acordo com a proposta de loteamento, as áreas destinadas a espaços verdes e de utilização coletiva atingiriam os 45 mil metros quadrados, o que significaria que, à medida que os lotes começassem a ser ocupados, ir-se-ia criando uma ‘mini-cidade’ com capacidade para acolher uma população aproximada de 7 mil novos habitantes;
foi precisamente a previsão deste aumento exponencial de habitantes numa freguesia que começava a apresentar já alguns indícios de excessiva construção com as inerentes dificuldades de escoamento e circulação de tráfego, que desencadeou a contestação política ao loteamento a partir do momento em que o executivo camarário foi instado a pronunciar-se quanto a um pedido de aditamento ao alvará de loteamento que a câmara tinha concedi-do à empresa Facar em 1992 (este caso remonta a 1991, altura em que a concretização de um loteamento para construção foi entendida pelos proprietários da metalúrgica como a única alternativa para viabilizar a sobrevivência da empresa Facar e assim, foi apresentada nessa altura uma proposta de loteamento que previa 224,599 metros quadrados de construção e que foi aprovada por unanimidade pelo executivo camarário dando origem ao alvará n.º 533/92 de maio desse ano que autorizava para todo o sempre a Facar a construir 225 mil metros quadrados acima do solo em percentagens que previam uma maior concentração de escritórios e zonas de comércio – ‘Desde os finais dos anos 80 que a câmara vinha sofrendo uma enormíssima pressão por parte da Facar, e principalmente da comissão de trabalha-dores, no sentido de ser viabilizada uma solução que fosse o garante da própria instalação industrial e que permitisse injectar dinheiro na empresa’, explicou o presidente da câmara, Manuel Seabra; mas o processo de falência da empresa congelou todos estes planos, até que o seu principal credor, o Banco Português do Atlântico, tomou conta deste património em 1991 e criou a empresa NOVAFACAR presidida por Magalhães Pinto; mais tarde, em 1997, a NOVAFACAR requereu à autarquia uma alteração ao loteamento e então o executivo camarário aproveitou para impor uma redução das cargas e volumes inicialmente aprovados para o terreno tendo conseguido ver retirados do loteamento inicial 30 mil metros quadrados de construção para darem lugar a 2 enormes praças e vias desafogadas);
a avaliar pelo interesse que a publicidade ao empreendimento ‘Entre-Quintas’ suscitou em 1999 e 2000, as informações recolhidas apontavam então para um bom índice de vendas, ainda que não esgotado (no caso do empreendimento em apreço, quem quis viver à beira-mar teve que despender entre 20 mil e 50 mil contos, dependendo do andar e, claro, da tipologia do apartamento, e teve que esperar até finais de 2003 para usufruir da sua casa nova, mesmo quem optou pelos últimos andares, obviamente os mais caros, por terem vistas pelo mar dentro);
foi assim possível que os trabalhadores da FACAR tivessem recebido as indemnizações devidas.