César Augusto
Metro do Porto
Metro do Porto
Estação Casa da Música.
Arquitecto, Eduardo Souto de Moura.
___________________________
There are many metres between an animal that flies
And the ladder I’m descending to go sit on the ground
But all I need is a square of peace and quiet
To have absolute distance
The window I definitively lean out of is beyond what can be seen
It’s not an apparition
Nor can it be reached without falling forward
Only where the landscape ends do I stand like a parachutist coming down
Suspended like the saints in a mystical rapture
Risen like an angel on its wings
And I feel lofty like a star. A cloud
In the form of a man
Levitating
*
Há muitos metros entre um animal que voa
E a escada que desço para me sentar no chão
Mas basta-me um quadrado de sossego
Para a distância absoluta
Está para além do que se vê a janela onde me debruço definitivo
Não é uma aparição
Nem se pode alcançar sem se ir em frente caindo
Só no fim da paisagem estou de pé como um para-quedista que desce
Suspenso como os santos num arroubo místico
Erguido como um anjo em suas asas
E sinto-me ser alto como um astro. Nuvem
Como se fosse um homem
Que levita
© 1998, Daniel Faria
From: Poesia
Publisher: Quasi, Vila Nova de Famalicão, 2003
ISBN: 989-552-031-X
© Translation: 2004, Richard Zenith
Metro do Porto
Metro do Porto
Estação Casa da Música.
Arquitecto, Eduardo Souto de Moura.
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There are many metres between an animal that flies
And the ladder I’m descending to go sit on the ground
But all I need is a square of peace and quiet
To have absolute distance
The window I definitively lean out of is beyond what can be seen
It’s not an apparition
Nor can it be reached without falling forward
Only where the landscape ends do I stand like a parachutist coming down
Suspended like the saints in a mystical rapture
Risen like an angel on its wings
And I feel lofty like a star. A cloud
In the form of a man
Levitating
*
Há muitos metros entre um animal que voa
E a escada que desço para me sentar no chão
Mas basta-me um quadrado de sossego
Para a distância absoluta
Está para além do que se vê a janela onde me debruço definitivo
Não é uma aparição
Nem se pode alcançar sem se ir em frente caindo
Só no fim da paisagem estou de pé como um para-quedista que desce
Suspenso como os santos num arroubo místico
Erguido como um anjo em suas asas
E sinto-me ser alto como um astro. Nuvem
Como se fosse um homem
Que levita
© 1998, Daniel Faria
From: Poesia
Publisher: Quasi, Vila Nova de Famalicão, 2003
ISBN: 989-552-031-X
© Translation: 2004, Richard Zenith