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GRES Consulado

Desfile das Escolas de Samba de Florianópolis

17/02/07

 

Enredo: Vinte Luas de Esperança, Vinte Luas de Saudades... Das Matas da Babitonga ao Velho mundo!

Autores: Sandro Roberto de Oliveira e Antonio Gracindo de Olveira

 

Se em 2005, a Consulado apresentou na avenida a vida de um europeu [Aleixo Garcia] entre os nativos da nova terra, desta vez a Consulado leva um nativo para a Europa. É o índio Içá-mirim, que no início do séc. XVI foi levado da Babitonga (hoje São Francisco do Sul), à França pelo navegador francês Binot Palmier de Gonneville, com a promessa de trazê-lo de volta “em vinte luas”. Mas, ele não voltou nunca. Com base nessa história, a Consulado leva para a Nego Quirido um misto da realidade com a imaginação que o carnaval permite a fim de apresentar a vida e os possíveis sentimentos que brotaram no coração de Içá-mirim, bem como o que foi acrescentado à cultura deste indígena que precisou se inculturar a uma nova vida.

 

PRIMEIRO CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA BANDEIRA: Dança da Lua [ Mazinho e Tatiana ]

 

A partir da promessa das vinte luas começaria então a contagem do tempo, tendo a lua como referência. Este satélite natural da Terra influencia marés, colheitas, bem como foi usado como referência temporal para o retorno de Içá-mirim. Tal como a dança da Lua em volta da Terra, é o bailar do Casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira. As roupas do casal são branca e prata, quebrando o colorido da comissão de frente.

 

Mazinho é mestre-sala há 23 anos e, em 2007, estará completando 20 anos de carnaval na Consulado. Começou na Acadêmicos do Samba, onde participou de um concurso concorrendo com o Duduco à vaga de 1º mestre-sala da escola. Passou pela Império do Samba, Quilombo dos Palmares e Protegidos da Princesa, até ser levado por D. Iraci para defender o pavilhão da vermelho e branco. Nessas duas décadas protegendo o pavilhão da vermelho e branco, o mestre-sala acumulou 19 notas 10, inclusive no último desfile.

 

Tatiana chegou à escola com nove anos de idade, iniciando na escolinha de porta-bandeira e mestre-sala de Mazinho. Mais tarde, assumiu a vaga de 2ª porta-bandeira. Com o falecimento de Maria Cristina, a porta-bandeira nº1 da agremiação, em 1994, a jovem recebeu a responsabilidade de ocupar a lacuna deixada. No carnaval de 1995, em seu primeiro desfile, ao lado de Mazinho, não decepcionou, arrancou nota 10 dos jurados. E já se vão 12 anos juntos na Passarela Nego Quirido.

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Uploaded on February 26, 2007
Taken on February 25, 2007