juarezam
Aquecimento global, consumismo e contrastes
Aquecimento global, consumismo e contrastes
No intervalo de um programa sobre o aquecimento global, havia uma série de comerciais: troque o seu carro, compre um computador mais atualizado, adquira uma casa maior.
Durante o programa a entonação preocupada do narrador, e nos muitos intervalos a euforia dos comerciais chamando consumo. No entanto é claro o contraste: quanto mais consumimos mais aquecemos o planeta.
E é difícil fechar esta equação. Por que de fato nunca consumimos tanto. E daqui para frente cada vez mais.
Em algumas grandes cidades, às vezes tem se a impressão que o trânsito vai se tornar ou já se tornou impossível, tal a quantidade de carros circulando. Engarrafamento, todo mundo parado, mas o motor funcionando e queimando combustível.
Há uma infinidade de anos eu leio notícias que a Amazônia está sendo destruída. Programas inteiros na televisão dedicados ao tema. No entanto, vejo que ano após ano a floresta vai encolhendo um tanto. Às vezes diminui um pouco o ritmo do desmatamento, mas nada que mude ou cesse o rumo que parece inexorável da destruição.
Eu sei que há iniciativas e atitudes que buscam melhorar a situação: protocolo de Kyoto, ONGs, maior consciência e educação ambiental, muitas pesquisas acontecendo e tudo isto vem a somar.
Mas, também é fato que o mundo é limitado em recursos, enquanto nossos desejos são ilimitados.
Progresso e desenvolvimento estão associados com maximizar resultados e lucros, e nisto a história mostra que a natureza sempre ficou em um segundo plano, ou então em plano nenhum.
As contas são feitas de forma individual. Por empresas ou indivíduos em uma equação bastante simples: Quanto mais melhor! Não há uma conta global efetiva levando em conta o equilíbrio ou harmonia com a ecologia. Considerando o que o planeta tem a oferecer. A conta é feita a partir do que cada um consegue extrair.
E também não há uma culpa individual. É uma atitude de todos mas sem senso de coletividade. Ninguém está errado em querer o melhor para si. Mas se não cuidarmos do planeta o que deixaremos para as gerações seguintes?
Portanto, o que falta é uma consciência que entenda melhor os limites. E que promova um equilíbrio maior na distribuição da riqueza que é possível de ser gerada.
E que implica em mudar muito nossos condicionamentos, mas principalmente nossos sentimentos: menos individualismo, menos consumismo e egoísmo.
Não é preciso que surja um “novo cidadão”, mas que o sentimento, a consciência e a atitude que já existem em algumas pessoas se estenda a muitas outras e seja predominante na sociedade.
É preciso que a maioria abrace a causa da natureza, não como um modismo, mas como uma opção de vida, com a consciência de que a terra depende disto, hoje, amanhã e depois. Cuidar da natureza, como um hábito, um dever e uma obrigação.
Esta é uma equação complexa, um problema global, a que somos apresentados pela primeira vez na história, e que cada vez vai “gritar” mais forte por uma solução. Como vão “gritar” as pessoas que não terão água limpa para beber. Água que significa vida...cada vez mais cara e rara.
Paradoxo este da civilização, o de nos entendermos em evolução, e no entanto, de forma acelerada, extinguindo ou sujando de forma a tornar imprestável, o líquido que representa a vida. Mas a vida não é o objetivo maior? Se é assim porque destruimos o recurso que a mantém?
Trazendo agora o assunto para o nível pessoal, há alguns meses atrás eu comprei uma sacola de material durável, e a levo sempre ao mercado quando vou fazer compras. Com isto já economizei algumas centenas daquelas sacolinhas que lá são dadas e que vão terminar no lixo. Aprendi que também dá para evitar pequenos desperdícios de água, dispensar o carro em pequenos trajetos, economizar energia.
Tão pequeno isto, eu sei, mas me sinto bem. Em sintonia com o que a terra de fato precisa. Acredito nisto de irmos somando individualmente. Eu faço a minha parte, tento aqui convencer você, logo adiante mais alguém...
Porque se eu faço parte do problema, também quero fazer parte da solução.
E, em vez de só aguardar mudanças maiores dos países, governos e das demais pessoas, prefiro com honestidade me perguntar: O QUE EU POSSO FAZER PRA AJUDAR???
___________________________
Copyright © Juarez A Motyczka
All rights reserved
•Foto: jardim aqui de casa.
* há tanto para dizer sobre este tema...
Aquecimento global, consumismo e contrastes
Aquecimento global, consumismo e contrastes
No intervalo de um programa sobre o aquecimento global, havia uma série de comerciais: troque o seu carro, compre um computador mais atualizado, adquira uma casa maior.
Durante o programa a entonação preocupada do narrador, e nos muitos intervalos a euforia dos comerciais chamando consumo. No entanto é claro o contraste: quanto mais consumimos mais aquecemos o planeta.
E é difícil fechar esta equação. Por que de fato nunca consumimos tanto. E daqui para frente cada vez mais.
Em algumas grandes cidades, às vezes tem se a impressão que o trânsito vai se tornar ou já se tornou impossível, tal a quantidade de carros circulando. Engarrafamento, todo mundo parado, mas o motor funcionando e queimando combustível.
Há uma infinidade de anos eu leio notícias que a Amazônia está sendo destruída. Programas inteiros na televisão dedicados ao tema. No entanto, vejo que ano após ano a floresta vai encolhendo um tanto. Às vezes diminui um pouco o ritmo do desmatamento, mas nada que mude ou cesse o rumo que parece inexorável da destruição.
Eu sei que há iniciativas e atitudes que buscam melhorar a situação: protocolo de Kyoto, ONGs, maior consciência e educação ambiental, muitas pesquisas acontecendo e tudo isto vem a somar.
Mas, também é fato que o mundo é limitado em recursos, enquanto nossos desejos são ilimitados.
Progresso e desenvolvimento estão associados com maximizar resultados e lucros, e nisto a história mostra que a natureza sempre ficou em um segundo plano, ou então em plano nenhum.
As contas são feitas de forma individual. Por empresas ou indivíduos em uma equação bastante simples: Quanto mais melhor! Não há uma conta global efetiva levando em conta o equilíbrio ou harmonia com a ecologia. Considerando o que o planeta tem a oferecer. A conta é feita a partir do que cada um consegue extrair.
E também não há uma culpa individual. É uma atitude de todos mas sem senso de coletividade. Ninguém está errado em querer o melhor para si. Mas se não cuidarmos do planeta o que deixaremos para as gerações seguintes?
Portanto, o que falta é uma consciência que entenda melhor os limites. E que promova um equilíbrio maior na distribuição da riqueza que é possível de ser gerada.
E que implica em mudar muito nossos condicionamentos, mas principalmente nossos sentimentos: menos individualismo, menos consumismo e egoísmo.
Não é preciso que surja um “novo cidadão”, mas que o sentimento, a consciência e a atitude que já existem em algumas pessoas se estenda a muitas outras e seja predominante na sociedade.
É preciso que a maioria abrace a causa da natureza, não como um modismo, mas como uma opção de vida, com a consciência de que a terra depende disto, hoje, amanhã e depois. Cuidar da natureza, como um hábito, um dever e uma obrigação.
Esta é uma equação complexa, um problema global, a que somos apresentados pela primeira vez na história, e que cada vez vai “gritar” mais forte por uma solução. Como vão “gritar” as pessoas que não terão água limpa para beber. Água que significa vida...cada vez mais cara e rara.
Paradoxo este da civilização, o de nos entendermos em evolução, e no entanto, de forma acelerada, extinguindo ou sujando de forma a tornar imprestável, o líquido que representa a vida. Mas a vida não é o objetivo maior? Se é assim porque destruimos o recurso que a mantém?
Trazendo agora o assunto para o nível pessoal, há alguns meses atrás eu comprei uma sacola de material durável, e a levo sempre ao mercado quando vou fazer compras. Com isto já economizei algumas centenas daquelas sacolinhas que lá são dadas e que vão terminar no lixo. Aprendi que também dá para evitar pequenos desperdícios de água, dispensar o carro em pequenos trajetos, economizar energia.
Tão pequeno isto, eu sei, mas me sinto bem. Em sintonia com o que a terra de fato precisa. Acredito nisto de irmos somando individualmente. Eu faço a minha parte, tento aqui convencer você, logo adiante mais alguém...
Porque se eu faço parte do problema, também quero fazer parte da solução.
E, em vez de só aguardar mudanças maiores dos países, governos e das demais pessoas, prefiro com honestidade me perguntar: O QUE EU POSSO FAZER PRA AJUDAR???
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Copyright © Juarez A Motyczka
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•Foto: jardim aqui de casa.
* há tanto para dizer sobre este tema...