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Braga Cathedral / Sé de Braga

É uma vergonha, proibirem fotografias.

 

english

 

The Cathedral of Braga (Portuguese: Sé de Braga) is one of the most important monuments in the city of Braga, in Northern Portugal. Due to its long history and artistic significance it is also one of the most important buildings in the country.

 

History

 

The Diocese of Braga dates from the 3rd century AD, being one of the oldest in the peninsula and the centre for the Christianisation of Gallaecia (Northwestern Iberia). When Roman power was being dissolved by invading Germanic tribes, Braga (then called Bracara Augusta) became the capital of the Suebi Kingdom (409 to 584). Bishop Martin of Dumio, a great religious figure of the time, converted the Suebi to Catholicism around 550. The importance of Braga diminished during Visigoth times, and after the arrival of the Arabs (716) it lost its bishop seat.

 

The bishopric of Braga was restored around 1071, after the city was back into Christian hands, and Bishop Pedro started to build a cathedral, consecrated in 1089 (only the Eastern chapels were finished). Starting in 1093, the County of Portugal was ruled by Count Henry of Burgundy who, together with Bishop Geraldo de Moissac, managed to convince the Pope to turn Braga into an archbishopric in 1107. The archbishop of Braga had power over a large region in Northwestern Iberia, including most of Portugal and part of Galicia, in today Spain.

 

Construction on the cathedral was then resumed and lasted until the middle of the 13th century, but the details are obscure. The original 12th century-building was built in the Burgundian Romanesque style of the monastery church of Cluny. It influenced many other churches and monasteries in Portugal in that period. In later times the cathedral was greatly modified, so that today it is a mix of romanesque, Gothic, manueline and baroque styles. Particularly important were the addition of new chapels and the entrance gallery in gothic style, the new manueline main chapel, and the various additions in baroque times like the towers, chapels and much inner decoration.

 

Português

 

A Sé de Braga localiza-se na freguesia da Sé, cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal.

 

Constitui-se na sede do bispado fundado, segundo a tradição, por São Tiago Maior que aqui terá deixado como primeiro bispo o seu discípulo, São Pedro de Rates. Devido a essa origem apostólica é considerada como Sacrossanta Basílica Primacial da península Ibérica, e o seu Arcebispo, Primaz das Espanhas. Possui liturgia própria, a liturgia bracarense.

 

Considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico no país, aqui encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha, conde de Portugal e sua esposa, Teresa de Leão, pais de D. Afonso Henriques.

 

História

 

Assenta sobre as fundações de um antigo mercado ou templo romano dedicado a Ísis, conforme testemunha uma pedra votiva na parede leste, e os muros de uma posterior basílica paleocristã.

 

A sua história melhor documentada remonta à obra do primeiro bispo, D. Pedro de Braga, e corresponde à restauração da Sé episcopal em 1070, de que se conservam poucos vestígios.

 

Em 1128 foi iniciado um edifício de cinco capelas na cabeceira, por iniciativa do arcebispo D. Paio Mendes, parcialmente destruído pelo terramoto de 1135. Respeitando os cânones arquitectónicos dos Beneditinos clunicenses, os trabalhos foram dirigidos por Nuno Paio.

 

Em 1268 as obras ainda não estavam concluídas. O edifício continuou a ser modificado com algumas intervenções artísticas, sendo particularmente significativa a galilé, mandada construir, na fachada, por D. Jorge da Costa nos primeiros anos do século XVI e que viria a ser concluída por D. Diogo de Sousa. Este último mandou fazer as grades que agora a fecham, tendo ainda alterado o pórtico principal, (destruindo duas das suas arquivoltas) e mandado executar a abside e a capela-mor, obra de João de Castilho datada do início do século XVI.

 

Em 1688 destacou-se a campanha de obras promovida pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que modificou toda a frontaria ao gosto barroco, mandando executar também o zimbório que ilumina o cruzeiro.

 

Nas dependências da antiga casa do Cabido, mandada construir no início do século XVIII, pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles encontra-se atualmente o Tesouro Museu da Sé Catedral.

 

No século XX foi colocado junto aos claustros o túmulo da taumaturga, religiosa e estigmatizada, Irmã Maria Estrela Divina, centro de grande devoção popular.

 

Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910.

 

Templo principal

 

O templo românico apresentava a fachada neste estilo, ladeada por duas torres sineiras onde se abre o portal principal.

 

O interior é constituído por três naves, com seis tramos e cobertura de madeira, transepto desenvolvido e uma cabeceira com a abside rodeada por dois absidíolos.

 

Os elementos básicos desta traça ainda hoje se conservam com excepção da cabeceira.

 

O seu altar é dedicado à Virgem Maria.[1]

 

O essencial da escultura românica da Sé sobreviveu até hoje, estando concentrada nos portais (principal e lateral sul, a chamada "Porta do Sol") e nos capitéis do corpo do templo.

 

A igreja possui dois órgãos de tubos: o órgão do lado do Evangelho (1737) e o órgão do da Epístola (1739), obras de Simãos Fontanes e decorados em talha da autoria de Marceliano de Araújo.

 

É também notável o túmulo do Infante D. Afonso, filho de João I de Portugal, de estilo e proveniência Flamenga; e a pia baptismal gótico-manuelina.

 

Claustro

 

O atual claustro foi construído no século XIX em substituição a um anterior, gótico, e que já no século XVIII ameaçava ruína.

 

Aqui se encontra em nossos dias a sepultura da Irmã Maria Estrela Divina, religiosa Terciária Estigmatizada, que faleceu em odor de santidade.

 

Existe um outro claustro anexo mais antigo, chamado de Claustro dos Reis, uma vez que aqui se encontram sepultados os reis Suevos, segundo uma antiquíssima tradição.

 

Carrilhão

 

O primeiro carrilhão da Sé foi inaugurado no século XVII. Ao longo dos séculos, os Arcebispos de Braga acrescentaram novos sinos, tornando-o num dos maiores do país.

 

Em 1996 nele foram substituídos 23 sinos. Os sinos apeados ao longo dos séculos da Sé e das igrejas de Braga estão reunidos no Tesouro Museu da Sé Catedral, que contabiliza mais de 200 destas peças.

 

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Uploaded on September 12, 2012
Taken on September 1, 2012