Alte Village / Vila de Alte
www.visitealte.com/visitalte/inicio.html
English
Alte is a village and civil parish located in the municipality of Loulé, Portugal. Situated away from the coast, Alte is known as one of the most typical and unspoilt villages in the region of the Algarve. The village contains Algarve style whitewashed houses, traditional chimneys, and cobbled alleys. The Portuguese poet Cândido Guerreiro was born in Alte, in 1871.
Português
Alte é uma freguesia portuguesa do concelho de Loulé, com 94,69 km² de área e 2 176 habitantes (2001). Densidade: 23,0 hab/km².
A freguesia fica no Algarve, a região do extremo sul de Portugal Continental, que contém, grosso modo, três zonas naturais, estendendo-se de leste para oeste, paralelas à linha meridional da costa e caracterizadas por uma altitude média crescente de sul para norte à qual se associam determinados habitats naturais e humanos. São essas zonas o Litoral propriamente dito, o Barrocal e a Serra (esta última confinando, a norte, com o Alentejo). O território da freguesia de Alte reparte-se entre o Barrocal e a Serra.
A povoação de Alte, sede da freguesia, situa-se no centro geográfico do Algarve, exactamente no limite entre o Barrocal e a Serra. Afastada do turístico Litoral, é considerada uma das aldeias mais típicas e preservadas do Algarve (e mesmo de todo o Portugal), com as suas casas pintadas nas cores correntes da região (ocre, almagre, azulão, antracite, destacando-se de um fundo branco), as açoteias, as tradicionais chaminés e as ruelas pavimentadas em calçada portuguesa.
Em 1871, nasceu aí o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro, cujo retrato se encontra perpetuado nos painéis de azulejos do aprazível jardim da Fonte Pequena, juntamente com alguns dos seus poemas, o mais célebre dos quais se inicia pela seguinte quadra:
“Porque nasci ao pé de quatro montes
Por onde as águas passam a cantar
As canções dos moinhos e das fontes,
Ensinaram-me as águas a falar.”
José Carvalho Vieira
Esta escultura, da autoria dos escultores Fernanda Assis e Marcílio Campina, foi inaugurada no dia 23 de Novembro de 2003, no âmbito das comemorações do Centenário do nascimento de José Cavaco Vieira.
José Vieira, nasceu em Alte a 23 de Novembro de 1903 e faleceu a 28 de Fevereiro de 2002.
Aos 11 anos fez o exame da 4ª classe e iniciou a sua actividade profissional como empregado de escritório na firma Pontes Barros e Nascimento, em Alte, onde fez teatro e tocou vários instrumentos de corda no grupo de Isidoro Rodrigues Pontes.
Em 1921 partiu para Lisboa onde se empregou na Sociedade Portuguesa Importadora e Exportadora. À noite frequentava a Universidade Livre. Tirou o curso de Guarda-Livros. Frequentou a Academia de Amadores da Música onde aprendeu, entre vários assuntos, inglês, francês, música e pintura.
Em 1933 deixou Lisboa e radicou-se definitivamente em Alte, onde fundou, com outros conterrâneos, a Academia de Amadores da Música Altense.
Em 1936 exerceu o cargo de guarda-livros da Caixa Agrícola de Alte, passando a ser seu presidente, cargo que exerceu até atingir a reforma. Lutou para que esta Instituição não caísse e fez parte da direcção das Caixas de Crédito Agrícola do Algarve.
Foi Juiz de Paz e Presidente da Junta de Freguesia de Alte durante vários mandatos, função que desempenhou com extrema dedicação e zelo. Com donativos de amigos emigrantes conseguiu calcetar as ruas e alindar a Aldeia.
Em 1938 foi o dinamizador da participação de Alte no concurso das “Aldeias mais portuguesas de Portugal”, onde Alte ficou em 2º lugar.
Com outros altenses fundou o Grupo Folclórico de Alte, com o qual percorreu todo o País e estrangeiro, ensinando as danças e cantares que na sua mocidade ouviu e dançou. Foi seu Presidente durante perto de sessenta anos.
Foi um dos fundadores da Casa do Povo de Alte, onde criou um museu etnográfico, um dos primeiros do Algarve.
Fez parte da Federação das Casas do Povo do Algarve.
Depois de reformado dedicou-se à pintura, à escultura e à música, fazendo parte do grupo Erva Doce.
Colaborou assiduamente nos órgãos de comunicação local, com particular relevo no Jornal Ecos da Serra, onde escreveu artigos com o título de "Conversando", onde descrevia magistralmente os usos, costumes e pensamentos das gentes de Alte.
Estes artigos foram editados, em livro, pela Câmara Municipal de Loulé com o título "Conversando a Vida Toda". jf-alte.pt/index.php?option=com_content&view=article&...
Alte Village / Vila de Alte
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English
Alte is a village and civil parish located in the municipality of Loulé, Portugal. Situated away from the coast, Alte is known as one of the most typical and unspoilt villages in the region of the Algarve. The village contains Algarve style whitewashed houses, traditional chimneys, and cobbled alleys. The Portuguese poet Cândido Guerreiro was born in Alte, in 1871.
Português
Alte é uma freguesia portuguesa do concelho de Loulé, com 94,69 km² de área e 2 176 habitantes (2001). Densidade: 23,0 hab/km².
A freguesia fica no Algarve, a região do extremo sul de Portugal Continental, que contém, grosso modo, três zonas naturais, estendendo-se de leste para oeste, paralelas à linha meridional da costa e caracterizadas por uma altitude média crescente de sul para norte à qual se associam determinados habitats naturais e humanos. São essas zonas o Litoral propriamente dito, o Barrocal e a Serra (esta última confinando, a norte, com o Alentejo). O território da freguesia de Alte reparte-se entre o Barrocal e a Serra.
A povoação de Alte, sede da freguesia, situa-se no centro geográfico do Algarve, exactamente no limite entre o Barrocal e a Serra. Afastada do turístico Litoral, é considerada uma das aldeias mais típicas e preservadas do Algarve (e mesmo de todo o Portugal), com as suas casas pintadas nas cores correntes da região (ocre, almagre, azulão, antracite, destacando-se de um fundo branco), as açoteias, as tradicionais chaminés e as ruelas pavimentadas em calçada portuguesa.
Em 1871, nasceu aí o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro, cujo retrato se encontra perpetuado nos painéis de azulejos do aprazível jardim da Fonte Pequena, juntamente com alguns dos seus poemas, o mais célebre dos quais se inicia pela seguinte quadra:
“Porque nasci ao pé de quatro montes
Por onde as águas passam a cantar
As canções dos moinhos e das fontes,
Ensinaram-me as águas a falar.”
José Carvalho Vieira
Esta escultura, da autoria dos escultores Fernanda Assis e Marcílio Campina, foi inaugurada no dia 23 de Novembro de 2003, no âmbito das comemorações do Centenário do nascimento de José Cavaco Vieira.
José Vieira, nasceu em Alte a 23 de Novembro de 1903 e faleceu a 28 de Fevereiro de 2002.
Aos 11 anos fez o exame da 4ª classe e iniciou a sua actividade profissional como empregado de escritório na firma Pontes Barros e Nascimento, em Alte, onde fez teatro e tocou vários instrumentos de corda no grupo de Isidoro Rodrigues Pontes.
Em 1921 partiu para Lisboa onde se empregou na Sociedade Portuguesa Importadora e Exportadora. À noite frequentava a Universidade Livre. Tirou o curso de Guarda-Livros. Frequentou a Academia de Amadores da Música onde aprendeu, entre vários assuntos, inglês, francês, música e pintura.
Em 1933 deixou Lisboa e radicou-se definitivamente em Alte, onde fundou, com outros conterrâneos, a Academia de Amadores da Música Altense.
Em 1936 exerceu o cargo de guarda-livros da Caixa Agrícola de Alte, passando a ser seu presidente, cargo que exerceu até atingir a reforma. Lutou para que esta Instituição não caísse e fez parte da direcção das Caixas de Crédito Agrícola do Algarve.
Foi Juiz de Paz e Presidente da Junta de Freguesia de Alte durante vários mandatos, função que desempenhou com extrema dedicação e zelo. Com donativos de amigos emigrantes conseguiu calcetar as ruas e alindar a Aldeia.
Em 1938 foi o dinamizador da participação de Alte no concurso das “Aldeias mais portuguesas de Portugal”, onde Alte ficou em 2º lugar.
Com outros altenses fundou o Grupo Folclórico de Alte, com o qual percorreu todo o País e estrangeiro, ensinando as danças e cantares que na sua mocidade ouviu e dançou. Foi seu Presidente durante perto de sessenta anos.
Foi um dos fundadores da Casa do Povo de Alte, onde criou um museu etnográfico, um dos primeiros do Algarve.
Fez parte da Federação das Casas do Povo do Algarve.
Depois de reformado dedicou-se à pintura, à escultura e à música, fazendo parte do grupo Erva Doce.
Colaborou assiduamente nos órgãos de comunicação local, com particular relevo no Jornal Ecos da Serra, onde escreveu artigos com o título de "Conversando", onde descrevia magistralmente os usos, costumes e pensamentos das gentes de Alte.
Estes artigos foram editados, em livro, pela Câmara Municipal de Loulé com o título "Conversando a Vida Toda". jf-alte.pt/index.php?option=com_content&view=article&...