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Lisbon Aqueduct - Aqueduto de Lisboa 24-05-14

English

 

en.wikipedia.org/wiki/%C3%81guas_Livres_Aqueduct

 

The Águas Livres Aqueduct (Portuguese: Aqueduto das Águas Livres, pronounced: [ɐkɨˈdutu dɐʃ ˈaɡwɐʃ ˈlivɾɨʃ], "Aqueduct of the Free Waters") is a historic aqueduct in the city of Lisbon, Portugal. It is one of the most remarkable examples of 18th-century Portuguese engineering. The main course of the aqueduct covers 18 km, but the whole network of canals extends through nearly 58 km.

 

The city of Lisbon has always suffered from the lack of drinking water, and King John V decided to build an aqueduct to bring water from sources in the parish of Caneças, in the modern municipality of Odivelas. The project was paid for by a special sales tax on beef, olive oil, wine, and other products.

 

Construction started in 1731 under the direction of Italian architect Antonio Canevari, replaced in 1732 by a group of Portuguese architects and engineers, including Manuel da Maia, Azevedo Fortes and José da Silva Pais. Between 1733 and 1736, the project was directed by Manuel da Maia, who in turn was replaced by Custódio Vieira, who would remain at the head of the project until around 1747.

 

Custódio Vieira conceived the centerpiece of the aqueduct, the arches over the Alcantara valley, completed in 1744. A total of 35 arches cross the valley, covering 941 m. The tallest arches reach a height of 65 m, and many are pointed, reminiscent of arches in Gothic style. It is considered a masterpiece of engineering in the Baroque period.

 

In 1748, although the project was still unfinished, the aqueduct finally started to bring water to the city of Lisbon, a fact celebrated in a commemorative arch built in the Amoreiras neighbourhood. From this period on, construction was overseen by other architects, including Carlos Mardel of Hungary and others. During the reigns of José I and Maria I, the network of canals and fountains was greatly enlarged.

 

The Mãe d'Água (Mother of the Water) reservoir of the Amoreiras, the largest of the water reservoirs, was finished in 1834. This reservoir, with a capacity of 5,500 m³ of water, was designed by Carlos Mardel. It is now deactivated and can be visited as part of the Museu da Água (Water Museum).

 

Starting in 1836, the aqueduct was where criminal Diogo Alves committed most of his murders. He was sentenced to death and hanged in 1841.

 

Português

 

pt.wikipedia.org/wiki/Aqueduto_das_%C3%81guas_Livres

 

O Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água à cidade de Lisboa, em Portugal, e que tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara, um dos bilhetes postais de Lisboa.

 

O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, Sintra, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755.

 

Desde que as populações se começaram a instalar na região de Lisboa, que a escassez de água potável foi uma constante. Apesar da existência de um rio no local, o Tejo, a sua água é imprópria para consumo, pois a ampla foz do rio faz com que a água seja contaminada pelo mar, tendo por isso níveis de salinidade inadequados. A única área de Lisboa com nascentes de água era o bairro de Alfama. Com o crescimento da cidade para fora das cercas medievais foi-se instalando uma situação de défice crónico no abastecimento de água. Foi ganhando então força a ideia de aproveitar as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas. Estas águas foram primeiramente utilizadas pelos romanos, que aí haviam construído uma barragem e um aqueduto.

 

Em 1571, Francisco de Holanda (1517 - 1585) propõe a D. Sebastião (1554 - 1578) na sua obra Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa que estabelecesse uma rede de abastecimento de água que servisse a cidade de Lisboa, rede essa que tinha já sido iniciada pelos romanos. Os vestígios do aqueduto romano eram ainda suficientes para que tivessem sido considerados, em 1620, para a passagem das Águas Livres de Lisboa. Anos mais tarde, D. Filipe II (1578 - 1621) instituiu o real da água, um imposto sobre a carne e vinho que tinha como objectivo principal o financiamento das obras de construção do sistema de abastecimento de água para a capital. Porém, o projecto não foi sequer iniciado, tendo o dinheiro angariado por esse imposto sido utilizado para ajudar pobres e doentes.

 

Preocupado com a falta de água na cidade, o Procurador da Cidade, em 1728, estabeleceu, à semelhança de D. Filipe II, uma taxa sobre a carne, vinho, azeite e outros produtos alimentares com o intuito de arranjar financiamento para a construção do aqueduto. Um ano depois, em 1729, foram nomeados três homens para a elaboração do plano de construção do sistema que incluiria a construção de um troço monumental do aqueduto sobre o vale de Alcântara. Esses três homens eram António Canevari, arquitecto italiano, o Coronel Engenheiro Manuel da Maia e João Frederico Ludovice, arquitecto alemão, responsável também pelo Convento de Mafra.

 

Em 1731, o Alvará Régio do rei D. João V ditou o início do projecto. Um ano depois, Canevari é afastado da direcção do empreendimento, tendo sido substituído por Manuel da Maia. Este orientou o traçado que o aqueduto deveria seguir desde a nascente até à cidade. O sistema iria terminar num enorme "cálice" a partir do qual sairiam várias condutas que ligariam aos muitos chafarizes espalhados por Lisboa. Optou-se por um aqueduto forte mas não magnífico, fazendo contudo um castelo monumental já dentro da cidade onde chegaria a água, edifício o qual a população poderia melhor apreciar devido à sua proximidade.

 

Passados cinco anos do Alvará Régio, e as obras ainda não tinham sequer sido iniciadas. Manuel da Maia, então responsável pelo projecto, foi substituído por Custódio Vieira. As obras começaram muito lentamente devido a atritos com os mais altos responsáveis pela obra, tal como prior de S. Nicolau. Em 1740 começou a ser construído o troço mais conhecido e mais visível do aqueduto. Quatro anos depois, em 1744, é finalizado o Arco Grande, e morre Custódio Vieira. A obra passou a ser dirigida pelo húngaro Carlos Mardel, que haveria de ter, após o grande terramoto de 1755, um papel crucial na reconstrução da Baixa Pombalina. Foi ele que decidiu instalar a Mãe d'Água perto do Rato, nas Amoreiras, ao invés da proposta inicial de se localizar em S. Pedro de Alcântara. A solução foi muito questionada e criticada, sobretudo por Ludovice, que queria que o "cálice" fosse construído onde inicialmente tinha sido pensado, mas mesmo assim a obra continuou. Em 1748, com a finalização dos 12 arcos de volta perfeita das Amoreiras, o aqueduto ficou terminado, transportando diariamente cerca de 1300 m³ de água, três vezes mais que a oferta original.

 

Depois de ter entrado em funcionamento, em 1748, toda uma nova rede de chafarizes e fontes foi construída na cidade, alimentados por gravidade, como por exemplo o Chafariz da Esperança. Desde logo, também, a capacidade do aqueduto foi aumentada devido às crescentes necessidades de água potenciadas pelo crescimento demográfico da cidade. Os sucessivos aumentos do aqueduto, principalmente a montante, com o objectivo de fazer chegar até ele mais água, totalizaram um comprimento de 58 135 metros de galerias subterrâneas e também elevadas.

 

O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves (o Pancadas), um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos depois de as roubar, simulando um suicídio, e que foi enforcado. Foi o último condenado à morte da História de Portugal.

 

Em 1880, a importância do aqueduto diminuiu bastante devido ao início da exploração das águas do Alviela, através do Aqueduto do Alviela que levava a água até ao reservatório dos Barbadinhos onde a água era elevada com máquinas a vapor, alimentando Lisboa de água potável. O aqueduto manteve-se porém em funcionamento até 1967, tendo sido definitivamente desactivado pela Companhia das Águas de Lisboa em 1968.

 

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Uploaded on May 24, 2014
Taken on May 24, 2014