Alentejo | Алентежу
ADÁGIO EM SOL MAIOR PARA VOZ E VIOLONCELO
A terra é vasta mas finita
É na alma que se guarda o universo
1.
A luz sem limites
Alentejo
A dor sem fim
2.
O rumor do silêncio
As noites brancas
A alma plena
3.
O sol a pique no restolho
As mãos coando o estio da tarde
O Alentejo refulge tanta luz!
4.
O sol
A solidão
O Alentejo
5.
O pão
A míngua
O cantochão
6.
Entre o trigo e as papoulas
A terra exangue
Recebe o suor dos teus dias
Bendiz o teu sangue
7.
Quantos filhos tem a dor?
Quantas dores há no lamento?
Quantas marés tem o mar?
Quantos dedos tem o vento?
A dor legitima a esperança
Mas são as mãos que desbravam o paraíso
JOAQUIM MURALE
'in' VIAGEM AO JARDIM DA IRA - 40 ANOS DE POESIA
Alentejo | Алентежу
ADÁGIO EM SOL MAIOR PARA VOZ E VIOLONCELO
A terra é vasta mas finita
É na alma que se guarda o universo
1.
A luz sem limites
Alentejo
A dor sem fim
2.
O rumor do silêncio
As noites brancas
A alma plena
3.
O sol a pique no restolho
As mãos coando o estio da tarde
O Alentejo refulge tanta luz!
4.
O sol
A solidão
O Alentejo
5.
O pão
A míngua
O cantochão
6.
Entre o trigo e as papoulas
A terra exangue
Recebe o suor dos teus dias
Bendiz o teu sangue
7.
Quantos filhos tem a dor?
Quantas dores há no lamento?
Quantas marés tem o mar?
Quantos dedos tem o vento?
A dor legitima a esperança
Mas são as mãos que desbravam o paraíso
JOAQUIM MURALE
'in' VIAGEM AO JARDIM DA IRA - 40 ANOS DE POESIA