Inequality and microcephaly / Desigualdad y microcefalia
Round table on "Structural inequality and microcephaly: the social determination of an epidemic" / Mesa-redonda: "Desigualdade estrutural e microcefalia: a determinação social de uma epidemia".
A mesa-redonda foi um grande sucesso, com mais de 300 presentes e cobertura de diversos meios jornalísticos.
A mesa-redonda debateu alguns aspetos cruciais da epidemia de microcefalia que afeta amplas regiões do Brasil, particularmente no Nordeste do país. O evento sinalizou a necessidade de mudar o foco da discussão predominante, centrada nas soluções tecnocientíficas como a aplicação massiva de químicos (fumacê, larvicidas, etc.), a modificação genética do mosquito Aedes Aegypti, e inclusive uma campanha internacional para a extinção definitiva do mosquito. A proposta foi colocar a ênfase na análise das condições de desigualdade social estrutural que afetam a uma parcela expressiva da população brasileira, que se manifesta, por exemplo, no acesso extremamente inequitativo aos bens e serviços essenciais referentes às políticas urbanas, como os de saneamento básico. Nesta perspectiva, nem as causas principais da epidemia são meramente de caráter biológico-natural, nem tampouco a solução pode ser encontrada em intervenções exclusivamente tecnocientíficas, e muito menos em soluções centradas nos interesses de mercado. Os palestrantes argumentaram que as raízes do problema são de caráter socioeconômico e, fundamentalmente, político. Portanto, as soluções também deverão ter esse caráter, e devem se centrar na promoção de políticas baseadas nos princípios da igualdade social e da inclusão, orientadas a garantir a universalização do acesso às condições essenciais para a vida digna. Isto apresenta um desafio de enormes proporções dadas a condições atuais que confronta o país, que incluem a possibilidade de um forte retrocesso na qualidade das condições de vida dos setores populares e um incremento ainda maior das desigualdades sociais estruturais.
A mesa-redonda contou com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais:
André Monteiro, Pesquisador, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Pernambuco)
Idê Gurgel, Pesquisadora (Fiocruz-Pernambuco)
Paulo Rubem Santiago, Presidente, Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ)
Cidoval Morais de Sousa, Professor Adjunto, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
José Esteban Castro, Professor, Newcastle University, Coordenador da Rede WATERLAT-GOBACIT
O evento organizado por André Monteiro do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Hermelinda Rocha Ferreira, ambos da Rede WATERLAT-GOBACIT, através de suas Áreas Temáticas 3 (Ciclo Urbano da Água e Serviços Públicos Esenciais) e 5 (Água e Saúde). Contou também com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ).
Inequality and microcephaly / Desigualdad y microcefalia
Round table on "Structural inequality and microcephaly: the social determination of an epidemic" / Mesa-redonda: "Desigualdade estrutural e microcefalia: a determinação social de uma epidemia".
A mesa-redonda foi um grande sucesso, com mais de 300 presentes e cobertura de diversos meios jornalísticos.
A mesa-redonda debateu alguns aspetos cruciais da epidemia de microcefalia que afeta amplas regiões do Brasil, particularmente no Nordeste do país. O evento sinalizou a necessidade de mudar o foco da discussão predominante, centrada nas soluções tecnocientíficas como a aplicação massiva de químicos (fumacê, larvicidas, etc.), a modificação genética do mosquito Aedes Aegypti, e inclusive uma campanha internacional para a extinção definitiva do mosquito. A proposta foi colocar a ênfase na análise das condições de desigualdade social estrutural que afetam a uma parcela expressiva da população brasileira, que se manifesta, por exemplo, no acesso extremamente inequitativo aos bens e serviços essenciais referentes às políticas urbanas, como os de saneamento básico. Nesta perspectiva, nem as causas principais da epidemia são meramente de caráter biológico-natural, nem tampouco a solução pode ser encontrada em intervenções exclusivamente tecnocientíficas, e muito menos em soluções centradas nos interesses de mercado. Os palestrantes argumentaram que as raízes do problema são de caráter socioeconômico e, fundamentalmente, político. Portanto, as soluções também deverão ter esse caráter, e devem se centrar na promoção de políticas baseadas nos princípios da igualdade social e da inclusão, orientadas a garantir a universalização do acesso às condições essenciais para a vida digna. Isto apresenta um desafio de enormes proporções dadas a condições atuais que confronta o país, que incluem a possibilidade de um forte retrocesso na qualidade das condições de vida dos setores populares e um incremento ainda maior das desigualdades sociais estruturais.
A mesa-redonda contou com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais:
André Monteiro, Pesquisador, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Pernambuco)
Idê Gurgel, Pesquisadora (Fiocruz-Pernambuco)
Paulo Rubem Santiago, Presidente, Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ)
Cidoval Morais de Sousa, Professor Adjunto, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
José Esteban Castro, Professor, Newcastle University, Coordenador da Rede WATERLAT-GOBACIT
O evento organizado por André Monteiro do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Hermelinda Rocha Ferreira, ambos da Rede WATERLAT-GOBACIT, através de suas Áreas Temáticas 3 (Ciclo Urbano da Água e Serviços Públicos Esenciais) e 5 (Água e Saúde). Contou também com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ).