Sou um fotógrafo. Quero registrar aqui, para que fique anotado em algum lugar, que hoje me considero, enfim, fotógrafo. Não acho necessário abordar a recorrente questão do amador x profissional. Não! Apenas fotógrafo, explico:

Desde nascidos, minha irmã (1980) e eu (1981), sempre fomos bastante fotografados por nossos pais, assim como acontece na maioria das famílias. Não sei que câmera meu pai utilizava à época, mas tenho na memória a imagem de uma câmera bem pequena, de uso amador, certamente. Lembro-me de brincar com ela e me divertir botando o olho do lado inverso da ocular para ver, deformadas, mais distantes que a olho nu, as coisas ao meu redor. Me lembro do cuidado que tinha a minha mãe ao colocar as fotos, freqüentemente reveladas, sempre em álbuns com datas e referências. Assim voaram os anos 80.

Em 1991 nos mudamos para Cuiabá – MT e, com menos recursos financeiros, as revelações não eram mais tão freqüentes. Mas as centenas de fotos colecionadas nos anos anteriores sempre eram revisitadas.

Em 1995, quando completei 15 anos, recém chegado de Cuiabá para São Paulo, ganhei de presente uma Yashica MG-3, e passei a fotografar novamente. Mas longe, bem longe do pensamento fotográfico. Assim, de rolo em rolo, fotografei mais uma década de minhas experiências, chegando ao terceiro milênio fascinado pelas compactas digitais.

Disseram-me em 2004, quando escolhi uma Canon A410, que era bobagem, logo estaria perdida numa gaveta. Não aconteceu bem assim. Fotografei muito com ela, muito mesmo. Tanto que em um ano queimou seu sensor digital. Felizmente a Canon concordou em substituir a A410 por uma A430 nova, que tenho até hoje.

Nestes tempos já me era evidente que a fotografia estava profundamente ligada a mim. Logo tive uma Sony H2, que me acompanhou nos primeiros ensaios técnicos, e a Nikon D80 que é minha ferramenta principal hoje.

Enfim, não quero fazer uma retrospectiva tediosa sobre minha vida pregressa, quero apenas compreender e compartilhar com os mais íntimos a real dimensão da arte fotográfica em minha vida.

Concluo dessas breves reflexões que não sou músico, não sou bancário, não sou físico, não sou engenheiro nem motorista. Sou fotógrafo, pois é isso que motiva minhas ações, opções, investimentos, destinos, enfim, meus olhos.

Read more

Testimonials

Nothing to show.