O rapper Tiger, acaba de lançar o seu primeiro cd solo intitulado “Poder simbólico”. Patrocinado pelo Funcultura, composto por 12 faixas, todas de própria autoria, o disco é composto pelo Rap tradicional com Dj e Mc e as letras são mais dançantes e atuais.

 

O recente trabalho de Tiger, além de falar de temas sérios e sociais, direciona um novo olhar para as coisas boas da periferia, uma forma de divulgar os seus aspectos positivos, muitas vezes esquecidos. “Minhas músicas não são amarguradas. Eu quero desmistificar as mazelas da periferia. Que tem problemas todo mundo sabe, mas também tem outras coisas. Além disso, não quero falar apenas para o pessoal da periferia, quero ir além e mostrar o meu trabalho para toda a sociedade” esclarece Tiger.

 

Outro diferencial do trabalho apresentado pelo rapper é investir em melodias mais dançantes. “Observei que as músicas mais sérias, que levantavam questões importantes, não eram tão dançantes, as pessoas acabavam dispersando e nem ouviam a letra direito. Então, uni letras sérias com ritmo bom para dançar, assim o público assimila a mensagem e se diverte ao som das músicas”. Por isso, em sua pesquisa para identificar o trabalho que gostaria de fazer Tiger chegou à música clássica. Faixas como Quem foi que disse?, tem introdução que toma como base trecho de uma obra de Johann Strauss. Neste trabalo, Tiger contou com as participações especiais de Zé Brown, DJ Beto (Faces do Subúrbio) e Bruno Lins (Grupo Fim de Feira).

 

Faces do Subúrbio - Tiger, ao lado de Zé Brown, liderou a Faces do Subúrbio, uma das bandas de maior expressão do Alto José do Pinho - PE. Criada em 1992, com inspiração em rappers brasileiros e em bandas que misturavam o estilo ao rock, os dançarinos de break Tiger e Zé Brown começaram a se apresentar em festivais como o Abril Pro Rock. Em 1996, o Faces do Subúrbio incorporou uma estrutura de banda, com guitarra, baixo, bateria e DJ, passando a tocar para multidões em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O Faces do Subúrbio chegou a ser indicado para um Grammy Latino e fez vários shows na França em 2005. Com a Faces do Subúrbio Tiger gravou quatro Cd’s (2 independentes, 2 pela gravadora MZA Music) e fez participações especiais em discos de diversos artistas conhecidos nacionalmente, entre eles Zeca Baleiro, com quem a banda gravou a faixa “Piercing” do cd “Vô imbolá”, lançado em 2000.

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