Alan B. T. Silva
Formado em História, já lecionou a disciplina em colégios de São Paulo. Em 2008, resolve mudar completamente de caminho profissional e viaja para Buenos Aires para estudar fotografia. Após uma vivência de muitos estudos e experimentações, em 2009 retorna a São Paulo e ingressa no mundo profissional da fotografia. Atualmente, exerce três ofícios: é Produtor Cultural,Fotógrafo e Professor de fotografia para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
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"A fotografia não mudou desde a sua origem, exceto em seus aspectos técnicos, o que, para mim, não constitui preocupação maior. A fotografia parece ser uma atividade fácil: é uma operação diversa e ambígua, em que o único denominador comum entreos que a praticam é o instrumento. O que escapa deste gravador não escapa às contingências econômicas de um mundo de desordens, às tensões cada dia mais intensas e a consequencias ecológicas mais insensatas.
A fotografia ''fabricada'' ou representada não me concerne. E se faço um julgamento, será apenas de ordem psicológica e sociológica. Há os que fazem fotografia preparada de antemão e os que vão à descoberta da imagem, surpreendendo-a. A camera fotográfica é para mim um bloco de notas, instrumento da intuição e da espontaneidade, mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo.
Para ''revelar '' o mundo é preciso sentir-se implicado no que se enquadra através do visor. Essa atitude exige disciplina de espírito, sensibilidade e senso de geometria. É através de uma grande economia de meios que chegamos à sensibilidade de expressão. Deve-se sempre fotografar com o maior respeito ao sujeito e a sí próprio. Fotografar é segurar o fôlego quando todas as nossas faculdades se conjugam diante da realidade fugidia; é quando a captura da imagem representa uma grande alegria física e intelectual.
Fotografar é, num mesmo instante e numa fração de segundo, reconhecer um fato e a organização rigorosa das formas percebidas visualmente que exprimem e significam este fato. É colocar na mesma mira a cabeça, o olho e a emoção. No que me concerne, fotografar é um meio de compreender, que não pode se separar dos outros meios de expressão visual. É uma forma de gritar, de se liberar e não de provar ou de afirmar sua própria originalidade.
É uma forma de viver.''
Henri Cartier Bresson
- JoinedJune 2009
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