Nascido há 51 anos às margens do Velho Chico, no alto sertão sergipano, na cidade de Gararu/Sergipe, Nailson Moura tem conciliado há quatro o seu trabalho como industriário com a fotografia.

 

Embora a sua paixão pela fotografia fosse antiga, o marco inicial de sua atividade como fotógrafo foi a aquisição de sua primeira máquina, um Nikon D60, em 23/04/2008. “Quando adquiri o equipamento não tinha noção alguma das técnicas e por isso tratei logo de fazer um curso básico na Escola Focus de São Paulo, já que na época não havia curso aqui no estado. Além do curso, procurei aprimorar o meu conhecimento com a leitura de vários livros técnicos específicos. O que me ajudou foi o fato de eu ser, antes de mergulhar no universo da fotografia, um comprador compulsivo das obras dos grandes mestres e hoje minhas referências. Cito quatro que são da maior importância pra mim: Evandro Teixeira, João Roberto Ripper, Araquém Alcântara e Sebastião Salgado. Posteriormente, conheci e fiquei fascinado pelo trabalho do fotógrafo gaúcho Tadeu Vilani.”

 

Com fotos já publicadas em livros e revistas, a atividade que começou como hobby, também já lhe rendeu quatro exposições, duas coletivas e duas individuais. A primeira coletiva foi com o Fotoclube Monaliza Godoy, no Shopping Riomar, em comemoração ao dia mundial da fotografia. A segunda, individual, intitulada “Raízes”, que já passou por diversas cidades do estado, é uma alusão ao fato de serem registros de cenas que povoaram a sua infância em sua cidade natal, a qual continua fortemente ligado. Atualmente o trabalho do autor também poderá ser visto no Centro de Arte e Cultura J. Inácio, na Orla, onde divide com os fotógrafos Jr BeiraMar e Francisco Moreira a exposição “O couro e a festa em Sergipe”, e no Salão Djenal Gonçalves, na Assembleia Legislativa de Sergipe, com a Exposição Fotografias.

 

Com um trabalho baseado em duas obras consagradas da literatura nacional, os livros Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e Os Sertões, de Euclides da Cunha, com recursos próprios, tem viajado pelos sertões do nordeste nas férias e nos feriados prolongados, procurando registrar o homem, a terra e como ele sobrevive nesse meio. “Como todo mundo que milita nesse meio, sonho em transformar esse material em um livro”, garante. O fotógrafo diz que o seu trabalho é cinza como a caatinga no verão seco e colorido como as festas juninas no inverno chuvoso. “Nós somos o resultado de nossas lembranças e o meu trabalho está sedimentado naquilo que vi e vivi. E, como disse o Fotógrafo José Medeiros, Fotografamos o que vemos e o que vemos depende do que somos”, concluiu.

 

O resultado de tudo isso o tem surpreendido, pois, mesmo com pouco tempo de prática, ele revela estar feliz com o reconhecimento do trabalho. “Para o tempo que tenho como fotógrafo, o resultado foi além do que imaginei. O segredo é fazer tudo com amor e encarar os obstáculos com a naturalidade de quem deseja ver seus sonhos e projetos realizados”, garante Nailson Moura.

 

Ilma Fontes

Jornalista

 

Contatos:

nailsonoliveiramoura@yahoo.com.br

79-9606-9337

Site: nailsonmoura.46graus.com/portfolio

 

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  • JoinedJanuary 2009
  • OccupationFotógrafo
  • HometownGararu - Sergipe, Brasil
  • Current cityAracaju - Sergipe
  • CountryBrasil

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