Bonequinhos de resina feitos por um jovem artista plástico caem no gosto de famosos e anônimos.

 

Auto-estima pouca é bobagem.Nestes tempos de culto a celebridades fugazes, exacerbar a porção narcisista que existe em cada um esta em alta. E a egotrip do momento é fazer pequenos clones de si mesmo. São bonecos em três dimensões - cheios de graça e personalidade , diga-se – que servem para decorar a sala , enfeitar bolos de casamento ou apenas satisfazer o desejo de ter em suas mãos uma miniatura da mais perfeita das criaturas: você.

 

Quem anda reproduzindo gente a torto e a direito é o artista plástico carioca Max Porto, de 28 anos.Desde janeiro, 30 pessoas já foram minimizadas.Craque em modelar desde pequeno, ele usa uma cerâmica plástica importada chamada Super Sculpey, bem maleável, para construir suas peças. Depois de ir ao forno – ele usa o convencional que tem em casa mesmo – o material endurece, virando uma resina super-resistente.Os retoques são feitos à mão, com tinta acrílica e muita licença poética.

 

-Além de auto-estima, a pessoa precisa ter humor. Porque eu faço uma releitura da imagem de cada um, como se fosse uma caricatura – adianta o criador dos Mini-mins, batizados assim numa alusão ao Mini-me , clone do Dr. Evil, o vilão dos filmes da série Autin Powers – a minha arte é para pessoas que se gostam, que não têm neuras.

 

Por mais lindas e bem resolvidas que sejam as pessoas, todo mundo quer uma versão melhorada de si mesmo.Apesar do tom cartoonesco das miniaturas, Max, dentro do possível, dá uma ajudinha a seus clientes, acrescentando seios mais fartos a quem precisa ou reduzindo alguns quilinhos em quem anda um pouco fora de forma.Mas só um pouco.

 

-Não pode ser nada muito radical, para não descaracterizar a pessoa – justifica.

 

O estilo do artista fica entre o real e o desenho animado, em bonecos de apenas quatro dedos, como nas animações. Assim como afirmam os caricaturistas, Max acha mais difícil minimizar pessoas bonitas, por serem mais simétricas.

 

-Você fica sem ter muito com o que brincar. Os homens são um prato cheio, porque sempre têm um nariz mais robusto ou um ou outro elemento mais forte que dá para explorar – diz, lembrando de agradecer aos amigos feios que serviram de modelo para ele.

 

Desde que começou, oficialmente, a fazer os Mini-mins, Max já minimizou cerca de cem pessoas. Entre os famosos que viraram bonequinhos nas mãos dele estão a atriz Renata Sorrah, e a estilista Lenny Niemeyer e o multifacetado Miguel Falabella.

-Fiz o Miguel Falabella em cinco momentos: atuando, dirigindo, escrevendo, apresentando o “Vídeo show” e agradecendo o público de braços abertos – diz o artista, lamentando não ter visto a reação do ator na hora que abriu o presente, encomendado por uma amiga – Minha maior recompensa é quando a pessoa se reconhece no meu trabalho, mas como o Falabella é muito curioso, abriu o presente antes deu chegar ao lugar marcado.

 

Tornar-se uma celebridade – ainda que de cabeceira e em miniatura – pelas mãos de Max custa entre R$350 E R$ 800, dependendo da complexidade da peça. Depois de aprovado o clone, em três dias a pessoa amada chega até você, promete o Deus da massinha.

 

( REVISTA O GLOBO * 8 DE JULHO DE 2007 / COMPORTAMENTO )

 

PÁG.S 10 E 11

 

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Quando foi que conheci o trabalho do MAX? Nem sei. Sei que tenho minha referëncia de artista antes e depois de conhecer o trabalho dele. Genial, criativo, talentoso, dono de uma garra fantástica. Uma pessoa especial, pelo ser humano maravilhoso que é, pelo artista nato, pelo amigo carinhoso, pelo menino divertido, por … Read more

Quando foi que conheci o trabalho do MAX? Nem sei. Sei que tenho minha referëncia de artista antes e depois de conhecer o trabalho dele. Genial, criativo, talentoso, dono de uma garra fantástica. Uma pessoa especial, pelo ser humano maravilhoso que é, pelo artista nato, pelo amigo carinhoso, pelo menino divertido, por tudo! Max, que o flickr seja apenas mais um palco pra vc, meu anjo. Te adoro, sempre, sempre. Beijos!!!

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April 30, 2008