Eu não sou exatamente como gostaria. A educação, os hábitos, os mitos moldam uma pessoa inconscientemente, mais profundo do que podemos imaginar. Mas sinto que devo buscar o poder de construir o tipo de relacionamento que me fará sentir melhor. Sem barreiras. Sem posições. Se, como diz o psicanalista Wiheim Reich, “ a sexualidade é o centro em torno do qual gravita toda a vida social (...) do individuo “, é fundamental que busquemos mais controle sobre a satisfação sexual e a construção de um sentido para o ato e os sentimentos que envolvem. Temos a vida toda para viver e transformar conforme nossos desejos. Só é preciso tomar coragem. Muitos outros fatores podem ser inseridos na discussão, como a necessidade de associar o sexo ao amor ou a extensão de um relacionamento mais profundo; a formação ou não de um núcleo familiar; a poligamia como forma de satisfazer impulsos naturais ou a monogamia como uma repressão necessária para a construção de uma relação mais firme; tudo insto tendo em vista não nos fecharmos em pré-noções e soluções fáceis.Enfim, falar sobre uma situação de perda e sua superação. Na minha construção do amor está aparecendo que o prazer, a aventura, a paixão são sempre maiores que a decepção e a dor, desde que tenhamos uma visão de mundo positiva, que saiba encarar nossas limitações e o fato de que as coisas não funcionam exatamente como queremos. Podemos buscar nossos desejos, lutar por eles, e é isto o que importa no final; mas o sentido das coisas é determinado por uma relação complexa de forças que muitas vezes não temos controle. Porém, o medo de sofrermos não pode nunca ser maior que o desejos de nos sentirmos vivos. Devemos encarar os riscos e as suas conseqüências.Como podemos agir quando nos acostumamos a sentar e assistir? As lições e o conhecimento estão no quadro. A verdade e a salvação, no altar. - E as imagens da vida na tela. - Nós trocamos os desejos por aceitação. - Natureza é conflito. Sociedade é submissão.- Agir não é apenas fazer alguma coisa. Nossas ações constroem e alteram a realidade. Para que e para quem estamos agindo? As pessoas têm seu papel e você aprende o seu no jornal ou na escola. Aprende em casa como se comportar, para ser um trabalhador passivo, ou um chefe insensível ou um ladrão. Isto é educação, de qualquer forma. Nos ensinam o destino, mas não de onde provém. Somos apenas coadjuvantes neste espetáculo e talvez isto explique a existência de heróis: pessoas como nunca vamos ser, livres e fortes. Talvez isto explique a existência de ídolos, pessoas como nunca poderemos ser... Você aprende o que comprar para esquecer a falta de poder e liberdade. Sua vida vai embora mas você reza para o tempo passar rápido, até o próximo fim de semana. No final é apenas uma questão de aceitar as regras, abrir mão de algumas coisas para ter outras. Natureza é conflito. Sociedade é submissão. A conveniência se impõe sobre a liberdade e o poder sobre a vontade. Quem constrói a verdade controla sua vida. Cansados de perder alguns tentam mudar por dentro.
- JoinedDecember 2008
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