E por alguns minutos eu me vejo afogada nesse mar de fragilidade, igualzinha a uma criança que teme entrar no mar quando não o conhece.

Não tenho mais idade pra chorar de medo do novo e desconhecido. Não eu que me julgo tão isso e aquilo mais.

Estou frágil, fútil e vivendo um drama patético que na manhã seguinte esquecerei. Tento me convencer que é pouca coisa essa dor que vem do medo de 'não dá certo'.

E não adianta me olhar com esse ar de superior perguntando o que seria o meu "não da certo".

Ora, não dá certo é tudo que dá errado, tudo que não se encaixa nessa vida de capítulos. É tudo que se planejou e o vento levou sem piedade, tudo que se quis e não aconteceu.

É todo pedaço de sonho que a gente tem que deixar pra trás.

Essa fragilidade que entra é mesmo pra tentar me sucumbir, dilacerar ?

Não, eu não admito ver meus planos entrar em dissolução. Eu já disse que não.

Por isso todos os dias quando me olho nesse espelho, eu digo que não adianta fazer corpo mole, ninguém irá me dá uns sacodes. Se eu não me alertar antes, a vida me dá uma rasteira.

 

Soube muito cedo que a vida não perdoa os fracos.

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