Hugo Carriço
Corunna Castle - Governor house - Casa do Governador
english
translator
The Fort of San Antón, known locally as Castle St. Anton (in Spanish, Castillo de San Antón), located in the town and city of A Coruña, A Coruña province, autonomous community of Galicia, Spain.
This fort was started in the sixteenth century on a small island in the center bay of A Coruña, as a complement to defend the port city, crossing fire with Fort Santa Cruz (Santa Cruz Castillo) and the Fort of San Diego ( Castillo de San Diego).
History
On this island, the entrance to the port of Corunna, rose from the late Middle Ages, a chapel under the invocation of San Antón, where confining sailors suffering from a disease known as "fire of San Antón." It was used later as lazaretto.
The 16th century fort
In 1528 the island of San Antón was chosen as the site for the construction of a fortress.
The Fratín engineer, inspector of fortifications of Philip II of Spain, endorsed the location and the sovereign authorized the start of construction, the position of lieutenant engineer Pedro Rodríguez Muñíz, professor of mathematics at the Royal Academy, who was in the service of Galicia-Captain General Marquis de Cerralbo.
According to an inscription on the epigraphic Gate Arms, the works began in 1587. Documentation refers coeval reuse, in his works, the stone stairs outside, damaged, the Tower of Hercules. It was also reused some of the old stone medieval city.
In retaliation to the organization of Armada, which departed that port in 1588, the city was attacked by Francis Drake in May 1589, which led to discontinuation of the works. The fort, garrisoned by two companies and some armed with artillery pieces, took an active part in defending the southern flank of the old city.
In 1590 the king ordered the architect Tiburcio Spanochi that continuation of the works, thus coming to be completed later that same year, the barracks, the tank and tower defense gate arms.
The work lasted even during much of the seventeenth century, a period in which the strong, still under construction, had to cope with the harassment of the fleet of the Archbishop of Bordeaux (1639). The crossfire of artillery fort with the San Diego (now gone) once again played an important role in the defense.
The reform of the eighteenth century
The fort has undergone an extensive renovation from 1777 aiming settled on their premises, the Army Corps of Engineers. We just built a low battery, a small harbor, a chapel and the Governor's House.
Nineteenth century to the present day
Since the beginning of the eighteenth century to the twentieth century strong dependencies served as a prison, for having gone there illustrious personages as Field Marshal Juan Díaz Porlier, General Villaroel, Malaspina and Melchor Macanaz.
In the context of the Peninsular War, when the Spanish War of Independence, the strongest part of the battle of Elviña (16 January 1809), in which died two generals, the commander of the forces of Great Britain, Lieutenant General Sir John Moore, and Brigadier-Gaulois French Manigaul Ives.
In the 1940s the island was connected to land by a landfill.
In 1960 the property was transferred by the Department of the Army to the county Coruña, to house a museum. The work for installation began in 1964, with the work carried out by Pons Sorolla.
The set was classified as Historic-Artistic Monument by Decree of 22 April 1949 and since 1994 was classified as a Cultural Monument to the category of
Character
The strong organic polygonal features (adapted to the terrain), Italian-inspired.
The entrance is defended by Santa Barbarian excavated in the rock. The gate is surmounted by the arms of the Empire, with the Golden Fleece Governor Marquis of Cerralbo and the Holy Office.
Crossing to the gate, he entered into the parade ground defended by curtains lateriais where are the vaulted casemates that currently are used as exhibition space.
The upper part is accessed by a wide ramp. Left opens the access to the tank where rain water is collected through a pipe system. Here also opens the pit, which directly accesses the cistern. In extremiidade oriented laughed, opens up a platform for starring artillery, which retain some old cannons, and watchtowers.
The Governor's House, built during the reform of the late eighteenth century is the work of Antonio López Sopeña engineer who designed a mansion in the neoclassical style. It is divided into two floors, with the lower and upper designed to barracks divided between two rooms and the chapel under the invocation of the Virgin of the Rosary, patroness of the city. The rooftop terrace is accessed by a narrow spiral staircase.
Português
pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Santo_Ant%C3%B3n
O Forte de San Antón, conhecido localmente como Castelo de Santo Antón (em língua espanhola, Castillo de San Antón), localiza-se na cidade e município de Corunha, na província da Corunha, comunidade autónoma da Galiza, na Espanha.
Este forte foi iniciado no século XVI, em uma pequena ilha no centro baía de A Coruña, como complemento da defesa do porto da cidade, cruzando fogos com o Forte de Santa Cruz (Castillo de Santa Cruz) e com o Forte de San Diego (Castillo de San Diego).
Historia
Nesta ilhota, à entrada do porto de Corunha, erguia-se, desde o final da Idade Média, uma capela sob a invocação de San Antón, onde se confinavam os navegantes portadores de uma doença conhecida como "fogo de San Antón". Foi utilizada, posteriormente, como lazareto.
Forte Seiscentista
Em 1528 a ilha de San Antón foi escolhida como local para a construção de uma fortaleza.
O engenheiro Fratín, inspector de fortificações de Filipe II de Espanha, referendou o local e o soberano autorizou o início das obras, a cargo do alferes engenheiro Pedro Rodríguez Muñíz, professor da Real Academia de Matemáticas, que se encontrava na Galiza a serviço do Capitão-general marquês de Cerralbo.
De acordo com uma inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas, as obras iniciaram-se em 1587. Documentação coeva refere o reaproveitamento, em suas obras, da pedra da escada exterior, danificada, da Torre de Hércules. Foi reaproveitada ainda a pedra da antiga cerca medieval da cidade.
Em represália à organização da Invencível Armada, que partiu daquele porto em 1588, a cidade foi atacada por Francis Drake em Maio de 1589, o que levou à interrupção das obras. O forte, guarnecido por duas companhias e armado com algumas peças de artilharia, tomou parte activa na defesa do flanco Sul da cidade velha.
Em 1590 o soberano determinou ao arquitecto Tiburcio Spanochi que desse prosseguimento às obras, vindo assim a ser concluídos, ainda naquele mesmo ano, os quartéis de tropa, a cisterna e a torre de defesa do portão de armas.
Os trabalhos prolongaram-se ainda durante boa parte do século XVII, período em que o forte, ainda em obras, teve que fazer face ao assédio da frota do arcebispo de Bordéus (1639). O fogo cruzado da artilharia do forte com a do de San Diego (hoje desaparecido), uma vez mais teve importante papel na defesa.
A reforma do século XVIII
O forte sofreu uma extensa reforma a partir de 1777 visando instalou-se nas suas dependências, o Corpo de Engenheiros do Exército. Foram assim construídas uma bateria baixa, um pequeno ancoradouro, uma capela e a Casa do Governador.
Do século XIX aos nossos dias
Desde o início do século XVIII até ao século XX as dependências do forte serviram como prisão, por ali tendo passado personagens ilustres como o marechal de campo Juan Díaz Porlier, o general Villaroel, Malaspina e Melchor Macanaz.
No contexto da Guerra Peninsular, quando da Guerra da Independência Espanhola, o forte participou da batalha de Elviña (16 de Janeiro de 1809), em que faleceram dois generais: o comandante das forças da Grã-Bretanha, tenente-general Sir John Moore, e o general de brigada francês Ives Manigaul-Gaulois.
Na década de 1940 a ilha foi ligada a terra por meio de um aterro.
Em 1960 o imóvel foi cedido pelo Ministério do Exército ao concelho da Coruña, para albergar um museu. As obras para a sua instalação iniciaram-se em 1964, com os trabalhos a cargo de Pons Sorolla.
O conjunto foi classificado como Monumento Histórico Artístico pelo Decreto de 22 de Abril de 1949 e, desde 1994 passou a ser classificado como Bem de Interesse Cultural com a categoria de monumento
Características
O forte apresenta planta poligonal orgânica (adaptada ao terreno), de inspiração italiana.
A entrada é defendida por Santa Bárbaras escavadas na rocha. O portão é encimado pelas armas do Império, com o Tosão de Ouro do governador marquês de Cerralbo e as do Santo Ofício.
Atravessando-se o portão, ingressa-se no pátio de armas defendido por cortinas lateriais abobadadas onde se situam as casamatas que, actualmente, são utilizadas como espaço de exposição.
A parte alta é acedida por uma ampla rampa. À esquerda abre-se o acesso para a cisterna, onde as águas pluviais são recolhidas por meio de um sistema de canalização. Aqui se abre também o poço, que acede diretamente à cisterna. Na extremiidade orientada para a ria, abre-se uma plataforma estrelada para artilharia, onde se conservam alguns antigos canhões, e guaritas.
A Casa do Governador, erguida quando da reforma de fins do século XVIII é obra do engenheiro Antonio López Sopeña, que desenhou um palacete em estilo neoclássico. Divide-se em dois pavimentos, sendo o inferior destinado a quartel e o superior dividido entre duas habitações e a capela, sob a invocação da Virgem do Rosário, padroeira da cidade. O terraço do edifício é acedido por uma estreita escada em caracol.
Corunna Castle - Governor house - Casa do Governador
english
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The Fort of San Antón, known locally as Castle St. Anton (in Spanish, Castillo de San Antón), located in the town and city of A Coruña, A Coruña province, autonomous community of Galicia, Spain.
This fort was started in the sixteenth century on a small island in the center bay of A Coruña, as a complement to defend the port city, crossing fire with Fort Santa Cruz (Santa Cruz Castillo) and the Fort of San Diego ( Castillo de San Diego).
History
On this island, the entrance to the port of Corunna, rose from the late Middle Ages, a chapel under the invocation of San Antón, where confining sailors suffering from a disease known as "fire of San Antón." It was used later as lazaretto.
The 16th century fort
In 1528 the island of San Antón was chosen as the site for the construction of a fortress.
The Fratín engineer, inspector of fortifications of Philip II of Spain, endorsed the location and the sovereign authorized the start of construction, the position of lieutenant engineer Pedro Rodríguez Muñíz, professor of mathematics at the Royal Academy, who was in the service of Galicia-Captain General Marquis de Cerralbo.
According to an inscription on the epigraphic Gate Arms, the works began in 1587. Documentation refers coeval reuse, in his works, the stone stairs outside, damaged, the Tower of Hercules. It was also reused some of the old stone medieval city.
In retaliation to the organization of Armada, which departed that port in 1588, the city was attacked by Francis Drake in May 1589, which led to discontinuation of the works. The fort, garrisoned by two companies and some armed with artillery pieces, took an active part in defending the southern flank of the old city.
In 1590 the king ordered the architect Tiburcio Spanochi that continuation of the works, thus coming to be completed later that same year, the barracks, the tank and tower defense gate arms.
The work lasted even during much of the seventeenth century, a period in which the strong, still under construction, had to cope with the harassment of the fleet of the Archbishop of Bordeaux (1639). The crossfire of artillery fort with the San Diego (now gone) once again played an important role in the defense.
The reform of the eighteenth century
The fort has undergone an extensive renovation from 1777 aiming settled on their premises, the Army Corps of Engineers. We just built a low battery, a small harbor, a chapel and the Governor's House.
Nineteenth century to the present day
Since the beginning of the eighteenth century to the twentieth century strong dependencies served as a prison, for having gone there illustrious personages as Field Marshal Juan Díaz Porlier, General Villaroel, Malaspina and Melchor Macanaz.
In the context of the Peninsular War, when the Spanish War of Independence, the strongest part of the battle of Elviña (16 January 1809), in which died two generals, the commander of the forces of Great Britain, Lieutenant General Sir John Moore, and Brigadier-Gaulois French Manigaul Ives.
In the 1940s the island was connected to land by a landfill.
In 1960 the property was transferred by the Department of the Army to the county Coruña, to house a museum. The work for installation began in 1964, with the work carried out by Pons Sorolla.
The set was classified as Historic-Artistic Monument by Decree of 22 April 1949 and since 1994 was classified as a Cultural Monument to the category of
Character
The strong organic polygonal features (adapted to the terrain), Italian-inspired.
The entrance is defended by Santa Barbarian excavated in the rock. The gate is surmounted by the arms of the Empire, with the Golden Fleece Governor Marquis of Cerralbo and the Holy Office.
Crossing to the gate, he entered into the parade ground defended by curtains lateriais where are the vaulted casemates that currently are used as exhibition space.
The upper part is accessed by a wide ramp. Left opens the access to the tank where rain water is collected through a pipe system. Here also opens the pit, which directly accesses the cistern. In extremiidade oriented laughed, opens up a platform for starring artillery, which retain some old cannons, and watchtowers.
The Governor's House, built during the reform of the late eighteenth century is the work of Antonio López Sopeña engineer who designed a mansion in the neoclassical style. It is divided into two floors, with the lower and upper designed to barracks divided between two rooms and the chapel under the invocation of the Virgin of the Rosary, patroness of the city. The rooftop terrace is accessed by a narrow spiral staircase.
Português
pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Santo_Ant%C3%B3n
O Forte de San Antón, conhecido localmente como Castelo de Santo Antón (em língua espanhola, Castillo de San Antón), localiza-se na cidade e município de Corunha, na província da Corunha, comunidade autónoma da Galiza, na Espanha.
Este forte foi iniciado no século XVI, em uma pequena ilha no centro baía de A Coruña, como complemento da defesa do porto da cidade, cruzando fogos com o Forte de Santa Cruz (Castillo de Santa Cruz) e com o Forte de San Diego (Castillo de San Diego).
Historia
Nesta ilhota, à entrada do porto de Corunha, erguia-se, desde o final da Idade Média, uma capela sob a invocação de San Antón, onde se confinavam os navegantes portadores de uma doença conhecida como "fogo de San Antón". Foi utilizada, posteriormente, como lazareto.
Forte Seiscentista
Em 1528 a ilha de San Antón foi escolhida como local para a construção de uma fortaleza.
O engenheiro Fratín, inspector de fortificações de Filipe II de Espanha, referendou o local e o soberano autorizou o início das obras, a cargo do alferes engenheiro Pedro Rodríguez Muñíz, professor da Real Academia de Matemáticas, que se encontrava na Galiza a serviço do Capitão-general marquês de Cerralbo.
De acordo com uma inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas, as obras iniciaram-se em 1587. Documentação coeva refere o reaproveitamento, em suas obras, da pedra da escada exterior, danificada, da Torre de Hércules. Foi reaproveitada ainda a pedra da antiga cerca medieval da cidade.
Em represália à organização da Invencível Armada, que partiu daquele porto em 1588, a cidade foi atacada por Francis Drake em Maio de 1589, o que levou à interrupção das obras. O forte, guarnecido por duas companhias e armado com algumas peças de artilharia, tomou parte activa na defesa do flanco Sul da cidade velha.
Em 1590 o soberano determinou ao arquitecto Tiburcio Spanochi que desse prosseguimento às obras, vindo assim a ser concluídos, ainda naquele mesmo ano, os quartéis de tropa, a cisterna e a torre de defesa do portão de armas.
Os trabalhos prolongaram-se ainda durante boa parte do século XVII, período em que o forte, ainda em obras, teve que fazer face ao assédio da frota do arcebispo de Bordéus (1639). O fogo cruzado da artilharia do forte com a do de San Diego (hoje desaparecido), uma vez mais teve importante papel na defesa.
A reforma do século XVIII
O forte sofreu uma extensa reforma a partir de 1777 visando instalou-se nas suas dependências, o Corpo de Engenheiros do Exército. Foram assim construídas uma bateria baixa, um pequeno ancoradouro, uma capela e a Casa do Governador.
Do século XIX aos nossos dias
Desde o início do século XVIII até ao século XX as dependências do forte serviram como prisão, por ali tendo passado personagens ilustres como o marechal de campo Juan Díaz Porlier, o general Villaroel, Malaspina e Melchor Macanaz.
No contexto da Guerra Peninsular, quando da Guerra da Independência Espanhola, o forte participou da batalha de Elviña (16 de Janeiro de 1809), em que faleceram dois generais: o comandante das forças da Grã-Bretanha, tenente-general Sir John Moore, e o general de brigada francês Ives Manigaul-Gaulois.
Na década de 1940 a ilha foi ligada a terra por meio de um aterro.
Em 1960 o imóvel foi cedido pelo Ministério do Exército ao concelho da Coruña, para albergar um museu. As obras para a sua instalação iniciaram-se em 1964, com os trabalhos a cargo de Pons Sorolla.
O conjunto foi classificado como Monumento Histórico Artístico pelo Decreto de 22 de Abril de 1949 e, desde 1994 passou a ser classificado como Bem de Interesse Cultural com a categoria de monumento
Características
O forte apresenta planta poligonal orgânica (adaptada ao terreno), de inspiração italiana.
A entrada é defendida por Santa Bárbaras escavadas na rocha. O portão é encimado pelas armas do Império, com o Tosão de Ouro do governador marquês de Cerralbo e as do Santo Ofício.
Atravessando-se o portão, ingressa-se no pátio de armas defendido por cortinas lateriais abobadadas onde se situam as casamatas que, actualmente, são utilizadas como espaço de exposição.
A parte alta é acedida por uma ampla rampa. À esquerda abre-se o acesso para a cisterna, onde as águas pluviais são recolhidas por meio de um sistema de canalização. Aqui se abre também o poço, que acede diretamente à cisterna. Na extremiidade orientada para a ria, abre-se uma plataforma estrelada para artilharia, onde se conservam alguns antigos canhões, e guaritas.
A Casa do Governador, erguida quando da reforma de fins do século XVIII é obra do engenheiro Antonio López Sopeña, que desenhou um palacete em estilo neoclássico. Divide-se em dois pavimentos, sendo o inferior destinado a quartel e o superior dividido entre duas habitações e a capela, sob a invocação da Virgem do Rosário, padroeira da cidade. O terraço do edifício é acedido por uma estreita escada em caracol.