Hugo Carriço
Viana do Alentejo Village / Vila
English
It is the county seat and a town of extraordinary importance in the history of Portugal. Located between Evora and Beja, has always played a role in the strategic defense of our territory. Its original name was curious and denounced the geographical neighborhood-Viana to par d'Alvito.
The population of this village is very remote. Archaeologist José Leite de Vasconcelos, who studied the site at the beginning of this century, discovered a series of archaeological remains, which may be attributed to the Roman times. Remains of pottery, some coins and even a Roman necropolis with their inscriptions in the vicinity of where you are today the shrine dedicated to Nossa Senhora d'Aires. Indeed, the very place of walls seems to suggest that there existed some kind of walls, probably from pre-Roman. Some authors are of the opinion that the Christian church came directly to a shrine of Hispano-Roman paganism.
Devastated by algariadas Moorish, the village was resettled in the thirteenth century by D. Gil Martins and his wife, D. Maria Anes. In 1269, we find a document on the town, where D. Martin, Bishop of Liverpool, acknowledged to have only a quarter of the tithes of the "church of Foch. On the death of D. Gil Martins and his wife, Viana do Alentejo passed into the possession of his son, D. Martim Gil de Sousa, Count of Barcelos.
It was in the reign of King Afonso III was granted the first charter as later renewed by D. Dinis (1321) with privileges equal to those of Santarem. It was also D Dinis laid the foundations for the construction of the castle, begun in 1313, and became a "village. It was part of his term Alvito, Vila Nova, Vila and Blondie Malcabron. Its residents received 1000 pounds to help raise the walls. The extension of the term of Viana during the reign of King Denis was very significant as it was going to Vila Alva, at the time Malcabron, which is currently
Português
É sede do concelho e uma vila de extraordinária importância na história de Portugal. Situada entre Évora e Beja, desempenhou sempre um papel de destaque na defesa estratégica do nosso território. O seu nome inicial era curioso e denunciava a vizinhança geográfica -Viana a par d’Alvito.
O povoamento desta freguesia é muito remoto. O arqueólogo José Leite de Vasconcelos, que estudou o local nos inícios deste século, descobriu uma série de vestígios arqueológicos, que poderão ser atribuídos à época romana. Restos de cerâmica, algumas moedas e mesmo uma necrópole romana com as respectivas inscrições nas cercanias do local onde se encontra hoje o santuário dedicado a N.ª Sr.ª d’Aires. Aliás, o próprio lugar de Paredes parece querer indicar que ali existiu algum tipo de muros, muito provavelmente castrejos. Alguns autores, são da opinião que este templo cristão sucedeu directamente a uma ermida do paganismo hispano-romano.
Devastada pelas algariadas mouriscas, a vila foi repovoada no século XIII por D. Gil Martins e sua mulher, D. Maria Anes. Em 1269, encontramos um documento sobre a vila, em que D. Martinho, Bispo de Évora, reconhecia ter direito apenas a um quarto dos dízimos da "igreja de Fochem". Por morte de D. Gil Martins e sua mulher, passou Viana do Alentejo para a posse do seu filho, D. Martim Gil de Sousa, Conde de Barcelos.
Foi no reinado de D. Afonso III que lhe foi concedida a primeira carta de foral, mais tarde renovada por D. Dinis (1321) com privilégios iguais aos de Santarém. Foi também D. Dinis que lançou as bases para a construção do seu castelo, iniciada em 1313, e a elevou à categoria de vila. Fazia parte do seu termo Alvito, Vila Nova, Vila Ruiva e Malcabron. Os seus moradores recebiam 1000 libras de ajuda para levantarem as muralhas. A extensão do termo de Viana durante o reinado de D. Dinis era muita significativa, já que ia até Vila Alva, na época Malcabron, que se encontra actualmente no concelho de Cuba.
Viana do Alentejo Village / Vila
English
It is the county seat and a town of extraordinary importance in the history of Portugal. Located between Evora and Beja, has always played a role in the strategic defense of our territory. Its original name was curious and denounced the geographical neighborhood-Viana to par d'Alvito.
The population of this village is very remote. Archaeologist José Leite de Vasconcelos, who studied the site at the beginning of this century, discovered a series of archaeological remains, which may be attributed to the Roman times. Remains of pottery, some coins and even a Roman necropolis with their inscriptions in the vicinity of where you are today the shrine dedicated to Nossa Senhora d'Aires. Indeed, the very place of walls seems to suggest that there existed some kind of walls, probably from pre-Roman. Some authors are of the opinion that the Christian church came directly to a shrine of Hispano-Roman paganism.
Devastated by algariadas Moorish, the village was resettled in the thirteenth century by D. Gil Martins and his wife, D. Maria Anes. In 1269, we find a document on the town, where D. Martin, Bishop of Liverpool, acknowledged to have only a quarter of the tithes of the "church of Foch. On the death of D. Gil Martins and his wife, Viana do Alentejo passed into the possession of his son, D. Martim Gil de Sousa, Count of Barcelos.
It was in the reign of King Afonso III was granted the first charter as later renewed by D. Dinis (1321) with privileges equal to those of Santarem. It was also D Dinis laid the foundations for the construction of the castle, begun in 1313, and became a "village. It was part of his term Alvito, Vila Nova, Vila and Blondie Malcabron. Its residents received 1000 pounds to help raise the walls. The extension of the term of Viana during the reign of King Denis was very significant as it was going to Vila Alva, at the time Malcabron, which is currently
Português
É sede do concelho e uma vila de extraordinária importância na história de Portugal. Situada entre Évora e Beja, desempenhou sempre um papel de destaque na defesa estratégica do nosso território. O seu nome inicial era curioso e denunciava a vizinhança geográfica -Viana a par d’Alvito.
O povoamento desta freguesia é muito remoto. O arqueólogo José Leite de Vasconcelos, que estudou o local nos inícios deste século, descobriu uma série de vestígios arqueológicos, que poderão ser atribuídos à época romana. Restos de cerâmica, algumas moedas e mesmo uma necrópole romana com as respectivas inscrições nas cercanias do local onde se encontra hoje o santuário dedicado a N.ª Sr.ª d’Aires. Aliás, o próprio lugar de Paredes parece querer indicar que ali existiu algum tipo de muros, muito provavelmente castrejos. Alguns autores, são da opinião que este templo cristão sucedeu directamente a uma ermida do paganismo hispano-romano.
Devastada pelas algariadas mouriscas, a vila foi repovoada no século XIII por D. Gil Martins e sua mulher, D. Maria Anes. Em 1269, encontramos um documento sobre a vila, em que D. Martinho, Bispo de Évora, reconhecia ter direito apenas a um quarto dos dízimos da "igreja de Fochem". Por morte de D. Gil Martins e sua mulher, passou Viana do Alentejo para a posse do seu filho, D. Martim Gil de Sousa, Conde de Barcelos.
Foi no reinado de D. Afonso III que lhe foi concedida a primeira carta de foral, mais tarde renovada por D. Dinis (1321) com privilégios iguais aos de Santarém. Foi também D. Dinis que lançou as bases para a construção do seu castelo, iniciada em 1313, e a elevou à categoria de vila. Fazia parte do seu termo Alvito, Vila Nova, Vila Ruiva e Malcabron. Os seus moradores recebiam 1000 libras de ajuda para levantarem as muralhas. A extensão do termo de Viana durante o reinado de D. Dinis era muita significativa, já que ia até Vila Alva, na época Malcabron, que se encontra actualmente no concelho de Cuba.