moura.jose
Res: Carta aos Brasileiros!
Moura
Deixa de neura; se eu não te conhecesse te chamaria de burro, mesmo sabendo
da intelig^^encia que vc tem.
Como é que eu vou votar em um candidato que no atlas geográfico dele a
região sudeste é o Brasil e a capital é São Paulo.
Isso é que é retrocesso; vamos voltar à política do CAFË com LEITE; tudo pro
sul e sudeste e nordeste nada.
Dia 31 vote 13. DILMÃO neles.
Abraço amigo.
Galvão.
-------Mensagem original-------
De: Moura
Data: 23/10/2010 08:19:32
Para: Executiva@secrel.com.br; executivo@secrel.com.br; Fabiana Furtado;
Fabiano Pereira; fale_conosco@vivo.com.br; Fausto Costa; Fernando Junior;
Fernando Mitoso /Mitoso; filipe-carten@ig.com.br; Filuca Mendes; Flávia
Borba; forseg_ma@oi.com.br; Francisco Brandão; francisco jose campelo
galvao; Francisco Sousa; Fred; Fui Raqueada Peninha !!;
gabinete@cefet-ma.br; gabinete@pinheiro.ma.gov.br; gabinete@secid.ma.gov
br; galiza@limpforte.com.br; gepev@caixa.gov.br; geraldo
carvalho@zucatelli.com.br; Germana Pires Coriolano; gitapema@gmail.com;
glopesneto@ig.com.br; graficamendes@bol.com.br; guterres. mendes;
Helcimar Belém; heliofariajr@hotmail.com; hiduana@uol.com.br;
hildoana@uol.com.br; history43change2twitter@photos.flickr.com; honorio
moreira; htajra@uol.com.br; Hugo Cordeiro *; hugofmc@ig.com.br; Hummmm!?
*******; ielma.santos@cemar-ma.com.br; ildomar fernandes;
ildonmarques@uol.com.br; inacioteixeira@gmail.com; info@planetadeagostini
com.br; iresHelena Aires; iscde@terra.com.br; Janyr Reis; Jéssica ϟ
Monteiro; Joaima Tomaz; Joao Batista Ferreira Fernandes; João Bôsco
Barreto Guimarães; jonalcidadedepinheiro@gmail.com; Jorge Raimundo de
Jesus Mutti de Carvalho; José Márcio Soares Leite; jose.cn.junior@caixa
gov.br; josefnetto@hotmail.com; josemouraf; josetorres1980@bol.com.br;
josevaldop@sistemapericuma.com.br; Josué Almeida Moura; Josué Moura;
josue-moura@uol.com.br; jr.machadorodrigues@gmail.com; jrbfonseca@gmail
com; jrgomespho@ig.com.br; jucildo_azevedo@hotmail.com;
juju_baker@hotmail.com; Julia Bulgarelli; julia_baker@hotmail.com;
Juliinha Sii; JÚNIOR JÚNIOR; Kálico Franco; kareninamoura; karla dunaway
boás guterres; Karol; Kyonaria Gama; Lana; Laurene Leite; Laurene Leite
Maia Leite; leobbing.s@gmail.com; Leonidas; lidian.bb@hotmail.com;
liegina@yAhoo.com.br; linelson.ribeiro@hotmail.com; Luanda Gaspar; Lucia
Ferreira; lucineide15@hotmail.com; lusa mell; lusenira Bandeiraღღ ღ;
Lusenira Rodrigues Bandeira; macro-contabil@ibest.com.br; magnoborba@globo
com; magnoborba@labormag.com.br; manasses santana; marcelo barroso sirkis
sirkis; marco_aureliojr@hotmail.com; Marcos Coutinho Lobo; Marcos Diego
Pereira da Silva; Marcos Gregório R. S; marcosgalvao03@hotmail.com;
MARIZE MENDES PINHEIRO; Marta Sicília de Oliveira e Silva;
mcoutinholobo@uol.com.br; meioambiente@pinheiro.ma.gov.br;
mffadvocacia@gmail.com
Assunto: Carta aos Brasileiros!
Sem medo do passado – Carta aberta de Fernando Henrique Cardoso a Lula
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Fernando Henrique Cardoso
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar
inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce
o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere
que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o
personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de
tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou
eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos.
Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu
passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então,
baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal,
o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o
inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o
inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele
herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais
consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois
alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área
social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta
é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um
governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade
da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da
modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do
monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade,
chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de
R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e
recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos
alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de
obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do
sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do
acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga
mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a
empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o
salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos
brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e
dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo
temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir
socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de
reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor
que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os
juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à
custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto
“neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o
que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente
da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior
(monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras
produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez
anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a
realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz
dela”.
(José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem
só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a
população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou
caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito
acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário
mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de
49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação,
não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando
saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do
nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família),
vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em
um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados
(Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola
atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou
outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa
os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas
olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o
programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos
genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família,
pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa
“Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das
crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em
prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e
deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe
abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem
mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fonte: Manifesto em Defesa da Democracia - Fernando Henrique Cardoso
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da intelig^^encia que vc tem.
Como é que eu vou votar em um candidato que no atlas geográfico dele a
região sudeste é o Brasil e a capital é São Paulo.
Isso é que é retrocesso; vamos voltar à política do CAFË com LEITE; tudo pro
sul e sudeste e nordeste nada.
Dia 31 vote 13. DILMÃO neles.
Abraço amigo.
Galvão.
-------Mensagem original-------
De: Moura
Data: 23/10/2010 08:19:32
Para: Executiva@secrel.com.br; executivo@secrel.com.br; Fabiana Furtado;
Fabiano Pereira; fale_conosco@vivo.com.br; Fausto Costa; Fernando Junior;
Fernando Mitoso /Mitoso; filipe-carten@ig.com.br; Filuca Mendes; Flávia
Borba; forseg_ma@oi.com.br; Francisco Brandão; francisco jose campelo
galvao; Francisco Sousa; Fred; Fui Raqueada Peninha !!;
gabinete@cefet-ma.br; gabinete@pinheiro.ma.gov.br; gabinete@secid.ma.gov
br; galiza@limpforte.com.br; gepev@caixa.gov.br; geraldo
carvalho@zucatelli.com.br; Germana Pires Coriolano; gitapema@gmail.com;
glopesneto@ig.com.br; graficamendes@bol.com.br; guterres. mendes;
Helcimar Belém; heliofariajr@hotmail.com; hiduana@uol.com.br;
hildoana@uol.com.br; history43change2twitter@photos.flickr.com; honorio
moreira; htajra@uol.com.br; Hugo Cordeiro *; hugofmc@ig.com.br; Hummmm!?
*******; ielma.santos@cemar-ma.com.br; ildomar fernandes;
ildonmarques@uol.com.br; inacioteixeira@gmail.com; info@planetadeagostini
com.br; iresHelena Aires; iscde@terra.com.br; Janyr Reis; Jéssica ϟ
Monteiro; Joaima Tomaz; Joao Batista Ferreira Fernandes; João Bôsco
Barreto Guimarães; jonalcidadedepinheiro@gmail.com; Jorge Raimundo de
Jesus Mutti de Carvalho; José Márcio Soares Leite; jose.cn.junior@caixa
gov.br; josefnetto@hotmail.com; josemouraf; josetorres1980@bol.com.br;
josevaldop@sistemapericuma.com.br; Josué Almeida Moura; Josué Moura;
josue-moura@uol.com.br; jr.machadorodrigues@gmail.com; jrbfonseca@gmail
com; jrgomespho@ig.com.br; jucildo_azevedo@hotmail.com;
juju_baker@hotmail.com; Julia Bulgarelli; julia_baker@hotmail.com;
Juliinha Sii; JÚNIOR JÚNIOR; Kálico Franco; kareninamoura; karla dunaway
boás guterres; Karol; Kyonaria Gama; Lana; Laurene Leite; Laurene Leite
Maia Leite; leobbing.s@gmail.com; Leonidas; lidian.bb@hotmail.com;
liegina@yAhoo.com.br; linelson.ribeiro@hotmail.com; Luanda Gaspar; Lucia
Ferreira; lucineide15@hotmail.com; lusa mell; lusenira Bandeiraღღ ღ;
Lusenira Rodrigues Bandeira; macro-contabil@ibest.com.br; magnoborba@globo
com; magnoborba@labormag.com.br; manasses santana; marcelo barroso sirkis
sirkis; marco_aureliojr@hotmail.com; Marcos Coutinho Lobo; Marcos Diego
Pereira da Silva; Marcos Gregório R. S; marcosgalvao03@hotmail.com;
MARIZE MENDES PINHEIRO; Marta Sicília de Oliveira e Silva;
mcoutinholobo@uol.com.br; meioambiente@pinheiro.ma.gov.br;
mffadvocacia@gmail.com
Assunto: Carta aos Brasileiros!
Sem medo do passado – Carta aberta de Fernando Henrique Cardoso a Lula
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Fernando Henrique Cardoso
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar
inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce
o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere
que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o
personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de
tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou
eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos.
Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu
passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então,
baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal,
o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o
inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o
inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele
herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais
consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois
alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área
social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta
é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um
governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade
da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da
modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do
monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade,
chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de
R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e
recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos
alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de
obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do
sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do
acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga
mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a
empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o
salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos
brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e
dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo
temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir
socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de
reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor
que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os
juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à
custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto
“neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o
que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente
da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior
(monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras
produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez
anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a
realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz
dela”.
(José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem
só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a
população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou
caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito
acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário
mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de
49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação,
não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando
saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do
nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família),
vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em
um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados
(Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola
atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou
outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa
os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas
olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o
programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos
genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família,
pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa
“Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das
crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em
prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e
deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe
abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem
mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fonte: Manifesto em Defesa da Democracia - Fernando Henrique Cardoso
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