antoninodias13
Encostas do Douro
(…)
A tradição da plantação de vinha no Douro remonta aos romanos, tendo mesmo sido encontradas grainhas de uvas numa estação arqueológica, perto de Mirandela, com mais de três mil anos. No entanto, é sobretudo no final do Império Romano (séculos III-IV), que os testemunhos da vitivinicultura começam a tornar-se mais significativos com a produção a ser desenvolvida na Idade Média, sob o impulso dos mosteiros da Ordem de Cister, que se instalaram na Beira Douro, e consolidada com o início da exportação de vinho no século XVII.
Efectivamente, a designação de «Vinho do Porto» surgiu com a sua comercialização para o estrangeiro, em especial para a Inglaterra, abrangendo todo o vinho do Douro exportado pela Alfândega do Porto, datando a primeira referência escrita, de que existe conhecimento, de 1678.
Entre 1680 e 1715 a expansão e crescimento das exportações foi notável, tendo o espírito mercantil dos negociantes ingleses, radicados na cidade Invicta, em muito contribuído para esse incremento, além de terem sido os responsáveis pela descoberta, após uma série de experiências (como a adição de aguardente aos vinhos durienses para os preservar nas longas travessias marítimas), do derradeiro «Vinho do Porto».
Rapidamente os comerciantes, e consumidores, se aperceberam que a acidez do tradicional vinho do Douro era amaciado pela aguardente que, ao interromper o processo de fermentação, mantinha o paladar original da própria uva.
Os elevados lucros obtidos com as exportações para Inglaterra viriam contudo a criar situações de fraude, abuso e adulteração da qualidade do vinho generoso. Isto porque o Tratado de Metween, de 1703, acordava tarifas aduaneiras preferenciais ao Vinho do Porto vendido em Inglaterra, em consequência do embargo comercial imposto por aquele país à França. Perante esta situação, os principais produtores de vinho durienses exigiram a intervenção do governo.
(…)
250 anos de bons vinhos - Região Demarcada do Douro é a mais antiga do mundo
por Liliana Leandro in JN
Encostas do Douro
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A tradição da plantação de vinha no Douro remonta aos romanos, tendo mesmo sido encontradas grainhas de uvas numa estação arqueológica, perto de Mirandela, com mais de três mil anos. No entanto, é sobretudo no final do Império Romano (séculos III-IV), que os testemunhos da vitivinicultura começam a tornar-se mais significativos com a produção a ser desenvolvida na Idade Média, sob o impulso dos mosteiros da Ordem de Cister, que se instalaram na Beira Douro, e consolidada com o início da exportação de vinho no século XVII.
Efectivamente, a designação de «Vinho do Porto» surgiu com a sua comercialização para o estrangeiro, em especial para a Inglaterra, abrangendo todo o vinho do Douro exportado pela Alfândega do Porto, datando a primeira referência escrita, de que existe conhecimento, de 1678.
Entre 1680 e 1715 a expansão e crescimento das exportações foi notável, tendo o espírito mercantil dos negociantes ingleses, radicados na cidade Invicta, em muito contribuído para esse incremento, além de terem sido os responsáveis pela descoberta, após uma série de experiências (como a adição de aguardente aos vinhos durienses para os preservar nas longas travessias marítimas), do derradeiro «Vinho do Porto».
Rapidamente os comerciantes, e consumidores, se aperceberam que a acidez do tradicional vinho do Douro era amaciado pela aguardente que, ao interromper o processo de fermentação, mantinha o paladar original da própria uva.
Os elevados lucros obtidos com as exportações para Inglaterra viriam contudo a criar situações de fraude, abuso e adulteração da qualidade do vinho generoso. Isto porque o Tratado de Metween, de 1703, acordava tarifas aduaneiras preferenciais ao Vinho do Porto vendido em Inglaterra, em consequência do embargo comercial imposto por aquele país à França. Perante esta situação, os principais produtores de vinho durienses exigiram a intervenção do governo.
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250 anos de bons vinhos - Região Demarcada do Douro é a mais antiga do mundo
por Liliana Leandro in JN