Município de Coimbra
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Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra | Torre de Anto | 1
Álbum com 100 fotografias do interior da Torre de Anto, que alberga, desde 4 de Julho de 2015, o “Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra” (tomas efectuadas a 07.07.2015).
Instalado na Torre de Anto, classificada como Monumento Nacional desde 1935, o Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra está integrado no programa do Museu Municipal de Coimbra e pretende contribuir para o conhecimento e divulgação duma expressão artística que projetou a Cidade para o mundo.
Cantores, Instrumentistas, Compositores e Violeiros formatam um percurso expositivo que acompanha os momentos mais relevantes do Canto e da Guitarra de Coimbra ao longo de várias gerações.
Esta torre de vigia de Coimbra foi arrendada no século XIX a estudantes universitários, sendo um deles António Nobre, poeta do “Só”, razão porque hoje é conhecida como Torre de Anto. Em 1965 os proprietários cederam a torre à Câmara Municipal de Coimbra.
Em 2012, ao abrigo de um projecto desenvolvido no âmbito da Rede Urbana dos Castelos e Muralhas do Mondego, iniciou-se um processo de intervenção profunda sobre este edificado, da autoria do arquitecto Carlos Amaral, com o objectivo último de albergar o novo Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, integrado no Museu Municipal de Coimbra.
- // -
Amuletos de Carlos Paredes ou a letra original de uma canção de Zeca Afonso podem observar-se no Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, que ocupa a antiga casa de António Nobre.
Nos quatro pisos deste núcleo museológico, outrora a Torre de Anto, os visitantes podem descobrir os vários momentos da Canção de Coimbra, com a ajuda de ecrãs tácteis e audioguias, e contemplar objectos e manuscritos relacionados com o fado da cidade dos estudantes.
Os pisos dividem-se em épocas: no segundo, fala-se do final do século XIX até ao início do século XX, o terceiro é reservado à chamada "geração de oiro" dos anos 1920 a 1950 e o quarto destina-se à ligação entre a Canção de Coimbra e a música de intervenção. O primeiro piso é genérico e recebe ainda um mini-auditório.
A Torre de Anto foi a casa do poeta António Nobre em Coimbra, no final do século XIX, tendo o autor da obra "Só" deixado o poema "Fado D`Anto", que muitos anos mais tarde viria a ser interpretado por Zeca Afonso, músico que agora se encontra com o escritor nesta casa.
Dentro do espaço que era parte integrante da muralha medieval da cidade, encontra-se a guitarra de Artur Paredes, que mais tarde viria a ser utilizada pelo seu filho, Carlos, do qual também estão presentes alguns pertences, como os seus amuletos, um cão e um carneiro em porcelana, que usava nas actuações, ou o transístor que o acompanhava.
Pode-se também ler a referência de José Régio a Artur Paredes, que, "vibrando os dedos em garra, despedaçava a guitarra", ou a Edmundo Bettencourt, com os seus "gritos de cristal e de oiro".
Há também uma carta de Zeca Afonso ao jornalista Rocha Pato, uma viola toeira, uma guitarra de António Portugal e um poema do cantor Edmundo Bettencourt, conhecido pela composição "Saudades de Coimbra", sendo que também está presente a letra original de Manuel Alegre da "Trova do vento que passa".
Este projecto "é acalentado em Coimbra há muitos anos", disse à agência Lusa o Presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, sublinhando que o núcleo é um "espaço identitário" onde se dão a conhecer "aspectos que fazem parte do património cultural de Coimbra", aqui integrados no seu "património histórico e arquitetónico".
O núcleo museológico, que contou com a colaboração de especialistas de história da arte, arquitectura e museologia, é também uma "homenagem" aos estudantes e não estudantes, homens e mulheres, que cantam e cantaram Fado de Coimbra, frisa o autarca.
Para Manuel Machado, esta é uma iniciativa "com projecção para o futuro", englobando novas tecnologias, como os ecrãs tácteis ou os audioguias, que, por enquanto, apenas estão em português, mas que se espera estejam disponíveis em inglês até ao final de Julho.
Apesar de a torre ser um "espaço pequenino", salienta que "é muito grande do ponto de vista simbólico e da sua mensagem", com o destaque a uma "marca forte da cidade" - a Canção de Coimbra.
A musealização do espaço custou 140 mil euros (85% comparticipado por fundos comunitários) e a reabilitação da Torre cerca de 200 mil euros (com 60% do investimento comparticipado).
A entrada, por enquanto, será gratuita.
VEJA TAMBÉM:
Fado de Coimbra x 1830
www.youtube.com/watch?v=czLPUqRS9d4
Vídeofoto com 2h47m, assinalando a abertura, este sábado, dia 4 de Julho de 2015, do “Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra”.
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Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra | Torre de Anto | 1
Álbum com 100 fotografias do interior da Torre de Anto, que alberga, desde 4 de Julho de 2015, o “Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra” (tomas efectuadas a 07.07.2015).
Instalado na Torre de Anto, classificada como Monumento Nacional desde 1935, o Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra está integrado no programa do Museu Municipal de Coimbra e pretende contribuir para o conhecimento e divulgação duma expressão artística que projetou a Cidade para o mundo.
Cantores, Instrumentistas, Compositores e Violeiros formatam um percurso expositivo que acompanha os momentos mais relevantes do Canto e da Guitarra de Coimbra ao longo de várias gerações.
Esta torre de vigia de Coimbra foi arrendada no século XIX a estudantes universitários, sendo um deles António Nobre, poeta do “Só”, razão porque hoje é conhecida como Torre de Anto. Em 1965 os proprietários cederam a torre à Câmara Municipal de Coimbra.
Em 2012, ao abrigo de um projecto desenvolvido no âmbito da Rede Urbana dos Castelos e Muralhas do Mondego, iniciou-se um processo de intervenção profunda sobre este edificado, da autoria do arquitecto Carlos Amaral, com o objectivo último de albergar o novo Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, integrado no Museu Municipal de Coimbra.
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Amuletos de Carlos Paredes ou a letra original de uma canção de Zeca Afonso podem observar-se no Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, que ocupa a antiga casa de António Nobre.
Nos quatro pisos deste núcleo museológico, outrora a Torre de Anto, os visitantes podem descobrir os vários momentos da Canção de Coimbra, com a ajuda de ecrãs tácteis e audioguias, e contemplar objectos e manuscritos relacionados com o fado da cidade dos estudantes.
Os pisos dividem-se em épocas: no segundo, fala-se do final do século XIX até ao início do século XX, o terceiro é reservado à chamada "geração de oiro" dos anos 1920 a 1950 e o quarto destina-se à ligação entre a Canção de Coimbra e a música de intervenção. O primeiro piso é genérico e recebe ainda um mini-auditório.
A Torre de Anto foi a casa do poeta António Nobre em Coimbra, no final do século XIX, tendo o autor da obra "Só" deixado o poema "Fado D`Anto", que muitos anos mais tarde viria a ser interpretado por Zeca Afonso, músico que agora se encontra com o escritor nesta casa.
Dentro do espaço que era parte integrante da muralha medieval da cidade, encontra-se a guitarra de Artur Paredes, que mais tarde viria a ser utilizada pelo seu filho, Carlos, do qual também estão presentes alguns pertences, como os seus amuletos, um cão e um carneiro em porcelana, que usava nas actuações, ou o transístor que o acompanhava.
Pode-se também ler a referência de José Régio a Artur Paredes, que, "vibrando os dedos em garra, despedaçava a guitarra", ou a Edmundo Bettencourt, com os seus "gritos de cristal e de oiro".
Há também uma carta de Zeca Afonso ao jornalista Rocha Pato, uma viola toeira, uma guitarra de António Portugal e um poema do cantor Edmundo Bettencourt, conhecido pela composição "Saudades de Coimbra", sendo que também está presente a letra original de Manuel Alegre da "Trova do vento que passa".
Este projecto "é acalentado em Coimbra há muitos anos", disse à agência Lusa o Presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, sublinhando que o núcleo é um "espaço identitário" onde se dão a conhecer "aspectos que fazem parte do património cultural de Coimbra", aqui integrados no seu "património histórico e arquitetónico".
O núcleo museológico, que contou com a colaboração de especialistas de história da arte, arquitectura e museologia, é também uma "homenagem" aos estudantes e não estudantes, homens e mulheres, que cantam e cantaram Fado de Coimbra, frisa o autarca.
Para Manuel Machado, esta é uma iniciativa "com projecção para o futuro", englobando novas tecnologias, como os ecrãs tácteis ou os audioguias, que, por enquanto, apenas estão em português, mas que se espera estejam disponíveis em inglês até ao final de Julho.
Apesar de a torre ser um "espaço pequenino", salienta que "é muito grande do ponto de vista simbólico e da sua mensagem", com o destaque a uma "marca forte da cidade" - a Canção de Coimbra.
A musealização do espaço custou 140 mil euros (85% comparticipado por fundos comunitários) e a reabilitação da Torre cerca de 200 mil euros (com 60% do investimento comparticipado).
A entrada, por enquanto, será gratuita.
VEJA TAMBÉM:
Fado de Coimbra x 1830
www.youtube.com/watch?v=czLPUqRS9d4
Vídeofoto com 2h47m, assinalando a abertura, este sábado, dia 4 de Julho de 2015, do “Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra”.